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Livro transforma a maior romaria franciscana das Américas em cenário de romance

Canindé, CE, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Algumas experiências não são definidas pela lógica. Para que possam ser compreendidas, é necessário que sejam observadas por meio dos sentimentos. Essa foi a impressão da escritora e jornalista Andrea dos Santos ao presenciar a Festa de São Francisco das Chagas, evento que reúne anualmente milhares de pessoas em Canindé, no Sertão Central do Ceará. Ao longo de quase 30 anos, ela observou como essa tradição transforma a atmosfera do local por meio das procissões e se inspirou nessas expressões de fé para escrever o livro “Promessas à Luz da Romaria”.

O romance utiliza a festividade, considerada a maior romaria franciscana das Américas, como cenário para a história de Francisco e Joana. Ele, um homem generoso e trabalhador, vê na mulher a serenidade e a independência que desejava em alguém para construir uma família. Ao lado dos filhos Luíza e Antônio, o casal encontra na devoção a São Francisco das Chagas a força para ultrapassar as adversidades e incertezas dos longos períodos de seca.

As 130 páginas descrevem como a presença do santo se mantém viva na cidade e trazem os costumes da região para o centro da narrativa. A autora registra as singularidades que constroem a manifestação cultural e religiosa, com capítulos que retratam a beleza silenciosa dos gestos cotidianos, o som dos cantos dos fiéis nas madrugadas e a transmissão de valores entre gerações.

“Por aquelas bandas, fé e vida não se separavam, andavam juntas e misturadas: o trabalho puxado no roçado, a esperança teimosa diante da seca, a força tirada do fundo da alma nas horas de perda, a alegria barulhenta de cada reencontro no terreiro. Cada prece tinha o peso de uma vida inteira” (Promessas à Luz da Romaria, p. 6)

A autora. Foto: Divulgação.

“A história é o que eu vi e vivenciei ao longo de 30 anos na cidade. É uma fé que eu não sei explicar, mas a gente só vê aqui”, elabora Andrea. Carioca radicada no Ceará, a autora desenvolveu a trama a partir de pesquisa feita com recortes de jornais, fotografias do acervo pessoal e visitas a locais históricos, a exemplo da Casa dos Milagres, santuário que reúne agradecimentos dos visitantes.

Em Promessas à Luz da Romaria, os costumes e as relações do povo canindeense demonstram como a crença pode ser o pilar para reverter situações difíceis. Andrea dos Santos transforma o seu interesse pela preservação da memória em um tributo ao povo e à tradição de Canindé, mostrando como a devoção pode converter dor em esperança.

FICHA TÉCNICA

Título: Promessas à Luz da Romaria

Autora: Andrea dos Santos

Editora: Libertinagem

ISBN: 978-65-5188-020-9

Páginas: 130

Preço: R$ 60

Onde encontrar: Editora Libertinagem.

Andrea dos Santos é escritora e jornalista, com pós-graduações em Jornalismo Digital, Jornalismo Político e Estudo e Produção de Texto. Na literatura, publicou a autobiografia “Filhos do Silêncio” (2025), que percorre uma infância e juventude marcadas por momentos de resiliência e busca por recomeços. A autora lança, em 2026, Promessas à Luz da Romaria. Instagram: @andreasantos.escritora.

Com Maria Claras Menezes/LC Agência de Comunicação)

Buscando o crescimento do turismo indígena, Institutos levam agências de turismo a terra indígena Haliti Paresi

Terra Indígena Haliti-Paresi, MT, por Kleber Patricio

Iniciativa reuniu representantes do setor privado para conhecerem a realidade e as experiências realizadas na terra indígena que fortalecem a conservação, cultura e geram renda para as comunidades. Fotos: Divulgação.

Representantes de agências e operadoras de turismo participaram, entre os dias 15 e 18 de outubro, de uma vivência promovida pelo Instituto Samaúma e Instituto Bancorbrás na Terra Indígena Haliti-Paresi, em Mato Grosso. A iniciativa reuniu agências para conhecer de perto uma experiência de turismo de base comunitária desenvolvida em parceria pelo povo indígena da etnia Haliti-Paresi.

