Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Roxy Dinner Show completa dois anos como case de reinvenção, turismo e economia criativa

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Fotos: Tomas Rangel.

Em dois anos, Roxy recebeu cerca de 130 mil espectadores, realizou mais de 470 apresentações, empreendimento transformou um antigo cinema de Copacabana em um case de turismo, cultura, gastronomia e entretenimento. Desde a reabertura, em 17 outubro de 2024, o antigo cinema Art Déco de Copacabana passou a integrar a rota de visitantes brasileiros e estrangeiros e, em menos de dois anos, conquistou dois reconhecimentos de peso: foi incluído pela Time na lista World’s Greatest Places 2025, entre os destinos mais extraordinários do mundo, e recebeu o Travelers’ Choice 2026, do TripAdvisor, ficando entre os 10% melhores estabelecimentos e atrações da plataforma, segundo as avaliações dos próprios viajantes.

Dois anos, 339.310 pratos servidos. Visitantes de 83 países. Os números dão a dimensão de como o Roxy deixou de ser apenas uma casa de espetáculos para se tornar uma experiência turística com projeção internacional. A força desse alcance aparece na origem do público.

O Roxy já recebeu visitantes de 26 estados brasileiros, 254 cidades do país e 39 municípios fluminenses, além dos turistas internacionais que chegaram de 83 países. É uma plateia que ultrapassa fronteiras e ajuda a explicar por que a casa passou a ser também uma vitrine da cultura brasileira para quem chega ao Rio. O Roxy criou um modelo de negócio, o resultado desses dois primeiros anos é um case de reinvenção. Se consolidou como um dos exemplos mais expressivos de reinvenção do entretenimento carioca. Inaugurado em antigo cinema Art Déco, o empreendimento transformou uma casa tradicional do bairro em uma operação que combina gastronomia, música, tecnologia, turismo e cultura brasileira — e que, em pouco tempo, passou a ser reconhecida também fora do país.

Mais do que contabilizar ingressos, o Roxy passou a funcionar como uma porta de entrada para diferentes experiências da cidade. O público chega para assistir ao espetáculo, mas também para jantar, conhecer a gastronomia brasileira, circular por Copacabana e consumir outros serviços ligados ao turismo. Cerca de 35% da plateia é formada por público latino-americano, enquanto iniciativas como o CARIOCAROXY aproximaram ainda mais a casa do público local.

Um restaurante que também virou indicador de escala

Filé mignon ao ponto com mil-folhas de mandioca, molho de jabuticaba e caviar de aroeira (pimenta-rosa).

A dimensão da operação aparece também à mesa. Ao longo desses dois anos, foram servidas 107.760 entradas, 122.441 pratos principais e 109.109 sobremesas. Entre os campeões de pedidos, o filé mignon lidera com 55.195 unidades, enquanto a sobremesa Textura de Chocolate soma 49.599 pedidos. Os números revelam um aspecto importante do projeto: a gastronomia deixou de ser coadjuvante e passou a integrar a experiência central oferecida pela casa.

Essa estratégia ganhou uma nova dimensão com a chegada do Almoço Musical, lançado em 15 de agosto. A iniciativa levou para o período diurno a mesma lógica de integração entre gastronomia, cultura e entretenimento que marcou a trajetória do Roxy desde sua abertura. A casa convidou a chef Kátia Barbosa para desenvolver o menu, executado pelo chef executivo Caio Silva. São 33 opções, entre entradas, petiscos, pratos principais, receitas para compartilhar, sanduíches, menu infantil e sobremesas. Aos sábados, o repertório musical fica por conta de Gui Valença; aos domingos, Camilla Marotti conduz a programação, com MPB, bossa nova e clássicos internacionais.

A experiência ainda utiliza a tela de LED de 210 metros quadrados, uma das marcas tecnológicas do empreendimento, para criar uma imersão visual com imagens do Rio de Janeiro. Na prática, o almoço amplia o tempo de funcionamento da casa e cria uma nova frente de consumo. O que começou como um dinner show passou a ocupar diferentes faixas do dia e a dialogar com públicos distintos.

