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Europamundo e Conselho de Turismo da República Tcheca promovem novos roteiros para descobrir o país em profundidade

Republica Tcheca, por Kleber Patricio

Praga. Foto: Divulgação/Europamundo.

A Europamundo, em colaboração com o Conselho de Turismo da República Tcheca, reforça seu compromisso com o destino com um programa ampliado que permite aos viajantes descobrir o país de uma forma mais completa, cultural e experiencial. A empresa oferece atualmente 249 roteiros que incluem a República Tcheca, quatro dos quais são exclusivos e focados no destino, consolidando sua posição como uma das operadoras de turismo com as ofertas mais especializadas no país.

Este programa foca em uma República Tcheca que vai além de Praga, integrando regiões como Boêmia e Morávia e combinando cidades históricas, Patrimônios Mundiais da Unesco, natureza e experiências locais.

Pilsen.

Um dos roteiros mais representativos abrange locais importantes como Praga, Pilsen, Tábor, Český Krumlov, Brno e Kutná Hora, permitindo que os viajantes mergulhem na história, arquitetura e identidade cultural do país. O programa inclui experiências únicas, como uma visita à cervejaria Budweiser com degustação, acesso aos jardins do Palácio de Lednice — Patrimônio Mundial da Unesco —, uma visita ao Palácio de Valtice com degustação de vinhos locais e uma exploração das Grutas de Punkva com um passeio de trem turístico e navegação subterrânea.

Além disso, o roteiro incorpora locais icônicos como o Castelo de Praga, a Ponte Carlos e o Ossuário de Sedlec, juntamente com paradas em cidades e paisagens medievais que reforçam o caráter autêntico do destino. A proposta está alinhada com a abordagem da Europamundo de desenvolver roteiros próprios que permitam uma maior imersão no destino, incorporando experiências inclusas, visitas cuidadosamente selecionadas e uma operação projetada para facilitar as vendas para agências de viagens. Com esta iniciativa, a Europamundo e o Conselho de Turismo da República Tcheca reforçam o seu compromisso conjunto de promover o destino e posicioná-lo como uma das opções mais atrativas dentro do programa europeu. “A República Tcheca sempre foi um destino muito importante para a Europamundo e mantemos uma excelente relação com o seu Conselho de Turismo há anos. Com este programa, reforçamos o nosso compromisso de continuar a expandir e aprimorar as nossas ofertas, focando em roteiros que nos permitam descobrir o país com maior profundidade e que proporcionem um valor real tanto para os viajantes como para os agentes de viagens”, afirma Lucas Ozuna, diretor comercial para a América Latina.

Sobre a Europamundo Vacaciones

Český Krumlov.

Criada há quase 30 anos, a Europamundo Vacaciones (EMV) é líder em circuitos rodoviários pela Europa e detentora de roteiros exclusivos em inúmeros outros países, entre eles os quais estão Estados Unidos, Canadá, México, Costa Rica, Japão, Turquia, Egito, Jordânia e Marrocos.

Com sede em Madri, na Espanha, onde tem mais de 250 funcionários, a empresa tem representantes nos principais países das Américas, África e Ásia. Seus mais de 440 guias conduzem entre 180 e 200 mil passageiros por ano, nos seus mais de 2.000 circuitos rodoviários diferentes. Mais informações estão disponíveis no site.

(Com Marcia Leite/Comunica Hub)

Orquestra em Cena leva espetáculo gratuito ao Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, em Campinas

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Drigo Diniz.

Com a proposta de aproximar o público da música orquestral de forma inclusiva, vibrante e contemporânea, o projeto Orquestra em Cena realiza uma apresentação especial no dia 27 de maio, às 20h, no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, em Campinas. O evento é gratuito, acessível a PCD, e os ingressos podem ser reservados pelo site Ingresso Digital.

Mais do que um espetáculo, Orquestra em Cena é uma iniciativa cultural que integra música orquestral, dança e canto, promovendo o encontro entre diferentes formas de expressão artística. Ao focar na tradição orquestral, o projeto busca não apenas valorizar e preservar a riqueza da música clássica, mas também destacar sua relevância contínua na cena cultural contemporânea. A proposta oferece entretenimento de alta qualidade, promovendo a fusão entre diferentes linguagens artísticas e proporcionando ao público momentos emocionantes e inesquecíveis.

