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Novíssimo Edgar e Wagner Antônio apresentam o espetáculo “Urutau”, uma investigação sonora realizada dentro de uma instalação de luz no Instituto Capobianco

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Helena Wolfenson.

O artista Novíssimo Edgar,um dos nomes mais inventivos da cena contemporânea brasileira, e o premiado iluminador Wagner Antônio apresentam a obra inédita “Urutau”, no Instituto Capobianco. As sessões acontecem de sexta a domingo até 30 de agosto.

O espetáculo parte da história de um piano que deseja se transformar em um Urutau, pássaro de hábitos noturnos que dá nome à obra. A partir dessa narrativa, Edgar e Wagner constroem um território de investigação sonora e cênica, atravessado por cantos indígenas, hip hop, reggae, blues, música experimental e poesia falada. Luz, som, corpo e espaço se articulam em uma dramaturgia única, criando uma experiência sensorial que convida o público a percorrer diferentes camadas de percepção.

Novíssimo Edgar é músico, poeta, artista visual e performer, desenvolve uma produção que atravessa diferentes linguagens e já colaborou com artistas como Elza Soares, João Donato, Céu e BaianaSystem. Sua trajetória inclui exposições, instalações e performances em importantes instituições e eventos nacionais e internacionais, entre eles a apresentação no Vão Livre do MASP durante a Virada Cultural 2026, consolidando uma pesquisa marcada pelo diálogo entre música, performance e artes visuais.

Já Wagner Antônio é reconhecido por desenvolver uma pesquisa que articula teatro, instalação, performance e arquitetura da luz. Vencedor do Prêmio Shell de Teatro em 2025 e 2026, na categoria Iluminação, pelos espetáculos Filoctetes em Lemnos e Um Jaguar por Noite, o artista tem se destacado por criações que expandem as possibilidades da linguagem teatral a partir da relação entre luz, espaço e corpo.

O encontro entre os dois artistas também evidencia a potência de suas trajetórias. Em Urutau, as fronteiras entre concerto, teatro, performance e instalação se dissolvem, fazendo da obra uma experiência híbrida.

A obra integra o Vértice, novo programa anual de Residências Artísticas do Instituto Capobianco, que reúne música, teatro, performance, artes visuais e tecnologia. Realizado sempre no mês de agosto, o programa convida, a partir de 2026, um artista da música brasileira para desenvolver uma obra inédita, tendo a música como eixo de um processo de criação colaborativo e concebida especialmente para o espaço.

SERVIÇO:

Urutau

com Novíssimo Edgar e Wagner Antônio

Temporada: De 07 a 30/08

Sexta e sábado, 20h | domingo, 19h

Ingressos: R$30 inteira | R$15 (meia)

Instituto Capobianco

www.institutocapobianco.art.br

Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP

Café Capô

Sextas e sábados:  18h30 – 1h30

Domingos: 16h30 – 23h30.

(Com Valeria Blanco/Atti Comunicação)

Exposição celebra 70 anos da Romi-Isetta, primeiro carro produzido em série no Brasil

Santa Barbara d'Oeste, SP, por Kleber Patricio

Mostra resgata a trajetória e a história da produção do carro que marcou o início da indústria automobilística brasileira. Fotos: Divulgação.

A história do primeiro carro produzido no Brasil poderá ser conhecida de perto na exposição “Romi-Isetta 70 anos”, inaugurada no dia 14 de agosto no Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d’Oeste (SP). A mostra marca o início das comemorações pelos 70 anos do lançamento da Romi-Isetta e reúne documentos de época, desenhos técnicos, fotos históricas e um exemplar do veículo fabricado em 1958.

Com entrada gratuita, a exposição resgata a história e apresenta ao público documentos e imagens que ajudam a compreender os desafios e o pioneirismo envolvidos na criação do primeiro carro produzido no país. A exposição ficará disponível para visitação na Entrada A do Tivoli Shopping até dia 30.

A produção do primeiro carro nacional foi iniciativa da Romi, fabricante de tornos e implementos agrícolas de Santa Bárbara d’Oeste (SP), fundada em 1930. No início de 1955, Américo Emílio Romi e seu enteado, Carlos Chiti, se interessaram por um revolucionário veículo urbano chamado Iso Isetta, fabricado na Itália. Importaram duas unidades para estudar sua produção local e, depois de testes e avaliações indicarem sua viabilidade, partiram para uma reunião na sede da empresa na Europa.