De cinema a espaço multifuncional

A transformação do Roxy também pode ser medida pela quantidade de formatos que passaram a caber dentro do mesmo endereço. Desde a abertura, foram realizados 48 eventos corporativos, lançamentos, premiações e celebrações, em configurações completamente diferentes.

Texturas de chocolate com pé-de-moleque de castanhas brasileiras e um delicado creme de cumaru.

Um dos exemplos foi o The One Volkswagen, em agosto de 2025, que reuniu 600 convidados para o lançamento do Tera. A casa foi inteiramente personalizada com a identidade da marca, dos lanterninhas ao figurino da recepção, e a programação reuniu coquetel, apresentação dos executivos, jantar e o espetáculo Aquele Abraço, que ainda ganhou uma intervenção especial com a entrada de uma porta-bandeira carregando uma bandeira personalizada da Volkswagen.

Para a italiana Davines, empresa de cosméticos de luxo, o palco se transformou em espaço para demonstrações de cortes e coloração ao vivo, antes do jantar e do espetáculo. Já a premiação do Brasileirão, realizada pela CBF, reuniu cerca de 600 pessoas em dezembro de 2025. Outro exemplo da flexibilidade da operação foi o Prêmio Supermed, que recebeu cerca de mil convidados. O salão foi completamente reconfigurado, sem mesas e cadeiras, para receber estações de coquetel, premiação, shows de Belo e DJ Felipe Mar, além de uma apresentação de balé no tecido.

A possibilidade de transformar o espaço para cada ocasião tornou-se um dos ativos do negócio. O Roxy pode funcionar como restaurante, teatro, espaço para shows, salão de premiações, palco para lançamentos ou ambiente corporativo — sem perder sua identidade. A história desses dois anos também é marcada por uma sequência de mudanças. O projeto original nasceu em torno do Roxy Dinner Show e do espetáculo Aquele Abraço, mas a operação foi ampliada progressivamente para acompanhar diferentes hábitos de consumo. Vieram as matinês, com produções próprias como Fala Sério, Mãe – Elas Só Mudam de Endereço, inspirado na obra de Thalita Rebouças, e agora o almoço musical. As matinês retornam em 2027, enquanto o almoço passa a ocupar os fins de semana.

É essa capacidade de testar novos formatos sem abandonar a identidade original que ajuda a explicar a trajetória do empreendimento. Em vez de trabalhar com uma única experiência, o Roxy passou a operar como uma plataforma de entretenimento.

Um case que ganhou o Rio

O principal resultado desses dois anos talvez esteja justamente fora da contabilidade de ingressos. O Roxy criou um modelo no qual a casa ganha, mas a cidade também ganha. Ao atrair turistas brasileiros e estrangeiros para Copacabana, contratar artistas e profissionais locais, consumir produtos e serviços da cadeia gastronômica e de eventos e criar novas possibilidades de programação cultural, o empreendimento passou a participar de uma engrenagem maior da economia criativa carioca.

A presença de visitantes de diversos países dá outra dimensão ao projeto. Para esse público, a experiência não é apenas assistir a um espetáculo: é encontrar, em uma mesma noite, música, gastronomia, cenografia, tecnologia e referências culturais brasileiras. Para o carioca, a proposta é inversa e igualmente estratégica: oferecer uma experiência turística dentro da própria cidade, criando novas razões para voltar a um endereço tradicional de Copacabana. “É nesse ponto que os dois anos do Roxy Dinner Show deixam de ser apenas um aniversário de uma casa de espetáculos e passam a representar um case de sucesso de reocupação, diversificação e valorização de um equipamento cultural e turístico do Rio. E, ao completar dois anos, o Roxy chega a uma nova fase: não apenas como lugar para assistir a um show, mas como destino capaz de reunir, sob o mesmo teto, turismo, gastronomia, cultura, entretenimento e negócios”, define Alexandre Accioly.

