Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

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Parque Temático do Sítio do Picapau Amarelo é opção autêntica para as férias escolares a 90 minutos de São Paulo

Atibaia, SP, por Kleber Patricio

Atração reúne natureza, diversão, personagens clássicos e experiências interativas para encantar visitantes de todas as idades. Fotos: Divulgação.

Com a chegada das férias escolares, o Parque Temático do Sítio do Picapau Amarelo, em Atibaia (SP), é o passeio ideal para as famílias que buscam momentos de diversão, contato com a natureza e experiências inesquecíveis. Localizado em Atibaia, interior de São Paulo, a 1h30 da capital paulista, o parque é inspirado na obra de Monteiro Lobato, promovendo um verdadeiro mergulho no universo mágico de personagens que atravessam gerações, como Emília, Narizinho, Pedrinho, Visconde de Sabugosa, Dona Benta e Tia Nastácia.

O parque é baseado no conceito de ‘edutenimento’ (educação + entretenimento). O Parque Temático Sítio do Picapau Amarelo foi idealizado para estimular o desenvolvimento das crianças por meio de experiências educativas, interativas e divertidas. Todas as atrações são conduzidas pelos “Encantadores”, que apresentam histórias e contextualizam cada atividade antes do início das experiências.

Em um ambiente cercado por áreas verdes, os visitantes podem explorar cenários temáticos, participar de atividades interativas, assistir a apresentações com os personagens e vivenciar aventuras que estimulam a imaginação e o aprendizado de forma lúdica. O espaço foi pensado para proporcionar entretenimento para toda a família, unindo cultura, lazer e memórias afetivas.

Durante o período de férias, o parque reforça sua proposta de oferecer uma alternativa de passeio que conecta gerações. Enquanto as crianças descobrem os encantos do Sítio do Picapau Amarelo, pais e avós têm a oportunidade de reviver histórias que marcaram sua infância. O parque é uma excelente opção para quem deseja aproveitar um dia de lazer em um ambiente seguro, acolhedor e repleto de atrações.

As férias são o momento ideal para criar novas histórias em família e o Parque Temático do Sítio do Picapau Amarelo abre suas portas para receber visitantes de todas as idades em uma experiência repleta de fantasia, diversão e encantamento.

Detalhes das atrações 

Os visitantes podem desvendar mistérios na Gruta da Cuca, reviver o início das histórias no Reino das Águas Claras e colocar a criatividade em prática no Laboratório de Invencionices do Visconde de Sabugosa.

As Aventuras do Pedrinho convidam crianças e adultos a explorarem desafios em um brinquedão com tobogãs, redes e escorregadores. Já no Labirinto do Minotauro, o desafio é encontrar a saída, enquanto as Travessuras do Saci envolvem o público em uma divertida missão ao lado do Tio Barnabé.

No Casarão da Dona Benta, a exposição Monteiro Lobato: Ontem e Hoje utiliza fotos, vídeos e recursos tecnológicos para contar a trajetória do autor e a história do Sítio. E, para completar a experiência, o Restaurante da Tia Nastácia oferece um delicioso almoço da fazenda (não incluído no ingresso).

SERVIÇO:

Parque Temático Sítio do Picapau Amarelo

Endereço: R. Gennaro Ricco, 755 – Jardim Bogotá – Atibaia/SP

– Crianças de até 2 anos não pagam.

– As datas disponíveis para a visita podem ser conferidas em: https://www.sitiopicapauamarelo.com.br/

Instagram: @sitio.picapauamarelo

TikTok: sitio.picapauamarelo.

Sobre o Grupo Forma

O Grupo Forma é a maior referência em turismo estudantil na América Latina, oferecendo experiências que vão de saídas pedagógicas a viagens de formatura, além de roteiros educacionais exclusivos conduzidos pelo Forma Conhecer. O grupo também é responsável pela criação e operação de projetos inéditos, como a construção licenciada do parque temático Sítio do Picapau Amarelo e visitas oficiais à MSP Estúdios. Também atua com viagens internacionais e intercâmbios para menores desacompanhados.

(Com Rany Ferraz/Press à Porter Gestão de Imagem)

 

Porta de entrada da Serra da Bocaina, São José do Barreiro concorre ao título de ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’

São José do Barreiro, SP, por Kleber Patricio

São José do Barreiro (SP). Foto cedida pela prefeitura municipal.

São José do Barreiro (SP), localizado a 269 quilômetros da capital paulista, é um dos sete destinos brasileiros que concorrem ao selo ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’, iniciativa da ONU Turismo, voltada a localidades que se destacam pela preservação do patrimônio cultural e natural, pela sustentabilidade e pelo desenvolvimento local.

