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Projeto “Palcos: SP” leva grandes nomes do teatro brasileiro para apresentações gratuitas em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Ministério da Cultura Itaú apresentam o projeto “Palcos: SP”, iniciativa que democratiza o acesso à cultura e leva importantes espetáculos teatrais para apresentações gratuitas em teatros públicos de diferentes regiões de São Paulo. Com 20 apresentações, distribuídas por 6 teatros municipais da cidade de São Paulo, entre 3 de setembro e 3 de outubro, a iniciativa reúne produções como “Prima Facie”, com Débora Falabella; “Rita Lee – Balada da Louca”, com Lilia Cabral; “Ficções”, com Vera Holtz; “A Última Entrevista”, com Marília Gabriela; e “Dona Lola”, com Marcelo Médici.

Aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o projeto é realizado pelo Instituto Arlequim em parceria com a Prefeitura de São Paulo. “Os teatros públicos da cidade de São Paulo têm uma excelente estrutura e passaram por modernização recentemente, como o Teatro João Caetano, Cacilda Becker e Paulo Eiró. É uma alegria ter a programação de qualidade do projeto Palcos em teatros que estão além dos grandes centros. Democratizar a cultura em uma cidade como São Paulo é essencial”, afirma Totó Parente, secretário municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

Palcos: SP é um movimento de circulação e descentralização cultural. Ao ocupar teatros públicos, o projeto não oferece apenas um ingresso gratuito, mas diminui distâncias econômicas, geográficas e simbólicas. Quando um importante espetáculo chega ao teatro de uma região, a relação muda: não é só o público que vai até a arte, é a arte que vai ao encontro do público. Confira mais informações sobre cada espetáculo:

PRIMA FACIE

Foto: Annelize Tozetto.

Sinopse | Em cena, Débora Falabella vive a bem-sucedida advogada Tessa, que tem acusados de violência sexual entre seus clientes. Vinda de uma família pobre, ela batalhou e venceu no complexo mundo da advocacia. Ao mesmo tempo em que experimenta o sucesso, ela precisa encarar uma crise que a obriga a rever uma série de valores e princípios, além de refletir sobre o sistema judicial, a condição feminina e as relações conturbadas entre diversas esferas de poder.

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 110 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociais: https://www.instagram.com/primafaciebrasil/.

A PARTILHA

Foto: Erika Almeida.

Sinopse | Sucesso responsável por marcar Miguel Falabella na história da dramaturgia mundial reencontra o público com time de protagonistas negras. 35 anos separam a estreia do espetáculo “A Partilha”, consagrado pelas mãos do ator, diretor e dramaturgo Miguel Falabella, dessa nova montagem. A peça, que se tornou um grande clássico dos palcos Brasileiros e levou mais de um milhão de pessoas ao teatro, teve várias temporadas, montagens e passou por 27 países até aqui. Este sucesso do teatro reencontra o público com nova roupagem. Nessa montagem “A Partilha” ganha um elenco de protagonistas negras. As personagens irmãs Maria Lucia, Regina, Selma e Laura, recebem o talento e brilhantismo de Iléa Ferraz, Adriana Lessa, Leticia Soares e Flávia dos Prazeres. A história gira em torno de quatro irmãs que, após o falecimento da mãe, se reencontram e discutem a partilha dos bens.

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 90 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociais: https://www.instagram.com/apartilha.oficial/.

A ÚLTIMA ENTREVISTA DE MARÍLIA GABRIELA

Foto: Adriano Doria.

Sinopse | Marília Gabriela sobe ao palco para uma última entrevista — desta vez, como entrevistada. E quem comanda a conversa é alguém bastante familiar: seu filho caçula, Theodoro Cochrane. A peça se passa durante um programa de entrevistas ao vivo, no teatro, onde ficção e realidade se confundem e o que parecia apenas uma conversa vira um jogo de tensão e revelações, explorando os arquétipos da relação entre mãe e filho. Feminismo, conflitos geracionais, etarismo e a fronteira entre o público e o privado atravessam o texto, que diverte e provoca. Sem a quarta parede, o público participa ativamente da montagem — e até responde ao clássico bate-bola, marca registrada de Marília Gabriela. Escrita por Michelle Ferreira e dirigida por Bruno Guida, a comédia dramática volta a São Paulo após passar por cidades como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte, somando mais de 32 mil espectadores. A Última Entrevista de Marília Gabriela é realizada por Rega Início Produções Artísticas, de Renata Alvim.

