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MAM São Paulo anuncia Petí como novo restaurante do museu

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Bárbara Camargo e Victor Dimitrow, sócios do Petí. Foto: Estúdio em Obra.

Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo) anuncia a inauguração do Petí no MAM, seu novo restaurante, comandado pelo chef Victor Dimitrow e pela restauratrice Bárbara Camargo. A abertura acontece em 12 de setembro, marcando a reabertura do museu em sua sede no Parque Ibirapuera após o período de reforma da marquise. Na mesma data, o MAM também inaugura a 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, sua principal exposição e uma das mais importantes mostras de arte contemporânea do país.

Fundado em 2015, o Petí nasceu em São Paulo, dentro de uma loja de artigos de pintura, e construiu sua identidade ao valorizar a origem e a sazonalidade dos ingredientes em uma cozinha autoral, delicada e criativa. Ao longo de uma década, tornou-se referência por democratizar técnicas e apresentações antes restritas à alta gastronomia, oferecendo menus renovados constantemente. O restaurante é reconhecido pelo Guia Michelin com a categoria Bib Gourmand, distinção concedida a estabelecimentos que oferecem excelente qualidade gastronômica e ótima relação entre qualidade e preço. “A reabertura do MAM representa um momento de renovação para o museu e de ampliação da experiência oferecida aos visitantes. A chegada do Petí no MAM reforça esse propósito ao integrar gastronomia e programação cultural em um mesmo espaço, convidando o público a permanecer, conviver e aproveitar o museu de diferentes maneiras”, afirma Elizabeth Machado, presidente do MAM São Paulo.

Instalado na sede do museu, o Petí no MAM foi concebido para receber tanto o público que visita as exposições quanto frequentadores do Parque Ibirapuera. O acesso ao restaurante poderá ser feito independentemente da visita às exposições. “O Petí nasceu da convivência com um ateliê de pintura e sempre teve a criatividade como parte da sua identidade. Estar agora dentro do MAM é uma evolução muito natural da nossa história. Queremos que o restaurante faça parte da experiência de quem visita o museu”, afirma o chef Victor Dimitrow.

À frente do Petí no MAM, Victor Dimitrow começou a se interessar por gastronomia ainda na infância. Formado pela Universidade Anhembi Morumbi, especializou-se no Institut Paul Bocuse, em Lyon, e acumulou experiência em restaurantes de referência na Europa, como o parisiense Le Chateaubriand, então considerado um dos melhores do mundo, e, em Dublin, o Patrick Guilbaud, duas estrelas Michelin, e o contemporâneo franco-inglês Camden Kitchen. Em 2016, aos 26 anos, foi reconhecido como Chef Revelação pela revista Veja Comer & Beber.

Aberto para café da manhã, almoço e café da tarde, o Petí no MAM contará com um cardápio de pratos fixos, constantemente renovado a partir da sazonalidade dos ingredientes e da criatividade da equipe. Aos finais de semana, a casa oferecerá um menu especial de brunch. Em diálogo com a programação do museu, também serão criados menus e pratos inspirados nas exposições do MAM, ampliando a conexão entre gastronomia e programação cultural.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas. O MAM tem uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

O MAM está temporariamente fora de sua sede no Ibirapuera desde agosto de 2024 devido à reforma da marquise, realizada pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo. A programação de exposições está sendo apresentada em instituições parceiras. Acompanhe as atividades do MAM através do site (mam.org.br) e pelas redes sociais (@mamsaopaulo).

Mais informações:

MAM São Paulo

instagram.com/mamsaopaulo/

facebook.com/mamsaopaulo/

youtube.com/@mamsaopaulo/.

(Com Evandro Pimentel/MAM São Paulo)

Viajar para dormir: ‘Sleep Tourism’ ganha força e impulsiona experiências de bem-estar ao redor do mundo

Mundo, por Kleber Patricio

Banhos termais ao entardecer ajudam o corpo a desacelerar e preparam para uma noite de sono profundo; na foto, a Blue Lagoon, na Islândia. Fotos: Divulgação/Civitatis.

