Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Museu Histórico da Cidade inaugura exposição “PRO-POLIS”, do artista Ricardo Siri

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Ricardo Siri – Estudos para Movimento Mel Concreto 19_2023_cera de abelha Alveolada.

Há cerca de oito anos, o artista transdisciplinar Ricardo Siri começou a estudar e a criar abelhas nativas brasileiras. Esse processo lhe rendeu prêmios, como o terceiro melhor mel do Brasil, e transbordou para a sua criação artística. O resultado será apresentado pela primeira vez na exposição “PRO-POLIS”, que será inaugurada no dia 27 de junho de 2026, no Museu Histórico da Cidade, na Gávea, Rio de Janeiro. Com curadoria de Fernanda Lopes, serão apresentadas cerca de 20 obras inéditas, entre pinturas e esculturas, produzidas com mel, cera de abelha e própolis. “Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma o artista.

“Em PRO-POLIS, Ricardo Siri transforma materiais produzidos pelas abelhas em dispositivos de pensamento. Ao trazer mel, cera e própolis para o campo da arte, o artista nos convida a refletir sobre formas de coexistência, cuidado e construção coletiva que atravessam tanto a natureza quanto a vida em sociedade. Seu interesse não está em representar a natureza, mas em trabalhar a partir dela. Seus materiais carregam histórias, geografias e relações ecológicas complexas”, diz a curadora Fernanda Lopes.

Ricardo Siri – Jardineira – cosmos.

A própolis – substância utilizada pelas abelhas para proteger e imunizar a colmeia – torna-se matéria pictórica, em obras abstratas. O material, normalmente associado à defesa e à saúde do organismo das abelhas, é transformado em pintura, criando superfícies orgânicas com tonalidades naturais de marrom, verde e vermelho. “Nas pinturas, a própolis atua simultaneamente como matéria, cor e arquivo. Produzida a partir de resinas coletadas pelas abelhas em diferentes paisagens, ela traz para a superfície da obra vestígios de territórios, vegetações e ciclos naturais que permanecem inscritos em sua materialidade”, conta a curadora. Algumas obras incorporam também geoprópolis, mistura de terra e própolis produzida por espécies como as abelhas mandaçaia, ampliando o diálogo entre arte, território e biologia. “As pinturas revelam texturas, transparências e densidades próprias desses materiais, trazendo para o campo da arte uma matéria viva que carrega em si a memória vegetal das paisagens visitadas pelas abelhas”, ressalta Siri.

A exposição apresentará também quadros nos quais o artista cria estruturas a partir de folhas de cera de abelha, usando a história da arte como referência. Nas obras chamadas “Estudos para Movimento Mel Concreto”, ele faz uma alusão ao Movimento Neoconcreto, um dos mais importantes da arte contemporânea, surgido em 1959. “Eu junto a cera, derreto e faço uma folha, que passo no alveolador, que a deixa hexagonal, e crio estruturas, sempre muito matemáticas. De certa forma, todos os trabalhos falam de geometria, porque as abelhas são muito geométricas”, conta Siri, que é formado em engenharia civil.

Ricardo Siri – Propopolizada 02 – 2023 – pintura com própolis em papel Canson.

Ampliando a pesquisa sobre os movimentos artísticos, Siri também faz referências a importantes nomes da história da arte, como Piet Mondrian (1872–1944), reproduzindo as formas e as cores de sua obra, com cera de abelha e mel em natura, em trabalhos que chamou de “Meldrian”. As cores vêm da própria cera, sem pigmentos. Em seus estudos, Siri descobriu que cada espécie de abelha produz a cera de uma cor, e, muitas vezes, dentro da mesma colmeia, da mesma espécie, há variação de cores.

Ainda com as folhas de cera de abelha, cortando e montando, o artista criou QR codes, que, para sua surpresa, podem ser lidos por aparelho celulares e levam o público para dentro das colmeias, com mais informações sobre a vida das abelhas que criaram aquela cera. A tecnologia também fará parte de pinturas inspiradas nas estruturas das colmeias, feitas com própolis e pigmentos naturais de flores e plantas do quintal da casa do artista, que são polinizadas pelas abelhas, como bougainville, urucum e café. Em um primeiro olhar, o espectador verá formas hexagonais, de cores diversas. Ao fotografá-las, no entanto, aparecerão imagens concretas na tela, como uma abelha e uma flor, ampliando a experiência do público. “As pessoas estão o tempo todo com o celular nas exposições e, muitas vezes, fotografam sem nem olhar a obra direito. Então é uma brincadeira com o olhar, uma forma de chamar a atenção para o que está ali, uma forma de polinizar as pessoas”, diz o artista.

Ricardo Siri – Jardins Polinizados.

