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Itália ultrapassa França e se torna o destino internacional nº 1 dos brasileiros em 2026

Itália, por Kleber Patricio

Reservas da visita guiada ao Vaticano e à Capela Sistina cresceram 42% em 2026 na Civitatis, na comparação ano a ano. Foto: Divulgação.

A Itália se consolidou como o destino internacional preferido dos brasileiros em 2026. Levantamento da Civitatis, plataforma de reservas de passeios e atividades presente em mais de 160 países, mostra que as reservas de experiências feitas por brasileiros no país cresceram 40% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, movimento que levou a Itália a ultrapassar França, Argentina e Espanha e assumir a liderança isolada, respondendo por quase 15% de todas as reservas internacionais de brasileiros na plataforma.

O desempenho brasileiro acompanha um ano de recordes para o turismo italiano. Segundo a ENAC, autoridade de aviação civil da Itália, os aeroportos do país movimentaram mais de 229 milhões de passageiros em 2025, alta de 5% sobre 2024, puxada justamente pelo tráfego internacional, que cresceu 8%. Roma Fiumicino se manteve como a principal porta de entrada, com cerca de 50,9 milhões de passageiros — o aeroporto por onde chega a maior parte dos brasileiros que desembarcam no país.

Por que a Itália disparou em 2026?

Parte importante da explicação está no legado do Jubileu de 2025, o ano santo católico que atraiu milhões de peregrinos a Roma e manteve a Itália no centro das atenções do turismo mundial, um efeito que segue repercutindo nas reservas de 2026.

A esse fator soma-se a ampliação da oferta de voos, como no caso da Latam, que neste ano ampliou para sete voos semanais a rota entre São Paulo e Roma. O grande motor do crescimento é a capital italiana, que se tornou a cidade mais reservada por brasileiros fora do Brasil, com alta de 42% no período. Entre as experiências mais procuradas na capital estão a visita guiada ao Vaticano e à Capela Sistina, o free tour por Roma e a visita ao Coliseu, Fórum e Palatino, reflexo de um viajante que busca contexto histórico e cultural, e não apenas a foto no ponto turístico. “O que estamos vendo não é apenas um pico pontual em Roma por causa do Jubileu, mas um amadurecimento do interesse do brasileiro pela Itália como um todo. O viajante que antes limitava o roteiro à capital agora inclui a Toscana, os Lagos do Norte, a Costa Amalfitana e o Sul napolitano. É um turista que quer conhecer o país em mais profundidade”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil.

Depois de Roma: que destinos os brasileiros visitam na Itália?

O dado que mais chama atenção é o crescimento das cidades secundárias, sinal de um viajante que já conhece o básico e busca aprofundar. Florença cresceu 33%, Milão 31%, Nápoles 29% e Veneza 26%. Cidades menores avançam ainda mais: Sorrento saltou 158% no período.

Em Milão, os brasileiros têm usado a cidade como base para passeios aos Alpes Suíços, como na excursão a Saint Moritz e passeio no Bernina Express. Em Florença, lideram as reservas o free tour pela cidade e a visita guiada na Galeria da Academia, onde fica a escultura original do David de Michelangelo. Já em Nápoles, o destaque é a excursão à Costa Amalfitana e Pompeia. São roteiros que exigem mais dias de viagem e indicam um turista disposto a permanecer mais tempo no país.

“A Itália tem uma vantagem rara: cada região oferece uma experiência completamente diferente, do patrimônio histórico de Roma à moda de Milão, da arte de Florença à belíssima Costa Amalfitana. Isso permite que o brasileiro volte ao país várias vezes sem repetir o roteiro, e é exatamente esse comportamento de redescoberta que está impulsionando os números de 2026”, completa Alexandre Oliveira.

(Com Leonardo Moura/Civitatis)

“Brasilina”: Exposição reúne arte e design autoral para celebrar diversidade e potência criativa brasileira

Vitória, ES, por Kleber Patricio

Aféfé de Mariana Maia, que estará em exposição em “Brasilina”. Foto: Divulgação.

O Brasil, com sua diversidade de territórios, culturas, povos, paisagens e modos de existir, é o ponto de partida da exposição “Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria”, realizada pela Decoranea e 1COMUM Coletivo. A mostra reúne artistas e designers brasileiros em torno de uma reflexão sobre a riqueza e a complexidade do país, por meio de diferentes linguagens, técnicas, materiais e expressões criativas.

