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Do Atacama ao Salar de Uyuni: como é a travessia que conecta Chile e Bolívia

Atacama, Chile, por Kleber Patricio

Em roteiro de sete noites, Singular Luxury Travel apresenta uma jornada com aclimatação progressiva, guias privativos, lodges exclusivos e experiências personalizadas em uma das regiões mais remotas e elevadas da América do Sul. Fotos: Divulgação.

A travessia entre o deserto do Atacama, no Chile, e o Salar de Uyuni, na Bolívia, combina paisagens de alta altitude, diferentes ecossistemas e uma operação que exige planejamento e conhecimento da região. Para conhecer de perto esse produto, Lívia Trento, sócia-fundadora da Singular Luxury Travel, agência-boutique de viagens com roteiros personalizados, realizou a experiência de sete noites com o Explora, em uma jornada que começou em San Pedro de Atacama, no Chile, e terminou no Salar de Uyuni, na Bolívia.

A experiência tem início no Explora Atacama, onde o hóspede permanece por, no mínimo, três noites antes de iniciar a travessia. A etapa é fundamental para a aclimatação à altitude e permite que o roteiro seja construído de acordo com o preparo físico e os interesses de cada viajante. As explorações são realizadas em diferentes níveis de altitude, em um processo progressivo antes da entrada em território boliviano, onde o percurso chega a aproximadamente 5 mil metros acima do nível do mar.

“É uma viagem que exige disposição, principalmente porque existe uma conexão muito forte com a natureza e são realizadas caminhadas em diferentes níveis de dificuldade. Mas o Explora tem uma operação muito bem estruturada e consegue adaptar as experiências de acordo com o perfil de cada hóspede”, afirma Lívia.

No Explora Atacama, a proposta segue o modelo de experiência completa da marca, com hospedagem, café da manhã, almoço, jantar, bebidas selecionadas, além de refeições, snacks e piqueniques realizados durante as explorações. O hóspede também pode optar entre experiências de meio período ou de dia inteiro, de acordo com o roteiro e a distância percorrida.

A travessia para a Bolívia é realizada com estrutura própria e acompanhamento durante todo o percurso. Após a passagem pela fronteira, os veículos utilizados no Chile são substituídos por carros 4×4 preparados para a operação boliviana. Cada veículo atende duas pessoas e conta com motorista e guia privativos, além de equipamentos de segurança, oxigênio, kit de primeiros socorros, água e alimentos disponíveis durante os deslocamentos.

A operação também contempla o acompanhamento individualizado durante as explorações. Ao final de cada dia, o guia apresenta as possibilidades para o dia seguinte e monta o roteiro considerando interesses, condicionamento físico e disposição do hóspede. É possível escolher entre caminhadas mais curtas ou longas e ajustar o nível de dificuldade ao longo da viagem.

“Esse é um dos grandes diferenciais. Você tem um guia que acompanha a viagem do início ao fim e entende o seu perfil. Não é simplesmente seguir um roteiro pronto. Existe uma construção diária da experiência”, explica Lívia.

Na Bolívia, a hospedagem é realizada nos lodges do Explora, instalados em pontos estratégicos do percurso. O Ramaditas e o Chituca, por exemplo, possuem quatro quartos cada e contam com áreas comuns para as refeições. A proposta mantém a operação da marca em uma estrutura menor e adaptada às características remotas da região. Os lodges não precisam estar completamente ocupados para que a travessia aconteça, e a operação está disponível ao longo do ano, mediante consulta de disponibilidade.

Durante a viagem de Lívia, foram realizadas uma noite no Ramaditas e uma no Chituca, antes da chegada ao Salar de Uyuni. As duas estruturas possuem configuração semelhante, mas estão inseridas em paisagens distintas: enquanto o primeiro tem vista para uma lagoa, o segundo está cercado por grandes cactos milenares.

A alimentação acompanha a proposta de cada lodge. As refeições são preparadas diariamente e incluem opções de proteínas, saladas e carboidratos, além de entradas, sobremesas e bebidas. Restrições alimentares e alergias podem ser informadas previamente para adaptação do serviço.

O ponto alto da travessia é a chegada ao Salar de Uyuni, considerado o maior deserto de sal do mundo, com aproximadamente 12 mil quilômetros quadrados. A região concentra algumas das paisagens mais marcantes do percurso e permite diferentes formas de exploração, incluindo caminhadas, passeios de bicicleta e experiências ao ar livre.