Depois de cuidar da alimentação e da rotina de exercícios na febre do wellness, o viajante moderno descobriu uma nova prioridade: dormir bem. Em meio ao que especialistas já chamam de “epidemia do sono” (um estudo de 2023 da Fundação Oswaldo Cruz de 2023 revelou que 72% dos brasileiros de algum distúrbio do sono), uma boa noite de descanso virou artigo de luxo e deu origem a uma tendência no universo de viagens: o sleep tourism, ou turismo do sono.

Mais do que lençóis de alta qualidade e travesseiros confortáveis, o sleep tourism coloca o descanso no centro da experiência de viagem, com programas que vão de rituais de relaxamento a retiros dedicados a reeducar o sono. Segundo a Civitatis, plataforma líder em experiências turísticas em português ao redor do mundo, tem crescido as reservas em experiências ao redor do mundo que ajudam a desacelerar e preparar corpo e mente para um sono muito melhor, de spas e banhos termais a retiros e passeios noturnos voltados para uma experiência de relaxamento e contemplação antes de dormir.

O assunto já virou tema de pesquisas que confirmam o movimento. Segundo o estudo “Sleep Tourism Market (2025 – 2030)”, da Grand View Research, o mercado global de turismo do sono foi estimado em cerca de US$ 74,5 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 149 bilhões até 2030 – um crescimento médio de 12,4% ao ano. A tendência reflete uma mudança mais ampla: depois da dieta e do preparo físico, o sono desponta como a nova fronteira do bem-estar.

A seguir, seis experiências disponíveis na Civitatis para descansar pelo mundo:

Blue Lagoon – Grindavík, Islândia

Blue Lagoon fica a poucos minutos do aeroporto de Keflavík, na Islândia.

Poucos cenários convidam ao relaxamento como as águas termais da Islândia. Cercada por campos de lava cobertos de musgo, a Blue Lagoon é um spa geotérmico de águas azul-leitosas, ricas em sílica e minerais, mantidas entre 37 °C e 40 °C. A imersão prolongada em água morna eleva suavemente a temperatura do corpo e, ao sair, a queda natural ajuda a induzir a sonolência, o mesmo mecanismo por trás do velho conselho de um banho quente antes de dormir. Com sauna, banho de vapor e um bar dentro d’água, é o tipo de parada que desacelera qualquer viajante recém-chegado.

Balneário Széchenyi – Budapeste, Hungria

Széchenyi é um dos maiores complexos termais da Europa, inaugurado em 1913.

Conhecida como a “cidade dos spas”, Budapeste faz do banho termal um ritual diário. Inaugurado em 1913 e erguido em estilo neobarroco, o Balneário Széchenyi é um verdadeiro templo do relaxamento, com 15 piscinas termais internas, três externas, jacuzzi e saunas. Passar o fim da tarde imerso nas águas quentes ao ar livre, especialmente no inverno, é uma forma antiga e comprovada de aliviar a tensão muscular e chegar à cama muito mais relaxado.

Retiro de ioga de 4 dias em Jhansi – Índia

Retiro em Jhansi combina ioga, meditação e massagens ayurvédicas, a poucas horas de Déli.

Fora do universo das termas, poucas tradições cuidam do sono como as práticas milenares indianas. A poucas horas de Déli, o retiro de ioga de 4 dias em Jhansi reúne sessões de ioga, meditação e massagens ayurvédicas, além de alimentação vegetariana e momentos de reflexão em meio à natureza. A rotina de respiração consciente e a desconexão dos aparelhos eletrônicos acalmam o sistema nervoso e ajudam a reeducar o corpo para adormecer com mais facilidade.

Excursão ao Parque Termal de Cacheuta – Mendoza, Argentina

Termas de Cacheuta ficam a cerca de uma hora de Mendoza, aos pés dos Andes.

Na América do Sul, o descanso tem endereço aos pés da Cordilheira dos Andes. A excursão ao Parque Termal de Cacheuta, a cerca de uma hora de Mendoza, reúne um circuito completo de spa: piscinas de hidroterapia de 30 °C a 40 °C, sauna em gruta termal, hidromassagem, cachoeiras e até terapia com lama. Rodeadas por montanhas e pelo rio Mendoza, as águas ricas em minerais relaxam a musculatura e acalmam a mente, o antídoto perfeito para quem chega cansado da estrada.