As localidades foram escolhidas pelo Ministério do Turismo após seleção de dez inscrições. Entre os critérios, estão ter população de até 15 mil habitantes, estar situada em uma paisagem com presença significativa de atividades tradicionais, como agricultura, silvicultura, pecuária ou pesca, e compartilhar valores e estilo de vida comunitário. O resultado final das vilas selecionadas será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina. As vilas brasileiras concorrem com outras 261 espalhadas por todos os continentes.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o prêmio é um reconhecimento ao compromisso com a sustentabilidade, com a preservação do patrimônio histórico e cultural. “O turismo rural e de natureza é um dos maiores motores de inclusão social e geração de emprego e renda que temos hoje. Ele fixa o homem no campo, valoriza o sentimento de pertencimento e distribui riqueza de forma justa. A seleção das vilas mostra ao mundo como o Brasil sabe aliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, disse.

Natureza a patrimônio

No Vale do Paraíba, o município reúne atrativos ligados ao ecoturismo, ao turismo rural e à história da região. A principal porta de entrada paulista do Parque Nacional da Serra da Bocaina fica na cidade, que também preserva fazendas históricas, manifestações culturais e áreas protegidas de Mata Atlântica.

O Parque Nacional da Serra da Bocaina integra o sítio “Paraty e Ilha Grande – Cultura e Biodiversidade”, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial. Entre os atrativos estão a Trilha do Ouro, usada desde o Período Colonial, cachoeiras e trechos preservados de Mata Atlântica.

Outro destaque é a Fazenda Pau D’Alho, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1968. Construída no início do século XIX, a propriedade preserva parte da arquitetura das antigas fazendas de café do Vale do Paraíba.

O município também abriga o Cemitério dos Escravizados, protegido pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), e mantém tradições como a Festa da Folia de Reis, realizada todos os anos, além do trabalho da Associação de Violistas do Barreiro (AVIBA), voltado à preservação da viola caipira.

Além do parque nacional, São José do Barreiro possui cinco Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), que ajudam a preservar a biodiversidade da região.

Sobre a premiação

Desde sua criação, a ONU Turismo recebeu mais de mil inscrições, de mais de 100 países. Atualmente, a Rede de Melhores Vilas Turísticas da ONU Turismo tem 319 destinos rurais em todo o mundo. No total, contabilizado este ano, 27 vilas turísticas brasileiras já foram indicadas. Duas delas alcançaram o reconhecimento internacional, sendo Testo Alto, em Pomerode (SC), conhecida pela Rota do Enxaimel, e Antônio Prado (RS).

A rota do Enxaimel reúne a maior concentração, fora da Europa, de casas construídas com essa técnica arquitetônica trazida pelos imigrantes alemães, na qual as estruturas de madeira são construídas sem nenhum prego ou parafuso, apenas com encaixes. São cerca de 50 residências ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Já Antônio Prado tem referência na preservação da herança da imigração italiana no país. O município gaúcho possui um valioso patrimônio histórico e cultural: aproximadamente 80% dos moradores falam talian, dialeto resultante da mistura de idiomas do norte da Itália com o português.

Conheça os outros representantes do Brasil na edição deste ano:

Araçá (Porto Belo/SC): Com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá destaca-se pela combinação entre natureza preservada e tradições comunitárias. Localizada em uma área de proteção ambiental no litoral catarinense, a comunidade mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências turísticas autênticas, como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.

Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG): Situada na Serra da Mantiqueira, a vila preserva um rico patrimônio histórico e cultural ligado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores é conhecida por sua proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais destinos de ecoturismo do país, reunindo trilhas, cachoeiras, grutas e experiências voltadas ao bem-estar e à contemplação da natureza.

Delfinópolis (MG): Integrante da região da Serra da Canastra, o município alia turismo de natureza, cultura e produção rural. O destino é reconhecido pelas inúmeras cachoeiras, trilhas e paisagens naturais, além da tradição na produção do Queijo Minas Artesanal da Canastra e do Café da Canastra, produtos que reforçam a identidade local e enriquecem a experiência dos visitantes.

Holambra (SP): Conhecida como a Capital Nacional das Flores, Holambra preserva a herança cultural deixada pelos imigrantes holandeses em sua arquitetura, gastronomia e manifestações culturais. O município responde por grande parte da produção e exportação de flores do país e tem como um de seus principais símbolos o Moinho Povos Unidos, o maior da América Latina.

Lençóis (BA): Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis reúne patrimônio histórico, riqueza natural e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo. Cercada por cachoeiras, cavernas, rios e cânions, a cidade oferece experiências de ecoturismo e aventura associadas à valorização das tradições culturais locais e ao protagonismo de guias e empreendedores da própria comunidade.