Durante a experiência, Lívia realizou uma caminhada na Isla del Pescado, a cerca de 4.700 metros de altitude, seguida de um almoço montado pelo Explora no próprio Salar. Em outro momento, fez um passeio de bicicleta de aproximadamente oito quilômetros, encerrado com drinks e snacks para acompanhar o pôr do sol.

No deserto de sal, a hospedagem foi realizada por duas noites em um lodge maior, com seis quartos e localização sobre uma elevação com vista para a extensão do Salar. O roteiro também pode ser ampliado: além da travessia de sete noites, o Explora oferece versões de nove e 11 noites, de acordo com os interesses e a disponibilidade do viajante.

Outro fator que interfere diretamente na operação é a sazonalidade do salar. Em períodos de maior volume de água, quando o fenômeno do espelho d’água transforma a paisagem, o trajeto de travessia pelo salar precisa ser alterado. Em condições secas, o percurso entre o lodge e o aeroporto de Uyuni pode ser feito atravessando diretamente o salar, em aproximadamente uma hora e meia. Quando a superfície está molhada, o trajeto precisa contornar a região e pode chegar a cerca de cinco horas.

Para Lívia, a combinação entre a geografia da região e a estrutura de operação do Explora transforma uma viagem que poderia ser considerada desafiadora em um produto viável para diferentes perfis de viajantes.

“A travessia tira o viajante completamente do óbvio. São paisagens que mudam o tempo todo e uma experiência que não se compara a outros roteiros da América do Sul. Ao mesmo tempo, o nível de cuidado e a experiência do Explora fazem toda a diferença para que o hóspede consiga viver tudo isso com segurança e conforto”, conta.

A travessia é indicada para viajantes que buscam descobrir paisagens e cenários fora do óbvio, com disposição para caminhadas e experiências em ambientes de alta altitude. Para famílias, o Explora recomenda crianças acima de 12 anos, além de avaliar o perfil e o interesse dos filhos pelo tipo de viagem, sendo possível adaptar as atividades de acordo com a condição física de cada participante. “Sem dúvida, essa é uma viagem que conecta pais e filhos, casal ou grupos de amigos, desacelerando totalmente da rotina habitual”, conclui Lívia.

Para aproveitar o roteiro entre dois dos pontos mais incríveis da América do Sul, a Singular Luxury Travel cuida de toda a logística e do roteiro sob medida, unindo conforto, exclusividade e luxo. Confira as novidades através do site link ou Instagram @singularluxurytravel.

(Com Cíntia Banús/ CB PR & Mkt)

Poesia para ouvir e brincar: “Alegria Alegria Alegria, Viva a Poesia” reúne teatro, música e brincadeiras voltadas às crianças

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Poemas de Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, José Paulo Paes, Fernando Paixão e Mário Quintana ocupam o Teatro Studio Heleny Guariba numa experiência lúdica e envolvente. Fotos: Luciana Ramin.

Como apresentar poesia a uma criança sem transformar o poema em tarefa escolar? É a partir da leitura, da música, da brincadeira e da experiência teatral que o projeto “Alegria Alegria Alegria, Viva a Poesia” busca aproximar crianças de 6 a 12 anos da poesia e da literatura brasileira. Sob coordenação geral de Dulce Muniz, que também assina a direção com Rogério Tarifa, e direção musical de Juh Vieira, o projeto ocupa o Teatro Studio Heleny Guariba (Praça Franklin Roosevelt, 184, Centro, São Paulo, SP) entre 16 de setembro e 1º de outubro, em uma experiência que combina teatro, música, narração oral e brincadeira. A temporada, gratuita, será aberta por um encontro especial no dia 15 de setembro, às 14h, com brincadeiras, poesias, músicas, pipoca e doces.

No palco, as atrizes Marcela Reis, Wilma Elena e os músicos Beto Kpta e Juh Vieira dão aos poemas voz, corpo e sonoridade. O repertório inclui textos de Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, José Paulo Paes, Fernando Paixão e Mário Quintana, além de cantigas e brincadeiras da tradição oral. As crianças são convidadas a ouvir, cantar, brincar, ler e falar poesias.

