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Parque Caminhos do Mar cria experiência e lança combo que une caminhada noturna e hospedagem na Serra do Mar

São Bernardo do Campo, SP, por Kleber Patricio

Trilha noturna Parque Caminhos do Mar. Fotos: divulgação/Parquetur.

Quem gosta de trocar a rotina por experiências ao ar livre tem uma novidade no Parque Caminhos do Mar, em São Paulo. A partir de 22 de agosto, a Caminhada Noturna passa a contar com uma nova opção para os visitantes: um combo que inclui a atividade e uma noite de camping em meio à Mata Atlântica, proporcionando uma imersão ainda maior na natureza da Serra do Mar.

A principal novidade é que, desde 22/8, existe a possibilidade de estender a experiência com uma noite no camping. No combo, a diária da baia para instalação da barraca passa de R$ 65 para R$ 45. Cada espaço possui 3,25 metros por 3,25 metros e comporta até quatro pessoas, permitindo acomodar, por exemplo, duas barracas para duas pessoas ou uma barraca maior para até seis ocupantes, desde que respeitados os limites da baia.

Os visitantes devem levar barraca e demais equipamentos de camping, já que o parque disponibiliza exclusivamente o espaço para instalação. O check-in ocorre de quarta-feira a sábado, entre 13h e 17h, e o check-out deve ser realizado até o meio-dia do dia seguinte, de quinta-feira a domingo.

Localizado em plena Serra do Mar, o Parque Caminhos do Mar reúne natureza preservada, patrimônio histórico e algumas das paisagens mais emblemáticas do Estado de São Paulo.

SERVIÇO:

Combo Caminhada Noturna + Camping

Início: 22 de agosto

Periodicidade: uma edição por mês

Programação:

18h – Chegada ao parque

18h30 – Agrupamento

19h – Início da caminhada

21h – Encerramento

Camping: baia promocional por R$ 45 (valor regular: R$ 65)

Capacidade: até quatro pessoas por baia

Equipamentos: o visitante deve levar barraca e itens de camping

Mais informações e reservas estão disponíveis no canal oficial do parque: Parque Caminhos do Mar.

(Fonte: Imaginadora)

Nair Benedicto lança spin-off de expedição ao Rio São Francisco

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Nair Benedicto – Coqueiros na Foz.

“…na boca da noite…”, novo livro de Nair Benedicto, reúne 30 fotografias realizadas entre 2018 e 2024 durante uma série de expedições pelo Rio São Francisco. Concebido por Fausto Chermont como um ensaio independente a partir dessas imagens, revela uma dimensão mais silenciosa e poética do olhar de uma fotógrafa reconhecida por sua produção documental e social.

Com 64 páginas e tiragem de 500 exemplares, a publicação apresenta uma Nair que observa a paisagem, as pessoas e o território sem abandonar a atenção que sempre orientou sua fotografia, mas permitindo que a experiência do lugar conduza a imagem para outro campo. O resultado é um trabalho marcado pela presença da natureza, pela passagem entre luz e sombra e pelas impressões provocadas pelo encontro com o Rio São Francisco.

Nair Benedicto – Foz do Rio.

A concepção nasceu justamente dessa percepção de Fausto: ao acompanhar a produção de Nair realizada durante as expedições, encontrou imagens que escapavam ao registro documental e revelavam uma fotógrafa interessada também na contemplação, na paisagem e nas relações que se estabelecem entre o homem e o lugar. No texto que acompanha, escrito pela própria fotógrafa em 2024, essa experiência aparece como fluxo de imagens e sensações. No lusco-fusco da “boca da noite”, árvores, ventos, plantas rasteiras, pequenas flores entre pedras de minério, pessoas e animais surgem diante de seu olhar. A paisagem se transforma continuamente e, com ela, também aquilo que a fotógrafa acreditava saber.

“Algumas paisagens exigiam que eu parasse para ter direito de fotografá-las”. A frase sintetiza uma relação com a imagem que atravessa o novo livro: antes de fotografar, Nair se deixa provocar pelo que encontra. É também nesse sentido que se aproxima de uma afirmação que acompanha sua trajetória: “A fotografia para mim é uma forma de eu tentar fazer alguma coisa de melhor que eu possa. É sempre uma reação a uma provocação.”

As imagens foram realizadas no contexto do Mission Rio São Francisco, de Pierre Devin, durante expedições que percorreram o rio entre 2018 e 2024, da nascente à foz, com a participação de quatro fotógrafos. O projeto deu origem a diferentes ensaios e publicações.

