Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

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Primavera selvagem: a estação em que Torres del Paine revela uma Patagônia mais silenciosa e cheia de vida

Patagônia, Chile, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Beckons.

Há uma Patagônia que muitos viajantes ainda conhecem pouco. Antes da alta temporada, quando os dias começam a ficar mais longos e a paisagem desperta do inverno, o icônico Parque Nacional Torres del Paine, no extremo sul do Chile, ganha outro ritmo: mais silencioso, mais contemplativo e especialmente interessante para quem busca observar a natureza com calma.
A primavera transforma o parque em um dos momentos mais delicados do ano. É quando os filhotes de guanaco, conhecidos como chulengos, começam a aparecer; a avifauna se torna mais ativa; os vales recuperam tons de verde e cor; e os lagos, em dias mais calmos, refletem as montanhas como espelhos naturais.

É também uma época em que as trilhas de caminhada tendem a estar mais tranquilas, favorecendo um contato mais profundo com a paisagem. Para quem deseja ir além da visita clássica, a estação permite uma leitura mais lenta do destino, com tempo para caminhadas, contemplação, observação de fauna e atividades desenhadas de acordo com o perfil de cada viajante.

Nesse contexto, o hotel Tierra Patagonia, que até a temporada passada funcionava de outubro a abril, antecipou sua abertura 2026 para 15 de setembro e criou a proposta A Wild Reward, voltada a hóspedes que desejam permanecer três noites ou mais durante a primavera. A ideia é incentivar estadias mais longas, com uma curadoria privada de atividades e um crédito adicional para enriquecer a viagem.

A condição, válida para hospedagens até 20 de outubro deste ano, inclui US$ 1.000 por apartamento para atividades, além das inclusões habituais do hotel: todas as refeições, open bar com vinhos da casa e destilados, duas excursões de meio dia ou uma excursão de dia inteiro por dia, traslados de ida e volta ao aeroporto de Puerto Natales em conexão com voos regulares e uso das instalações do lodge.

O crédito pode ser usado para ampliar a programação no destino, de acordo com disponibilidade e perfil da viagem. Entre as possibilidades estão atividades especiais como um safári para tentativa de observação de pumas e a navegação no Lago Grey, que devem ser reservadas com antecedência.

As reservas devem ser feitas até 15 de julho. Mais informações em tierrapatagonia.com e beckons.com.

Sobre a Beckons

A Beckons nasce em torno de jornadas de descoberta para viajantes curiosos que buscam uma conexão mais profunda com o destino, a cultura e o mundo natural. Por meio de uma coleção em expansão de lodges localizados em alguns dos destinos mais raros e extraordinários do planeta, a marca é guiada por uma abordagem regenerativa ao luxo — que vai além da sustentabilidade, buscando gerar impacto positivo e duradouro para as paisagens, a vida selvagem e as comunidades que chamam esses lugares de lar.

A coleção Beckons reúne cinco propriedades premiadas na Austrália: Southern Ocean Lodge, na Ilha Kangaroo; Longitude 131°, em Uluṟu-Kata Tjuṯa; Capella Lodge, na Ilha Lord Howe; Silky Oaks Lodge, na Floresta Daintree; e The Louise, no Vale do Barossa. Do outro lado do Mar da Tasmânia, na Nova Zelândia, está o centenário — ainda jovem em espírito — Huka Lodge, em Taupō. Nas Américas, as experiências incluem o Clayoquot Wilderness Lodge, na Ilha de Vancouver, no Canadá, além das paisagens selvagens do Tierra Atacama e do Tierra Patagonia, no Chile. Mais informações no site Link e no perfil de Instagram @beckonsjourneys.

(Fonte: AD Comunicação & Marketing)

Capulanas Cia de Arte Negra inicia celebrações de seus 20 anos com “No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Cena de No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração. Fotos: Noelia Nájera.