A proposta é criar uma porta de entrada para a literatura por meio de diferentes linguagens. Voltado especialmente aos alunos que estejam na fase do Ensino Fundamental I (6 a 12 anos), os estudantes também terão contato com livros e materiais poéticos, ampliando a experiência para além do que acontece em cena. A intenção é estimular a leitura e a curiosidade, criando um ambiente de descoberta em que a poesia possa ser experimentada antes de ser explicada.

Ao longo da programação, estão previstas sessões com Libras nos dias 16, 17, 20, 23, 24 e 27 de setembro, além de uma roda de conversa sobre a importância da poesia na formação das crianças e suas possibilidades de integração ao cotidiano escolar, com participação de Milena Fonseca, Patrícia Gifford, Rose Almeida e Sandra Vargas. O encontro também pretende incentivar professores e educadores a trabalhar a poesia para além das atividades pontuais de leitura.

Mais do que apresentar a literatura como conteúdo, “Alegria Alegria Alegria, Viva a Poesia” aposta no encontro entre teatro, música, oralidade e brincadeira como forma de aproximar as crianças da leitura e da poesia. Ao dialogar com educadores sobre maneiras de levar a linguagem poética para o cotidiano escolar, o projeto amplia sua atuação para além do palco e propõe a poesia como parte da formação e da experiência cotidiana das crianças.

Ficha técnica

Coordenação Geral: Dulce Muniz

Coordenação de Produção: Flávia Arantes

Direção: Rogério Tarifa e Dulce Muniz

Elenco: Marcela Reis e Wilma Elena

Direção Musical: Juh Vieira

Músicos: Beto Kpta e Juh Vieira

Debatedores: Milena Fonseca, Patrícia Gifford, Rose Almeida e Sandra Vargas

Direção de Produção: Rommaní Carvalho

Produção Executiva: Diego Léo

Fotografia e Gravação: Luciana Ramin

Iluminação: Décio Filho

Operador de Luz: Lui Cavalcante

Figurinos: Wilma Elena

Assistente Administrativa: Fernanda Arantes

Consultora de Acessibilidade: Amanda Santana

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Realização: Núcleo do 184 da Cooperativa Paulista de Teatro.

SERVIÇO:

Alegria Alegria Alegria, Viva a Poesia

Abertura: 15 de setembro, às 14h – Atividade especial com poesias, músicas e brincadeiras, pipoca e doces.

Temporada: 16 de setembro a 1º de outubro de 2026, quartas, quintas e sextas às 11h e 14h e sábados e domingos às 11h

Local: Teatro Studio Heleny Guariba – Praça Franklin Roosevelt, 184, São Paulo (SP)

Recomendação: 6 a 12 anos | Duração: aproximadamente 40 minutos

Ingressos: gratuitos

Sessões com Libras:

16/09, quarta, 11h

17/09, quinta, 14h

20/09, domingo, 14h

23/09, quarta, 14h

24/09, quinta, 11h

27/09, domingo, 14h

Os agendamentos escolares devem acontecer nas sessões de quarta a sexta, às 11h e às 14h [com Helena Rommaní Carvalho Lima – (11) 94315-6701].

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Carlos Saldanha une Brasil e Finlândia para transformar a histórica travessia de Amyr Klink em uma grande produção cinematográfica

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Equipe “100 Dias”: Carlos Saldanha, Amyr Klink, Filipe Bragança e Justine Otondo. Foto: Divulgação.

Para transformar em cinema a histórica travessia de Amyr Klink pelo Oceano Atlântico Sul, o diretor Carlos Saldanha contou com especialistas do outro lado do mundo. O resultado foi uma colaboração inédita entre Brasil e Finlândia, reunindo empresas finlandesas de efeitos visuais, design de som, trilha sonora e pós-produção para recriar os oceanos, as tempestades e a vida marinha que conduzem a narrativa de “100 Dias”“Quando digo que é uma coprodução entre Brasil e Finlândia, muita gente se surpreende. Mas a Finlândia reúne um nível impressionante de profissionalismo, comprometimento e qualidade criativa. Foi uma colaboração construída com confiança, paixão pela história e um objetivo comum de fazer o melhor filme possível”, afirma Saldanha.

A parceria entre os dois países começou a se desenhar a partir do encontro entre as produtoras Roosa Toivonen, da Finlândia, e Paula Cosenza, do Brasil, durante o WIFTI (Women in Film and Television International) Summit, em Helsinque, em 2023.