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 80 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociais: https://www.instagram.com/aultimaentrevista/.

OLEANNA

Foto: Caio Gallucci.

Sinopse | “Oleanna” narra o confronto entre John, um professor universitário no processo de obtenção de uma promoção, e Carol, uma de suas alunas com dificuldades no curso. Inicialmente, Carol procura John no seu escritório para pedir ajuda com o seu entendimento do material do curso. A dinâmica muda drasticamente quando Carol apresenta uma queixa formal contra John ao comitê de avaliação da universidade, acusando-o de sexismo, elitismo, comportamento inadequado e assédio sexual, com base nas suas conversas particulares e atitudes. Confrontado com a potencial perda da sua carreira, John tenta desesperadamente entender as acusações e convencer Carol a retirar a queixa, expondo a fragilidade da comunicação, as complexas relações de poder entre professor e aluno e as interpretações radicalmente divergentes dos mesmos eventos.

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 70 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociais: https://www.instagram.com/oleanna.teatro/.

HABITAT

Foto: KimIM Leekyung.

A jornalista Nádia entrevista o assassino confesso Adailton, que, por sua vez, acusa o executivo Tite de ser o mandante de um crime ocorrido dentro de um supermercado. A partir desse encontro, o caso ganha novas proporções nas mídias sociais e desencadeia uma série de desdobramentos inesperados. Inspirado em um fato real. Um incidente trágico que dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Dirigido por Lavínia Pannunzio e Eric Lenate, indicado ao APCA de melhor dramaturgia 2026.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 100 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociais: https://www.instagram.com/habitat_espetaculo/.

RITA LEE – BALADA DA LOUCA

Foto: Cauê Moreno.

Sinopse | Ao ser diagnosticada com câncer de pulmão, em 2021, Rita Lee decidiu escrever uma espécie de diário, que acabou se tornando o segundo volume de sua autobiografia. O livro, intitulado Rita Lee: Outra autobiografia, foi lançado em 2023. A obra agora se transforma em Rita Lee: Balada da Louca, um monólogo corajoso centrado nos últimos e desafiadores anos do grande ícone da MPB, com Lilia Cabral como a rainha roqueira, em um projeto idealizado e escrito por Guilherme Samora.
Assim como no texto original, a peça, dirigida por Beatriz Barros, traz as grandes marcas de Rita: a franqueza crua — ora chocante, ora irônica, ora sutil e amorosa.

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 60 min

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociais: https://www.instagram.com/ritaleebaladadalouca/.

FICÇÕES

Foto: Flavia Canavarro.

Sinopse | A partir do best-seller Sapiens, do escritor israelense Yuval Harari, FICÇÕES fala da capacidade humana de criar e acreditar em ficções: deuses, dinheiro, nações…o que foi ou não inventado? Mas, apesar dessa habilidade inédita e revolucionária que alçou nossa espécie à condição “donos” do planeta, seguimos inseguros e sem saber para onde ir. Você está satisfeito? Além de Vera Holtz, o espetáculo ainda conta com Federico Puppi, autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco.

Classificação indicativa: 10 anos

Duração: 85 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociaishttps://www.instagram.com/ficcoesespetaculo/.

DONA LOLA

Foto: Thati Manzan.

Sinopse | Dona Lola é uma dona de casa que tem sua vida transformada ao se tornar um fenômeno das redes sociais com os vídeos postados pela sua neta. Após o inesperado sucesso, ela, incentivada por suas amigas mais próximas, decide se apresentar no teatro mesmo não sendo atriz, não tendo um espetáculo e muito menos sabendo o que dizer. Claro que as presenças mais aguardadas na plateia são as das amigas, mas, por motivos distintos, elas não comparecem à apresentação, o que resulta na ira de Dona Lola, que acaba expondo a vida de suas amigas e, de certa forma, dizendo muito sobre si mesma.

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 90 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociais: https://www.instagram.com/donalolateatro/.

INVENTÁRIO

Foto: Danilo Apoena.