A ideia era produzir o veículo no Brasil em parceria, mas a Isetta não tinha recursos, dado o cenário da Itália pós-Segunda Guerra Mundial. Destemida, a Romi decidiu bancar a empreitada sozinha, obtendo a licença de fabricação e pagando 3% de royalties sobre cada unidade vendida.

A Romi, com muita determinação, conseguiu contratar diversos fornecedores nacionais, sendo o principal deles a paulistana Tecnogeral, que produzia as partes metálicas do carro como o chassi e a carroceria. Com isso, já em junho de 1956, a primeira unidade da Romi-Isetta deixava a linha de montagem de Santa Barbará d’Oeste, em um novo galpão erguido na Romi especialmente para esse fim. O lançamento oficial, porém, ainda esperaria mais três meses, para composição de estoque e constituição da rede de vendas e assistência técnica. 

Antecipando tendências em várias frentes

A Romi-Isetta foi a precursora da mobilidade sustentável. Trata-se de um carro urbano, compacto, econômico – tanto no preço quanto no consumo –, prático, ágil, fácil de dirigir e estacionar e de manutenção simples.

O projeto herdou várias soluções técnicas da avançada indústria aeronáutica, origem de seu projetista, Ermenegildo Pretti. Alguns exemplos são a carroceria aerodinâmica, em forma de gota d’água, a porta única frontal (como dos aviões cargueiros), que facilitava o acesso ao interior do modelo ao mesmo tempo em que fortalecia a estrutura do veículo, a grande área envidraçada, como nos caças a jato, e o amplo uso de materiais mais leves e modernos, como o alumínio.

Por suas características únicas, a Romi-Isetta causou uma onda de paixão instantânea nos brasileiros. Além de aclamado pela imprensa e pelo setor industrial, a classe artística também abraçou o carrinho. Vários atores e atrizes muito famosos na época tiveram um Romi-Isetta ou participaram diretamente de suas atividades de divulgação, como Eva Wilma e John Herbert, o que contribuiu fortemente para a popularidade e carisma do modelo. 

Avanços técnicos e o fim da produção

A primeira Romi-Isetta usava motor Iso dois tempos de 236 cm3 e 9,5 hp, com bloco e cabeçote em alumínio em posição central. A velocidade máxima era de 85 km/h e, graças ao seu baixo peso, de apenas 350 quilos, o consumo chegava a impressionantes 25 km/l.

Depois de algumas evoluções estéticas até 1958, em 1959 veio a maior mudança: foi lançada a Romi-Isetta 300 de Luxe, com motor BMW quatro tempos de 298 cm3 e 13 hp, que aumentou o desempenho sem sacrificar o consumo. Essa versão também recebeu diversas melhorias técnicas e estéticas, tanto no interior quanto no exterior.

Em 1961 a Romi-Isetta já havia cumprido, com amplo sucesso, seu papel de indutora da industrialização automobilística nacional, que então caminhava a passos largos graças à política desenvolvimentista adotada pelo governo JK. Em 13 de abril daquele ano o último Romi-Isetta, nas cores branco e amarelo-limão, deixou a linha de montagem para entrar definitivamente na história – que agora poderá ser revivida de perto, exatos 70 anos depois de seu lançamento, no Encontro Nacional de Romi-Isettas em Santa Barbará d’Oeste. 

Exposição “Romi-Isetta 70 anos”

Local: Tivoli Shopping

Realização: Fundação Romi

Patrocínio: Azimut Brasil e Romi S.A.

Apoio: Tivoli Shopping, Balmax Gestão de Serviços e Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, por meio da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Civil.

(Com Bruna Quintanilha/SD&Press)

Edu Ribeiro, Vinicius Gomes, Toninho Ferragutti e Bruno Migotto se apresentam no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Show marca lançamento do álbum “O Tempo das Cores”, inédito no Brasil. Foto: Thalita Magalhães.

