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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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A brasilidade pulsante de Rogério Pedro em Campinas

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Artista plástico multiplataforma celebra 20 anos de carreira em exposição no MACC. Foto: Tim Irwin.

A exposição Pulso, que acontece entre 18 de março e 11 de abril de 2026 no Museu de Arte Contemporânea de Campinas “José Pancetti” (MACC), marca um momento simbólico na trajetória do artista plástico Rogério Pedro e reúne um recorte significativo de sua produção. Reconhecido pela investigação sensível e expressiva da cor como linguagem e emoção, o artista apresenta um percurso que atravessa design, ilustração, pintura e muralismo.

A mostra evidencia uma obra que transita entre múltiplas plataformas e ocupa diferentes contextos do espaço urbano, estando presente em galerias, livros, murais, objetos, estampas e coleções particulares sempre celebrando o imaginário e a diversidade da cultura brasileira.

Foto: Divulgação.

O título Pulso representa um batimento contínuo do fazer artístico: o ritmo do gesto que se repete, a energia que atravessa diferentes escalas e sustenta uma produção construída com constância, pesquisa e identidade ao longo do tempo. “Pulso nasce do gesto repetido, da insistência em criar e da escuta do cotidiano que me cerca. Esta exposição se materializa aqui, na minha cidade. Realizá-la no MACC é devolver a Campinas parte do que ela me deu e reafirmar meu compromisso com a cultura como força de encontro e transformação”, explica Rogério Pedro.

Com atuação nacional e internacional, o trabalho do artista plástico constrói pontes entre territórios, culturas e formas de expressão contemporânea. Atualmente, o artista possui obras em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Barcelona, Cidade do México, Miami, Nova York, Dubai, Viena e Buenos Aires, entre outras.

A exposição conta com o patrocínio do FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas) e da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Campinas, destacando a importância de abrir à visitação pública parte do acervo de Rogério Pedro — um artista de Campinas — em sua cidade natal.

Força cromática e atuação multiplataforma como identidade

Em diversas cidades do Brasil e do mundo, suas obras de forte presença cromática integram a paisagem urbana, transformando muros em espaços de inspiração coletiva. “Sua capacidade de articulação de formas e combinação de cores mostra que o artista tem uma métrica pessoal admirável, construindo efeitos nítidos com uma limpeza técnica surpreendente”, afirma o professor e curador Paulo Cheida Sans.

Foto: Tim Irwin.

Inserido em constante diálogo com o mercado cultural, o artista plástico já desenvolveu colaborações com grandes marcas e nomes consagrados da música brasileira, entre eles Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Saulo Fernandes e Sandra de Sá.

O artista plástico fez a direção de arte para a turnê Margareth Menezes 30 Anos, ilustrando o seu trio elétrico. “Rogério Pedro é um artista carismático, muito inspirado e inspirador. Ele, com sua genialidade com as cores e formas, traz na contemporaneidade das suas obras algo que, ao mesmo tempo, impacta e encanta. Ele sabe, através das imagens e das cores, ir resignificando a aspereza das paredes e o branco das telas de maneira que nos toca no primeiro olhar.  Além de tudo, é um homem generoso, delicado e tem a sabedoria de espalhar sua arte por toda parte. Agora nos cabe mergulhar nesse universo de cores, deslumbres e amores”, diz a cantora e Ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes.

Formado em Artes Plásticas, Rogério possui sólida base acadêmica e transita por diversas técnicas na busca de expressar sua identidade marcante, seja em projetos que envolvem pinturas em telas e murais, seja em outras plataformas, como ilustrações editoriais e publicitárias, estampas de tecidos ou objetos impressos em grande escala.

A exposição fala de movimento, de permanência e de escuta, revelando a visão do artista sobre o cotidiano e a natureza que o cercam. Segundo Paulo Cheida Sans, “como se fosse um poeta, Rogério Pedro transpõe o seu universo com imaginação e nos mostra, assim, o nosso próprio mundo: mais belo, colorido e esperançoso”.

A arte como elemento de inclusão social

Foto: Tim Irwin.

O engajamento social atravessa de maneira consistente a trajetória de Rogério Pedro e dialoga diretamente com sua compreensão da arte como ferramenta de transformação e inclusão.

