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“Churrasco de igreja”: tradição gastronômica atravessa gerações no Sul do Brasil

Blumenau, SC, por Kleber Patricio

Herança da imigração italiana e alemã, o filé duplo, corte símbolo das quermesses paroquiais, segue vivo na mesa catarinense. Fotos: Divulgação.

Nascido das quermesses promovidas por paróquias no Sul do Brasil em meados do século 19, o famoso “churrasco de igreja” surgiu com a chegada de imigrantes italianos e alemães, que trouxeram consigo tradições de fé, festa e culinária que se misturaram ao cotidiano das novas comunidades. Entre elas, uma técnica de conservação de carne originária da Renânia, região do oeste da Alemanha: deixar a peça submersa em um tempero à base de condimentos, ervas aromáticas e especiarias, capaz de garantir suculência ao alimento mesmo no dia seguinte ao preparo.

Essa técnica remete ao sauerbraten, tradicional assado alemão de carne fortemente temperada, usado no país de origem para conservar o alimento antes da existência de refrigeradores — geralmente preparado com vinho tinto, vinagre de maçã, ou a combinação dos dois. Ao chegar ao Vale do Itajaí, em Santa Catarina, a receita foi adaptada pelos imigrantes: o vinho e o vinagre deram lugar ao suco de limão, fruta abundante na região. A forma de preparo também mudou: na Alemanha não era costume grelhar as carnes como se passou a fazer no Sul do Brasil.

Como as famílias imigrantes eram numerosas e o acesso à carne era escasso, o churrasco era reservado para ocasiões especiais — casamentos, aniversários, bodas — e servido principalmente em quermesses, que arrecadavam fundos para obras sociais e expansão das paróquias. Assado nessas ocasiões, o corte acabou batizado de “filé de igreja”, nome que carrega até hoje.

Corte reúne três texturas em uma peça só

Segundo o chef Caio Fontenelle, à frente do Figueira, em Blumenau (SC), o filé duplo é um dos cortes mais característicos da culinária sulista e também um dos mais generosos: “O filé duplo é um corte bovino com osso que reúne, em uma única peça, o contrafilé, o filé mignon e uma parte da fraldinha. O osso da espinha dorsal fica no meio, lembrando uma chuleta larga, e essa combinação resulta em texturas e sabores diferentes em cada fatia, o que faz dele um dos cortes mais apreciados nos churrascos tradicionais do Sul do país”, explica.

O preparo tradicional segue um método simples, mas que exige tempo: a carne é marinada por 24h em suco de limão, cebola em rodelas, sal e água suficiente para mantê-la submersa, e depois assada dos dois lados em brasa forte. Nas festas de igreja, é comum servir o churrasco acompanhado da própria cebola usada na marinada e de pão francês, às vezes também com maionese de batata, pepino em conserva e salada de tomate. “O segredo está na combinação entre o osso, a capa de gordura e a variedade de fibras do corte. Isso garante a suculência mesmo em bifes grossos e no calor vindo direto da brasa”, complementa o chef.

Uma tradição que segue viva

Até hoje, o filé duplo é presença constante em churrascos de igreja, festas comunitárias e mesas de família em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. “O filé duplo é um corte muito apreciado aqui no Sul. Os churrascos de igreja até hoje são muito frequentados por aqui, é um costume forte da população se reunir em festas comunitárias, com grandes mesas, bancos e brincadeiras, num momento de celebração e apreciação gastronômica”, pontua o chef.

Em Blumenau, cidade historicamente marcada pela colonização alemã e italiana, a tradição segue especialmente presente. O Restaurante Figueira, especialista em carnes nobres assadas na parrilla, celebra o aniversário da cidade, que acontece em 2 de setembro, com uma ação especial dedicada ao filé duplo. A ação ocorre na noite desta quarta-feira (02) e em todas as sextas e sábados do mês de setembro, durante o almoço. Nas ocasiões, o corte será servido com acompanhamentos do cardápio da casa, por R$196,00. O horário de funcionamento do Figueira é das 18h30min até 0h. A única exceção é no sábado, quando o restaurante abre apenas às 19h. Nas sextas, sábados e domingos a casa abre também para o almoço, das 11h30min às 14h30min.

(Com Kamile Bernardes/Trevo Comunicação)

Quando São Francisco encontra Guido Totoli

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Guido Totoli – São Francisco.

