Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

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Vive la France!: restaurantes para celebrar a Semana da França na capital paulista

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Imagem de u_nkq2bjcdwm por Pixabay.

Para celebrar o Dia da Queda da Bastilha, o dia nacional da França, comemorado em 14 de julho e símbolo da cultura e da história francesas, não é preciso atravessar o Atlântico. Em São Paulo, restaurantes franceses e casas de inspiração francófona transformam a data em uma verdadeira experiência gastronômica, com receitas clássicas, cartas de vinhos e ambientes que remetem aos tradicionais bistrôs de Paris. Em clima de liberté, égalité et fraternité, confira endereços onde é possível brindar à ocasião e saborear alguns dos grandes ícones da culinária francesa.

Blaise

Instalado no térreo do Rosewood São Paulo, o Blaise é inspirado nas brasseries contemporâneas. Guiado pelo conceito farm to table, o restaurante valoriza ingredientes no auge de sua sazonalidade e respeita os ciclos da terra, resultando em uma experiência que combina técnica e afeto. O menu traz pedidas como a Nossa Charcuterie (R$180), com a produção artesanal da casa ladeada por pão tostado, mostarda fermentada e picles de legumes; o Pithivier de Cordeiro (R$240), torta francesa de massa folhada servida com salada de folhas e jus de cordeiro; e o Frango Assado (R$340) e a Paleta de Cordeiro (R$495), que são servidos ao lado de molho de mostarda, destacam a suculência das carnes e a profundidade de sabores. As guarnições completam a experiência com equilíbrio entre textura e frescor, incluindo polenta frita com molho holandês, arroz de abóbora, legumes grelhados e mix de folhas.

Rua Itapeva, 435 – Bela Vista, São Paulo/SP – Fone (11) 3797-0502 | saopaulo.reservas@rosewoodhotels.com | www.rosewoodhotels.com/pt/sao-paulo | @rosewoodsaopaulo.

ICI Brasserie

Com clima descolado e ambiente versátil, a ICI Brasserie é ideal tanto para encontros como para almoços executivos ou mesmo reuniões entre amigos. Entre as pedidas clássicas, está a tradicional Sopa de Cebola gratinada com queijo gruyère (R$62), que pode ser apreciada com um bom vinho tinto; o Steak tartare (R$79, meia porção; R$93 inteira), carro chefe da ICI, feito com carne bovina crua e temperada, picada na ponta da faca, acompanhado de fritas e salada; e o clássico Boeuf Bourguignon (R$98), carne cozida lentamente no molho de vinho tinto, bacon, cenoura, mini cebola e cogumelo, vem acompanhado de purê de batatas.

3 unidades + Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Vila Olímpia, São Paulo/SP | Horário de funcionamento: segunda a quinta das 11h30 às 15h e das 17h30 às 23h, sexta das 11h30 às 23h, sábado das 12h às 23h, domingo das 12h às 22h. | Aceita VR | @icibrasserie.

Marie Cuisine

Inspirado na culinária parisiense, o restaurante traz à mesa o refinamento e a autenticidade que consagraram seu sucesso em Brasília, com menu totalmente voltado para as receitas francesas. A decoração combina o aconchego de um bistrô tradicional à sofisticação de uma casa contemporânea. Os pratos são assinados pelo chef Marcílio Araújo, responsável por conduzir a cozinha da nova casa, juntamente com o chef Raphael De Lucca. Para quem procura os clássicos da cozinha francesa, encontra a Soupe à l’oignon en Croûte Feuilletée (R$93), tradicional sopa de cebola em massa folhada; o Steak tartare, pommes frites et salade verte (R$129 pequeno; R$169 grande), um filet mignon cortado na ponta da faca, temperado, com batatas fritas e salada verde; e o Crème brûlée à l’orange au gingembre et à la vanille (R$59), crème brûlée de laranja com gengibre e baunilha.

Rua Barão de Capanema, 450 – Jardins, São Paulo/SP – Fone: (11) 94086-7900 | Horário de funcionamento: segunda a quarta das 12h às 16h e das 19h à 23h, quinta das 19h às 23h, sexta e sábado das 12h à 0h, domingo das 12h às 18h | @_mariecuisine.

