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Companhias aéreas rejeitam inicialmente quase 6 em cada 10 pedidos de indenização elegíveis, aponta estudo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Taxa internacional de rejeição sobe seis pontos percentuais em relação a 2024; pedidos sem resposta representam 31% das rejeições indevidas. Foto: Csaba Nagy/Pixabay.

Um estudo internacional da AirHelp, líder global em assistência a passageiros aéreos, mostra um aumento na proporção de pedidos de indenização elegíveis por atrasos e cancelamentos de voos inicialmente rejeitados pelas companhias aéreas. Entre os pedidos rejeitados indevidamente pelas empresas, a taxa subiu de 52% em 2024 para 58% em 2025. Os dados abrangem diversos mercados, incluindo o Brasil.
A falta de resposta é o motivo mais comum entre as rejeições consideradas indevidas: em 31% desses casos, as companhias aéreas simplesmente ignoram o pedido. Alegações sem comprovação de condições meteorológicas adversas representam outros 25%. Juntas, essas duas situações correspondem a 56% das rejeições indevidas analisadas.

O estudo examinou pedidos de indenização elegíveis processados pela AirHelp em 2025, com base nas respostas iniciais das companhias aéreas. A análise abrange regulamentações da União Europeia, do Reino Unido, do Brasil, da Turquia e da Arábia Saudita, além de outros instrumentos jurídicos, incluindo a Convenção de Montreal. Como a AirHelp continua a dar andamento aos pedidos inicialmente rejeitados sem justificativa, alguns deles podem ser posteriormente aceitos após a apresentação de provas adicionais.

De acordo com as regras aplicáveis a cada caso, as companhias aéreas podem ser dispensadas do pagamento de indenização se demonstrarem circunstâncias que as isentem de responsabilidade. O estudo identifica casos em que os pedidos são ignorados, rejeitados sem explicação ou negados com base em alegações não sustentadas por provas. “Na prática, uma resposta negativa — ou a ausência de resposta — pode desencorajar os passageiros a buscar seus direitos e tornar o processo mais burocrático e complexo. O aumento de 52% para 58% em apenas um ano ilustra a dimensão do problema e as dificuldades que os consumidores enfrentam para obter a indenização a que têm direito”, afirma Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil. “É inaceitável que quase um terço das rejeições indevidas envolva pedidos simplesmente ignorados pelas companhias aéreas. Quando uma empresa alega circunstâncias que a isentariam de responsabilidade, deve apresentar provas que sustentem essa justificativa”, acrescenta.

Na análise da AirHelp, uma rejeição indevida é a recusa inicial de um pedido considerado elegível para indenização. Em 2025, apenas 42% dos pedidos elegíveis foram aceitos na primeira resposta, em comparação com 48% em 2024. Uma rejeição inicial não significa necessariamente que o pedido será negado em definitivo.

Além dos pedidos sem resposta e das alegações não comprovadas de mau tempo, as companhias aéreas atribuem atrasos e cancelamentos a restrições do controle de tráfego aéreo sem apresentar provas (11% das rejeições indevidas). Em outros 10% dos casos, os pedidos são negados sem qualquer explicação. Juntos, os quatro principais motivos representam 77% das rejeições indevidas.

Principais motivos de rejeição em 2025

A participação no total de rejeições indevidas identificadas pela AirHelp é: 1 – Ignorado pela companhia aérea (31%) – Nenhuma resposta é enviada e o pedido é totalmente ignorado; 2 – Condições meteorológicas (25%) – Alega chuva intensa, tempestades, vento, gelo ou baixa visibilidade, mas não há registro de condições meteorológicas adversas na rota; 3 – Restrições do controle de tráfego aéreo (11%) – Atribui o atraso ou cancelamento ao controle de tráfego aéreo sem apresentar provas; 4 – Sem justificativa (10%) – Responde ao pedido, mas não informa o motivo da rejeição; 5 – Termos e condições (3%) – Recusa o pagamento com base em seus próprios termos e condições. É a lei e não as regras da companhia aérea que determina o direito à indenização; 6 – Problemas técnicos (3%) – Alega uma falha técnica que, na maioria dos casos, decorre de problemas evitáveis ou de decisões operacionais. Esse não é um motivo válido segundo quase todas as regulamentações aplicáveis; 7 – Problemas operacionais no aeroporto (3%) – Alega um problema no aeroporto fora de seu controle, mas não apresenta provas, enquanto outros voos operaram no horário; 8 – Ocorrência em voo anterior (2%) – Alega que o atraso decorreu de um voo anterior, sem provas e apesar de haver tempo ou meios para recompor a programação, como o acionamento de tripulação reserva; 9 – Atraso insuficiente – (2%) – Alega que o atraso não foi suficiente para gerar direito à indenização, embora os dados indiquem o contrário; e 10 – Outros (10%) – Inclui greves, problemas aeroportuários e ameaças à segurança. Alguns podem ser motivos legítimos, mas a companhia aérea não demonstra que se aplicavam ao voo.