Idealizada por Isabela Castello e Fernando Caseira Nicolau, com curadoria de Isabela Castello e Isabel Portella, a exposição parte de uma imagem simbólica: a brasilina, pigmento vermelho associado ao pau-brasil, árvore que deu nome ao país. A substância que colore o cerne da madeira torna-se, na exposição, metáfora para a própria identidade brasileira — diversa, intensa, contraditória e em constante transformação. “A brasileína é uma tinta vermelha intensa, cor de brasa, que se forma naturalmente pela reação química da brasilina – substância encontrada no interior da árvore pau-brasil – em contato com o ar e a luz. Reagir ao encontro, como descrito acima, é sintoma de morte por podas drásticas e cortes violentos na espécie. Deste modo, o Brasil, único país com nome de árvore no mundo, é forjado. É possível falar de história sem falar de corte, de trauma? E falar de corte, de trauma é regenerá-lo? Quem és tu, cidadã brasileira? Quem és tu, cidadã latino-americana?”, instiga o idealizador, Fernando Nicolau.

Também à frente do projeto, Isabela Castello diz que “Brasilina fala da potência criativa do nosso país, da nossa essência. Precisamos olhar para nossas raízes, nossas belezas e nossa história para compreender o país que somos e, principalmente, o país que queremos construir coletivamente. E nada melhor do que a arte para nos ajudar nessa tarefa, porque a arte reflete quem somos e como nos percebemos. Nesta exposição, reunimos 32 artistas brasileiros e brasileiras para, por meio de diferentes linguagens e olhares, refletir sobre o Brasil e sobre a nação que queremos construir. Um convite para olhar para nós mesmos, reconhecer nossa diversidade e nossa potência e imaginar, juntos, novos caminhos para o nosso país.”

A proposta da Brasilina nasce do desejo de olhar para o Brasil além dos estereótipos e das narrativas únicas, reconhecendo sua potência natural e cultural, mas também suas contradições. Um país de dimensões continentais, biodiverso, multicultural e miscigenado, marcado por profundas desigualdades, mas também por criatividade, resistência, afetos e capacidade de reinvenção.

A exposição está estruturada em três eixos curatoriais: Identidade, Natureza e Sociedade. Juntos, eles propõem diferentes perspectivas sobre o país. Identidade aborda as múltiplas formas de ser e pertencer ao Brasil; Natureza contempla a biodiversidade, os territórios e as relações entre ser humano e meio ambiente; e Sociedade reflete sobre as relações, desafios, contrastes e transformações que constituem a vida brasileira.

Um dos conceitos centrais da mostra é a ideia de nação mátria, uma visão do país como terra-mãe, que gera, nutre e protege. A expressão propõe uma perspectiva mais afetiva e inclusiva de nação, relacionada à terra, à natureza, às ancestralidades e ao papel das mulheres na construção da vida social e cultural brasileira.

A exposição também parte de uma reflexão simbólica sobre a bandeira nacional. O lema “Ordem e Progresso”, inspirado no pensamento de Auguste Comte, originalmente fazia parte de uma formulação mais extensa que incluía a palavra “amor”. Ao trazer essa ausência para o campo da reflexão artística, Brasilina propõe uma regeneração simbólica: amor como princípio, ordem como base e progresso como fim. Terra como corpo, cultura como cura, arte como fala. Mais do que apresentar obras sobre o Brasil, Brasilina busca criar um espaço de encontro e reflexão e, para isso, contará com um programa educativo desenvolvido pela arte-educadora Tatiana Rosa. A diversidade de artistas, linguagens e perspectivas permite que diferentes Brasis coexistam na mesma exposição, revelando que não existe uma única maneira de representar ou compreender o país.

Para a Decoranea, galeria dedicada à arte e ao design autoral, a exposição também reafirma seu compromisso com a valorização da produção criativa brasileira e com a aproximação entre essas duas linguagens. A marca se lança ao mercado junto dessa iniciativa para potencializar a presença conjunta de arte e design autoral e ampliar o olhar sobre a criatividade nacional, evidenciando a capacidade brasileira de transformar matéria, cultura e experiência em formas, objetos e narrativas.

Brasilina inaugura sua trajetória na Galeria do Centro Cultural SESI, em Jardim da Penha, Vitória, Espírito Santo, no dia 1º de setembro, às 18h, e permanece aberta ao público até 30 de setembro. Com produção de Elaine Pinheiro (ArtES Consultoria, Produção e Gestão Cultural), a exposição nasce também com a perspectiva de circular posteriormente por outras cidades brasileiras.