Nair Benedicto – Serra da Canastra.

É nessa relação entre experiência e imagem que …na boca da noite… encontra sua força: um ensaio em que Nair Benedicto se permite olhar para o que a paisagem provoca antes mesmo de decidir o que fotografar. Ao transformar essa experiência em livro, Fausto Chermont evidencia uma dimensão menos conhecida de uma fotógrafa cuja obra sempre nasceu do encontro direto com a realidade.

Nair Benedicto (São Paulo, 1940)

Construiu uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada à fotografia. Formada em Rádio e Televisão pela USP, fundou em 1979 a Agência F4, ao lado de Juca Martins, Delfim Martins e Ricardo Malta, e participou da criação do NAFoto, em 1991. Sua produção aborda questões sociais brasileiras, com trabalhos dedicados, entre outros temas, às mulheres, aos povos indígenas, aos trabalhadores e à infância. Suas fotografias integram acervos de importantes instituições brasileiras e internacionais, entre elas o MoMA (NY, US), e o MAM-Rio. Em 2025, Nair doou seu acervo fotográfico à Unicamp. 

SERVIÇO:

Lançamento de …na boca da noite…, de Nair Benedicto

Autora: Nair Benedicto

Coordenação e edição: Fausto Chermont

Data: 22 de agosto, sábado, das 11h às 16h

Local: Kobbi Gallery

Endereço: Travessa Alonso, 23 – Vila Madalena, São Paulo

Livro: 64 páginas, 30 fotografias, tiragem de 500 exemplares

Valor do livro no lançamento: R$ 150 (cento e cinquentat reais)

Fotografias: tiragem de 15 exemplares; 50 × 60 cm (R$ 6.000) e 60 × 90 cm (R$ 9.000).

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

Hamilton de Holanda Trio se apresenta no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Trio fará lançamento do álbum “NOVA”. Foto: Dani Gurgel.

Depois de uma estreia internacional em palcos dos Estados Unidos e de uma bem-sucedida turnê europeia, o Hamilton de Holanda Trio apresenta ao público brasileiro o espetáculo de lançamento de “NOVA”, o novo álbum do grupo. O show acontece no Sesc Belenzinho nos dias 29 e 30 de agosto, em São Paulo, em uma apresentação que celebra um dos trabalhos mais sofisticados e pessoais da trajetória de Hamilton de Holanda. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc, a R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (Credencial Sesc).

Reconhecido mundialmente por reinventar o bandolim de 10 cordas e por ampliar fronteiras da música instrumental brasileira, Hamilton apresenta, ao lado de Salomão Soares (piano, teclados e Moog) e Thiago “Big” Rabello (bateria), um repertório inteiramente dedicado ao novo álbum.

Mais do que um título, NOVA representa continuidade, transformação e renascimento artístico. O disco reúne composições inéditas que transitam com naturalidade entre o jazz contemporâneo, o choro, a música brasileira e influências africanas, latino-americanas e orientais, reafirmando a capacidade do trio de construir uma linguagem própria, livre de fronteiras estéticas.

Ao longo de sua carreira, Hamilton dividiu palcos e estúdios com alguns dos maiores nomes da música mundial, entre eles Wynton Marsalis, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Chick Corea, Dave Matthews, Coldplay, Gonzalo Rubalcaba, Chucho Valdés, Chico Buarque, entre muitos outros. Sua obra transita com naturalidade entre o choro, o samba, o jazz e a música contemporânea, sempre mantendo a identidade brasileira como eixo central.

SERVIÇO:

Show Hamilton de Holanda Trio

Dias 29 e 30 de agosto de 2026 | Sábado, às 20h30; domingo, às 18h

Valores: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Teatro (374 lugares). Classificação: 12 anos. Duração: 90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento:

De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Bem-estar nas montanhas capixabas combina clima serrano, banhos de floresta e contato com a natureza

Vargem Alta, ES, por Kleber Patricio

Piscina aquecida, massagens e experiências em meio à Mata Atlântica fazem parte da proposta do Eco Lodge Natureza em Vargem Alta, próximo à Pedra Azul. Fotos: Divulgação/Eco Lodge Natureza.

Temperaturas mais amenas, silêncio, Mata Atlântica preservada e uma rotina marcada por atividades ao ar livre. Nas montanhas capixabas, o contato com a natureza vem ganhando espaço também entre viajantes que procuram experiências de descanso e bem-estar, combinando o clima serrano com práticas que ajudam a desacelerar. Em Vargem Alta, a cerca de duas horas de Vitória e a apenas 20 minutos da Pedra Azul, o Eco Lodge Natureza reúne algumas dessas experiências dentro da Reserva Ambiental Águia Branca, uma das maiores Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) do Espírito Santo.

