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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Le Cordon Bleu Brasil unidade São Paulo promove aulas especiais para a Páscoa

São Paulo, por Kleber Patricio

Neste ano, Instituto transforma tradição em experiência, com aulas especiais pensadas para quem deseja celebrar a data com criatividade e excelência gastronômica. Fotos: Gustavo Ferreira.

A Páscoa é um convite ao encontro e um dos momentos do ano que vivenciamos o prazer de reunir pessoas queridas em torno da mesa. Imagine preparar um almoço especial para a data como um verdadeiro chef e surpreender a todos com sabores inesquecíveis ou ainda produzir seus próprios ovos de Páscoa e presentear aqueles que mais ama. Tudo isso será possível com os shorts courses desenvolvidos pelo Le Cordon Bleu Brasil em São Paulo.

No curso Especial de Páscoa: Criando o almoço perfeito com técnicas de Chef”, os participantes aprenderão um menu completo com entrada, prato principal e sobremesa. A seleção de pratos inclui um Tartar de Robalo com Picles e Jus de Cenoura, acompanhado de chips de tubérculos, um Lombo de Bacalhau com Soufflé de Alho Poró, arroz selvagem com avelã e molho de espumante com uva Itália e uma Torta de Chocolate com Banana Flambada e Sabayon de Maracujá. Os alunos ainda terão a chance de colocar a mão na massa, especialmente no preparo do prato principal, dominando todas as técnicas que farão o bacalhau brilhar nessa e em qualquer outra receita.

Já na aula de Ovos de Páscoa”, os alunos aprenderão tudo sobre temperagem de chocolate com três diferentes receitas.

As duas experiências são o combo perfeito para quem não quer deixar essa data especial passar em branco. As inscrições já estão abertas.

Serviço: 

Ovos de Páscoa Le Cordon Bleu

Data: 14 de março de 2026

Horário: 8h às 13h

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link

Especial de Páscoa: Criando o almoço perfeito com técnicas de Chef

Data: 28 de março de 2026

Horário: 8h às 13h

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Sobre o Le Cordon Bleu | O Le Cordon Bleu é a principal rede global de institutos de artes culinárias e gestão de hospitalidade, com uma herança de 130 anos. A rede mantém presença global com 35 escolas em mais de 20 países, formando cerca de 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades diferentes todos os anos. As técnicas culinárias tradicionais francesas permanecem no coração do Le Cordon Bleu, mas seus programas acadêmicos são constantemente adaptados para incluir novas tecnologias e as inovações necessárias para atender às necessidades crescentes da indústria. Presente no Brasil desde 2018, possui unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde oferece programas de alta qualidade, como o Grand Diplôme, o Diploma de Cozinha Brasileira, o Diplôme de Wine & Spirits e o Diplôme de Plant Based, entre outros.

(Com Julianne Gouvea/Le Cordon Bleu)

No mês da mulher, soprano Georgia Szpílman faz homenagem especial a Chiquinha Gonzaga em Botafogo

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Maria Luisa Lundberg, Georgia Szpílman e Moises Santos. Fotos: Artur Moura.

A soprano do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Georgia Szpílman, no mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, leva a riquíssima obra de Chiquinha Gonzaga ao público carioca em um novo espaço em Botafogo, zona sul carioca: Acaso Cultural. “Um Encontro com Chiquinha Gonzaga”, é uma homenagem musical e cênica à trajetória da compositora Chiquinha Gonzaga, pioneira da música popular no Brasil e símbolo de coragem, independência e inovação artística.

Interpretado pela soprano Georgia Szpílman, o espetáculo combina recital e narrativa histórica em uma apresentação envolvente e intimista. Entre canções e comentários contextualizados, o público é conduzido por momentos marcantes da vida de Chiquinha Gonzaga, desde os desafios enfrentados em uma sociedade conservadora do século XIX até sua consolidação como uma das maiores compositoras do país.

O projeto conta também com Maria Luisa Lundberg (piano) e Moisés Santos (1º clarinete da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro). Além das músicas, Szpílman e Lundberg fazem uma retrospectiva política e social da época, em um bate-papo com a plateia, revivendo as ousadias e vitórias da renomada musicista brasileira.

Há mais de uma década, chegava às mãos de Georgia, o livro “Chiquinha Gonzaga: Uma história de vida”, da escritora Edinha Diniz, biógrafa da Maestrina Chiquinha Gonzaga. A leitura a deixou fascinada com a história da mulher que rompeu com os padrões vigentes do século XIX. “Curiosa, procurei a biógrafa, que me revelou alguns fatos que não puderam entrar no livro e que, dependendo do local onde faça meu concerto, eu falo deles de uma forma sutil”, explica.