Passeio de camelo e noite no deserto – Merzouga, Marrocos

Nas dunas de Erg Chebbi, a noite em tenda berbere é iluminada apenas pelas estrelas.

Dormir literalmente sob as estrelas talvez seja a experiência mais pura do turismo do sono. No passeio de camelo e noite no deserto de Merzouga, o viajante cruza as dunas de Erg Chebbi ao pôr do sol e passa a noite em uma tenda berbere, entre o silêncio absoluto do Saara e um céu completamente estrelado. Sem ruído urbano nem luz artificial, o corpo relaxa e o sono chega fácil, seguido de um nascer do sol sobre as dunas para reencontrar a luz natural.

Observação de estrelas no deserto do Atacama – San Pedro de Atacama, Chile

Atacama tem um dos céus mais limpos do planeta para observação astronômica.

Descansar bem também depende de silêncio e escuridão, e poucos lugares oferecem tanto dos dois quanto o deserto mais seco do mundo. No tour de observação astronômica no Atacama, longe de qualquer poluição luminosa, o viajante observa galáxias e planetas a olho nu e por telescópios, guiado por especialistas. A ausência de telas e luzes artificiais, somada à imensidão do céu, cria um estado de calma difícil de encontrar na rotina e ajuda a reequilibrar o relógio biológico, tão associado a um sono de qualidade.

(Com Leonardo Moura/Civitatis)

Espetáculo “Olga” tem curtíssima temporada gratuita no Teatro Paulo Eiró

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Companhia Ensaio Aberto, do Rio de Janeiro, estreia em São Paulo em 25 de julho, com entrada gratuita; com direção de Luiz Fernando Lobo, peça relembra trajetória da militante Olga Benario Prestes. Imagem: Divulgação.

O espetáculo “Olga” será encenado pela primeira vez em São Paulo, no Teatro Paulo Eiró, a partir de 25 de julho. A dramaturgia de Luiz Fernando Lobo parte de pesquisa em arquivos brasileiros, europeus e americanos, em documentos primários.

A Ensaio Aberto reabre arquivos, escava e traz à tona documentos que confrontam a história oficial. “Os documentos, mesmo os aparentemente mais claros, não falam senão quando sabemos interrogá-los”, diz o historiador Marc Bloch. E complementa: “Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo de fecundo.” 

Olga é um Teatro Documentário, que tem em Piscator e Peter Weiss seus precursores. A encenação realiza uma nova abertura da história ao apontar as contradições e camuflagens produzidas pela história oficial.

Nascida em Munique, em 1908, Olga Benario Prestes militou no movimento comunista desde a adolescência, enfrentando desde cedo a repressão policial. Foi treinada como agente do Comintern (Internacional Comunista) em Moscou e, em missão política, veio ao Brasil nos anos 1930 com Luiz Carlos Prestes. Foi presa em 1936 e deportada com 7 meses de gravidez para a Alemanha de Hitler, por ordem de Getúlio Vargas, colaborador da polícia nazista. Foi assassinada, em 1942, numa câmara de gás do campo de concentração de Bernburg. Sua filha, Anita Leocádia Prestes, sobreviveu graças a uma mobilização internacional. Como diz a própria Anita Prestes: “Sou filha da solidariedade internacional”.

Olga, assim como outros militantes, foi expulsa do país sem nenhum processo legal, violando os princípios do direito internacional. “Contamos para lembrar, para rememorar, para reparar e, sobretudo, para repensar caminhos. Durante muitos anos, repetiu-se à exaustão mentiras. A história oficial, no Brasil, negou aos revolucionários de 1935 qualquer papel relevante. O que era um levante armado, virou Intentona”, diz o diretor Luiz Fernando Lobo.