Roxy Dinner Show

Funcionamento de: 4ª a domingo

Abertura da casa: 18h30 / Pré Show: 19h15 / Jantar: a partir das 19h / Apresentação “Aquele Abraço”: 21h

Pacote Copacabana / Pacote Rio de Janeiro / Pacote Aquele Abraço

Informações: https://www.roxyoficial.com.br/pt-BR/lp/aquele-abraco

Capacidade da casa: 626 lugares

Acessibilidade.

(Com Rozangela Silva/BT Assessoria de Comunicação)

Tom Zé lança álbum no projeto Relicário com registro de show de três décadas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Relicário: Tom Zé (Ao vivo no Sesc 1996) recupera apresentação no Sesc Pompeia de período da carreira posterior à internacionalização do músico. Fotos: Divulgação.

Um dos músicos mais originais e irreverentes da música brasileira é o destaque do novo álbum da série Relicário, do Selo Sesc. Relicário: Tom Zé (ao vivo no Sesc 1996) recupera o registro de uma apresentação do compositor, cantor e multi-instrumentista baiano realizada há três décadas no Sesc Pompeia. O álbum está disponível nas principais plataformas de áudio.

O disco documenta um período de intensa atividade na carreira de Tom Zé, que, após anos de menor circulação no Brasil, havia retomado a projeção, com reconhecimento internacional, no início da década de 1990, especialmente a partir do lançamento de The Hips of Tradition (1992), pelo selo Luaka Bop, de David Byrne. O registro traz o resultado de uma fase de pesquisas, experimentações e maior internacionalização do artista baiano. “O ano anterior [ao registro], olhe, foi uma época que passei toda na Europa – Áustria, Alemanha, Bélgica, Suiça, Paris. Cada passo que eu dava, pedalava num europeísmo qualquer. Às vezes eu não sabia se estava acordando em Irará ou em Hamburgo. Ora no frio, ora no calor”, conta Tom Zé.

O repertório de Relicário: Tom Zé (ao vivo no Sesc 1996) percorre diferentes momentos da trajetória do compositor e evidencia características que se tornaram marcas de sua produção: a mistura entre canção popular e experimentação, o uso não convencional dos instrumentos, aspectos teatrais, além do tom crítico e contestador por meio da sagacidade e ironia em suas letras. Entre as faixas estão Nave Maria, que abria os shows da turnê europeia de 1996, Augusta, Angélica e Consolação, Dois Mil e Um e A Carta, que, como todo o repertório do disco, refletem a criatividade do músico e seu olhar abrangente para os temais que permeiam o cotidiano e a vida social. “As músicas de Relicário são um pedaço vivo de São Paulo que salta sobre nós. Vivíssimo! Os títulos das canções não deixam a mãe paulista escapar. Pegam a cidade pela saia. Sacodem, e fazem uma roda de samba”, comenta.

Capa.

A gravação conta com músicos que acompanharam Tom Zé em diferentes momentos de sua trajetória. A relação entre o compositor e seus músicos era parte importante do processo de construção dos shows, marcados por ensaios constantes e pela possibilidade de alterações no repertório durante as apresentações. Em A Carta, por exemplo, a interpretação incorpora sons corporais à composição instrumental, denotando a dimensão cênica e expressiva da obra de Tom Zé. A participação do público era também parte fundamental da inspiração. “Eu tenho a lembrança da plateia, transformando a cidade num espelho, olhando para si mesma, e para si mesmo. Eu só fazia me jogar nessa roda paulistanamente viva”, completa o músico.

Com Relicário: Tom Zé (ao vivo no Sesc 1996), o Selo Sesc dá continuidade ao projeto que visa a recuperação e valorização da história da música brasileira em sua diversidade, experimentação e criatividade, bem como a preservação e difusão de registros históricos e marcantes de artistas que também constroem a memória do Sesc São Paulo.

FAIXAS

1 – Nave Maria

2 – Ta-Hi (pra você gostar de mim)

3 – Sofro de Juventude

4 – Dói

5 – Jingle do Disco

6 – Um oh! E um ah!