Inspirado na cosmologia iorubá-nagô e nas experiências de mulheres negras, o espetáculo “No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração” transforma o ventre feminino em território de memória, ancestralidade e criação. A nova montagem da Capulanas Cia de Arte Negra realiza temporada gratuita entre os dias 03 de julho e 9 de agosto de 2026, passando pela Goma Capulanas, no Jardim São João; pelo Terreiro Ilê Axé Dará Omo Ofá Bebê, no Balneário Dom Carlos; e pelo Teatro de Arena Eugênio Kusnet, na Vila Buarque. A circulação integra o projeto A Casa, o Terreiro e o Teatro, contemplado pela 44ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e concebido para dialogar com diferentes territórios de encontro, criação e ancestralidade.

Com direção de Olaegbé, que assina a dramaturgia ao lado das demais integrantes do grupo, a peça acompanha a trajetória de Capulanas, uma mulher negra que gesta um espetáculo dentro do próprio ventre. Orientada por Milagros, uma sensível médica afro-cubana, ela inicia uma busca pelos fragmentos de uma história coletiva de mulheres extraordinárias que ensaiaram, dia após dia, o nascimento de uma nova festa. Entre consultas médicas, memórias familiares e encontros com ancestrais, a obra costura temas como maternidade, violência obstétrica, apagamento histórico e resistência cultural.

A jornada é atravessada por personagens, entidades e figuras ancestrais que colaboram para esse nascimento coletivo, entre elas Tia Ma Monserrat, Maria Júlia Figueiredo, Maria Júlia da Conceição, Eleiê, Exu, Oshum, Oyá e Osá.

Concebida a partir da relação entre casa, terreiro e teatro, a circulação dialoga diretamente com as características de cada espaço. Na Goma Capulanas, sede da companhia, a encenação assume a atmosfera de uma casa antiga de mulheres negras. No Ilê Axê Dará Omo Ofá Bebê, a obra encontra o terreiro como território de ancestralidade, acolhimento e fortalecimento comunitário. Já no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, a arquitetura circular aproxima atrizes e espectadores, destacando a dimensão cênica e coletiva do encontro.

Um dos elementos centrais da encenação nasce do encontro entre a Capulanas Cia de Arte Negra e o artista beninense Barthélémy Hountchonou, reconhecido por seu trabalho na escultura de máscaras. Para a montagem, ele criou ventres de madeira vestidos pelas atrizes Adriana Paixão, Flávia Rosa, Débora Marçal, Sol Tereza e Beatriz Oliveira, transformando o corpo gestante em imagem cênica que conecta ancestralidade, criação e potência feminina.

Em atuação desde 2007, a Capulanas Cia de Arte Negra desenvolve uma pesquisa que coloca as experiências de mulheres negras periféricas no centro da criação artística. Em No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração, a companhia aprofunda investigações presentes em sua trajetória, aproximando espiritualidade, memória, saúde e ancestralidade afrodiaspórica. “Escolhemos bailar para o odu Osá Meji para lembrar às mulheres negras da importância do cuidado com a própria saúde, especialmente em relação às doenças ligadas ao ventre, ao útero, às pernas e às partes sanguíneas do corpo. Durante a pesquisa, percebemos a necessidade de incentivar essa comunidade a realizar exames e, ao mesmo tempo, fortalecer sua conexão com a ancestralidade”, comenta a diretora Olaegbé.

A figura de Milagros simboliza justamente a aproximação entre esses universos. “Ela é uma doutora do SUS e, ao mesmo tempo, um grande pássaro destinado a cuidar daquela barriga. Ao realizar esse parto, Capulanas entra em contato com mulheres que enfrentaram situações como a violência obstétrica ou o diagnóstico precoce da retirada do útero”, acrescenta.

A montagem também dialoga com o Gẹ̀lẹ̀dẹ̀, dança ritual do povo iorubá presente na Nigéria, no Benin e no Togo, dedicada à celebração das mães ancestrais. Nessa tradição, dançar como as ancestrais dançam é também um gesto de cura, permanência e celebração da vida.

Essa dimensão ancestral atravessa ainda o figurino, concebido por Débora Marçal, que utiliza as roupas como dispositivos dramatúrgicos. As atrizes vestem sucessivas camadas de saiotes confeccionados com capulanas — tecido estampado amplamente utilizado em países africanos — evocando as grandes mães e estabelecendo conexões simbólicas com diferentes linhagens femininas.