Compensação ao passageiro
Para solicitar compensação, os passageiros precisam atender a algumas condições. Primeiro, é necessário verificar se o atraso ou cancelamento realmente causou transtornos, estresse ou prejuízos financeiros.

Situações como perder uma consulta médica importante, cancelamento de contrato, perda de emprego ou ausência em um evento pessoal relevante podem gerar pedidos de indenização contra a companhia aérea.

Caso o passageiro tenha sofrido os chamados “danos morais” e consiga comprová-los, há grandes chances de receber compensação financeira de até R$ 10 mil por pessoa.

As chances de receber indenização aumentam quando a companhia aérea é diretamente responsável pelo problema — por exemplo, em casos de falha técnica ou falta de tripulação.

A compensação deve ser abrangente, incluindo reparação por danos psicológicos. Mesmo quando o problema é causado por condições climáticas extremas ou outras situações de força maior fora do controle da companhia aérea, os passageiros continuam tendo direito à assistência adequada e informações claras. “O sistema de direitos dos passageiros aéreos no Brasil é orientado ao consumidor e oferece forte proteção aos viajantes, especificando claramente a assistência que as companhias aéreas devem prestar em caso de interrupções. No entanto, os critérios usados na análise de pedidos de compensação podem exigir interpretação caso a caso e ser desafiadores para quem não possui conhecimento especializado. Entre os principais motivos pelos quais passageiros brasileiros deixam de reivindicar seus direitos estão a falta de conhecimento sobre como fazer a solicitação e o baixo nível de conscientização sobre seus direitos”, afirma Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil.

Leis que protegem os passageiros no Brasil

Os passageiros que viajam no Brasil são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor e pelas normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que constituem os principais marcos legais sobre direitos dos passageiros.

Essas regras definem claramente as responsabilidades das companhias aéreas sempre que ocorrem problemas nos voos.

A legislação brasileira cobre voos domésticos, voos internacionais que partem ou chegam a aeroportos brasileiros e também voos com conexões em território nacional.

Os passageiros são protegidos pela legislação brasileira desde que os voos atendam aos seguintes quatro critérios:

– O voo partiu ou chegou a um aeroporto brasileiro

– O voo foi cancelado com pouco aviso, atrasou mais de duas horas ou sofreu overbooking

– O passageiro não recebeu assistência adequada da companhia aérea

– O incidente ocorreu nos últimos cinco anos.

Para mais informações, visite o site da AirHelp: www.airhelp.com.br.

Sobre a AirHelp | A AirHelp é uma empresa de tecnologia voltada ao setor de viagens que auxilia passageiros em casos de interrupções de voos. Desde 2013, já ajudou aproximadamente 3 milhões de passageiros a receber compensações por atrasos ou cancelamentos. Atualmente, mais de 12 milhões de passageiros utilizam o AirHelp+, e milhões de outros já foram beneficiados pelas informações gratuitas disponíveis no site da empresa. A AirHelp também investe em um futuro mais sustentável, comprometendo-se a plantar uma árvore a cada 100 interrupções de voos. Até o momento, 198.489 árvores já foram plantadas. Ao defender os direitos dos passageiros, a empresa cuida das pessoas e, consequentemente, do planeta. A principal referência mundial em compensação aérea.

(Com Gabriel Lima/ConteúdoInk Comunicação)

Outís chega a São Paulo com cozinha autoral

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Inaugurado nos Campos Elíseos no dia 23 de outubro, restaurante do chef Alex Sotero apresenta menu que reúne referências internacionais e ingredientes brasileiros. Fotos: Divulgação.

A cidade de São Paulo ganhou no dia 23 de outubro um novo endereço dedicado à cozinha O Outís Restaurante, comandado pelo chef e empreendedor Alex Sotero, inaugura em Campos Elíseos com um menu que reúne técnicas, ingredientes e referências acumuladas ao longo de quase 30 anos de carreira, incluindo experiências profissionais em diferentes países. A proposta é transformar esse repertório internacional a partir de ingredientes e referências da gastronomia brasileira.