SERVIÇO:

Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria

Realização: Decoranea e 1COMUM Coletivo

Idealização: Isabela Castello e Fernando Caseira Nicolau

Curadoria: Isabela Castello e Isabel Portella

Local: Galeria do Centro Cultural SESI – Jardim da Penha, Vitória – ES

Abertura: 1º de setembro, das 18h às 21h

Período: 1º a 30 de setembro de 2026

Visitação: terça a sábado, das 10h às 20h

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre.

(Com Camila Barbieri/A4&Holofote Comunicação)

Álbum em homenagem a João Donato traz grandes participações como Gilberto Gil, Djavan e Bebel Gilberto, além de duas canções inéditas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

João Donato com Margareth Menezes. Foto: Arquivo/Divulgação.

A obra de João Donato, um dos maiores compositores da música brasileira, ganha em “Viva Donato”, álbum lançado pelo Selo Sesc, uma homenagem que celebra seu legado pelas vozes de outros grandes nomes da música brasileira. O álbum chegou às principais plataformas de áudio em 28/8, junto de dois shows de lançamento em setembro.

O tributo Viva Donato ganha vida por meio de importantes nomes da MPB: Antonio Adolfo, Bebel Gilberto, Djavan, Donatinho, Dora Morelenbaum, Dori Caymmi, Fafá de Belém, Fernanda Abreu, Gilberto Gil, Ivan Lins, Jaques Morelenbaum, João Bosco, Joyce Moreno, Marcos Valle, Margareth Menezes, Patrícia Alvi, Paula Morelenbaum e Roberta Sá e Silva. Como principais arranjadores, o projeto conta com Dori Caymmi, Marcos Valle, Kassin, Jaques Morelenbaum e Donatinho. Todos eles se relacionam de maneira profunda com o artista, seja por meio de parcerias em composições, ou pelo fato de terem sido diretamente influenciados pela sua obra no seu próprio trabalho. De uma forma ou de outra, uma coisa é certa: foram tocados pela poesia de Donato.

Abrindo com “A Paz”, parceria entre Gil e Donato em 1986, nesta nova versão são Gil e Mônica Salmaso que revivem a canção com arranjo de Dori Caymmi. “Esse modo facilitador que ele tinha, de promover o escorrimento do afeto. Com que o afeto escorresse de forma muito suave, como se fosse um riacho. Era a cara dele. Foi assim incrível o conjunto de canções que a gente acabou fazendo. Muitas das canções, das melodias, eram reminiscências que ele tinha dos lugares no Acre, das ruas, dos rios, das florestas, dos lugares onde ele ia passear quando ele era pequeno, das lavadeiras. Muita coisa vinha no ouvido dele”, compartilha Gilberto Gil.

Capa do álbum.

Em “Nua Ideia”, a composição de Donato surge em uma nova leitura que preserva a sensibilidade da letra. Lançada na voz de Gal Costa em 1980 no disco Plural, já ganhou diversas versões ao longo dos anos por nomes como Edu Lobo e Emílio Santiago. Agora, é Bebel Gilberto que com suavidade dá vida novamente à canção. “Eu fui criada ouvindo, aprendendo e tendo que lembrar de todos os detalhes de todas as músicas do Donato. Das letras, das melodias… Lugar Comum, A Bruxa de Mentira, Emoriô, A Rã… Quando veio a ideia de gravar o Donato, eu tive o prazer de poder escolher a música. Nua Ideia, sem dúvida nenhuma, é uma das músicas mais bonitas do Donato”, conta Bebel Gilberto.

Silva interpreta as bem pensadas aliterações presentes na inédita “Aquela delícia singela”, que dão toda a cadência e harmonia da canção. “Flor de Maracujá”, composta em 1974 em homenagem a Gal Costa – carinhosamente apelidada por Donato com o nome da flor –, ganha a voz de Roberta Sá acompanhada de Roberto Barreto na guitarra baiana.

A beleza melancólica e apaixonada de “Até quem sabe”, canção de 1973, é interpretada por Joyce Moreno, enquanto “Falta de ar”, que igualmente traz o amor triste e nostálgico nos seus versos é entoada por Djavan. Em “Cadê Jodel?”, que traz a saudade de Donato por sua filha, tem nas sobrepostas vozes da mãe e filha Paula Morelenbaum e Dora Morelenbaum o seu acalanto.