Carlos Saldanha já havia colaborado com um excelente animador finlandês: “Ele trabalhou comigo em muitos trabalhos da Blue Sky Studios, desde o filme A Era do Gelo, um dos melhores! Ele fez o Blu (da animação Rio, de 2011) sambar perfeitamente!”, diz o diretor.  Então, quando 100 Dias precisou de soluções avançadas para recriar a vastidão do Oceano, a Finlândia foi uma escolha natural.

Produzido por Ventre Studio, Boipeba Filmes, Trema, O2 Filmes, Buena Vista International e Totalpost Finland em associação com Good Hand Film & TV, 100 Dias é inspirado na história real de Amyr Klink, o primeiro homem a atravessar sozinho o Oceano Atlântico Sul a remo. O longa marca uma nova fase na carreira de Saldanha, conhecido mundialmente por sucessos da animação como A Era do Gelo e Rio. Desta vez, o diretor mergulha em uma narrativa de sobrevivência, resiliência e autodescoberta, acompanhando uma jornada profundamente humana marcada pelo isolamento, pela coragem e pela transformação.

Com estreia prevista nos cinemas brasileiros em 29 de outubro, o filme representa um marco para o audiovisual nacional. “É a primeira vez que fazemos um filme no Brasil com esse nível de efeitos visuais e essa escala narrativa, fugindo dos clichês normalmente associados a esse tipo de produção”, destaca Saldanha.

A pós-produção foi realizada em parceria com as empresas finlandesas Totalpost Finland e Good Hand Film & TV. Entre elas está a Energia VFX, responsável por algumas das sequências mais complexas do longa, incluindo uma cena com baleias em alto-mar criada inteiramente na Finlândia. “A água é um dos elementos mais complexos de recriar em efeitos visuais e, em 100 Dias, o oceano é praticamente um protagonista. Nosso desafio foi fazer com que cada cena transmitisse a força, a escala e a imprevisibilidade do Atlântico sem que o público percebesse onde terminava o real e começava o digital. Esse resultado só foi possível graças à combinação da expertise técnica das equipes finlandesas com a visão criativa da produção brasileira”, afirma Petri Kemppinen, CEO da Good Hand Film & TV.

Atores Filipe Bragança e Philippine Leroy-Beaulieu. Foto: Fabio Braga.

Além dos efeitos visuais, o design de som teve papel fundamental na construção da experiência do público. A equipe da Helea Sound Post Production recriou a sensação de isolamento vivida por Amyr Klink durante a travessia, enquanto a trilha sonora original foi composta pelo premiado compositor finlandês Tuomas Kantelinen.

Finlândia investe no audiovisual internacional

A colaboração por trás de 100 Dias também reflete os esforços da Finlândia para atrair produções audiovisuais internacionais. Por meio da Business Finland, o país oferece um incentivo à produção que prevê o reembolso de até 25% dos custos elegíveis realizados na Finlândia. Quando combinado com incentivos regionais, esse percentual pode chegar a 40%.

Segundo a Business Finland, as solicitações recebem uma resposta inicial em até 24 horas, enquanto os pagamentos são geralmente processados em aproximadamente dez dias. Mais informações sobre o ecossistema de produção do país e o programa de incentivos estão disponíveis no Film in Finland, uma iniciativa da Business Finland.

Trailer oficial 100 Dias

Assista ao trailer oficial de 100 Dias, que estreia nos cinemas de todo o Brasil em 29 de outubro de 2026. A distribuição é da Buena Vista International Brasil.

https://youtu.be/67jg3shoh58?si=uneVDGd1HW8pcxl8

Sobre Carlos Saldanha

Carlos Saldanha é diretor, produtor e cineasta indicado ao Oscar. É reconhecido mundialmente por seu trabalho em sucessos como A Era do Gelo, Rio e O Touro Ferdinando. O longa 100 Dias representa um novo capítulo em sua trajetória, ampliando sua atuação no cinema live-action e em produções de temática mais dramática.

Sobre a Ventre Studio

O Ventre Studio é uma empresa de entretenimento dedicada a contar histórias brasileiras de qualidade para o Brasil e o mundo. Em parceria com empresas como Disney, Netflix, Warner Bros., Discovery e Globo, além de diversos players nacionais e internacionais, seus sócios já criaram e produziram obras exibidas e premiadas em festivais como Cannes, Berlinale, Veneza, Sundance e Telluride.