“Os torturadores de 1935, 1936 e 1937 nunca foram punidos. Vencedores e vencidos tiveram o mesmo tratamento da história: o esquecimento ou a falsificação da realidade. Mas há uma diferença. É o esquecimento que permite a impunidade e consequentemente a perpetuação de crimes abomináveis. Para os torturados, para os presos, para os deportados, para os mortos, só a rememoração dessas derrotas pode reabilitá-los diante da história e evitar, como diz Benjamin, ‘a segunda morte das vítimas do passado’”, diz Lobo.

“O levante de 1935 foi o primeiro levante armado contra os fascistas no mundo. Quase 100 anos depois, assistimos a extrema direita ganhar força em todo mundo. E esse é o papel do teatro documentário: estar à altura da realidade”, defende Tuca Moraes.

Comunista, internacionalista e antifascista, Olga começou a militar com 16 anos. Era uma mulher de grande coragem e inteligência. Aviadora, paraquedista, exímia atiradora, exímia nadadora, amazona. Com 18 anos, entra na clandestinidade por realizar uma ação armada para libertar seu companheiro e mentor político, Otto Braun, de um presídio de segurança máxima. Em 1935, Olga vem para o Brasil como segurança de Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. E em 5 de março de 1936, quando a polícia “estoura” o esconderijo dos dois, já casados, no Méier, ela se coloca na frente de Prestes e o salva de ser morto pela polícia de Getúlio Vargas. Ela foi assassinada, mas sua luta continua até os dias de hoje.

O espetáculo tem dramaturgia e direção de Luiz Fernando Lobo. O elenco é composto pelos atores do núcleo artístico da Companhia Ensaio Aberto. Tuca Moraes interpreta Olga. A equipe artística do espetáculo é encabeçada por J.C. Serroni (cenário), Beth Filipecki e Renaldo Machado (figurino), Cesar de Ramires (iluminação), Felipe Radicetti (direção musical e trilha original) e Aninha Barros (produção executiva).

Olga foi apresentado em 30 sessões em agosto e setembro de 2025 no Armazém da Utopia, para onde volta em temporada em agosto e setembro de 2026. Nas apresentações na sede da Companhia Ensaio Aberto, há a triste coincidência de que foi deste porto do Rio de Janeiro que Olga Benario Prestes foi deportada no navio La Coruña para a Alemanha.

Sobre a Companhia Ensaio Aberto | A Companhia Ensaio Aberto nasceu no ano de 1992 com a proposta de retomar o teatro épico no Brasil e fazer dos palcos uma arena de discussão da realidade, resgatando sua vocação crítica e política. Desde que foi fundada pelo diretor Luiz Fernando Lobo e pela atriz Tuca Moraes, a Ensaio Aberto explora a ideia do ensaio como experimento e busca retomar a função social do teatro, transformando a relação palco-plateia.

FICHA TÉCNICA

Direção e dramaturgia: Luiz Fernando Lobo

Direção de Produção: Tuca Moraes

Cenografia: J. C. Serroni

Figurinos: Beth Filipecki e Renaldo Machado

Iluminação: Cesar de Ramires

Direção musical e trilha original: Felipe Radicetti

Produção Executiva: Aninha Barros

Elenco

Tuca Moraes como Olga

Ana Clara Assunção

Bibi Dulles

Dani Arreguy

Daniel de Mello

Gilberto Miranda

Kyara Zenka

Leonardo Hinckel

Luiz Fernando Lobo

Mateus Pitanga

Rossana Rússia.

SERVIÇO:

Olga – São Paulo

Gratuito

De 25 de julho a 2 de agosto

Local: Teatro Paulo Eiró – Av. Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro, São Paulo

Horário: quarta a sábado às 20h | domingo às 19h

Lotação 291 lugares

Ingressos: retirada dpor lotes pelo link www.sympla.com/armazemdautopia

Abertura da casa 1h antes do início do espetáculo, com cota de ingressos liberados no dia por ordem de chegada, sujeito a lotação

Agendamento de grupos pelo whatsapp (21) 97976-0046

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 70 minutos

Haverá intérprete de libras nos dias 30/07 (quinta-feira) e 31/07 (sexta-feira)

A temporada do espetáculo Olga em São Paulo é patrocinada pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet, Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e também tem apoio do Termo de Fomento Transfere.Gov 934254/2022, celebrado entre o Instituto Ensaio Aberto, o Ministério da Cultura e a Fundação Nacional das Artes.