O maestro FeOliver.

Além disso, o projeto reafirma seu compromisso com a ampliação do acesso à cultura, sendo inclusivo e acessível para uma audiência diversificada. Ao contribuir para o fortalecimento da identidade cultural local, a iniciativa busca criar um impacto positivo na comunidade, promovendo integração e fortalecendo os laços comunitários por meio de uma experiência artística única que enriquece o panorama cultural.

A realização é do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com produção da AH7 Gestão Cultural, em parceria com a C7 Arte e Cultura e a Full House Produções Culturais. O projeto conta com o patrocínio da Chem-Trend, da SurTec e da EagleBurgmann – empresas do Grupo Freudenberg –, além do apoio da ClassRock.

Sob a regência do maestro FeOliver, violinista e diretor artístico reconhecido por unir técnica e sensibilidade em performances marcantes, o espetáculo reúne grandes sucessos do rock internacional em arranjos sinfônicos envolventes. No palco, o público também poderá acompanhar a presença e a potência vocal de Stephanie Lii, artista que vem conquistando plateias no Brasil e no exterior com interpretações emocionantes e forte presença cênica.

O repertório é uma celebração da força da música contemporânea reinterpretada pela linguagem orquestral. O programa inclui:

Abertura (suíte orquestral)

Another One Bites the Dust / Under Pressure (Queen)

Californication / Otherside (Red Hot Chili Peppers)

Smooth Criminal / Billie Jean (Michael Jackson)

Livin’ on a Prayer (Bon Jovi)

Skyfall (Adele)

Easy on Me / Turning Tables (Adele)

Someone Like You (Adele)

Set Fire to the Rain (Adele)

Rolling in the Deep (Adele)

We Are the Champions (Queen)

Dream On (Aerosmith)

Sweet Child O’ Mine (Guns N’ Roses)

The Final Countdown (Europe)

The Show Must Go On (Queen)

Try (P!nk)

Beautiful Things (Benson Boone)

A promessa é de uma noite única, para se emocionar e se encantar com a força da arte feita com propósito: levar cultura de qualidade a todos.

SERVIÇO:

Orquestra Em Cena (evento gratuito com regência do maestro FeOliver e participação especial da cantora Stephanie Lii)

Data: 27 de maio de 2026 (quarta-feira)

Horário: 20h

Local: Teatro Oficina do Estudante Iguatemi
(Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina, Campinas/SP)

Entrada gratuita: Ingressos disponíveis a partir de 13/05 em Ingresso Digital

Capacidade: 515 lugares

Classificação: Livre

Acessibilidade: Evento acessível a PCD (pessoas com deficiência)

Realização: Ministério da Cultura (Lei de Incentivo à Cultura) – ProNAC 2410303

Patrocínio: Chem-Trend, SurTec e EagleBurgmann, empresas do Grupo Freudenberg

Apoio: ClassRock

Produção: AH7 Gestão Cultural em parceria com a C7 Arte e Cultura e Full House Produções Culturais.

(Com Valéria Cabrera)

SPCD apresenta Ateliê de Criação 2026 no CCSP

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Casa Flutuante, de Beatriz Hack. Foto: Iari Davies.

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) realiza duas apresentações gratuitas no CCSP (Centro Cultural São Paulo), na capital. Os espetáculos acontecem nos dias 29 e 30 de maio, às 20h. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados nas bilheterias física e digital a partir das 14h do dia anterior a cada apresentação.

O público poderá conferir um programa com três criações brasileiras: Casa Flutuante, de Beatriz Hack, ATÔMICO, de Sérgio Galdino, e play!ground, de Letícia Forattini. As duas últimas integram o Ateliê de Criação, iniciativa da SPCD que seleciona coreógrafos brasileiros via edital e fomenta a pesquisa e a experimentação em dança. O projeto amplia o repertório da Companhia ao incorporar novas perspectivas estéticas e conceituais, fortalecendo o diálogo entre diferentes trajetórias da criação contemporânea no Brasil.

“As obras apresentadas revelam diferentes perspectivas de criação e evidenciam a pluralidade artística presente na São Paulo Companhia de Dança. Entre pesquisa de movimento, sensibilidade e experimentação, os trabalhos aproximam tradição e contemporaneidade, destacando o corpo como território de expressão e invenção. Cada criação amplia o diálogo com o público e reforça a potência da dança como linguagem viva, em constante transformação”, afirma Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança.