Guido Totoli apresenta, em 17 de setembro, no Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, a exposição “Guido Totoli e São Francisco – Terra, Transformação, Espírito”, com curadoria de Claudia Totoli. A mostra reúne 22 obras entre desenhos, pinturas, esculturas e cerâmicas, realizadas em diferentes momentos de uma trajetória que atravessa mais de sete décadas, incluindo tanto peças de seu acervo pessoal quanto trabalhos criados especialmente para a ocasião. A partir de sua relação com São Francisco de Assis, o conjunto estabelece um diálogo entre terra, transformação e espírito.

A escolha de São Francisco é proposital e sua presença acompanha a produção de Totoli, ganhando na exposição novas possibilidades de leitura a partir do diálogo entre obras de diferentes períodos. Para a curadora, esse percurso evidencia uma afinidade que ultrapassa a representação do santo e se aproxima de valores presentes na própria produção do artista, como a relação com a natureza, a simplicidade e a atenção ao outro.

A relação de Guido com São Francisco atravessa sua trajetória. Ao selecionar as obras, fui percebendo como a figura do santo, sua relação com a natureza e sua atenção aos mais necessitados já estavam presentes, de diferentes formas, em sua produção. Parecia que tudo já estava conversando”, define Claudia Totoli.

Essa leitura também orientou a construção do espaço expositivo. O percurso parte da ideia de peregrinação: no centro, as esculturas formam uma cruz grega inscrita em um octógono; ao redor, desenhos, pinturas e painéis cerâmicos apresentam diferentes momentos da vida e da mensagem de São Francisco. Elementos sonoros e uma fragrância inspirada em folhas e capim fresco integram a montagem. A seleção reúne peças que permaneceram guardadas ao longo dos anos, algumas pertencentes ao acervo pessoal do artista, ao lado de trabalhos especialmente criados para a exposição. O conjunto evidencia a liberdade com que Totoli transitou por diferentes linguagens e materiais e, ao mesmo tempo, revela a permanência de São Francisco como referência em sua produção.

Guido Totoli – São Francisco.

Com a minha idade e experiência, pude transitar por vários temas durante minha carreira. Experimentei vários instrumentos, mas foi na pintura, cerâmica, escultura em terracota e desenho que adquiri um conhecimento muito grande. Manusear esses materiais é a minha vida”, afirma Guido Totoli.

A exposição integra a programação do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo dedicada aos 800 anos da morte de São Francisco de Assis, aproximando diferentes tempos da produção de Totoli em torno de uma referência que permanece ativa em seu trabalho.

“Hoje, para me inspirar, junto tudo o que aprendi na minha vida e que se completou agora. Onde estou, na rua, no carro, estou tendo ideias. Daí me preparo mentalmente através dessas ideias e coloco em prática”, conclui Guido Totoli.

SERVIÇO:

Exposição: Guido Totoli e São Francisco – Terra, Transformação, Espírito

Artista: Guido Totoli

Curadoria: Claudia Totoli

Abertura: 17 de setembro de 2026, às 19h

Período: 18 de setembro a 7 de novembro de 2026

Local: Instituto Italiano de Cultura de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 436 – Higienópolis – São Paulo – SP

Dias e horarios: de segunda a quinta-feira – das 9 às 13h e das 15 às 17h; sexta-feira, das 9h30 às 13h.

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

Instituto CPFL recebe exposição imersiva sobre a Grande Muralha da China

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Mostra gratuita em Campinas reúne tecnologia, história e experiências sensoriais em uma viagem por um dos maiores símbolos da cultura chinesa. Fotos: Tatiana Ferro.

Quem mora na região de Campinas e procura uma opção diferente de passeio cultural pode aproveitar para conhecer de perto a história de um dos monumentos mais famosos do mundo: o Instituto CPFL recebe a exposição imersiva e gratuita “A Grande Muralha da China” até 31 de outubro.

Inédita no Brasil, a experiência combina história e tecnologia para transportar o visitante por diferentes períodos da trajetória da Grande Muralha. Projeções em grandes dimensões, mapas digitais, instalações interativas e recursos visuais, sonoros, táteis e sensoriais ajudam a contar desde as primeiras estruturas defensivas e as diferentes dinastias chinesas até a Rota da Seda e a transformação da Muralha em um dos grandes símbolos culturais da China.

A mostra faz parte da 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, iniciativa do Instituto CPFL voltada à aproximação entre os dois países por meio da cultura. Criada pela YDreams Global, especializada em experiências imersivas e interativas, a exposição transforma conteúdo histórico em uma experiência que pode ser explorada por imagens, sons, texturas, aromas e interação.