“Vamos Combinar”, também faixa inédita, é uma parceria entre João Donato e Marcos Valle na qual Valle e Patrícia Alvi concretizam essa primeira gravação em dueto. “O Donato sempre teve uma simplicidade aliada a uma certa coisa sofisticada. Poucas notas. Isso eu aprendi muito com o João”, conta Marcos Valle sobre a conversa entre os instrumentos na composição, maneira de observar e entender a música que aprendeu com Donato.

Dori Caymmi com Gilberto Gil.

O álbum segue com Ivan Lins cantando o leve samba sobre os planos da vida a dois “E vamos lá”, enquanto Antonio Adolfo e seu piano interpretam o bolero “Simples carinho”, lançado em 1982. A declaração de amor de “De um jeito diferente”, popularizada na voz de Emílio Santiago, chega em Viva Donato por meio da intensidade de Fafá de Belém. Já “A Rã”, uma das mais famosas de sua carreira, lançada em 1960, conta com João Bosco para honrar a cadência da letra. “As harmonias dele são muito delicadas, são muito precisas, inquietas. Essa música entrou na minha alma, mas ela é muito sutil e como muito sutil, ela precisa de isolamento e tranquilidade. E a letra, né? Esses dois irmãos fizeram coisas inacreditáveis, eu sou apaixonada por pelos dois. Fiquei muito feliz de ser uma música, uma letra dos irmãos Os Donados, The Boys (risos). Viva Donato!”, conta Fafá de Belém com descontração.

Seu filho Donatinho dá o tom leve e solar que pede “Lua Dourada”, bolero lançado em 1986, já “Emoriô”, outro grande sucesso de Donato em parceria com Gil, de 1975, traz Margareth Menezes no vocal. Fechando as homenagens de Viva Donato, Fernanda Abreu entoa “Nasci para bailar”.

Nascido no Acre e projetado nacionalmente a partir do Rio de Janeiro, João Donato foi um multiartista: pianista, compositor e arranjador fundamental para a consolidação da música popular brasileira. Além de um dos principais nomes da Bossa Nova, não se limitou a ela e incorporou influências do jazz e da música afro-latina de maneira autêntica em sua obra, o que ajudou a ampliar os horizontes da música brasileira e é tido como referência para diferentes gerações de músicos. Além de Viva Donato, o Selo Sesc também já lançou álbuns como Donato Elétrico (2016) e o Sessões Selo Sesc #7: João Donato + Projeto Coisa Fina (2020).

Fafá de Belém. Foto: Isabela Espindola.

“Espero que esse disco passe para as novas gerações e para as pessoas que não conhecem a música dele. O Donato é um cara que é o pai da música, pai do ritmo, pai da música latina brasileira… termo que não é usado aqui no Brasil porque o brasileiro é muito brasileiro, mas esquece que a gente está cercado pela América Latina. Então, se você nasce no Acre, como o Donato nasceu, você vai ter um quê de alguém especial”, completa Bebel.