A maioria dos trabalhos são feitos com materiais vindos do meliponário do artista, que tem esse nome devido às melíponas, que são as abelhas nativas brasileiras. No entanto, no Brasil, encontramos outras espécies de abelhas, vindas de outros países, mas que não polinizam o nosso bioma. Em uma homenagem a estas abelhas, e aos milhares de estrangeiros que vieram para o Brasil, com os próprios avós do artista, ele criou obras que trazem imagens de mapas-múndi, feitos com cera de abelhas estrangeiras, encontradas em nosso país. “Todos esses mapas são para falar desse lugar de migração das abelhas. E até uma homenagem a elas, porque eu acho que elas são bem-vindas”, diz.

Completam a exposição, estruturas em formatos de colmos, feitos com corda e cera de abelha, que se relacionam com os trabalhos da exposição e também com a pesquisa que o artista vem desenvolvendo há muito tempo sobre os ninhos.

SOBRE O ARTISTA

Siri é artista transdisciplinar.  Músico, compositor, além de meliponicultor. Formado no ano de 2000 pela Los Angeles Music School. Com sete álbuns autorais lançados, recebeu em 2010 o prêmio da Música Brasileira pelo álbum “Ultrasom”. Suas performances emergiram do palco, e seus instrumentos viraram poesias sonoras. A partir daí, sua carreira expande definitivamente para as artes visuais, sendo convidado a realizar exposições e performances no Brasil e exterior como   Victoria and Albert Museum – Londres, NBK Gallery – Berlim e Portikus – Frankfurt. Com uma trajetória que une natureza e tecnologia, Siri desenvolve esculturas e instalações, que criam pontes sensoriais entre o orgânico e o urbano. Sua prática artística nasce do cuidado com os organismos vivos e propõe uma escuta profunda do mundo.

SOBRE A CURADORA

Crítica de arte, curadora e pesquisadora, Fernanda Lopes é doutora em história e crítica de arte pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas Artes da UFRJ. Atuou como diretora artística da galeria Athena (RJ, 2022-2024), curadora adjunta do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM Rio (2016-2020)] e curadora associada em artes visuais do Centro Cultural São Paulo [CCSP (2010-1012)]. Publicou os livros A experiência Rex – “Éramos o time do Rei” (2006), Área experimental: lugar, espaço e dimensão do experimental na arte brasileira dos anos 1970 (2012) e Francisco Bittencourt: arte-dinamite (2016, organizado com Aristóteles A. Predebon), além de ensaios e artigos, especialmente sobre arte brasileira e crítica de arte. Entre as curadorias que realizou desde 2008 está a Sala Especial do Grupo Rex na 29a Bienal de São Paulo (2010) e a curadoria adjunta da exposição Maria Martins: desejo imaginante, no Museu de Arte de São Paulo [Masp (2021)].

SOBRE O MUSEU HISTÓRICO DA CIDADE

O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (MHC) foi inaugurado em 1934, instalado originalmente no Palacete da Gávea, com o objetivo de preservar e conservar o patrimônio histórico e cultural da cidade, que foi capital da colônia, do império e da república. Desde sua criação, o MHC atuou como um espaço de referência para o estudo e a documentação da história urbana, social e cultural do Rio de Janeiro, reunindo acervo diverso composto por aproximadamente 25 mil itens, incluindo gravuras, pinturas, fotografias, mobiliário, porcelanas, mapas, maquetes, documentos e objetos diversos. Ao longo das décadas, o MHC passou por diferentes fases de expansão e atualização, consolidando-se como um espaço de preservação, pesquisa e difusão cultural. Seu acervo é resultado de doações de órgãos da administração municipal e de aquisições realizadas pela Prefeitura, refletindo não apenas a história local, mas também a inserção da cidade em contextos nacionais e internacionais. O MHC não se limita à guarda de objetos: desenvolve exposições permanentes e temporárias que promovem diálogo entre passado e presente, combinando história, memória urbana e expressões culturais contemporâneas. Por meio de ações educativas, oficinas, atividades culturais e programas de formação, o Museu busca engajar públicos diversos, incluindo crianças, jovens, adultos e profissionais das áreas de história, museologia e artes, estimulando reflexão crítica, senso de pertencimento e cidadania. Nos últimos anos, a instituição também tem promovido projetos que valorizam a participação comunitária, experiências sensoriais e itinerâncias educativas, consolidando-se como um espaço de mediação cultural que articula memória, educação e cultura, e contribui para a criação de uma rede integrada de museus municipais.

SERVIÇO:

Exposição “PRO-POLIS”, de Ricardo Siri  

Abertura: 27 de junho de 2026, às 9h

Exposição: até 22 de agosto de 2026

Museu Histórico da Cida (MHC) [3º andar]

Estrada Santa Marinha, s/n – Gávea – Rio de Janeiro – RJ  

De terça a domingo, das 9h às 16h.

Entrada gratuita

Curadoria: Fernanda Lopes.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

MASP apresenta performances de Regina José Galindo sobre deportação e violência policial

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Regina José Galindo, Deportada (Todo lo que perdí) [Tudo o que perdi], 2024.

