Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Férias em Fernando de Noronha: o que fazer e conhecer no paraíso brasileiro

Fernando de Noronha, PE, por Kleber Patricio

Fotos: Pedro Menezes.

Com paisagens naturais impressionantes e um ecossistema cuidadosamente preservado, Fernando de Noronha é um dos destinos mais desejados do Brasil para quem busca férias em contato com a natureza. Localizado no Nordeste brasileiro, o arquipélago pernambucano reúne praias de águas cristalinas, rica vida marinha e uma atmosfera tranquila que convida o visitante a desacelerar e aproveitar cada experiência.

Entre os principais cartões-postais do destino está a Baía do Sancho, frequentemente apontada em rankings internacionais entre as praias mais bonitas do mundo. Cercada por falésias e acessível por trilhas e escadarias entre as rochas, a praia impressiona pela transparência da água e pela biodiversidade marinha, que pode ser observada durante mergulhos e práticas de snorkel.

Outra parada imperdível é a Baía dos Porcos, pequena enseada cercada por formações vulcânicas com vista privilegiada para o Morro Dois Irmãos, um dos símbolos do arquipélago. Já a Praia do Leão se destaca pela paisagem selvagem e por ser um dos principais pontos de desova de tartarugas marinhas na ilha.

Para explorar o destino, os visitantes encontram uma série de passeios que revelam diferentes perspectivas de Noronha. Os passeios de barco ao longo da costa permitem observar golfinhos rotadores, mergulhar em pontos estratégicos e apreciar o pôr do sol em alto-mar. Trilhas guiadas levam a mirantes naturais e praias mais preservadas, enquanto o mergulho com cilindro ou snorkel revela um dos ambientes marinhos mais ricos do Atlântico Sul, com tartarugas, raias, tubarões e uma grande diversidade de peixes tropicais.

A gastronomia também se tornou parte importante da experiência na ilha. Restaurantes e bistrôs locais valorizam ingredientes frescos e frutos do mar, criando menus que combinam a culinária nordestina com influências contemporâneas. Peixes grelhados, lagosta, polvo e preparações com produtos regionais aparecem em pratos que podem ser apreciados em ambientes intimistas, muitos deles com vista para o mar ou para o pôr do sol.

Outro destaque do destino é o compromisso com a sustentabilidade. Grande parte do arquipélago está protegida pelo Parque Nacional Marinho e por áreas de preservação ambiental, o que garante o controle de visitantes e a conservação dos ecossistemas terrestres e marinhos. A gestão do turismo prioriza práticas responsáveis, desde o controle de acesso a determinadas áreas até programas de educação ambiental e incentivo a atividades de baixo impacto.

Segundo o Visite Fernando de Noronha Convention & Visitors Bureau, essa combinação entre natureza preservada, experiências autênticas e turismo organizado tem fortalecido o posicionamento do destino entre viajantes que buscam viagens mais conscientes e conectadas com o meio ambiente. Com praias icônicas, rica vida marinha, gastronomia de qualidade e experiências sustentáveis, Fernando de Noronha oferece um cenário único para férias inesquecíveis no Brasil.

Como chegar ao destino

Chegar a Fernando de Noronha é mais simples do que muitos imaginam. O arquipélago conta com voos regulares a partir de importantes centros do país, como Recife e São Paulo (Aeroporto de Guarulhos), facilitando o acesso de diferentes regiões do Brasil. De Recife, o voo tem apenas 1h20 de duração, enquanto de São Paulo o trajeto tem em torno de 4h. Com essa logística, Noronha se torna um destino acessível para quem deseja vivenciar um dos cenários naturais mais impressionantes do país em uma viagem prática e organizada.

Sobre o Visite Noronha

O Fernando de Noronha Convention & Visitors Bureau (Visite Noronha) é uma iniciativa oficial de promoção turística de Fernando de Noronha. Atuando como um hub estratégico de comunicação, o projeto tem como missão divulgar os atrativos naturais, culturais e experiências únicas da ilha, além de fortalecer a imagem do destino junto ao trade nacional e internacional. Com foco em sustentabilidade, qualidade de serviços e hospitalidade, o Visite Noronha trabalha em parceria com empresas e lideranças locais para posicionar a ilha como referência em turismo responsável e desejável o ano todo.

(Com Yasmin Dicastro)

MASP expõe obras recém-doadas ao acervo no contexto de Histórias latino-americanas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Taller Popular de Serigrafía, SOMOS NOSOTROS chico, 2002. Archivo Taller Popular de Serigrafía.

