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As vilas mais bonitas da Turquia para o slow travel

Turquia, por Kleber Patricio

Vilas da Turquia são destinos ideais de slow travel. Foto: Divulgação/Turquia (Türkiye) Fotos: Divulgação/Turquia (Türkiye).

À medida que avançamos por 2026, o slow travel (viagem lenta) se tornou mais do que uma tendência de nicho — é agora uma filosofia de viagem definidora. Moldados pelo ritmo acelerado da vida urbana, agendas exigentes e um desejo crescente de significado em vez de quilometragem, os viajantes buscam cada vez mais experiências mais calmas e intencionais. De acordo com o Relatório de Perspectivas para 2026 da Comissão Europeia de Viagens, o slow travel está ganhando um verdadeiro impulso, subindo de 22% em 2025 para 26% em 2026.

Neste contexto, as vilas da Turquia emergiram como destinos ideais de slow travel — oferecendo paisagens de tirar o fôlego, tradições profundamente enraizadas e a oportunidade de vivenciar uma conexão mais genuína com a vida local. Aninhadas entre as montanhas e as linhas costeiras da Anatólia, essas vilas convidam os visitantes a se afastarem da pressa por meio de uma cultura autêntica, gastronomia do campo para a mesa, artesanato tradicional e uma arquitetura atemporal. Várias foram reconhecidas pelo programa Best Tourism Villages da ONU Turismo, afirmando seu compromisso com um turismo sustentável e promovido pela comunidade. Conheça algumas das vilas mais gratificantes da Turquia:

Bárbaros: a vila da hospitalidade e dos espantalhos

Bárbaros, nomeada uma das Best Tourism Villages 2025 pela ONU Turismo, é uma vila pacífica de 700 anos em Urla, Izmir, onde o tempo se move suavemente e os visitantes são atraídos pelos ritmos da autêntica vida do Egeu. Os hóspedes podem se hospedar em casas de pedra carinhosamente preservadas, passear por ruas de paralelepípedos ladeadas por janelas de madeira desgastadas e apoiar as mulheres artesãs locais por meio de lojas de artesanato e oficinas.

Vila de Mardin.

O coração de Barbaros é sua célebre tradição Çat Kapı (Bater à Porta) — um sinal simples em uma porta que se abre para uma refeição caseira do Egeu, preparada com azeite prensado nas proximidades, vegetais do quintal e ervas frescas. Os favoritos locais incluem o katmer, uma massa salgada quente recheada com queijo coalho artesanal, salsa e cebola. Na primavera, os habitantes locais colhem karabaşotu (um tipo de lavanda), adicionando outra camada sensorial ao caráter da vila.

Para quem deseja mergulhar totalmente nos costumes locais, o Festival do Oyuk (Espantalho) em setembro é obrigatório. Espantalhos feitos à mão, que desfilam pelas ruas, permanecem em exibição permanente durante todo o ano, transformando Barbaros em uma galeria viva ao ar livre. A apenas três quilômetros de distância, a Rota dos Vinhedos de Urla — que abriga a maior concentração de restaurantes do Guia MICHELIN na Turquia — oferece um contraponto gastronômico refinado ao charme rústico da vila. Bárbaros é a base perfeita: noites tranquilas na vila, aventuras culinárias de dia.

Kale üçağız e ormana: de joia costeira a refúgio de montanha

No coração da Riviera Turca, Antália abriga duas vilas notáveis reconhecidas pela ONU Turismo — cada uma oferecendo uma face completamente diferente do slow travel.

Kale Üçağız é uma charmosa vila costeira localizada na província de Antalya, Turquia, famosa por sua atmosfera pacífica, ruínas lícias submersas e casas tradicionais. A vila foi reconhecida como uma das Melhores Vilas Turísticas do Mundo pela ONU e serve como um dos principais pontos de partida para explorar a região da ilha de Kekova.