FAIXAS

1 – A Paz | Gilberto e Mônica Salmaso

2 – Nua ideia (Leila XII) | Bebel Gilberto

3 – Aquela delícia singela | Silva 

4 – Flor de maracujá | Roberta Sá e Roberto Barreto

5 – Até quem sabe | Joyce Moreno

6 – Falta de ar | Djavan

7 – Cadê Jodel? | Dora Morelenbaum e Paula Morelenbaum 

8 – Vamos Combinar | Marcos Valle e Patrícia Alvi

9 – E vamos lá | Ivan Lins

10 – Simples Carinho | Antônio Adolfo

11 – De um jeito diferente | Fafá de Belém

12 – A rã | João Bosco

13 – Lua Dourada | Donatinho

14 – Emoriô | Margareth Menezes

15 – Nasci para bailar | Fernanda Abreu

FICHA TÉCNICA 

Músicos e intérpretes Antonio Adolfo – piano

Bebel Gilberto – voz

Bernardo Bosisio – guitarra, violão

Caio Oliveira – teclados, percussão eletrônica

Daniel Alcoforado – complementos

Danilo Sinna – flauta, clarinete

David Rangel – contrabaixo

Diogo Gomes – trompete, flugelhorn

Djavan – voz

Donatinho – voz, fender rhodes, complementos, sintetizadores, contrabaixo synth

Dora Morelenbaum – voz

Dori Caymmi – violão

Fafá de Belém – voz

Felipe Alves – bateria

Felipe Pinaud – flauta

Fernanda Abreu – voz

Gilberto Gil – voz

Guilherme Lirio – guitarra, contrabaixo, drum machine

Itamar Assieri – piano, teclados

Ivan Lins – voz

Jaques Morelenbaum – violoncelo

Jefferson Lescowich – contrabaixo, baixo

Jefferson Rodrigues – saxofone

Jessé Sadoc – trompete

Joao Bosco – voz, violão

Jorge Continentino – saxofone

Jorge Helder – contrabaixo

Jorge Neto – trombone

José Arimatéa – trompete, flugelhorn

Joyce Moreno – voz

Jurim Moreira – bateria

Kainã do Jejê – percussão

Karyne Rosselle – vocal

Kassin – baixo, complementos

Kiko Horta – acordeon

Lucca Noacco – guitarra

Luiz Alves – contrabaixo

Marcelo Martins – flauta, saxofone

Marcelus Leone – saxofone, flauta, trompete

Marcos Valle – piano, fender rhodes, voz

Margareth Menezes – voz

Marlon Sette – trombone

Monica Salmaso – voz

Moreno Veloso – pandeiro

Patrícia Alvi – voz

Paula Morelenbaum – voz

Paulo Guimaraes – flauta

Paulo Jordão – trompete

Pepe Cisneros – piano

Rafael Amarante – violão, guitarra, contrabaixo

Rafael Rocha – trombone

Renato Massa – bateria

Ricardo Pontes – saxofone

Ricardo Silveira – guitarra

Roberta Sá – voz

Robertinho Silva – percussão

Roberto Barreto – guitarra baiana

Rodrigo Pacato – percussão

Rodrigo Tavares – sintetizadores

Silva – voz

Tito Bahiense – vocal

Tito Oliveira – bateria, percussão

Tom Silva “Pacatinho” – percussão

Tuto Ferraz – bateria, percussão.

Gravado entre junho e julho de 2025 nos estúdios Visom Digital, Em Casa, Estúdio Marini, Estúdio do Tuto e Studio Oliveira.

Técnicos de Gravação: Guido Pera, Marcelo Saboia, Lucca Noacco, Tuto Ferraz e Caio Oliveira.

Mixagem: Marcelo Saboia

Masterização: André Dias

Idealização do projeto: Regina Oreiro

Direção artística: Regina Oreiro e Ivone Belem

Produção executiva: Acre Musical e Oreiro Produções

Assistente de produção: Dulce Lobo

Afinação de piano: Guthemberg Padilha

Fotos e vídeos: Isabela Espíndola

Comunicação Selo Sesc: Alexandre Amaral, Alexandre Calderero, Bárbara Carneiro, Renan Abreu e Sofia Calabria

Apoio: Instituto João Donato

Ouça Viva Donato!.

Sobre o Selo Sesc

Desde 2004 o Selo Sesc traz a público obras que revelam a diversidade e a amplitude da produção artística brasileira, tanto em obras contemporâneas quanto naquelas que repercutem a memória cultural, estabelecendo diálogos entre a inovação e o histórico. Em catálogo, constam álbuns em formatos físico e digital que vão de registros folclóricos às realizações atuais da música de concerto, passando pelas vertentes da música popular e projetos especiais. Entre as obras audiovisuais em DVD, destacam-se a convergência de linguagens e a abordagem de diferentes aspectos da música, da literatura, da dança e das artes visuais. Os títulos estão disponíveis nas principais plataformas de áudio, Sesc Digital e Lojas Sesc. Saiba mais em: sescsp.org.br/selosesc.

Sobre o Sesc São Paulo

Com 79 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 42 unidades operacionais com atendimento presencial e 4 unidades operacionais com atendimento não presencial no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, serviços, turismo e para toda a sociedade. Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões físico-esportiva, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania. As iniciativas da instituição partem das perspectivas cultural e educativa voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas. São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações em sescsp.org.br. Selo Sesc nas redes: Instagram | YouTube.

(Com Sofia Calabria/Assessoria de imprensa Selo Sesc) 

Movimento Rubem Alves chega à 8ª edição com reflexões sobre conexão, cuidado e sentido

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Rubem Alves (1933—2014). Teólogo, filósofo, escritor, poeta e psicanalista, nasceu em Dores da Boa Esperança (MG) em 1933 e encantou o Brasil com uma escrita que une erudição, poesia e sensibilidade. Foi professor universitário, fundador do Instituto Rubem Alves e uma das vozes mais queridas da educação brasileira.  Foto: Divulgação/Instituto Rubem Alves.