Para Szpílman, Chiquinha é resistência e a prova da força feminina. “Confesso que em muitos momentos busquei pensar como ela. E em meu trabalho procuro ousar, rompendo com padrões, e não cedendo às pressões do status quo. A cada concerto nestes 10 anos é como se ela estivesse viva. E vejo no olhar do público uma curiosidade sobre sua vida, quando conto suas histórias e uma certa cumplicidade. Já se foram 90 anos da sua morte, mas sua música está aí viva e ainda provocando”, sinaliza.

Com duração aproximada de uma hora, Um Encontro com Chiquinha Gonzaga oferece ao público uma experiência que alia música, história e emoção, reafirmando a importância de preservar e celebrar figuras fundamentais da cultura nacional.

Repertório: Abre-Alas, Anita, Machuca, Corte na Roça, Mulatinha, Meditação, A Feijoada Brasileira, Não insista Rapariga, Lua Branca, Corta Jaca, Água da Fonte do Vintém, Tango Brasileiro para Piano, Beijo, Atraente, Flor Amorosa e Valsa do Amor.

Sobre Georgia Szpílman 

Georgia como Chiquinha Gonzaga no Salão Assyrio do TMRJ.

A soprano Georgia Szpílman destaca-se pela versatilidade. Possui vasta experiência camerística e dedica-se principalmente ao canto lírico. Faz parte do coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde também tem atuado como solista em grandes produções, tais como Turandot (Liú), As Bodas de Fígaro (Condessa), Il Triptico, Electra, Fosca (papel título), O Condor (Odaléia), Viúva Alegre (Valentina), Cavaleria Rusticana (Lola), Norma (Clotilde), Carmen (Mercedes) e La Traviata (Flora), entre outras. Em musicais como West Side Story, Anne Frank e Sinatra Olhos Azuis, entre outros. Apresentou-se na 1ª Audição de Composições Brasileiras e esteve nos espetáculos da série Palavras Brasileiras – Momentos da História do Brasil em Música. Na Alemanha apresentou-se com árias de Wagner, Carlos Gomes e canções de Villa-Lobos no Teatro Goethe-Institut Freiburg.e, em Israel, no Festival de Verão, em Jerusalém.

Serviço:

Um Encontro com Chiquinha Gonzaga

Com Georgia Spílman (soprano), Maria Luísa Lundberg (piano) e Moisés Santos (clarinete)

Data: 20/3 – sexta-feira

Horário: 20h

Local: Rua Vicente de Sousa, 16 – Botafogo

Ingressos: Sympla – https://bileto.sympla.com.br/event/115758/d/363271

Preço: de 60 a 120 reais

Classificação: Livre

Duração: 50 minutos.

(Com Claudia Tisato)

“Minha Estrela Dalva”: escrito e estrelado por Renato Borghi, musical em homenagem a Dalva de Oliveira estreia em SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Em temporada no Teatro do SESI, espetáculo traça a linda relação de Borghi com a estrela da era de ouro do rádio antes e depois de conhecê-la. Fotos: João Caldas.

Tudo começou com um Renato ainda menino. Aos seis anos de idade, ganhei de minha mãe um disco da trilha sonora de ‘A Branca de Neve’, onde a voz da princesa era interpretada por Dalva de Oliveira. Ali, na vitrola da infância, nasceria uma paixão avassaladora e que atravessaria décadas, palcos e revoluções – culminando no encontro real e improvável entre fã e diva poucos anos antes dela nos deixar”, diz Renato Borghi.

É impulsionado por este amor incondicional, que Borghi revisita o tema para homenagear uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. “Minha Estrela Dalva” é, na verdade, o acerto de contas do artista com essa história. Às vésperas de seu aniversário de 89 anos, ele sobe ao palco para reviver o delírio de ter sido amigo, confidente e “filho artístico” de Dalva de Oliveira.

Em 2026, essa memória ganha novo corpo e voz no palco através de um encontro de gigantes. Soraya Ravenle, que iniciou sua brilhante carreira no teatro musical integrando o coro de “A Estrela Dalva” (1987), grande sucesso de Borghi com Marília Pêra, retorna agora para ocupar o centro do palco e encarnar a própria Estrela. Com sua potência vocal e sensibilidade rara, ela não interpreta apenas a “Rainha do Rádio”, mas a força da natureza que cantou a dor rasgada antes disso virar moda, a mulher que desafiou os moralismos de sua época com o peito aberto e a garganta em chamas. Soraya traz à cena o mito humano, o “Rouxinol do Brasil” que ensinou a um país inteiro que o sofrimento, quando cantado, vira beleza.

Dalva é a quarta mulher que transforma a minha vida. Não volto a ela apenas como intérprete, volto como alguém atravessada por sua coragem. Em cena, eu não a interpreto, eu a convoco, canto a mulher que desafiou seu tempo com o peito aberto e transformou dor em beleza. E estar ao lado de Renato Borghi é viver um encontro de amor e memória, ele escreve para sua musa e eu tenho a honra de dar corpo e voz a essa história diante do público”, comenta Ravenle.