Ao longo de sua carreira, o artista colaborou com projetos do Instituto Anelo e de diversas organizações sociais, como o Instituto Ayrton Senna, a Fundação Síndrome de Down e a Casa da Criança de Valinhos, levando sua produção para além dos espaços expositivos e reforçando o papel da arte como agente de impacto coletivo.

Sobre Rogério Pedro

Rogério Pedro é um artista nascido em Campinas com atuação internacional, cuja obra transita entre diferentes linguagens e suportes, celebrando a diversidade da cultura brasileira.

Formado em Artes Plásticas pela PUC-Campinas, o artista plástico, designer gráfico e muralista iniciou sua trajetória ainda na adolescência, quando o desenho já se afirmava como linguagem e expressão de suas paixões pelo rock e pelo skate.

Estudioso, aprofundou sua pesquisa no uso das cores à medida que mergulhava na arte brasileira. Experimentou o grafite, expandiu sua atuação para os murais e ilustrações digitais, sempre mantendo a aplicação das técnicas utilizadas nas telas como base de suas criações.

Serviço:

Exposição Pulso, por Rogério Pedro

Período: 18 de março a 11 de abril de 2026

Horários: terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábados, das 10h às 16h

Local: Museu de Arte Contemporânea de Campinas “José Pancetti” (MACC)

Endereço: Av. Benjamin Constant, 1633 – Campinas – SP

Entrada: gratuita

Patrocínio: FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas) e Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Campinas.

(Com Adriana Frasson/Prosa Comunicação)

Paço Imperial comemora 40 anos com grande exposição

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Elizabeth Jobim – Variações – 2019. Foto: Pat Kilgore.

O Paço Imperial inaugura, no dia 28 de março de 2026, a grande exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que celebra as quatro décadas do mais antigo centro cultural da região central do Rio de Janeiro. Com curadoria de Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, em parceria com a equipe da instituição, a mostra ocupará 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diferentes gerações, que fazem parte da história do centro cultural, como Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Antonio Manuel, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Denilson Baniwa, Hélio Oiticica, Iole de Freitas, Ivens Machado, Luiz Aquila, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre, Roberto Burle Marx, Tunga, entre muitos outros. Completam a mostra uma série de vídeos feitos pela Rio Arte com alguns artistas nas décadas de 1980 e 1990. No dia da inauguração, haverá uma mesa de abertura com convidados e, ao longo do período da exposição, serão realizados seminários, oficinas e atividades educativas, valorizando a importante trajetória da instituição.

“Passados quarenta anos, o Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial – primeiro equipamento inaugurado no entorno da Praça XV, no centro histórico do Rio de Janeiro – teve seu caráter de monumento reiterado, mas também se tornou ponto de encontro e referência para o circuito das artes visuais da cidade. Ao longo do tempo, abrigou grande número de mostras individuais e coletivas, nacionais e internacionais, entre outros evento e, se no passado foi o cenário de importantes acontecimentos históricos do país, diversas outras memórias foram acrescidas à edificação nas últimas décadas. Celebrar essa história, composta por múltiplas temporalidades, é reconhecer local e nacionalmente a importância do Paço Imperial na promoção das artes e da cultura brasileira”, afirmam os curadores Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim.

Adelina Gomes, 30/06/1953, óleo sobre tela, 33,3 x 41,1 cm. Foto: Mauro Domingues/Cortesia Museu de Imagens do Inconsciente.

Ao longo de sua história, o Paço Imperial realizou exposições com diversas vertentes, que vão desde arte contemporânea até arte popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio. Desta forma, a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” abrange esse conceito e traz a ideia de reunião, sem hierarquia, juntando os artistas contemporâneos aos artistas populares, unindo diferentes gerações, técnicas e suportes em uma única mostra, dividida por núcleos temáticos. “Se a palavra constelação define um agrupamento de estrelas, cosmologicamente distantes umas das outras, mas conectadas pela imaginação humana, constituindo uma forma reconhecível com finalidades diversas, aqui reunidas, as obras produzidas por diferentes gerações de artistas procuram reforçar sua singularidade, assim como sua interação por proximidade”, afirmam os curadores, que ressaltam também a importância da constelação institucional, com obras emprestadas por diversos parceiros, como Instituto Moreira Salles, Museu Bispo do Rosário, Museu de Imagens do Inconsciente, Museu de Arte do Rio, Museus Castro Maya, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu do Folclore e Sítio Roberto Burle Marx.