São mais de 2.200 hectares de Mata Atlântica preservada ao redor da hospedagem, criando um cenário em que atividades de lazer convivem com caminhadas pela floresta, observação da fauna, momentos de descanso e experiências voltadas à conexão com o ambiente natural.

Para quem busca combinar descanso, bem-estar e atividades ao ar livre, o hotel oferece opções como piscina aquecida e massagens, além de experiências ligadas diretamente à natureza, como o Banho de Floresta e as trilhas pela reserva, que permitem observar a fauna e a flora da região.

Uma pausa na rotina

Uma das experiências voltadas ao bem-estar oferecidas pelo hotel é o Banho de Floresta, inspirado na prática japonesa conhecida como Shinrin-yoku. A proposta é diferente de uma caminhada convencional. Durante a atividade, o percurso pela floresta é realizado de maneira contemplativa, com atenção aos sons, aromas, texturas e demais elementos presentes no ambiente.

A experiência utiliza a própria Mata Atlântica como cenário para momentos de relaxamento e conexão com a natureza, acompanhando um movimento crescente de viagens em que descanso e atividades ao ar livre passam a dividir espaço com os roteiros turísticos tradicionais.

Além disso, massagens complementam a proposta de bem-estar do lodge, enquanto a piscina aquecida permite aproveitar momentos de descanso mesmo nos períodos em que as temperaturas ficam mais baixas nas montanhas.

Mata Atlântica convida à imersão

Para quem prefere combinar descanso e movimento, a Reserva Ambiental Águia Branca possui trilhas guiadas e autoguiadas. As atividades acompanhadas são conduzidas por mediadores ambientais, enquanto os percursos autoguiados podem ser realizados pelos hóspedes e visitantes no próprio ritmo.

Os caminhos atravessam áreas preservadas da Mata Atlântica e favorecem o contato com a fauna e flora da região, onde podem ser encontrados macacos, preguiças e diferentes espécies de aves.

O birdwatching é, inclusive, um dos destaques do local. Com um recorde de mais de 215 espécies de aves registradas em um único dia, a Reserva Ambiental Águia Branca está entre os principais pontos para observação de aves do Espírito Santo e da Mata Atlântica brasileira.

O próprio entorno de Vargem Alta amplia as possibilidades de passeios. A localização permite acessar atrações como o Parque Estadual da Pedra Azul e a Rota do Lagarto, além de cachoeiras, propriedades rurais, mirantes e roteiros ligados ao agroturismo das Montanhas Capixabas.

Hospedagem cercada pela floresta

Inserido na Reserva, o Eco Lodge Natureza possui 30 acomodações divididas entre chalés à beira do lago, chalés na montanha e apartamentos. A estrutura inclui ainda quadras esportivas, brinquedoteca, salão de jogos e campo de golfe. A combinação permite alternar atividades na natureza com períodos de descanso, especialmente durante os dias de clima mais frio característicos da região serrana.

A gastronomia acompanha a proposta de valorização do território. O restaurante Sapucaia da Mata busca trabalhar com produtores e ingredientes da região, enquanto o café da manhã inclui itens preparados artesanalmente, como pães, bolos, geleias, frutas da estação e granola produzida no próprio hotel.

A ideia é permitir que cada visitante estabeleça seu próprio ritmo durante a estadia, alternando caminhadas pela floresta, observação de aves, momentos na piscina aquecida, massagens e períodos de descanso ao redor do lago, às montanhas e à vegetação preservada.

SERVIÇO:

Eco Lodge Natureza

Endereço: Rodovia ES-164, Km 303,5, Alto Castelinho, Vargem Alta, Espírito Santo.

Informações e reservas: naturezaecolodge.com.br

Telefone: (28) 99966-9580

Instagram: @naturezaecolodge.

(Com Eliria Buso/Assimptur)

CCBB SP apresenta exposição “Marlene Barros: tecitura do feminino”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com curadoria de Betânia Pinheiro, exposição reúne 15 obras que refletem sobre corpo, memória e os saberes transmitidos entre gerações. Obra: Bibelô.

O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe a exposição “Marlene Barros: Tecitura do Feminino”, primeira mostra individual da artista maranhense na instituição. Com curadoria de Betânia Pinheiro, a exposição reúne 15 trabalhos produzidos em diferentes momentos da trajetória de Marlene Barros, entre esculturas, bordados, crochês, instalações e objetos, que transformam técnicas tradicionalmente associadas ao ambiente doméstico em linguagem artística para discutir questões relacionadas ao corpo feminino, à memória, ao cuidado e às estruturas históricas que invisibilizaram a produção das mulheres.