A ação faz parte do projeto Rumo ao Turismo Regenerativo, realizado pelo Instituto Samaúma e pelo Instituto Bancorbrás, em parceria com o povo Haliti-Paresi e com a operação turística da Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil. O objetivo é aproximar o mercado e os viajantes das experiências conduzidas pelas comunidades indígenas, ampliando a gama de experiências do mercado de turismo e ao mesmo tempo, o enaltecimento cultural, a conservação e a geração de renda local.

“Essa visita do trade turístico é uma das várias ações que estão sendo realizadas nos últimos 24 meses. Dentro desse período, foi realizada a capacitação profissional em 9 módulos, usando a metodologia da Universidade Vivalá de Negócios, fazendo com que o povo Paresí pudesse cada vez mais se profissionalizar e estruturar suas vivências. Adicionalmente, neste ano, depois da capacitação, fomos ao mercado, estruturando experiências, precificação, a operação em si, além de desenvolver parcerias comerciais na WTM Latin América e na ABAV, duas das maiores feiras de turismo do Brasil”, comenta Pedro Franco, consultor em programas de impacto socioambiental positivo do Instituto Samaúma.

Durante quatro dias, os participantes conheceram o roteiro já estruturado para comercialização, vivenciando atividades conduzidas pelos próprios anfitriões indígenas. A programação buscou apresentar, na prática, como a experiência acontece com os viajantes.

“Com o Rumo ao Turismo Regenerativo, buscamos contribuir para que o protagonismo das comunidades indígenas se traduza em oportunidades concretas de desenvolvimento sustentável. Depois da etapa de capacitação, o famtour representa um avanço importante ao aproximar os roteiros construídos pelas aldeias dos profissionais que podem contribuir para sua divulgação e comercialização. Acreditamos em um turismo que valorize os conhecimentos tradicionais, respeite a identidade cultural e o território e gere benefícios para as próprias comunidades, mantendo os povos indígenas no centro das decisões sobre como receber visitantes e desenvolver suas experiências turísticas”, complementa Lilia Kezia Lopes, analista de Responsabilidade Social do Instituto Bancorbrás.

Foram convidadas as agências Del Bianco Memories, Del Bianco, Rio del Cristo, Interativa Pantanal, Gaspare Tour, Nature MT, Confiança Turismo e um guia local, além de integrantes do Instituto Bancorbrás.

Imersão na cultura Haliti-Paresi

A programação começou com a chegada do grupo a Cuiabá (MT) e deslocamento até Tangará da Serra, onde ocorreu um jantar de integração. No dia seguinte, os participantes seguiram para a aldeia Katyalarekwa, onde foram recebidos pelas lideranças indígenas com apresentações culturais, cânticos e danças tradicionais.

Ao longo da experiência, o grupo participou de uma oficina da língua Aruak, idioma falado localmente, caminhadas entre as aldeias Katyalarekwa e Serra Dourada, trilha de ervas medicinais, banho no Rio Verde, além de vivências com o Tidimore, jogo tradicional do povo Haliti-Paresi, e as rodas de conversa sobre a história, a cultura e os modos de vida da comunidade, em uma real imersão.

O roteiro também incluiu oficina de pintura corporal com jenipapo, demonstrações de artesanato e tecelagem tradicional, atividades de arco e flecha, peteca e momentos de troca entre visitantes e anfitriões ao redor da fogueira, encerrando a experiência com uma reflexão coletiva sobre o potencial do turismo regenerativo para promover desenvolvimento sustentável.

Experiência disponível ao público

A experiência vivenciada pelos participantes integra o roteiro Expedição Haliti-Paresi, operada pela Vivalá, que convida viajantes a uma imersão no cotidiano, na cultura e nos saberes ancestrais do povo Haliti-Paresi, no Cerrado mato-grossense e pode ser conferida através do link para vivências de grupo. Vivências privativas e imersões corporativas também são possíveis, tanto de forma terrestre, quanto utilizando aviões fretados para a visitação.

Sobre o Instituto Samaúma

Criado pela Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil em 2023, o Instituto Samaúma promove soluções para um Brasil mais justo, sustentável e inclusivo por meio da educação ambiental, inclusão produtiva e estudos e diagnósticos socioambientais. Ao longo de seus primeiros anos, o Instituto já atua em conjunto com o Ministério do Planejamento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Organização das Nações Unidas (PNUD/ONU), Instituto Bancorbrás, Universidade da Carolina do Norte, entre tantos outros clientes e parceiros. Saiba mais em: https://vivala.com.br/instituto-samauma.