Sinopse | Uma mulher se prepara para deixar o lugar onde vive. Durante a preparação ela estabelece um diálogo com Gioconda, uma figura misteriosa. Ela acessa suas memórias e busca compreender seu destino. O universo onírico e fantasmagórico revisita os últimos momentos da escultora francesa Camille Claudel.

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 70 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

DEIXA COMIGO

Foto: Adriano Escanhuela.

Sinopse | Monólogo teatral que narra a trajetória de Lina, uma trabalhadora doméstica, cuja rotina se desenrola na cozinha de uma casa de classe média. Enquanto lava louças, Lina canta e compõe sambas, troca mensagens via WhatsApp e conversa com Athon, o cachorro moribundo de sua patroa, que ela cuida com amor desde pequeno. Importante destacar que não existe a presença física de nenhum animal na encenação. O cachorro é representado pelo público do espetáculo.

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 60 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

Redes sociais: https://www.instagram.com/deixacomigo_espetaculo/.

TIP – ANTES QUE ME QUEIMEM EU MESMA ME ATIRO NO FOGO

Foto: Alle Vidal.

Sinopse | Durante a pandemia, uma jovem atriz sem perspectiva de trabalho encontrou numa webcam a única saída para sustentar a família. Por quase dois anos, criou um personagem, se trancou no quarto e realizou cerca de quinhentas apresentações eróticas online em troca de gorjetas — tips, em inglês. Agora, ela conta essa história no palco. “TIP — antes que me queimem eu mesma me atiro no fogo” é um monólogo de autoficção em que Milla Fernandez reconstrói, com humor ácido e sem filtro, as situações cômicas, constrangedoras e dolorosas que viveu como modelo de webcam em plataformas de conteúdo adulto. Entre clientes solitários, diálogos absurdos, privados improváveis e o medo constante de ser reconhecida, a peça vai muito além da exposição: toca em fracasso, meritocracia, saúde mental, relações familiares e no que significa viver para satisfazer os desejos alheios — em qualquer âmbito da vida. Não é uma confissão. É uma explosão.

Classificação indicativa: 18 anos

Duração: 1h45 minutos

Ingressos: Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada apresentação.

SERVIÇO:

PROGRAMAÇÃO DOS ESPETÁCULOS

Setembro – Outubro 2026 | Teatros da Prefeitura de São Paulo

TEATRO PAULO EIRÓ

A Partilha03/09, quinta-feira, às 20h;

Prima Facie05/09, sábado, às 20h, e 06/09, domingo, às 19h.

TEATRO ARTHUR AZEVEDO

A Última Entrevista de Marília Gabriela10/09, quinta-feira, às 20h, e 11/09, sexta-feira, 20h;

Oleanna12/09, sábado, às 20h, e 13/09, domingo, às 19h.

TEATRO JOÃO CAETANO

Habitat17/09, quinta-feira, às 20h, e 18/09, sexta-feira, às 20h;

Rita Lee – Balada da Louca19/09, sábado, às 20h, e 20/09, domingo, às 19h.

TEATRO ALFREDO MESQUITA 

Ficções25/09, sexta-feira, às 20h, e 26/09, sábado, às 20h;

Dona Lola27/09, domingo, às 16h e 19h.

TEATRO CACILDA BECKER

Inventário29/09, terça-feira, às 20h;

Deixa Comigo30/09, quarta-feira, às 20h;

A Partilha | 01/10, quinta-feira, às 20h;

TIP | 02/10, sexta-feira, às 20h, e 03/10, sábado, às 20h.

Sobre o Instituto Arlequim

Fundado em 2021, o Instituto Arlequim nasceu com um propósito claro: ampliar o acesso à cultura e criar caminhos para que mais pessoas possam fazer parte dela. Unindo arte, educação e tecnologia, o Instituto forma artistas, técnicos e criadores, abre espaço para novos talentos e trabalha para que pessoas que historicamente tiveram menos oportunidades possam desenvolver suas carreiras e encontrar seu lugar no mercado criativo.

Sua atuação acontece em três frentes que se complementam: educação e arte, promoção da cultura e pesquisa e inteligência. Por meio delas, criamos programas gratuitos de formação que unem conhecimento, tecnologia, prática e, principalmente, escuta. São projetos que chegam às periferias de São Paulo, aproximam pessoas e oportunidades e ajudam a preparar os criadores que vão construir a cultura brasileira das próximas décadas.