7 – Cademar

8 – Dois Mil e Um

9 – Menina Jesus

10 – USP x GV

11 – A Carta

12 – Ogodô, Ano 2000

13 – Hein?

14 – Augusta, Angélica e Consolação

15 – Sem a Letra “A”

16 – Trem das Onze.

FICHA TÉCNICA

Cristina Carneiro – teclado

Gilberto Assis – baixo elétrico

Jarbas Mariz – percussão e voz

Lauro Lellis – bateria

Marco Prado – guitarra

Tom Zé – voz

Gravado no Sesc Pompeia em 5 de novembro de 1996

Masterização: Clemant Zular

Produção Executiva: Neusa Martins

Projeto gráfico: Alexandre Calderero

Comunicação digital: Renan Abreu, Bárbara Carneiro e Sofia Calabria.

SOBRE TOM ZÉ

Nascido em Irará (BA), em 1936, Tom Zé é um dos nomes fundamentais da música brasileira e um dos artistas ligados à formação do movimento tropicalista. Estudou na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, onde teve contato com compositores como Hans-Joachim Koellreutter e Ernst Widmer. Na cidade, aproximou-se de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1968, participou do álbum Tropicália ou Panis et Circencis, com a canção “Parque Industrial”, e lançou seu primeiro disco, Grande Liquidação. No mesmo ano, venceu o IV Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, com “São São Paulo”.

Ao longo de sua trajetória, Tom Zé desenvolveu uma obra marcada pela experimentação, pelo humor, pela pesquisa de linguagem e pela combinação de elementos da música popular com procedimentos de vanguarda. Entre seus trabalhos estão Todos os Olhos (1973), Estudando o Samba (1976), Com Defeito de Fabricação (1998) e Tropicália Lixo Lógico (2012). A partir do final dos anos 1980, sua obra ganhou maior circulação internacional depois que o músico escocês-estadunidense David Byrne conheceu Estudando o Samba e passou a divulgar o trabalho do artista por meio de seu selo Luaka Bop.

Em 2022, o Selo Sesc lançou Língua Brasileira, álbum que reuniu onze faixas dedicadas à investigação da língua e da cultura brasileiras, em diálogo com o espetáculo teatral homônimo dirigido por Felipe Hirsch. O disco teve direção artística de Hirsch e produção musical de Daniel Ganjaman e Daniel Maia. Em 2026, também pelo Selo Sesc, o músico lança Relicário: Tom Zé (ao vivo no Sesc 1996), fruto do arquivo histórico da apresentação realizada há três décadas no Sesc Pompeia.

Com uma produção que atravessa diferentes períodos da música brasileira, Tom Zé mantém como eixo de seu trabalho a pesquisa sobre as possibilidades da canção, explorando relações entre música, palavra, ritmo, instrumentos e objetos sonoros. Relicário Tom Zé: ao vivo no Sesc 1996 recupera um momento dessa trajetória e amplia o acervo de registros históricos da música brasileira reunidos pelo Selo Sesc.

Ouça o álbum: https://tratore.ffm.to/relicariotomze.

(Com Sofia Calabria/Selo Sesc)

Projeto Clarice, dirigido por Cesar Ribeiro, reestreia no Teatro Paulo Eiró

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Intérpretes, todas 60+, abordam diferentes formas de construção da identidade feminina, suas relações com o outro e com o espaço familiar. Fotos: João Caldas.

A montagem de “Projeto Clarice”, com adaptação e direção de Cesar Ribeiro, reúne em cena quatro atrizes com mais de 60 anos em cinco contos de Clarice Lispector: Via Crucis, Menino a Bico de Pena, A Legião Estrangeira, Amor e O Ovo e a Galinha. As histórias se articulam em torno de questões como subjetividade, identidade, alteridade, família e afetos, temas recorrentes na obra da autora. O espetáculo ganha novas apresentações de 15 de outubro a 8 de novembro, de quinta a domingo, no Teatro Paulo Eiró.