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, a partir de 15 de maio, a mostra “Acervo em transformação: doações recentes”. Integrada ao ciclo das Histórias latino-americanas no MASP, a exposição reúne dois conjuntos de serigrafias recém-incorporadas à coleção do museu: do artista Abraham Cruzvillegas (Cidade do México, 1968) e do coletivo Taller Popular de Serigrafía (Buenos Aires, atuante entre 2001 e 2007). “A gráfica política latino-americana é uma das mais ricas tradições das artes visuais na região, articulando demandas e contestações de diversas naturezas”, afirma Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP.

Formado no contexto da crise econômica e social na Argentina, em 2001, o Taller Popular de Serigrafía articulou arte e militância ao atuar diretamente em manifestações populares. Nesse processo, a serigrafia foi mobilizada como ferramenta política imediata, já que o coletivo realizava oficinas móveis em protestos nas ruas e em fábricas ocupadas, imprimindo mensagens em cartazes, tecidos e nas próprias roupas dos manifestantes. SOMOS NOSOTROS (2002) foi uma das obras espalhadas por diversos bairros de Buenos Aires para mobilizar novas manifestações no primeiro aniversário dos protestos de dezembro de 2001, que culminaram na deposição do presidente Fernando de La Rúa após intensa mobilização popular. O conjunto inclui 51 serigrafias produzidas entre 2002 e 2007.

Taller Popular de Serigrafía, 120 PRIMEROS DE MAYO, 2006. Archivo Taller Popular de Serigrafía.

Já a série Ink and Blood: 1968-2009 [Tinta e sangue: 1968-2009], de Abraham Cruzvillegas, é composta por 41 fac-símiles de cartazes, panfletos e adesivos de diferentes movimentos sociais e manifestações políticas na América Latina, produzidos entre 1968 e 2009. O recorte se inicia em 1968, ano de nascimento do artista e marco da violência estatal no México com o massacre de Tlatelolco, em que manifestantes foram reprimidos e assassinados durante protestos contra a realização dos Jogos Olímpicos na Cidade do México. Cruzvillegas resgatou esse arquivo iconográfico a partir de fontes diversas, incluindo o acervo do cronista visual Arnulfo Aquino, de maneira não seletiva. O título da série sintetiza o trabalho: a tinta como difusão de ideias e o sangue como símbolo da repressão e da vitalidade popular.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Regina Teixeira de Barros, curadora de acervo, MASP, e Matheus de Andrade, assistente curatorial, MASP, a mostra reúne obras incorporadas ao acervo por meio de doações de artistas e pessoas físicas. Essas novas aquisições ampliam a presença da serigrafia política na coleção do MASP, que já reúne conjuntos de coletivos como os estadunidenses Gran Fury e Guerrilla Girls, e o argentino Serigrafistas Cuir — que inclui ex-integrantes do Taller Popular de Serigrafía. “Pela facilidade de reprodução e circulação, a serigrafia consolidou-se historicamente como uma ferramenta política fundamental nas ruas. No ano das Histórias latino-americanas no MASP, os trabalhos refletem a ampla mobilização social no continente, de lutas por liberdades civis e igualdade social” comenta Matheus de Andrade.

Acervo em transformação: doações recentes integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Santiago Yahuarcani, Claudia Alarcón & Silät, Damián Ortega, La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Colectivo Acciones de Arte, Sol Calero, Carolina Caycedo, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.

Acessibilidade

Taller Popular de Serigrafía, CONSTRUIR UN HORNO DE PAN, 2004. Archivo Taller Popular de Serigrafía.

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

Realização

Acervo em transformação: doações recentes é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem patrocínio master do Bradesco. O ano de Histórias latino-americanas no MASP conta com patrocínio do Nubank.

SERVIÇO:

Acervo em transformação: doações recentes

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Regina Teixeira de Barros, curadora do acervo, MASP e Matheus de Andrade, assistente curatorial, MASP

15/5 — 13/9/2026

Edifício Lina Bo Bardi, Mezanino, 1º subsolo

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos produtos selecionados da Loja MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de Imprensa MASP)

Espetáculo “O Homem Decomposto” estreia no Sesc Pinheiros

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Texto do franco-romeno Matéi Visniec, autor com obras encenadas em mais de trinta países, espetáculo estreia em 7 de maio no Auditório do Sesc Pinheiros, com direção de Ary Coslov e indicações ao Prêmio APTR para Dani Barros e Marcelo Aquino. Fotos: Nil Caniné.

Pequenas histórias com um, dois ou mais personagens se sucedem em ritmo vertiginoso, apresentando pessoas que se estranham mutuamente, não conseguem se comunicar e vivem numa busca incessante por se protegerem umas das outras. A dinâmica conduz “O Homem Decomposto”, espetáculo de Matéi Visniec com direção de Ary Coslov, que estreia em 7 de maio, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros, onde segue em temporada até 6 de junho, com sessões de quinta a sábado.