Para a mostra, foi realizada uma extensa pesquisa, que demorou cerca de um ano, na qual foram levantadas todas as exposições realizadas no espaço e os artistas que dela participaram. “Não partimos de obras que necessariamente foram expostas no Paço e sim de artistas que já expuseram e foram importantes nessa história”, conta Ivair Reinaldim. Desta forma, na mostra haverá obras icônicas, mas também trabalhos inéditos, além de outros que não necessariamente foram apresentados no espaço, mas pertencem a artistas que ajudaram a escrever a história do lugar.

Jardim de Burle Marx.

Entre as obras que voltarão a ser apresentadas nesta exposição está um jardim de Roberto Burle Marx, que integrou a mostra comemorativa do centenário de nascimento do artista, em 2008, com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor do Paço Imperial na época. O jardim será recriado especialmente para esta mostra e estará no pátio principal, mesmo local onde foi instalado originalmente, em diálogo com obras de Elizabeth Jobim. Mas também haverá obras inéditas, criadas especialmente para esta mostra, como a instalação “Agrupamento”, de José Damasceno, feita com materiais garimpados na feira da Praça XV, em frente ao Paço Imperial, e os trabalhos de Marcelo Monteiro e Regina de Paula.

A exposição será complementada por 15 vídeos da série sobre arte contemporânea produzida pela Rio Arte, com artistas como Amilcar de Castro (filmado no Paço Imperial durante sua exposição em 1989), Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Lygia Clark, Lygia Pape, Tunga, entre outros. “São vídeos bem importantes, feitos a quatro mãos pelos artistas e diretores. Não são um mero registro em vídeo, mas sim obras de arte, concebidos como peças artísticas”, conta Claudia Saldanha. Dada a importância, uma das salas da mostra será inteiramente dedicada a estes filmes.

NÚCLEOS TEMÁTICOS

Ione Saldanha – Sem-titulo, 1966. Foto: Jaime Acioli/Cortesia Galeria Gustavo Rebello.

A exposição estará dividida em nove núcleos temáticos: “Paisagem”, “In Situ”, “Simbiose”, “Construção”, “Geografias”, “Corpos”, “Fortunas”, “Terra e Mar” e “Cidade”. No entanto, intencionalmente, não haverá um circuito pré-definido. Todos os portões do Paço Imperial estarão abertos, incluindo o principal, que tem vista para a Baía de Guanabara e está fechado desde a pandemia. “Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões. A mostra não tem uma cronologia, foi uma decisão da curadoria não classificar, não categorizar, não criar barreiras nem distinções entre as obras, que é um pouco do que tentamos fazer hoje, mostrando artistas de vários perfis, de várias genealogias, com raízes diferentes”, diz Claudia Saldanha, que há dez anos dirige o Paço Imperial.

No pátio principal estará o núcleo “Paisagem”, com o jardim de Roberto Burle Marx em diálogo com as obras de Elizabeth Jobim. No pátio pórticos, haverá o núcleo “In Situ”, que evidenciará relações entre arte e elementos da arquitetura do Paço Imperial, com obras de Ascânio MMM, Ivens Machado, Celeida Tostes, Iole de Freitas, entre outros.

No primeiro andar, na sala Treze de Maio, estará o núcleo “Simbiose”, com obras que dialogam com elementos da natureza e com a arquitetura do Paço Imperial. Na sala do Trono encontra-se o núcleo “Construção”, que traz muitos artistas neoconcretos e falará sobre o processo de construir e projetar uma obra. Para este núcleo, foram considerados momentos importantes da história do Paço Imperial, como as exposições de Hélio Oiticica e Lygia Clark, em 1986, durante o 9º Salão Nacional de Artes Plásticas, e a primeira retrospectiva de Amilcar de Castro, em 1989, com curadoria de Glória Ferreira, durante a gestão de Paulo Sergio Duarte. Na sala do Dossel, estará “Geografias”, com obras que evocam espaços, sejam eles reais ou virtuais. As salas Mestre Valentim e Seletos serão dedicadas ao núcleo “Corpos”, com trabalhos que trazem representações diversas de corpos, sozinhos ou em grupo, visíveis ou sugestionados.

