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Editora FGV lança livro ‘Famílias empresárias brasileiras’

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Em “Famílias empresárias brasileiras: memórias e reflexões”, Levindo O. C. Santos examina os desafios enfrentados por famílias empresárias na construção, preservação e transformação de seus legados ao longo do tempo. A obra, publicada pela Editora FGV, parte da compreensão de que família e trabalho estão entre as forças mais determinantes da vida humana. Quando essas duas dimensões se encontram em um mesmo projeto empresarial, ampliam sua potência, mas também sua complexidade. Nas famílias empresárias, vínculos afetivos, memória, pertencimento, patrimônio, poder e decisões estratégicas convivem em uma mesma realidade.

Processos de sucessão, profissionalização, governança, inovação, gestão patrimonial e entrada de investidores não mobilizam apenas questões técnicas. Envolvem também confiança, autoridade, identidade, responsabilidade e a capacidade de cada geração compreender o seu próprio tempo.
Combinando reflexão conceitual, pesquisa acadêmica e casos brasileiros, o livro se afasta da ideia de fórmulas prontas ou modelos universais. As histórias apresentadas revelam como cada família constrói suas respostas a partir de sua trajetória, de suas relações, de seus impasses e do momento que vive.

Mais do que oferecer soluções fechadas, a obra amplia a percepção sobre o território singular das famílias empresárias e convida o leitor a reconhecer, nas experiências de outros, elementos que possam iluminar suas próprias conversas, escolhas e responsabilidades.

Para marcar o lançamento desta obra, o autor estará presente na Rio Innovation Week com a “Palestra Fio do Tempo”, dia 7 de agosto, às 14h30, seguido de autógrafos no Armazém Kobra, às 17h; em São Paulo, noite de autógrafos na Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi, às 19h do dia 5 de agosto e, em Belo Horizonte, um encontro especial no Hotel Radisson Blu, às 19h, no dia 13 de agosto.

Famílias empresárias brasileiras: memórias e reflexões

Levindo O. C. Santos

Editora FGV.

(Com Marcia Gomes/Insightnet)

Tudo que inventei aconteceu: Flávia Junqueira apresenta nova série produzida em Nova York

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Em cartaz a partir de 8 de agosto na Zipper Galeria, individual reúne ensaio produzido em espaços públicos nova-iorquinos e expõe, pela primeira vez, os bastidores por trás da criação do universo lúdico em suas fotografias.

Depois de quase duas décadas transformando teatros, museus, palácios e outros espaços históricos em cenários para suas fotografias, Flávia Junqueira voltou seu olhar para a imprevisibilidade da cena urbana de Nova York. O resultado é “Tudo que inventei aconteceu”, exposição que abre em 8 de agosto na Zipper Galeria, em São Paulo. A mostra apresenta um conjunto inédito de fotografias produzido durante uma temporada no início deste ano, em que balões, cavalinhos de carrossel e outros elementos recorrentes na obra da artista ocupam ruas, pontes, parques e estações de metrô de alguns dos endereços mais emblemáticos da metrópole.

Realizado em parceria inédita entre a Zipper Galeria, no Brasil, e a Unix Gallery, em Nova York, o projeto foi desenvolvido majoritariamente em espaços públicos e exigiu uma dinâmica de produção diferente da habitual. Os materiais acompanharam toda a viagem, os balões eram inflados no próprio local e muitas fotografias foram feitas antes do amanhecer, quando as ruas ainda estavam vazias. A luz, o clima e o movimento da cidade passaram a fazer parte da construção de cada imagem.

Essa mudança aparece também nas próprias fotografias. Pela primeira vez, tripés, cilindros de gás hélio e outros recursos técnicos permanecem visíveis em algumas imagens. Em vez de esconder esses elementos, Flávia os incorpora ao trabalho e revela parte do processo de criação sem desfazer o encantamento que caracteriza sua produção.

Referências a Alice no País das Maravilhas atravessam discretamente a série e reaparecem ao longo das fotografias. O título da mostra sugere que aquilo que parecia existir apenas na imaginação ganha forma diante da câmera, retomando temas recorrentes na obra da artista, como a infância, a memória e a encenação.