Vila Flores (RS): Localizado na Serra Gaúcha, o município de Vila Flores (RS) combina tradições, gastronomia típica, turismo rural e paisagens preservadas da Mata Atlântica, em um modelo de turismo baseado na autenticidade e na valorização da comunidade local. O principal símbolo dessa identidade é o Filó Italiano, tradição que garantiu a Vila Flores o título de Capital Estadual do Filó. 

(Com Natália Moraes/Ministério do Turismo)

Chico Chico apresenta no Sesc Pinheiros show inspirado na obra de Luiz Melodia

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Proposta é revisitar a obra do compositor carioca a partir da leitura de Chico Chico, destacando a influência que suas composições exercem em sua trajetória artística. Fotos: Juan Ribeiro.

O cantor e compositor Chico Chico sobe ao palco do Sesc Pinheiros, em São Paulo, nos dias 10 e 12 de julho, com o espetáculo “Chico Chico canta Luiz Melodia”. A apresentação do dia 10 acontece em sessão única, enquanto no dia 12 serão realizadas duas sessões, às 14h e às 18h. O show reúne canções de diferentes momentos da carreira de Luiz Melodia, artista que figura entre as principais referências musicais de Chico.

O repertório percorre diversos álbuns de Luiz Melodia e inclui músicas como “Pérola Negra”, “Juventude Transviada”, “Farrapo Humano”, “Magrelinha” e “Veleiro Azul”, entre outras. A proposta é revisitar a obra do compositor carioca a partir da leitura de Chico Chico, destacando a influência que suas composições exercem em sua trajetória artística.

“Um cantor e compositor genial, Luiz Melodia é dos grandes artistas e das minhas maiores influências. Fazer esse show é uma maneira de reverenciar sua existência e sua obra”, afirma Chico Chico.

A relação com a obra de Luiz Melodia acompanha Chico Chico desde a infância. O artista já citou Melodia como uma de suas principais influências, ao lado de Jards Macalé e Itamar Assumpção, referências que atravessam suas composições e sua forma de interpretar a música.

SERVIÇO:

Chico Chico canta Luiz Melodia

Datas e horários:

10 de julho – sessão única

12 de julho – às 14h e às 18h

Local: Sesc Pinheiros – São Paulo

Ingressos: À venda nas bilheterias do Sesc e pelo Portal Sesc SP.

Mais informações: https://www.sescsp.org.br/unidades/pinheiros/.

(Com Italo Martins/Press Manager)

Jornada Paulista de Dança – Segundo Tempo reúne grupos da capital e interior em imersão e espetáculos gratuitos

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Grupos e companhias do Estado de São Paulo podem se inscrever pelo site da SPED. Foto: Iari Davies.

A São Paulo Escola de Dança (SPED) divulga as 10 companhias e grupos selecionados para a Jornada Paulista de Dança – Segundo Tempo. O evento, que se consolidou como um dos principais espaços de intercâmbio e fortalecimento da arte coreográfica no Estado, acontece entre os dias 6 e 11 de julho, na capital paulista, na sede da SPED e na Sala Motiva.

A comissão selecionou dez propostas artísticas de destaque, sendo duas da capital e oito de diferentes regiões do interior paulista. Cada um dos grupos receberá uma bolsa-artística de R$ 10 mil para integrar a programação. Além disso, as oito companhias vindas de fora da região metropolitana contam com uma ajuda de custo (que varia de R$ 12 mil a R$ 48 mil, proporcional ao número de integrantes) para viabilizar transporte, hospedagem e deslocamento. “A Jornada Paulista de Dança chega à sua terceira edição consolidando-se como um importante espaço de encontro, troca e fortalecimento da arte da dança no Estado. É uma ‘jornada’ artística que promove conexões, descobertas e união entre os participantes, celebrando a diversidade e a potência da dança do Estado de São Paulo”, destaca a diretora artística e educacional Inês Bogéa.

Para o segundo tempo da Jornada, os grupos trazem repertórios variados e serão acompanhados de perto por artistas mediadores, responsáveis por oferecer feedbacks e enriquecer os processos criativos.