Rendez-Vous

Comandado pela restauratrice Vavy Marigo, o Rendez-Vous é um dos bistrôs franceses mais tradicionais de Pinheiros. Desde 2016, a casa transporta os clientes para o clima dos cafés parisienses, com ambiente acolhedor e um cardápio que percorre do café da manhã ao jantar, valorizando receitas clássicas da culinária francesa. Para celebrar o Dia da Queda da Bastilha, data que marca um dos momentos mais emblemáticos da história da França, o restaurante apresenta um prato especial servido exclusivamente entre os dias 14 e 18 de julho. O destaque é o Arroz de Pato (R$119), preparado com arroz jasmine e coxa de pato confit, acompanhado de cenoura, ervilha e paio salteados. Para harmonizar, o Rendez-Vous também oferece uma carta de drinks cuidadosamente elaborada, complementando a experiência e reforçando a atmosfera charmosa que tornou o bistrô uma referência para quem busca os sabores da França em São Paulo.

Rua Fradique Coutinho, 179, Pinheiros | Telefone (11) 2539-8497 | Horário de funcionamento: de segunda, quarta, quinta e sexta, das 12h às 23h; terça, das 12h às 18h, aos sábados, das 9h às 23h; e aos domingos, das 9h às 18h30 | @rendezvous.bistro.

La Casserole

Fundado em 1954 e localizado no Largo do Arouche, o La Casserole é uma das mais tradicionais casas francesas de São Paulo. Comandada por Marie-France e Leo Henry, preserva clássicos da gastronomia francesa com incorporação de ingredientes e referências brasileiras. No cardápio, destacam-se clássicos como Moule et Frites (R$ 118), mexilhões com molho ao vinho branco e ervas e batatas fritas; os Escargots (R$ 99), servidos como na região de Borgonha, na manteiga de alho e ervas; e o Canard à l’orange (R$ 174), pato confitado ao molho de laranja servido com batatas “soufflées”. Para adoçar, o tradicional Crêpes Suzette (R$ 44), panqueca flambada com laranja, Grand Marnier e conhaque.

Largo do Arouche, 346 – Centro, São Paulo | (11) 3331-6283 | Horário de funcionamento: segunda, das 12h às 15h; terça e quarta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; quinta e sexta, das 12h às 15h e das 19h à 00h; sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 00h; domingo, das 12h30 às 16h30 | lacasserole.com.br | lacasserole1954.

Le Freak

Ocupando um endereço tombado no Centro, o Le Freak parte de referências francesas para construir um cardápio livre, moderno e paulistano, sob comando do chef Juan Pablo Montes. A ideia da casa é reinterpretar clássicos da França a partir das lentes de São Paulo, a exemplo do The “Bikini” Pithivier (R$ 61), entrada de massa folhada recheada com queijo mussarela e presunto royale, finalizada com Jus (redução de caldo de ossos bovinos montada com manteiga e creme de leite); ou do Denver Steak au Poivre (R$ 128, para dois). Vale encerrar a refeição com o delicado Îles Flottantes (R$ 44), ovos nevados com creme inglês, frutas frescas e amêndoas laminadas.

Avenida São Luís, 282 — Centro, São Paulo | Horário de funcionamento: terça a sexta, das 19h à 00h; sábado, das 12h à 00h; domingo, das 12h às 17h | lefreak.menu | lefreak.menu.

(Com Ligia Prestes Fernandes/Comida Midia)

Exposição inédita “Território de passagem” leva ao MIS a primeira individual de Ruchita em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com curadoria de Brunno Almeida Maia e direção de arte e expografia de Leandro Leão, mostra reúne videoartes e séries fotográficas, além de ativações e lançamento de um livro da artista multimídia curitibana. Foto: Divulgação.