As imagens percorrem diferentes paisagens de Nova York. Na Brooklyn Bridge e na vista da Manhattan Bridge a partir do DUMBO, os balões dividem espaço com alguns dos cartões-postais mais conhecidos da cidade. No Bryant Park, um díptico registra o mesmo carrossel durante o dia e à noite, sem qualquer intervenção. Já na estação Chambers Street, uma das mais antigas, um cavalo de carrossel ocupa a plataforma do metrô. No Freeman Alley, os balões encontram os grafites que transformaram o beco em um dos endereços mais conhecidos da arte urbana nova-iorquina.

A série sucede projetos recentes que ampliaram a presença do trabalho de Flávia Junqueira em diferentes espaços, como a instalação de milhares de balões criada para o aniversário de 116 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a instalação imersiva Rêverie, apresentada na Zipper Galeria, e Sala Ali, espaço permanente concebido para a Casa Bradesco, em São Paulo. Suas obras integram coleções como MAM São Paulo, MIS São Paulo, Museu do Itamaraty e World Bank.

Com texto crítico de Gisela Gueiros, a mostra apresenta um momento de inflexão na trajetória de Flávia Junqueira. Ao levar sua fotografia para as ruas de Nova York e incorporar ao processo aquilo que normalmente permanecia fora de quadro, a artista amplia as possibilidades de um trabalho reconhecido por construir cenas cuidadosamente elaboradas.

Sobre a artista 

Flávia Junqueira (São Paulo, Brasil, 1985) vive e trabalha em São Paulo. Bacharel em Artes Plásticas e pós-graduada em Fotografia pela Fundação Armando Álvares Penteado, seu nome é evidenciado pela participação em projetos e exposições de destaque, tais como “Culture and Conflict: IZOLYATSIA in Exile”, no Palais de Tokyo (Paris, 2014), “The World Bank Art Program”, no Kaunas Photo Festival (2010), “Tomorrow I will be born again”, na Cité des Arts (2011), e “Subjetivo Feminino: una Mirada Latino Americana”, do projeto Photo España, no Instituto Cervantes São Paulo (2009), além de “Projeto para finais felizes”, na Temporada de Projetos do Paço das Artes (São Paulo, 2013), agraciado com o Prêmio Energias na Arte do Instituto Tomie Ohtake em 2009. Outras contribuições notáveis incluem “Gorlovka”, no Programa Itinerâncias “Nova Fotografia” (2015), e “Tentativas e Apostas – Notas de um Processo”, na Red Bull House of Art, Residência Artística São Paulo (2010).

Nos últimos anos, realizou uma série de exposições individuais e instalações imersivas que expandem essa pesquisa, com destaque para “Flávia Junqueira no Baile”, na Sala Ali, Casa Bradesco (São Paulo, 2025), a instalação imersiva no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (2025), “Alegoría”, na Sorondo Projects em parceria com a Reiners Contemporary (Barcelona, 2025), “Extasia”, no Centro Cultural FIESP (São Paulo, 2024), o projeto ao ar livre da Banca Galeria no Parque Ibirapuera (São Paulo, 2024), “The Absurd and the Grace”, na Gilman Contemporary (Sun Valley, Idaho, Estados Unidos, 2024), “Symphony of Illusions”, na Galeria Voss (Düsseldorf, 2023), “Revoada #3”, no Pátio Higienópolis (São Paulo, 2022), e as mostras “Revoada”, no Farol Santander Porto Alegre e no Farol Santander São Paulo (2021). Também integra esse percurso “Party Cloud”, na Izolyatsia (Donetsk, Ucrânia, 2012). Na Zipper Galeria, onde já realizou cinco exposições individuais, destacam-se “Rêverie” (São Paulo, 2024), “Igrejas barrocas e cavalinhos de pau” (São Paulo, 2021), “O Absurdo e a Graça” (2019) e “Quando os monstros envelhecem” (2016), que aprofundam sua investigação sobre a memória e a teatralidade do encantamento no espaço expositivo.