De São Paulo, Capital foram selecionados a Companhia Laboratório Siameses com a obra “Jardim Noturno” e a Companhia Percussiva de Dança com a obra “Terreno”. No Interior; a Companhia Coletivo Pele a Pele, de Sorocaba, com a obra “Pele e Osso”; a Companhia de Dança Vanessa França, de Campinas, com a obra “Coisa Nossa”; a Companhia DesVia Coletivo, de Jundiaí, com a obra “Time Lapse”; a Companhia Estável de Dança de Bauru, de Bauru, com a obra “Harém das Ausências”; a Companhia Grupo Jovem de Dança da EDA, de Cotia, com a obra “Límen”; a Companhia Independente Grupo de Dança Claudia Pereira, de Campinas, com “Peças”; a Companhia Núcleo Experimental de Dança Teatro de São José dos Campos com a obra “A Menina do Riacho”; e a Companhia Way Company, de São José do Rio Preto, com “Abutre”.

Uma semana de imersão e espetáculos gratuitos

Ao longo de toda a semana entre 6 e 11 de julho, das 10h30 às 22h, as companhias vivenciarão uma rotina intensa e colaborativa na sede da SPED. A dinâmica exige que cada grupo apresente uma obra de seu repertório (com duração de 10 a 20 minutos), ministre uma oficina prática sobre seus processos de criação e ofereça uma aula de dança para os demais participantes. O encontro promove, assim, uma rica partilha de técnicas que abrangem desde as tradições clássicas até as linguagens contemporâneas e urbanas. Para o grande público, o destaque fica para a mostra de espetáculos, que faz parte do Festival de Campos do Jordão, e acontece de quinta-feira a sábado (9 a 11 de julho) na Estação Motiva Cultural. Com entrada gratuita, as apresentações abrem as portas para que a comunidade prestigie a força e a diversidade da produção coreográfica do estado.

SERVIÇO:

Jornada Paulista de Dança 2026 – Segundo Tempo – 6 a 11 de julho de 2026 com Vivências e Oficinas (restrito aos participantes): Das 10h30 às 22h, na São Paulo Escola de Dança (Rua Mauá, 51, 3º andar, Luz, São Paulo/SP). Espetáculos Gratuitos (Abertos ao público): De 9 a 11 de julho (quinta a sábado), na Estação Motiva Cultural (Complexo Cultural Júlio Prestes, Luz, São Paulo/SP).

São Paulo Escola de Dança

A São Paulo Escola de Dança é um espaço de escuta, criação e transformação. Criada em 2021 pelo Governo do Estado de São Paulo, é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa — doutora em artes, bailarina, documentarista e escritora — cuja trajetória traduz o espírito integrador que move a Escola. Comprometida com a construção do conhecimento por meio da dança e de seus múltiplos diálogos com outras linguagens artísticas, a SPED é um território onde a arte pulsa, os saberes se entrelaçam e cada corpo encontra voz e pertencimento. Aqui, a formação técnica caminha lado a lado com a escuta atenta às diferenças. O propósito é formar artistas e cidadãos; democratizar o acesso à linguagem da dança; incentivar a criação, a produção e a reflexão crítica, com cursos — Regulares, Livres, de Extensão e de Especialização — 100% gratuitos. A escola oferece também residências artísticas, intercâmbios culturais e bolsas de estudo e realiza anualmente a Jornada Paulista de Dança — uma mostra de 10 grupos do Estado de São Paulo.

(Com Gustavo Nogueira/Associação Pró-Dança)

Ópera “Don Pasquale” será apresentada no Theatro São Pedro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Obra-prima de Gaetano Donizetti terá direção musical de Ira Levin e direção cênica de Lívia Sabag, com récitas nos dias 10, 12, 15, 17 e 18 de julho. Fotos: Sérgio Ferreira.

Na sequência da temporada lírica 2026, o Theatro São Pedro irá apresentar a ópera “Don Pasquale”, do compositor italiano Gaetano Donizetti (1797–1848). Com récitas nos dias 10, 12, 15, 17 e 18 de julho, a montagem terá direção musical de Ira Levin, à frente da Orquestra do Theatro São Pedro, e concepção e direção cênica de Lívia Sabag. Os ingressos custam entre R$ 41 (meia-entrada) e R$ 124 (inteira) e estão disponíveis no site do teatro.

Escrita no início década de 1840, quando Gaetano Donizetti vivia em Paris, Don Pasquale foi sua última ópera cômica e uma de suas últimas obras. Se em 1839, ao escrever La Fille du Régiment, ele adaptou a peça às exigências do estilo da ópera cômica francesa, em Don Pasquale as raízes são totalmente italianas, com personagens sendo tipos modernizados da commedia dell’arte. A ação se passa em Roma e a história gira em torno de uma premissa cômica clássica: um jovem casal apaixonado planeja frustrar os planos de um velho rico, que deseja se casar com a moça. Para atingir seu objetivo, eles contarão com a ajuda de um astuto estrategista, espécie de “falso amigo” do antagonista da história.