Jean Baptiste Debret – Marimba, 1826. Foto: Horst Merkel/Cortesia Museus Castro Maya.

No segundo andar, estarão núcleos que passarão pela própria história do Paço, o lugar em que está inserido – um prédio histórico, com a Baia de Guanabara em frente –, então muitos trabalhos vão falar sobre cidade, mapa, cartografia, mas também sobre a relação com o mar e colonialidade. Desta forma, serão apresentados os núcleos “Fortuna”, com obras que criam sentidos para aquilo que é recorrente ou que poderia ser considerado corriqueiro, “Terra e mar”, com trabalhos que plástica e conceitualmente trazem esses elementos, e “Cidade”, entendendo que o Paço Imperial é uma extensão da cidade, das estruturas, das muitas pessoas que por lá passaram.

A exposição também trará uma linha do tempo, que contará a história do Paço Imperial desde a sua construção, tendo sido palco de importantes acontecimentos da história do Brasil, como o Dia do Fico e a Abolição da Escravidão. Haverá, ainda, três seminários, que discutirão a importância da instituição para a cidade do Rio de Janeiro e para o país, que contará com a participação de artistas, dos antigos diretores, Paulo Sergio Duarte e Lauro Cavalcanti, e do arquiteto Glauco Campello, responsável pela reforma que transformou o Paço Imperial em centro cultural. Uma série de oficinas em parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage também completará a programação, que terá, ainda, um programa educativo. A mostra também será acompanhada de um catálogo a ser lançado no final da exposição.

O Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial foi fundado em 6 de março de 1985, tendo completado os 40 anos no ano passado. “Consideramos que até março de 2026, quando iremos inaugurar a exposição, estamos celebrando este momento de aniversário”, afirma Claudia Saldanha.  

SOBRE O PAÇO IMPERIAL

Emygdio de Barros, 1949, óleo sobre tela, 70,3 x 98 cm. Foto: Mauro Domingues/Cortesia Museu de Imagens do Inconsciente.

Construído em 1733 e inaugurado em 1743, o Paço Imperial foi usado primeiramente como Casa dos Vice-Reis do Brasil. Com a chegada da Corte de D. João VI ao Rio de Janeiro, em 1808, tornou-se Paço Real e sede dos governos do Reinado e do Império. Após a Proclamação da República, em 1889, abrigou a Agência Central dos Correios e Telégrafos. A primeira planta em escala da cidade, feita em 1713, e os vestígios arqueológicos revelam que, no Paço Imperial, também funcionaram a Casa da Moeda e o Armazém del Rei. O casarão foi tombado pelo Iphan em 1938. Desde sua restauração em 1983, conduzida pelo arquiteto Glauco Campello, o Paço Imperial resgatou sua essência histórica e se tornou referência na arte contemporânea. Em 1985, depois de restaurado, tornou-se um centro cultural vinculado ao Iphan.

Serviço:

“Constelações – 40 anos do Paço Imperial”

Abertura: 28 de março de 2026, às 14h

Exposição: até 7 de junho de 2026

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [pátios, 1º e 2° pavimentos]

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Curadoria: Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e equipe do Paço Imperial

Produção: AREA27.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

Unicamp promove Oficina Online de Física “Cesar Lattes” com foco nas trajetórias das mulheres na ciência

Campinas, por Kleber Patricio

Imagem gerada por IA.

Em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, o Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realiza no dia 14 de março de 2026 a LIV Oficina de Física “Cesar Lattes”, iniciativa gratuita voltada a professores e professoras do Ensino Médio interessados em aprofundar discussões contemporâneas sobre ciência e educação. A atividade será 100% on-line, pela plataforma Google Meet, e as inscrições já estão abertas pelo site: https://portal.ifi.unicamp.br/oficinas-de-fisica. Com o tema “Elas contam: formação, pesquisa e atuação profissional nas áreas de STEM”, sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, a edição busca dar visibilidade às trajetórias de mulheres nessas áreas e promover reflexões sobre sua presença e atuação no campo científico.