SERVIÇO:

Flávia Junqueira | Tudo que inventei aconteceu

Texto crítico:  Gisela Gueiros

Local: Zipper Galeria – R. Estados Unidos, 1494 – Jardim America, São Paulo

Abertura: 8 de agosto

Período expositivo: 8 de agosto a 19 de setembro de 2026

Entrada: Gratuita

Informações:  www.zippergaleria.com.br | @zippergaleria.

(Com Edgard França Cor Comunicação)

Ouvindo Passos Cia. de Dança apresenta “Xirê de Erê” no Sesc Consolação

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Xirê de Erê, Ouvindo Passos Cia. de Dança. Fotos: Divulgação/Ouvindo Passos Cia. de Dança/Sesc Campo Limpo.

Ouvindo Passos Cia. de Dança apresenta o espetáculo “Xirê de Erê” no Sesc Consolação. Voltada para crianças e suas famílias, a montagem convida o público a mergulhar em um universo de dança, brincadeiras, ancestralidade e celebração da cultura negra, tendo o riso como fio condutor dessa experiência. Nesta montagem, Xirê também é acessível às crianças com deficiência visual, com a audiodescrição integrada à cena como um recurso que convida e faz a imaginação dançar. As apresentações acontecem aos sábados, às 11h, nos dias 8, 15, 22 e 29 de agosto, e 5, 12 e 19 de setembro.

Com duração de 45 minutos o espetáculo pode ser assistido por diversos sentidos e parte da pergunta: “Se um sorriso negro traz felicidade, agora imagine muitos?”. Inspirada no livro “Flutuantes”, da escritora Rosana Rios, a obra investiga as corporalidades das crianças negras, transformando o riso em linguagem coreográfica.

Em cena, as artistas Paula Salles e Jô Pereira conduzem uma experiência em que rir também é dançar. O espetáculo propõe reflexões sobre a importância de garantir às crianças negras o direito à alegria, ao brincar e à existência plena, em um contexto social ainda marcado pelo racismo e pela violência contra crianças e adolescentes negros.

A Ouvindo Passos Cia de Dança desenvolve uma pesquisa artística denominada “Poéticas de Interferência”, na qual a dança se constrói a partir da criação de vínculos entre artistas e público. A companhia busca compreender de que maneira esses vínculos promovem o acesso à ancestralidade negra, bem como refletir sobre os recortes raciais que atravessam as experiências e relações na sociedade. Seus trabalhos adentram o universo da gestualidade como possibilidade de transformar o corpo em um território de conexões e sentidos, coreografando gestos a partir de falas, escutas, crenças e risos das pessoas.

Ficha Técnica

Concepção: Ouvindo Passos Cia. de Dança

Criação e interpretação: Paula Salles e Jô Pereira

Direção Artística: Silvana de Jesus

Figurino: Thais Dias | Equipe Ouroboro

Criação, designer e operação de Luz: Dede Ferreira

Criação de trilha Sonora: Dani Lova

Cenotécnica: Lucas Amaro

Designer gráfica: Beatriz Carvalho

Operação de Som: Fabiano Savan

Operação de luz: Eloah Menez e Rafael Casemiro

Preparação corporal: Thiago Negraxa

Preparação em aparelhos aéreos: Mariana Duarte

Sociais mídias: Claudiana Honório

Acessibilidade visual: Coletivo Desvio Padrão

Assessoria de imprensa: Marrese Assessoria

Assistente de produção: Lemurs  | Vanessa Elias Lemes

Produção geral: Iolanda Costa

Apoio: Espaço Alto.

SERVIÇO:

Xirê de Erê

Datas: sábados, às 11h | 8, 15, 22 e 29 de agosto, e 5, 12 e 19 de setembro

Duração: 45 minutos

Local: Sesc Consolação | Rua Dr.Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo/SP

Faixa etária: 5 anos

Ingresso: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia-entrada) | R$ 12,00 (credencial plena) . Gratuidade para crianças até 12 anos.