Como se pode imaginar, é o amor jovem que triunfa sobre a hipocrisia da velhice. Resolvido o impasse, todos se reconciliam e vivem felizes para sempre. A tensão, portanto, reside nos meios necessários para se atingir o final presumido – uma fórmula que serviu à comédia desde o teatro romano, e que já havia sido explorada na ópera por outros autores, como Mozart e Rossini. Ainda assim, Don Pasquale resulta numa comédia eficiente e original, que demonstra o talento de Donizetti para o humor centrado nos personagens. Don Pasquale, de Donizetti, juntamente com Elisir d’amore, é a maior ópera cômica italiana do século XIX. É uma obra musicalmente mais rica que Elisir, com o mesmo nível de inspiração lírica, mas tecnicamente mais avançada, especialmente em termos de orquestração, o que a torna bastante desafiadora de executar”, destaca o maestro Ira Levin.

Don Pasquale se insere na fase madura de Donizetti, com estilo marcado por maior profundidade emocional e sofisticação. O libreto de Don Pasquale foi escrito por Giovanni Ruffini (1807–1881), poeta e patriota genovês que vivia exilado em Paris. Donizetti, contudo, fez tantas alterações no texto que Ruffini se recusou assiná-lo. A orquestração da obra pode ser considerada leve para os padrões modernos, mas certamente não o era para o público que a ouviu pela primeira vez, em meados do século XIX. Isso porque os recitativos são todos acompanhados pela orquestra, ao invés de um cravo (prática mais comum em óperas cômicas do período). Como resultado, há uma passagem mais sutil dos diálogos para as árias e outras partes cantadas.

Tal como em sucessos anteriores, em Don Pasquale convivem a beleza lírica e o virtuosismo vocal, muitas vezes exigindo que os cantores executem passagens complexas de coloratura com profundidade emocional. Ao mesmo tempo, as trocas de farpas entre Pasquale e seus antagonistas são equilibradas por momentos tocantes em que Donizetti humaniza o personagem título e nos permite sentir empatia por ele. Da mesma forma que outras de suas óperas (e tal qual faziam outros compositores, a exemplo de Rossini), Don Pasquale foi composta muito rapidamente. Donizetti escolheu o elenco a dedo entre os cantores mais famosos da época, com os quais já havia trabalhado. O compositor conhecia suas habilidades vocais e dramáticas e confiava neles para lidar com o desafiador material vocal que o trabalho representa para os intérpretes.

Don Pasquale estreou no Théâtre Italien, em Paris, a 3 de janeiro de 1843 e foi um triunfo pessoal e financeiro para Donizetti, que lucrou com os direitos autorais de apresentações, com vendas da partitura vocal e com arranjos das melodias da ópera. A estreia foi um sucesso estrondoso e, antes do final do ano, Don Pasquale já podia ser vista nos grandes teatros de ópera da Europa. Dois anos depois, cruzava o Atlântico e era apresentada nos EUA e, em 1853, teve sua estreia brasileira no Teatro Provisório, do Rio de Janeiro.

Transmissão ao vivo

A récita do dia 15 de julho será transmitida online e de forma gratuita pelo canal de Youtube do Theatro São Pedro.

Don Pasquale

Orquestra do Theatro São Pedro

Ira Levin, direção musical

Livia Sabag, concepção e direção cênica

Daniela Gogoni, cenografia

Valéria Lovato, iluminação e cenógrafa associada

Fabio Namatame, figurino

Tiça Camargo, visagismo

Bruno Costa, regente coral

Fabio Bezuti, preparador vocal

Mateus Araújo, assistência de direção musical e preparador vocal

Menelick de Carvalho, direção de movimento e assistência de direção cênica

Ronaldo Zero, direção de palco

Rodrigo Esteves, Don Pasquale

Raquel Paulin, Norina

Guilherme Moreira, Ernesto

Santiago Villalba, Dr. Malatesta

Gustavo Lassen, Notário

Chica Portugal, Francesca

GAETANO DONIZETTI (1797–1848)

Don Pasquale – 150’ 

Ensaio geral aberto e gratuito: 08 de julho, 19h, Theatro São Pedro

Récitas: 10, 12, 15, 17 e 18 de julho

Quarta, sexta-feira e sábado às 20h; domingo às 17h, Theatro São Pedro

Ingressos: aqui

Plateia central – R$ 62 (meia-entrada) e R$ 124 (inteira)

1º Balcão superior – R$ 51 (meia-entrada) e R$ 102 (inteira)

2º Balcão superior – R$ 41 (meia-entrada) e R$ 82 (inteira)

Classificação etária: 12 anos.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas gerida pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)