Ao longo da temporada, a produção promove três mesas de debate na SP Escola de Teatro, com o tema “A Perspectiva do Feminino na Sociedade Brasileira Atual”. Os encontros, mediados por Maria Fernanda Vomero, abordam diferentes experiências do feminino: 22/10, com Verônica Valentino, sobre a mulher trans; 29/10, com Aysha Nascimento, sobre a mulher negra; e 05/11, com Araju Ara Poty, sobre a mulher indígena.

Os cinco textos colocados em cena investigam diferentes formas de construção da identidade feminina, suas relações com o outro e com o espaço familiar. As atrizes Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera Zimmermann apresentam retratos particulares da vida de uma mulher a partir de situações aparentemente corriqueiras: Via Crucis é uma parábola sobre o nascimento de Cristo; Menino a Bico de Pena foca na relação entre mãe e filho a partir da alteridade; A Legião Estrangeira trata da formação da identidade tendo como base a relação entre uma mulher e uma menina; Amor destaca a identidade de uma mulher em meio ao seu núcleo familiar; e O Ovo e a Galinha, metafísica de todas essas situações.

“Essas histórias falam de questões cotidianas a partir da epifania, do monólogo interior e da relação feminino-masculino”, diz o diretor. Segundo ele, o processo partiu de uma adaptação pensada para as características de cada intérprete.

“O grande mérito de Projeto Clarice, espetáculo de Cesar Ribeiro, é soterrar qualquer expectativa a respeito dele. Expectativas em relação ao universo da escritora Clarice Lispector (1920-1977) e às constantes adaptações de sua produção literária são revertidas de forma quase chocante. Expectativas sobre as quatro protagonistas, as atrizes Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera Zimmermann, se desconstroem por mostrá-las à vontade em uma linguagem nem tão comum aos seus currículos. Por fim, expectativas quanto ao conjunto da obra recente de Ribeiro, que, de tão profícua, já firmou um estilo, surge sob uma inesperado olhar feminino” – Dirceu Alves.

A construção das personagens parte, em boa medida, das experiências das próprias atrizes e de suas diferentes formas de relação com o corpo, elemento fundamental para a composição das diferentes personagens. “A construção das transformações ou indagações de cada personagem procura traduzir para o corpo aquilo que Clarice expressa por meio das palavras”, coloca o diretor.

Os textos revelam a capacidade da mulher de ser afetada por acontecimentos aparentemente cotidianos e de se transformar a partir deles. As situações presentes nos contos, embora possam fazer parte da rotina, permitem que as personagens sejam atravessadas por experiências capazes de ampliar sua percepção e sua possibilidade de viver a própria humanidade.

Projeto Clarice dá continuidade à pesquisa desenvolvida por Cesar Ribeiro sobre sistemas de violência e formas de representação associadas às distopias. Para o diretor, a realidade brasileira apresenta elementos de uma sociedade distópica. “A realidade em que vivemos, com todas as violências no Brasil desde seus marcos fundantes, é em si uma distopia. Desde Trilogia Kafka, estamos atentos e continuamos falando sobre essas violências, mas com aspectos mais lúdicos e poéticos”, diz Ribeiro.

A encenação mescla realismo, simbolismo e extra realismo, explorando diferentes relações entre os corpos e as convenções sociais. “Isso acontece porque há momentos em que os corpos estão dentro de uma convenção social e momentos em que os corpos estão à margem dessa convenção”, afirma.

Embora o protagonismo seja feminino, figuras masculinas também estão presentes. Atores aparecem vestidos de smoking preto e máscaras de peixe para criar uma representação de uma masculinidade sem rosto. A imagem faz referência a outro livro de Clarice Lispector, A Mulher que Matou os Peixes.

A cenografia, assinada por J. C. Serroni, cria um território simbólico sem situar em nenhum local ou tempo específico. A trilha sonora também contribui para a construção desse universo. A montagem representa uma sociedade marcada pela sensação de aceleração do tempo, associada aos avanços tecnológicos, à profusão de informações e ao ritmo urbano. A encenação apresenta a vida como um grande jogo e reúne canções tiradas de jogos eletrônicos, budots (música eletrônica das Filipinas e espécie de techno de rua), punk, Mercedes Sosa e diversos efeitos sonoros.