Em cinco anos, mais de 5.600 pessoas já participaram diretamente dessas iniciativas, que chegaram a 11 territórios da cidade de São Paulo e distribuíram mais de R$600.000,00 em premiações para projetos culturais. Na iniciativa mais recente, realizada em parceria com a Prefeitura de São Paulo por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), oferece 4.000 vagas gratuitas em formação para gestão de projetos culturais, alcançando artistas e agentes culturais de todas as regiões da cidade.

(Com Valentina Dewers/Agência Taga)

Festa MASP 2026 celebra América Latina e traz, pela primeira vez, uma atração musical internacional

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Cantora colombiana Aria Vega será a atração principal da Festa MASP 2026. Foto: Teograph.

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia a 12ª edição da Festa MASP, que será realizada no dia 7 de outubro. Celebrando a América Latina, a noite beneficente terá como atração principal a cantora e compositora colombiana Aria Vega. O evento, que apoia a programação anual do museu, renova a parceria com a Gucci, patrocinadora principal da festa pelo segundo ano consecutivo. “A Festa MASP deste ano traz o calor e a diversidade da América Latina para a celebração, em sintonia com o ano curatorial Histórias latino-americanas no MASP. É um momento muito especial para a instituição, quando reunimos nossos apoiadores, parceiros e a comunidade artística para celebrar o MASP e, ao mesmo tempo, contribuir para a continuidade de seu trabalho e de sua programação”, afirma Paulo Vicelli, diretor de Experiência e Comunicação do MASP.

Nesta edição, a programação musical ganha mais espaço com apresentações ao longo de toda a noite. Um dos principais expoentes da música cubana e latina em São Paulo, a banda Quimbará, abre a festa com ritmos caribenhos, como salsa e cumbia, além de sucessos consagrados pelo Buena Vista Social Club. Criado em 2015, o grupo, formado por músicos brasileiros e cubanos, tem no repertório desde clássicos da música latina até hits contemporâneos.

Pela primeira vez no Brasil, a cantora Aria Vega trará ao palco da Festa MASP 2026 uma performance musical que celebra a efervescência e a diversidade da música latino-americana. Natural de Barranquilla, é reconhecida por fundir as raízes afro-caribenhas do seu país natal a elementos contemporâneos do pop, afrobeats e música urbana. Em 2026, foi destacada pela Billboard Latin como um dos principais nomes em ascensão da cena musical latino-americana.

A pista segue comandada pelo coletivo Do México para Baixo, tradicional bloco de carnaval de São Paulo, que fecha a noite conduzindo o público a uma celebração embalada por ritmos latino-americanos e pop brasileiro.

A Festa MASP é organizada em dois momentos. No primeiro, temos um jantar para 450 pessoas, começando às 19h, com coquetel e jantar servido pela Zest Cozinha Criativa inspirado nas comidas típicas de países latinos, incluindo o Brasil. Às 22h, a celebração se amplia com a abertura da pista de dança e do coquetel para mais de 450 convidados que adquiriram ingressos para curtir o show e a pista de dança.

Ao longo dos anos, a Festa MASP se tornou o evento mais sofisticado e disputado da cena cultural brasileira. Participam do evento: patronos, colecionadores, patrocinadores, artistas, celebridades e criadores. Aberto ao público, o evento oferece ingressos para o jantar e as apresentações ao vivo, disponíveis no site do MASP.

A 12ª edição da Festa MASP tem produção de Jacimar Silva, nome reconhecido no circuito de eventos de luxo; parceria com o florista Conrado Pedroso da Amorphophallus; e apoio de Stella Artois e Perrier Jouët.

Sobre a Gucci

Fundada em Florença, Itália, em 1921, Gucci é uma das principais marcas de luxo do mundo. Sob a liderança da CEO Francesca Bellettini e a direção artística de Demna, a maison continua a redefinir o luxo e a moda, celebrando a criatividade, o design italiano e a inovação. Gucci faz parte do grupo global de luxo Kering, que administra renomadas maisons nos setores de moda, artigos de couro, joias e óculos. O compromisso de longa data da Gucci com as artes se expressa por meio do financiamento de projetos, de colaborações com artistas contemporâneos e da preservação do patrimônio cultural, promovendo o diálogo entre a moda e diferentes formas de expressão artística. Descubra mais sobre a Gucci em: www.gucci.com.