Em um jogo cênico vertiginoso, Renato Borghi divide a cena com sua própria juventude. Elcio Nogueira Seixas, que além de dirigir o espetáculo, interpreta o Renato de 1969 – um jovem ator da contracultura que, entre a rebeldia do Teatro Oficina e o glamour do rádio, descobre em Dalva a alma do Brasil.

Desde o início dos anos 90, divido e multiplico a cena do mundo com Renato. Fui seu aluno e tornei-me seu parceiro na arte. Dalva entrou em mim como entrou nele — pela voz, pelo espanto, pelo chamamento. Só que o meu bolachão de 78 rotações foi o próprio Borghi. Hoje dirijo Minha Estrela Dalva ao lado de meu amado amigo e mestre Elias Andreato — que foi quem me aproximou do Renato. E no palco, sou ele jovem — o menino de sete anos que ouviu aquela voz pela primeira vez e nunca mais foi o mesmo. Neste espetáculo, sigo a receita antropófaga de Oswald de Andrade e faço a devoração de Renato e Dalva”, diz Elcio Nogueira Seixas.

Completando esse triângulo de paixões, Ivan Vellame empresta sua voz de rara beleza para dar vida aos amores de Dalva, com destaque para o compositor Herivelto Martins, trazendo ao palco os sambas imortais e os conflitos públicos e midiáticos que marcaram a era de ouro do rádio.

“A Dalva que Renato nos traz é uma convocação para adentrarmos a vida de uma mulher que viveu de alma nua, vocacionada para o amor e para a arte. Eu entro representando uns cabras que estranhavam o amor. Construindo com a direção, chegamos a uma encenação não documental, onírica e mítica, mas que não perde o valor de reflexão de que esses homens, os estranhos ao amor mas que amavam muito – Bruno, Herivelto e Kiko – viam o feminino como sinônimo de desqualificação do masculino. Eu espero que, principalmente os homens, saiam do teatro mais amorosos, menos machões. Se eu for vaiado em cena, por perceberem que homens assim já não tão com nada há muito tempo, vai ser lindo. Eu espero que: Homens, honremos a feminilidade que nos é intrínseca”, enfatiza Vellame.

A direção do espetáculo é dividida com o renomado Elias Andreato. O ator e diretor empresta toda sua sensibilidade e experiência para extrair o melhor de cada ator e dar forma ao texto poético escrito por Borghi.

“Em Minha Estrela Dalva, Renato Borghi escreve uma declaração de amor à sua musa eterna, Dalva de Oliveira. Ao lado de Elcio Nogueira Seixas, construímos um espetáculo que é memória, música e exposição profunda. Soraya Ravenle não interpreta Dalva; ela a faz pulsar e ver Renato se confrontar com sua própria história em cena é testemunhar um dos gestos mais íntimos e corajosos do teatro”, destaca Andreato.

Minha Estrela Dalva acontece a partir de 28 de março, no Teatro do Sesi (Avenida Paulista, 1313), de quinta a domingo. Os ingressos estarão disponíveis em breve pelo site www.sesisp.org.br/eventos.

Sinopse do espetáculo

Minha Estrela Dalva não é uma biografia, é um encontro impossível. Em cena, o ator e dramaturgo Renato Borghi invade o camarim de sua musa, Dalva de Oliveira, para realizar um sonho que a vida interrompeu: propor a ela um espetáculo revolucionário onde a “Rainha da Voz” cantaria as canções de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

Neste “delírio documentado”, passado e presente se fundem sob a direção artística de Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas — que também sobe ao palco para dar vida ao Renato jovem. Borghi, interpretando a si mesmo, dialoga com uma Dalva no auge de sua glória e vulnerabilidade, vivida pela premiada atriz Soraya Ravenle. Ao lado deles, o ator Ivan Vellame dá vida aos amores tempestuosos que marcaram a história da cantora, ampliando o olhar sobre sua trajetória pessoal.

A encenação ganha vida através da direção musical de William Guedes, que conduz a sonoridade afetiva do espetáculo, e da atmosfera visual criada pelo cenário de Márcia Moon, a iluminação de Wagner Pinto e os figurinos de Fábio Namatame. Juntos, eles constroem um universo onde o glamour das Rádios dos anos 50 encontra a crueza do teatro épico de Brecht, revelando a mulher por trás do mito e o fã por trás do ídolo. 

Dalva de Oliveira e o empoderamento feminino

Em Minha Estrela Dalva, cada homem que passou pela vida de Dalva de Oliveira exerceu sobre ela uma variação do mesmo poder: o poder de definir quem ela era, quanto valia e quando deveria desaparecer. Herivelto, o marido compositor, dizia “Fui eu que te fiz, sua caipira” — e cobrava a dívida como se o talento dela fosse propriedade dele. Kiko, o segundo marido, queria transformá-la numa diva europeia bem-comportada. Bruno roubou seu dinheiro e fugiu. A televisão acendeu um canhão de luz no seu rosto e disse que não havia como fazer um close naquela mulher envelhecida. A resposta de Dalva, que atravessa a peça como um refrão, é uma só: “Eu não tenho dono.”

