Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

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Turismo de Natureza: o destino baiano onde você pode ver baleias, mergulhar, explorar trilhas e navegar por águas cristalinas na mesma viagem

Cairu, BA, por Kleber Patricio

Quem escolhe visitar Cairu (BA) encontra muito mais do que belas praias. O arquipélago-município, que reúne destinos como Morro de São Paulo, Boipeba e Gamboa, oferece experiências capazes de conectar o visitante aos diferentes ecossistemas da região, entre Mata Atlântica preservada, manguezais, recifes de corais, praias de águas cristalinas e uma rica vida marinha. Para quem deseja desacelerar, respirar ar puro e viver dias de contato intenso com a natureza, o destino reúne atividades para diferentes perfis de viajantes. Sejam os aventureiros e os que buscam apenas contemplação, ambos têm ótimas opções de diversão.

1 – Observar baleias-jubarte em seu habitat natural

Baleia-jubarte em saltos que podem ser avistados durante a temporada migratória e que passam por Cairu entre julho e novembro. Foto: Todd Cravens/Unsplash.

Entre julho e outubro, podendo se estender a novembro, a experiência mais aguardada acontece em alto-mar. Durante a temporada, embarcações autorizadas levam visitantes para acompanhar o comportamento das baleias-jubarte. O Passeio das Baleias tem duração de 4 horas e acontece de forma responsável, credenciada pela Prefeitura de Cairu e com a capacitação do Projeto Baleia Jubarte. A depender das condições climáticas e comportamento das baleias, é possível avistar saltos, batidas de cauda e momentos de interação entre mães e filhotes.

2 – Explorar a Mata Atlântica em trilha

Trilhas em Cairu revelam a Mata Atlântica de um jeito diferente para quem gosta de aventura em meio à natureza. Foto: Greg Rosenke/Unsplash.

Para quem prefere colocar os pés na trilha, há empresas que apresentam uma imersão em diferentes paisagens naturais. O roteiro reúne caminhadas por trechos preservados de Mata Atlântica, mirantes, praias praticamente intocadas, paredão de argila, cachoeira e deslocamentos de barco e veículo 4×4, revelando um lado ainda pouco conhecido do arquipélago de Cairu.

3 – Navegar em barco transparente

Foto: SJ/Unsplash.

Imagine deslizar sobre águas cristalinas enquanto observa peixes, corais e toda a vida marinha logo abaixo dos seus pés. Os passeios em barcos transparentes proporcionam exatamente essa experiência, permitindo contemplar o fundo do mar sem precisar entrar na água ou mergulhar. É uma das experiências mais fotogênicas de Cairu, na qual, visitantes de todas as idades podem contemplar a vida marinha de um jeito diferente, unindo lazer, contemplação e contato com a natureza.

4 – Descobrir o fundo do mar em mergulhos de snorkel

Um mergulho, além de uma surpresa, leva os visitantes a uma vivência da vida marinha bem próximo aos peixes, corais e diferentes espécies da vida marinha. Foto: Gallih Handoko/Unsplash.

Para quem quer um contato maior com a vida marinha, as águas de Cairu escondem um universo com diversas espécies marinhas. Em locais como Morro de São Paulo e Boipeba, tanto iniciantes quanto mergulhadores experientes encontram excelentes pontos para mergulho autônomo e snorkel, aproveitando a boa visibilidade característica da região em diferentes épocas do ano. Para uma experiência profissional, há agências que proporcionam passeios completos e com os equipamentos ideais.

5 – Conhecer os manguezais em passeios de canoa

Os manguezais de Boipeba revelam a fauna e flora da região com avistamento da vegetação típica e espécies que fazem parte desse ambiente. Foto: Timothy K/Unsplash.

Entre praias, recifes e mar aberto, os manguezais de Boipeba revelam outra face de Cairu. Considerado um dos ecossistemas mais importantes do litoral brasileiro, esse ambiente proporciona uma experiência de contemplação da fauna, da flora e da cultura local. Conduzidos por canoeiros locais, os passeios percorrem canais cercados pela vegetação típica, permitindo observar aves, caranguejos, ostras e outras espécies que fazem desse ambiente um verdadeiro berçário da vida marinha.

Um destino para viver a natureza em diferentes formas

A diversidade de experiências faz com que muitos visitantes prolonguem a estadia, mas em poucos dias, é possível navegar por águas cristalinas, caminhar por trilhas em meio à Mata Atlântica, mergulhar entre recifes, explorar manguezais e testemunhar um dos maiores espetáculos naturais do planeta.

Mais do que um destino de praia, Cairu se consolida como referência em turismo de natureza, reunindo paisagens preservadas, biodiversidade e experiências que despertam um novo olhar sobre o litoral baiano. Durante a temporada das baleias-jubarte, essa conexão se torna ainda mais intensa, transformando a viagem em uma oportunidade de contemplar, aprender e criar memórias que permanecem muito depois do retorno para casa.