Com entrada gratuita, a exposição é uma opção de programa para famílias, grupos de amigos e visitantes da região que desejam aproveitar a viagem a Campinas para conhecer, de uma maneira diferente e envolvente, séculos de história e cultura chinesa.

SERVIÇO:

Exposição “A Grande Muralha da China”

Local: Instituto CPFL – Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera, Campinas (SP)

Período: até 31 de outubro de 2026

Entrada: gratuita

Horários: seg, ter, qua. e sex., das 8h às 17h; qui, das 8h às 19h; sáb., das 10h às 16h

Entrada gratuita

Informações: www.institutocpfl.org.br.

Sobre o Instituto CPFL

Desde 2003, o Instituto CPFL (ICPFL) é a plataforma de investimento social privado do Grupo CPFL Energia, desenvolvendo projetos nas áreas de esporte e cultura como instrumentos estratégicos de transformação social nas comunidades onde o grupo atua. Alinhados à Estratégia ESG do Grupo CPFL, nosso compromisso é apoiar e incentivar programas sociais que utilizam a nossa energia para transformar a realidade das comunidades onde estamos presentes. Nosso objetivo é gerar impactos positivos, duradouros e construir um futuro promissor para a sociedade. Com esse propósito, coordenamos as iniciativas de protagonismo social do Grupo CPFL, promovendo ações junto às comunidades em que atuamos por meio das frentes: CPFL Jovem Geração, CPFL Intercâmbio Brasil-China, Circuito CPFL, CPFL nos Hospitais e Café Filosófico CPFL.

Sobre a YDreams Global

A YDreams Global (www.ydreamsglobal.com.br) se especializou na idealização e produção de exposições imersivas. Através de uma metodologia própria, trabalha em cocriação com seus parceiros para desenhar e executar projetos repletos de experiências, interatividades e entretenimento. Com presença em São Paulo, Rio de Janeiro e Vancouver (Canadá), a empresa é formada por um grupo multidisciplinar de colaboradores, que une competências para integrar design imersivo, com tecnologia sensorial, conteúdo de qualidade, o resultado são circuitos imersivos extremamente atrativos. Seu portfólio global registra mais de 1200 projetos, em 30 países e mais de 5 mil experiências interativas em duas décadas de atuação internacional. Suas produções mais conhecidas estão as exposições permanentes no Museu dos Descobrimentos em Belmonte, Museu Cidade Olímpica e Naves do Conhecimento no Rio de Janeiro. Entre as suas produções mais recentes estão Eu, Ayrton Senna, Mondrian para Crianças, Jardim das Maravilhas de Miró, Paisagens de Van Gogh, e Tarsila para Crianças, grandes sucessos de público e mídia.

(Fonte: Instituto CPFL)

Maestro Roberto Minczuk dirige e rege ‘Don Carlo’ e anuncia agenda de fim de ano

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Maestro Roberto Minczul, regente titular e diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, dirige “Don Carlo”, de Verdi, como um dos espetáculos mais aguardados do 2º semestre de 2026. Fotos: Larissa Paz.

O ano de 2026 tem consolidado uma fase de extremo vigor e renovação para o Maestro Roberto Minczuk. Após celebrar três décadas de uma carreira consagrada, o regente reassumiu a direção artística do Festival de Inverno de Campos do Jordão e acaba de liderar, com sucesso absoluto de crítica, a montagem da complexa ópera “Tristão e Isolda” e, agora, com a direção musical do espetáculo “Don Carlo”, ópera de Giuseppe Verdi que volta a ser encenada na capital paulista após 21 anos e estreia em 18 de setembro, com ingressos praticamente esgotados.

Agora, Minczuk desenha os próximos passos para o último trimestre do ano com uma missão clara: inovar os formatos, dialogar com o comportamento contemporâneo e repensar o futuro das orquestras diante das recentes alterações no mercado cultural.

Agenda confirmada: o que esperar até dezembro

Mesmo diante das recentes alterações na programação de óperas no cenário paulistano, o Maestro Roberto Minczuk segue à frente da Orquestra Sinfônica Municipal em uma maratona de espetáculos de peso até o fim do ano.

Um dos principais destaques do período é a Ópera “Don Carlo”, de Giuseppe Verdi, que, após 21 anos da última apresentação, retorna ao Theatro Municipal com direção musical de Roberto Minczuk e cênica de Caetano Vilela, além de reunir a Orquestra Sinfônica e o Coro Lírico Municipal. A ópera retrata o drama amoroso e político do príncipe Don Carlo e trará o tenor Atalla Ayan, a soprano Ailyn Perez e grande elenco. Mais informações em: https://theatromunicipal.org.br/eventos/opera-don-carlo/.