Venda on-line em centralrelacionamento.sescsp.org.br  e no App Credencial Sesc SP

Venda presencial nas bilheterias do Sesc São Paulo

@ouvindopassosciadedanca.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

Scena – Semana da Cena Italiana Contemporânea chega à quinta edição no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

SCENA – Semana da Cena Italiana Contemporânea realiza sua quinta edição em São Paulo, no Sesc Belenzinho, entre os dias 8 e 16 de agosto de 2026, reunindo três espetáculos que transitam entre teatro, música e dança, inéditos na América Latina. Realizada pelo Instituto Italiano de Cultura de São Paulo e pelo Sesc São Paulo, com curadoria de Rachel Brumana e produção da Associação SÙ de Cultura e Educação, a mostra vem se consolidando como um espaço de aproximação entre o público brasileiro e a produção contemporânea da Itália.

Nesta edição, a programação reúne artistas consagrados e uma nova geração de criadores em três trabalhos de diferentes linguagens e trajetórias: “SID – Fin qui tutto bene”, com texto e direção de Girolamo Lucania e interpretação de Alberto Boubakar Malanchino; “Nina”, da companhia Fanny & Alexander; e “Graces”, da coreógrafa Silvia Gribaudi. “A curadoria desta edição buscou reunir três artistas de trajetórias muito distintas, que representam diferentes momentos da criação contemporânea italiana. Ao mesmo tempo, são espetáculos que compartilham um desejo comum: estabelecer uma comunicação direta com o público, sem abrir mão da pesquisa e da experimentação artística”, afirma Rachel Brumana.

Embora partam de universos diversos, os três espetáculos dialogam com questões do presente, como identidade, memória, racismo, representação e os modos como o corpo é percebido e construído socialmente. Cada criação desenvolve esses temas por caminhos próprios, combina diferentes recursos cênicos e linguagens artísticas distintas. “A SCENA pretende valorizar a experiência presente e relacionar diferentes culturas e pensamentos, de modo que a reflexão sobre temáticas da contemporaneidade transcenda o indivíduo e una o público em um compartilhamento artístico coletivo”, colocam Lillo Teodoro Guarneri e Margherita Marziali, diretor e adida e vice-diretora do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo.

PROGRAMAÇÃO

Abrindo a programação, SID – Fin qui tutto bene apresenta o ator italiano de origem burquinense Alberto Boubakar Malanchino em um solo escrito e dirigido por Girolamo Lucania. A montagem acompanha um jovem italiano, filho de imigrantes do norte da África, cuja trajetória expõe as tensões da Europa contemporânea por meio de uma narrativa que mistura teatro, música e referências da cultura urbana. Vestido de branco — cor do luto na tradição muçulmana —, Sid vive entre o consumismo, a violência, as drogas e o desejo de pertencimento. Leitor apaixonado, cinéfilo e ator de si mesmo, o personagem constrói sua identidade em uma sucessão de fragmentos de memória, bullying e exclusão. A dramaturgia avança como um filme sem montagem, alternando humor, dureza e poesia para revelar um jovem dividido entre diferentes mundos e constantemente levado a interpretar papéis para sobreviver.

A segunda atração é Nina, criação da companhia Fanny & Alexander, fundada em 1992 por Chiara Lagani e Luigi de Angelis. Em cena, a soprano norte-americana Claron McFadden empresta corpo e voz a Nina Simone sem recorrer ao formato biográfico tradicional. O espetáculo utiliza entrevistas, discursos e canções da artista para construir um concerto cênico que atravessa teatro, música e documento. Por meio da técnica da heterodireção, McFadden permanece conectada em tempo real aos registros sonoros da própria Nina Simone, interpretando suas canções e palavras enquanto dialoga com um piano automático e a criação sonora de Damiano Meacci. O resultado é uma experiência sensorial em que diferentes vozes parecem coexistir no palco, reafirmando a singularidade da voz humana e convidando o público a refletir sobre identidade, memória, racismo e o legado artístico e político de Nina Simone.

Encerrando a programação, a coreógrafa Silvia Gribaudi apresenta Graces, criação inspirada na escultura As Três Graças, de Antonio Canova. Partindo de um dos grandes símbolos da arte clássica, a obra aproxima dança, teatro e performance para questionar os padrões históricos de beleza, feminilidade e representação do corpo, sempre com humor e irreverência. Em cena, Gribaudi divide o palco com três bailarinos em um espaço onde masculino e feminino deixam de ocupar papéis fixos. A artista, que costuma definir seu trabalho como uma pesquisa sobre o corpo em toda a sua diversidade, transforma imperfeições em potência criativa e aproxima intérpretes e espectadores por meio de uma linguagem direta, acessível e bem-humorada. O espetáculo propõe uma reflexão sobre envelhecimento, liberdade e convivência, mostrando que o corpo pode ser também território de imaginação, afeto e transformação.