Durante a manhã de atividades, participantes terão a oportunidade de conhecer experiências de mulheres que atuam na ciência, acompanhando seus percursos desde a formação universitária até a atuação profissional em universidades, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica. A proposta é criar um espaço de troca e inspiração, destacando caminhos, desafios e conquistas de pesquisadoras nas áreas científicas.

A discussão ganha relevância em um contexto em que, embora a presença feminina na ciência brasileira venha crescendo, mulheres ainda são minoria em diversas áreas das STEM, especialmente na Física e nas Engenharias. Iniciativas que valorizam trajetórias, ampliam referências e estimulam o diálogo com educadores são consideradas fundamentais para inspirar novas gerações de estudantes e contribuir para a redução das desigualdades de gênero na ciência.

As Oficinas de Física “Cesar Lattes” são uma ação tradicional do IFGW voltada à formação continuada de professores, buscando aproximar o ensino de Física das discussões atuais da pesquisa científica e estimular o diálogo entre escola e universidade.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia até 12h (meio-dia) do dia 13 de março. Os interessados podem se inscrever pelo site:
https://portal.ifi.unicamp.br/oficinas-de-fisica.

Além da oficina, professores e demais interessados também podem acompanhar novidades e atividades relacionadas por meio do grupo oficial no WhatsApp, disponível em:
https://chat.whatsapp.com/Hsrhaz8HuylLWaVtVoXTO1.

Serviço:

LIV Oficina de Física “Cesar Lattes”

Tema: Elas contam: formação, pesquisa e atuação profissional nas áreas de STEM

Data: 14 de março de 2026

Formato: on-line (Google Meet)

Público: professores e professoras do Ensino Médio

Participação gratuita

Inscrições até 13/03, às 12h: https://portal.ifi.unicamp.br/oficinas-de-fisica.

(Com Marina Franco/Expressiva Comunicação)

Claudio Dantas apresenta nova série de pinturas entre o real e o onírico

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Claudio Dantas, Stop, ost, 80 x 100 cm, 2026.

Sergio Gonçalves Galeria exibe Afinidades do Inconsciente, mostra individual de Claudio Dantas que reúne cerca de 22 pinturas inéditas realizadas em 2025, sob curadoria de Sergio Gonçalves. Aberta em 10 de março, a exposição evidencia a maturidade de uma pesquisa pictórica construída ao longo de quase quatro décadas. O conjunto apresentado reafirma o interesse do artista pelos territórios do imaginário, da fabulação e das imagens que emergem em zonas limítrofes entre o real e o onírico, sem se prender a narrativas fechadas ou leituras unívocas.

A pintura de Claudio Dantas parte de uma escuta atenta do inconsciente, entendida menos como método e mais como estado de disponibilidade. Suas imagens operam como campos abertos de projeção, nos quais figuração, memória e imaginação convivem em tensão permanente. Essa liberdade formal e conceitual se manifesta tanto na diversidade temática quanto nas escolhas de escala, suporte e soluções compositivas. “A beleza é subjetiva, mas fundamental”, afirma o artista, sintetizando um princípio que atravessa o conjunto apresentado.

Em Afinidades do Inconsciente, os trabalhos dialogam com diferentes momentos de sua trajetória, sem assumir o formato de retrospectiva. Permanências e deslocamentos convivem lado a lado, revelando um processo contínuo de depuração poética e formal. O processo criativo parte sempre da concepção da obra para, em seguida, definir os materiais e técnicas mais adequados — majoritariamente óleo ou acrílico sobre tela ou madeira. “Felizmente as ideias brotam com muita facilidade. O mais trabalhoso é concretizá-las na tela”, comenta Dantas. O caráter figurativo de sua pintura envolve um longo percurso de elaboração, que inclui desenho, pesquisa de referências visuais e sucessivas camadas de construção pictórica.

Equilíbrio, ost, 100 x 150, 2025.

A curadoria de Sergio Gonçalves propõe uma leitura que privilegia a liberdade e o risco como valores centrais da exposição. Para o curador, afinidade não é repetição, mas confiança no processo artístico. “Quando existe sintonia, o artista se permite ir mais longe. A galeria precisa ser esse lugar de escuta, onde a obra pode se afirmar sem concessões”, afirma.