Como chegar a Cairu

Chegar ao arquipélago baiano de Cairu é mais simples do que muitos imaginam. O acesso pode ser feito a partir de Salvador, com diferentes opções de trajeto que combinam transfer terrestre e marítimo, além de voos regionais e catamarãs regulares. Uma das formas é o traslado semi-terrestre, que une trecho de carro e travessias de lancha, com duração média de 3h a 4h. O mais rápido é o catamarã direto, saindo do Terminal Náutico da Bahia, que leva cerca de 2h30 a 3h, proporcionando uma chegada ao destino com a possibilidade de contemplar belas paisagens do litoral baiano.

Para quem parte de outras regiões do Brasil, o Aeroporto Internacional de Salvador concentra os principais acessos ao destino, tornando Cairu uma opção prática para quem deseja vivenciar praias paradisíacas, clima tropical e experiências autênticas em um dos cenários mais encantadores da Bahia.

*** Imagens ilustrativas.

(Com Priscila Saraiva/Inefável PR)

Museu Lasar Segall recebe a mostra coletiva “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Obra de Paulo Penna na mostra “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”. Fotos: Divulgação.

A exposição “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”, com curadoria de Luiz Armando Bagolin, abre no dia 18 de julho de 2026 (sábado), das 15h às 19h, no Museu Lasar Segall, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo. Com entrada gratuita, segue em cartaz até 19 de outubro de 2026.

Reunindo gravuras de doze artistas visuais — Amália Barrio, Cláudio Caropreso, Comtrario Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael Giannini, Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista —, a mostra celebra o fazer gráfico em seu campo expandido, que vai da gravura em metal e da xilogravura à monotipia e ao desenho.

No centro da exposição está o ateliê de gravura como espaço coletivo de trabalho: o lugar onde a imagem não nasce pronta, mas se constrói por etapas, é reimpressa e se transforma a cada passagem pela matriz. Os doze artistas partilham essa prática comum — muitos deles formados ou atuantes em ateliês de gravura de São Paulo — e trazem para a sala um recorte dessa produção feita a muitas mãos.

Obra de Cláudio Caropreso na mostra.

A escolha do Museu Lasar Segall tem sentido preciso. A casa que foi residência e ateliê do pintor abriga, há décadas, um ateliê coletivo de gravura em plena atividade. Expor ali é aproximar as obras do próprio lugar em que muitas delas foram pensadas e impressas, e lembrar que o museu, antes e além de sala de exposição, é também um espaço de fazer. Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu não é um percurso que proponho: o primeiro trajeto é o que a casa vê quando se vira para dentro; o segundo, o que estas obras já fazem quando entram no acervo. E há um terceiro, que dispensa a sala: do lado de fora, a gráfica se cola ao muro, exposta ao tempo e a quem passa”, afirma o curador Luiz Armando Bagolin.

SOBRE OS ARTISTAS

Amália Barrio é artista visual, formada pela Universidade Estadual de Campinas. Sua pesquisa parte da relação entre fotografia e gravura, investigando a imagem fotográfica como linguagem gráfica. A paisagem natural constitui o principal eixo de seu trabalho, desenvolvida por meio de processos de impressão e experimentações com transparências, sobreposições, formas e cor. Seu interesse está na construção de imagens que transitam entre diferentes técnicas e suportes, explorando as possibilidades gráficas.

Cláudio Caropreso nasceu em 1975, em São José dos Campos, onde vive e trabalha. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Vale do Paraíba. Pós-Graduado em Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas pela Universidade de Brasília. Como artista, desenvolve pesquisa com procedimentos ligados à gravura em relevo colorida e a processos criativos.

Comtrario Pereira nasceu em 1993, em São Caetano do Sul. Desenvolve, desde 2018, uma pesquisa em torno da matéria (principalmente tinta de parede e seu próprio sangue, por ele mesmo retirado) para dar corpo à sua investigação central: a violência institucional. Esgarçando e expandindo o termo, centralizado em agentes ou instituições do Estado que causam sofrimento físico, psicológico, moral e/ou patrimonial, aprofunda seu olhar nas instituições sociais que estabelecemos enquanto sociedade: trabalho, amigos, família, relacionamentos e com nós mesmos.

Obra de Comtrario Pereira na mostra.