No dia 21 de agosto o Sesc Belenzinho recebe os músicos Edu Ribeiro (bateria), Vinicius Gomes (guitarra), Toninho Ferragutti (acordeom) e Bruno Migotto (contrabaixo) para apresentarem show no teatro. Com trajetórias consolidadas no Brasil e no exterior, eles acumulam trabalhos autorais, colaborações com artistas relevantes e participações em importantes projetos da cena contemporânea. Os ingressos vão de R$ 18 (Credencial Sesc) a R$ 60 (inteira).

A partir do álbum gravado no Studio La Buissonne, no sul da França, um dos estúdios mais relevantes da música instrumental no mundo, com uma longa história de gravações ligadas à ECM Records. Em “O Tempo das Cores”, o encontro se dá a partir das composições de cada integrante, que assinam duas peças do repertório cada um. O resultado é um trabalho que reflete diferentes caminhos da música brasileira, com destaque para as polirritmias e espaço para improvisação. O grupo propõe uma abordagem centrada na prática coletiva, onde a experiência individual de cada músico contribui para uma sonoridade que se constrói no diálogo e na presença em cena. No palco, esse encontro se revela na escuta e na interação entre os músicos, tornando cada apresentação exclusivamente especial, numa fotografia das influências de cada um desses artistas e suas percepções da exploração da música.

Edu Ribeiro – Baterista, compositor e educador, vencedor de dois prêmios Grammy. Atua na cena instrumental brasileira e internacional, com trabalhos autorais e colaborações com artistas como Chico Pinheiro, Eliane Elias e Hamilton de Holanda. É professor na Faculdade Santa Marcelina e coordenador da Emesp Tom Jobim.

Toninho Ferragutti – Acordeonista, compositor e arranjador, com ampla atuação na música brasileira. Trabalhou com artistas como Gilberto Gil, Maria Bethânia e Lenine. Possui diversos álbuns autorais, três indicações ao Grammy Latino e prêmios relevantes da música brasileira.

Bruno Migotto – Contrabaixista, compositor e educador, com trajetória consolidada no Brasil e no exterior. Participou de projetos e gravações com artistas como Gilberto Gil, Ivan Lins e Chico Pinheiro, além de integrar diferentes formações da música instrumental.

Vinicius Gomes – Guitarrista e compositor paulistano radicado em Nova Iorque. Desenvolve um trabalho que aproxima o jazz contemporâneo da música brasileira, com álbuns lançados internacionalmente e colaborações com músicos da cena global.

SERVIÇO:

Edu Ribeiro, Vinicius Gomes, Toninho Ferragutti e Bruno Migotto

Dia 21 de agosto de 2026. Sexta-feira, 20h30

Local: Teatro (374 lugares)

Valores: R$ 60 (inteira); R$ 30 (Meia entrada), R$ 18 (Credencial Sesc)

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc

Classificação: 12 anos

Duração: 90 minutos

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Transporte público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m).

Sesc Belenzinho nas redes

Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Osesp leva “Floresta Villa-Lobos” a Pequim em parceria com a China NCPA Orchestra

Beijing, China, por Kleber Patricio

O Beijing Performing Arts Centre foi aberto ao público em 2023 no distrito de Tongzhou. Foto: Divulgação.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp leva ao público chinês no dia 22 de agosto uma nova apresentação de “Floresta Villa-Lobos” (no exterior, “The Amazon Concert”) em produção conjunta com a Orquestra do NCPA (National Centre for the Performing Arts), em Pequim. O concerto acontece às 14h30 (horário local), no Beijing Performing Arts Centre, sob a regência do maestro brasileiro Wagner Polistchuk e integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa dos governos dos dois países para o fortalecimento dos laços diplomáticos, artísticos, educacionais e turísticos entre as nações.

Dez músicos da Osesp viajam à capital chinesa para se apresentar lado a lado com os músicos da China NCPA Orchestra, em um encontro que celebra uma parceria duradoura entre as duas instituições. A relação entre a Osesp e o NCPA remonta a fevereiro de 2019, quando a orquestra brasileira realizou turnê pela China e por Hong Kong, com um concerto na capital chinesa que recebeu grande recepção de público e crítica. Desde 2023, a Fundação Osesp integra também a The World Association for Performing Arts, rede internacional sediada em Pequim que reúne instituições dedicadas às artes cênicas ao redor do mundo.