Chamaram-na de Messalina, de indigna de ser mãe, de cafona, de acabada. Pelos jornais dos anos 1950, Dalva foi submetida ao mesmo linchamento público que as redes sociais aplicam hoje a qualquer mulher que ousa viver fora do roteiro. A tecnologia mudou. A lógica, não.

Mas Dalva transformou cada golpe em canção. Quando o ex-marido a difamou, ela gravou “Errei sim” e devolveu: “Que venha logo a primeira pedra me atirar.” Quando quiseram enterrá-la, cantou “Bandeira Branca” no Maracanã e o público se ajoelhou. “Se meu coração está machucado, deixo sangrar — eu canto melhor assim, de peito aberto.”

Renato Borghi, que a amou desde os seis anos de idade, escreveu esta peça não para embalsamá-la em nostalgia, mas para devolvê-la ao palco viva, contraditória e indomável — uma mulher que bebe demais, que mostra as pernas, que faz reza forte contra os ex-companheiros, que briga com o diretor e reescreve as próprias cenas. Borghi tem a sabedoria de não a idealizar, porque o que torna Dalva uma figura poderosa para as mulheres de hoje não é a perfeição — é a inteireza.

No clímax do espetáculo, Dalva canta “Jenny dos Piratas”, de Brecht e Kurt Weill: a história da mulher humilhada que um dia será a única de pé quando tudo ruir. É a convergência exata entre a emoção visceral da maior cantora popular brasileira e o teatro político. Quando lhe perguntam quem deve morrer, Jenny responde: “Todos.” É a fantasia de justiça de todas as mulheres que foram esmagadas e se recusaram a ficar no chão.

Dalva enfrentou o machismo dos anos 1940 aos 70 sem vocabulário feminista, sem rede de apoio, sem hashtag — com nada além da voz e de uma teimosia feroz de não se deixar apagar. Que sua história ressoe com tanta força em 2026 não é um tributo ao passado. É um diagnóstico do presente. 

ELENCO

Renato Borghi (ele mesmo)

Renato Borghi é um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, vencedor de três prêmios Molière e de todos os grandes prêmios nacionais como ator, dramaturgo, diretor e pesquisador. Fundou o Teatro Oficina em 1958 com José Celso Martinez Corrêa, onde protagonizou montagens como Pequenos Burgueses, Andorra, O Rei da Vela, Galileu Galilei e Na Selva das Cidades. Nos anos 1970 criou o Teatro Vivo com Ester Góes, assinando montagens como O Que Mantém um Homem Vivo, Mahagonny, Murro em Ponta de Faca, Um Grito Parado no Ar e Calabar. Destacou-se como dramaturgo com A Estrela Dalva e Lobo de Ray Ban. Em 1993 fundou companhia com Elcio Nogueira Seixas, realizando montagens como Édipo de Tebas, Tio Vânia, O Jardim das Cerejeiras, Azul Resplendor, Fim de Jogo, Romeu & Julieta 80 e Molière, além de O que nos mantém vivos? e Alegria é a Prova dos Nove.

Soraya Ravenle (Dalva de Oliveira)

Soraya Ravenle é atriz e cantora, destaque em musicais como Dolores (Prêmio Shell 1999), South American Way, É Com Esse Que Eu Vou, Sassaricando, Era no Tempo do Rei, Ópera do Malandro, Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos, Um Violinista no Telhado e Isaura Garcia – O Musical. Tem discos, shows e trabalhos marcantes na TV Globo, além de atuações recentes em Cara de Fogo, Instabilidade Perpétua, Monstros e Tom na Fazenda, com temporadas no Brasil, Paris e Avignon.

Elcio Nogueira Seixas (jovem Renato Borghi)

Elcio Nogueira Seixas é ator e diretor. Iniciou a carreira na reabertura do Teatro Oficina com Hamlet em 1993. No mesmo ano começou sua parceria com Renato Borghi, com quem fundou uma companhia que, por 25 anos, assinou montagens como Édipo de Tebas, Tio Vânia, O Jardim das Cerejeiras, Timão de Atenas, Macbeth, Azul Resplendor, A Gaivota, Fim de Jogo, Romeu & Julieta 80, Molière, O que nos mantém vivos? e Alegria é a Prova dos Nove. Dirigiu Azul Resplendor, estrelado por Eva Wilma, e Quase Infinito, com João Paulo Lorenzon. Ganhou os prêmios Shell e APCA, além do Prêmio Villanueva em Cuba. É autor do livro Borghi em Revista e ministra oficinas no Brasil e no exterior.