Na trilha sonora, executada por Mauricio Badé, Renato Ihu, Rubi Assunção e Maicou Yuri, referências do Candomblé e da Santeria dialogam com guitarras, samplers e sonoridades contemporâneas, ampliando o encontro entre tradição e presente que atravessa toda a encenação.

Sobre o Grupo Capulanas Cia de Arte Negra

A Capulanas Cia de Arte Negra é um coletivo de teatro negro feminino fundado em 2007, na zona sul de São Paulo, por Adriana Paixão, Debora Marçal, Flavia Rosa e Priscila Obaci. Sua trajetória teve início com o espetáculo Solano Trindade e suas Negras Poesias (2007–2009), obra que estabeleceu as bases de sua pesquisa artística a partir da potência da poesia negra brasileira.

O trabalho do grupo nasce da relação entre corpo, memória e território. Suas criações são construídas a partir das heranças ancestrais, das experiências vividas nas periferias urbanas e das múltiplas formas de resistência presentes no cotidiano. Em 2010, com Pé no Quintal, a companhia aprofundou a investigação sobre os territórios periféricos e suas dinâmicas culturais. Dois anos depois, ampliou essa pesquisa por meio do intercâmbio internacional Pé no Quintal de Moçambique, realizado em parceria com artistas africanos, e da criação de Sangoma – saúde às mulheres negras, espetáculo que se tornou referência ao abordar a saúde da mulher negra em diálogo com saberes ancestrais e contemporâneos.

Ao longo de sua trajetória, a Capulanas consolidou uma prática artística que compreende o teatro como produção de conhecimento. Suas obras funcionam como espaços de reflexão crítica sobre as estruturas raciais, de gênero e de classe que atravessam a sociedade brasileira.

A pesquisa desenvolvida pelo coletivo tem como eixo as espiritualidades afrodiaspóricas, os processos de cura, o prazer e os imaginários afrofuturistas, entendidos como dimensões interligadas de uma mesma investigação sobre o corpo negro feminino. Nesse percurso, o corpo é concebido como arquivo vivo, território de disputa e espaço de elaboração de futuros possíveis. Em 2014, com Sã da Cura ao Gozo, a companhia aprofundou as reflexões sobre cura e espiritualidade. Em 2016, com Ialodês – Trilogia da Mulher Negra: uma ficção afrofuturista, reafirmou a centralidade das mulheres negras como protagonistas da cena e do porvir.

Em 2012, a criação do Goma Capulanas marcou uma nova etapa da trajetória do grupo. Instalado no Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo, o espaço consolidou-se como um polo de criação, formação e difusão cultural, ampliando a atuação da companhia para além da produção de espetáculos e fortalecendo sua presença no território.

Sinopse | Inspirada na cosmologia iorubá-nagô, a obra acompanha a trajetória de Capulanas, uma mulher negra que está gestando um espetáculo dentro do próprio ventre. Orientada por Milagros — uma sensível médica afro-cubana — Capulanas inicia uma travessia em busca de fragmentos de uma história coletiva de mulheres absolutamente fantásticas, que ensaiaram, dia após dia, o nascimento de uma nova festa. Entre consultas médicas, memórias familiares e encontros com ancestrais, o espetáculo costura temas como maternidade, violência obstétrica, apagamento histórico e resistência cultural.

FICHA TÉCNICA

Realização: Capulanas Cia de Arte Negra

Direção: Olaegbé

Dramaturgia: Olaegbé e Capulanas cia de Arte Negra

Elenco: Adriana Paixão, Débora Marçal, Flávia Rosa, Sol Tereza e Beatriz Oliveira