Sobre as obras

ATÔMICO, de Sérgio Galdino. Foto: Iari Davies.

ATÔMICO, de Sérgio Galdino, é uma imersão na efervescência cultural nordestina, nascida do universo do maracatu de baque virado e expandida em camadas sonoras que dialogam com a música eletrônica. Essa “fusão atômica” transita entre o manguebeat, o rock sujo, o hip-hop e a pulsação eletrônica, criando conexões entre mundos aparentemente distintos e afirmando a miscigenação entre a tradição cultural brasileira — associada ao imaginário do mangue — e a modernidade musical vinculada às redes e às tecnologias. A trajetória do coreógrafo articula saberes da cultura popular e da dança contemporânea, fazendo com que essas referências se encontrem no corpo em movimento. Aqui, o corpo torna-se antena: capta, absorve e irradia essa contaminação rítmica, traduzindo em gesto a força dessa mistura sonora e cultural — um grito de identidade que é, ao mesmo tempo, moderno e profundamente enraizado na resistência de um povo multicultural.

play!ground, de Letícia Forattini, é um território aberto às possibilidades de movimento e ao encontro entre os corpos. Inspirada nas salas de ensaio e nos processos criativos, a obra evoca a liberdade e o não julgamento inerentes à criação — como em um playground. Com sonoridade brasileira, a coreografia celebra a dança contemporânea em diálogo com nossa cultura, entendendo-a como espaço de ritual, encontro, celebração e catarse. A dança é chão — aquele que oferece segurança e, ao mesmo tempo, espaço para voo, expressão e transcendência. Essa abordagem dialoga diretamente com o percurso artístico da coreógrafa, que transita entre o rigor técnico do balé clássico e a liberdade investigativa da dança contemporânea. Em play!ground, essa experiência se traduz em uma escrita coreográfica que valoriza tanto a precisão quanto a escuta do corpo em relação ao outro, ao espaço e ao som, fazendo da cena um campo vivo de relações e descobertas.

play!ground, de Letícia Forattini. Foto: Iari Davies.

Casa Flutuante, criada por Beatriz Hack, revela diferentes conceitos de “casa” e suas impermanências, na cena. Conduzidos por uma trilha sonora eclética, o elenco flutua entre os movimentos propostos pela coreógrafa e desenvolvidos a partir da experiência pessoal de cada um. Os movimentos individuais e de grupo exploram as relações humanas e interpessoais.

SERVIÇO:

SPCD no CCSP (Centro Cultural São Paulo)

Datas: 29 e 30 de maio, às 20h

Local: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo

Ingressos: gratuitos

Classificação: Livre

FICHAS TÉCNICAS

Casa Flutuante (2024) Coreografia: Beatriz Hack

Músicas: Boi nº1, Foli Griô Orquestra com Cacau Amaral; Nordavindens Klagesang, de Vàli; Giardini Di Boboli, de Manos Milonakis feat. Jacob David e Grégoire Blanc; Encruzilhada, de Tulio; e Marie, de Cristobal Tapia De Veer – mixagem por Renan Lemos.

Figurinos: Balletto

ATÔMICO (2026) Coreografia: Sérgio Galdino

Músicas: Femme Fatale, de Travis Lake; Quilombo Groove, de Chico Science; Risoflora; de Chico Science; Subúrbio Soul, de DJ Dolores; Côco Dub, de Chico Science e Lúcio Maia; Samba Makossa, de Chico Science; e Maracatu Atômico, de Jorge Mautner e Nelson Jacobina. Figurino: Cássio Brasil

Iluminação: Mirella Brandi

play!ground (2026) Coreografia: Letícia Forattini

Músicas: Senhor Carangeju, de Xique-Xique; Return to Oneness, de Kev Thompson; Margin, de Abstract Aprils; de Espelho Prata, de Kurup

Figurino: Cássio Brasil

Iluminação: Mirella Brandi.

(Com Rafaela Eufrosino/Associação Pró-Dança)

Grupo Andaime celebra 40 anos com “Massapê”, espetáculo sobre a resistência da cultura popular a partir da história pessoal de Antonio Chapéu

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Thiago Altafini.