O Instituto Rubem Alves realiza, de 14 a 18 de setembro, a 8ª edição do Movimento Rubem Alves. Com o tema “Conexão e Sentido”, o evento propõe uma leitura contemporânea do legado de um dos mais importantes pensadores brasileiros, aproximando sua obra dos desafios vividos hoje na educação, nas organizações, no trabalho, no turismo, na espiritualidade e nas relações humanas.

Realizado anualmente no mês de nascimento de Rubem Alves, o Movimento reúne escritores, educadores, pesquisadores, artistas, profissionais e instituições em torno de um pensamento que continua produzindo perguntas e novas possibilidades para compreender o mundo.

Em 2026, o Instituto amplia o diálogo com áreas que encontram na filosofia de Rubem Alves fundamentos importantes: o cuidado nas organizações, a saúde mental no trabalho, a formação profissional, o pertencimento aos territórios, as políticas públicas e experiências educativas mais humanas. Teólogo, educador, filósofo, psicanalista, poeta, cronista e contador de histórias, Rubem Alves não cabe em uma única área — e essa multiplicidade inspira os cinco encontros da programação.

CINCO DIAS DE ENCONTROS

14 de setembro – 19h — Literatura Essencial. A abertura será dedicada ao Rubem Alves contador de histórias: o homem que escutava as pessoas, as perguntas e os silêncios e transformava experiências cotidianas em literatura. Raquel Alves e Maria Amélia Moscom conduzirão a conversa, que também marcará o lançamento de “Espelhos Essenciais — Contos sobre sonhos, escolhas e sentido da vida”, publicado pela Editora Farol das Letras.

15 de setembro – 19h30 — Organizações que Cuidam. O encontro discutirá ambientes saudáveis, lideranças responsáveis e relações de trabalho que produzem sentido. ESG, saúde mental e riscos psicossociais relacionados ao trabalho, em diálogo com a NR-1, serão abordados como oportunidades para transformar valores em práticas de cuidado. Participam Maria Amélia Moscom, Mariana Alves e Maurício Santos.

16 de setembro — Arte e Escolas que São Asas. Às 18h, será realizada a cerimônia oficial de abertura da mostra cultural formada pela exposição “Esculturas Sonoras”, de Ângelo Milani, e pela obra “Pedaços de mim”, de Lara Milani. Em seguida, o Instituto apresentará o Programa Escolas que São Asas que visa reconhecer, fortalecer e compartilhar experiências educativas comprometidas com uma formação profundamente humana. Participam Maria Amélia Moscom e Severino Antônio, coordenador do Conselho de Educação do Instituto Rubem Alves. Rua Doutor Albano de Almeida Lima, 388 – Jardim Guanabara – Campinas / SP.

17 de setembro – 19h30 — Ler o Mundo. Formação profissional e turismo serão aproximados por uma perspectiva educativa comum: aprender a interpretar contextos, reconhecer saberes, compreender relações e participar da transformação dos lugares. Inspirado na expressão de Rubem Alves “levar os olhos a passear”, o encontro abordará trabalho, território, hospitalidade, pertencimento e participação cidadã. Participam Maria Amélia Moscom, Fernando Vernier, Luis Felipe Campos Almeida e Eros Vizel.

18 de setembro — Arte e Rubem Alves Diante do Abismo. As 18h abertura dos trabalhos com uma atividade cultural Erótica da esperança em Gonzaguinha: ‘Então eu cantaria a noite inteira!’”. Apresentada por Arnaldo Huff Jr. Uma atividade que refletirá sobre a relação entre corpo, música e esperança, passando pela questão política. Na sequência a noite de encerramento será dedicada à SIRA — Sociedade Internacional Rubem Alves — e ao lançamento do livro “Rubem Alves diante do abismo: Foi-se o mundo, preciso te levar”, de Cláudio Carvalhaes. A obra investiga o abismo como imagem central e recorrente no pensamento de Rubem Alves, aproximando teologia, filosofia, psicanálise, literatura, corpo, esperança, música, natureza e alegria. Participam Cláudio Carvalhaes, Edson Fernando de Almeida, José Lima Junior, Arnaldo Huff e Maria Amélia Moscom.

Cada encontro apresentará um olhar particular sobre a obra de Rubem Alves, ligado por uma mesma busca: encontrar sentido nas relações que construímos com as pessoas, o trabalho, a educação, os lugares, a beleza, a espiritualidade e os desafios de nosso tempo.