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, a partir de 3 de julho, a exposição Sala de Vídeo: Regina José Galindo. A mostra apresenta o registro em vídeo de “Deportada” (Todo lo que perdí) [Tudo o que perdi] (2024), performance da artista que utiliza o próprio corpo para denunciar as violências estruturais impostas às populações migrantes, em especial àquelas expulsas dos Estados Unidos, por políticas de deportação. No final da mostra, Regina José Galindo (Cidade da Guatemala, 1974) realiza a performance inédita “Duelo”.

Galindo é uma das principais referências contemporâneas da performance na América Latina. Artista e poeta autodidata, formou-se na cena guatemalteca do final dos anos 1990, fazendo parte de uma geração que começou a circular internacionalmente em um período de reabertura política após décadas de ditadura militar e violência de Estado. Esse contexto atravessa toda a sua produção: nascida durante a guerra civil que dizimou e levou ao desaparecimento compulsório de milhares de guatemaltecos, Galindo transforma sua própria história em matéria artística. Em 2005, foi premiada com o Leão de Ouro para Jovens Artistas na Bienal de Veneza.

Com curadoria de Bruna Fernanda, assistente curatorial, MASP, a sala de vídeo apresenta dois canais exibidos simultaneamente. Em uma tela maior, Galindo se veste com todas as roupas de Cristina Cazales Pacheco, mulher deportada de Nova York para o México, cujo marido e filhos permanecem nos Estados Unidos. Durante a ação, os presentes são convidados a retirar, uma a uma, cada camada de roupa do corpo da artista, até o momento em que ela sai da sala. Em uma tela menor, um relato de Cristina, ao mesmo tempo íntimo e político, narra a vida construída nos Estados Unidos, a separação da família e a perda de um período de vida que não pode ser recuperado.

Na obra, os vestígios materiais de Cristina – roupas, móveis, fotografias – manifestam o apagamento de sua existência por uma sociedade que normaliza as consequências de deslocamentos forçados. Ao se cobrir com essas camadas e permitir que sejam retiradas por estranhos, Galindo coloca em cena o gesto da deportação como um ato coletivo: quem retira a roupa também participa, ainda que simbolicamente, da violência que expulsa. O trabalho retoma um tema recorrente na trajetória da artista, a migração de povos centro-americanos para os Estados Unidos, em um contexto de acirramento da repressão às populações imigrantes.

Ao longo de mais de duas décadas, a produção de Galindo tem abordado abusos dos direitos humanos, violências de gênero e opressões estruturais que operam em escala global. Em trabalhos como ¿Quién puede borrar las huellas? [Quem pode apagar as pegadas?] (2003) e Presencia [Presença] (2017), ela mobiliza o próprio corpo e o de outras pessoas como suporte para tornar visível o que as estruturas de poder buscam apagar. A roupa, recorrente em sua prática, funciona como vestígio material de um corpo que já não está mais ali, expondo a materialidade de uma existência reduzida, muitas vezes, a um número ou a uma estatística.

Deportada (Todo lo que perdí) [Tudo o que perdi] foi comissionada e produzida pelo Hemispheric Institute (Nova York, EUA), com apoio de Mellon Fellow Residence, em fevereiro de 2024, com fotografias de Manuel Molina Martagon e agradecimentos a Cristina Cazales e sua família. A obra é inédita no Brasil.

Sala de Vídeo: Regina José Galindo integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A programação do ano também inclui mostras de Carolina Caycedo, Colectivo Acciones de Arte, Claudia Alarcón e Silät, Damián Ortega, Jesús Soto, La Chola Poblete, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Sandra Gamarra Heshiki, Santiago Yahuarcani e Sol Calero. E mostras audiovisuais de Clara Ianni, Oscar Muñoz, Claudia Martínez Garay e Edgar Calel.

PERFORMANCE NO VÃO LIVRE

Por ocasião do encerramento da Sala de Vídeo, em 22 de agosto de 2026, Regina José Galindo realizará uma performance inédita no Vão Livre do MASP. Intitulada Duelo, a ação é desenvolvida a partir de uma pesquisa sobre violência policial no Brasil e dialoga com o trabalho exibido na sala de vídeo. A artista estará vestida com as roupas de luto de uma mãe que perdeu um filho assassinado pela polícia e permanecerá imóvel enquanto o depoimento dessa mãe é transmitido ao longo de aproximadamente uma hora. Horário a confirmar.

SOBRE A ARTISTA

Regina José Galindo (Cidade da Guatemala, 1974) é artista e poeta. Autodidata, ela desenvolveu sua prática na cena guatemalteca dos anos 1990 e se tornou uma das principais referências da performance na América Latina contemporânea. Utilizando o corpo como principal suporte, sua obra tensiona os limites físicos e morais de si mesma e do público para denunciar abusos dos direitos humanos, violências de gênero e opressões estruturais. Em 2005, foi premiada com o Leão de Ouro para Jovens Artistas na Bienal de Veneza. Sua obra integra coleções e foi apresentada em instituições de referência em todo o mundo. No Brasil, realizou uma exposição individual na Galeria Portas Vilaseca, no Rio de Janeiro, em 2025.