(Com Maria Marinho/Armazém Comunicação)

Entre templos, festivais e patrimônios mundiais, Malásia revela a riqueza de sua diversidade cultural

Malásia, por Kleber Patricio

No país, religiões, tradições e arquitetura convivem em harmonia para proporcionar uma das experiências culturais mais fascinantes da Ásia. Fotos: Divulgação/Tourism Malaysia.

A Malásia é um país onde a diversidade não apenas pode ser observada, mas vivida intensamente. Em cada cidade, em cada majestoso templo ou local de culto, em cada prato típico e em cada celebração repleta de cores, revela-se uma identidade construída a partir do encontro das culturas malaia, chinesa, indiana e dos povos indígenas. Esse mosaico cultural transforma o destino em um dos mais fascinantes do Sudeste Asiático, onde tradições milenares convivem harmoniosamente com a modernidade.

Patrimônio arquitetônico: um mosaico de crenças

A paisagem da Malásia é marcada por uma arquitetura que conta histórias de diferentes religiões e tradições. De majestosas mesquitas, como a icônica Masjid Putra, com sua impressionante cúpula cor-de-rosa que parece flutuar sobre as águas, a templos hindus repletos de cores e simbolismo, cada construção reflete a riqueza espiritual do país. Essa pluralidade arquitetônica permite que espaços sagrados de diferentes crenças coexistam a poucos passos uns dos outros, evidenciando o profundo respeito da Malásia pela diversidade cultural.

Em destinos como Melaka, essa convivência religiosa é facilmente percebida nas ruas, onde templos, mesquitas e igrejas fazem parte de um mesmo circuito histórico que retrata séculos de intercâmbio entre Oriente e Ocidente. Já no estado de Kedah, a elegante Mesquita Zahir destaca-se como um dos mais antigos e belos exemplos da arquitetura islâmica da região. Em outros pontos do país, como Batu Caves, a espiritualidade se manifesta em impressionantes formações rochosas que abrigam importantes santuários hindus.

Festivais que dão vida ao calendário

As celebrações fazem parte do cotidiano da Malásia e reúnem milhares de pessoas em demonstrações de fé, tradição e alegria que encantam visitantes do mundo inteiro. Ao longo do ano, o país se ilumina com festivais que refletem sua essência multicultural.

Hari Raya Aidilfitri: celebra o fim do Ramadã com encontros familiares, hospitalidade e uma rica variedade de pratos típicos malaios, como ketupat, rendang e diferentes tipos de kuih, preparados para compartilhar com familiares e convidados.

Thaipusam: celebrado normalmente entre janeiro e fevereiro, tem como principal cenário Batu Caves, onde milhares de fiéis sobem os 272 degraus coloridos em uma impressionante demonstração de devoção.

Ano Novo Chinês: uma explosão de vermelho, danças do leão e espetáculos de fogos de artifício que simbolizam prosperidade, união e renovação.

Deepavali: conhecido como o Festival das Luzes, celebra a vitória da luz sobre a escuridão com elaborados desenhos de rangoli (kolam), lamparinas de óleo (diyas), iluminação colorida, cerimônias religiosas e encontros comunitários.

Gawai Dayak e Kaamatan: festivais da colheita realizados em Sarawak e Sabah que homenageiam a abundância da terra por meio de rituais ancestrais, danças tradicionais e celebrações culturais.

Patrimônios Mundiais: história que atravessa os séculos

A Malásia abriga diversos locais reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco, testemunhos de sua extraordinária riqueza histórica e cultural. Em Penang, as mansões peranakan e as fachadas coloniais de George Town revelam o legado deixado pelos comerciantes que se estabeleceram na região ao longo dos séculos.

Considerado um dos melhores destinos para visitar em 2026, George Town reúne templos, casas tradicionais e um dos mais famosos circuitos de arte urbana da Ásia. Já Melaka proporciona uma verdadeira viagem no tempo, preservando construções que narram séculos de intercâmbio entre Oriente e Ocidente, com influências portuguesas, holandesas e britânicas.