Nascida em Curitiba e radicada em Florianópolis, a artista multimídia Ruchita inaugurou no dia 11 de julho de 2026 no MIS – Museu da Imagem e do Som a exposição “Território de passagem” – sua primeira individual na capital paulista. Com visitação gratuita até 24 de agosto, a mostra, que inclui o lançamento do livro “Todo momento de achar é um perder-se a si própria” e uma série de ativações, foi concebida especialmente para o MIS e apresenta oito obras produzidas entre 2017 e 2025. São videoartes e séries fotográficas que investigam as relações entre corpo, tempo e memória.

Com curadoria de Brunno Almeida Maia e direção de arte e expografia de Leandro Leão, a individual reafirma a proposta de levar ao público a linguagem da videoarte, articulando elementos performáticos, audiovisuais e fotográficos em uma proposta imersiva e não linear. A exposição inédita estabelece, ainda, um diálogo direto com o acervo de videoarte do MIS, referência nacional e na América Latina, com mais de 5 mil títulos produzidos e catalogados desde os anos 1970. Ao inserir a produção de Ruchita nesse contexto histórico, “Território de passagem” aproxima a pesquisa e a produção da artista a uma tradição experimental marcada por nomes como Walter Zanini, Letícia Parente, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Arthur Omar.

“Existe ainda uma centralização forte na produção do eixo Rio-São Paulo, e artistas do Sul, do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste encontram barreiras de visibilidade. Fazer minha estreia em São Paulo, justamente no MIS, tem um significado importante para mim – e divido esse sentimento com outros artistas que são sub-representados – sobretudo porque meu trabalho multimídia tem foco no audiovisual”, comemora Ruchita. “O vídeo ainda enfrenta resistência institucional em comparação a outros suportes, como a pintura ou a escultura, mas não há como negar que a tecnologia tem atravessado cada vez mais a produção artística contemporânea. Nesse sentido, o MIS sempre teve um papel relevante de projeção e reconhecimento.”

Partindo de experiências pessoais traduzidas em performances para a câmera, Ruchita coloca seu próprio corpo como campo de experimentação artística e desenvolve trabalhos em fotografia, instalação e vídeo que evidenciam a transitoriedade entre retrato e autorretrato. Em “Território de passagem”, suas investigações são atravessadas por questões existenciais, psicológicas e simbólicas, articulando aspectos íntimos e coletivos da experiência humana.

Estruturada a partir de dois eixos curatoriais – “O Corpo Inacabado” e “O Corpo é Tempo” –, a exposição reúne obras que abordam temas como vulnerabilidade, transcendência, repetição, impermanência e dissolução. No primeiro eixo, a série “Não sou finito” (2018) documenta a ação performática de uma videoinstalação em duas telas que flagram o corpo da artista amarrado a uma árvore – representando amarras sociais e mentais – e a tentativa de alcançar o infinito puxando uma corda suspensa, gesto repetitivo que aproxima o corpo do intangível.

Já a série inédita “Alternar-se” (2025/2026) mergulha na experiência de convívio diário da artista com o diabetes. Utilizando mel e sangue como metáforas, Ruchita compõe um ensaio visual e sonoro que explora os altos e baixos de seu cotidiano. Em “Limiares”, a artista escreve com sangue sobre espelho um gráfico de oscilações de taxas de glicemia; em “Compasso”, um lenço vermelho traduz essa inconstância; em “Abismo”, o reflexo em uma poça de mel evoca uma dor corporalizada; em “Um corpo que me rodeia”, o mel escorre pelo corpo de Ruchita, evidenciando movimentos que escapam de nosso controle e nos atravessam.

“‘Alternar-se’ nasce de algo que atravessa meu corpo, minhas emoções e minha rotina”, afirma Ruchita. “Senti que era importante falar sobre esse tema porque os números seguem crescendo. Hoje, mais de 16 milhões de pessoas convivem com diabetes no Brasil e quase 600 milhões de pessoas no mundo. Então, essa obra funciona também como um convite para a observação do corpo e do cuidado cotidiano”, conclui.