Com mais de quatro décadas de atuação, Marlene Barros construiu uma pesquisa artística que tem o universo feminino como eixo central de sua produção. Em suas obras, linha, tecido, bordado e crochê deixam de ocupar o lugar do fazer utilitário para se afirmarem como instrumentos de elaboração estética, crítica e política.

Obra: Saco de pancadas.

Inspirada em uma pesquisa iniciada durante seu mestrado em Arte Contemporânea na Universidade de Aveiro, em Portugal, a artista parte da ideia da costura como gesto de reparação simbólica. O projeto nasceu a partir da proposta de intervir em uma casa em ruínas localizada no campus da universidade, experiência que levou Marlene a estabelecer relações entre arquitetura, memória e corpo.

Na exposição, costurar torna-se um gesto de reconstrução, enquanto o entrelaçamento das linhas remete às relações familiares, aos afetos, às heranças culturais e às marcas deixadas pelo tempo. Ao mesmo tempo, a mostra evidencia como atividades historicamente desempenhadas por mulheres foram sistematicamente desvalorizadas e afastadas do reconhecimento institucional no campo das artes.

“Essa exposição nasceu de uma pesquisa muito íntima sobre a condição da mulher, os saberes transmitidos entre gerações, o trabalho invisibilizado, os afetos, as cicatrizes e as resistências que atravessam nossas vidas. Ver esse trabalho ganhar novos sentidos a partir do olhar de cada visitante foi um dos maiores presentes que eu poderia receber. Esse é, para mim, o verdadeiro sentido da arte”, comenta Marlene Barros.

Reunindo obras produzidas em diferentes períodos da trajetória da artista, Marlene Barros: tecitura do feminino apresenta um percurso que atravessa temas como maternidade, identidade, sexualidade, violência, pertencimento e memória. Sem seguir uma ordem cronológica, a mostra propõe um percurso livre, aproximando trabalhos que dialogam entre si por meio da materialidade dos tecidos, dos bordados e das esculturas.

Obra: Útero 1.

Entre os destaques está “Eu tenho a tua cara”, instalação composta por 49 rostos femininos que tensiona as relações entre identidade, alteridade e construção social do indivíduo. Em “Caixa Preta”, fotografias, colagens, intervenções têxteis e escritos formam um autorretrato expandido, atravessado por memórias pessoais e afetivas.

Já “Coso porque está roto” utiliza um casaco bordado para estabelecer relações entre corpo, cura e reparação simbólica, enquanto “Entre nós” propõe uma imersão em peças confeccionadas em crochê que revisitam práticas tradicionalmente atribuídas às mulheres. Em “Quem pariu, que embale”, Marlene Barros questiona a naturalização do cuidado como responsabilidade exclusivamente feminina.

Durante o período expositivo, a programação educativa reúne atividades voltadas a públicos de diferentes idades, como visitas mediadas, oficinas, palestras e experiências de criação coletiva relacionadas aos processos de bordado, costura e crochê. As ações ampliam o diálogo com a exposição e convidam o público a experimentar essas técnicas como formas de expressão, elaboração da memória e compartilhamento de experiências.

“Iniciamos essa conversa em São Luís, ampliamos esse percurso em Belo Horizonte e agora esperamos que o público de São Paulo entre nessa ciranda para dar continuidade a esse diálogo. É uma conversa que não se encerra nas obras, mas se amplia nas experiências compartilhadas entre muitas pessoas. Espero que sigamos refletindo sobre o feminino como uma construção histórica, social e cultural, honrando as ancestrais que abriram os caminhos para que hoje possamos compartilhar experiências, memórias e narrativas de mulheres”, comenta a curadora Betânia Pinheiro.

Obra: Grávidas.

Para Gabriela Azevedo, gerente geral do CCBB São Paulo, “receber esta exposição, que transforma práticas têxteis em expressões poéticas e políticas, é reafirmar a diversidade das expressões femininas na arte brasileira. São esculturas, instalações, objetos que representam práticas e memórias historicamente marginalizadas e realizá-la no CCBB é fortalecer o compromisso com a escuta, a reflexão e ampliação de perspectivas sobre o feminino na contemporaneidade”.