Direção de Arte: Débora Marçal

Cenografia: Studio Trânsito Ara – Débora Marçal e Olaegbé

Figurino: Studio Trânsito Ara – Débora Marçal

Criação de Máscaras: Barthélémy Hountchonou

Design de Luz: Dede Ferreira

Direção Musical: Mauricio Badé

Visagismo: Capulanas Cia de Arte Negra

Produção Administrativa: Fernanda Conceição

Produção Artística: Nicoly Soares – É tudo nosso Prod. e Olaegbé

Assistente de Produção: Larissa Góis e Kátia Patriota

Preparação Corporal: Carol Rocha Ewaci

Direção de Movimento: Verônica Santos

Preparação e Pesquisa Corporal: Deuses que dançam e Wellington Ngunga

Corpo-Voz Estudo de texto: William Simplício

Preparação de canto: Adriana Moreira

Execução e criação musical conjunta: Mauricio Badé, Renato Ihu, Rubi Assunção e Maicou Yuri

Operação de Luz: Dede Ferreira

Assistente de produção de figurino: Katia Patriota

Visagista: Claudia Andrade

Costureiras: Katia Patriota e Claudia Andrade

Cenotécnica: Kátia Patriota

Designer gráfico: Filipe Celestino

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Tradução e Interpretação em Libras: Mirian Caxilé – Assessoria em Acessibilidade.

SERVIÇO:

No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração

Duração: 80 minutos | Classificação indicativa: 12 anos

Gratuito | Ingressos: Plataforma Sympla

Dias 03, 04, 05, 11 e 12 de julho — Goma Capulanas

Rua José Barros Magaldi, 1121 — Jardim São Luiz, São Paulo/SP — CEP 05815-010

Horário: Sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h

Dias 17, 18, 19, 25 e 26 de julho — Terreiro Ilê Axê Dará Omo Ofá Bebê

Estrada Bem-Te-Vi, 3610 — Balneário Dom Carlos, São Paulo/SP — CEP 04947-000

Horário: Sexta a domingo, às 18h

Dias 05, 06, 07, 08, 09 de agosto — Teatro de Arena Eugênio Kusnet

Rua Dr. Teodoro Baima, 94 — Vila Buarque, São Paulo/SP — CEP 01220-040

Horário: De quarta a sábado, às 20h e domingo, às 19h.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

“Prisma – Eu Sou Assim”: Espetáculo infantil apresenta temporada no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo é uma aventura cheia de graça que se passa dentro e fora da cabeça de uma menina autista. Foto: Cacá Bernardes.

O Sesc Belenzinho recebe a partir do dia 4 até 21 de julho, a peça “Prisma – Eu Sou Assim”, com dramaturgia de Marcelo Romagnoli e direção de Cris Lozano. As apresentações acontecem aos sábados, domingos e feriados às 12h. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc, a R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12 (Credencial Sesc).

Prisma – eu sou assim é uma aventura cheia de graça que se passa dentro e fora da cabeça de uma menina autista. A peça é o ponto de vista bem-humorado e inusitado desta criança e a plateia acompanha sua história: o nascimento, a infância, as relações familiares, a escola, as interações com os amigos e as primeiras descobertas da vida.

SERVIÇO:

Espetáculo Prisma – Eu Sou Assim

De 4 a 19 de julho. Sábados, domingos e feriados, às 12h. 

Local: Teatro (374 lugares). Duração: 60 min. Classificação: Livre.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 12,00 (Credencial Plena); Crianças até 12 anos não pagam ingresso.

Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Transporte Público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

B3 e Instituto Inhotim lançam rota dedicada à arte brasileira

Brumadinho, MG, por Kleber Patricio

Iniciativa cria percurso de aproximadamente 10 km no Inhotim, conectando o público à produção artística nacional e valorizando o legado da arte brasileira. Foto: Divulgação/Inhotim.

A partir de julho, o aplicativo do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), contará com a Rota Artistas Brasileiros B3, uma iniciativa inédita entre a bolsa do Brasil e o museu que oferece um percurso cultural imersivo ao longo de aproximadamente 10 quilômetros, reunindo obras de artistas nacionais. A ação tem como objetivo valorizar o patrimônio cultural brasileiro e contribuir para a preservação de um legado que reflete a história e a diversidade do país.