Entre suas produções recentes, destacam-se a série João Sem Deus, dirigida por Marina Person; o longa-metragem Shikun, dirigido por Amos Gitai; o filme O Pinguim e o Pescador, protagonizado por Jean Reno; e a audiossérie A Fé e o Fuzil, adaptação do best-seller de Bruno Paes Manso. Entre os próximos lançamentos estão a série de ficção Coligay – A Torcida Impossível (Canal Brasil/Globoplay), o longa-documental Sonia Guajajara Tenetehara e 100 Dias, o maior projeto do estúdio independente até o momento.

Sobre a Boipeba Filmes

A Boipeba Filmes é uma produtora brasileira criada com o propósito de contar histórias únicas para audiências e plataformas globais. Atuando tanto em animação quanto em live-action, a produtora funciona como um hub criativo dedicado ao desenvolvimento de histórias capazes de emocionar espectadores ao redor do mundo.

Com a experiência internacional de seu fundador, Carlos Saldanha, diretor de A Era do Gelo e Rio, a Boipeba dedica-se à criação e produção de séries e filmes para plataformas de streaming e salas de cinema. Entre suas produções audiovisuais destacam-se Cidade Invisível (Netflix, 2021), How to Be a Carioca (Star+, 2022) e 100 Dias (Disney, 2026). Entre os próximos lançamentos está Saltimbancos (Disney).

Sobre a Trema

Criada por Gabriel Mascaro e Paula Cosenza, diretor e produtora com mais de duas décadas de experiência, a Trema é uma empresa brasileira dedicada ao desenvolvimento, financiamento e produção de filmes e séries com identidade própria. Com foco em coproduções internacionais e narrativas originais, seus trabalhos já foram lançados e premiados em alguns dos festivais mais prestigiados do mundo, alcançando públicos no Brasil e no exterior.

Sobre a Buena Vista International

A Buena Vista International é um estúdio da The Walt Disney Company com trajetória consolidada na indústria cinematográfica. A empresa atua no desenvolvimento, na coprodução e na distribuição de filmes na América Latina e em outros mercados ao redor do mundo.

Sobre a O2 Filmes

Fundada em 1991, a O2 Filmes é uma das principais produtoras audiovisuais do Brasil, com atuação em longas-metragens, séries de ficção, documentários, publicidade e projetos para diferentes telas. Com sede em São Paulo e filial no Rio de Janeiro, a empresa possui uma trajetória internacional e acumula produções reconhecidas em importantes festivais e premiações.

Sobre a Film in Finland

Film in Finland é a iniciativa nacional responsável por promover a Finlândia como destino para produções audiovisuais internacionais. A organização conecta produtoras estrangeiras a empresas, profissionais e serviços especializados do setor audiovisual finlandês, além de apoiar o acesso a oportunidades de financiamento e coprodução. Saiba mais em https://www.businessfinland.fi/en/services/funding/funding-services/cash-rebate/.

Sobre a Totalpost Finland & Good Hand Film & TV

A Totalpost Finland é um consórcio de pós-produção de alto nível baseado em Helsinque e Tampere. Formado por três respeitadas empresas finlandesas de pós-produção, James Post, Helea Sound Post Production e Energia VFX, o consórcio uniu forças para atender clientes internacionais ambiciosos. A Totalpost oferece uma cadeia completa de pós-produção, incluindo edição offline e online, colorização, efeitos visuais, design de som e finalização, fornecendo expertise técnica de nível internacional tanto para produções nacionais quanto internacionais de cinema e televisão.

A Good Hand Film & TV é uma produtora finlandesa liderada pelos veteranos da indústria Petri Kemppinen e Roosa Toivonen. Com décadas de experiência em produção, estratégias de financiamento e coproduções internacionais, a empresa se dedica ao desenvolvimento e produção de longas-metragens e séries de TV de alta qualidade voltados para o mercado global.

(Com Ana Paula Oliveira/Sherlock Communications)

Pela primeira vez na história, 9ª Sinfonia de Beethoven será apresentada em 7.1 imersivo na Vibra

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com 200 artistas em cena entre orquestra sinfônica, coro e solistas, produção revisita a obra que revolucionou a música no século XIX em uma experiência grandiosa e sensorial no século XXI. Imagem de Pexels por Pixabay.