Sobre as ações educativas

Para a exposição Tecitura do Feminino, o programa CCBB Educativo – Arte e Cultura preparou uma série de atividades gratuitas, para toda a família. O público poderá interagir com o Sensorial Estúdio “Tornar-se Pele”, criado como um símbolo de uma travessia por todas as peles que nos vestiram. A programação traz ainda duas ações cênico-musicais. Em Som em Cena: “Tear-te” o trabalho manual se transforma em ritmo, entendendo o gesto repetitivo como composição. Já no InsPIRAção: “COMfiar”, a equipe educativa enreda significados das obras com os visitantes passantes usando fios, nós e tramas.

Aos sábados e domingos, o projeto Tardes Brincantes traz atividades livres e com hora marcada para que, fio a fio, visitante a visitante, sejam tecidas as experiências. O público poderá participar da oficina Primeiro Brincar: “trAvessos”, que convida os pequenos a descobrir o avesso do corpo e adentrar nesses órgãos. Já na Oficininha: “Eu tenho sua máscara”, as crianças são convidadas a criar uma nova face para Cazumbá, personagem do Bumba Meu Boi da Baixada Maranhense.

Outra opção é a FaBrincando: “Tramas em Retalhos”, em que as crianças experimentam o bordado em diferentes suportes, como papel, pedra e madeira. Para os fãs de histórias e leituras, a contação Conto um Conto “De Ponto em Ponto’” traz uma seleção da tradição oral, enquanto o projeto “Que Livro é Esse?” terá como opções as obras Meninas podem ser tudoMeninos podem ser tudoO quintal das irmãsA menina que bordava bilhetesA tecelã dos sonhos e Este não é um livro de princesas.

Durante o período da exposição é possível conferir ainda a Oficina Integrada: Linha Em fusão, com senhas distribuídas 15 minutos antes de cada sessão. Esta prática de ateliê traz como inspiração a matéria-prima da artista Marlene Barros, ensinando aos participantes o ofício de fiar.
A programação ainda inclui visitas mediadas com a curadora Betânia Pinheiro, workshop sobre curadoria, mediação e acessibilidade, a oficina “Arpilleras de si”, conduzida pela própria artista, além de performances e práticas de ateliê abertas ao público. As atividades contemplam diferentes perfis, entre educadores, artistas, estudantes, produtores culturais e público em geral, criando espaços de troca, experimentação e reflexão a partir dos temas presentes na exposição.

Sobre a artista

Natural de Bacurituba (MA), Marlene Barros é artista visual, pesquisadora e produtora cultural. Com mais de quarenta anos de trajetória, desenvolve trabalhos em escultura, crochê, pintura, performance, instalação e intervenção artística, tendo o universo feminino como principal eixo de investigação.

É coordenadora do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM, espaços dedicados à formação artística e ao fortalecimento da produção cultural maranhense. É bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação pelo Senac e mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Aveiro, em Portugal.

SERVIÇO:

Marlene Barros: Tecitura do Feminino 

Período: 26 de agosto de 2026 a 25 de janeiro de 2027

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo (SP)
Entrada gratuita

Ações Formativas

Visita mediada da exposição

Data: 29 de agosto (sábado)

Horário: 10h

Com: Betânia Pinheiro, curadora

Público: público em geral

Workshop “Tecendo Experiências: Curadoria, Mediação e Acessibilidade”

Data: 24 de outubro (sábado)

Horário: 15h às 17h30

Com: Betânia Pinheiro, curadora

Público: educadores, mediadores culturais, artistas, estudantes, produtores culturais e demais interessados

Oficina “Arpilleras de si”

Data: 12 a 15 de novembro

Horários: quinta e sexta, das 15h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 13h

Com: Marlene Barros

Público: mulheres cis e trans, pessoas não binárias, artesãs e artistas maiores de 18 anos

Prática de ateliê

A partir de 04 de setembro

Datas: sextas, sábados e domingos

Horários: 12h30 às 14h e 18h30 às 20h

Público: público em geral

Funcionamento

Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras.

Informações

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento

O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228. Valor: R$ 14 pelo período de seis horas, mediante validação do ticket na bilheteria. O traslado entre o estacionamento e o CCBB é gratuito, das 12h às 21h.

Van gratuita

Saídas da Rua da Consolação, 228, com retorno também ao metrô República, das 12h às 21h.

Transporte público

O CCBB São Paulo está localizado a cerca de cinco minutos da estação São Bento do Metrô. Também há diversas linhas de ônibus com parada nas ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Acessibilidade

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem utilizar a entrada lateral, localizada à esquerda da entrada principal.

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ccbbsp@bb.com.br.

(Com Yasmim Bianco/Assessoria Bianco)