Ivan Vellame (Herivelto Martins, Bruno e Kiko)

Ivan Vellame é ator, cantor e poeta baiano, atuante desde 2003. Formado pela CAL – RJ e com estudos de canto na EMESP Tom Jobim, também se aperfeiçoou com Maurice Durozier e Francesca Della Monica. No audiovisual, participou dos filmes Corações Naufragados, Território do Crime e Pantalla, além das séries Nada Será Como Antes e Bom Dia, Verônica. No teatro, integra o musical Torto Arado, interpretou Horácio em Primeiro Hamlet, atuou em Morte e Vida Severina e criou o monólogo Prachuva. Narrou o audiolivro Doramar ou a Odisséia, integra a banda 4uartinho, foi indicado ao Prêmio Botequim Cultural e recebeu destaque de Melhor Ator na MET CCBB RJ. 

Músicos

Nath Calan: Bateria e Percussão

Giancarlo Barletta: Baixo

Gustavo Fiel: Piano elétrico

William Guedes: Violão

Denise Ferrari: Violoncelo

Eliza Monteiro: Viola

Mica Marcondes: Violino. 

Ficha técnica

Idealização: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas

Dramaturgia: Renato Borghi

Direção Artística: Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas

Elenco: Renato Borghi, Soraya Ravenle, Elcio Nogueira Seixas e Ivan Vellame

Direção de Movimento: Roberto Alencar e Irupe Sarmiento

Direção Musical e Arranjos: William Guedes

Cenografia: Márcia Moon

Assistência de Cenografia e Direção de Palco: Márcio Zunhiga

Assistência de Produção e Contrarregragem: Anderson Conceição

Cenotécnico: Denis Chimanski

Figurinista: Fábio Namatame

Assistência de Figurino: Luisa Galvão

Produção de Figurino: Eliana Liu

Modelagem: Juliano Lopes

Costura: Lenilda Moura e Fernando Reinert

Design de Perucas: Feliciano San Roman

Camareiras: Aline Delgado e Maria da Graças

Colaborações na preparação vocal de Soraya: Felipe Abreu e Gilberto Chaves

Cabelo de Soraya: Beto Carramanhos

Desenho de Luz: Wagner Pinto

Assistência e Produção de Luz: Carina Tavares

Operação e Programação de Luz: Jorge Forjaz

Desenho e Operação de Som: Cecília Lüzs

Desenho de Som Associado: Roberta Helena

Direção de Produção e Administração Financeira: Lukas Cordeiro

Produção Executiva: Camila Bevilacqua

Assessoria de Imprensa: Agência Taga

Projeto Gráfico: Werner Schulz

Fotografia: João Caldas

Assistência de Fotografia: Andréia Machado

Assessoria Jurídica: Carolina Wanderley

Contabilidade: Fato Assessoria Contábil

Audiodescrição: Gangorra Audiodescrição

Interpretação em Libras: Space Libras 

Redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/dalvaomusical. 

SERVIÇO:

Minha Estrela Dalva

Temporada: de 28/03 a 12/07

Centro Cultural Fiesp | Teatro do SESI-SP – Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp)

Sessões:

Quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h

Classificação etária: 14 anos

Duração: 90 minutos

Acessibilidade sempre aos sábados e domingos, com intérprete de Libras e audiodescrição.

Os ingressos estarão disponíveis em breve pelo site www.sesisp.org.br/eventos.

(Com Valentina Dewers/Agência Taga)

Instituto Argonauta acompanha nascimento de 86 filhotes de tartaruga-marinha na Praia do Paúba, em São Sebastião

São Sebastião, SP, por Kleber Patricio

Nascimento de 86 filhotes de tartaruga-marinha mobiliza Instituto Argonauta na Praia do Paúba, em São Sebastião. Foto: Instituto Argonauta.

Em meados de fevereiro, um morador da Praia do Paúba, em São Sebastião, entrou em contato com o Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha informando que filhotes de tartaruga-marinha estavam emergindo do ninho. A equipe técnica do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP/BS) foi imediatamente acionada e se deslocou até o local para monitorar a eclosão e acompanhar o deslocamento dos animais até o mar.

Ao todo, foram registrados 86 filhotes, que iniciaram o trajeto em direção ao oceano.

Moradores colaboraram prontamente, apagando as luzes das residências próximas para reduzir a interferência luminosa. Ainda assim, a iluminação da praia acabou influenciando parcialmente o direcionamento dos filhotes, que utilizam a luminosidade natural do horizonte como referência para alcançar o mar.

Com acompanhamento da equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS)/Instituto Argonauta, orientação técnica da Fundação Projeto TAMAR e apoio da SEMAM/Prefeitura Municipal de São Sebastião, os filhotes foram conduzidos para um trecho mais escuro da praia, permitindo que seguissem de forma mais natural e segura até o oceano.