Sobre o Instituto Bancorbrás

O Instituto Bancorbrás é o agente social do Grupo Bancorbrás. Desde 2008, a OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) promove ações voltadas à promoção do protagonismo social, com o objetivo de fomentar iniciativas de empreendedorismo, Investimento Social Privado e filantropia colaborativa. Entre os compromissos do Instituto, está o fortalecimento do Terceiro Setor e a promoção do Turismo Sustentável no Brasil, por meio de iniciativas educacionais, de capacitações e democratização do conhecimento. Ao longo dos anos, foram desenvolvidas ações que contribuíram para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social e famílias de comunidades do Distrito Federal e de diversos estados do Brasil. Ao todo, mais de 280 mil pessoas foram impactadas positivamente direta e indiretamente pelos programas, projetos e campanhas realizados.

(Com Jessica Amaral/DePropósito Comunicação de Ideias)

EMESP Tom Jobim abre inscrições gratuitas para cursos de música e grupos artísticos

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos da Revirada Musical da EMESP Tom Jobim. Crédito: Robs Borges.

Referência brasileira no ensino musical, a Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim está com o processo seletivo 2027 aberto para cursos regulares e grupos artísticos. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis no site da EMESP Tom Jobim até 23/11/2026.

Há quase mil vagas abertas em mais de 100 habilitações e cursos gratuitos de canto e instrumentos musicais, tanto no âmbito popular quanto no erudito. São contemplados quatro ciclos de cursos de formação e especialização, além da seleção de bolsistas para a Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado, Orquestra Jovem Tom Jobim, Academia de Ópera do Theatro São Pedro e Orquestra Jovem do Theatro São Pedro. “São diversas oportunidades para fazer parte de uma escola de ensino de música de excelência, que reúne em seu corpo docente profissionais com reconhecimento mundial e fomenta parcerias internacionais, estimulando o intercâmbio entre alunos e professores, assim como interações artísticas especiais”, destaca a Gestora Pedagógica da EMESP Tom Jobim, Ana Beatriz Valente.

Cursos de formação

São 3 ciclos de cursos regulares destinados a crianças e jovens, em que cada ciclo tem duração de 3 anos. O 1º ciclo (para crianças de até 13 anos) oferece as opções de Canto, Clarinete, Contrabaixo acústico, Eufônio, Fagote, Flauta transversal, Harpa, Oboé, Percussão, Piano, Saxofone, Trombone, Trompa, Trompete, Viola erudita, Violão, Violino e Violoncelo.

No 2º ciclo, para jovens de até 16 anos, estão disponíveis os cursos de Acordeão, Bandolim, Bateria, Canto erudito, Canto popular, Cavaquinho, Clarinete erudito, Clarinete popular, Contrabaixo acústico erudito, Contrabaixo acústico popular, Contrabaixo elétrico, Eufônio, Fagote, Flauta-doce, Flauta transversal erudita, Flauta transversal popular, Guitarra, Harpa, Oboé, Percussão erudita, Percussão popular, Piano erudito, Piano popular, Saxofone erudito, Saxofone popular, Trombone baixo erudito, Trombone erudito, Trombone popular, Trompa, Trompete erudito, Trompete popular, Tuba, Viola caipira, Viola erudita, Violão erudito, Violão popular, Violão sete cordas, Violino e Violoncelo.

O 3º ciclo (com limite de idade de 21 anos) traz as opções de Acordeão, Bandolim, Bateria, Canto Barroco, Canto erudito, Canto popular, Cavaquinho, Clarinete erudito, Clarinete popular, Contrabaixo acústico erudito, Contrabaixo acústico popular, Contrabaixo elétrico, Cordas dedilhadas barrocas (Alaúde, Guitarra barroca e Teorba), Cravo, Eufônio, Fagote, Flauta Doce Barroca, Flauta transversal erudita, Flauta transversal popular, Guitarra, Harpa, Oboé, Percussão erudita, Percussão popular, Piano erudito, Piano popular, Saxofone erudito, Saxofone popular, Trombone baixo erudito, Trombone erudito, Trombone popular, Trompa, Trompete erudito, Trompete popular, Tuba, Viola caipira, Viola erudita, Violão erudito, Violão popular, Violão sete cordas, Violino, Violoncelo.