Mais de dois séculos depois de transformar definitivamente a história da música, a monumental 9ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven volta a desafiar os limites da arte. Pela primeira vez no mundo, a obra será apresentada em um sistema cinematográfico de som imersivo 7.1, concebido para ampliar não apenas a audição, mas a própria forma de perceber a música. A produção inédita da LMX Produções e Opus Entretenimento será apresentada no dia 19 de dezembro de 2026 na Vibra, uma das maiores casas de espetáculos da América Latina.

Composta entre 1822 e 1824, quando Beethoven já estava completamente surdo, a 9ª Sinfonia tornou-se um dos maiores marcos da criatividade humana. Ao romper uma tradição centenária e introduzir, pela primeira vez, um grande coro e solistas em uma sinfonia, o compositor redefiniu para sempre os limites da música orquestral. O mais extraordinário é que toda essa revolução nasceu quando ele já não podia ouvir sua própria criação. Restava-lhe senti-la. Privado da audição, Beethoven passou a perceber a música pelas vibrações que percorriam o ar e reverberavam em seu próprio corpo, guiado por sua genialidade, sua extraordinária memória musical e uma sensibilidade que transcendia a audição.

Mais de dois séculos depois, a obra que revolucionou a forma de fazer música inspira uma nova forma de vivê-la. Se Beethoven concebeu sua criação sentindo a música muito além da audição, agora a tecnologia imersiva 7.1 convida o público a experimentar essa mesma dimensão sensorial. Nesta oportunidade, o público será convidado a senti-la, deixando que suas vibrações percorram o corpo, assim como conduziram Beethoven na criação de sua obra mais extraordinária.

Regida pelo maestro Emiliano Patarra, com preparação do coro pela maestrina Teresa Longatto, a montagem reunirá 200 artistas, entre integrantes da orquestra sinfônica, coro e solistas, em uma produção que combina tecnologia de áudio imersivo, iluminação cênica e uma direção artística concebida para aproximar novos públicos de uma das maiores obras já escritas.

A iniciativa é liderada pela LMX Produções, responsável pelo maior programa de difusão da música clássica de câmara da história do Brasil, realizado em 2024, que levou esse repertório a mais de 500 mil pessoas em dez Estados brasileiros. Sob direção geral de Lion Andreassa e produção executiva de Uranio Bonoldi, a produtora volta a apostar na inovação para ampliar o alcance da música de concerto e propor uma nova forma de vivenciar o repertório sinfônico. “A 9ª Sinfonia nasceu revolucionando a história da música. A melhor forma de homenagear Beethoven não é apenas preservar sua obra, mas manter vivo o espírito inovador que a tornou eterna”, explica Lion Andreassa, diretor geral do projeto.

Trata-se de um espetáculo que se consolida como uma das mais ambiciosas produções sinfônicas já realizadas no país e inaugura uma nova perspectiva para a experiência da música clássica no Brasil.

Direção Geral: Lion Andreassa

Produção Executiva: Uranio Bonoldi

Produção Artística: Daniel Guimarães

Preparação Coral: Maestrina Teresa Longatto

Regência: Maestro Emiliano Patarra.

SERVIÇO:

 

 

 

 

Espetáculo: 9ª Sinfonia de Beethoven em 7.1

Data: 19, às 20h

Local: Vibra – São Paulo/SP

Realização: LMX Produções e Opus Entretenimento

Ingressos: a partir de R$80,00

Canais de venda oficiais:

Uhuu.com – com taxa de serviço

https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/9a-sinfonia-de-beethoven-em-71-16796

Bilheteria Vibra • Sem incidência de Taxa de Serviço

Avenida das Nações Unidas 17955 • Vila Almeida • São Paulo – SP.

Horário de funcionamento bilheteria Vibra São Paulo: segunda-feira a sexta-feira 12h às 15h e das 16h às 19h. Sábados, domingos e feriados – FECHADO, salvo em dias de show com horário das 14h até o início do show.

Bilheteria do Teatro Bradesco • Sem incidência de Taxa de Serviço

3º Piso do Bourbon Shopping São Paulo

Rua Palestra Itália, nº 500 • Loja 263 • 3° Piso I Perdizes • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: segunda-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 20h. Em dias de evento o funcionamento será a partir das 12h até o final do evento.

Bilheteria do Teatro Sabesp Frei Caneca • Sem incidência de Taxa de Serviço

7º Piso do Shopping Frei Caneca

Rua Frei Caneca, nº 569 • 7° Piso I Consolação • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 19h e segunda-feira bilheteria fechada.