A construção do menu é resultado direto da trajetória internacional do chef. Durante o período em que viveu e trabalhou fora do país, ele desenvolveu aproximadamente 15 diferentes cardápios, passando por variadas experiências gastronômicas. Para a abertura da nova casa, aliás, sua primeira experiência como empreendedor, ele revisitou esse repertório e selecionou preparos, técnicas e combinações que pudessem ser recriados no Brasil.

“A construção desse cardápio é um apanhado do melhor dos meus últimos anos morando fora do Brasil, de todos esses cardápios elaborados com minha ajuda”, explica o chef. O resultado levado à mesa, ao contrário do que poderia ser imaginado, não reproduz uma gastronomia estrangeira, mas utiliza essas experiências como inspiração e referência para a criação de uma cozinha própria, ou seja, um menu autoral. A proposta está justamente no processo de adaptação: ingredientes e técnicas conhecidos em outros países são reinterpretados a partir do que está disponível no mercado brasileiro.

Entre os destaques do cardápio está a Salada Morna de Frisée com Bacon e Batata, por R$ 34,00 uma entrada que combina folhas delicadas com um preparo quente e intenso. Bacon e batata são cozidos juntos, recebem vinagre e são servidos sobre a salada, criando contraste de temperatura, textura e sabor.

Na seção dos pratos principais, o Frango com Angu, por R$ 72,00, ocupa lugar de destaque. O prato representa, para o chef, uma síntese da própria diversidade da gastronomia ao combinar frango, fubá e quiabo, ingredientes que ele associa a diferentes matrizes gastronômicas — respectivamente, europeia, americana e africana — para construir uma preparação profundamente ligada à cozinha brasileira, mas apresentada sob uma perspectiva autoral. “É uma brincadeira com talvez a combinação de ingredientes mais brasileira possível”, define.

Para o gran finale do menu, a sobremesa também carrega uma trajetória internacional. O Pão de Mel, por R$ 38,00, nasceu de uma preparação que o chef servia na Arábia Saudita e ganhou uma nova leitura durante uma experiência gastronômica no Caribe, quando o chef trabalhou ao lado de uma confeiteira da região. A troca de conhecimentos e a disponibilidade de novos ingredientes levaram à reformulação da receita. “Incorporando conhecimentos novos e lidando com as limitações naturais da vida, torna as coisas melhores”, afirma.

Harmonização com liberdade

A proposta gastronômica do Outís Restaurante também se estende à relação entre comida e bebida. A casa pretende trabalhar com uma visão ampla de harmonização, sem restringir a experiência aos tradicionais vinho e cerveja. Cervejas, refrescos, sucos e outras bebidas poderão ser combinados aos pratos de acordo com suas características. A ideia parte de uma visão de harmonização como ferramenta para potencializar sabores, e não como uma regra limitada a determinadas categorias de bebidas.

A produção artesanal e local também entra nesse conceito. A cerveja artesanal será fornecida por uma cervejaria próxima ao restaurante, enquanto o refrigerante será produzido na própria casa.

Cozinha autoral sem abrir mão da acessibilidade

Apesar do trabalho técnico e da proposta autoral, o Outís Restaurante busca estabelecer uma relação mais acessível com o público. O tíquete médio estimado é de R$ 90 no almoço e R$ 150 no jantar.

A proposta é oferecer pratos elaborados, com diferentes camadas de sabor e referências internacionais, sem transformar a experiência em algo distante da rotina do público. Com aproximadamente 170 metros quadrados, o salão tem capacidade para cerca de 70 pessoas na área interna e foi concebido com cozinha aberta e bar, colocando parte da operação gastronômica no campo de visão dos clientes.

No Outís Restaurante, a trajetória internacional de Alex Sotero serve como ponto de partida, mas não como limite. O chef retorna ao Brasil levando técnicas, sabores e experiências de diferentes cozinhas para transformá-los a partir dos ingredientes encontrados no país.

O resultado é uma cozinha autoral que procura fazer do encontro entre memória, técnica, experimentação e ingredientes brasileiros a sua principal assinatura.

SERVIÇO:

Outís Restaurante | Chef Alex Sotero

Endereço: Alameda Barão de Limeira, 1199 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)

Abertura: 23 de outubro de 2026

Telefone: (11) 92092-2071.