“Chegamos à quinta edição com uma programação que mantém a vocação do SCENA para apresentar a produção contemporânea italiana em toda a sua diversidade. São três obras de linguagens distintas que convidam o espectador a se envolver desde o primeiro momento”, conclui Rachel Brumana.

Serviço, sinopses e fichas técnicas:

SID – Fin qui tutto bene, do Cubo Teatro

Sala de Espetáculos

Dia 8 de agosto, sábado, às 19h30

Dia 9 de agosto, domingo, às 17h

Classificação: 14 anos | Duração: 70 min

Espetáculo vencedor do Prêmio Inbox 2023, um dos principais reconhecimentos para novas produções teatrais na Itália, a montagem acompanha a trajetória de Sid, um adolescente da periferia que atravessa um cotidiano marcado pela exclusão social, solidão, consumo, drogas e violência urbana. Inteligente e sensível, o jovem encontra na música de Mozart um refúgio, mas também canaliza sua apatia e revolta em uma escalada de crimes e assassinatos. Suas vítimas são sufocadas com sacolas de marcas de luxo, um gesto simbólico que evidencia as contradições entre desejo de pertencimento, consumo e marginalização. O ator Alberto Malanchino também recebeu o prêmio de Melhor Ator Under 35 no prestigiado Prêmio UBU por sua interpretação.

Ficha Técnica:

Texto e Direção: Girolamo Lucania

Interpretação: Alberto Boubakar Malanchino

Música ao Vivo e Desenho de Som: Ivan Bert e Max Magaldi

Videoprojeções: Niccolò Borgia

Concepção Cenográfica: Ivan Bert

Direção Técnica: Alessandro Vendrame

Baseado em um conceito original de Ivan Bert e Girolamo Lucania

Produção: Cubo Teatro

Nina, de Fanny&Alexander

Dias 12 e 13 de agosto, quarta e quinta-feira, às 21h.

Teatro

Classificação: 14 anos | Duração: 65 min

Nina é um espetáculo que investiga a voz humana por meio de uma fusão entre música e performance, utilizando a técnica da heterodireção. Em cena, a soprano norte-americana Claron McFadden dá corpo à figura mítica de Nina Simone, em uma homenagem que ultrapassa a representação biográfica para explorar a potência singular de sua presença e de sua voz.

Conectada em tempo real, por meio de fones de ouvido, aos registros sonoros da própria Nina Simone, McFadden interpreta canções emblemáticas, revisita seus posicionamentos políticos e evoca suas frustrações e lutas. Acompanhada por um piano automático (autopiano) e pela sofisticada criação sonora de Damiano Meacci, a artista constrói uma sobreposição quase fantasmagórica entre sua própria voz e a de Simone, revelando a voz humana como uma marca única e irreproduzível.

Entre tecnologia e encantamento, Nina propõe uma experiência sensorial e poética que convida o público a refletir sobre identidade, memória, racismo e resistência, reafirmando o legado artístico e político de uma das maiores vozes do século XX.

Ficha Técnica:

Performance: Claron McFadden

Concepção, Direção e Desenho de Luz: Luigi Noah De Angelis

Dramaturgia e Figurinos: Chiara Lagani

Criação Musical: Claron McFadden e Damiano Meacci (Tempo Reale)

Música Eletrônica e Desenho de Som: Damiano Meacci

Fotografia: Enrico Fedrigoli

Preparação Artística (Coaching): Andrea Argentieri

Gestão de Projeto e Promoção: Marco Molduzzi e Andrea Martelli

Administração: Stefano Toma

Produção: Fanny & Alexander/E Production e Muziektheater Transparant

Coprodução: IRCAM / Centre Pompidou (Paris), Festival d’Automne à Paris e Romaeuropa