A médica-veterinária Mariana Zillio destaca que a iluminação artificial é um dos principais fatores de desorientação. “Os filhotes se orientam pela luz natural refletida no horizonte marinho. Qualquer fonte de luz artificial pode desviar esse trajeto, aumentando o risco de predação e exaustão”, explica.

A médica-veterinária Isabela Moreira ressalta a importância da atuação técnica adequada. “O acompanhamento em campo garante que a intervenção seja mínima e realizada apenas quando necessário, priorizando que os filhotes completem o percurso da forma mais natural possível”, afirma.

Para o presidente do Instituto Argonauta, o oceanógrafo Hugo Gallo, o episódio reforça a importância do monitoramento contínuo ao longo do litoral. “Mesmo não sendo uma área regular de desova, quando ocorre um evento como este precisamos de resposta rápida e integração entre instituições. A atuação conjunta com a Fundação Projeto TAMAR, com apoio da Prefeitura e colaboração da comunidade, foi essencial para garantir a chegada segura dos filhotes ao mar”, destaca Gallo.

Sobre o Instituto Argonauta

O Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em 1998, a partir da iniciativa da diretoria do Aquário de Ubatuba, com o objetivo de promover a pesquisa científica, a conservação ambiental e a educação para a sustentabilidade no litoral norte paulista. Desde 2015, o Instituto Argonauta integra a rede de instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), atuando no Trecho 10, que compreende os municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião.

Sobre o PMP-BS

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. O projeto tem como objetivo avaliar possíveis impactos dessas atividades sobre a fauna marinha e costeira, por meio do monitoramento sistemático das praias e do atendimento a ocorrências envolvendo animais vivos ou mortos.

A iniciativa ocorre desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, dividida em 15 trechos. O Instituto Argonauta é responsável pelo Trecho 10, sob coordenação técnica da Mineral Engenharia e Meio Ambiente.

Para mais informações: www.comunicabaciadesantos.com.br. Em caso de avistamento de animais marinhos, ligue para 0800 642-3341.

(Com Luanna Chaves/Instituto Argonauta)

Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta Temporada 2026

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Evento da Temporada 2025 no Municipal do Rio. Foto: Daniel Ebendinger.

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – um dos mais importantes equipamentos culturais do país e ponto de encontro dos amantes da ópera, do balé e da música de concerto – traz em 2026 uma programação que equilibra grandes títulos do repertório clássico e produções contemporâneas, ao mesmo tempo em que dialoga com novos públicos e linguagens. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a temporada inicia em março e termina no fim de dezembro com os corpos artísticos estáveis da casa — Orquestra Sinfônica, Coro e Ballet —, que garantem alto nível artístico aos espetáculos. São 6 óperas, 4 balés e 3 concertos. Além da programação intensa no palco principal, outros projetos do Municipal oferecem mais opções ao público como o ‘Ópera do Meio-Dia’, o ‘Boulevard de Portas Abertas’ e o ‘Música no Assyrio’, entre outros.

Mais do que um monumento histórico e arquitetônico, o Theatro é um espaço vivo de encontros, emoções e descobertas. Com o apoio da Associação de Amigos do Theatro Municipal, a programação plural reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura e com a formação de plateias, consolidando a Fundação como referência cultural do Rio de Janeiro e do Brasil.

“É com grande orgulho que abrirmos o Theatro para a Temporada 2026. Com o patrocínio oficial da Petrobras, nosso palco receberá concertos, ballets e óperas realizados por nossos artistas em conjunto com as equipes operacionais e administrativa. O Ballet, o Coro, a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro trazem sempre o que há de melhor para nosso público. Não fique de fora, esperamos você!”, afirma Clara Paulino, Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Carmina Burana, de Carl Orff. Foto: Daniel Ebendinger.

“Nesta temporada em que celebraremos os 270 anos de Mozart, o Theatro Municipal contará com umas das obras mais emblemáticas do seu repertório. A Grande Missa em Dó menor inspira profundidade e espiritualidade e representa um dos momentos mais marcantes do maior prodígio de todos os tempos. Viva Mozart e viva o nosso Theatro Municipal”, celebra o maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, Felipe Prazeres.

Março

A temporada 2026 será oficialmente aberta no dia 13 de março às 19h com a Grande Missa em Dó Menor – K427, de Wolfgang Amadeus Mozart. A obra será interpretada pelo Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (OSTM) sob a regência do maestro titular Felipe Prazeres em homenagem aos 270 anos de nascimento do compositor austríaco.