Tradições que permanecem vivas

Muito além de seus monumentos, a cultura malaia é vivenciada no dia a dia. Lugares como o Sarawak Cultural Village e o Mah Meri Cultural Village permitem aos visitantes conhecer de perto a identidade multicultural do país por meio de moradias tradicionais, música, dança, contação de histórias, gastronomia típica, artesanato e do espírito de Muhibah, baseado na tolerância e no respeito genuíno entre diferentes culturas. Essas experiências proporcionam uma conexão autêntica com as raízes da Malásia, demonstrando que sua cultura permanece viva, dinâmica e em constante evolução.

Um destino onde a diversidade é a maior riqueza

Explorar a Malásia é descobrir um país em que cada região conta uma história diferente. De templos e locais sagrados a festivais vibrantes, bairros históricos, patrimônios culturais, arquitetura tradicional e experiências imersivas, o destino oferece uma rica combinação de culturas que continua evoluindo e acolhendo visitantes com hospitalidade, respeito e harmonia.

Para os viajantes latino-americanos, Kuala Lumpur é facilmente acessível a partir das principais cidades da região, como São Paulo, Buenos Aires, Bogotá, e Cidade do México, oferecendo uma oportunidade única de vivenciar um destino onde a diversidade não apenas pode ser observada, mas celebrada. Para descobrir mais sobre a Malásia, acesse https://www.malaysia.travel/.

Sobre a Tourism Malaysia

O Conselho de Promoção Turística da Malásia, também conhecido como Tourism Malaysia, é uma agência vinculada ao Ministério do Turismo, Artes e Cultura da Malásia. Seu foco é promover o país como um destino turístico preferencial. Desde a sua criação, tornou-se um importante ator no cenário turístico internacional. Para mais informações, acesse as contas oficiais da Tourism Malaysia no Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok. Mais informações em www.malaysia.travel.

Sobre o Visit Malaysia Year 2026 (VM2026)

O Visit Malaysia Year 2026 (VM2026) é uma iniciativa nacional lançada pelo Governo da Malásia para impulsionar o setor turístico do país e ampliar seu impacto econômico. Com o objetivo de atrair milhões de visitantes, o VM2026 incluirá uma série de eventos, promoções e ações que celebram a cultura, o patrimônio e as atrações turísticas da Malásia. A iniciativa busca fortalecer a competitividade turística global da Malásia e tornar o turismo um dos principais contribuintes para a economia nacional.

Sobre a TM Americas

Empresa de marketing de turismo, é especializada em destinos e atrações de classe mundial. Conta com uma equipe de profissionais trilíngues especializados em diferentes áreas: marketing, vendas, comunicação, marketing digital e posicionamento de marca. Sediada na Flórida, está presente no Brasil, Colômbia, México, Argentina e Canadá – abrangendo 18 países.

(Com Carola Maia/Agência EmFoco)

Espetáculo ‘Gala Concert’ celebra a evolução do balé em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Produção liderada pela premiada bailarina Oksana Bondareva percorrerá 22 cidades brasileiras com um programa inédito inspirado nos grandes clássicos mundiais. Fotos: divulgação/Andrey Lyapin.

Após conquistar o público brasileiro e receber ampla aprovação da crítica em sua passagem pelo país em 2025, o espetáculo Gala Concert, com Oksana Bondareva – da companhia The Moscow Ballet – retorna ao Brasil para uma nova e aguardada turnê, reunindo alguns dos mais talentosos artistas da dança clássica internacional. As apresentações ocorrerão de 20 de julho a 25 de agosto, em 22 cidades, incluindo grandes capitais. Em São Paulo, o balé será apresentado nos dias 28 e 29 de julho, no Teatro Claro Mais.

A produção apresenta um programa inédito, preparado especialmente para o Brasil, que celebra a excelência técnica, a expressividade artística e a riqueza histórica da dança. Em uma noite marcada pela elegância e pela emoção, o público terá a oportunidade de apreciar interpretações de trechos e variações inspirados nos grandes clássicos que atravessaram gerações e consolidaram o balé como uma das mais refinadas formas de arte do mundo.