A trajetória da família que abandona sua cidade de origem em busca de uma vida melhor é comum a muitos brasileiros. Em uma história de 40 anos, o Grupo Andaime fez da cultura popular a sua matéria-prima, e agora reúne as memórias de família de seu fundador no espetáculo “Massapê – Histórias de vida e arte de Antonio Chapéu”, propondo uma dramaturgia afetiva, poética, ainda e sempre enraizada na cultura popular. A peça, com texto de Solange Dias e direção de Rogério Tarifa, estreia em 28 de maio no Sesc Belenzinho, em São Paulo, onde segue em temporada até 14 de junho.

O espetáculo foi construído a partir da pesquisa histórico-cultural da saga da família Silva desde a sua saída do interior de Minas Gerais, onde era submetida a trabalhos análogos à escravidão, até a sua chegada em Piracicaba/SP, há mais de 60 anos, para trabalhar nos canaviais da cidade, vislumbrando um futuro melhor. A narrativa se constrói a partir de memórias reais e simbólicas de Chapéu, formando em cena um território híbrido entre o quintal de sua infância, a sala de memória e o palco de resistência. O tempo é simultâneo: presente e passado coexistem, convocando vozes, cantos, sombras e gestos que moldam o barro da existência, entrelaçando episódios de sua trajetória com referências à oralidade, à ancestralidade negra e às tradições do interior paulista, como a Folia de Reis, a música caipira e os saberes do ofício artesanal.

“Minha família foi sempre ligada à cultura popular, à catira, à congada e às festas de Reis. Então eu sempre dava um jeito de colocar alguma coisa ali no meio. Uma música, ou uma reza, ou uma dança. E agora num espetáculo que vai tratar só disso, dessa história, pra mim é um acontecimento. É como se eu juntasse tudo que eu fiz até agora num espetáculo só. Quase como a realização de um sonho”, afirma Antonio Chapéu.

Ainda que centrado na figura de Antonio Chapéu, o texto de Solange Dias se abre para outras presenças simbólicas, criando camadas sensíveis de representação. Os objetos em cena assumem função dramatúrgica e afetiva. A linguagem mistura o coloquial ao lírico, a conversa ao canto, o real ao imaginado. A dramaturgia acolhe intertextualidades e incorpora musicalidades, poesias e falas populares que ecoam a trajetória do protagonista, além de canções compostas por Juh Vieira, criadas especialmente para o espetáculo. Ao final, o espetáculo se desenlaça como um rito de continuidade: uma oferenda à memória e à arte como caminhos de transformação.

A peça surge, a partir desse entrecruzamento entre memória e invenção, com a utilização de vivências reais e um inventário de lembranças, como recurso disparador para a criação de cenas, além da busca de uma linguagem poética inspirada nas obras de Guimarães Rosa. “Acho que uma das minhas funções principais como diretor é conseguir amarrar toda essa liberdade de linguagem nesse campo poético de criação que a gente constrói. Temos uma equipe muito potente, que constrói junto comigo essa pesquisa que eu chamo de ato-espetáculo-musical”, explica o diretor Rogério Tarifa.

O reencontro do diretor com o grupo também coroa uma história antiga. “Dirigi a peça que marcou os 25 anos do grupo Andaime, e volto agora a dirigir o espetáculo que celebra os 40 anos desse grupo tão importante. É um espetáculo popular, poético, um resgate da memória brasileira, resgate de culturas que se insiste em tentar apagar, mas elas estão como sempre resistindo, resistindo e formando seres e construindo linguagem”, acrescenta Tarifa.

O público pode esperar um espetáculo rico em elementos cenográficos, música, histórias emocionantes e causos compartilhados. “É como se eu pegasse todas essas fagulhas que foram acesas durante esses 40 anos para apresentar de uma vez só. É uma coisa que está mexendo muito comigo, inclusive. Tem muita coisa que eu achava que sabia da história da minha família, da minha história, que eu só vim a descobrir agora nessa pesquisa. Quantas outras famílias também não passaram por isso? Por essa busca do ser humano de encontrar soluções melhores de vida. Eu fico imaginando que isso por si só já vai identificar com muita gente”, conclui Chapéu.