(Com Anne Damião/Tudo em Pauta)

Álbum com Orquestra Jovem Tom Jobim concorre ao Grammy Latino 2026

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Composto por Hermeto Pascoal, “Sinfonia em Quadrinhos” foi gravado pelo grupo da EMESP Tom Jobim, sob regência do maestro Tiago Costa, e disputa o prêmio na categoria de Melhor Álbum de Música Clássica. Fotos: Robs Borges.

A Orquestra Jovem Tom Jobim, grupo ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim, gravou neste ano a obra sinfônica mais emblemática de Hermeto Pascoal, “Sinfonia em Quadrinhos”. Escrita em 1986 e registrada pela primeira vez em estúdio quarenta anos após sua criação, a obra foi lançada em maio nas plataformas digitais e recentemente indicada ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Clássica de 2026.

A gravação teve regência do maestro Tiago Costa, em um projeto sob direção artística do produtor Tiago Gomes a partir de encontro com o próprio Hermeto Pascoal, quando o compositor manifestou o desejo de ver a Sinfonia em Quadrinhos finalmente registrada em estúdio. Além da gravação de uma das criações mais inventivas e ousadas da música brasileira, a Orquestra Jovem Tom Jobim apresentou a obra em dois concertos em junho no Theatro São Pedro, com participações de parceiros de palco de longa data de Hermeto Pascoal, como os pianistas André Marques e Jovino Santos Neto, o saxofonista Jota P e Fábio Pascoal, percussionista e filho do compositor.

Em vez dos tradicionais quatro movimentos, Sinfonia em Quadrinhos é organizada em 31 pequenas peças independentes, como páginas de uma história em quadrinhos, cada uma com sua própria narrativa sonora. Inspirado pelas leituras de seus filhos, como as histórias da Turma da Mônica e do Pato Donald, o compositor concebeu uma estrutura livre, em que cada trecho surge como um novo acontecimento musical. Não há desenvolvimento linear de temas; há invenção constante.

Para o gestor artístico da Santa Marcelina Cultura, Ricardo Appezzato, a indicação ao Grammy Latino valoriza a solidez do trabalho que vem sendo realizado com a Orquestra Jovem Tom Jobim, tendo à frente os maestros Nelson Ayres e Tiago Costa. “É um presente muito bonito que demonstra a importância desse trabalho, tendo a participação dos regentes, alunas, alunos e equipes envolvidas. Esse reconhecimento internacional serve de inspiração, considerando o alto nível do prêmio, especialmente por se tratar de um grupo jovem”, diz.

O resultado com os vencedores do Grammy Latino 2026 será divulgado no dia 12 de novembro de 2026, durante a cerimônia da 27ª edição do prêmio, que será realizada na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

OUTRAS INDICAÇÕES AO GRAMMY LATINO

Essa é uma indicação inédita da Orquestra Jovem Tom Jobim ao Grammy Latino. Entretanto, essa não é a primeira vez que os corpos artísticos da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo são reconhecidos pela premiação.

A Osesp foi contemplada duas vezes pelo prêmio: em 2007, venceu na categoria Melhor Álbum de Música Clássica com o CD “Beethoven – Abertura Consagração e Sinfonia nº 6”; em 2004, músicos da Osesp venceram na mesma categoria, com o álbum “Jobim Sinfônico”, gravado na Sala São Paulo. Sua última indicação foi em 2010, com a obra “Tchaikovsky – Manfred”.

Além disso, docentes do Conservatório de Tatuí também já foram reconhecidos pelo prêmio, como Bruno Pereira (atual coordenador da Big Band do Conservatório de Tatuí) e o trompetista Diego Garbin. Eles foram contemplados com o Grammy Latino em 2018, na categoria Melhor Álbum de Música Instrumental, com o projeto “Hermeto Pascoal No Mundo Dos Sons”, da Hermeto Pascoal Big Band.