Em Floresta Villa-Lobos, o programa contará ainda com a participação do Coro da Associação de Músicos de Pequim e das sopranos Wenqin Zhang e Yi Zhang. A curadoria visual é assinada por Marcello Dantas. “Ao longo dos últimos anos, temos construído uma relação sólida e generosa com o National Centre for the Performing Arts, e esse concerto em Pequim é a expressão mais recente dessa parceria — uma parceria que leva a música do Brasil, e com ela nossa fauna e flora, à capital de um dos polos mais importantes da música de concerto no cenário internacional. Estar presente lá no Ano Cultural Brasil-China, com um projeto tão representativo da nossa identidade musical, é motivo de grande orgulho para nós”, diz Marcelo Lopes, Presidente e CEO da Fundação Osesp.

Nos dias 3, 4 e 5 de setembro, será a vez da Osesp receber 10 representantes da Orquestra do NCPA na Sala São Paulo. O programa será regido pela maestra sino-americana Xian Zhang, colaboradora de longa data da Orquestra paulista. O programa brasileiro começa com O Tubo de Bambu Roxo, obra da tradição chinesa que evoca a sonoridade e a expressividade da música tradicional para instrumentos de bambu. Também serão executados o Concerto para violino nº 2 de Prokofiev — com Tai Murray como solista — e Quadros de uma exposição de Mussorgsky na orquestração de Ravel. Essa não é a primeira vez que uma comitiva chinesa se junta aos músicos da Osesp. Em abril de 2023, 11 instrumentistas da orquestra de Pequim estiveram na Sala São Paulo para três apresentações e visitas a diversos equipamentos culturais da capital paulista.

Sobre Floresta Villa-Lobos

Floresta Villa-Lobos é uma jornada musical e visual pela natureza brasileira, tecida como um grande rio de afluentes que tem na música de Heitor Villa-Lobos seu eixo principal. O programa parte da abertura Nhanderú, de Clarice Assad, inspirada em rituais indígenas da chuva e da fertilidade, passa pelos Choros nº 3 e nº 5, de Heitor Villa-Lobos, e pela Sinfonia dos Orixás, de José Antonio Almeida Prado — síntese única da tradição afro-brasileira —, atravessa a Floresta do Amazonas, também de Villa-Lobos, Águas da Amazônia, de Philip Glass — o único estrangeiro do grupo —, e Boto e Passarim, de Tom Jobim em arranjo de Tiago Costa, até desaguar nas Bachianas Brasileiras nº 4 e no arrebatador Choros nº 10, “Rasga o Coração”.

Além de celebrar a música de nosso país, o concerto é um retrato visual de diversos biomas brasileiros — e um convite, num momento de urgência climática, a ouvir a floresta como parte essencial da identidade brasileira. “A proposta visual para a Floresta Villa-Lobos nasce da música: da música inspirada pela floresta tropical e pelo nosso ecossistema. Em cada seção, as imagens nos mostram como espécies da fauna brasileira — nativas ou não — percebem o nosso espaço, no nosso tempo. Cada movimento musical nos convoca a imaginar, do ponto de vista de um animal, o ambiente que o cerca. São imagens que, na companhia da música, podem sugerir tantas outras formas de enxergar o Brasil e a sua biodiversidade. Todas as cenas foram captadas no mês de julho, essencialmente em locais da Amazônia, de Bonito e do Pantanal”, conta Marcello Dantas, curador visual do projeto.

Floresta Villa-Lobos é uma criação original da Osesp desenvolvida por Marin Alsop (diretora musical da Osesp entre 2012 e 2019) em colaboração com Hilo Carriel, Daniel Lima e Juliano Ancieto, seus ex-alunos brasileiros do Festival de Campos do Jordão e do Peabody Institute (Universidade Johns Hopkins, EUA), com contribuição de Arthur Nestrovski, ex-diretor artístico da Osesp (2010–2022). O projeto estreou em novembro de 2021 na Sala São Paulo, sem a instalação visual, que foi incorporada em setembro de 2022. Desde então, o projeto já foi apresentado pela Osesp nos Estados Unidos em outubro de 2022 – incluindo passagem pelo Carnegie Hall – e no Festival de Música Clássica de Bogotá, em abril de 2025. Especialmente para o concerto em Pequim, a obra Onze, de Marco Antônio Guimarães, foi substituída por Cinco Elementos (Wu Xing), do compositor Carlos dos Santos, em um gesto de diálogo entre as culturas brasileira e chinesa.