Sobre o MASP

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand é uma instituição privada sem fins lucrativos fundada em 1947. O museu, composto por dois prédios e um vão livre, é reconhecido como um dos principais centros culturais do país. O edifício original (1968), ícone da arquitetura moderna, leva o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi (1914–1992), enquanto o mais recente, inaugurado em 2024, homenageia o primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi (1900–1999). A coleção do MASP é considerada a mais importante de arte europeia no Hemisfério Sul. Com mais de 11 mil obras, abrange diferentes períodos históricos, origens e linguagens artísticas. Exposições, cursos e atividades culturais integram a programação do museu, que tem como missão ser diverso, inclusivo e plural. Saiba mais.

SERVIÇO:

Festa MASP 2026

Quarta-feira, 7.10

19h Coquetel | 20h30 Jantar

22h Abertura da pista de dança

2º subsolo, Edifício Lina Bo Bardi

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Entrada: Rua Carlos Comenale

Ingressos:

Mesas a partir de R$ 65 mil (10 lugares)

Jantar individual R$ 6.500

Pista individual R$ 1.000

Ingressos pelo site masp.com.br.

(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)

Explorador brasileiro refaz jornada de Charles Darwin pela Patagônia e transforma expedição em livro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa “Encontrando Darwin”.

Quase dois séculos depois de Charles Darwin atravessar a Patagônia a bordo do HMS Beagle, o explorador e escritor brasileiro Marcio Pimenta percorreu sozinho 11 mil quilômetros pela Argentina e pelo Chile seguindo os rastros deixados pelo naturalista. Financiada pela National Geographic Society, a expedição deu origem a “Encontrando Darwin – Uma expedição pelos confins do mundo”.

Lançado em maio de 2026 pela editora SolislunaEncontrando Darwin passou a circular pelo país e ganhou espaço na imprensa, com reportagens e entrevistas em veículos como Folha de S.PauloVejaPublishNews, Forbes e Rádio UFMG Educativa. A repercussão chamou atenção não apenas para a dimensão da expedição, mas para a investigação que atravessa o livro: o que acontece quando permanecemos tempo suficiente em um território para permitir que ele modifique nossa maneira de enxergar o mundo?

Darwin oferece uma chave para essa investigação. A imagem que atravessou gerações é a do naturalista já consagrado, de barba branca, associado às Ilhas Galápagos e à teoria da evolução. O personagem encontrado por Pimenta é bastante diferente. Quando chegou à América do Sul a bordo do Beagle, Darwin tinha pouco mais de 20 anos, carregava dúvidas, convicções que seriam posteriormente abandonadas e uma extraordinária disposição para observar.

Antes das Galápagos, foram os fósseis encontrados na Argentina, as formações geológicas dos Andes, as paisagens da Patagônia, os animais, plantas e habitantes da América do Sul que começaram a confrontá-lo com perguntas para as quais as explicações existentes já não pareciam suficientes. É esse processo, mais do que a busca pelo Darwin consagrado, que interessa a Pimenta.

“Eu não queria encontrar o homem que já conhecia as respostas. Queria compreender o jovem que estava aprendendo a fazer as perguntas. Darwin atravessou aqueles territórios e saiu deles diferente. Essa transformação acabou se tornando uma das questões centrais da minha própria viagem.”

Uma viagem contemporânea através de diferentes tempos

Encontrando Darwin combina literatura de viagem, história da ciência e observação contemporânea. A narrativa acompanha simultaneamente duas jornadas separadas por quase dois séculos. De um lado, Darwin percorre a América do Sul entre 1832 e 1835 e registra aquilo que encontra em seus cadernos. Do outro, Pimenta atravessa alguns desses mesmos territórios em 2023 e pergunta o que mudou — e o que permanece.