Em cena, Andrea Dantas, Dani Barros, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges dão corpo a uma sequência de situações que expõem relações atravessadas por ruídos, tensões e desencontros, estruturadas a partir de quadros curtos que se encadeiam ao longo da montagem.

Numa história, vemos cidadãos que, para garantir sua tranquilidade e segurança, chegam a se isolar dentro de estranhos círculos invisíveis onde nenhuma outra pessoa pode penetrar. Em outra, a cidade é tomada por uma invasão de borboletas carnívoras que ameaçam a população. Há ainda a história da empresa que oferece serviços de lavagem cerebral para libertar as pessoas dos seus sofrimentos. Ou do senhor que anda pelas ruas com seu animalzinho de estimação que somente se sacia comendo pessoas, o que não causa estranhamento, a não ser cócegas, na mulher que está sendo devorada.

Mesmo em plena distopia, a poesia se faz presente em momentos em que os personagens, diante dos estranhos acontecimentos, conseguem se conectar com a natureza, refletir sobre o divino e a sua existência, falar do amor. Tudo ao mesmo tempo.

Assim se sucedem, diante dos olhos do público, os flashes dessa sociedade de um tempo indeterminado que pode ser o futuro. Não sabemos. Entre o humor e o susto, entre a poesia e o cinismo, se desenham as metáforas deste mundo imaginado por Visniec, que em muitos aspectos se parece bastante com o atual.

“Matéi Visniec é um dos dramaturgos mais importantes da atualidade. Escrito em 1993, O Homem Decomposto é um de seus textos mais importantes, não só por conta de sua estrutura criativa como também por sua atualidade surpreendente, falando de coisas que abalam a vida do ser humano nos dias de hoje, embora tenha sido escrito há mais de 30 anos. Dirigir essa peça, com um elenco de primeira linha, me deixa muito feliz e faz com que eu me sinta um privilegiado, por poder dirigi-la nesse momento tão especial da história da humanidade”, celebra o diretor Ary Coslov.

Sinopse | Em uma série de histórias curtas, através do humor e do absurdo, homens e mulheres de uma estranha sociedade não conseguem se comunicar, e criam sistemas cada vez mais absurdos e complexos para se protegerem uns dos outros.

Ficha técnica:

Texto: Matéi Visniec. Tradução: Luiza Jatobá. Direção: Ary Coslov. Elenco: Andrea Dantas, Dani Barros, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges. Figurino: Wanderley Gomes. Desenho de Luz: Aurélio de Simoni. Direção de Movimento e Preparação Corporal: Lavinia Bizzotto e Alexandre Maia. Trilha Sonora: Ary Coslov. Assistente Trilha Sonora: Gabriel Fomm. Assistência de Direção: Johnny de Castro. Diretor de cena: Fabio Lima Batista. Op. luz: Lucas JP Santos. Op. som: Gabriel Fomm. Programador Visual: Isio Ghelman. Fotografia: Nil Caniné. Mídias Sociais: Rafael Gandra. Produção Executiva: Augusto Vieira. Direção de Produção: Celso Lemos.

SERVIÇO:

O Homem Decomposto

De 7 de maio a 6 de junho de 2026. Quinta a sábado, às 20h30.

Obs.: Dia 22 e 29/05, sessões às 16h e às 20h30; 4/06 às 18h; e 5/06 às 18h e 20h30.

Local: Sesc Pinheiros – Auditório – R. Paes Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo, SP

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia entrada) e R$ 15 (credencial plena).

Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de todas as unidades do Sesc SP.

Duração: 70 min | Classificação: 14A

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros – São Paulo (SP)

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h; sábados: 10h às 21h; domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista

Como chegar de transporte público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

(Com Gleice Nascimento/ Sesc Pinheiros)

Bertrand Russell reconstrói o conceito de matéria à luz da física moderna e da análise filosófica

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

Quando as descobertas da física no início do século XX abalaram as certezas do materialismo clássico, tornou-se evidente que os modelos tradicionais já não eram suficientes para explicar o mundo. A teoria da relatividade e a mecânica quântica redesenharam profundamente a compreensão do universo, abrindo espaço para uma revisão conceitual de noções fundamentais como espaço, tempo e matéria. É nesse contexto de crise e reinvenção que se insere Análise da matéria, de Bertrand Russell, lançado pela Editora Unesp. A tradução ficou a cargo de Gabriel Cozzella.