No centro desta experiência está a consagrada bailarina Oksana Bondareva, vencedora do Prêmio Capri 2025, um dos mais importantes reconhecimentos da dança clássica europeia. Ao seu lado, estarão em cena oito solistas internacionais, incluindo primeiros bailarinos de renomadas companhias europeias, formados nas mais tradicionais escolas de balé do continente.

O repertório da edição 2026 reúne alguns dos momentos mais emblemáticos da história do balé, conduzindo o público por diferentes épocas, estilos e tradições da dança. Entre os destaques estão trechos consagrados de obras-primas, como A Bela AdormecidaO Lago dos CisnesRaymondaO CorsárioCarnaval em Veneza e La Sylphide, além de números de grande virtuosismo técnico e forte carga emocional que marcaram gerações de bailarinos e espectadores. “Os espectadores poderão mergulhar na era de ouro do balé. Será uma viagem no tempo através da dança, sem limites para a imaginação”, conta Oksana Bondareva, que também é responsável pela direção artística do espetáculo, junto a Andrey Lyapin.

Os célebres e complexos pas de deux — os tradicionais duetos do balé clássico — estão entre os pontos altos do espetáculo. Neles, os bailarinos desafiam os limites do corpo com saltos espetaculares, giros de extrema precisão e movimentos que exigem absoluto domínio da técnica clássica. Alguns duetos surpreendem ainda pela incorporação de elementos acrobáticos, resultando em performances de rara beleza e forte impacto cênico, capazes de arrancar aplausos e prender a atenção do público do início ao fim.

Embora estruturado em números independentes, o espetáculo apresenta uma unidade artística construída pela excelência dos intérpretes e pela celebração da beleza da dança. Cada apresentação conduz o espectador por diferentes atmosferas e emoções, alternando momentos de delicadeza, virtuosismo, dramaticidade e encantamento.

A decisão de retornar ao Brasil reflete o forte vínculo construído com o público brasileiro durante a temporada anterior. O entusiasmo dos espectadores e a receptividade encontrada nas cidades visitadas consolidaram o país como um importante destino para a companhia, que volta com o propósito de oferecer uma experiência ainda mais especial e memorável.

“O Brasil é um dos poucos países onde a emoção é demonstrada de forma tão intensa. As pessoas fazem questão de agradecer, e isso nos toca profundamente. Esse carinho é um grande incentivo para nós”, destaca Oksana.

Com produção de alto nível e uma proposta artística sofisticada, porém acessível a espectadores de todas as idades, o Gala Concert com Oksana Bondareva – The Moscow Ballet reafirma seu compromisso de aproximar o grande público da excelência da dança internacional.

SERVIÇO:

São Paulo

Data: 28 e 29/07/2026

Horário: 20h

Local: Teatro Claro Mais – R. Olimpíadas, 360, Vila Olímpia – São Paulo, SP
Classificação Etária: Livre (menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsáveis)

Ingressos: a partir de R$150,00

Vendas na Uhuu!:
https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/gala-concert-the-moscow-ballet-16379

Produção: 3LM Entretenimento

Datas das demais cidades:

Rio de Janeiro (22 e 23 de julho)

Goiânia (24 de julho)

Brasília (25 de julho)

Piracicaba (26 de julho)

Ribeirão Preto (30 e 31 de julho)

Campinas (1º de agosto)

Jundiaí (2 de agosto)

São José dos Campos (4 e 5 de agosto)

Maringá (6 de agosto)

Cascavel (7 de agosto)

Londrina (9 de agosto)

Blumenau (11 e 12 de agosto)

Criciúma (14 de agosto)

Itajaí (15 de agosto)

Porto Alegre (16 de agosto)

Santa Maria (17 de agosto)

Lajeado (18 de agosto)

Bento Gonçalves (19 de agosto)

Novo Hamburgo (21 de agosto)

Pelotas (22 de agosto)

Caxias do Sul (23 de agosto).

(Com Shirley Costa/Agência Frigg)