A comparação conduz o livro para além da história da ciência. Povos como Yámana, Selk’nam, Kawésqar e Tehuelche aparecem não como personagens periféricos da passagem europeia pela região, mas como parte fundamental da história desses territórios. Geologia, colonização, ciência, memória e transformação ambiental passam a coexistir na mesma paisagem. A Patagônia deixa, assim, de funcionar apenas como cenário e se torna parte do argumento do livro.

“Quando viajamos rapidamente, um lugar tende a permanecer como paisagem. Quando diminuímos o ritmo e começamos a observar, percebemos que estamos atravessando diferentes camadas de tempo ao mesmo tempo. Há aquilo que vemos, aquilo que aconteceu antes de nós e aquilo que nossa própria presença naquele lugar começa a modificar.”

A experiência também transforma o próprio autor. Solidão, incerteza, decisões tomadas longe de qualquer apoio e os limites físicos e emocionais de uma longa expedição aparecem na narrativa sem a construção heroica tradicionalmente associada à exploração. Para Pimenta, essa mudança de perspectiva é também uma maneira de reconsiderar o significado contemporâneo de explorar. “A exploração não precisa ser uma história de conquista. O mundo está amplamente cartografado, mas isso não significa que esteja inteiramente compreendido. Ainda existem perguntas novas a fazer sobre lugares conhecidos.”

Um livro sobre Darwin e nossa maneira de observar o mundo

Ao seguir os rastros de um dos personagens mais conhecidos da história da ciência, Encontrando Darwin acaba encontrando um Darwin menos familiar: jovem, contraditório, curioso e ainda em formação. É justamente essa condição que aproxima as duas jornadas.

Darwin não atravessou a América do Sul apenas acumulando informações. A experiência modificou progressivamente sua interpretação do mundo. Quase duzentos anos depois, Pimenta retorna a alguns desses lugares para investigar uma questão semelhante: até que ponto aquilo que observamos depende da maneira como aprendemos a olhar? O resultado é uma narrativa sobre viagem, ciência e território, mas também sobre dúvida e transformação. Porque algumas viagens não oferecem respostas, elas ensinam a formular perguntas melhores.

Sobre o autor

Marcio Pimenta é National Geographic Explorer, autor e membro do The Explorers Club. Há mais de uma década realiza expedições e projetos de campo dedicados a investigar como territórios moldam pessoas, culturas e sociedades. Formado em Economia, com trajetória acadêmica em Relações Internacionais e Estudos Americanos, deixou a academia em 2013 e passou a desenvolver projetos de exploração, documentação e narrativa em zonas de guerra, desertos, geleiras e regiões remotas.

Seu trabalho já foi publicado por veículos como National Geographic, The New York Times, The Wall Street Journal e Rolling Stone. Entre seus projetos estão trabalhos sobre as mulheres yazidis no Iraque após o Estado Islâmico, as relações entre sociedades e mudanças ambientais na América do Sul e o documentário Hoy’ri, realizado no Deserto do Atacama e selecionado para festivais internacionais. Em 2023, realizou com apoio da National Geographic Society a expedição que deu origem a Encontrando Darwin – Uma expedição pelos confins do mundo, seu primeiro livro literário, publicado pela Editora Solisluna.

Instagram: @marpimenta | LinkedIn | Site.

Serviço:

Livro “Encontrando Darwin – Uma expedição pelos confins do mundo”

Autor: Marcio Pimenta

Editora: Solisluna

Disponível para compra através do link.

(Com Marcelo Boero/Aspas e Vírgulas)

Instituto Tomie Ohtake apresenta “Sheila Hicks: O que que é isso?”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Sheila Hicks, Allegro, 2026, Caxemira, lã e linho, 120 x 130 cm. Fotos: Tatiana Mito.

Ministério da CulturaBradesco e Instituto Tomie Ohtake apresentam “Sheila Hicks – O que que é isso?”, exposição dedicada à artista norte-americana Sheila Hicks (Nebraska, Estados Unidos, 1934), uma das principais referências internacionais na expansão das práticas têxteis na arte contemporânea. Com curadoria de Ana Roman, Luis Pérez-Oramas e Paulo Miyada, a mostra ocupa duas salas do Instituto entre 28 de agosto e 25 de outubro de 2026, reunindo um amplo conjunto de obras produzidas ao longo de mais de seis décadas, entre trabalhos históricos, obras recentes e uma instalação inédita concebida especialmente para a exposição. Sheila Hicks – O que que é isso? acontece paralelamente à exposição Contrarregra, dedicada à artista Tatiana Blass, cuja produção parte da pintura e se expande para diferentes linguagens, investigando as relações entre matéria, espaço, luz e tempo.