Kale Üçağız, também conhecida como a Vila do Castelo, encanta com uma mistura de tranquilidade, história em camadas e aventura. Ruas estreitas ladeadas por casas de pedra levam a restaurantes familiares, oficinas de arte e ao castelo medieval que deu nome à vila. As águas turquesa ao redor convidam a passeios de barco, caiaque no mar e mergulho, enquanto a vila serve de porta de entrada para a famosa Via Lícia — uma das grandes trilhas de caminhada de longa distância do mundo. Nas proximidades, a antiga cidade de Myra e a Igreja de São Nicolau em Demre — dedicada ao santo conhecido mundialmente como Papai Noel — acrescentam uma rica dimensão cultural e espiritual a qualquer visita.

Ormana, no distrito de İbradı, nas Montanhas Taurus, é um paraíso escondido diferente de qualquer outro lugar na Turquia. A vila é celebrada pelas suas extraordinárias “casas de botão” — construídas inteiramente com pedra local e madeira de cedro, sem argamassa, utilizando técnicas transmitidas de geração em geração. Muitas dessas estruturas notáveis funcionam agora como hotéis boutique, oferecendo uma estadia imersiva que é, por si só, uma peça de patrimônio vivo.

Ormana é também um destino para os sentidos: cogumelos morchella, ervas nativas, uvas e melaço de uva combinados com queijo de cabra local de gado criado solto proporcionam refeições memoráveis do campo para a mesa. A tecelagem tradicional de seda Gılamık — exclusiva da vila — é um presente requintado. Nas proximidades, a Gruta de Altınbeşik abriga o maior lago subterrâneo da Turquia; a Planície de Eynif é percorrida por cavalos selvagens; e as ruínas de Tol Han relembram as antigas rotas da Rota da Seda que outrora passavam por ali. Ormana também figura entre as principais viagens sustentáveis do GoTürkiye como um dos exemplos mais marcantes de arquitetura vernácula e turismo rural sustentável no país.

Anıtlı: uma viagem medieval em tur abdin

Anıtlı — anteriormente conhecida como “Hah” na língua siríaca — é um destino de slow travel diferente de qualquer outro. Localizada no distrito de Midyat, em Mardin, na culturalmente extraordinária região de Tur Abdin, oferece uma atmosfera medieval moldada por mosteiros, arquitetura de pedra cor de mel e a coexistência viva de comunidades cristãs siríacas e muçulmanas ao longo dos séculos.

Vila de Ormana. Foto: Divulgação/GoTürkiye.

A vila faz parte do sítio “Igrejas e Mosteiros Tardio-Antigos e Medievais de Midyat e Arredores (Tur Abdin)”, integrado na Lista Indicativa do Patrimônio Mundial da Unesco. Nas proximidades, o Mosteiro de Mor Gabriel — o mais antigo mosteiro ortodoxo siríaco em funcionamento no mundo, fundado em 397 d.C. — é um local imperdível. Na própria Anıtlı, a Igreja da Virgem Maria oferece uma experiência de estadia especialmente autêntica, com liturgias e missas matinais realizadas regularmente a cada 15 dias.

A gastronomia da região é igualmente cativante. O vinho siríaco caseiro, o pão à base de grão-de-bico feito com técnicas centenárias, o börek siríaco, os picles locais e os doces de amêndoa estão entre as especialidades imperdíveis — refletindo uma herança culinária tão multifacetada quanto a arquitetura. A cultura gastronômica de Mardin está ganhando cada vez mais reconhecimento pelo uso de especiarias locais, combinações de carne com fruta e tradições artesanais.

A vida rural pode ser vivenciada na prática, ordenhando ovelhas ou participando das colheitas locais. A região também ganha vida por meio de eventos culturais: o Festival Internacional de Cinema SineMardin, o Festival Internacional de Cultura e Arte de Midyat, o Festival da Uva Harire e a Bienal de Mardin oferecem, cada um, uma janela vívida para essa paisagem cultural rica e complexa. Os visitantes costumam se hospedar nas casas de pedra de Midyat, a 20 km de Anıtlı, muitas das quais já serviram de cenário para populares novelas e séries de televisão turcas — embora a opção com mais atmosfera continue sendo uma pernoite no próprio complexo da igreja da vila.