Cursos de especialização

Os Cursos de Especialização (4º ciclo) são voltados para estudantes que tenham conhecimento musical de nível avançado. São cursos nas áreas de Composição, Música Antiga, Prática Instrumental Avançada e Regência Coral, sem limite de idade. As habilitações de Prática Instrumental Avançada são as seguintes: Acordeão, Bandolim, Bateria, Canto erudito, Canto popular, Cavaquinho, Clarinete erudito, Clarinete popular, Contrabaixo acústico erudito, Contrabaixo elétrico, Eufônio, Fagote, Flauta transversal erudita, Flauta transversal popular, Guitarra, Harpa, Oboé, Percussão erudita, Percussão popular, Piano erudito, Piano popular, Saxofone popular, Trombone erudito, Trombone popular, Trompa, Trompete erudito, Trompete popular, Tuba, Viola erudita, Violão erudito, Violão popular, Violão sete cordas, Violino e Violoncelo.

Na especialização de Música Antiga, os cursos disponibilizados são Canto barroco, Cordas dedilhadas barrocas (Alaúde, Guitarra Barroca e Teorba), Cravo, Flauta doce barroca, Oboé barroco, Traverso, Violino barroco e Violoncelo barroco.

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

Visa a aprofundar a formação de jovens cantores e cantoras. Com duração de 2 anos, o curso conta com disciplinas práticas, individuais e coletivas. Além disso, a Academia de Ópera, que inclui montagens de ópera e recitais. Há vagas para os seguintes registros de vozes: soprano, mezzo-soprano, contralto, tenor, barítono e baixo.

Orquestra Jovem do Estado

Para a Orquestra Jovem do Estado, as bolsas são disponíveis para jovens de até 25 anos, em: Clarinete/Clarone, Contrabaixo Acústico, Oboé/Corne Inglês, Fagote/Contrafagote, Flauta Transversal/Piccolo, Harpa, Percussão Erudita, Piano Erudito, Trombone Baixo Erudito, Trombone Erudito, Trompa, Trompete Erudito, Tuba, Violino, Viola Erudita e Violoncelo.

Banda Sinfônica Jovem do Estado, Orquestra Jovem Tom Jobim e Orquestra Jovem do Theatro São Pedro

Também com limite de idade de 25 anos, aqui as bolsas são paras os instrumentos: Bateria, Clarinete, Clarinete / Clarinete Baixo, Clarinete / Requinta, Contrabaixo Acústico Erudito, Contrabaixo Elétrico / Contrabaixo Acústico Popular, Eufônio, Fagote, Flauta Transversal, Flauta Transversal / Piccolo, Guitarra / Violão, Oboé, Percussão Erudita, Percussão Popular, Piano Popular, Saxofone Erudito Alto, Saxofone Erudito Tenor, Saxofone Erudito Barítono, Saxofone Popular Alto, Saxofone Popular Tenor, Saxofone Popular Barítono, Trombone Baixo Erudito, Trombone Baixo Popular, Trombone Erudito, Trombone Popular, Trompa, Trompete Erudito, Trompete Popular, Tuba, Viola Erudita, Violino e Violoncelo.

Coral Jovem do Estado de São Paulo

As bolsas disponíveis são para os seguintes registros de voz: soprano, contralto, tenor e baixo, destinadas a quem tem até 28 anos.

Processo Seletivo 2027

Inscrições para cursos regulares e grupos artísticos: 23/11/2026. Para mais informações sobre cargas horárias, requisitos e outros detalhes das atividades ofertadas pela EMESP Tom Jobim, clique aqui.

Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim

Referência no ensino brasileiro de música, a EMESP Tom Jobim é uma escola do Governo do Estado de São Paulo gerida pela Santa Marcelina Cultura, Organização Social parceira da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Atende gratuitamente cerca de 2.000 alunas e alunos em seus cursos e habilitações em música popular e erudita, da teoria à prática musical. Em 2024, a EMESP Tom Jobim comemorou 35 anos de atuação. A Escola tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP Tom Jobim vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP Tom Jobim oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A EMESP Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades. A Escola mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim que oferecem bolsas para as alunas e os alunos da Escola.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Da Itália a Campinas: exposição resgata o Brasil poético de Sé Corsari

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Hípica, em celebração aos seus 78 anos, recebe mostra e livro virtual com 130 obras que revelam o olhar sensível do pintor ítalo-brasileiro sobre o cotidiano brasileiro. Fotos: Divulgação.