Osesp

Desde seu primeiro concerto, em 1953, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como a Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. Em 2026, a Osesp se torna a primeira orquestra brasileira a gravar pelo Selo Deutsche Grammophon. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

China NCPA Orchestra 

Foto: Chris Lee

A China NCPA Orchestra é a orquestra residente do Centro Nacional das Artes Cênicas (National Centre for the Perming Arts) de Pequim, sob a direção artística do maestro Lü Jia. Reconhecida como referência nacional de excelência, particularmente no teatro lírico, já se apresentou em mais de 70 produções de ópera no NCPA até o momento. Além de seu trabalho no repertório operístico, a orquestra apresenta uma temporada sinfônica completa a cada ano, cativando o público com sua energia e vitalidade artística únicas. Já colaborou com maestros e artistas de renome mundial, como Lorin Maazel, Zubin Mehta, Christoph Eschenbach, Valery Gergiev, Myung-Whun Chung, Lang Lang, Wang Jian e Kyung-Wha Chung. Aclamada como “uma orquestra brilhante e de primeiro nível”, já realizou extensas turnês pelos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Coreia do Sul, Cingapura, Austrália e Emirados Árabes Unidos, entre outros países.

Coral da Associação de Músicos de Pequim 

O Coral reúne jovens cantores oriundos de companhias artísticas de Pequim e formados em conservatórios de música. Reconhecido por seu timbre puro e grande expressividade, o grupo é especializado em obras corais clássicas chinesas e no repertório revolucionário. Ao longo de sua trajetória, colaborou com instituições como a CCTV, a Televisão de Pequim, o Poly Culture Group e o Ministério da Cultura e Turismo, participando de grandes produções sinfônico-corais em celebrações nacionais, entre elas a épica O Oriente é Vermelho, em comemoração ao centenário do Partido Comunista da China, e a suíte sinfônico-coral de ópera de Pequim O Grande Canal da Capital, estreada no NCPA. O coral mantém ainda parcerias com as principais orquestras do país, consolidando-se como referência da atividade coral profissional na capital chinesa.

Wagner Polistchuk, regente 

A atuação de Wagner Polistchuk como regente reflete sua sólida formação, decorrente de seu aperfeiçoamento com os maestros Andreas Spörri, Dante Anzolini, Ronald Zollmann, Roberto Tibiriçá e com os lendários Eleazar de Carvalho e Kurt Masur. Em 2024, assumiu a posição de Regente Titular da Orquestra Experimental de Repertório, corpo artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Foi regente adjunto da Orquestra Sinfônica de Santo André e regente titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina. Já esteve à frente da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, da Orquestra Filarmônica de Mendonza, na Argentina, da Orquestra Sinfônica Nacional do Peru e da Hermitage, na Suíça, dentre outras. Teve também a oportunidade de reger a Osesp em diversas ocasiões. Foi diretor artístico da tradicional Camerata Antiqua de Curitiba, entre 2009 e 2011, e regente principal da Orquestra Sinfônica da USP, de 2012 a 2014. Em 1998, obteve o 2º lugar no 5º Concurso Latino-Americano de Regência Orquestral da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Em 2002, foi premiado no Concurso Internacional de Regência Prix Credit Suisse, na Suíça, e no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes. Wagner também é trombone solista da Osesp desde 1981 e professor de trombone e regência na Academia de Música da Osesp.