Confira a agenda oficial do Maestro Roberto Minczuk:

Ópera Don Carlo, de Giuseppe Verdi

Data: 18 a 26 de setembro de 2026

Local: Theatro Municipal de São Paulo.

Concerto Schubert e Mahler

Data: 30 e 31 de outubro de 2026.

Sobre: Apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal sob regência do maestro Roberto Minczuk.

Local: Theatro Municipal de São Paulo.

Morais e Tchaikovsky

Data: 06 de novembro de 2026 às 20:00 e 07 de novembro de 2026 às 17:00.

Sobre: Concerto da Orquestra Sinfônica Municipal sob regência de Roberto Minczuk.

Local: Theatro Municipal de São Paulo.

Ingressos e detalhes: theatromunicipal.org.br/eventos/morais-e-tchaikovsky/.

Ópera “Os Pescadores de Pérolas”, de Georges Bizet

Data: A partir de 28 de novembro de 2026 (17:00), com récitas também em 29 de novembro (17:00) e 01 de dezembro de 2026.

Sobre: Superprodução operística sob a batuta de Roberto Minczuk, à frente da Orquestra Sinfônica Municipal.

Local: Theatro Municipal de São Paulo.

Ingressos e detalhes: theatromunicipal.org.br/eventos/opera-os-pescadores-de-perolas-de-georges-bizet/.

Concerto “Noite de Festa”

Data: 18 e 19 de dezembro de 2026.

Sobre: Encerramento festivo do ano com peças de Francisco Mignone (Fantasia Brasileira nº 3) e Beethoven.

Local: Theatro Municipal de São Paulo.

Ingressos e detalhes: theatromunicipal.org.br/eventos/concerto-noite-de-festa/.

Teatro de Vermelhos (Ilhabela/SP)

Evento: Concerto de Ano Novo com trilhas sonoras de grandes filmes (Apocalypse NowA Lista de Schindler2001: Uma Odisseia no Espaço) e projeções visuais.

Data: 29 de dezembro (previsão).

Ingressos e Programação: Acessar o site do Teatro de Vermelhos.

Agenda Internacional:

Orquestra Filarmônica do Novo México (EUA)

Evento: Temporada como diretor musical e maestro titular

Data: Início em outubro de 2026.

Ingressos e Programação: Acessar a agenda da Filarmônica do Novo México(https://nmphil.org/).

Concertos Regidos pelo Maestro Roberto Minczuk (Temporada 2026/2027):

11 de outubro de 2026: Young Musical Stars Play Tchaikovsky & Schumann

13 e 14 de novembro de 2026: Festive & Dancing Strings

12 de dezembro de 2026: Handel’s Messiah

16 de janeiro de 2027: Tchaikovsky’s Towering Concerto No. 1

07 de fevereiro de 2027: J.S. Bach, Mozart & Haydn

12 e 13 de fevereiro de 2027: A Morning Breath of Fresh Air

01 de maio de 2027: Carmina Burana

21 e 22 de maio de 2027: A Morning with J.S. Bach

29 de maio de 2027: Mahler’s Tragic Symphony (Performance de despedida do Maestro como Diretor Musical).

(Com Silvana Chaves/Em Foco Comunicação Estratégica)

Mostra coletiva “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?” tem programação cultural gratuita no Museu Lasar Segall

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Mostra “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu:o que a gráfica pode imaginar?”, com curadoria de Luiz Armando Bagolin, no Museu Lasar Segall. Foto: Matheus Parizi.

A exposição “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”, com curadoria de Luiz Armando Bagolin, segue até o dia 19 de outubro de 2026 no Museu Lasar Segall, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo. O evento, que tem entrada gratuita, conta com apoio da Associação Cultural de Amigos do Museu Lasar Segall e do Núcleo Marcello Grassmann.

A mostra ainda conta com programação cultural que envolve os artistas participantes entre setembro e outubro: Oficina de criação e impressão de matrizes de gravura em relevo e estêncil, nos dias 19 e 26 de setembro de 2026 (sábados), das 15h às 18h (10 vagas) coordenação de Tauany de Freitas, Zizi Batista e Cláudio Caropreso e Conversa entre curador, artistas e público sobre o tema  “Por que e para quem se grava hoje?”, no 03 de outubro de 2026 (sábado), das 15 às 17h (30 vagas) coordenação de  Luiz Armando Bagolin e Paulo Camillo Penna.