Francisco Maringelli nasceu em São Paulo, onde vive e trabalha e onde atua como artista gravador, pintor e professor. Formação: Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP, 1979-1984) e Artes Plásticas (ECA-USP, 1984-1990), com frequência dos ateliês do Museu Lasar Segall (1980–81). Mostras individuais: “Os estigmas da palma da mão, as crateras no meio da rua e o rombo do coração” (Atelier Piratininga, São Paulo, 2025); “Maringelli: Percurso Gráfico” (Caixa Cultural Sé, SP, 2012); “Um Pouco do Retrato de Todos Nós” (Oficina Cultural Oswald de Andrade, SP, 2012). Mostras coletivas: “Fabulações Matriciais” (Espaço Cultural Sesc, Rio/Flamengo, RJ); “Gravura na Ponta da Faca” (Hemeroteca da Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo, 2016); além de participações na Galeria Gravura Brasileira, na Graphias-Casa da Gravura, na Galeria Mezanino e nas Mostras da Gravura Cidade de Curitiba, de 1986 a 2000. Recebeu a Bolsa Vitae de Artes Visuais / Grandes Formatos na Gravura em Relevo (1995), com projeto exposto no CCSP.

Paulo Penna nasceu em 1970, em São Paulo, onde vive e trabalha. Doutor em artes visuais pela USP, fez estudos de pós-graduação na Byam Shaw School of Arts, em Londres, e pós-doutorado na Universidade do Quebec em Montreal e na USP, na área de artes visuais. É proprietário, com Adalgisa Campos, da Casateliê, espaço independente de produção, ensino e venda de arte em São Paulo. Tem seu trabalho regularmente exposto no Brasil e no exterior, com destaque para as individuais “Corpo, mapeamentos” (Galeria Gravura Brasileira), “Desenho, fluxo, imagem” (Oficinas Culturais Oswald de Andrade) e “Figuren aus Brasilien” (Galerie Wildeshausen, Alemanha). Participa regularmente de coletivas, entre elas “Gravura Extrema — Europalia Brasil” (Le Centre de la Gravure et de l’Image Imprimée, La Louvière, Bélgica) e “Do Cordel à Galeria” (MASP). É professor dos cursos de Artes Visuais da FAAP e do Centro Universitário Belas Artes e coordena o Ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall.

Obra de Amalia Barrio na mostra.

PF Cozinha da Gravura (2024, São Paulo) é um coletivo formado por Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella. Desenvolvem em conjunto trabalhos de gravura como extensão das reflexões que pesquisam individualmente e como forma de estreitar o diálogo sobre o fazer gráfico. Os trabalhos do coletivo participaram de projetos como a 6ª edição do PQF (Portões Que Falam), bienal de arte urbana que ocupa quatro quarteirões de Santo André, além de ações educativas na exposição “O Paisagismo Modernista na Produção Artística de Lasar Segall”.

Pedro Pessoa nasceu em 1986, em São Paulo, onde vive e trabalha. Interessa-se pelas coisas da natureza e nunca parou de desenhar. De 2004 a 2008, frequenta o curso de design gráfico do Senac, onde desenvolve trabalhos em ilustração, animação e quadrinhos. Passou a frequentar e a movimentar o ateliê de gravura, onde encontra um ambiente de desenvolvimento pessoal e artístico, e o professor Ernesto Bonato, que o incentiva na busca pelo desenho de observação e pelo corte das goivas na madeira. Em 2007, passa a ser residente no Atelier Piratininga, desenvolvendo com mais afinco uma obra gráfica em xilogravura e gravura em metal. Estuda e trabalha nos ateliês do Museu Lasar Segall e do Instituto Tomie Ohtake. É artista membro do Atelier Piratininga desde 2011, onde coordena as atividades educativas e promove exposições, oficinas, cursos e palestras.

Rafael Kenji nasceu em São Paulo, em 1987, onde vive e trabalha. Artista visual, é mestrando em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e bacharel em Design pelo Centro Universitário Senac (2010). Desde 2010, dedica sua pesquisa artística principalmente às linguagens do desenho e da gravura. Em sua obra está sempre presente a observação do tempo, dos movimentos cíclicos, de vida, morte e recomeço, e o interesse pela transformação da matéria. Em sua pesquisa recente, “Corpos desenhados pela água”, esses elementos são permeados por aspectos da história social e pela relação entre natureza e cultura. Realizou mostras no Brasil e no exterior — Espanha, França, Itália, Peru, Argentina, China, Bulgária e EUA.

Obra de PF Cozinha da Gravura na mostra.

Raphael Giannini nasceu em São Paulo, onde vive e trabalha. Formado em 2009 pelo Centro Universitário Belas Artes no curso de Artes Visuais, onde teve aulas de gravura com Augusto Sampaio, Katia Salvany e Paulo Penna. Concluiu uma pós-graduação em educação pela mesma instituição em 2010. Desde então, dedica-se à arte-educação, atuando em diversas instituições culturais. Em 2014, chega ao Atelier Piratininga, onde retoma a produção com aulas de Ulysses Bôscolo e Julia Goeldi. Desenvolve pesquisa sobre gravuras de pequeno formato, com matrizes cujo lado maior não ultrapassa 10 cm.