ORQUESTRA JOVEM TOM JOBIM

Dedicada especialmente à música popular brasileira orquestral, a Orquestra Jovem Tom Jobim tem uma sonoridade particular. Ao mesmo tempo em que se insere na tradição das orquestras de rádio e TV, também tem características muito peculiares e recentes. Além do jogo de cintura e polivalência dos grupos de antigamente, a Tom Jobim tem uma face contemporânea, fruto de um repertório formado majoritariamente por arranjos concebidos especialmente para o grupo. No palco, alia-se a potência e expressividade de uma orquestra sinfônica (com naipes de cordas, madeiras e metais), à força e energia da seção rítmica (piano, contrabaixo elétrico, guitarra, bateria e percussão). Dessa união, carregada de vitalidade, resulta um som distinto, uma pronúncia tipicamente brasileira da música de concerto. Criado em 2001, durante o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o grupo de difusão e formação musical da EMESP Tom Jobim, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura, possibilita vivência orquestral erudita e popular aos bolsistas, por meio do resgate de obras tradicionais de grandes compositores nacionais, com especial dedicação à obra de Tom Jobim, além de pesquisa e experimentação musical. Toda sua programação, da escolha de repertório à dinâmica de ensaios, é realizada pensando na formação dos bolsistas. Os jovens músicos ensaiam e se apresentam com os solistas convidados, e usufruem de um rico intercâmbio de conhecimentos e vivências. A experiência completa – ensaios de alta intensidade, aulas com convidados que são referência em sua área, e exploração de um repertório versátil e inovador – proporcionam aos jovens músicos não apenas um aprimoramento técnico e estilístico, mas um conhecimento profundo do fazer musical.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Recorde histórico: Brasil ultrapassa 76 milhões de passageiros na aviação doméstica em 2026

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Volume, de janeiro a setembro – o maior da história – é 3,4% maior que o mesmo período do ano passado, quando 74,3 milhões de passageiros voaram pelo país. Foto: Imagem de Leszek Stępień por Pixabay.

O Brasil bateu, mais uma vez, um recorde na aviação doméstica em 2026. De janeiro a setembro, 76,8 milhões de passageiros voaram pelo país – número 3,4% superior aos 74,3 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado. É a primeira vez desde o início da série histórica, em 2000, que o Brasil ultrapassa a marca dos 76 milhões de passageiros.

O mês de setembro de 2026 registrou 8,5 milhões de passageiros, mantendo o patamar recorde alcançado no ano passado.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou mais um recorde no setor. “Os números confirmam o que vivemos na prática: o Brasil voltou a voar alto e a bater recordes históricos no turismo. Ultrapassar a marca inédita de 76 milhões de passageiros no mercado doméstico mostra a força da nossa economia e a confiança do mundo no nosso país”, afirmou o ministro.

Gustavo Feliciano falou ainda sobre o que a estatística significa para a economia nacional. “Cada voo representa mais empregos gerados, mais hotéis movimentados e mais renda injetada de Norte a Sul do Brasil. Esse resultado é fruto de um trabalho integrado para ampliar a conectividade aérea, baratear custos e promover nossas belezas lá fora. O brasileiro está viajando mais pelo seu próprio país e os estrangeiros estão descobrindo cada vez mais as nossas riquezas”, complementou.

O país também registrou recorde no número de passageiros internacionais: foram 22,7 milhões de janeiro a setembro deste ano, ante 21,1 milhões no mesmo período de 2025 (alta de 7,2%). O mês passado foi o maior já registrado também: 2,3 milhões (4% maior que setembro de 2025).

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. Foto: Roberto Castro/MTur.

Analisando o total de passageiros (domésticos + internacionais) o Brasil registrou o maior volume de movimentação aérea da história nos nove primeiros meses do ano: 99,5 milhões de passageiros – número 4,2% maior que os 95,5 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado.

Os dados, compilados pelo Ministério do Turismo, são da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Em alta

O turismo brasileiro vem batendo sucessivos recordes neste ano. Na semana passada, o país alcançou a marca de 7 milhões de turistas internacionais, mantendo o patamar inédito obtido no mesmo período do ano passado. Em 2025, o país atingiu o recorde histórico anual com 9,2 milhões de chegadas de estrangeiros.

Estados como Pernambuco e Rio Grande do Norte já alcançaram, inclusive, a quantidade total de turistas internacionais registrada em todo o ano de 2025.

Os gastos de turistas internacionais foram extremamente positivos para o país: de janeiro a agosto deste ano, pessoas vindas de outros países deixaram R$ 38,7 bilhões na economia do Brasil. O resultado é o maior da história. Os números de setembro ainda não foram divulgados pelo Banco Central.

Já o turismo de negócios atingiu faturamento recorde no Brasil em 2026. Entre janeiro e agosto, o segmento movimentou R$ 9,75 bilhões (um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado). Os números de setembro, divulgados pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), têm previsão de divulgação no fim deste mês.

Os números do emprego também são positivos: em um ano (de agosto de 2025 a agosto de 2026) o turismo gerou 62 mil vagas formais. Hoje, o setor responde por 5% da força de trabalho do país, com 2,42 milhões de pessoas empregadas.

