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Canteiro Solidário: evento reúne solidariedade, experiências e palestras em Indaiatuba no dia 7 de novembro

Indaiatuba, SP, por Kleber Patricio

Evento beneficente conta com a participação de expositores de diversos setores com vendas em prol da Volacc. Fotos: Divulgação/Congesa.

A Congesa – empresa do setor imobiliário de Indaiatuba – realiza no próximo sábado, 7 de novembro, a 4ª edição do Canteiro Solidário, iniciativa que reúne a comunidade em torno de uma causa social e destinará os recursos arrecadados à Volacc (Voluntários de Apoio às Famílias com Pessoas Portadoras de Câncer e Patologias Hematológicas).

O evento acontece das 9h às 15h no Storia Congesa e terá como um dos principais destaques o Congesa Talks, uma programação de palestras silenciosas e simultâneas que proporcionará aos participantes a oportunidade de conhecer diferentes etapas e os profissionais envolvidos no desenvolvimento de um empreendimento imobiliário.

A proposta é proporcionar uma experiência dinâmica e próxima do público, compartilhando informações, curiosidades e conhecimentos sobre os bastidores do Storia Congesa. Uma oportunidade de aproximar os visitantes dos processos, das escolhas e dos profissionais que fazem parte do desenvolvimento de um projeto imobiliário. “Acreditamos que o papel de uma empresa vai além de construir empreendimentos. Promover conexões com a comunidade e apoiar iniciativas que geram impacto social faz parte do DNA da Congesa. O Canteiro Solidário traduz esse compromisso em uma ação concreta, que mobiliza parceiros e visitantes em torno de uma causa importante para Indaiatuba. É uma satisfação contribuir com o trabalho da Volacc e ajudar a levar suporte a tantas famílias”, afirma Adriana Mazzoni, CEO da Congesa.

O evento também contará com a venda de produtos diversos de mais de 30 expositores em alimentação, moda adulta infantil e fitness, bem-estar, decoração, pet e educação. Parte do lucro obtido com a venda dos produtos será revertido para a Volacc, uma das entidades beneficentes mais tradicionais da cidade, dedicada a apoiar pacientes oncológicos e seus familiares. “Os recursos arrecadados serão diretamente destinados ao atendimento das 168 famílias acompanhadas pela Volacc. Esse trabalho envolve diferentes necessidades, desde a distribuição de cestas básicas, medicamentos e suplementos alimentares até o acompanhamento realizado por uma equipe multidisciplinar. A contribuição do Canteiro Solidário é importante para mantermos esses serviços e oferecermos o suporte necessário às famílias”, afirma Silvio Alexandre Soares de Oliveira, gestor executivo e presidente voluntário da Volacc.

Iniciativa conecta a comunidade e transforma solidariedade em ação

Expositores se reúnem com o gestor da Volacc, Silvio de Oliveira, para organização dos detalhes do evento.

O Canteiro Solidário teve início em 2020, com sua primeira edição realizada no canteiro de obras do empreendimento Life. Desde então, a iniciativa passou a integrar as ações sociais da Congesa, transformando os espaços de seus empreendimentos em ambientes de encontro, relacionamento e apoio a causas beneficentes.

A Volacc desenvolve um trabalho de apoio a pessoas com câncer e seus familiares, oferecendo assistência por meio de diferentes iniciativas, como fornecimento de medicamentos, fisioterapia, alimentação suplementar, acompanhamento psicológico e oficinas de geração de renda. Os recursos arrecadados durante o Canteiro Solidário contribuirão para a continuidade desses atendimentos e para o suporte às famílias assistidas pela instituição.

Na edição deste ano, o Canteiro Solidário irá proporcionar uma experiência de conexão com a essência da Congesa, aproximando o público dos bastidores da construção, promovendo a troca de conhecimentos com a equipe técnica e o contato com os expositores. Um encontro que reúne conhecimento, relacionamento e solidariedade em prol da Volacc.

SERVIÇO:

4ª edição do Canteiro Solidário Congesa

Data: 7 de novembro de 2026, sábado

Horário: das 9h às 15h

Local: Storia Congesa, Indaiatuba (SP)

Beneficiária: Volacc — Voluntários de Apoio às Famílias com Pessoas Portadoras de Câncer e Patologias Hematológicas.

(Com Horácio Busolin Jr/Vira Comunicação)

Superstição de um lado, companheirismo do outro: gatos pretos só precisam de uma chance

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Especialista explica estigma que ainda afasta famílias de pets de pelagem escura e sobre o bem que esses gatos fazem a quem os adota. Fotos: Banco de Imagem.