Ulysses Bôscolo de Paula nasceu em 1977, em São Paulo, onde vive e trabalha. Formou-se em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Mestre em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da USP sob orientação do Prof. Dr. Luiz Claudio Mubarac. Atualmente desenvolve seu projeto de doutorado na Unicamp sob orientação de Luise Weiss. Sua produção abrange gravuras, pinturas, objetos, fotografias, vídeos, colagens, esculturas e ilustrações de livros, com destaque para a ilustração de “Os Irmãos Karamázov”, de Dostoiévski (Ed. 34, 2008). Recebeu prêmios de residência artística na 15ª Biennale Internationale de la Gravure de Sarcelles e na Cité Internationale des Arts, em Paris, pelo programa de intercâmbio da FAAP. Em 2017, foi indicado ao Prêmio PIPA e, em 2020, ao Programa Itaú Cultural.

Zizi Baptista (Ana Elisa Dias Baptista) é artista visual e gravadora, formada em Licenciatura Plena – FAAP e mestre em Peritagem e Precificação de Obras de Arte pela Faculdade Santa Úrsula. Com trajetória de mais de três décadas dedicadas às artes visuais, desenvolve um trabalho reconhecido pela excelência técnica na gravura e pela pesquisa poética de sua produção. Participou de importantes exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, com mostras em países como Estados Unidos, México, Itália, Portugal, Alemanha, França e Holanda. Recebeu diversos prêmios em salões de arte contemporânea e possui obras em acervos públicos e institucionais, entre eles o Museu de Arte Contemporânea de Campinas, a Casa do Olhar, a Prefeitura de Guarulhos e o HCor. Sua produção transita entre a gravura, o desenho e projetos ligados às artes cênicas, consolidando uma atuação marcada pelo diálogo entre técnica, memória e experimentação.

SERVIÇO:

Mostra “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”

Curadoria: Luiz Armando Bagolin

Artistas visuais: Amália Barrio, Cláudio Caropreso, Comtrario Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael Giannini, Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista

Período: 22 de julho a 19 de outubro de 2026

Visitação: quarta a segunda, das 11h às 19h

Entrada: gratuita e livre

Local: Museu Lasar Segall

Rua Berta, 111, Vila Mariana, São Paulo/SP 04120-040

Tel: (11) 2159-0400

E-mail: info@mls.gov.br

Site: www.mls.gov.br

Redes sociais:

Museu Lasar Segall @museu_lasar_segall

Luiz Armando Bagolin @labagolin

Amália Barrio @amaliabarrio

Cláudio Caropreso @caropresoxilogravura

Comtrario Pereira @comtrario

Francisco Maringelli @franciscomaringelli

Paulo Penna @paulocpenna1970

PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella) @pf.cozinhadagravura

Pedro Pessoa @pedro_pessoa1

Rafael Kenji @kenji.rafa

Raphael Giannini @raphael_com_ph_

Ulysses Bôscolo @ulyssesbo

Zizi Baptista @zizibaptista.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

Obra de Paulo Penna na mostra “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”.

“Meu Corpo Está Aqui” leva reflexões sobre afeto, desejo e sexualidade em corpos PCDs ao Sesc 24 de Maio

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Nil Caniné.

O Sesc 24 de Maio recebe, de 23 de julho a 9 de agosto, a temporada do espetáculo “Meu Corpo Está Aqui”, obra vencedora dos prêmios FITA e APTR e indicada ao Prêmio Shell. Com texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, a montagem aborda afeto, desejo e sexualidade a partir das vivências de artistas com deficiência, tema inédito nos palcos rasileiros.

Construído a partir das experiências pessoais do elenco, formado por artistas PCDs, o espetáculo apresenta personagens que falam abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos e seus desejos. A partir de depoimentos ficcionalizados, a obra convida o público a refletir sobre os estigmas, silenciamentos e apagamentos historicamente impostos às pessoas com deficiência.

Foto: Divulgação.

A dramaturgia, escrita por Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, e Clara Kutner, mistura relatos pessoais e ficção para retratar os encontros entre desejo e afeto, evidenciando tanto as descobertas quanto os obstáculos vividos por corpos frequentemente colocados à margem das representações sociais

No elenco estão, Bruno Ramos, artista surdo usuário de Libras; Juliana Caldas, atriz com nanismo, Pedro Fernandes, ator com paralisia cerebral com cognitivo preservado e usuário de cadeira de rodas; e Sara Bentes, artista cega. A direção de produção e coordenação geral do projeto são de Claudia Marques.

Em Meu Corpo Está Aqui, a ficção surge como ferramenta de aproximação e reconhecimento. Ao evidenciar experiências afetivas e desejos que atravessam todas as pessoas, o espetáculo questiona preconceitos e amplia o debate sobre inclusão, autonomia e diversidade. A montagem propõe um olhar que reconhece as pessoas com deficiência como sujeitos plenos, capazes de viver e narrar suas próprias histórias.