Formas de Pagamento:

Internet: Pix e Cartões Visa, Master, Diners, Hiper, Elo e American.

Bilheteria: Dinheiro, Pix, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket e American.

Parcelamento no cartão de crédito: até 3x sem juros, de 4x até 12x com juros

Estacionamento Vibra 

Para maior comodidade, os clientes podem adquirir o estacionamento conveniado no local de forma antecipada através do link: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/estacionamento-vibra-2026-15406.

(Com Camila Ribeiro/Opus Entretenimento)

“Sementeira” leva dança e resistência das hortas urbanas aos palcos de São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com concepção e direção artística de Cléia Plácido, Núcleo Menos 1 Invisível circula por quatro espaços culturais da cidade e também com exposição virtual. Fotos: Sérgio Fernandes.

Núcleo Menos 1 Invisível apresenta “Sementeira”, espetáculo com concepção e direção artística de Cléia Plácido que circula por quatro espaços culturais de São Paulo entre setembro e outubro. A criação parte das experiências em hortas urbanas e periféricas da zona Leste da cidade para refletir, por meio da dança, sobre crise climática, injustiça ambiental e formas de resistência coletiva. As apresentações acontecem no Teatro Flávio ImpérioFábrica de Cultura Parque BelémCentro de Referência da Dança (CRD) e Complexo Cultural Funarte SP.

Inspirado no gesto de quem planta e cultiva em mutirão, o espetáculo se aproxima do esperançar de quem move sementes e cultiva a terra em meio à crueza da metrópole. Em cena, humanos e não humanos formam uma floresta que, em meio ao desencanto, reencontra o olhar pelas sementes, pela germinação e pelo corpo que dança e canta suas reimaginações em plena cidade.

A pesquisa artística dialoga com autores como Malcom Ferdinand, de “Ecologia Decolonial”, Nêgo Bispo, de “A Terra Dá, a Terra Quer”, e Denetèm Touam Bona, de “A Sabedoria dos Cipós”. O trabalho também homenageia lideranças femininas como a queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz pela criação do Cinturão Verde no continente africano.

Da horta ao palco

A principal matriz de inspiração e materialidade do Sementeira vem das experiências nas Hortas da Jô, em Ermelino Matarazzo, e da intervenção artística realizada no Viveiro Escola das Mulheres do Gaú, ambos na zona Leste de São Paulo, região onde parte do elenco reside. A prática como pesquisa orientou o processo artístico a partir das vivências nos mutirões organizados pela Rede Permaperifa, com base em práticas agroecológicas e de permacultura.

O processo também partiu da necessidade de desconstruir estereótipos que romantizam o trabalho no campo e deixam de lado as questões sociais e políticas presentes nas hortas urbanas e na agricultura familiar. Mais do que uma vivência idealizada de contato com a terra, o espetáculo valoriza o trabalho de quem lida com a enxada todos os dias e tem a paciência de ver brotar e frutificar o que semeou, independentemente da chuva, do sol, do calor extremo ou do frio.

Nesse percurso, a crise climática aparece como um chamado para repensar práticas a partir do próprio território. Ao transformar essas experiências em matéria para a dança, Sementeira propõe imaginar futuros possíveis e revitalizar as ruínas do presente a partir de práticas de cuidado, resistência e criação coletiva. Sementeira nasce do encontro entre a dança e as experiências muito concretas de cuidado com a terra. Ao vivenciar as hortas e os mutirões, percebemos que ali não existe apenas uma relação com a natureza, mas também resistência, trabalho e disputa por território. Levar essas experiências para a cena é uma forma de pensar como podemos criar outros modos de estarmos juntos diante da crise climática”, afirma Cléia Plácido, idealizadora e diretora artística do espetáculo.

Circulação e exposição virtual

Sementeira passa pela Fábrica de Cultura Parque Belém em 24 de setembro e pelo Centro de Referência da Dança nos dias 16 e 17 de outubro. A circulação se encerra no Complexo Cultural Funarte SP, de 21 a 24 de outubro, às 19h.

Como ação de encerramento do projeto, será disponibilizada ao público uma exposição virtual com registros fotográficos do imaginativo do processo criativo. O lançamento acontece durante as apresentações na Funarte SP, ampliando o acesso à pesquisa e aos caminhos percorridos ao longo da criação.