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

REALIZAÇÃO

Sala de Vídeo: Regina José Galindo é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O ano de Histórias Latino-americanas no MASP conta com patrocínio do Nubank.

SERVIÇO:

Sala de Vídeo: Regina José Galindo

3/7 — 23/8/2026

Curadoria: Bruna Fernanda, assistente curatorial, MASP

Edifício Lina Bo Bardi, 2º subsolo

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos produtos selecionados da loja do MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.

(Fonte: Museu de Arte de São Paulo “Assis Chtaeubriand”)

Ballet Vera Bublitz inicia celebrações de 50 anos

Porto Alegre, RS, por Kleber Patricio

Vera Bublitz homenageia Fernando Bujones. Foto: Alex Gonçalves.

O primeiro encontro que abriu as comemorações dos cinquenta anos do Ballet Vera Bublitz, em Porto Alegre, foi um sucesso. Para dar início à celebração do cinquentenário, a grande dama da dança do RS, Vera Bublitz, recebeu ex-alunas e convidados na quarta-feira, 17 de junho, na sede da Corte Real, em Porto Alegre. O encontro, com mais de 40 bailarinas que fizeram parte da história da escola, foi marcado pela homenagem póstuma a Fernando Bujones, o norte-americano ícone da dança que projetou o Ballet Vera Bublitz para o mundo, ao dividir o palco com alunas da escola em 1988 e 1990.

O evento contou com a presença de diferentes gerações do ballet que passaram pela escola, como Elizabeth Gonçalves, que foi aluna da primeira turma de Vera em Cruz Alta; e Liége Gautério, bailarina que recebeu transplante de pulmão e continua ativa na dança e no esporte como bicampeã dos 100 metros rasos em sua categoria. Entre as presentes, também esteve Ângela Ferreira, que foi partner de Bujones em 1990 e Juliana Prietsch, médica e ex e atual aluna do Ballet Vera Bublitz, ao lado da filha Alícia, que conquistou medalha de ouro no World Ballet Competition em Orlando, nos Estados Unidos, há dois anos. A apresentação dos bailarinos Mauricio Pires, de 12 anos, e Isabelle Carolo Cruz, 10 anos, encantou o público e mostrou alguns dos novos talentos que estão sendo formados pela escola.

Vera entre as ex-alunas Vivine Tremea, de Porto Alegre, e Elizabeth Gonçalves, de sua primeira turma em Cruz Alta.

Ao final, Vera Bublitz lançou um desafio para suas ex-alunas. O professor russo Egor Totmianin foi contratado especialmente para colocar a coreografia da Mazurka de “Coppélia” com essas bailarinas no espetáculo de final de ano e o aquecimento para as aulas já começou no próprio evento. A apresentação da peça do ballet de repertório será no dia 28 de novembro, no Teatro da Fiergs, em Porto Alegre, rememorando a primeira participação de Bujones ao lado do Ballet Vera Bublitz em mais uma celebração rumo ao cinquentenário, completado em 2028.

(Com Tatiana Casser Csordas/Milim Comunicação)

Exposição inédita “Território de passagem” leva ao MIS a primeira individual de Ruchita em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com curadoria de Brunno Almeida Maia e direção de arte e expografia de Leandro Leão, mostra reúne videoartes e séries fotográficas, além de ativações e o lançamento de um livro da artista multimídia curitibana. Fotos: Divulgação.

Nascida em Curitiba e radicada em Florianópolis, a artista multimídia Ruchita inaugura, no dia 11 de julho de 2026, sábado, das 10h às 14h, no Museu da Imagem e do Som a exposição “Território de passagem”, sua primeira individual na capital paulista. Com visitação gratuita até 24 de agosto, a mostra, que inclui o lançamento do livro “Todo momento de achar é um perder-se a si própria” e uma série de ativações, foi concebida especialmente para o MIS e apresenta oito obras produzidas entre 2017 e 2025. São videoartes e séries fotográficas que investigam as relações entre corpo, tempo e memória.

Com curadoria de Brunno Almeida Maia e direção de arte e expografia de Leandro Leão, a individual reafirma a proposta de levar ao público a linguagem da videoarte, articulando elementos performáticos, audiovisuais e fotográficos em uma proposta imersiva e não linear. A exposição inédita estabelece, ainda, um diálogo direto com o acervo de videoarte do MIS, referência nacional e na América Latina, com mais de 5 mil títulos produzidos e catalogados desde os anos 1970. Ao inserir a produção de Ruchita nesse contexto histórico, Território de passagem aproxima a pesquisa e a produção da artista a uma tradição experimental marcada por nomes como Walter Zanini, Letícia Parente, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Arthur Omar.