Foto: Divulgação.

Além da temporada, no dia 1º de agosto, às 18h, o Sesc 24 de Maio recebe o lançamento do livro Meu Corpo Está Aqui e a exibição do documentário homônimo. A programação tem início com um bate-papo de aproximadamente 30 minutos, com a participação das diretoras do espetáculo e autoras do livro, Clara Kutner e Julia Spadaccini, da diretora do documentário, Camila Sokolowski, e do elenco da peça.

Na sequência, será exibido o documentário (22 min.), seguido de sessão de autógrafos do livro no foyer do teatro até o horário do espetáculo, às 20h.

Meu Corpo Está Aqui – o documentário

Sinopse

No Rio de Janeiro, quatro artistas PCDs, vindos de lugares diversos do Brasil, se reúnem para ensaiar uma peça teatral. Celebram alegria de seguir o caminho artístico, reafirmando no palco a potência de suas vozes e a luta contra o capacitismo.
O que acontece quando o afeto e o desejo ocupam o centro do palco através de corpos que a sociedade, historicamente, tentou invisibilizar? Juntos, eles trazem para a cena vivências reais que misturam ficção, depoimentos e poesia visual.

A diretora Camila Sokolowski acompanhou o grupo desde o dia 1 da chegada ao Rio, passando pelo processo de ensaio, as vivências individuais e pelos impactos dessa experiência na vida de cada um dos participantes.

Meu Corpo Está Aqui – Livro

Sinopse

Sucesso no teatro, a peça Meu corpo está aqui, que aborda a sexualidade das pessoas com deficiência, é lançada em livro pela editora Cobogó.

Escrita por Clara Kutner e Julia Spadaccini, a dramaturgia foi construída a partir de experiências pessoais das atrizes e dos atores PCDs que estrelam o espetáculo, posteriormente ficcionalizadas para retratar vivências afetivas e sexuais.

Agora publicada em livro, a obra conta com prefácio assinado por Benedita Casé e apresenta um jogo entre as pulsões e os obstáculos encontrados pelas personagens em suas descobertas afetivas e sexuais, tratando abertamente sobre essas experiências em cena.

Paradigmas culturais e históricos sobre a sexualidade das pessoas com deficiência são questionados com humor, sem que a urgência e a importância do tema sejam deixadas em segundo plano. O resultado é uma conexão entre cena e público, evidenciando as semelhanças que existem entre todos nós: almas habitando corpos diferentes.

Ficha Técnica (espetáculo)

Espetáculo da Fábrica de Eventos

Texto e Direção: Julia Spadaccini e Clara Kutner

Elenco: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes

Intérpretes de Libras: Christofer Moreira

Direção de Produção: Claudia Marques

Diretor Assistente: Michel Blois

Produção: Fabricio Polido

Pesquisa de dramaturgia: Marcia Brasil

Colaboração de texto: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Haonê Thinar, Pedro Fernandes e Sara Bentes

Figurino e Cenografia: Beli Araujo

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Direção de Movimento: Laura Samy

Música: Luciano Câmara

Visagismo: Cora Marinho

Operador de Luz: Leandro Barreto

Operador de Som: Carlos Gabriel

Realização: Fábrica de Eventos

Ficha Técnica (documentário)

Título: Meu Corpo está aqui – o documentário.

Gênero: Documentário

Direção: Camila Sokolowski

Elenco: Haonê Thinar, Juliana Caldas, Bruno Ramos e Pedro Fernandes.

Produção: Julia Spadaccini

Fotografia: Felipe Marques, Geovane Ferreira e Victor Gautier

Duração: 22 min

Realização: Minhoca Filmes, Inova Filmes, Criativa Wip e Fábrica de Eventos.

SERVIÇO:

Meu corpo está aqui

Com Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes

Temporada: de 23 de julho a 9 de agosto de 2026

Quintas, sextas e sábados às 20h (exceto 6/8); Domingos e feriados, às 18h
* Sessão extra no dia 08/08, às 17h.

Acessibilidade: Intérprete de Libras em todas as sessões e audiodescrição nos dias

25/07, 01 e 08/08.

Local: Teatro do Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, República, São Paulo/SP

Classificação: 16 anos

Ingressos: no site sescsp.org.br/24demaio e no aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 14/7 e nas bilheterias das unidades a partir de 15/7 – R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) e R$ 15 (Credencial Sesc)

Duração: 60 minutos

Meu corpo está aqui: documentário, lançamento do livro e bate-papo.