SOBRE O MOVIMENTO RUBEM ALVES

Criado pelo Instituto Rubem Alves, o Movimento celebra anualmente a vida, a obra e o aniversário de nascimento do escritor e pensador. Ao promover encontros entre diferentes áreas do conhecimento e da experiência humana, a iniciativa contribui para preservar, estudar e fazer circular um legado marcado pela educação, pela poesia, pela espiritualidade, pela sensibilidade e pelo compromisso com a vida.

SERVIÇO:

8º Movimento Rubem Alves — Conexão e Sentido

Data: 14 a 18 de setembro de 2026

Formato: atividades presenciais na sede do Instituto Rubem Alves, em Campinas, com transmissão pelo YouTube

Participação: gratuita; vagas presenciais diárias limitadas a 40 pessoas, portanto é necessário inscrever-se. Participação online livre.

Programação e inscrições: https://www.institutorubemalves.org.br/movimento/

Mais informações: WhatsApp (19) 99289-2385.

(Fonte: Instituto Rubem Alves)

Montanhas Capixabas: o que fazer em 5 dias

Espírito Santo, por Kleber Patricio

Roteiro combina trilhas em áreas preservadas de Mata Atlântica, gastronomia de território, agroturismo e hospedagens integradas à paisagem entre Vargem Alta, Pedra Azul, Domingos Martins e Castelo. Foto: Eliria Buso/Divulgação.

As Montanhas Capixabas permitem montar uma viagem que vai muito além da tradicional visita à Pedra Azul. Entre reservas ambientais, parques estaduais, estradas cercadas pela Mata Atlântica, produtores artesanais e restaurantes que valorizam ingredientes locais, a região reúne experiências para quem deseja alternar natureza, gastronomia, cultura e momentos de descanso.

Com cinco dias disponíveis, é possível conhecer diferentes pontos do território sem transformar a viagem em uma sequência apressada de deslocamentos. O roteiro passa por Vargem Alta, Pedra Azul, Domingos Martins e Castelo e inclui áreas que integram o Corredor Ecológico Pedra Azul–Forno Grande, responsável por conectar importantes remanescentes de Mata Atlântica e contribuir para a conservação de nascentes, rios, fauna e flora da serra capixaba.

Confira:

Dia 1 – Imersão na Mata Atlântica em Vargem Alta

Foto: Divulgação.

A primeira parada pode ser Vargem Alta, a cerca de duas horas de Vitória. É no município que está a Reserva Ambiental Águia Branca, área com aproximadamente 2.200 hectares de Mata Atlântica preservada e mais de 350 espécies de aves registradas.

Dentro da Reserva está o Eco Lodge Natureza, opção para começar a viagem já em contato direto com a floresta. O empreendimento possui 30 acomodações, entre chalés à beira do lago, chalés na montanha e apartamentos, e oferece uma programação que permite ao hóspede explorar o ambiente ao redor sem precisar deixar a propriedade.

O primeiro dia pode ser dedicado às trilhas guiadas ou autoguiadas da Reserva. Os caminhos atravessam diferentes ambientes da Mata Atlântica e possibilitam observar aves e pequenos mamíferos, além de cursos d’água e árvores centenárias.

Outra possibilidade é experimentar o Banho de Floresta, atividade inspirada no shinrin-yoku japonês e baseada em uma caminhada contemplativa, com estímulos aos sentidos e atenção aos sons, aromas e elementos naturais do entorno.

Dia 2 – Reserva Kaetés e biodiversidade vista do alto

Reserva Kaetés. Foto: Matheus Clemente.

O segundo dia mantém a natureza como protagonista, desta vez com uma visita à Reserva Kaetés. A área possui 667 hectares protegidos e foi reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural em 2024, reforçando o mosaico de conservação existente entre diferentes pontos das Montanhas Capixabas.

A experiência inclui caminhadas guiadas pela floresta e contato com iniciativas de pesquisa e conservação da biodiversidade. Um dos principais atrativos é a torre de observação construída acima da copa das árvores. Do alto, o visitante consegue dimensionar a extensão da vegetação preservada e compreender melhor a importância da conectividade entre as áreas de Mata Atlântica. O passeio também cria novas oportunidades para observação de aves e de outras espécies nativas.

Dia 3 – Pedra Azul, Rota do Lagarto e sabores da serra

Foto: Eliria Buso/Divulgação.