Desenvolvida em estreito diálogo com Hicks, a mostra acompanha sua pesquisa sobre o fio como matéria, estrutura e forma de pensamento, em uma prática que atravessa fronteiras entre pintura, escultura, design e artes têxteis. São cerca de 30 obras produzidas nas últimas seis décadas, entre pequenas tecelagens, relevos, esculturas e instalações de escala arquitetônica. O conjunto inclui ainda fotografias realizadas pela artista e pelo fotógrafo chileno Sergio Larrain durante viagens pela América Latina, no final dos anos 1950, e um núcleo de têxteis andinos, referências fundamentais para a formação e o desenvolvimento da prática da artista.

Sheila Hicks, Recife, 2025, Algodão, linho e fibra sintética, 80 cm (diâmetro).

O título O que que é isso? toma emprestada uma pergunta feita pelo então professor Josef Albers à jovem estudante Sheila Hicks durante sua formação na Yale University, nos Estados Unidos. Ao encontrar a aluna experimentando um tear improvisado, Albers perguntou: Was ist das, girl? (“O que que é isso, garota?”). A indagação tornou-se ponto de partida para uma investigação que, desde então, acompanha toda a trajetória da artista. Para além de nomear a exposição, a pergunta sintetiza uma prática baseada na experimentação, na curiosidade pelos modos de fazer e na recusa em submeter sua produção a definições rígidas.

Ao lado de trabalhos de grandes dimensões, como The Soft Side of my Nature e a grande instalação Aprentizaje de la Victoria, a exposição apresenta também alguns exemplares dos Minimes, pequenas tecelagens que a artista vem realizando desde o início de sua trajetória. Os primeiros surgiram de teares improvisados com chassis de pintura e serviram como campo de experimentação com materiais, cores e técnicas observadas em têxteis pré-incaicos. Os mesmos procedimentos de atenção à cor, à textura, à densidade e à organização dos fios reaparecem nas obras monumentais, nas quais a multiplicação de elementos transforma linhas individuais em volumes que se relacionam diretamente com o corpo e a arquitetura.

Entre os trabalhos apresentados estão também as Lianes, série desenvolvida por Hicks desde os anos 1960, formadas por longos cordões de fibras suspensos no espaço. As obras assumem diferentes configurações de acordo com o local em que são instaladas. Nelas, o fio deixa de estar submetido à trama para ganhar espessura, peso e extensão, estabelecendo relações com a gravidade, a arquitetura e o deslocamento do corpo pelo espaço.

Sheila Hicks, Perfuração II, 2023, Tela sobre moldura de madeira com tufos de fibra sintética, 50 x 50 cm.

A relação de Hicks com as tradições têxteis das Américas aparece ainda em um conjunto de peças andinas, cedidas temporariamente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) por meio do Comodato MASP Landmann. O interesse da artista por esses objetos começou durante sua formação em Yale e ganhou outra dimensão a partir de 1957, quando percorreu países da América do Sul, visitando coleções arqueológicas, sítios históricos e contextos nos quais práticas de tecelagem permaneciam vivas. Produzidas em diferentes épocas e regiões dos Andes, as peças evidenciam a diversidade de técnicas, materiais, escalas e funções que Hicks encontrou nessa produção, e que se tornaria uma referência contínua em sua pesquisa.

Simultaneamente à exposição no Instituto Tomie Ohtake, a Nara Roesler São Paulo apresenta, a partir de 29 de agosto, a exposição Autobiografia de um fio, com curadoria de Luis Pérez-Oramas, diretor artístico da Nara Roesler. Foram selecionados mais de vinte trabalhos recentes e inéditos de Sheila Hicks, produzidos desde 2017, que percorrem as diferentes tipologias de sua produção. A relação entre Pérez-Oramas e Hicks se iniciou quando o curador a convidou para participar da 30ª Bienal de São Paulo, em 2012, primeira apresentação dos trabalhos da artista no Brasil. Juntas, as duas mostras oferecem ao público dimensões distintas e complementares da obra de Sheila Hicks, e serão acompanhadas por uma publicação conjunta do Instituto Tomie Ohtake e da Nara Roesler Books.