Participantes: Bruno Ramos, Juliana Caldas, Pedro Fernandes e Sara Bentes (elenco do espetáculo), as Clara Kutner e Julia Spadaccini (autoras e diretoras do espetáculo e livro) e Camila Sokolowski (diretora do documentário)

Data: 01 de agosto de 2026, às 18h

Acessibilidade: Intérprete de Libras e audiodescrição

Classificação: 16 anos

Ingressos: gratuito com retirada de ingressos 1 hora antes

Duração: 60 minutos

Serviço de van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

Acompanhe nas redes:

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instagram.com/sesc24demaio

sescsp.org.br/24demaio

Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)

Clara Haddad lança livro ilustrado “Na Minha Casa” na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP)

Paraty, RJ, por Kleber Patricio

Publicada pela Telos Editora, obra é ilustrada pela italiana Francesca Corso e integra projeto editorial com apoio do Institut Ramon Llull; autora também participa de debates sobre literatura para as infâncias e biblioterapia. Fotos: Divulgação.

A escritora, narradora e biblioterapeuta luso-brasileira Clara Haddad estreia na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) lançando o livro ilustrado “Na Minha Casa” (Telos Editora), obra que integra um projeto editorial brasileiro desenvolvido com apoio do Institut Ramon Llull e ilustrada pela artista italiana Francesca Corso.

Em um momento em que educadores e especialistas discutem a importância das histórias para fortalecer vínculos familiares e ampliar o repertório das crianças em meio ao excesso de telas, Na Minha Casa propõe uma reflexão poética sobre pertencimento, memória e identidade. A obra convida leitores de todas as idades a pensar a casa não apenas como um espaço físico, mas como território de afeto, acolhimento e construção da identidade. “Escrever Na Minha Casa foi uma maneira de investigar o que realmente chamamos de casa. Descobri que ela também existe nas pessoas, nas histórias que carregamos e nos lugares onde nos sentimos acolhidos”, afirma Clara Haddad.

Além do lançamento, a autora participa de uma programação dedicada à literatura para as infâncias e aos processos de criação de livros ilustrados. Na Casa Gueto, integra os encontros Infâncias que imaginam o mundo, sobre formação de leitores, e Como nasce um livro para crianças?, voltado aos bastidores da criação literária. No mesmo espaço, realiza a sessão de autógrafos e o lançamento oficial de Na Minha Casa.

Capa do livro.

Na Casa Ofício das Palavras, Clara Haddad — biblioterapeuta e integrante da Associação Brasileira de Biblioterapia (ABB) — media o bate-papo Histórias que Cuidam: quando os livros encontram as pessoas, que reúne especialistas para discutir o papel da literatura como espaço de escuta, cuidado e transformação, além da trajetória de criação da ABB e das possibilidades da biblioterapia na promoção do bem-estar e dos vínculos humanos.

Durante toda a FLIP, Clara também produzirá uma cobertura especial em seu perfil no Instagram por meio da série Encontro com as Histórias – Especial FLIP, entrevistando escritores, ilustradores, editores e outros profissionais do universo do livro para compartilhar os bastidores e os principais encontros do festival.

A participação marca a estreia de Clara Haddad na FLIP e amplia uma trajetória internacional dedicada à literatura, à narração de histórias e à biblioterapia. Ao longo da carreira, seus livros, espetáculos, formações e projetos culturais já circularam por mais de doze países, aproximando diferentes públicos por meio da palavra, da leitura e da experiência literária.

AGENDA

22 a 26 de julho

Encontro com as Histórias – Especial FLIP

Entrevistas ao vivo no Instagram @clarahaddad_escritoranarradora com escritores, ilustradores, editores e profissionais do universo do livro.

24 de julho (sexta-feira), às 10h

Infâncias que imaginam o mundo

Debate sobre literatura infantil, ilustração, cultura brasileira e formação de leitores.

Participantes: Clara Haddad, Jaqueleine Conte, Nat Grego, My Leticia e Francisca Motta.

Mediação: Juliana Pádua.

Local: Casa Gueto – Rua Benedito Telmo Coupê, nº 277 (antiga Rua Fresca), Centro Histórico, Paraty (RJ).

24 de julho (sexta-feira), às 14h

Como nasce um livro para crianças?

Encontro sobre imaginação, palavra e criação na literatura para as infâncias.

Participantes: Clara Haddad, Luh Andrade, Alessandra Oliveira, Mila Bertolini e Marcelo Aceti.

Local: Casa Gueto.

25 de julho (sábado), às 14h

Histórias que Cuidam: quando os livros encontram as pessoas

Biblioterapia, literatura e a criação da Associação Brasileira de Biblioterapia.

Participantes: Cidinha Pardini, Vera Lúcia Monteiro Dias da Silva e Ilma Rosa.

Mediação: Clara Haddad.

Local: Casa Ofício das Palavras – Rua Dr. Pereira, nº 107, Centro Histórico, Paraty (RJ).

25 de julho (sábado), às 17h

Sessão de autógrafos e lançamento de Na Minha Casa

Local: Casa Gueto.