A rota reúne 100% das galerias e obras a céu aberto dedicadas à produção artística brasileira, passando pelas três rotas do Inhotim (amarela, laranja e rosa). São mais de 20 galerias e obras de artistas nacionais, entre eles nomes como Hélio Oiticica, Lygia Pape, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Dalton Paula, Luana Vitra, Arjan Martins e Rivane Neuenschwander. No aplicativo, o público tem acesso a um percurso que oferece um panorama da arte brasileira contemporânea, destacando diferentes trajetórias, linguagens e expressões que ajudam a construir o patrimônio cultural do país. As rotas também contam com audioguias, ampliando a acessibilidade e proporcionando uma experiência mais inclusiva para os visitantes.

“Na B3, acreditamos que investir em cultura é investir no Brasil. Ao lançar a Rota de Arte Brasileira B3, em parceria com o Instituto Inhotim, contribuímos para fortalecer o patrimônio cultural, ampliar o acesso à arte e garantir que esse legado continue inspirando as próximas gerações”, afirma Janaína Vilella, diretora de Comunicação e Sustentabilidade da B3.

“O Inhotim tem um importante acervo no qual a produção de artistas brasileiros está presente. O roteiro com foco nessas obras, seja em galerias ou visitando obras a céu aberto, é uma oportunidade para o público conhecer artistas de diferentes gerações e poéticas”, comenta Deri Andrade, curador do Instituto Inhotim.

A rota propõe novos olhares sobre o acervo de Inhotim, incentivando o público a aprofundar seu contato com obras que refletem a pluralidade da produção artística brasileira. Ao percorrer esse conjunto de trabalhos, os visitantes têm a oportunidade de acessar diferentes perspectivas sobre a história, a cultura e as múltiplas identidades que compõem o país.

Sobre Instituto Inhotim

Museu de Arte Contemporânea e Jardim Botânico, o Instituto Inhotim nasce da interseção entre arte, natureza e educação. Nos 140 hectares que compreendem a sua área, a pessoa visitante caminha entre milhares de espécies de plantas de diferentes continentes e um acervo artístico composto por esculturas, instalações, fotografias, pinturas e muitos outros formatos artísticos de grandes nomes da arte contemporânea nacional e internacional. Devido à sua extensão e localização – entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado –, o Inhotim possibilita que artistas criem obras de forma singular e inovadora, além de viabilizar a exibição permanente de trabalhos em grande escala. É essa experiência integrada da criação artística, natureza, território, em uma programação sempre viva, que faz do Inhotim um lugar único no mundo. Aberto ao público desde 2006, o Instituto Inhotim já recebeu mais de 4 milhões e 400 mil pessoas e, atualmente, tem ingressos gratuitos em todas as quartas-feiras e no último domingo do mês.

(Fonte: B3)

“Formas Musicais”, a arte da escuta inteligente: desvendando a música sinfônica

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

O maestro Ricardo Rocha. Espaço Leia Brasil apresenta curso “Formas Musicais – Como conhecer e saber ouvir o pensamento musical”. Foto: Daniel Ebendinger.

Ouvir uma orquestra vai muito além de apreciar a beleza dos sons. Compreender os instrumentos, identificar os padrões e estruturas que organizam uma obra de concerto e transformar a experiência de escuta em uma descoberta do pensamento criativo do compositor revelam um novo olhar para quem deseja mergulhar neste universo. Essa é a proposta do curso “Formas Musicais”, ministrado pelo maestro Ricardo Rocha, fundador e diretor musical da Cia. Bachiana, que completa 40 anos de trajetória em 2026. Serão oito aulas, realizadas aos sábados, das 10h às 13h, na Escola de Música Villa-Lobos, com início em 18 de julho.

Formas Musicais investe na formação de novas plateias de todas as idades, voltando-se para os que querem compreender a linguagem da música de concerto em seu próprio discurso. Ele tem como foco a aprendizagem de uma audição musical inteligente não só para leigos e estudantes em geral, mas também para os professores e profissionais da música e outras artes, por meio de uma abordagem inédita no reconhecimento dos principais eventos musicais em meio à sua organização estrutural. “É um método capaz de oferecer um caminho para uma audição inteligente das grandes obras orquestrais em seus principais formatos, como suítes, aberturas, sinfonias, concertos solistas e poemas sinfônicos, formas consagradas que constituem o volume maior do repertório sinfônico da história de nossa música”, ressalta o regente Ricardo Rocha.