Festival

Graces, de Silvia Gribaudi

Sala de Espetáculos

Dia 15 de agosto, sábado, às 21h

Dia 16 de agosto, domingo, às 17h

Classificação: 14 anos | Duração: 60min

GRACES é um projeto inspirado em As Três Graças, escultura criada por Antonio Canova entre 1812 e 1817. A obra tem origem na mitologia: as três filhas de Zeus, Eufrósine, Aglaia e Tália, irradiavam esplendor, alegria e prosperidade. Em cena, três figuras masculinas ocupam o palco em um espaço e tempo suspensos entre o humano e o abstrato: um lugar onde masculino e feminino se encontram sem papéis definidos e dançam ao ritmo da própria natureza.

Os três intérpretes masculinos ao lado da autora Silvia Gribaudi, que gosta de se definir como uma “autora do corpo”, pois sua poética transforma imperfeições em forma de arte por meio de um estilo cômico direto, cru e empático, sem fronteiras entre dança, teatro e artes performativas.

Ficha Técnica:

Coreografia: Silvia Gribaudi
Dramaturgia: Silvia Gribaudi e Matteo Maffesanti
Intérpretes: Silvia Gribaudi, Andrea Rampazzo, Francesco Saverio Cavaliere e Siro Guglielmi
Desenho de luz: Antonio Rinaldi
Direção técnica: Luca Serafini
Técnicos em turnê (em revezamento): Leonardo Benetollo, Paolo Rodighiero, Luca Serafini e Alessandro Palumbi
Figurinos: Elena Rossi
Produção: Associazione Culturale Zebra
Coprodução: Santarcangelo Festival
Com apoio do MiC – Ministério da Cultura da Itália

FICHA TÉCNICA SCENA:

SCENA – Semana da Cena Italiana Contemporânea 2026

Idealização e Curadoria: Rachel Brumana

Coordenação de Produção: Dani Correia e Rachel Brumana

Coordenação de Comunicação e Produção Executiva: Veni Barbosa

Coordenação Financeira e Administrativa: Gabi Correia

Coordenação Técnica: Grazi Vieira

Assistência de Produção e Receptivo: Nina Brumana Camozzi

Técnico de Luz e Vídeo: Eduardo Albergaria

Técnica de Som: Emillie Becker

Costura e Cenotécnica: Enrique Casas e Airton Casas

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Design Gráfico: Érico Peretta

Registro Audiovisual: Thais Taverna – Taverna Produções

Produção: Associação SÙ de Cultura e Educação

Realização: Instituto Italiano de Cultura de São Paulo (IIC) e Sesc SP.

SERVIÇO:

Scena – Semana da Cena Italiana Contemporânea – 5ª edição

De 8 a 16 de agosto

SESC BELENZINHO   

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Ingressos: R$60 (inteira) / R$30 (meia) / R$18 (credencial plena)

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Venda online a partir de 28 de julho às 17h; Venda presencial a partir de 29 de julho às 17h.

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Estacionamento: de terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Sesc Belenzinho nas redes:    Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Teatro Amazonas vira Patrimônio Mundial da Unesco em meio a alta de 49% nas reservas para atividades em Manaus

Manaus, AM, por Kleber Patricio

Reconhecida pela Unesco ao lado do Theatro da Paz, a casa de ópera de Manaus torna-se o primeiro bem cultural do Norte brasileiro na lista. Foto: Civitatis Brasil.

O cartão-postal mais conhecido de Manaus acaba de ganhar um novo status. Na madrugada do último dia 27, durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na Coreia do Sul, o Teatro Amazonas foi reconhecido como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco, em candidatura conjunta com o Theatro da Paz, de Belém. Sob a denominação “Teatros da Amazônia”, os dois edifícios se tornam o primeiro bem cultural da Região Norte a integrar a lista e a 26ª inscrição brasileira.

Para Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis, plataforma de reserva de atividades e experiências presente em mais de 160 países, o título deve acelerar um movimento que já aparece nos próprios dados da empresa: a projeção da capital amazonense como destino de turismo cultural, e não apenas como porta de entrada para a floresta.

O reconhecimento chega em um momento de expansão do turismo no estado. Em janeiro de 2026, dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE apontaram avanço de 4,7% na atividade turística estadual ante dezembro.