Como tradição, a OSTM fará também um Concerto Didático nos dias 21 e 22, às 16h, para mostrar ao público como funciona uma Orquestra. No repertório, Villa-Lobos, Vivaldi, Bach, Mozart, Beethoven, Rossini, Tchaikovsky e Oscar Lorenzo Fernández. Com texto de Eric Herrero, direção cênica de Daniel Salgado e regência de Anderson Alves, o Concerto Didático contará ainda com a participação especial da bailarina Liana Vasconcelos e do palhaço Marshmallow, interpretado por Ludoviko Vianna, ampliando o diálogo com públicos de todas as idades.

Abril

Márcia Jaqueline como Kitri em Don Quixote. Foto: Daniel Ebendinger.

Após o grande sucesso em 2025, com sessões esgotadas, Carmina Burana, de Carl Orff, retorna ao palco do Theatro Municipal. A montagem, apresentada em formato de ópera-balé e marcada por estéticas contrastantes, aposta em uma leitura cênica contemporânea da obra. Com concepção e direção cênica de Bruno Fernandes e Mateus Dutra, o espetáculo terá direção musical e regência de Victor Hugo Toro. As apresentações acontecem nos dias 8, 9, 10 e 11, às 19h, e no dia 12, às 17h.

Maio

Um dos grandes balés do século XVIII retorna ao palco do TMRJ: La Fille Mal Gardée, com música de Ferdinand Hérold. Com Ballet e Orquestra Sinfônica da casa.  A versão original foi apresentada em julho de 1789, no Grand Théâtre de Bordeaux, na França. Entre os coreógrafos que recriaram esse balé, um deles foi Marius Petipa, em 1885, quando apresentou sua versão em São Petesburgo, na Rússia. Surgiram outras produções ao longo do século XX e, em 2024, o espetáculo com concepção e coreografia do uruguaio Ricardo Alfonso, encenado pelo Ballet Nacional Sodre, de Montevidéu, foi apresentado com o Ballet e Orquestra Sinfônica do Municipal com grande repercussão. Agora, a produção retorna à programação, novamente com concepção e coreografia de Ricardo Alfonso. A regência será de Jésus Figueiredo. As apresentações acontecem nos dias 14, 15, 16, 20, 21, 22 e 23, às 19h, e nos dias 17 e 24, às 17h.

Junho

O projeto Música Brasileira em Foco celebra três importantes compositores da música de concerto nacional. A programação homenageia Francisco Mignone, pelos 40 anos de seu falecimento, com a obra Festa nas Igrejas; Radamés Gnattali, pelos 120 anos de nascimento, com a apresentação da Brasiliana nº 1; e César Guerra-Peixe, representado pelo Concertino para Violino e Orquestra.

Coro e Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foto: Daniel Ebendinger.

O concerto será interpretado pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com destaque para o violinista Ricardo Amado. A regência ficará a cargo do maestro titular, Felipe Prazeres. Única apresentação, no dia 17, às 19h.

Julho

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro celebra 117 anos com uma programação especial, que reafirma sua vocação lírica. O grande destaque é a ópera Salvator Rosa, de Antônio Carlos Gomes, em homenagem aos 190 anos de nascimento e aos 130 anos de morte do compositor. A obra retorna ao palco da casa após oito décadas sem ser apresentada.

A estreia acontece no dia 14 de julho, data do aniversário do Theatro, com o Coro e a OSTM. A montagem terá concepção e direção cênica de Julianna Santos, coreografia de Hélio Bejani, direção de movimento de Márcia Jaqueline e direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro. As récitas acontecem ainda nos dias 15,16,17 e 18, às 19h.

Agosto

Concerto Didático. Foto: Daniel Ebendinger.

O Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro traz um dos títulos mais vibrantes do repertório clássico: Don Quixote. Inspirado no romance de Miguel de Cervantes, o balé tem música de Ludwig Minkus, libreto e coreografia de Marius Petipa, com remontagem e adaptação de Jorge Teixeira. A regência será de Tobias Volkmann e a direção geral de Hélio Bejani. Ao todo, a temporada contará com dez récitas. As apresentações serão nos dias 20 (estreia), 21,22,26,27,28 e 29, às 19h. Dias 23 e 30, às 17h. E dia 25, às 14h, será a vez do Projeto Escola Arte Educação Petrobras.

Don Quixote teve sua estreia no palco do Teatro Bolshoi, em Moscou, no ano de 1869, com música do compositor austríaco Ludwig Minkus. Desde a sua primeira apresentação, o balé virou um grande sucesso. Com sua melodia brilhante e sabor espanhol, Don Quixote conquistou as plateias do mundo todo, tornando-se o carro-chefe do repertório de muitas companhias internacionais. A obra levou diversos bailarinos ao estrelato, com inesquecíveis e memoráveis interpretações.

Setembro

Festival Oficina da Ópera chega à sua quarta edição consecutiva reafirmando a vocação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro como espaço de formação, experimentação e renovação artística. A proposta é clara: abrir oportunidades para jovens talentos e estimular a criação de novas equipes criativas no setor operístico do Rio de Janeiro, incluindo diretores cênicos em ascensão. Neste ano, haverá dois mentores: Pablo Maritano e Desirée Bastos. A programação reúne três títulos que ocupam diferentes espaços do Theatro ao longo do mês.