As 23 fotografias de “Des-continuum” – registros de sangue e mel sobre papel, expostas sem moldura – rompem limites físicos e simbólicos. A obra “Um estado claro de ambiguidade” (2017-2018) completa o primeiro eixo da exposição. Nela, doze pessoas têm a visão obliterada por um espelho que reflete os olhos da artista. Ao lado da tela de exibição do vídeo, um autorretrato impresso de Ruchita é fixado diretamente sobre a parede, contendo o mesmo pedaço de espelho colado que sobrepõe seu olhar. Assim, os olhos do espectador estarão refletidos no lugar dos olhos da artista – uma reflexão sobre retrato, autorretrato, alteridade e um convite a se conectar à experiência do outro.

No segundo eixo, “O Corpo é Tempo”, a série “Face à impermanência” investiga duração e efemeridade em diálogo com a cultura japonesa do Wabi-Sabi (que defende que nada é acabado, permanente ou perfeito). O tríptico é composto de duas obras audiovisuais e uma instalação fotográfica. Em “Esse movimento perpétuo” (2018), uma videoinstalação registrada na praia de Naoshima e projetada sobre areia real depositada no chão exibe a imagem da artista, que surge e desaparece em sintonia com algas que se decompõem, simbolizando a fusão do indivíduo na natureza e o ciclo eterno de decomposição e reintegração. Já em “Estar sem estar” (2018), Ruchita permanece imóvel por horas no cruzamento de Shibuya, em Tóquio, enquanto a multidão passa em ritmo frenético – projetado em loop, o vídeo, de 8’09” e dimensões variáveis, foi filmado em câmera lenta para acentuar o paradoxo entre contemplação zen e velocidade urbana, um choque que também ecoa no cotidiano da metrópole paulistana.

“A performance sempre foi a base do meu trabalho. Meu processo criativo parte de experiências internas, de questões que eu tento externalizar por meio da imagem”, explica Ruchita. “Tudo surge dessa investigação pessoal, dessa busca existencial que me acompanha desde muito nova. O corpo acaba se tornando um lugar de percepção, experimentação e transformação. É a partir dele que tento criar conexões com o outro”, conclui a artista.

Trajetos livres de visitação

A expografia de “Território de passagem” foi concebida para evitar percursos lineares e estimular diferentes possibilidades de circulação do público. A partir de um prisma central e de planos inclinados que redesenham a espacialidade da Sala Maureen Bisilliat, o projeto assinado por Leandro Leão propõe uma experiência de deriva, aproximando corpo, imagem, som e arquitetura. Ao invés de uma sequência fixa de leitura, a exposição convida o visitante a construir seu próprio trajeto.

“A seleção das obras foi construída de forma muito cuidadosa para que diferentes períodos da produção da Ruchita dialogassem entre si dentro dos eixos da mostra”, afirma Almeida Maia. “A própria expografia procura traduzir isso espacialmente, criando relações entre vídeo, fotografia, arquitetura e deslocamento. A mostra também é marcada por atravessamentos de território e de gênero. No contexto institucional, a videoarte brasileira foi historicamente associada a uma produção masculina e concentrada entre Rio de Janeiro e São Paulo. Inserir uma artista mulher, vinda de fora desse eixo, é reconhecer e dar visibilidade a transformações importantes na arte contemporânea brasileira”, conclui o curador.

Além da exposição, “Território de passagem” contará com uma programação de ativações que inclui um bate-papo sobre videoarte contemporânea com Ruchita, o curador Brunno Almeida Maia e a videoartista e pesquisadora Márcia Beatriz Granero. O programa contempla ainda: visitas mediadas; oficina de experimentações em videoarte; ações de registro audiovisual para o acervo institucional do MIS; e o lançamento de “Todo momento de achar é um perder-se a si própria”, livro que compila a produção da artista entre 2017 e 2025. 