(Fonte: MAPA 360)

MASP apresenta primeira mostra individual de Carolina Caycedo no Brasil

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Carolina Caycedo, El ocho de Oshun [O oito de Oxum], da série Cosmotarrayas [Cosmotarrafas], 2025. Cortesia Commonwealth and Council; Paul Salveson.

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, a partir de 3 de julho, “Carolina Caycedo: confluências”. Reunindo fotografia, instalação, vídeo, performance e desenho, a mostra destaca as múltiplas relações entre rios e comunidades, articulando questões ambientais e formas de resistência. A exposição recebe o título da instalação inédita Confluências, produzida de forma colaborativa durante a Cúpula dos Povos no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém (PA), e apresentada ao público pela primeira vez nesta exposição. Após sua exibição no MASP, a exposição seguirá em itinerância para El Museo del Barrio, em Nova York.

Nascida em Londres e criada na Colômbia, Carolina Caycedo (Reino Unido, 1978) cresceu às margens do rio Magdalena, experiência que marcou profundamente sua relação com a ecologia e sua produção artística. Importante curso d’água colombiano, o rio tem sido impactado pela construção de barragens, tema recorrente na obra da artista, que investiga as dimensões simbólicas, sociais e políticas da água.

Confluências foi desenvolvida em diálogo com o Movimento Internacional dos Atingidos por Barragens, por Crimes Ambientais e Pela Crise Climática durante a Cúpula dos Povos, na ocasião da COP30. A instalação reúne camisetas, bandeiras e banners produzidos pelos próprios participantes do encontro. A obra evoca a ideia de confluência não apenas como encontro entre corpos d’água, mas também entre pessoas, culturas e formas de resistência, aproximando diferentes experiências de luta em defesa dos rios e dos territórios.

Com curadoria de Isabella Rjeille, curadora, MASP, a mostra evidencia um percurso na produção de Caycedo que parte da denúncia de violações sociais e ambientais e avança em direção à promoção de um espaço de proposição, reparação e cura. Ao longo de sua trajetória, a água permanece como força central e elemento estruturante de sua prática artística. Esse interesse se manifesta, entre outras obras, na série de esculturas Cosmotarrayas [Cosmotarrafas] (2016–em processo). Desenvolvidas a partir do envolvimento da artista com comunidades ribeirinhas, as obras são inspiradas na maneira como pescadores penduram suas redes em troncos de árvores para secá-las. Compostas por redes de pesca artesanais suspensas e preenchidas por objetos coletados pela artista, as Cosmotarrayas reúnem histórias, memórias e vestígios das múltiplas formas de vida que existem dentro e ao redor dos rios.

“Embora a denúncia siga presente em sua prática, o trabalho de Carolina Caycedo tem se deslocado cada vez mais para um campo de proposição e valorização da vida. Nesse movimento, a artista reconhece os legados de mulheres, ativistas e outras pessoas que estiveram à frente de causas ambientais, valorizando suas trajetórias e contribuições para outras formas de pensamento ecológico na América Latina e no mundo”, comenta a curadora Isabella Rjeille.

Esse movimento também pode ser observado em Minha linhagem feminina da luta (2018–2019), obra pertencente ao acervo do MASP e apresentada na mostra. Parte da série Genealogia da luta, a obra evidencia o interesse da artista por trajetórias ligadas às lutas sociais e ambientais, reunindo um extenso conjunto de retratos em desenho de mulheres ativistas de diferentes países e do Brasil. Nos versos, Caycedo registra as histórias de cada retratada, entre elas Marielle Franco, Tuíra Kayapó, Ana Laide Barbosa, Anna Terra Yawalapiti, Dorothy Stang e Maria do Carmo Silva D’Angelo.