Sinopse | A partir da adaptação de cinco contos de Clarice Lispector, composta pelos textos Via Crucis, Menino a Bico de Pena, A Legião Estrangeira, Amor e O Ovo e a Galinha, o espetáculo aborda conceitos de família, relações afetivas e alteridade sob o olhar de Clarice. A adaptação e direção é de Cesar Ribeiro, com as atrizes Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera Zimmermann.

Ficha Técnica

Textos: Clarice Lispector

Adaptação, trilha sonora e direção: Cesar Ribeiro

Atuação: Clara Carvalho, Magali Biff, Mariana Muniz e Vera Zimmermann

Ator-contrarregra: Pedro Conrado

Cenografia: J. C. Serroni

Figurinos: Telumi Hellen

Iluminação: Rodrigo Palmieri

Visagismo: Louise Helène

Operação de luz: Lê Carmona

Operação de som: Rafu Ferraz

Técnico de palco: Jefferson Oliveira e Joobs

Designer gráfico: Fabricio Sindice

Fotos: João Caldas Filho

Filmagem: Halei Rembrandt

Mídias sociais: Jessica Fioramonte

Assessoria de imprensa: Canal Aberto Comunicação

Assistente de produção: Alexandre Silva

Produção executiva: Jarbas Galhardo

Direção de produção: Marisa Medeiros

Coordenação de projeto: Cris Zonzini

Assist. de cenografia: Débora Ferreira

Cenotécnico: Wagner Almeida

Assist. de cenotécnico: Douglas Vendramini e Theo Piazzi

Adereços: Camila Myczkowski, Flávia Marques, Carol Moraes, Andrea Amorim, Niki Cavalcanti, Mariana Guilen e César Couto

Pintura de arte e texturização: Beatriz Leandro, Mel Cruz e Yasmin Silva

Costureira: Lia Couros

Realização: Garagem 21, Brancalyone Produções, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Aldir Blanc.

SERVIÇO:

“Projeto Clarice”

Teatro Paulo Eiró  – Avenida Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro, São Paulo, SP

De 15 de outubro a 08 de novembro de 2026

Horários: quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h.

Atenção: Dia 25/10 (domingo) não haverá espetáculo (2° turno das eleições).

Sessão extra: dia 04/11 (quarta), às 20h.

Valor do ingresso: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia

Duração: 120 minutos | Classificação: 12 anos

Mesas de Debates “A Perspectiva do Feminino na Sociedade Brasileira Atual”

Local: SP Escola Superior de Teatro – Praça Roosevelt, 210 – Centro, São Paulo, SP

Horário: 20h às 22h, entrada gratuita

22/10 (quinta-feira)

Convidada: Verônica Valentino , atriz, cantora e compositora.

29/10 (quinta-feira)

Convidada: Aysha Nascimento, atriz, dançarina, diretora de teatro e curadora.

05/11(quinta-feira)

Convidada: Araju Ara Poty, liderança indígena e cacica da Tekoa Ytu.

Mediadora: Maria Fernanda Vomero, jornalista, performer e doutora em Artes

Cênicas (Pedagogia do Teatro) pela Universidade de São Paulo (USP).

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Cirque du Soleil se despede de São Paulo com presente em comemoração aos 20 anos de apresentações na cidade

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com encerramento da temporada no Parque Villa-Lobos programada para 8 de novembro, todos os ingressos estão com 20% de desconto no valor da inteira. Os valores começam a partir de R$198,00 (meia) e R$316,80 (inteira). Fotos: Divulgação.

O Cirque du Soleil volta ao Brasil com “Alegría – In A New Light” em uma novíssima versão ousada de sua produção mais icônica. Em 2026, de 20 de agosto até 8 de novembro, em São Paulo, e de 19 de novembro a 13 de dezembro, em Curitiba, o público é convidado a entrar sob a Grande Tenda (Big Top) para vivenciar toda a magia do clássico atemporal do Cirque du Soleil reinventado para uma nova geração.