“Existe ainda uma centralização forte na produção do eixo Rio-São Paulo, e artistas do Sul, do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste encontram barreiras de visibilidade. Fazer minha estreia em São Paulo justamente no MIS tem um significado importante para mim – e divido esse sentimento com outros artistas que são sub-representados – sobretudo porque meu trabalho multimídia tem foco no audiovisual”, comemora Ruchita. “O vídeo ainda enfrenta resistência institucional em comparação a outros suportes, como a pintura ou a escultura, mas não há como negar que a tecnologia tem atravessado cada vez mais a produção artística contemporânea. Nesse sentido, o MIS sempre teve um papel relevante de projeção e reconhecimento.”

Partindo de experiências pessoais traduzidas em performances para a câmera, Ruchita coloca seu próprio corpo como campo de experimentação artística e desenvolve trabalhos em fotografia, instalação e vídeo que evidenciam a transitoriedade entre retrato e autorretrato. Em Território de passagem, suas investigações são atravessadas por questões existenciais, psicológicas e simbólicas, articulando aspectos íntimos e coletivos da experiência humana.

Estruturada a partir de dois eixos curatoriais – O Corpo Inacabado e O Corpo é Tempo –, a exposição reúne obras que abordam temas como vulnerabilidade, transcendência, repetição, impermanência e dissolução. No primeiro eixo, a série Não sou finito (2018) documenta a ação performática de uma videoinstalação em duas telas que flagra o corpo da artista amarrado a uma árvore – representando amarras sociais e mentais – e a tentativa de alcançar o infinito puxando uma corda suspensa, gesto repetitivo que aproxima o corpo do intangível.

Já a série inédita Alternar-se (2025/2026) mergulha na experiência de convívio diário da artista com o diabetes. Utilizando mel e sangue como metáforas, Ruchita compõe um ensaio visual e sonoro que explora os altos e baixos de seu cotidiano. Em Limiares, a artista escreve com sangue sobre espelho um gráfico de oscilações de taxas de glicemia; em Compasso, um lenço vermelho traduz essa inconstância; em Abismo, o reflexo em uma poça de mel evoca uma dor corporalizada; em Um corpo que me rodeia, o mel escorre pelo corpo de Ruchita, evidenciando movimentos que escapam de nosso controle e nos atravessam.

Alternar-se nasce de algo que atravessa meu corpo, minhas emoções e minha rotina. Senti que era importante falar sobre esse tema porque os números seguem crescendo. Hoje, mais de 16 milhões de pessoas convivem com diabetes no Brasil e quase 600 milhões de pessoas no mundo. Então, essa obra funciona também como um convite para a observação do corpo e do cuidado cotidiano”, propõe Ruchita.

As 23 fotografias de Des-continuum – registros de sangue e mel sobre papel, expostas sem moldura – rompem limites físicos e simbólicos. A obra Um estado claro de ambiguidade (2017-2018) completa o primeiro eixo da exposição. Nela, 12 pessoas têm a visão obliterada por um espelho que reflete os olhos da artista. Ao lado da tela de exibição do vídeo, um autoretrato impresso de Ruchita é fixado diretamente sobre a parede, contendo o mesmo pedaço de espelho colado que sobrepõe seu olhar. Assim, os olhos do espectador estarão refletidos no lugar dos olhos da artista – uma reflexão sobre retrato, autorretrato, alteridade e um convite a se conectar à experiência do outro.

No segundo eixo, O Corpo é Tempo, a série Face à impermanência investiga duração e efemeridade em diálogo com a cultura japonesa do Wabi-Sabi (que defende que nada é acabado, permanente ou perfeito). O tríptico é composto de duas obras audiovisuais e uma instalação fotográfica. Em Esse movimento perpétuo (2018), uma videoinstalação registrada na praia de Naoshima e projetada sobre areia real depositada no chão exibe a imagem da artista, que surge e desaparece em sintonia com algas que se decompõem, simbolizando a fusão do indivíduo na natureza e o ciclo eterno de decomposição e reintegração. Já em Estar sem estar (2018), Ruchita permanece imóvel por horas no cruzamento de Shibuya, em Tóquio, enquanto a multidão passa em ritmo frenético – projetado em loop, o vídeo, de 8’09” e dimensões variáveis, foi filmado em câmera lenta para acentuar o paradoxo entre contemplação zen e velocidade urbana, um choque que também ecoa no cotidiano da metrópole paulistana.

 “A performance sempre foi a base do meu trabalho. Meu processo criativo parte de experiências internas, de questões que eu tento externalizar por meio da imagem”, explica Ruchita. “Tudo surge dessa investigação pessoal, dessa busca existencial que me acompanha desde muito nova. O corpo acaba se tornando um lugar de percepção, experimentação e transformação. É a partir dele que tento criar conexões com o outro”, conclui a artista.