FLORESTA VILLA-LOBOS

22 de agosto de 2026, às 14h30

Beijing Centre for the Performing Arts

Mais informações: https://www.chncpa.org/ 

CHINA NCPA ORCHESTRA

MÚSICOS DA OSESP 

CORO DA ASSOCIAÇÃO DE MÚSICOS DE PEQUIM 

WAGNER POLISTCHUK regente

WENQIN ZHANG soprano

YI ZHANG soprano

MARCELLO DANTAS curador visual

CLARICE ASSAD Nhanderú 

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 3 – Pica-Pau 

EDINO KRIEGER Canticum Naturale: Monólogo das Águas

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 5 – Alma Brasileira 

JOSÉ ANTONIO ALMEIDA PRADO Sinfonia dos Orixás: Seleção 

HEITOR VILLA-LOBOS A Floresta do Amazonas: Cair da Tarde 

CARLOS DOS SANTOS Cinco elementos [Wu Xing]

PHILIP GLASS Águas da Amazônia: Seleção 

TOM JOBIM Boto e Passarim [Arranjo de Tiago Costa]

HEITOR VILLA-LOBOS Bachianas Brasileiras nº 4: Seleção 

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 10 – Rasga o Coração: Excerto

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Naiana Ferraz/Fundação Osesp)

Festival gastronômico inédito celebra os 470 anos da Mooca e promete movimentar o bairro em final de semana de agosto

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O bairro da Mooca ganha um novo festival gastronômico que promete movimentar a região durante dois finais de semana de agosto. Idealizado pelo Mooca Plaza Shopping, o GastroMooca nasce para celebrar o aniversário de 470 anos de um dos bairros mais tradicionais de São Paulo com entrada gratuita, comida boa, música ao vivo e entretenimento para toda a família.

Nos dias 22 e 23 de agosto, o festival reunirá mais de 15 operações gastronômicas em uma estrutura especialmente preparada para receber o público, com espaços dedicados à convivência, alimentação e experiências ao ar livre. A programação ainda contará com apresentações musicais ao vivo, criando um ambiente descontraído para os visitantes.

“Celebrar os 470 anos da Mooca é uma forma de homenagear um bairro que faz parte da nossa história e da identidade de muitas pessoas. Pensamos neste festival para reunir o que o bairro tem de mais marcante: a boa gastronomia, a convivência e a tradição de receber bem. Queremos que o shopping seja um ponto de encontro para os visitantes celebrarem de uma maneira especial”, explica Gustavo Massagardi, superintendente do shopping.

O evento conta com estandes de restaurantes que trazem a culinária tradicional italiana em pratos de massas, paninis, esfihas e pizzas. Estarão presentes no GastroMooca o restaurante do Guia Michelin, Borgo Mooca, a pizzaria Sala VIP, a tradicional Esfiharia Imigrantes e o restaurante Maialino Panino.

Os visitantes ainda poderão viajar por outros países por meio da culinária local com o Arais do Carlinhos, AMA.ZO e Paellas Pepe. Para Gustavo Massagardi, “reunir diferentes sabores em um único evento é uma forma de valorizar a tradição e proporcionar uma experiência que vai além das compras, fortalecendo o shopping como um espaço de lazer, cultura e encontros”.

Outras opções que os visitantes poderão apreciar são o tradicional Bar do Nico, Parrilha Ipiranga e Fazendo Churrascada. Na parte de sobremesas, Totó Cannolli, marca da família Di Cunto; Nanica, famosa por suas opções de tortas doces; Gelato Borelli com suas tradicionais receitas italianas; Cenoradas, a primeira loja especializada em bolo de cenoura no mundo; PikurruchA’S, uma das maiores confeitarias da América Latina; Asmar’s Doceira, confeitaria tradicional árabe e famosa rede de donuts Krispy Kreme.

A programação musical ao vivo traz uma mescla de estilos para embalar o público presente. Ao longo dos dois finais de semana será possível aproveitar grandes clássicos da música brasileira adaptados em arranjos inéditos inspirados na linguagem do jazz tradicional, roda de samba feita exclusivamente por mulheres, arranjos musicais com DJ, músicas de pop rock, soul, blues e outros ritmos. Confira abaixo a programação completa:

22 de agosto (sábado)

13h – Artur Pedroso

16h – DJ Guizera

19h – Carol Moura

23 de agosto (domingo)

12h – Mavig

15h – DJ Guizera

18h – Espetáculo Brasilidade em Jazz

SERVIÇO:

GastroMooca

Data: 22 e 23 de agosto

Horários:

Sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 21h

Local: Estacionamento do Mooca Plaza Shopping, próximo ao Acesso A

Endereço: R. Cap. Pacheco e Chaves, 313 – Vila Prudente, São Paulo – SP, 03126-000

Entrada gratuita.

(Com Milena Urbinatti/Textual)