Sinopse | Massapê surge da pesquisa do Grupo Andaime, das lembranças e memórias dos cortadores de cana e de suas famílias, remanescentes do povo negro, quando empreenderam uma travessia do interior de Minas Gerais para a lida nos canaviais de Piracicaba, interior de São Paulo. História de boa parte do povo brasileiro, a montagem é resultado do entrecruzamento entre memória e invenção, com a utilização de vivências reais e um inventário de lembranças da “família Silva”, como recurso disparador para a criação de cenas, além da busca de uma linguagem poética inspirada nas obras de Guimarães Rosa.

Ficha Técnica:

Concepção e atuação: Antônio Chapéu. Texto: Solange Dias. Direção Geral: Rogério Tarifa. Direção Musical e composições: Juh Vieira. Músicos: Juh Vieira, Marcos Coin e Dicinho Areias. Subs: Daniel Warschauer e Yuri Coin de Carvalho. Direção de movimento: Marilda Alface. Direção de palco: Diego Dac. Cenário: Rogério Tarifa e Diego Dac. Marceneiro: Valdemir Mineiro. Figurino: Juliana Bertolini. Iluminação: Marisa Bentivegna. Vídeo e fotos: Thiago Altafini. Pesquisa Teórica: Alexandre Mate e Sol Barreto. Designer gráfico: Fábio Viana. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Participações especiais: Família Silva (Joaquim Juarez da Silva, Vera Lúcia Silva Carvalho, José Carlos de Carvalho, Maria Cecília Moreno, Pedro Moreno, Maria do Carmo, Ana Inácio Silva, João Domingos, Elsabete Moreno, Sonia Regina Moreno de Lima, Ana Hermínia, Maria Paula Ferreira Silva) e Grupo Andaime (Jorge Lode, Carlos Jeronimo, Ariane Martins, Jennifer Garcia, Tiago de Luca e Joseane Bigaran). Produção: Rodri Produções. Assistentes de produção: Diego Leo e Julia Terron. Assistente administrativo: Rafael Tavares. Direção de produção: Carolina Henriques e Jessica Rodrigues.

SERVIÇO:

Espetáculo Massapê

Estreia: 28 de maio, quinta-feira, às 19h.

Temporada: De 29 de maio a 14 de junho. Sexta a sábado, às 19h. Domingo, às 16h.

Ingressos: R$ 50,00 (inteira); R$ 25,00 (meia-entrada); R$ 15,00 (Credencial Plena).

Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Local: Sala de Espetáculos II (100 lugares). Duração: 90 min. Classificação: A partir de 12 anos.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700 | sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte Público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Paisagens de Laura Villarosa ocupam a Zipper Galeria

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Artista desembarca em São Paulo para apresentar trabalhos recentes em que utiliza técnicas têxteis e diferentes materiais pictóricos. Fotos: Divulgação.

A partir de 16 de maio, a Zipper Galeria abriu para o público “Fio d’água”, exposição de Laura Villarosa. Com texto crítico de Priscyla Gomes, a mostra reúne um conjunto inédito de trabalhos em que a artista constrói paisagens imaginadas em que pintura e bordado se constituem mutuamente.

As composições de Villarosa evocam territórios anteriores ao mapa, superfícies percorridas por linhas e relevos que parecem preceder qualquer tentativa de localização geográfica. A artista trabalha a imagem que se forma pela acumulação paciente do gesto, fora do registro figurativo direto.

O bordado funciona como uma linguagem plástica autônoma e como método de pensamento para sua pesquisa. Cada camada de fio assentada sobre o tecido adensa a imagem, constrói volume, cobre uma região da superfície para que outra se revele. Suas paisagens resultam de sobreposições e decisões acumuladas ao longo de um tempo dilatado.

Sobre os trabalhos de Laura Villarosa, Priscyla Gomes destaca no texto crítico da exposição: “Ao fazer da pintura uma prática atravessada pelo fio, Laura retoma uma história antiga de gestos transmitidos e reinventados. Tecer, costurar, bordar e entrelaçar são ações cotidianas, recorrentemente associadas à produção feminina, mas também potentes modos de exploração do sensível. Nessa fusão de labores, a artista aproxima imagem e matéria, visão e tato, superfície e profundidade”.

Para este conjunto, a artista trabalha com fios de procedências diversas: alguns chegam por meio de fornecedores especializados, outros por doação de pessoas próximas que passaram a reconhecer em sua prática uma atenção particular ao material. Fios naturais convivem com sintéticos no mesmo trabalho, peças artesanais ao lado de industriais. A escolha de cada um aproxima-se da escolha de um pigmento. Em seus processos, Villarosa observa a cor que o fio carrega e o modo como ele absorve ou devolve a luz. Avalia também a textura que cada material imprime à superfície quando assentado em camada. Desses critérios surge a paleta de cada paisagem, definida pelo material antes mesmo de qualquer ideia de imagem.