Carolina Caycedo, Tuíra Kayapó, My Brazilian Feminine Lineage of Struggle, 2018-19. Acervo MASP.

Como parte da programação da mostra, Caycedo realiza a performance Atarraya no dia 4 de julho, sábado, no Vão Livre. A obra reúne vozes afetadas por infraestruturas hídricas como barragens e projetos de canalização. Durante a ação, uma pessoa dá voz a essas narrativas enquanto outra lança repetidamente uma rede de pesca ao espaço. Ao final, o público é convidado a sustentar e estender a rede coletivamente, em um gesto de solidariedade com as comunidades e ecossistemas evocados pela performance.

Carolina Caycedo: confluências integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Damián Ortega, Santiago Yahuarcani, Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Colectivo Acciones de Arte, Sol Calero, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.

SOBRE A ARTISTA

Carolina Caycedo é uma artista multidisciplinar reconhecida por performances, vídeos, esculturas e instalações que investigam questões ambientais e sociais. Sua prática articula pesquisa, colaboração e engajamento com movimentos de resistência territorial, economias solidárias e iniciativas voltadas à moradia como direito humano, além de trabalhar com grupos e comunidades afetados por projetos extrativistas relacionados à construção de barragens e à privatização de corpos d’água. Participante da atual edição da Bienal de Veneza, a artista mantém uma trajetória consolidada, com trabalhos apresentados em exposições como a 50ª Bienal de Veneza (2003), a Whitney Biennial (2006), a Bienal de Havana (2009), a Bienal de Pontevedra (2010), a 32ª Bienal de São Paulo (2016), a bienal Made in L.A., do Hammer Museum (2018), a Bienal de Arquitetura de Chicago (2019) e a Artes Mundi 10 (País de Gales, 2024).

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

CATÁLOGO

Será publicado um catálogo bilíngue, em português e inglês, reunindo imagens e textos sobre a obra de Carolina Caycedo. O livro tem organização editorial de Isabella Rjeille e conta com textos de Alex Ungprateeb Flynn, Ana Yarto Bilbao, Susanna V. Temkin, equipo TRansHisTor(ia) e Isabella Rjeille.

LOJA MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais de Carolina Caycedo: confluências, que incluem cadernos, blocos, postais, ímãs e marca-páginas.

REALIZAÇÃO

Carolina Caycedo: confluências é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O ano de Histórias latino-americanas no MASP conta com patrocínio do Nubank.

SERVIÇO:

Carolina Caycedo: confluências

Curadoria: Isabella Rjeille, curadora, MASP

3/7 — 4/10/2026

Edifício Lina Bo Bardi, 1º andar

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos produtos selecionados da loja do MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: MASP)

E se os mitos sobre o Conde Drácula forem verdade?

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

Um grupo de pesquisadores da Noruega recebe uma missão que parece até uma peça pregada pelos líderes da Comissão Organizadora da Expedição: viajar à Romênia em busca de informações e artefatos relacionados ao Conde Drácula. Os arqueólogos, antropólogos e historiadores convocados aceitam a tarefa com ceticismo, porém, um século depois da possível morte do vampiro mais famoso do mundo, eles partem para a Vila das Brumas, na região da Transilvânia, em busca de respostas para o mito.

Esse é o ponto de partida de Cem anos depois”, romance de suspense e mistério da autora Deyse O. S. que expande o universo criado por Bram Stoker. Na obra, as verdades sobre a figura por trás da lenda são incertas, mas os profissionais precisam reunir documentos – pergaminhos, diários, cartas, manuscritos e objetos antigos – para montar uma exposição intitulada “Draculheim” e realizada por um importante museu.

Dormiram mal, angustiados com os sentimentos estranhos dos últimos dias. Mas sabiam que a missão não acabaria com a volta à Noruega.