(Com Thiago Paleari/A+ Assessoria)

“ALGORIKI – e se você saísse?”, novo espetáculo do Coletivo Quizumba, convida crianças a redescobrir o mundo para além das telas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Peça estreia em julho com temporada gratuita na Funarte SP e transforma a queda da internet em uma aventura sobre presença, imaginação e convivência. Foto: Alicia Peres.

O Coletivo Quizumba, referência na pesquisa do teatro para infâncias e juventudes a partir de perspectivas afrocentradas e decoloniais, estreia “ALGORIKI – e se você saísse?” no Complexo Funarte SP, onde ocupa a Sala Renée Gumiel (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos) de 17 de julho a 9 de agosto. Em seguida, o espetáculo segue para o Teatro Alfredo Mesquita (Av. Santos Dumont, 1770, Santana), com apresentações de 15 a 30 de agosto. Todas as sessões são gratuitas, com distribuição de ingressos uma hora antes do início do espetáculo.

Com direção de Thais Dias e dramaturgia de Tadeu Renato, ALGORIKI – e se você saísse? reúne em cena Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleiton Breda (Obá) e Bel Borges (Kossi). A montagem acompanha quatro crianças que vivem no mesmo prédio, mas só se conhecem quando um apagão interrompe toda a conexão com a internet e as obriga a deixar, pela primeira vez, a segurança de seus apartamentos.

Guiados por Kossi, uma criança misteriosa que conhece caminhos invisíveis, Ayó, Ayrá e Obá iniciam uma travessia por um edifício que parece mudar de forma a cada andar. Corredores, escadas, memórias e desafios conduzem o grupo até uma descoberta surpreendente: o maior mistério não é o fim do wi-fi, mas o desaparecimento da própria rua.

Ao longo desse percurso, jogos eletrônicos, algoritmos, redes sociais, histórias ancestrais e encontros presenciais coexistem em uma narrativa fantástica que convida o público a refletir sobre as formas contemporâneas de comunicação, sem estigmatizar a tecnologia. Em vez de opor mundo virtual e mundo real, a peça pergunta o que se perde quando o brincar, a experiência compartilhada, o corpo e o encontro deixam de ocupar espaço na vida cotidiana.

Dramaturgia

A dramaturgia nasceu de uma pesquisa iniciada há anos pelo coletivo sobre o itan iorubá “O Chapéu de Duas Cores”, história tradicional que questiona verdades absolutas e diferentes pontos de vista. Ao longo do processo de criação, porém, a investigação ganhou novos contornos e passou a dialogar com a maneira como os algoritmos, as telas e redes sociais influenciam a construção da identidade, dos afetos e da percepção do mundo entre crianças e adolescentes. O próprio título da peça sintetiza esse encontro entre ancestralidade e contemporaneidade: “ALGORIKI ” reúne as palavras “algoritmo” e “oriki”, forma poética da tradição iorubá utilizada para celebrar identidades e trajetórias.

A pesquisa sobre as culturas africanas atravessa toda a encenação, mas sem representar literalmente os orixás em cena. Seus arquétipos servem de base para a construção dramatúrgica dos personagens, das relações, da musicalidade e da linguagem corporal, articulando uma investigação estética desenvolvida pelo Quizumba desde sua fundação, há 18 anos.

Essa pesquisa também se manifesta na cena por meio da capoeira angola, da música executada ao vivo e de canções autorais. Com direção musical de Bel Borges, a trilha contrapõe sons eletrônicos, como notificações, efeitos digitais e paisagens sonoras inspiradas no universo gamer, a instrumentos acústicos e orgânicos, reforçando o diálogo entre tecnologia e presença que conduz toda a narrativa.

Pensado para crianças a partir de oito anos, mas aberto a públicos de todas as idades, ALGORIKI – e se você saísse? propõe uma experiência em que fantasia, humor, música e aventura conduzem uma pergunta simples e profundamente atual: em um mundo cada vez mais conectado, ainda sabemos encontrar uns aos outros?

Sinopse  | Quando a luz acaba, Ayó, Ayrá e Obá atravessam um prédio-labirinto em busca de uma saída, mas descobrem que o mistério é ainda maior: a rua desapareceu. Guiados por Kossi, uma criança que costura caminhos, eles encontram personagens, memórias e desafios no limite entre o real e o imaginário. Jogos, redes, algoritmos e histórias antigas fazem parte desse caminho, enquanto cada um precisa descobrir novos modos de olhar para o mundo e para si mesmo além das telas.

Coletivo Quizumba

Fundado por artistas e educadores formados pelo Instituto de Artes da UNESP, Escola Livre de Teatro de Santo André e SP Escola de Teatro, o Coletivo Quizumba surgiu em 2008, com a proposta de estudar, debater e realizar ações artísticas, voltadas principalmente para as infâncias e juventudes, que provocasse a agir e refletir sobre questões estéticas e políticas do mundo contemporâneo, com foco no estudo da historiografia e da formação cultural do Brasil e nos símbolos das culturas africanas e afro-brasileiras.