A história por trás das telas é sempre instigante, como mostra a exposição “Sé Corsari faz o Mediterrâneo desaguar no Atlântico”, que chega a Campinas esta semana. Em 1949, a vida do jovem artista italiano mudou, quando aos 25 anos de idade cruzou oceanos seguindo o espírito aventureiro e a curiosidade em conhecer as paragens brasileiras. Encantou-se tanto com o País que fez daqui sua segunda pátria e trouxe para suas telas a cultura, o povo, a natureza e as paisagens locais. Cerca de 130 quadros de Sé Corsari (pseudônimo de Sergio Corrias, 1924–2004), chegam à exposição no espaço Senzala da Sociedade Hípica de Campinas na próxima semana, onde permanecem entre 5 e 15 de novembro. O evento faz parte das celebrações do aniversário de 78 anos da Hípica.

A curadora Ligia Testa explica que o artista “interpretou a brasilidade em suas pinturas por meio de uma relação sensível, afetiva e poética com o povo brasileiro, sobretudo da região nordeste”. Apesar de a exposição ocorrer na Sociedade Hípica; porém, não associados também poderão prestigiar o vernissage, a partir de inscrição, com quantidade limitada. As inscrições serão feitas por meio do WhatsApp (19) 99792-7221 e por ordem de chegada da manifestação de interesse. A festa de abertura terá a participação especial do DJ Luiz “Thunderbird” Fernando Duarte, também conhecido como Thunder, que é músico, apresentador e ex-VJ da MTV Brasil.

Outra opção para conhecer parte das obras de Sé Corsari é acessar o catálogo-livro trilíngue (português, italiano e inglês) que documenta a exposição, agrupando as pinturas por afinidades temáticas com comentários da curadora. A publicação foi idealizada pelo filho do artista, Fabio Corrias, e sua esposa Adriana. Eles comentam que a ideia nasceu “do desejo de preservar sua história, celebrar sua trajetória e fazer com que sua arte continue encontrando novos olhares. Porque um artista permanece vivo quando sua obra continua a tocar as pessoas”. O livro-catálogo tem uma versão virtual, que pode ser acessada gratuitamente no link https://indd.adobe.com/view/28ab5f14-381f-49e0-9bae-818cdda50cb4.

Um pintor ítalo-brasileiro

Sergio Corrias revelou sua índole criativa já na adolescência, ao gerar seu próprio nome artístico: Sé Corsari.  Do prenome Sergio, conservou apenas as duas primeiras letras, Se, que virou Sé. Do sobrenome Corrias, manteve as três primeiras — Cor (que tem tudo a ver com pintura) — e alterou a ordem das quatro restantes transformando rias em sari.  Surgiu, assim, o nome Corsari, foneticamente elegante e lembra a palavra corsário, que remete à ousadia, aventuras, liberdade.

As paisagens italianas foram o tema da primeira fase de sua produção pictórica. Nascido em 1924 em Bracciano, pequena cidade medieval localizada em colinas próximas de Roma, e viveu em diferentes regiões da Itália. Emigrou para o Brasil em 1949, onde permaneceu por 11 anos. Depois retornou para a Itália, onde morou e trabalhou em Milão e Pádua com a esposa Lilyan e o único filho, Fabio. Em 1975, retornou ao Brasil, mas fazia viagens frequentes à Itália, onde morreu em 2004 deixando um legado de mais de 500 obras e premiações em diversos países.

Por temperamento e formação, Sé Corsari optou pela figuração em sua pintura, revelando uma sensibilidade voltada para a tradição humanística da pintura comprometida com a observação, a percepção, o desenho, a composição e o domínio técnico. Para a curadora Ligia Testa, “Corsari não reproduzia passivamente em suas telas o que via. Ele produzia uma nova imagem mediante passagens da referência pelos filtros de seu olhar, de sua sensibilidade, memória e experiência. Durante o processo criativo, formas eram simplificadas, cores acentuadas ou esmaecidas, proporções e posições ligeiramente alteradas, elementos reorganizados. E esta forma de pintar permaneceu com o artista durante toda sua vida”.