Trajetos livres de visitação

A expografia de Território de passagem foi concebida para evitar percursos lineares e estimular diferentes possibilidades de circulação do público. A partir de um prisma central e de planos inclinados que redesenham a espacialidade da Sala Maureen Bisilliat, o projeto assinado por Leandro Leão propõe uma experiência de deriva, aproximando corpo, imagem, som e arquitetura. Ao invés de uma sequência fixa de leitura, a exposição convida o visitante a construir seu próprio trajeto.

“A seleção das obras foi construída de forma muito cuidadosa para que diferentes períodos da produção da Ruchita dialogassem entre si dentro dos eixos da mostra”, afirma Almeida Maia. “A própria expografia procura traduzir isso espacialmente, criando relações entre vídeo, fotografia, arquitetura e deslocamento. A mostra também é marcada por atravessamentos de território e de gênero. No contexto institucional, a videoarte brasileira foi historicamente associada a uma produção masculina e concentrada entre Rio de Janeiro e São Paulo. Inserir uma artista mulher, vinda de fora desse eixo, é reconhecer e dar visibilidade a transformações importantes na arte contemporânea brasileira”, conclui o curador.

Além da exposição, Território de passagem contará com uma programação de ativações que inclui um bate-papo sobre videoarte contemporânea com Ruchita, o curador Brunno Almeida Maia e a videoartista e pesquisadora Márcia Beatriz Granero. O programa contempla ainda: visitas mediadas; oficina de experimentações em videoarte; ações de registro audiovisual para o acervo institucional do MIS; e o lançamento de Todo momento de achar é um perder-se a si própria, livro que compila a produção da artista entre 2017 e 2025. 

Sobre Ruchita

Artista multimídia nascida em Curitiba (PR, 1979), Ruchita cria obras que abrangem fotografia, instalações, vídeos e performances. Atualmente vive e trabalha em Florianópolis (SC). Em sua trajetória morou, estudou e trabalhou em Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), San Diego (California, EUA), Miami (Flórida, EUA) e Rio de Janeiro (Brasil). Graduou-se em Comunicação Audiovisual no International Fine Arts College de Miami. Inaugurou em 2024 a exposição individual Estou/Sou, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica no Rio de Janeiro. Apresentou em 2023 a individual Face à Impermanência, no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC). Entre 2019 e 2020 integrou as mostras coletivas Le delicate storie dell’arte del cambiamento, na PaviArt, em Pavia, Itália, e Deus Ex Terra, no Contemporary Art Observatorium, em Lavagna, Itália. Suas obras foram expostas também no Labora Photo Prix Madrid. Expôs na semana da ARCO na HYBRID – International fair for emerging Art, em Madri, e posteriormente na JustLX – Lisboa Contemporary Art Fair, no Museu da Carris, Lisboa. Realizou 12 exposições individuais em Santa Catarina entre 2017 e 2025. Participou, ainda, de cinco coletivas no Brasil, quatro exposições no exterior e 27 festivais internacionais, com premiação em nove deles. 

Sobre Brunno Almeida Maia

Doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU–USP), onde desenvolve pesquisa sobre as relações entre moda e arquitetura. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atua como curador, pesquisador e docente em diversas instituições culturais e acadêmicas. Destacam-se seus trabalhos de curadoria nas exposições e ciclos realizados na Casa Museu Eva Klabin, no Rio de Janeiro, Casa Museu Ema Klabin, em São Paulo, no Sesc Avenida Paulista e no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc–SP, bem como sua participação no Grupo de Práticas e Estudos em Curadoria (GPEC/FAU–USP). Foi residente do Núcleo de Estudos Contemporâneos do Museu da Imagem e do Som (NECMIS) e organizador da jornada em homenagem ao centenário de Gilda de Mello e Souza. Como educador, leciona em instituições como USP, IED, SENAC, FAAP, Belas Artes, MASP, MAM-SP, MIS e Paço das Artes de SP, com foco nas intersecções entre moda, arte, literatura e cultura material. Publicou ensaios em revistas acadêmicas e culturais, como a Revista Zum (IMS), Revista Dissonância de Teoria Crítica da Unicamp, Fundação Bienal de São Paulo, a Revista do CPF-Sesc e Revista do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP), e é autor do livro Moda, corpo e vestimenta (2016), além de contribuir com capítulos em obras coletivas. Sua mais recente publicação é Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo (2025).

Sobre Leandro Leão

Arquiteto e designer. Doutorando (2020 –) em dupla titulação pela Universidade de São Paulo (FAU USP) e pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS – Paris). Mestre (2019) na área de História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo pela FAU USP. Graduou-se (2014) em Arquitetura e Urbanismo na mesma instituição com estágio em pesquisa EHESS – Paris (2013). Tem especialização em Arquitetura da Paisagem pelo Centro Universitário Senac (2017), em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp, 2019) e em Estilismo pela ESMOD – Paris (2023). Foi professor convidado pelo Senac SP nas áreas de Arquitetura e Desenho. Desenvolve pesquisas acadêmicas na área de História da Arte e História da Arquitetura desde 2009. Trabalhou como colaborador em destacados escritórios do Brasil, como Pedro Paulo de Melo Saraiva, Base Urbana e Artifício Arquitetura. Seus trabalhos receberam dezenas de prêmios nacionais e internacionais, entre eles pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Latin America Design Award e DNA Paris. É membro da Society of Architectural History e da European Architectural History Network.