(Fonte: Ministério do Turismo/Governo do Brasil)

Fever apresenta experiências assustadoras para celebrar o Halloween no Brasil

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Histórias de fantasmas, músicas sinistras e contos macabros fazem parte do imaginário do Halloween, data que ganha cada vez mais espaço no calendário cultural brasileiro. Neste mês de outubro, a Fever, principal plataforma tecnológica do mundo para descobrir cultura e entretenimento ao vivo, convida o público a viver essas tradições de três formas diferentes.

No Edgar Allan Poe Speakeasy, em São Paulo, historiadores especializados na obra de Poe dão vida a quatro dos contos mais conhecidos do autor em um ambiente escuro e intimista, e cada história inspira um dos quatro drinques da experiência.

O Candlelight® apresenta edições especiais de Halloween em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Curitiba, com melodias assombradas do cinema, da televisão e do repertório clássico, interpretadas ao vivo por um quarteto de cordas à luz de milhares de velas. O programa inclui “Thriller”, os temas de Psicose e Stranger Things e trechos de O Estranho Mundo de Jack, ao lado de “Dança Macabra”, de Saint-Saëns, e “Uma Noite no Monte Calvo”, de Mussorgsky.

Em A Mente de um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva, em cartaz no Shopping Eldorado, em São Paulo, os visitantes percorrem 20 ambientes imersivos dedicados a casos notórios, recriações de cenas de investigação e ao trabalho que levou criminosos à justiça.

Juntas, essas experiências reúnem ficção gótica, melodias assombradas e true crime em uma programação de Halloween com um toque mais sombrio.

Edgar Allan Poe Speakeasy

Edgar Allan Poe Speakeasy. Fotos: Divulgação/Fever.

Entre em um speakeasy sombrio para uma noite inspirada nos contos góticos de Edgar Allan Poe. Historiadores especializados dão vida a quatro de suas histórias mais conhecidas (“O Coração Delator”, “O Corvo”, “A Máscara da Morte Rubra” e “O Gato Preto”), cada uma harmonizada com um drinque inspirado em seus temas arrepiantes. Opções sem álcool também estão disponíveis.

Onde: São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro – consulte a agenda e disponibilidade em cada cidade

Candlelight® de Halloween

Os concertos Candlelight de Halloween reinterpretam algumas das melodias mais assombrosas do mundo em apresentações ao vivo de um quarteto de cordas. Unindo obras clássicas a trilhas do cinema, da televisão e da cultura pop, o programa traz peças como “Thriller”, de Michael Jackson, o prelúdio de Psicose, de Bernard Herrmann, o tema de Stranger Things e trechos de O Estranho Mundo de Jack, além de “Dança Macabra”, de Saint-Saëns, e “Uma Noite no Monte Calvo”, de Mussorgsky, tudo à luz de milhares de velas. Duração de 60 minutos; a partir de 8 anos (menores de 16 acompanhados por um adulto).

Onde: São Paulo (no MASP e no Grand Mercure São Paulo Ibirapuera), Curitiba e Rio de Janeiro – consulte a agenda e disponibilidade em cada cidade

Mind of a Serial Killer

Produzida pela Exhibition Hub em parceria com a Fever, e após temporadas em Nova York, Seattle e Dublin, a exposição convida o público a mergulhar na psicologia criminal, nas técnicas de investigação e no fenômeno cultural do true crime. Ao longo de 20 ambientes imersivos, documentos, recriações de cenas investigativas e conteúdos audiovisuais ajudam a entender os padrões de comportamento de nomes como Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, John Wayne Gacy e Dennis Rader, o BTK. A experiência inclui ainda uma investigação exclusiva em realidade virtual, na qual o visitante assume o papel de investigador.

Quando: em cartaz, de terça a domingo, das 10h às 22h

Onde: Shopping Eldorado – Av. Rebouças, 3970, Pinheiros, São Paulo (2º subsolo)

Ingressos: a partir de R$ 50. Classificação: 16 anos (menores de 18 acompanhados por um responsável).

Site: mindofaserialkillerexpo.com/sao-paulo

Do true crime aos contos góticos e às experiências imersivas ao vivo, a programação de outubro da Fever oferece diversas formas de mergulhar no lado mais sombrio da temporada.

Seja para quem gosta de suspense psicológico, narrativas teatrais, mistérios ou dos sustos mais tradicionais do Halloween, a programação reúne experiências para diferentes gostos e diferentes tipos de saída à noite em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Curitiba.

(Com Ana Eduarda Ferreira/Feverup)