Algo os ligava àquela história de um modo que ainda não compreendiam.

Nem todos os segredos haviam sido revelados.

O mais sombrio… talvez já estivesse entre eles, à espera.

Paciente como a noite, aguardava o instante exato para se revelar.

E talvez… já fosse tarde demais. (Cem anos depois, p. 117)

Ao lado dos responsáveis pela missão, Haakon, Norabel, Odin, Alvis, Andress, Kristine, Berg e Henrik, os leitores imergem em uma aventura soturna e adentram o universo de Vila das Brumas, cujo mapa é apresentado nas primeiras páginas. Tão pequeno que tem apenas uma rua composta por uma taverna, a casa do padre, uma igreja, um colégio, um edifício público, um lago e um castelo, esse vilarejo transmite uma atmosfera de silêncio, solidão e assombro que percorre toda a narrativa.

Enquanto a publicação do escritor irlandês é um dos maiores clássicos da literatura gótica, este lançamento se aproxima dos gêneros de suspense e mistério. Com capítulos curtos repletos de reviravoltas e trechos de documentos antigos, cartas e diários, o livro desvela enigmas que provavelmente seriam melhores se tivessem permanecido sem respostas.

Ambientada em 1997, mas perpassando diferentes períodos históricos, a obra mantém fidelidade e coerência com os acontecimentos apresentados. A partir de uma extensa pesquisa documental sobre guerras, eventos do passado, descobertas arqueológicas e tecnologias de épocas distintas, a autora propõe uma história com uma multiplicidade de informações que se conectam como peças de um grande quebra-cabeça. “Em Cem anos depois, minha intenção é mostrar como o passado nunca deixa de existir completamente. Muitas histórias, lendas e acontecimentos permanecem vivos através do tempo, esperando alguém disposto a investigar e descobrir a verdade”, explica Deyse O. S.

FICHA TÉCNICA

Título: Cem anos depois

Autora: Deyse O. S.

Editora: LC Books

ISBN/ASIN: 978-65-84222-46-5

Páginas: 336

Preço: R$ 72,90 (físico) | R$ 14,90 (e-book)

Onde comprar: Amazon.

Sobre a autora: Leitora desde a infância e apaixonada por histórias de ficção, Deyse Oliveira de Souza estreia na literatura com o livro Cem anos depois e assina com o nome Deyse O. S. No romance que marca o início da sua carreira de escritora, ela expande o universo de Drácula a partir de uma trama sustentada por uma extensa pesquisa histórica e cultural. Enquanto também trabalha na área de T.I., segue desenvolvendo projetos literários voltados ao suspense policial e ao mistério.

Instagram: @deyse.os.escritora

Facebook: Deyse O. S. – Escritora

Tiktok: @deyse.os.escritora

Linktree: /deyse.os.escritora.

(Com Maria Clara Menezes/LC Agência de Comunicação)

Espetáculo sobre pernas de pau transforma trilha do Jaraguá em percurso poético pela memória da floresta

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Em uma caminhada guiada pela mata, árvores ganham voz, cipós conduzem histórias e o público é convidado a enxergar a floresta com outros olhos. Fotos: Geovane Rega.

De 18 e 23 de junho de 2026, com entrada gratuita e tradução em LIBRAS, o Grupo Flamingos (@flamingos.pernaltas) estreia seu novo espetáculo “Trilha do Silêncio” por meio do projeto contemplado pela 22ª edição do Programa VAI I da Prefeitura de São Paulo. As sessões acontecem no Parque Estadual do Jaraguá, tendo a própria paisagem como cenário, e também na Fábrica de Cultura Núcleo Taipas.

A montagem acontece ao longo da Trilha do Silêncio, percurso acessível do parque, e incorpora informações compartilhadas por monitores ambientais e pesquisadores da região. O resultado é uma experiência que aproxima arte e educação ambiental sem abrir mão da imaginação, da escuta e do encantamento.