Oficina de criação e impressão de matrizes de gravura em relevo e estêncil, que acontece nos dias 19 e 26/09. Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Divulgação.

Reunindo gravuras de doze artistas visuais — Amália Barrio, Cláudio Caropreso, Comtrario Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael Giannini, Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista —, a mostra celebra o fazer gráfico em seu campo expandido, que vai da gravura em metal e da xilogravura à monotipia e ao desenho.

No centro da exposição está o ateliê de gravura como espaço coletivo de trabalho: o lugar onde a imagem não nasce pronta, mas se constrói por etapas, é reimpressa e se transforma a cada passagem pela matriz. Os doze artistas partilham essa prática comum — muitos deles formados ou atuantes em ateliês de gravura de São Paulo — e trazem para a sala um recorte dessa produção feita a muitas mãos.

A escolha do Museu Lasar Segall tem sentido preciso. A casa que foi residência e ateliê do pintor abriga, há décadas, um ateliê coletivo de gravura em plena atividade. Expor ali é aproximar as obras do próprio lugar em que muitas delas foram pensadas e impressas, e lembrar que o museu, antes e além da sala de exposição, é também um espaço de fazer.

Os artistas e curador da mostra “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu:o que a gráfica pode imaginar?”, no Museu Lasar Segall. Foto: Matheus Parizi.

“‘Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu” não é um percurso que proponho: o primeiro trajeto é o que a casa vê quando se vira para dentro; o segundo, o que estas obras já fazem quando entram no acervo. E há um terceiro, que dispensa a sala: do lado de fora, a gráfica se cola ao muro, exposta ao tempo e a quem passa”, afirma o curador Luiz Armando Bagolin.

SERVIÇO:

Mostra “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”

Curadoria: Luiz Armando Bagolin

Artistas visuais: Amália Barrio, Cláudio Caropreso, Comtrario Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael Giannini, Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista

Apoio: Associação Cultural de Amigos do Museu Lasar Segall e do Núcleo Marcello Grassmann

Período: 18 de julho a 19 de outubro de 2026

Visitação: Quarta a segunda, das 11h às 19h

Entrada: Gratuita e Livre.

Programação cultural

Dia: 19 e 26 de setembro de 2026 (sábados), das 15h às 18h

Oficina de criação e impressão de matrizes de gravura em relevo e estêncil

A oficina propõe a criação de matrizes em estêncil e MDF voltadas para impressões de cartazes e volantes.

Coordenação: Tauany de Freitas, Zizi Batista e Cláudio Caropreso

Vagas: 10

Inscrições: Por ordem de chegada no primeiro dia da oficina.

Serão ofertadas outras 10 vagas para moradores da comunidade Souza Ramos.

Gratuito

Dia: 03 de outubro de 2026 (sábado), das 15 às 17h

“Por que e para quem se grava hoje?”

Conversa entre curador, artistas e público sobre o tema da exposição Do Museu ao Ateliê, do Ateliê ao Museu: o que a gráfica pode imaginar? organizada em torno das questões: o que é e para que serve um ateliê de gravura hoje.

A conversa se compõe de dois movimentos: primeiro, o ateliê de gravura como categoria entre nós — os coletivos, os gabinetes, os acervos, em que cada artista fala a partir de sua experiência de ateliê; no segundo, a circulação da estampa para fora do campo — quem recebe a gravura hoje que não seja gravador ou tenha uma relação estreita com a gravura.

Coordenação: Luiz Armando Bagolin e Paulo Camillo Penna

Participantes: qualquer pessoa interessada em acompanhar a conversa.

Vagas: 30

Local: ateliê de gravura

Inscrições: Por ordem de chegada no dia da apresentação

Gratuito.

Local: Museu Lasar Segall

Rua Berta, 111, Vila Mariana, São Paulo/SP 04120-040

Tel: (11) 2159 0400

E-mail: info@mls.gov.br

Site: www.mls.gov.br

Redes sociais:

Museu Lasar Segall @museu_lasar_segall

Luiz Armando Bagolin @labagolin

Amália Barrio @amaliabarrio

Cláudio Caropreso @caropresoxilogravura

Comtrario Pereira @comtrario

Francisco Maringelli @franciscomaringelli

Paulo Penna @paulocpenna1970

PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza

Perrella) @pf.cozinhadagravura

Pedro Pessoa @pedro_pessoa1

Rafael Kenji @kenji.rafa

Raphael Giannini @raphael_com_ph_

Ulysses Bôscolo @ulyssesbo

Zizi Baptista @zizibaptista.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)