O Afiador de Facas, de Piero Schlochauer – montagem do III Festival. Foto: Daniel Ebendinger.

No palco principal, o destaque será Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni, nos dias 11 e 12, às 19h, e 13, às 17h. A montagem contará com Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. A concepção e direção cênica são de Daniel Salgado, com direção musical e regência de Natalia Salinas.

O Salão Assyrio recebe dois títulos. O primeiro será Cenas da Coroação de Poppea, de Cláudio Monteverdi, nos dias 16 e 17, às 19h, com Ensemble OSTM e solistas. A concepção e direção cênica são de Ana Vanessa e a direção musical e regência ficam a cargo de Jésus Figueiredo.

Encerrando o festival, Il Campanello, de Gaetano Donizetti, também será apresentada no Salão Assyrio, com Ensemble OSTM e solistas. A concepção e direção cênica são de Pedro Rothe e a direção musical e regência de Felipe Prazeres. As apresentações acontecem nos dias 18, às 14h; 19, às 16h; e 20, às 11h.

Márcia Jaqueline como Kitri em Don Quixote. Foto: Daniel Ebendinger.

Com repertório que atravessa séculos — do barroco ao verismo italiano —, o Festival Oficina da Ópera consolida-se como uma plataforma de formação prática e visibilidade para a nova geração da ópera brasileira.

Outubro

Morador há mais de 20 anos da Europa, o bailarino e coreógrafo carioca Reginaldo Oliveira — que dirige o balé do Salzburger Landestheater, na Áustria — volta ao Municipal para montar Romeo e Julieta, de Serguei Prokofiev. No ano passado, sua criação contemporânea, Frida — um balé em homenagem à pintora mexicana Frida Kahlo –, teve todas as sessões esgotadas, marcando sua estreia na América Latina e sendo recebida com entusiasmo pela plateia do Rio.

O coreógrafo carioca é reconhecido por trabalhos narrativos de forte carga emocional e por explorar figuras históricas e mitológicas em suas criações — como fez com Anne Frank e Medeia. Ele já criou versões de Romeo e Julieta em seu repertório internacional, incluindo trabalhos apresentados em Salzburgo e online durante a pandemia.

Os primeiros bailarinos Cícero Gomes e Márcia Jaqueline na montagem de Carmina Burana em 2024. Foto: Daniel Ebendinger.

A remontagem e coreografia de Reginaldo Oliveira será apresentada pelo Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com regência de Tobias Volkmann e direção geral de Hélio Bejani. Dias 7, 8, 9,10, às 19h e 11, às 17h.

Novembro

Turandot, de Giacomo Puccini, chega ao Rio de Janeiro a partir do dia 13 de novembro, em montagem com Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. É uma homenagem ao centenário da ópera de Puccini. A obra com direção cênica de André Heller-Lopes foi apresentada em 2018, no Theatro Municipal de São Paulo. É um drama ambientado em uma Pequim lendária e atemporal, onde amor e morte caminham lado a lado. O título estreou em 1926, no Teatro alla Scala, já após a morte do compositor, com final completado por Franco Alfano.

O espetáculo será montado com os artistas da casa carioca e terá solistas convidados como a soprano Eiko Senda. Haverá sete récitas, nos dias 13,14,19,20 e 21, às 19h; 22, às 17h e 17, às 14h, pelo Projeto Escola Arte Educação Petrobras.

Dezembro

Para encerrar o ano, mais uma vez, o tradicional balé O Quebra-Nozes, de Tchaikovsky, com o Ballet, Coro Feminino e Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A regência será do maestro titular da OSTM, Felipe Prazeres.

Em todas as récitas da Temporada 2026 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de cada espetáculo, haverá uma palestra gratuita sobre a obra e suas curiosidades com a presença de um intérprete de libras. Durante o ano, a Petrobras também patrocina diversas atividades como masterclasses gratuitas e a área educativa com visitas guiadas, visitas temáticas e oficinas de desenho.

A programação completa estará no site (theatromunicipal.rj.gov.br) e nas plataformas digitais, à medida em que as produções forem realizadas.

Os ingressos para o Concerto de Abertura oficial da temporada começam a ser vendidos no dia 26 de fevereiro. No dia 5 de março, será a vez do Concerto Didático. Já no dia 16 de março, será liberado o primeiro lote de ingressos para os espetáculos que serão realizados até julho, mês de aniversário do Theatro.

Patrocinador Oficial Petrobras 

Onde tem Patrocínio, tem Governo do Brasil.

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio NOVA Paradiso, Fever

Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil.

(Com Cláudia Tisato/Assessoria de imprensa TMRJ)