SERVIÇO:

Exposição Território de passagem – Ruchita

Local: Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) – Espaço Maureen Bisilliat

Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Data: de 11 de julho a 24 de agosto de 2026

Visitação gratuita: terças a sextas, 10h às 19h; sábados, 10h às 20h; domingos e feriados, 10h às 18h. Ativações gratuitas (sujeitas a lotação): visita mediada (20/8, 19h30); bate-papo (21/8, 19h30); oficina de experimentação em videoarte (22/8, 10h).

(Com Pedro Sant’Anna/Baobá Comunicação)

CCBB de São Paulo une tradição e contemporâneo na Mostra Violas Brasileiras

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Show Tonico e Tinoco: uma história cantada com Gerson Curió, Tarcísio Manuvéi e Zeka Perez. Fotos: Divulgação.

Da tradição caipira às experimentações atuais, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) sediará durante seis semanas, entre 15/07 e 19/08, a Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo. Com entrada gratuita, o evento terá apresentações musicais, masterclass, oficina e roda de prosa para celebrar a viola caipira como patrimônio cultural brasileiro vivo, dinâmico e em constante transformação.

A capital paulista foi escolhida para abrir a 2ª edição da Mostra Violas Brasileiras que seguirá depois para o Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. A realização é do Projeto Violas Brasileiras, Ministério da Cultura e Banco do Brasil, com patrocínio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Idealizado pelo produtor cultural e coordenador do Projeto Violas Brasileiras, Júlio José, e com direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela, a programação da Mostra revela a amplitude da viola caipira: instrumento enraizado na cultura do interior, mas também presente nas mãos de músicos urbanos de várias cidades brasileiras, diferentes gêneros e influências. “A proposta é mostrar que existe uma família de violas brasileiras, com várias linguagens, como a viola de cocho, no Pantanal, a viola machete no recôncavo baiano com seus sambas, a de Buriti nas comunidades quilombolas, sempre mantendo a tradição, resistindo nas comunidades desse Brasil. Podemos dizer que elas ‘são irmãs’ que se unem na Mostra Violas Brasileiras, representando a tradição e as novas linguagens no mesmo palco”, pontua Júlio José.

Para ele, estrear o projeto em São Paulo é uma felicidade imensa e muito significativa. “Especialmente porque voltamos ao espaço onde iniciamos nossa trajetória, em agosto de 2024, quando realizamos a 1ª Mostra Violas Brasileiras: O Som do Brasil, também no CCBB. Então, nos sentimos em casa. Realizaremos ótimos encontros numa verdadeira celebração da viola”, afirma Júlio.

Programação

Show de viola solo de Luiz Salgado.

Mais que um instrumento musical, a viola é símbolo de identidades regionais, expressão de saberes ancestrais e ponte entre tradição e inovação. E para levar esse universo ao público, a programação com curadoria de Ivan Vilela, referência nacional no estudo e na difusão da viola caipira, prestará homenagens aos mestres históricos, como Tonico e Tinoco, dividindo espaço com representantes das novas gerações.

A abertura no dia 15/07, às 13h, terá uma homenagem emocionante a Tonico e Tinoco, interpretada por Gerson Curió, Tarcísio Manuvéi e Zeka Peres, e segue com show de cantor e compositor Luiz Salgado, do cerrado mineiro, às 19h.

A diversidade do instrumento ganha força no dia 22/07 com Rodolfo Vidal, guardião da viola caiçara do litoral sul paulista, ao lado de Cleyton Torres e o Grupo Manema que aproxima a viola do reggae. O encerramento deste dia, às 19h, fica por conta do duo de viola caipira e acordeom Valdir Verona e Rafa de Boni apresentando a sonoridade sulista.

No dia 29/07, às 13h, o multi-instrumentista carioca Renato Anesi mistura gêneros em sua apresentação de viola solo. Já Francisco Andrade (viola caipira) e Leticia Torança (voz) representam a nova geração ao lado de Rainer Patriota (viola da gamba)., às 19h.

Vanguarda e diversidade em agosto

Valdir Verona e Rafa de Boni.

A segunda metade da Mostra aposta na vanguarda e na diversidade de vozes. Vini Muniz sobe ao palco dia 05/08, às 13h, ao lado das Rendeiras da Aldeia, unindo a viola caipira aos cantos de trabalho da tradição popular de Carapicuíba. Às 15h, Rodrigo Caçapa lidera uma oficina e roda de prosa intitulada “Um inventário das violas, das cantorias e dos sambas nortistas”. Para fechar o dia, às 19h, o Grupo Madureira Armorial evoca o universo estético de Ariano Suassuna com a música nordestina de raiz erudita.