Para Claudio Dantas, o contexto expositivo é parte fundamental da experiência. “O trabalho ganha muito quando está exposto em um ambiente com peso no mercado. É um aval importante”, afirma o artista.

Mais do que um ponto de chegada, Afinidades do Inconsciente confirma a vitalidade de uma pesquisa em permanente movimento. As pinturas reunidas convidam o público a uma experiência aberta, em que a imagem atua como espaço de encontro entre o visível e o invisível — território onde a arte segue operando como exercício de liberdade.

ExposiçãAfinidades do Inconsciente |Claudio Dantas

Curadoria: Sérgio Gonçalves

Abertura: 10 de março, terça-feira, das 15 às 20h

Período: de 11 a 30 de março de 2026

Local: Sergio Gonçalves Galeria

Endereço: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 484 – Jardim América – São Paulo, SP

Horários: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 16h

Telefone/WhatsApp: +55 (11) 95041-5836

E-mail: contatosp@sergiogoncalvesgaleria.com

Site: www.sergiogoncalvesgaleria.com

Redes sociais: @sergiogoncalvesgaleria (Instagram).

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

Miguel Falabella lança novo livro em São Paulo no dia 16

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

O ator e dramaturgo Miguel Falabella lança pela Matrix Editora o livro “A partilha e outras peças teatrais” em noite de autógrafos no dia 16 de março, segunda-feira, a partir das 18h30, na Livraria da Vila da Paulista, em São Paulo.

A coletânea apresenta quatro obras fundamentais do teatro brasileiro contemporâneo assinadas por Falabella: “A partilha”, “O som e a sílaba”, “A sabedoria dos pais” e “Os olhos de Nara Leão”, escritas entre 1990 e 2025.

Os textos reunidos nesse lançamento atravessam décadas e permanecem vivos justamente por tratarem de temas essencialmente humanos como memória, afeto, perdas, ressentimentos e possibilidades de reconciliação.

Mais do que um registro teatral, o título abre as portas para que leitores, atores e diretores revisitem cenas que marcaram a história dos palcos brasileiros e descubram novas camadas de interpretação, estudo e emoção.

A noite de autógrafos será o momento para interagir com o autor e garantir um exemplar com dedicatória exclusiva.

Serviço:

Lançamento do livro “A partilha e outras peças teatrais”, de Miguel Falabella

Data: 16 de março, segunda-feira, a partir das 18h30

Livraria da Vila da Paulista – Av. Paulista, 1063 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01311-200

Entrada gratuita.

Ficha técnica

Título: A partilha e outras peças teatrais – O som e a sílaba; A sabedoria dos pais; O olhos de Nara Leão

Autoria: Miguel Falabella

Editora: Matrix Editora

ISBN: 978-6556166452

Páginas: 216

Preço: R$ 65,00

Onde encontrar: Matrix EditoraAmazon e em livrarias de todo o país.

Sobre o autor:

Miguel Falabella é carioca, nascido em 1956. Construiu uma das trajetórias mais versáteis e reconhecidas da cultura brasileira. Ator consagrado, é também dramaturgo, escritor, roteirista, diretor de teatro e apresentador, com atuação marcante na televisão, no cinema e, sobretudo, nos palcos. Tornou-se amplamente conhecido por personagens icônicos da televisão, como o trambiqueiro Caco Antibes, em Sai de Baixo, e por sua longa passagem como apresentador do Vídeo Show. Como autor, destacou-se na criação de novelas e séries de comédia que combinam humor, crítica social e sensibilidade. Entre elas, Salsa e Merengue, A Lua me Disse, Toma Lá Dá Cá e Pé na Cova. No teatro, Falabella é responsável por obras e montagens que se tornaram referências, com destaque para A Partilha, além de produções como Hairspray, A Gaiola das Loucas, Hebe – O Musical, Annie e Donna Summer Musical.

Sobre a Matrix Editora 

Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país, com mais de 1.100 títulos publicados e oito novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site www.matrixeditora.com.br.

(Com Misael Freitas/LC Agência de Comunicação)