SERVIÇO:

Exposição: “Sé Corsari faz o Mediterrâneo desaguar no Atlântico”

Quando: Vernissage dia 4/11, às 19 horas, com convites

Mostra aberta de 5 a 15 de novembro (para associados)

Onde: Espaço Cultural Senzala | Sociedade Hípica Campinas

Informações e convites para o vernissage pelo Whatsapp (19) 99792 7221 (somente mensagem).

(Com Luciana Almeida/Confraria da Informação)

‘A Christmas Carol’ retorna a São Paulo em superprodução com Fernando Caruso e 70 artistas em cena

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Sob direção geral e coreografias de Fernanda Chamma, clássico natalino de Charles Dickens ganha montagem inédita com duas apresentações especiais nos dias 24 e 25 de novembro no Teatro Liberdade; em dezembro, espetáculo segue para uma temporada no Hopi Hari. Fotos: Divulgação.

Um dos maiores clássicos da literatura mundial e símbolo das celebrações natalinas, “A Christmas Carol” retorna aos palcos brasileiros em 2026 em uma superprodução que promete emocionar espectadores de todas as idades. Com direção geral e coreografias de Fernanda Chamma, a montagem apresenta uma nova concepção artística, reunindo 70 cantores e atores em uma experiência que integra teatro, música, dança e recursos visuais.

O espetáculo terá duas apresentações especiais em São Paulo, nos dias 24 e 25 de novembro, às 20h30, no Teatro Liberdade. Em dezembro, a produção segue para o Hopi Hari, onde ganhará uma temporada especialmente concebida para o universo do parque.

As duas versões terão formatos inéditos, desenvolvidos para explorar as possibilidades cênicas de cada espaço, mantendo a essência da história e ampliando sua dimensão artística e visual.

A grande novidade desta temporada é a presença de Fernando Caruso, que assume o papel de Ebenezer Scrooge, um dos personagens mais emblemáticos da literatura universal. Conhecido por sua versatilidade e trajetória no teatro, cinema e televisão, o ator dará vida ao homem avarento que, ao receber a visita de três espíritos na noite de Natal, embarca em uma profunda jornada de transformação.

Um clássico que atravessa gerações e conquista o mundo

Publicado em 1843 pelo escritor inglês Charles Dickens, A Christmas Carol, conhecido no Brasil como Um Conto de Natal, tornou-se uma das histórias mais populares e representadas da cultura ocidental.

Ambientada na Londres vitoriana, a obra ultrapassou as páginas da literatura e ganhou inúmeras adaptações para o teatro, cinema, televisão e grandes produções musicais.

Ao longo de quase dois séculos, a história de Ebenezer Scrooge conquistou plateias de diferentes países, transformando-se em uma verdadeira tradição natalina, especialmente em cidades como Londres e Nova York, onde montagens da obra integram a programação cultural de fim de ano.

Sua permanência no imaginário coletivo está diretamente ligada à universalidade de sua mensagem: a importância da generosidade, do amor, da solidariedade e da possibilidade de transformação humana.

A força da obra permanece tão atual que o cinema prepara para novembro de 2026 uma nova adaptação, Ebenezer: A Christmas Carol, estrelada por Johnny Depp. O lançamento reforça a relevância e a capacidade de renovação dessa história, que continua despertando o interesse de diferentes gerações.

Fernanda Chamma e sua trajetória com A Christmas Carol

A relação da diretora e coreógrafa Fernanda Chamma com A Christmas Carol é construída ao longo de vários anos de pesquisa, criação e remontagens do espetáculo.

Com uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada às artes cênicas, Fernanda assina a direção de importantes produções de teatro musical e desenvolve uma linguagem artística marcada pela integração entre interpretação, canto, dança e grandes composições coreográficas.

Desde 2019, a diretora vem conduzindo diferentes temporadas e remontagens de A Christmas Carol, aprofundando sua leitura sobre o universo de Charles Dickens e desenvolvendo novas possibilidades de encenação.

As temporadas anteriores, incluindo as apresentações de 2022 e 2023, contribuíram para consolidar o espetáculo como uma das produções natalinas de destaque em sua trajetória artística.

Em 2026, Fernanda apresenta uma nova concepção, ampliando a dimensão do elenco, a movimentação cênica e a força visual do espetáculo.