Sobre Ruchita

Artista multimídia nascida em Curitiba (PR, 1979), Ruchita cria obras que abrangem fotografia, instalações, vídeos e performances. Atualmente, vive e trabalha em Florianópolis (SC). Ao longo de sua trajetória, morou, estudou e trabalhou em Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), San Diego (California, EUA), Miami (Flórida, EUA) e Rio de Janeiro (Brasil). Graduou-se em Comunicação Audiovisual no International Fine Arts College de Miami. Inaugurou, em 2024, a exposição individual “Estou/Sou”, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro. Apresentou, em 2023, a individual “Face à Impermanência”, no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC). Entre 2019 e 2020, integrou as mostras coletivas “Le delicate storie dell’arte del cambiamento”, na PaviArt, em Pavia, Itália, e “Deus Ex Terra”, no Contemporary Art Observatorium, em Lavagna, Itália. Suas obras foram expostas também no Labora Photo Prix Madrid. Expôs na semana da ARCO na HYBRID – International fair for emerging Art, em Madri, e posteriormente na JustLX- Lisboa Contemporary Art Fairno Museu da Carris, Lisboa. Realizou doze exposições individuais em Santa Catarina entre 2017 e 2025. Participou, ainda, de cinco coletivas no Brasil, quatro exposições no exterior e 27 festivais internacionais, com premiação em nove deles. 

Sobre Brunno Almeida Maia

Brunno Almeida Maia é doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU–USP), onde desenvolve pesquisa sobre as relações entre moda e arquitetura. É mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atua como curador, pesquisador e docente em diversas instituições culturais e acadêmicas. Destacam-se seus trabalhos de curadoria nas exposições e ciclos realizados na Casa Museu Eva Klabin, no Rio de Janeiro, Casa Museu Ema Klabin, em São Paulo, no Sesc Avenida Paulista e no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc–SP, bem como sua participação no Grupo de Práticas e Estudos em Curadoria (GPEC/FAU–USP). Foi residente do Núcleo de Estudos Contemporâneos do Museu da Imagem e do Som (NECMIS) e organizador da jornada em homenagem ao centenário de Gilda de Mello e Souza. Como educador, leciona em instituições como USP, IED, Senac, FAAP, Belas Artes, MASP, MAM-SP, MIS e Paço das Artes de SP, com foco nas intersecções entre moda, arte, literatura e cultura material. Publicou ensaios em revistas acadêmicas e culturais, como a Revista Zum (IMS), Revista Dissonância de Teoria Crítica da Unicamp, Fundação Bienal de São Paulo, a Revista do CPF-Sesc e Revista do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP). É autor do livro “Moda, corpo e vestimenta” (2016), além de contribuir com capítulos em obras coletivas. Sua mais recente publicação é “Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo” (2025).

Sobre Leandro Leão

Leandro Leão é arquiteto e designer e doutorando em dupla titulação pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU–USP) e pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS-Paris). É mestre na área de História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo pela FAU-USP. Graduou-se em Arquitetura e Urbanismo na mesma instituição, com estágio em pesquisa pela EHESS-Paris. Tem especialização em Arquitetura da Paisagem pelo Centro Universitário Senac, em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e em Estilismo pela ESMOD-Paris. Foi professor convidado pelo Senac-SP nas áreas de Arquitetura e Desenho. Desenvolve pesquisas acadêmicas na área de História da Arte e História da Arquitetura desde 2009. Trabalhou como colaborador em destacados escritórios do Brasil, como Pedro Paulo de Melo Saraiva, Base Urbana e Artifício Arquitetura. Seus trabalhos receberam dezenas de reconhecimentos nacionais e internacionais, incluindo prêmios do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), do Latin America Design Award e do DNA Paris. É membro da Society of Architectural History e da European Architectural History Network.

SERVIÇO:

Exposição “Território de passagem”

Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) – Espaço Maureen Bisilliat

Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Data: de 11 de julho a 24 de agosto de 2026

Visitação gratuita: terças a sextas, 10h às 19h; sábados, 10h às 20h; domingos e feriados, 10h às 18h. Ativações gratuitas (sujeitas a lotação): visita mediada (20.8, 19h30); bate-papo (21.8, 19h30); oficina de experimentação em videoarte (22.8, 10h).

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.

(Com Diego Andrade de Santana/Baobá Comunicação)

Teatro Bradesco revisita história da Bossa Nova em novo episódio do projeto “Entre Cenas”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Imagem: Divulgação.