O ritmo se reflete na própria demanda registrada pela Civitatis em Manaus. No primeiro semestre de 2026, o número de reservas de atividades na cidade avançou cerca de 49% na comparação ano a ano, segundo dados internos da plataforma. E, embora a floresta ainda concentre a maior parte da procura, os passeios pelo centro histórico já aparecem entre os mais reservados: nos primeiros seis meses do ano, os tours urbanos com foco no Teatro Amazonas responderam por quase um em cada cinco reservas na cidade (18%), incluindo a visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas, ficando atrás apenas das experiências na selva e dos passeios pelos rios Negro e Amazonas. “Já vínhamos observando um interesse crescente por Manaus e o centro histórico ganhava espaço mesmo antes do anúncio. O Teatro Amazonas sempre foi um ícone, mas para muitos viajantes ele era um detalhe dentro de uma viagem cuja motivação principal era a floresta. O selo da Unesco muda essa hierarquia: ele transforma o próprio centro histórico da cidade em um motivo de viagem e é uma referência que o turista internacional reconhece na hora de escolher um destino”, afirma Alexandre Oliveira.

Inaugurado em 1896, em Manaus, o teatro nasceu como símbolo do ciclo da borracha, período em que o látex amazônico financiou uma súbita modernização urbana no fim do século XIX. A arquitetura inspirada na Belle Époque europeia, com mármore de Carrara, ferro forjado e uma cúpula de telhas coloridas nas cores da bandeira brasileira, convivia com materiais e referências da própria floresta, o que a Unesco reconheceu como uma identidade cultural singular. Tanto o Teatro Amazonas quanto o Theatro da Paz, em Belém, já eram tombados pelo Iphan desde a década de 1960.

Por que o título da Unesco importa para o turista

Ao contrário de um monumento isolado, o Teatro Amazonas está inserido em um centro histórico que concentra boa parte da memória do ciclo da borracha. A poucos passos do teatro ficam o Largo de São Sebastião, com seu calçamento ondulado, a igreja de mesmo nome, o porto de Manaus, um dos maiores portos fluviais do mundo, e o mercado municipal Adolpho Lisboa, de 1883, cuja estrutura de ferro remete aos projetos de Gustave Eiffel. É esse conjunto, e não apenas a casa de ópera, que passa a contar com o reconhecimento internacional.

Na prática, quem visita a cidade encontra esses pontos reunidos em um mesmo roteiro a pé, modelo que já é o terceiro tipo de experiência mais reservado pelos clientes da Civitatis em Manaus. A visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas oferecida pela Civitatis com guia em português parte justamente do Largo de São Sebastião e inclui a entrada no teatro, onde o visitante conhece o interior revestido de mármore italiano e a história da construção antes de seguir pelo porto, pelo mercado Adolpho Lisboa e pelo mirante Lúcia Almeida, de onde cidade e floresta parecem se fundir no horizonte. O percurso dura de três horas e meia a quatro horas.

Um cartão de visitas para o Norte do país

A entrada do Teatro Amazonas na lista da Unesco também ajuda a reposicionar Manaus como um centro cultural no Norte. Para o viajante que quer entender a região além da floresta, o teatro passa a funcionar como âncora de itinerários urbanos, que costumam ser combinados com clássicos amazônicos como a excursão ao Encontro das Águas e tribo indígena, fenômeno em que as águas escuras do Rio Negro correm lado a lado com as barrentas do Solimões sem se misturar, e a excursão às cataratas de Presidente Figueiredo, a cerca de 100 km ao norte da capital, onde a floresta se abre em quedas d’água e igarapés. “Quando um destino ganha um reconhecimento desse porte, o interesse não se limita ao monumento em si. Ele se espalha pela cidade e pela região no entorno. Nossa expectativa é de que Manaus e Belém passem a aparecer com mais força nos planejamentos de viagem, inclusive de estrangeiros, e que o turismo cultural caminhe lado a lado com o turismo de natureza que já é forte no Norte”, conclui Alexandre Oliveira.

(Com Leonardo Moura/Civitatis Brasil)