Na tela, eles roubam a cena. Salem, o gato falante de “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira”, Luna, a conselheira de “Sailor Moon”, e muitos outros gatos pretos conquistaram gerações de fãs. Na vida real, porém, eles ainda enfrentam um forte estigma, que os colocam em uma fila de espera mais longa por um lar. No Dia de Conscientização pelo Gato Preto, celebrado em 27 de outubro, dados da pesquisa “Panorama da Adoção no Brasil – ONGs”, realizada pelo Opinion Box a pedido de GoldeN e IMVC (Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo), ajudam a dimensionar o problema: para 69% das ONGs ouvidas, animais de pelagem preta ou escura enfrentam grandes barreiras para serem escolhidos por uma família.

O estigma é antigo. Por séculos, a cor do pelo foi associada a superstições, azar e bruxaria, uma herança cultural que atravessou gerações e que ainda influencia, muitas vezes de forma inconsciente, a escolha de quem procura um novo companheiro. Ao mesmo tempo, o levantamento aponta que a idade agrava o problema. A preferência dos adotantes se concentra em filhotes (81% dos animais adotados com mais facilidade). Ou seja, quem tem pelo preto e já passou da fase filhote enfrenta um desafio duplo.

“O gato preto carrega um peso simbólico que não pertence a ele. É uma construção cultural antiga, que não tem base no comportamento do animal”, explica Ricardo Menezes, médico-veterinário, psicanalista e gerente de treinamento da PremieRpet. “Como psicanalista, costumo dizer que aquilo que projetamos no outro diz mais sobre nós do que sobre ele. E o que esses gatos devolvem é companheirismo: eles acompanham o tutor pela casa, escolhem o colo, ronronam no fim de um dia difícil. Quem dá uma chance a um gato preto costuma descobrir que ele faz um bem enorme à rotina e às emoções de quem o acolhe.”

O momento, aliás, é favorável aos felinos: segundo a pesquisa, os gatos já são os animais mais adotados pelas ONGs (41%), à frente dos cães (32%). De acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB), a população de gatos nos lares brasileiros já ultrapassa 30,8 milhões. O aumento na procura por gatos é um reflexo da chamada “gatificação”, uma tendência de busca por um pet que se adapte à vida moderna, marcada por espaços menores e rotinas mais independentes. O desafio é fazer com que essa preferência crescente alcance também os gatos pretos, que seguem esperando por quem enxergue além da cor.

Adotar com consciência, porém, vai além do gesto de afeto. Para 71% das ONGs, os adotantes têm apenas conhecimento básico, com lacunas relevantes, sobre guarda responsável, e a maior parte das devoluções acontece nos três primeiros meses. A adaptação do animal (73%) e os cuidados veterinários (57%) são os pontos mais subestimados pelos tutores. “É preciso entender que cada gato tem a sua personalidade e o seu próprio tempo de adaptação, e que isso deve ser respeitado. Também é fundamental planejar os custos: alimentação, vacinas, consultas ao veterinário e, claro, os mimos que fazem parte da vida de quem ama um bichano. A adoção não termina no ‘sim’: ela é uma construção diária de um convívio de muito amor”, reforça Ricardo Menezes.

Checklist: como escolher seu melhor amigo preto

Olhe para a personalidade, não para a cor: converse com a ONG ou o protetor sobre o temperamento e a história do animal.

Considere os adultos e idosos: o comportamento de quem já cresceu é mais conhecido, o que ajuda a escolher o perfil que combina com sua rotina.

Planeje os custos: vacinas, castração, consultas e alimentação fazem parte do orçamento desde o primeiro dia.

Tenha paciência na adaptação: os três primeiros meses são os mais críticos, e cada gato tem seu tempo para se sentir em casa.

Visite e converse mais de uma vez: o primeiro encontro conta, mas conviver um pouco mais ajuda a criar vínculo e alinhar expectativas.

Pense no “para sempre”: adotar é um compromisso de longo prazo, e o “sim” precisa ser para a vida toda.

(Com Jessica Azevedo Rocha dos Santos/Current Global PR)

Exposição no Museu A CASA celebra décima edição do Prêmio Objeto Brasileiro e a riqueza do encontro entre design e artesanato

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Banco Castanhão – Autoral. Foto: Nicolas Gondim.