Com o propósito de aproximar o público dos bastidores das grandes produções que compõem sua programação, o Teatro Bradesco apresenta mais um episódio do projeto “Entre Cenas”. Desta vez, a atração convida a audiência para uma imersão no universo de “Tom Jobim Musical”, espetáculo que retrata a trajetória de um dos maiores compositores da música brasileira. O conteúdo já está disponível nas redes sociais e no canal oficial do Teatro Bradesco no YouTube (link).

Conduzido por Lucas da Purificação, ator que interpreta Jair Rodrigues na montagem, o episódio leva os fãs de teatro musical a uma viagem pelos bastidores da superprodução, revelando os processos criativos e os desafios que acontecem longe dos holofotes. Ao percorrer diferentes áreas da produção, o especial mostra como cenografia, figurinos, caracterização, direção musical e operação de palco se unem para recriar momentos marcantes da trajetória de Antônio Carlos Jobim e da história da Bossa Nova.

Ao longo da jornada, Lucas conversa com profissionais que fazem a montagem acontecer dentro e fora dos palcos, como a diretora residente Daniela Stiburlov, a diretora de palco Camila Chiba, o chefe de camarim André Rocha, o maestro Rodrigo Bartsch e o chefe de perucaria Amandão. O conteúdo também traz encontros com os atores Elton Towersey, Leopoldo Pacheco e Rodrigo Salva, intérpretes de Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto, que compartilham histórias e bastidores sobre os artistas que ajudaram a projetar a música brasileira para o mundo.

Com texto de Nelson Motta e Pedro Brício e direção de João Fonseca, “Tom Jobim Musical” acompanha diferentes fases da vida de Antônio Carlos Jobim, desde sua juventude em Ipanema até o reconhecimento internacional. A montagem reúne um elenco de 19 atores e 9 músicos em cena e revisita clássicos como “Garota de Ipanema”, “Chega de Saudade”, “Águas de Março” e “Wave”, além de destacar personagens fundamentais para a consolidação do movimento que transformou a música brasileira em uma referência global.

Sobre “Entre Cenas”

Com uma abordagem descontraída e acessível, o “Entre Cenas” é um projeto do Bradesco em parceria com a Opus Entretenimento, oferecendo uma experiência digital com os bastidores dos espetáculos que compõem a programação da casa, explorando todo o universo teatral por meio de vídeos que prometem empolgar a audiência em qualquer lugar que esteja. O projeto já contou com a participação da atriz Dani Calabresa apresentando os bastidores do musical “O Jovem Frankenstein” e o maestro Luciano Camargo com o universo das óperas de “O Barbeiro de Sevilha”.

Para acompanhar todos os episódios e as novidades do “Entre Cenas”, basta acessar o site oficial (link) e seguir as redes sociais por meio dos perfis @teatrobradesco.

SERVIÇO:

Tom Jobim Musical

Local: Teatro Bradesco

Data: 12 a 28 de junho

Classificação: 10 anos. Menores de 18 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis e crianças até 24 meses de idade que ficarem no colo dos pais não pagam.

Mais informações: @teatrobradesco.

(Com Adolfo Morais/Máquina Cohn&Wolfe)

Fazenda Sant’Anna Hotel and Wellness: quando o hotel vira o principal destino da viagem

Amparo, SP, por Kleber Patricio

Reinaugurado no fim de 2025 após mudança de gestão, empreendimento reposicionou proposta de hospedagem ao combinar preservação da história de uma antiga fazenda cafeeira com estrutura voltada ao bem-estar, ao contato com a natureza e ao lazer para diferentes perfis de viajantes. Fotos: Juan Gasparin/Divulgação.

A menos de duas horas da capital paulista, a Fazenda Sant’Anna Hotel and Wellness, em Amparo, passou a ocupar um novo espaço no turismo de proximidade. Reinaugurado no fim de 2025 após mudança de gestão, o empreendimento reposicionou sua proposta de hospedagem ao combinar a preservação da história de uma antiga fazenda cafeeira com uma estrutura voltada ao bem-estar, ao contato com a natureza e ao lazer para diferentes perfis de viajantes.