“A tentativa de descobrir o resultado filosófico da física moderna é uma que, atualmente, enfrenta grandes dificuldades. Pois, enquanto a teoria da relatividade atingiu, pelo menos temporariamente, uma forma estável, a teoria dos quanta e da estrutura atômica está se desenvolvendo com tamanha rapidez que é impossível adivinhar que formato ela terá daqui a alguns poucos anos. Nessas circunstâncias, é necessário exercitar um bom julgamento sobre quais partes da teoria são definitivamente estáveis e quais são prováveis de serem modificadas num futuro próximo”, anotou o autor no prefácio, em 1927.

Distante de uma tentativa de sistematização definitiva da ciência, o livro se apresenta como um esforço para oferecer fundamentos conceituais mais sólidos ao pensamento científico. Russell identifica um problema central: o aparente abismo entre o mundo abstrato das equações físicas e a realidade concreta da experiência sensorial. Para enfrentá-lo, propõe uma revisão radical do próprio conceito de matéria, deixando de tratá-la como substância fixa para compreendê-la como uma construção lógica baseada em eventos inter-relacionados.

Com rigor analítico e clareza argumentativa, o autor busca evitar o que denomina uma “desordem metafísica”, mostrando que a física não precisa pressupor entidades materiais ocultas para validar suas teorias. Elétrons, prótons e demais partículas deixam de ser concebidos como objetos sólidos e passam a ser entendidos como agrupamentos de eventos conectados por relações estruturais e causais. Nesse quadro, o que importa não é a existência de uma substância última, mas a capacidade de descrever, com precisão, as relações que explicam os fenômenos observados.

Resultado de décadas de maturação intelectual, a obra situa-se na fronteira entre epistemologia, lógica e ciências naturais, integrando reflexões que dialogam com o surgimento da física moderna e com os desdobramentos da filosofia analítica, da qual Russell é um dos principais fundadores. Ao enfrentar os desafios conceituais colocados pela ciência de seu tempo, o filósofo oferece um exemplo de como a análise filosófica pode contribuir para a clarificação e o avanço do conhecimento científico.

Sobre o autor | Bertrand Russell (1872–1970) foi um dos pensadores mais admiráveis do século XX. Filósofo, matemático, inovador na área de educação, defensor da liberdade intelectual, social e sexual, militante da paz e dos direitos humanos, também é autor de prolífica, popular e influente obra que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1950. Pela Editora Unesp, tem publicados Por que os homens vão à guerra (2014), Sobre a educação (2014), Casamento e moral (2015), Educação e ordem social (2018) e Conhecimento humano (2018) e Introdução à filosofia matemática (2025).

Título: Análise da matéria

Autor: Bertrand Russell

Tradução: Gabriel Cozzella

Introdução: John G. Slater

Número de páginas: 540

Formato: 13,7 x 21 cm

Preço: R$ 128

ISBN: 978-65-5711-305-9

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)

Peninha se apresenta no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Peninha celebra sua trajetória no novo espetáculo musical “Minhas Canções”. Foto: Bernardo Guerreiro.

Peninha sobe ao palco do Sesc Belenzinho nos dias 9 e 10 de maio, sábado, às 21h e domingo, às 18h. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc a R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (Credencial Sesc).

Com mais de quatro décadas dedicadas à música brasileira, o cantor e compositor Peninha leva aos palcos seu novo espetáculo, “Minhas Canções” uma celebração de sua trajetória através de músicas que atravessaram gerações e se tornaram verdadeiros clássicos da nossa cultura popular.

Autor de sucessos eternizados nas vozes de grandes nomes, como Fábio Jr., Sandra Sá, Caetano Veloso e Daniel, entre tantos outros, Peninha agora assume o protagonismo para interpretar suas próprias criações em um show carregado de emoção, memória e afeto.

No repertório, o público é conduzido por canções icônicas como SozinhoAlma GêmeaSonhos Adoro Amar Você, entre outras. Com arranjos cuidadosamente elaborados, o espetáculo valoriza a potência das melodias e das letras que tornaram Peninha um dos compositores mais sensíveis e inspiradores da música brasileira.

Mais do que um show, Minhas Canções é um encontro afetivo entre o artista e sua plateia. Em um formato intimista e envolvente, Peninha compartilha histórias e inspirações por trás de suas composições, revelando sua alma de poeta. Além de seus próprios sucessos, o artista também homenageia grandes colegas da música brasileira interpretando canções que marcaram sua caminhada.

O show reafirma a relevância e a atemporalidade da obra de Peninha, que continua emocionando públicos de todas as idades com sua arte única, sensível e profundamente humana. Um convite à emoção, à memória e à beleza da música feita com verdade.

SERVIÇO:

Show Peninha

Dias 9 e 10 de maio de 2026. Sábado, às 21h. Domingo, às 18h.

Valores: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Teatro (374 lugares). Classificação: 12 anos. Duração: 90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)