Sobre o show

Alegría – In A New Light volta ao Brasil em uma extraordinária releitura do clássico do Cirque du Soleil — um dos espetáculos mais amados da companhia, que ajudou a forjar seu estilo característico ao encantar mais de 14 milhões de espectadores em 255 cidades ao redor do mundo, entre 1994 e 2013. Tão icônica quanto a própria montagem ao vivo, a trilha sonora de Alegría – In A New Light, com sua faixa-título de grande sucesso, recebeu uma indicação ao Grammy após seu lançamento, em 1995, e continua sendo, até hoje, o álbum mais comprado e reproduzido do Cirque du Soleil. Em turnê pelo Brasil entre 2007 e 2008, o espetáculo estabeleceu um vínculo inquebrável entre o Cirque du Soleil e o público brasileiro, abrindo caminho para outras sete produções que passaram a circular pelo país desde então.

Ao redefinir a narrativa original e a direção de cena, renovar os números acrobáticos e adotar uma estética contemporânea, Alegría – In A New Lightapresenta uma criação surpreendente em uma nova versão moderna que reacende as emoções e a magia do clássico espetáculo, celebrando os pilares do sucesso do espetáculo: suas melodias inesquecíveis, temas atemporais e um universo barroco imersivo, repleto de lirismo e nostalgia.

“Alegría irá tirar o seu fôlego mais uma vez” – Evening Standard (Londres, 2024)

“O Cirque du Soleil atinge com ‘Alegría’ seu feito mais difícil até hoje: superar a montagem original” – El Periódico (Barcelona, 2024)

Uma ode acrobática à força da esperança, Alegría – In A New Light explora a disputa de poder entre a velha ordem e a juventude que anseia por renovação, no coração de um reino outrora glorioso que perdeu seu rei. Enquanto o bobo da corte tenta, desajeitadamente, assumir o trono, um desejo crescente de mudança emerge das ruas para desafiar o status quo e devolver a alegria a um mundo em decadência.

Como é tradição no Cirque du Soleil, Alegría – In A New Light surpreende com uma fusão poderosa de acrobacias emocionantes, trilha sonora ao vivo de arrepiar, figurinos exuberantes, cenários inovadores e um humor irresistível — transformando a Grande Tenda (Big Top) em um reino imaginário onde a revolução paira no ar. Com um elenco de 54 artistas de diversas partes do mundo, o clássico reinventado já encantou mais de 3,5 milhões de espectadores em sete países desde sua estreia em 2019. Para mais informações, acesse: cirquedusoleil.com/alegria.

Dados curiosos sobre o espetáculo:

– Alegría – In A New Light já foi visto por mais de 4 milhões de pessoas desde 2019, em 10 países.

– A montagem original de Alegría – In A New Light foi assistida por mais de 14 milhões de espectadores, em 255 cidades ao redor do mundo, entre 1994 e 2013.

– A trilha sonora de Alegría – In A New Light, que inclui sua faixa-título icônica, recebeu indicação ao Grammy em 1995 e permanece até hoje como o álbum mais vendido e mais reproduzido em streaming da história do Cirque du Soleil.

– A turnê conta com 119 profissionais entre elenco e equipe técnica.

– O espetáculo reúne profissionais de 25 países diferentes.

– Nos bastidores, são falados 14 idiomas.

– Somente no elenco artístico, são 54 artistas de 18 países: Argentina, Belarus, Brasil, Canadá, China, Croácia, Dinamarca, França, Alemanha, Mongólia, Rússia, Samoa, Espanha, Suíça, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Venezuela.

– A produção viaja com mais de 2.000 toneladas de equipamentos.

– São necessários 8 dias para montar a Vila do Cirque du Soleil e 2 dias para a desmontagem completa.

– A Grande Tenda (Big Top) tem 51 metros de diâmetro.

– A equipe viaja com mais de 1.500 peças de figurino.