A jovem violeira Mel Moraes, destaque do Revelando São Paulo, abre a programação do dia 12/08, às 13h, representando a nova geração. O violeiro paulistano e pesquisador Junior da Viola promove uma masterclass às 17h. A Família Garfunkel une poesia, literatura e múltiplos instrumentos num espetáculo intergeracional às 19h.

O encerramento da Mostra Violas Brasileiras fica por conta de Betto Poncianno, no dia 19/08 às 13h, e da dupla formada por Neymar Dias e Claudio Lacerda — dois dos nomes mais premiados da viola brasileira contemporânea —, numa conclusão à altura da celebração proposta pela Mostra a partir das 19h.

Programação completa da Mostra Violas Brasileiras:

15/07/2026 – Quarta-feira

13h00: Show Tonico e Tinoco: uma história cantada com Gerson Curió, Tarcísio Manuvéi e Zeka Perez (Espetáculo em homenagem a quem marcou a música caipira, com clássicos e histórias do gênero).

19h00: Show de viola solo de Luiz Salgado (Cantador e compositor mineiro com repertório inspirado nas tradições populares, na natureza e nas manifestações culturais do interior)

22/07/2026 – Quarta-feira

13h00:  Rodolfo Vidal, Cleyton Torres com o Grupo Manema (Rodolfo Vidal – mestre de Fandango Caiçara de Cananéia se une ao grupo Manema, liderado por Cleyton Torres, de Iguape e apresenta repertório variado de Fandangos Caiçaras do Litoral Sul de São Paulo)

19h00: Valdir Verona e Rafa de Boni (Duo de Viola Caipira e Acordeom de Caxias do Sul – RS, trazendo interpretações de músicas autorais e repertórios diversos com o sotaque gaúcho)

29/07/2026 – Quarta-feira

13h00: Show de viola solo de Renato Anesi (Multi-instrumentista carioca, compositor e pesquisador da música brasileira. Sua obra mistura choro, samba, jazz e outros gêneros em apresentações solo).

19h00: Francisco Andrade (viola caipira) e Leticia Torança (voz) e Rainer Patriota (viola de gamba) (Violeiro paulista Francisco Andrade, radicado na Paraíba, se apresenta com a cantora Letícia Torança, apresentando repertório ligado à música armorial, unindo tradição e elementos eruditos acompanhados pela viola da gamba de Rainer Patriota)

05/08/2026 – Quarta-feira

13h00:  Vini Muniz (viola caipira) com as Rendeiras da Aldeia (coral) (Encontro entre música e cultura popular, valorizando saberes tradicionais e expressões coletivas, cantos de trabalho e muita sensibilidade)

17h00: Oficina e Roda de Prosa com Rodrigo Caçapa – Um inventário das Violas, das Cantorias e dos Sambas Nortistas

19h00: Grupo Madureira Armorial (Show do grupo com viola, violão, flauta e percussão que interpreta a música armorial, tradição inspirada no Nordeste que une elementos eruditos e populares)

12/08/2026 – Quarta-feira

13h00:  Mel Moraes (Show da violeira paulistana do interior de SP, premiada e representante da nova geração que mistura viola tradicional e sonoridades contemporâneas)

17h00: Masterclass com Junior da Viola (Violeiro paulistano, professor e pesquisador da história da viola. Com mais de 20 anos de carreira, apresenta a evolução do instrumento em encontro didático e musical)

19h00:  Família Garfunkel (Os paulistanos da Vila Madalena Jean e Paulo Garfunkel fazem parte da história da MPB e se unem para cantar repertório autoral em família com viola caipira, violão, flauta, percussão e vozes)

19/08/2026 – Quarta-feira

13h00:  Betto Poncianno (Show com o violeiro com repertório autoral que fala de lembranças, família e influências da música brasileira)

19h00:  Neymar Dias e Cláudio Lacerda (Show com os dois importantes nomes da viola contemporânea: o multi-instrumentista Neymar Dias e o cantor e compositor Cláudio Lacerda unem tradição e inovação no palco)

Representatividade

A Mostra Violas Brasileiras é aberta ao público em geral e tem como proposta ampliar o acesso à cultura popular, mobilizando especialmente instituições focadas em cultura, inclusão social e terceiro setor. Dessa forma, reforça o convite para a presença de Organizações Não Governamentais (ONGs) situadas na capital paulista. Informações com Júlio (11) 98855-0135.

SERVIÇO:

Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo

Local: CCBB SP – Rua Álvares Penteado, 112, Centro

Temporada: 15 de julho a 19 de agosto de 2026 – todas as quartas-feiras

Classificação indicativa: Livre

Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis uma hora antes de cada apresentação na bilheteria física e no site do CCBB

Masterclass e oficina: Ingressos disponíveis no site do CCBB a partir de 01/08.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura

E-mail: ccbbsp@bb.com.br

(Com Ellen Bacci Fernandes/EBF Comunicação)