Localizada a cerca de 125 quilômetros de São Paulo, a propriedade está inserida em uma área de aproximadamente 1,6 milhão de metros quadrados. O acesso inclui pouco menos de dois quilômetros de estrada de terra, trecho que antecede a chegada ao hotel e marca a transição entre o ambiente urbano e a paisagem rural da região do Circuito das Águas Paulista.

Embora a reinauguração tenha ocorrido recentemente, a história da fazenda remonta ao século 19, quando a propriedade se destacou na produção de café. Parte desse patrimônio permanece preservada na arquitetura, nos ambientes internos e em elementos originais, como mobiliário restaurado, ladrilhos hidráulicos e construções históricas, que ajudam a contar a trajetória do imóvel ao longo das décadas.

A proposta da nova fase é transformar a hospedagem em uma experiência em que o próprio hotel se torna o destino. O conceito reúne natureza, descanso e atividades distribuídas pela propriedade, reduzindo a necessidade de deslocamentos para atrações externas durante a estadia.

Da fazenda de café ao hotel de wellness

A estrutura conta com 42 acomodações distribuídas entre três áreas distintas: Sede Histórica, Recanto Capela e Refúgio Jaboticabeira. Os quartos preservam referências da arquitetura original da fazenda e acomodam desde casais até famílias de quatro pessoas no mesmo quarto.

O projeto também manteve áreas verdes e uma zona de manejo sustentável onde são cultivados mogno-africano e eucalipto. Ao longo da propriedade existem trilhas, lagos, mirantes e uma cachoeira acessível por caminhada, além de espaços destinados à observação da paisagem e ao contato com a natureza.

Entre as atividades disponíveis estão caminhadas, passeios de bicicleta, pesca esportiva, academia, piscinas, sauna, quadras esportivas e espaços de recreação infantil. A programação inclui ainda monitoria para crianças, permitindo que famílias encontrem opções de lazer para diferentes faixas etárias durante a hospedagem.

Esse reposicionamento ampliou o público do empreendimento, que passou a receber não apenas casais em busca de descanso, mas também famílias interessadas em experiências ao ar livre sem renunciar à infraestrutura de um hotel.

Terapias integrativas em área de 3 mil m²

Um dos principais investimentos da nova fase da Fazenda Sant’Anna Hotel and Wellness é o Quintaessência Spa, instalado em uma área de 3 mil metros quadrados dedicada ao bem-estar. O espaço reúne salas para tratamentos, duchas terapêuticas, áreas de relaxamento e o chamado Lago das Sensações, concebido para estimular diferentes percepções durante a experiência dos hóspedes.

O Lago das Sensações integra elementos naturais à proposta do spa. O ambiente abriga carpas e espécies aromáticas distribuídas em seu entorno, enquanto um percurso permite que os visitantes caminhem pelo perímetro orgânico com os pés em contato direto com a água, em uma experiência voltada à estimulação sensorial.

A programação reúne terapias alternativas e biofísicas coordenadas por Sueli Michelini, profissional com formação em estética, cosmetologia e biofísica aplicada à saúde, e pelo terapeuta naturista Cesar Boubeé, que atua com tecnologias biofísicas e harmonização energética. Os atendimentos seguem uma abordagem integrativa, combinando práticas tradicionais e recursos contemporâneos, com foco no bem-estar físico, emocional e energético.

Além das massagens e dos tratamentos corporais, o Quintaessência Spa oferece duchas terapêuticas, hidromassagens, escalda-pés e protocolos desenvolvidos a partir dessa abordagem multidisciplinar, ampliando a proposta de wellness que orienta o reposicionamento do hotel desde sua reinauguração.

História preservada e natureza como cenário

A história da Fazenda Sant’Anna começou no início do século 20. Em 1913, os primeiros proprietários implantaram um cafezal com cerca de 11 mil pés distribuídos em nove alqueires, além de pequenas produções agropecuárias, entre elas a criação de gado leiteiro. A atividade cafeeira marcou os primeiros anos da propriedade e ajudou a consolidar a fazenda na região de Amparo.