Os trabalhos reunidos na mostra propõem uma forma de pensamento que se faz por meio da textura. O tecido bordado adquire ali a densidade de um campo pictórico e a sensibilidade de uma pele, submetido à mesma economia de gestos que organiza a pintura. O título “Fio d’água” elucida essa condição: uma imagem em transformação contínua, conduzida por um curso silencioso que se mantém em movimento.

Sobre a artista

Laura Villarosa (Palermo, Itália, 1961) vive e trabalha em Niterói, Rio de Janeiro, desde os anos 1980. Sua pesquisa estabelece a paisagem como campo expandido, no qual a pintura e as técnicas têxteis operam em regime de equivalência. Fios, linhas, algodão, nylon, cerâmica fria, aquarela, acrílica e resina são alguns dos materiais recorrentes em uma produção que recusa a representação literal do natural para propor, em seu lugar, uma construção material da experiência sensível diante da terra.

A formação de Villarosa articula um longo percurso em pintura e cor com o aprendizado de práticas têxteis incorporadas ao trabalho autoral a partir de 2017, quando passou pelo programa Imersões Poéticas da Escola Sem Sítio, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, sob acompanhamento do artista Efrain Almeida. Desde então, a artista trata o processo como matéria constitutiva da obra, acumulando camadas de fios, tecidos e pigmentos sobre superfícies que adquirem espessura e volume. As composições flertam com a abstração e evocam atmosferas que oscilam entre serenidade e inquietação.

Em séries recentes, como Paisagem e Sensibilidade, Villarosa amplia o repertório de materiais, trabalhando sobre sedas oriundas de San Leucio, antiga colônia fundada no sul da Itália no século XVIII, reconhecida pela produção de tecidos para palácios e por seu projeto de sociedade igualitária. A artista também passou a usar cerâmica fria para modelar nuvens e diferentes texturas para compor suas paisagens imaginárias, ao mesmo tempo utópicas e distópicas. A artista costura a cerâmica ainda úmida, antes que o tempo e o calor a endureçam, e não se vê como ceramista: toma o material como extensão da tinta. Há, nos trabalhos, um interesse pela imaterialidade do ar, pelo volume das nuvens, pela densidade das montanhas e pelo reflexo instável das águas.

Villarosa realizou as individuais Lugar de passagem, na Zipper Galeria (2024); A ambígua linha sinuosa, na Zipper Galeria (2021); Na Voluta do horizonte, na Casa Brasil (Rio de Janeiro, 2025); A (des)ordem natural das coisas, na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea (Rio de Janeiro, 2025); Aurora, na Galeria Dotart (Belo Horizonte, 2023); Impermanências, no CEART UFF (Niterói, 2023); Impermanência, projeto solo para a Zona Maco (Cidade do México, 2023); Seiva, na C. Galeria (Rio de Janeiro, 2022, com curadoria de Catarina Duncan); Reinventando paisagens, na DotArt (Belo Horizonte, 2020); e Melancolia da paisagem, na Galeria Sem Título (Fortaleza, 2019). Participou de coletivas como Paralelas, na Casa Ondina (São Paulo, 2025); Fios, entre poéticas e tramas, na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea (Rio de Janeiro, 2024); No tempo da pintura, na Galeria Belizário (São Paulo, 2024); Rios e seus afluentes, na C.Galeria para a ArtRio (Rio de Janeiro, 2023); Paisagem passagem, na Fundação Mokiti Okada (São Paulo, 2021); o 12º Salão dos Artistas sem Galeria, na Zipper Galeria (São Paulo, 2021); e Coradjetiva, na BADESC (Florianópolis, 2014).

SERVIÇO:

Fio d’água – Laura Villarosa

Texto curatorial: Priscyla Gomes

Local: Zipper Galeria – R. Estados Unidos, 1494 – Jardim America, São Paulo

Abertura: 16 de maio | Período expositivo: 16 de maio a 13 de junho de 2026

Informações:  www.zippergaleria.com.br | @zippergaleria.

(Com Edgard França/Cor Comunicação)