Saberes que atravessam gerações, encontros entre artesãos e designers e pesquisas que abrem novos caminhos para a criação se reúnem na exposição do 10º Prêmio Objeto Brasileiro. Com abertura em 14 de novembro, sábado, no Museu A CASA do Objeto Brasileiro, em Pinheiros, São Paulo, a mostra apresenta 25 obras selecionadas das cinco regiões do país; entre elas, os quatro vencedores da edição. Ao celebrar sua décima edição, o Prêmio convida o público a conhecer as pessoas, os lugares e as escolhas que dão forma aos objetos e compõem a diversidade do fazer brasileiro. O Prêmio é realizado pelo Museu A Casa do Objeto Brasileiro e pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

“Um objeto pode nos aproximar de um lugar, de uma história e de um modo de fazer que ainda não conhecemos. É esse encontro que queremos oferecer ao público. Nesta seleção, vemos saberes que passam de uma geração a outra e continuam abrindo possibilidades para a criação, ao lado de experimentações de quem está começando. Ao reunir essas experiências, o Prêmio valoriza as pessoas que fazem e nos convida a olhar com mais atenção para o que elas criam”, afirma Mariana Lorenzi, diretora artística do Museu A CASA do Objeto Brasileiro.

Realizado a cada dois anos desde 2008, o Prêmio recebeu 629 inscrições de 24 estados e do Distrito Federal. Foram 305 a mais do que em 2024, quando participaram 324 trabalhos. Nesta edição, a estreia da categoria Novos Talentos abre um espaço dedicado a estudantes e criadores em início de carreira. O júri também foi ampliado de três para cinco integrantes. A reformulação do formulário de inscrição e a mobilização com parceiros buscaram facilitar a participação e levar o convite a mais artesãos, grupos e designers. “A resposta foi muito expressiva, recebemos quase o dobro de inscrições da edição anterior. Esse resultado mostra que o esforço de aproximação fez diferença e nos anima a continuar ampliando o alcance do Prêmio”, completa Mariana.

Poltrona Fé – Tavinho Camerino – Autoral. Foto: Jon Lins.

A seleção inclui 11 trabalhos de Produção Autoral, seis de Produção Coletiva, cinco de Ação Socioambiental e quatro em Novos Talentos. As categorias permitem reconhecer diferentes caminhos da criação, do trabalho individual às colaborações entre designers e comunidades artesãs. Cada um dos quatro vencedores recebe R$ 5 mil e todos os participantes recebem uma certificação, além de apresentarem seus trabalhos na exposição que fica em cartaz até 14 de março de 2027.

O júri foi formado pela curadora especializada em artesanato Daniela Vasconcellos, a curadora e produtora cultural Loli Furtado, a designer e antropóloga Helena Kussik, o sociólogo Artur Lins e a designer Luly Vianna. A seleção combinou a avaliação individual e o debate conjunto dos jurados, que definiu os trabalhos vencedores e os selecionados para a exposição.

Os vencedores

A relação entre forma e som aparece em Apitos Afinadores de Distâncias, de Laura Landau, vencedor de Produção Autoral. Criadas entre Igatu, no município de Andaraí, na Bahia, e o Rio de Janeiro, as peças de cerâmica levam à exposição uma pesquisa que pode ser percebida também pela escuta. Já Fishau, vencedor de Produção Coletiva, nasce do conhecimento da cestaria e trançado de palha da etnia Ye’kwana, em Awaris, Roraima. A obra é da Associação Wanasseduume Ye’kwana (SEDUUME), com apoio do Instituto Socioambiental (ISA).

Na Coleção Admiriti, o miriti – palmeira conhecida como o isopor da Amazônia – é o ponto de encontro entre a Guá Arquitetura e mestres artesãos da região amazônica, com produção em Abaetetuba e Belém, no Pará. O trabalho venceu em Ação Socioambiental e propõe a integração de um material amplamente utilizado no artesanato paraense ao mobiliário. O Banco Varanda, de Priscilla Lira Alves, de Caruaru, Pernambuco, transfere para um assento as características e sensações das redes de dormir. A obra completa o grupo de vencedores e inaugura a premiação de Novos Talentos.

Territórios e modos de fazer

Coleção Admiriti – Gua Arquitertura. Foto: Cacá Bratke.

Esses encontros se desdobram pelo restante da seleção. Em Berilo, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, a Associação de Produtores e Artesãs de Roça Grande e a mestra Marlice Machado participam trazendo a tecelagem para esse panorama da criação brasileira. De Alagoas vêm Boa-noite, memória, de Rodrigo Ferreira e Irês Santos, e Vestido-Carta, de Petrucia Lopes em parceria com a marca FOZ e a associação INBORDAL. No Tocantins, a Jalapoeira Apurada reúne artesãos da Cooperativa Central do Cerrado e Marcelo Rosenbaum, do Instituto A Gente Transforma, em uma colaboração que aproxima o fazer tradicional do Jalapão ao desenvolvimento de novos objetos.