A exposição Sheila Hicks – O que que é isso? é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e do Instituto Tomie Ohtake. A mostra é apresentada pelo Bradesco e conta com os apoios da BMA Advogados na cota Bronze e da Nara Roesler.

SERVIÇO:

Sheila Hicks – O que que é isso?

28 de agosto a 25 de outubro de 2026

De terça a domingo, das 11h às 19h [última entrada até 18h]

Entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros – SP

Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela

Telefone: (11) 2245-1900

Site: institutotomieohtake.org.br

Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake

Instagram: @institutotomieohtake

Youtube: https://www.youtube.com/@tomieohtake

Loja: www.lojatomie.org.br.

(Com Martim Pelisson/Instituto Tomie Ohtake)

Exposição celebra obra de Guido Totoli inspirada em São Francisco de Assis

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Instituto Italiano de Cultura de São Paulo inaugura, no dia 17 de setembro, a exposição Guido Totoli e São Francisco – Terra, Transformação, Espírito, dedicada à obra do artista italiano Guido Totoli. A mostra encerra o ciclo de iniciativas promovidas pelo Instituto em homenagem aos 800 anos da morte de São Francisco de Assis, celebrado na Itália ao longo de 2026. Com curadoria de Claudia Totoli, filha do artista e responsável por seu acervo, a exposição reúne esculturas, cerâmicas, pinturas e desenhos inspirados na figura de São Francisco de Assis. Desde a infância, Totoli encontrou no santo uma referência espiritual e artística, desenvolvendo ao longo de sua trajetória uma produção marcada pela simplicidade das formas, pela valorização dos materiais e pela relação entre o ser humano, a natureza e a transcendência.

A mostra dialoga diretamente com os valores associados à mensagem franciscana, como a paz, a partilha, o respeito por todas as formas de vida e o cuidado com a Terra. Em suas obras, Totoli apresenta um São Francisco profundamente humano, capaz de estabelecer uma relação de empatia com todas as criaturas, aproximando tradição, espiritualidade e reflexão contemporânea.

A exposição também faz parte de um projeto do Instituto Italiano de Cultura voltado à valorização de artistas italianos que contribuíram para a formação da arte moderna e contemporânea no Brasil.

Nascido na região do Cilento, na Itália, Guido Totoli construiu no Brasil uma carreira reconhecida pela constante pesquisa de materiais e linguagens, transitando entre pintura, escultura, cerâmica e desenho. Em 2025, recebeu do governo italiano a condecoração Cavaliere dell’Ordine della Stella d’Italia, uma das mais importantes honrarias concedidas a cidadãos que fortalecem as relações entre a Itália e outros países por meio de sua atuação profissional e cultural.

Ao reunir diferentes momentos da produção de Guido Totoli dedicados a São Francisco de Assis, a exposição convida o público a refletir sobre a atualidade da mensagem franciscana e sobre o papel da arte como espaço de diálogo entre memória, espiritualidade e transformação.

Sobre o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo

O Instituto Italiano de Cultura de São Paulo é um órgão oficial do Governo Italiano. Foi fundado em 1950 e se dedica a promover a cultura e a língua italiana, além de enriquecer o panorama cultural em sua área de ação com iniciativas voltadas à cooperação ítalo-brasileira neste setor. Localizado em um histórico casarão no bairro de Higienópolis, o Instituto promove concertos, exposições, sessões de cinema, palestras e encontros, e possui uma biblioteca com mais de 23 mil títulos, a maioria em língua italiana, disponíveis para o público. O Instituto é também fonte de informações sobre o país, cursos de língua italiana ministrados na Itália e bolsas de estudo outorgadas pelo Governo Italiano.

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SERVIÇO:

Exposição Guido Totoli e São Francisco – Terra, Transformação, Espírito

Período: 18 de setembro a 7 de novembro

Local: Instituto Italiano de Cultura de São Paulo – Av. Higienópolis, 436 – Higienópolis, São Paulo, SP

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 10h30 às 12h30 e de 13h30 às 17h30.

Entrada gratuita.

(Com Clara Dias Assessoria)