No terceiro dia, o roteiro segue em direção a Pedra Azul. Uma das formas mais conhecidas de percorrer a região é pela Rota do Lagarto, estrada cercada por paisagens montanhosas, propriedades rurais, restaurantes e pequenos produtores.

O Parque Estadual da Pedra Azul é uma das principais paradas. Dependendo do planejamento e das condições de visitação, é possível incluir trilhas pelo parque e atividades nos arredores, como passeios a cavalo e experiências ligadas ao agroturismo, incluindo a colheita de morangos durante a época de produção.

Para quem pretende dividir a viagem entre duas hospedagens, este pode ser o momento de seguir para o Rabo do Lagarto, utilizando Pedra Azul como base para os próximos passeios.

A gastronomia merece espaço no roteiro. No final da Rota do Lagarto está o Quadrado de São Paulinho, que reúne cerca de 20 empreendimentos ao longo de aproximadamente sete quilômetros. Restaurantes, cafés, chocolaterias, cervejarias e produtores artesanais mostram uma vertente da serra que vem ganhando força nos últimos anos.

Entre as possibilidades estão o Restaurante Túia, o Café Alice, os chocolates bean to bar da Ocakau, a gelateria Le Gustto e a Cervejaria Azurra. Outra parada é o Alecrim Restaurante, comandado pela chef Cecília Cunha, que combina produtos locais com referências de diferentes cozinhas. O trabalho também deu origem à Lab Kombucha, produzida na região.

Para encerrar o dia, a Ronchi Beer oferece cervejas artesanais em um espaço de frente para a Pedra Azul.

Dia 4 – Forno Grande revela outra paisagem das montanhas

Forno Grande. Foto: Mosaico Imagem

O quarto dia pode ser dedicado ao município de Castelo e ao Parque Estadual do Forno Grande, onde está o segundo ponto mais alto do Espírito Santo, a 2.039 metros de altitude.

A unidade de conservação reúne diferentes possibilidades de passeio, entre cachoeiras, piscinas naturais, formações rochosas e trilhas. Há alternativas para visitantes interessados em percursos mais leves e também opções de maior dificuldade para quem busca uma experiência de aventura.

Entre os atrativos estão os Poços Amarelos, a Cachoeira do Forno Grande e mirantes naturais que revelam o conjunto montanhoso da região. Para os mais preparados, as trilhas de maior duração oferecem uma perspectiva diferente da serra e ajudam a mostrar por que o eixo entre Pedra Azul e Forno Grande é considerado estratégico para a conservação da Mata Atlântica no Espírito Santo.

O passeio complementa as experiências dos primeiros dias ao apresentar outro ambiente dentro do mesmo corredor ecológico, unindo altitude, floresta, água e formações rochosas.

Dia 5 – Cultura e herança europeia em Domingos Martins

Foto: Divulgação/Eco Lodge Natureza.

Depois de quatro dias com forte presença de natureza e gastronomia, o último pode ser reservado à história e à cultura regional em Domingos Martins, município marcado pela imigração europeia, especialmente alemã.

No centro da cidade, a Praça Dr. Arthur Gerhardt e a Rua do Lazer concentram parte das atrações, além de bares, restaurantes, lojas e construções que ajudam a contar a formação do município.

O passeio também permite compreender outra característica das Montanhas Capixabas: a maneira como as tradições trazidas por imigrantes alemães e italianos se combinaram com agricultura, produção artesanal e ingredientes cultivados na própria serra, formando uma identidade que hoje aparece tanto na gastronomia quanto no agroturismo.

Ao combinar a experiência em Vargem Alta com dias em Pedra Azul e passeios por Castelo e Domingos Martins, o viajante tem a oportunidade de descobrir uma região que não depende apenas de seu cartão-postal mais famoso. As Montanhas Capixabas se revelam como um território de biodiversidade, sabores e histórias que merece ser explorado com tempo.

SERVIÇO:

Eco Lodge Natureza – naturezaecolodge.com.br

Pousada Rabo do Lagarto – rabodolagarto.com.br

Reserva Kaetés – reservakaetes.com.br

Parque Estadual do Forno Grande – iema.es.gov.br/PEFG

Restaurante Tuia – @tuia_gastronomia_arte

Ocakau – @ocakau_

Alecrim Restaurante – @alecrimcozinhaartesanal

Cervejaria Azzurra – @azzurracervejaria

Ronchi Beer – @ronchibeer

Gelateria Le Gustto – @gelatolegustto.

(Com Eliria Buso/Assimptur)