A exposição também acompanha caminhos que começam na formação e na experimentação. Em Platalea ajaja, o designer Fernando Rodrigues, recém-formado pela Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da USP/FAU, transforma madeira de poda em utensílios como colheres e facas, aproximando o olhar para a natureza da criação de objetos. Entre diferentes gerações e territórios, a mostra permite perceber como os conhecimentos continuam em circulação e ganham outras formas nas mãos de quem cria.

PROGRAMAÇÃO

Papo de Casa | 14 de novembro, das 14h às 15h30
Com os jurados Daniela Vasconcellos, Loli Furtado, Helena Kussik, Artur Lins e Luly Vianna. Mediação de Angelo Miguel, produtor da 10ª edição do Prêmio.
Cerimônia de Premiação | 14 de novembro, às 16h.

SERVIÇO:

Exposição 10º Prêmio Objeto Brasileiro

Abertura: 14 de novembro de 2026, sábado, das 10h às 18h

Temporada: de 14 de novembro de 2026 a 14 de março de 2027

Onde: Museu A CASA do Objeto Brasileiro

Endereço: Av. Pedroso de Morais, 1216 – Pinheiros, São Paulo – SP

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Grupos e atividades: educativo@acasa.org.br

Informações para o público: contato@acasa.org.br

(Com Danielle Monteiro Agência Taga)

Coletivo Êxodo apresenta “Amores Surdos” na Casa Farofa em novembro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Adaptação da dramaturgia de Grace Passô combina música ao vivo, absurdo e quebra da ficção para abordar os conflitos e silêncios de uma família. As apresentações são gratuitas, de 6 a 8 de novembro. Fotos: Taina Tibana.

O Coletivo Êxodo apresenta “Amores Surdos: O Balde de Lama e o (Ch)amado Silêncio”, adaptação da dramaturgia de Grace Passô, na Casa Farofa – Sala Teatro da Vertigem, de 6 a 8 de novembro de 2026, com entrada gratuita. Dirigida e adaptada por Luize, a montagem reúne quatro atores e dois músicos em cena para investigar os conflitos, as ausências e os silêncios que atravessam as relações familiares.

Escrito em 2006, o texto acompanha uma família confinada em uma casa onde faltam dinheiro, espaço e diálogo. Enquanto a mãe tenta manter o cotidiano sob controle, os três filhos desenvolvem maneiras próprias de evitar os conflitos. A situação é atravessada pela presença dos vizinhos, que observam e comentam a dinâmica familiar, e por elementos absurdos, como um hipopótamo, que abre espaço para diferentes interpretações.

A montagem preserva a estrutura fundamental da dramaturgia original, mas incorpora cenas e situações criadas pelo coletivo durante o processo de pesquisa. A encenação combina música original executada ao vivo, dança, partituras corporais e projeções. Em determinados momentos, os atores deixam seus personagens para falar diretamente com o público, expondo os mecanismos da representação e estabelecendo uma relação entre ficção e realidade.

A trilha sonora, composta por Caos Nicioli, integra a ação cênica e contribui para a construção da atmosfera do espetáculo. Os músicos também assumem a função de personagens, representando os vizinhos da família central. Já a cenografia de Gustavo Feitosa utiliza caixas, objetos domésticos suspensos e outros elementos para criar a imagem de uma casa ameaçada pela instabilidade.

Criado no segundo semestre de 2025 por estudantes de Artes Cênicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Coletivo Êxodo desenvolve uma pesquisa baseada na criação coletiva, na experimentação de linguagem e na participação horizontal de seus integrantes. A montagem marca o início desse percurso artístico e integra um projeto de extensão universitária.

Coletivo Êxodo

Criado no segundo semestre de 2025, o Coletivo Êxodo reúne estudantes vindos de diferentes regiões do Brasil e de São Paulo que se encontraram no curso de Artes Cênicas da Unesp. O grupo surgiu do interesse em experimentar o fazer teatral de maneira coletiva e horizontal, permitindo que seus integrantes ocupem diferentes funções artísticas e técnicas ainda durante a graduação. “Amores Surdos: O Balde de Lama e o (Ch)amado Silêncio” inaugura essa pesquisa, que articula formação acadêmica, experimentação de linguagem e criação teatral.

A temporada integra um projeto de extensão universitária contemplado em edital da Unesp que teve apresentações gratuitas na universidade e agora em novembro, se apresenta na Casa Farofa, na Sala Teatro da Vertigem, ampliando a circulação da produção realizada no ambiente universitário para outros espaços e públicos.