O espetáculo itinerante combina circo, teatro e música para conduzir o público por uma narrativa inspirada na flora nativa do Pico do Jaraguá, um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica da capital paulista.

Na história, Fifi, uma imponente Figueira Branca, enfrenta uma crise alérgica provocada pela presença de espécies invasoras. Sozinha em meio à mata, encontra ajuda em Se-pá-quê, um cipó paulistano que a acompanha em busca de Samambaião, guardiã de antigos saberes capaz de revelar caminhos de cura escondidos no silêncio da floresta.

A narrativa ganha corpo literalmente nas alturas. Sobre pernas de pau, os artistas transformam árvores, cipós, raízes e elementos da vegetação em personagens vivos. A floresta deixa de ser apenas cenário e passa a ocupar o centro da cena. Os movimentos ampliam a escala dos corpos, criando imagens que dialogam com a verticalidade das árvores e com a dimensão quase invisível dos processos naturais que sustentam a vida.

O espetáculo nasceu a partir da relação construída pelo grupo com o Parque Estadual do Jaraguá. Durante pesquisas realizadas na região, os artistas mergulharam na história ambiental do território, em suas espécies nativas e nos movimentos de preservação que atuam na defesa da Mata Atlântica. Entre eles está o Projeto Pró Juçara, referência na recuperação de áreas degradadas e na valorização da biodiversidade local.

O projeto “Duo nas Pernas de Pau: Trilha do Silêncio” dá continuidade à trajetória iniciada pelo Grupo Flamingos no Programa VAI. Em sua pesquisa anterior, desenvolvida na edição 2024/25, o coletivo investigou a extinção de espécies animais do Pico do Jaraguá. Agora, o foco se volta para a vegetação nativa, sua resistência e sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas urbanos.

Informações: www.instagram.com/flamingos.pernaltas.

SERVIÇO:

Estreia – Espetáculo “Trilha do Silêncio”

Com Grupo Flamingos

Sinopse: Em uma noite úmida no Pico do Jaraguá, Fifi, uma enorme Figueira Branca, percebe que está com uma crise alérgica por conta de espécies invasoras da região. Fifi, uma árvore sozinha, não tem a quem recorrer. No entanto, uma figura muito desenrolada aparece em seu caminho: Se-pá-que, um cipó paulistano disposto a ajudá-la a achar Samambaião, a anciã que com sua sapiência será capaz de mostrar à Fifi como encontrar no silêncio da mata a sua cura. Duração: 50 minutos. Classificação Livre. Grátis. Acessibilidade: Tradução em LIBRAS nos dias 20 e 21 de junho.

Onde: Parque Estadual do Jaraguá – Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539, Vila Chica Luisa, São Paulo/SP

Espaço Aberto. Estacionamento: Sim.

18 de junho de 2026 (quinta-feira) – Sessões às 11h e 15h

21 de junho de 2026 (domingo) – Sessão às 14h

23 de junho de 2026 (terça-feira) – Sessões às 11h e 15h

Onde: Fábrica de Cultura Núcleo Taipas – Rua Joaquim Pimentel, 200, Cohab Taipas, São Paulo/SP

Espaço Aberto. Não possui estacionamento.

20 de junho de 2026 (segunda-feira) – Sessão às 15h30

Ficha Técnica – Direção Geral: Grupo Flamingos (Geovane Rega, Nádia Rodrigues e Yasmin Rainho). Elenco: Yasmin Rainho, Geovane Rega, Nádia Rodrigues, Giuliano Garutti. Dramaturgia: Isabela Rossi. Orientação Cênica: Dinho Hortêncio. Orientação Acrobática: Antônio Carneiro. Composição: Giuliano Garutti. Designer Gráfico: Adi Alves. Captação de Foto e Vídeo: Pedro Piai. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini de Souza. Interpretação em Libras: Luana Sales. Figurinos: Samantha Macedo.

(Com Luciana Gandelini de Souza)