A cada aula haverá a análise de cinco das mais importantes e diferentes formas que a história da música produziu. Ao todo, serão 20 famosas obras da história da música, escritas nos séculos 18, 19 e 20 por 14 dos maiores compositores de todos os tempos, como Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Wagner, Rimsky-Korsakov, Tchaikovsky, Grieg, Dvorák, Mussorgski, Debussy, Ravel, Sibelius, Bartók e Stravinsky. “O resultado desse método, que vem sendo desenvolvido há mais de 30 anos, surpreende pela experiência de uma audição completamente diferente, capaz de abrir novas vias de acesso ao entendimento e à fruição estética de obras-primas de grandes compositores”, destaca o maestro.

Programação das aulas:

Introdução: Breve história da música ocidental e das formas musicais 

Aula I – Suite, fonte para as diversas formas que nasceram depois

– Barroca (século 18): J. S. Bach, Suite n. 2 em si menor, BWV 1067

– Romântica (século 19): Grieg, Suite n.1 de Peer Gynt, opus 46

– Moderna sobre temática barroca (século 20): Stravinsky, Suite Pulcinella 

Aula II – Abertura, que nascida como introdução às Suites, com o tempo ganhou autonomia como peça de concerto

– Clássica (final do século 18): Mozart, abertura de A Flauta Mágica

– Programática (século 19): Wagner, abertura de Os Mestres Cantores

– Concertante (século 19): Rimsky-Korsakov, Abertura Páscoa Russa 

Aula III – Sinfonia Clássica, em 4 movimentos: exemplo de um movimento de cada

– Haydn, Sinfonia n. 39 em sol menor (I. Allegro assai))

– SchubertQuinta Sinfonia, em si bemol maior, D 485 (II. Andante con moto)

– Beethoven, Sinfonia n.8 em fá maior, opus 93 (III. Tempo di Menuetto)

– Mozart, Sinfonia n. 41, Júpiter, a “Zero” de Beethoven (IV, Molto allegro) 

Aula IV – Sinfonia Romântica, em 4 movimentos: apresentação completa e analisada de duas grandes representantes do Romantismo

 Beethoven, Sinfonia n. 3 em mi bemol maior, opus ‘Eroica”

– Tchaikovsky, Sinfonia n. 5, in mi menor op. 64

Aula V – Concerto Solista – um painel comparado da forma sonata

–  Introdução: a forma barroca Concerto Grosso em Bach, Concerto para dois Violinos

– Piano, Classicismo: Beethoven, Concerto n.3 em dó menor, 1º. movimento

– Violoncelo, Romantismo: Dvorák, Concerto n.2 em si menor, 1º. movimento

– Piano, Modernismo: Ravel, Concerto para Piano em sol1º. movimento

Aula VI – Poema Sinfônico 1 – Obras a serem analisadas:

– SibeliusFinlândia

– Debussy, L’après-midi d’um faune

– MussorgskiQuadros de uma Exposição (Ravel)

Aula VI – Poema Sinfônico 2, Encerramento: a análise detalhada e completa de:

– Gustav MahlerDAS LIED VON DER ERDE – “A Canção da Terra” 

Obra-prima e testamento musical do compositor, sobre poemas chineses do século VI, sobre a vida e seu ciclo na juventude, maturidade e despedida.

SERVIÇO:

Curso Formas Musicais

Palestrante: Maestro Ricardo Rocha

Período: sábados, de 18 de julho a 5 de setembro

Horário: 10h às 13h

Local: Escola de Música Villa-Lobos

Endereço: Rua Ramalho Ortigão, nº 9 – Centro – Rio de Janeiro (perto da estação de metrô Carioca)

Informações (Leia Brasil): 21- 98133-7880

Telefone Geral: 21 – 2505-9701

Realização: Espaço Leia Brasil.

(Com Cláudia Tisato/Matéria-Prima Comunicação e Arte)