Este projeto foi contemplado pela 38ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

 

SERVIÇO:

Sementeira | Núcleo Menos 1 Invisível

Fábrica de Cultura Parque Belém

Data: 24 de setembro, às 15h

Local: Avenida Celso Garcia, 2231, Belenzinho, São Paulo/SP

Centro de Referência da Dança (CRD)

Datas: 16 e 17 de outubro, às 19h

Local: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Galeria Formosa, Baixos do Viaduto do Chá, Centro, São Paulo/SP

Complexo Cultural Funarte SP

Datas: 21 a 24 de outubro, às 19h

Local: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo/SP

Exposição virtual

Lançamento durante as apresentações na Funarte SP, como encerramento do projeto, com registros fotográficos do processo criativo de Sementeira.

Durante a temporada na Funarte SP, será lançada ao público a exposição virtual que finaliza o projeto, com o registro fotográfico do processo criativo do Sementeira.

FICHA TÉCNICA

Concepção e direção artística: Cléia Plácido

Intérpretes criadores: Eduardo Reis, Emily Kimura, Júlia Lima, Rafael Markhez, Keithy Alves e Cléia Plácido

Orientação dramatúrgica: Paula Salles

Assistente de coreografia: Clara Gouvêa

Preparação corporal: Mestre Pedro Peu e Maristela Estrela

Preparador Vocal: Klécio Miranda e Andreia Nhur

Desenho de luz e cenário: Hernandes Oliveira

Figurino: Karine Lopes

Trilha sonora: Sarine Mariano

Direção de Produção: Iolanda Costa

Assistente de produção: Aline Vieira

Produção executiva e consultoria ambiental: Lucas Ciola

Fotógrafo: Sergio Fernandes

Registro audiovisual: NomeFilmes

Social Mídia: Loren Kali

Designer Gráfico: Rafael Markhez

Assessoria de imprensa: Marrese Assessoria

Apoio cultural: Cooperativa Paulista de Dança, Aikido Ipiranga

Agradecimentos: Coletivo Eparreh, Rede Permaperifa, Angoleiro Sim Sinhô ZL, Renata Mattar

Sobre Cléia Plácido

Cléia Plácido é artista da dança, coreógrafa, pesquisadora, professora e preparadora corporal. Doutoranda em Artes pela Unesp, com o projeto “Dança, ativismo ambiental e contra colonialidades”, integra o grupo de estudos N’Me (Núcleo de Metodologias de Pesquisa em Artes). É bacharel e licenciada em Dança pela Universidade Anhembi Morumbi e estudou o Sistema Laban/Bartenieff na Faculdade Angel Vianna, no Rio de Janeiro. Atua como artista da dança e pesquisadora do movimento desde 2003 e é cofundadora do Núcleo Menos 1 Invisível, do qual atualmente assume a direção artística. Recebeu o Prêmio Denilto Gomes de “melhor atuação política na dança” em 2017. Entre seus principais trabalhos estão “Turning Dance” (2014), “Flutuante” (2019), “Zona” (2019), “Poemas Atlânticos” (2021, contemplado pelo 28º edital de Fomento à Dança) e “Refúgio” (2023, contemplado pelo 32º edital de Fomento à Dança).

Sobre o Núcleo Menos 1 Invisível

O Núcleo Menos 1 Invisível surge em 2013 com a proposta de investigar procedimentos artísticos que integram corpo e imagem a partir da composição e improvisação cênica. Em 2021, criou “Poemas Atlânticos”, inspirado nas ideias do poeta martinicano Édouard Glissant, contemplado pelo 28º edital de Fomento à Dança e selecionado pelo Proac LAB 45 Histórico de Dança e pelo edital “Corpo Negro” do SESC Rio. O grupo também realizou intervenções artísticas no SESC Avenida Paulista dentro do projeto Sankofa, pesquisa entre dança e os adinkras africanos. Em 2023, estreou “Refúgio”, contemplado pelo 32º edital de Fomento à Dança, que circulou pelo Centro de Referência da Dança, Teatro Flávio Império, Espaço Cultural Batakerê, Oficina Oswald de Andrade e Centro Cultural Olido, além de integrar o Abril para a Dança 2024 no Centro Cultural São Paulo, o Confrontos Coreográficos 2024 no Sesc 24 de Maio e o projeto Dança para Todos os Corpos 2025, nas Fábricas de Cultura Jaçanã, Brasilândia e Jardim São Luiz.

(Com Patrícia Marres/Marrese Assessoria)