Em 1957, sob uma nova administração, a sede da fazenda passou por importantes reformas e processos de modernização. Onze anos depois, em 1968, a propriedade mudou novamente de donos, passando por adaptações estruturais e pela reorganização de seus ambientes internos. Foi exatamente nesse período que a fazenda começou a receber visitantes em busca de lazer, antecipando a vocação turística que seria consolidada nos anos seguintes.

A transformação definitiva ocorreu em 1985, quando a propriedade foi convertida em hotel. Para atender ao novo uso, a sede histórica passou por uma ampla reformulação. Antigos quartos deram lugar a apartamentos, novos banheiros foram construídos, paredes foram removidas para ampliar os ambientes e espaços antes destinados à cozinha, copa, cocheiras e garagem ganharam novas funções voltadas à hospedagem. A piscina também foi remodelada e continua sendo abastecida por água de uma nascente existente na propriedade.

Dois anos depois, em 1987, foi construída a capela que atualmente recebe celebrações como casamentos e batizados. Ao longo das sucessivas transformações, elementos da antiga fazenda foram preservados, entre eles os ladrilhos hidráulicos do casarão, o mobiliário de época, objetos decorativos e uma pequena capela de construção anterior, onde permanece a imagem de Nossa Senhora do Amparo.

Desde a reinauguração, no final de 2025, o empreendimento passou a ser administrado pelo mesmo grupo responsável pelo Grand Resort Serra Negra, mantendo a proposta de preservar o patrimônio histórico enquanto amplia a oferta de experiências voltadas ao bem-estar e ao turismo de natureza. Para mais informações, acesse santannafazenda.com.br.

(Com Eliria Buso/Assimptur)

Los Ferrer – Fernando Ferrer & Filhos apresentam “Memórias Cubanas” no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Entre canções e relatos, espetáculo percorre lembranças, afetos e paisagens sonoras da cultura cubana. Foto: Rubens Macedo.

No dia 17 de julho, às 21h, o Teatro do Sesc Belenzinho recebe o espetáculo Memórias Cubanas”, do trio Los Ferrer. Formado pelo músico Fernando Ferrer e seus filhos, Hanser Ferrer e Fernando Ferrer Jr., o grupo reúne três gerações de artistas em uma apresentação inédita que atravessa histórias familiares, tradições musicais e lembranças da cultura cubana.

Memórias Cubanas é um encontro entre diferentes vivências construídas ao longo de uma trajetória dedicada à música. Em cena, pai e filhos compartilham influências, experiências e referências que moldaram suas identidades artísticas, revelando como um mesmo legado pode ser reinterpretado por distintas gerações.

O repertório foi concebido a partir de momentos marcantes vividos pela família em Cuba e costurado por relatos breves que ajudam a contextualizar as canções e suas origens. Entre músicas e narrativas, o público é convidado a percorrer paisagens afetivas.

O espetáculo reforça a música como elo entre gerações. Com interpretações que unem canto, dança e execução instrumental, Los Ferrer traduzem a vitalidade da música cubana em uma apresentação marcada pela celebração de suas raízes culturais.

Ficha Técnica

LOS FERRER

Fernando Ferrer (Cuba) – voz

Hanser Ferrer (Cuba) – voz, piano, arranjos, direção musical

Fernando Ferrer Jr (Cuba) – voz, sax

Músicos

Gustavo Martinez (Colômbia) – contrabaixo

Ed Woiski (Brasil) – tres e guitarra

Rodrigo Bueno (Brasil) – bateria e timbal

Alexis de Armas (Cuba) – bongô, campana e coros

Franklin Santos (Brasil) – congas

Liena Centeno (Cuba) – trombone e coros

Julito Yalle (Peru) – trombone e coros

Totty Bone (Brasil) – trombone.

SERVIÇO:

Show Los Ferrer – Fernando Ferrer & Filhos “Memórias Cubanas”

Sexta, 17/07, às 21h

Valores: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Plena – Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Teatro (374 lugares). Classificação: 12 anos. Duração:  90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Com Andressa Santiago/Sesc Belenzinho)