Esse encontro resultou em seis espetáculos: Quizumba! (2011) com direção de Camila Andrade, sobre Zumbi dos Palmares e Mestre Pastinha, viabilizado pelo Edital ProAC 2010 de Montagem de Espetáculo Inédito; Cantos de Aiyê – canto das águas e Cantos de Aiyê – cantos da terra e do fogo (2012), espetáculos de narração de história inspirados em contos da tradição oral africana; Oju Orum (2015) direção de Johana Albuquerque, sobre papéis de gênero e feminismo negro, a partir do história da Negra Anastácia, escravizada que se tornou uma santa popular e símbolo da luta contra a Escravidão, contemplado na 25a Edição da Lei de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo (2014); Pequena história para um tempo sem memória (2018), sobre o período pós-abolição e seus reflexos na urbanização da cidade de São Paulo, teve sua temporada de estreia no SESC Pompeia (2018) e recebeu três indicações ao prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, nas categorias: “Revelação” para o diretor Tadeu Renato, “Ator Coadjuvante” para o ator Jefferson Matias e “Prêmio Especial”, pela pesquisa das culturas africana e afro-brasileira voltada para o público infantojuvenil; e Quizumba no Mafuá de Lima Barreto (2022), espetáculo de narração de história criado em celebração ao centenário da morte do escritor Lima Barreto, com estreia no Sesc 24 de Maio.

Além dos espetáculos, há também os projetos: Toguna: narrativas afro-brasileiras, desenvolvendo ações artísticas e pedagógicas a partir do eixo reflexivo “oralidade e a escrita como formas de registro de nossas histórias”, viabilizado pelo edital ProAC Incentivo à leitura (2013); Vivência artística para educadores, encontros com convidados (Mafoane Odara, Rafael Galante, Salloma Salomão e Valéria Rocha), para refletir sobre temas presentes nas pesquisas dos espetáculos do Coletivo no SESC Pompeia (2018); A Boca Que Tudo Come, com três histórias contadas em formato podcast que buscam evocar e tecer relações entre o orixá Exu – seus símbolos e sentidos, e o conceito de bucalidade nas dimensões psíquica e cultural, à convite do SESC Campo Limpo (2021); Exu Matou um Pássaro Ontem, com a Pedra que Arremessou Hoje, documentário sobre o coletivo em participação no projeto “Arte Cênica em processo”, realizado pelo Sesc Pinheiros (2021).

FICHA TÉCNICA 

Direção artística: Thaís Dias

Dramaturgia: Tadeu Renato

Direção Musical e orientação em voz e canto: Bel Borges

Elenco: Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleiton Breda (Obá) e Bel Borges (Kossi)

Produção: Plataforma – Estúdio de Produção Cultural

Direção de Produção Fernando Gimenes

Produção Executiva: Bruno Ribeiro

Composições Originais: Jonathan Silva

Operação de som: Pedro Augusto e Tamires Pistoresi Arantes

Iluminação: Carol Gracindo

Operação de Luz: Carol Gracindo e Rebeka Teixeira

Cenografia: Eliseu Weide

Figurino e Visagismo: AGO – Ateliê Gil Oliveira

Assistência de Figurino e costureira: Alma Luz Adélia

Criação de Mídias Cênicas e Projeções: Achiles Luciano

Operação de Projeções: Achiles Luciano e A1219

Provocadora da pesquisa: Daniela Beny

Orientação de pesquisa da relação das infâncias com a internet: Alícia Peres

Treinamento de Capoeira: Mestre Pedro Peu

Danças brasileiras e coreografias: Silvana de Jesus e Cauã Oliveira

Convidados Mesas de Debate: Magno Rodrigues e Daniela Beny

Designer Gráfico: Murilo Thaveira

Redes Sociais: Mayhara Ribeiro

Fotos e vídeos para projeção e registros: Alícia Peres

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação – Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo

Realização: Coletivo Quizumba, Cooperativa Paulista de Teatro e Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

Apoio: Complexo Cultural Funarte – Funarte Aberta SP e iBT – Instituto Brasileiro de Teatro.

SERVIÇO:

ALGORIKI  – e se você saísse?

Gratuito – Retirada de ingressos 1 hora antes

Recomendação: 8 anos | Duração: 60 min

De 17 de julho a 9 agosto, sexta a domingo, às 16h

Dias 1 e 8 de agosto, sessões duplas às 14h e 16h

Local: Complexo Funarte SP / Sala Reneè Gumiel – Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo, SP

De 15 a 30 de agosto, sábado e domingo, às 16h

Local: Teatro Alfredo Mesquita  Av. Santos Dumont, 1770 – Santana.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)