Com 70 artistas, a produção aposta em grandes números musicais, cenas coletivas, coreografias e uma atmosfera inspirada na Londres do século XIX. A proposta é transportar o público para um universo de ruas antigas, personagens vitorianos, celebrações natalinas e encontros emocionantes, criando uma experiência teatral envolvente.

Uma superprodução em dois formatos inéditos

A temporada de 2026 foi concebida para apresentar A Christmas Carol em dois ambientes distintos.

No Teatro Liberdade, em São Paulo, o público poderá acompanhar uma montagem que valoriza a narrativa teatral, os grandes números musicais e a presença de um elenco numeroso, com uma concepção visual inspirada na atmosfera da Inglaterra vitoriana.

Já no Hopi Hari, a produção será adaptada para uma experiência especial dentro do parque, explorando a grandiosidade dos espaços e o potencial de entretenimento de uma montagem natalina de grande escala.

A direção artística pretende preservar a emoção e a mensagem original da obra, ao mesmo tempo em que apresenta novas soluções cênicas para cada ambiente.

O resultado será uma produção que combina tradição e contemporaneidade, com linguagem acessível às famílias e aos espectadores de diferentes gerações.

Música, dança e emoção em uma celebração do Natal

A montagem reúne números musicais inspirados no repertório natalino internacional, com clássicos como O Holy Night, Joy to the World, Jingle Bells e Carol of the Bells.

A música, aliada às coreografias e à interpretação dos artistas, conduz o público por uma história que alterna momentos de humor, fantasia, emoção e reflexão.

Mais do que uma celebração natalina, A Christmas Carol propõe um encontro com valores humanos essenciais.

A trajetória de Scrooge relembra que nunca é tarde para transformar atitudes, reconhecer afetos e descobrir novas formas de viver.

Sinopse

Na Londres do século XIX, Ebenezer Scrooge é um homem rico, solitário e extremamente avarento, que despreza o Natal e qualquer demonstração de generosidade.

Seu cotidiano é marcado pela frieza com que trata as pessoas, inclusive seu dedicado funcionário Bob Cratchit, um homem simples que encontra na família e no amor pelos filhos sua maior riqueza.

Na véspera de Natal, Scrooge recebe uma visita inesperada: o fantasma de Jacob Marley, seu antigo sócio, que o alerta sobre as consequências de uma vida dedicada exclusivamente ao dinheiro.

Marley anuncia a chegada de três espíritos — o Natal Passado, o Natal Presente e o Natal Futuro — que conduzirão Scrooge por uma viagem extraordinária através de suas lembranças, de sua realidade e de um futuro que ainda poderá ser transformado.

Entre encontros surpreendentes, lembranças emocionantes e revelações, Scrooge descobrirá que a verdadeira riqueza está nas relações humanas e que o espírito do Natal pode transformar até mesmo o mais endurecido dos corações.

Uma história sobre esperança, generosidade e recomeços, contada por meio da música, da dança e da magia do teatro.

Elenco

Fernando Caruso — Ebenezer Scrooge

Demais integrantes do elenco serão anunciados em breve.

Ficha Técnica

Direção geral e coreografias: Fernanda Chamma

Figurinos: Fernanda Chamma

Direção musical: Sandro Sabbas

Vídeos-cenários: Richard Luiz

Realização e produção: Lab Cultural e Fernanda Chamma.

SERVIÇO:

A Christmas Carol — Temporada 2026

SÃO PAULO — TEATRO LIBERDADE

Datas: 24 e 25 de novembro de 2026

Horário: 20h30

Endereço: Rua São Joaquim, 129 — Liberdade, São Paulo

Abertura da casa: uma hora antes do espetáculo

Classificação indicativa: livre

Duração: 60 minutos

Ingressos online: https://bileto.sympla.com.br/event/128864/d/422762

BILHETERIA FÍSICA

Teatro Liberdade (Rua São Joaquim, 129 — Liberdade, São Paulo)

Terça a sábado – de 13h às 19h

Domingos e Feriados (apenas em dias de espetáculos de 13h até o início da apresentação)

Obs.: Em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até o início da apresentação

TEMPORADA ESPECIAL — HOPI HARI

Início de Dezembro/2026. Mais informações em breve.

(Com Valentina Dewers/Agência Taga)