Ficha Técnica

Direção e adaptação: Luize

Assistente de direção e iluminação: Dafne Ohana

Elenco: Débora Oliveira, Pedro Urbano, Lorena Rodrigues e Helena Bechara Nacarato

Músicos: Caos Nicioli e Caetano Nicioli

Composição musical: Caos Nicioli

Produção fonográfica: Adelmo Henrique

Cenografia: Gustavo Feitosa

Produção: Annaís Ballaminut

Coreografia: Giovanna Gomes

Assistente de coreografia: Maria Vintana

Fotos: Luísa Gastaldi e Thaina Tibana

Figurino: Anna Madrid

Confecção de Figurino: Rafaela Aventurato

Divulgação: Lorena Rodrigues e Helena Bechara

Designers: Luiza Latorre e David Horeglad

Orientação: Pedro Haddad

Provocação Vocal: Sofia Vilasboas Slomp.

SERVIÇO:

Amores Surdos: O Balde de Lama e o (Ch)amado Silêncio

Datas: 6, 7 e 8 de novembro de 2026

Horário: sexta a domingo, às 19h

Local: Casa Farofa – Sala Teatro da Vertigem

Endereço: Rua Treze de Maio, 240, 1º andar, São Paulo (SP)

Entrada: gratuita, com ingressos via Sympla

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Livro transforma a maior romaria franciscana das Américas em cenário de romance

Canindé, CE, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Algumas experiências não são definidas pela lógica. Para que possam ser compreendidas, é necessário que sejam observadas por meio dos sentimentos. Essa foi a impressão da escritora e jornalista Andrea dos Santos ao presenciar a Festa de São Francisco das Chagas, evento que reúne anualmente milhares de pessoas em Canindé, no Sertão Central do Ceará. Ao longo de quase 30 anos, ela observou como essa tradição transforma a atmosfera do local por meio das procissões e se inspirou nessas expressões de fé para escrever o livro “Promessas à Luz da Romaria”.

O romance utiliza a festividade, considerada a maior romaria franciscana das Américas, como cenário para a história de Francisco e Joana. Ele, um homem generoso e trabalhador, vê na mulher a serenidade e a independência que desejava em alguém para construir uma família. Ao lado dos filhos Luíza e Antônio, o casal encontra na devoção a São Francisco das Chagas a força para ultrapassar as adversidades e incertezas dos longos períodos de seca.

As 130 páginas descrevem como a presença do santo se mantém viva na cidade e trazem os costumes da região para o centro da narrativa. A autora registra as singularidades que constroem a manifestação cultural e religiosa, com capítulos que retratam a beleza silenciosa dos gestos cotidianos, o som dos cantos dos fiéis nas madrugadas e a transmissão de valores entre gerações.

“Por aquelas bandas, fé e vida não se separavam, andavam juntas e misturadas: o trabalho puxado no roçado, a esperança teimosa diante da seca, a força tirada do fundo da alma nas horas de perda, a alegria barulhenta de cada reencontro no terreiro. Cada prece tinha o peso de uma vida inteira” (Promessas à Luz da Romaria, p. 6)

A autora. Foto: Divulgação.

“A história é o que eu vi e vivenciei ao longo de 30 anos na cidade. É uma fé que eu não sei explicar, mas a gente só vê aqui”, elabora Andrea. Carioca radicada no Ceará, a autora desenvolveu a trama a partir de pesquisa feita com recortes de jornais, fotografias do acervo pessoal e visitas a locais históricos, a exemplo da Casa dos Milagres, santuário que reúne agradecimentos dos visitantes.

Em Promessas à Luz da Romaria, os costumes e as relações do povo canindeense demonstram como a crença pode ser o pilar para reverter situações difíceis. Andrea dos Santos transforma o seu interesse pela preservação da memória em um tributo ao povo e à tradição de Canindé, mostrando como a devoção pode converter dor em esperança.

FICHA TÉCNICA

Título: Promessas à Luz da Romaria

Autora: Andrea dos Santos

Editora: Libertinagem

ISBN: 978-65-5188-020-9

Páginas: 130

Preço: R$ 60

Onde encontrar: Editora Libertinagem.

Andrea dos Santos é escritora e jornalista, com pós-graduações em Jornalismo Digital, Jornalismo Político e Estudo e Produção de Texto. Na literatura, publicou a autobiografia “Filhos do Silêncio” (2025), que percorre uma infância e juventude marcadas por momentos de resiliência e busca por recomeços. A autora lança, em 2026, Promessas à Luz da Romaria. Instagram: @andreasantos.escritora.

Com Maria Claras Menezes/LC Agência de Comunicação)