– São servidas diariamente mais de 250 refeições na cozinha da Vila do Cirque du Soleil.

Sobre o Cirque du Soleil

O Cirque du Soleil é líder mundial em entretenimento ao vivo. Há quatro décadas, a companhia vem expandindo os limites da imaginação, levando sua visão criativa a uma ampla variedade de formatos artísticos, incluindo espetáculos itinerantes e residentes, produções sazonais, montagens teatrais e muito mais.

Desde sua fundação, em 1984, o Cirque du Soleil já inspirou mais de 430 milhões de espectadores em 6 continentes e 86 países. Atualmente, a empresa canadense emprega mais de 3.000 profissionais, incluindo 1.000 artistas de mais de 75 nacionalidades. Para mais informações, visite cirquedusoleil.com. 

Os ingressos para o público em geral estão à venda nas bilheterias físicas oficiais em cada cidade e online (www.eventim.com.br/cirquealegria). Clientes EQI Investimentos possuem benefício exclusivo de 10% de desconto durante toda a venda para o público em geral.

Parceiros Oficiais

O Cirque du Soleil agradece a seus parceiros oficiais no Brasil:

– Apresentação: EQI Investimentos

– Patrocínio Master, Shell

– Patrocínio Gold, Zurich Seguros e Pátio Batel

– Rede de Hotéis Oficial, ALL Accor

– Cerveja Oficial, Blue Moon

– Vinho Oficial, World Wine

– Café Oficial, Rituais Cafés Especiais

– Água Oficial, Crystal

– Realização, IMM.

SERVIÇO:

Cirque du Soleil: Alegría – In A New Light

SÃO PAULO

Local: Parque Villa-Lobos

Endereço: Av. Queiroz Filho, 1.315 (Bolsão B), Vila Hamburguesa, São Paulo, SP

Temporada: de 20 de agosto a 8 de novembro de 2026

Sessões e horários: Quarta e quinta-feira, às 20h; sexta-feira, às 16h e às 20h; sábado, às 16h e às 20h (*há sessão extra às 12h em datas específicas) e, domingo, às 15h e às 19h

Abertura do local: 30 minutos antes do show

Capacidade: 2.525 lugares

Duração: 2h15, com 25 minutos de intervalo

Classificação: Livre. Menores de 12 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial ou por determinação de autoridade competente

Acesso para deficientes: Acesso e assentos disponíveis.

Ingressos a partir de R$198,00 (meia) e R$316,80 (inteira) pelo site da Eventim ou bilheteria oficial.

Sessões de quarta e quinta – Preços especiais

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos: R$ 1.375,00 (Ingresso: R$ 885,00 + R$ 490,00 serviço VIP – inteira) | R$ 932,50 (Ingresso: R$ 442,50 + R$ 490,00 serviço VIP – meia)** | R$ 1.198,00 (Ingresso: R$ 708,00 + R$ 490,00 serviço VIP – CIRQUE 20 ANOS)

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos (visão parcial): R$ 1.286,50 (Ingresso: R$ 796,50 + R$ 490,00 serviço VIP – inteira) | R$ 888,25 (Ingresso: R$ 398,25 + R$ 490,00 serviço VIP – meia)** | R$ 1.278,00 (Ingresso: R$ 788,00 + R$ 490,00 serviço VIP – CIRQUE 20 ANOS)

PREMIUM: R$ 885,00 (inteira) | R$ R$ 442,50 (meia) | R$ R$ 708,00 (CIRQUE 20 ANOS)

PREMIUM (visão parcial): R$ 796,50 (inteira) | R$ 398,25 (meia) | R$ R$ 637,20 (CIRQUE 20 ANOS)

GOLD: R$ 745,00 (inteira) | R$ 372,50 (meia) | R$ R$ 596,00 (CIRQUE 20 ANOS)

GOLD (visão parcial): R$ 670,50 (inteira) | R$ 335,25 (meia) | R$ R$ 536,40,00 (CIRQUE 20 ANOS)

PLATINUM: R$ 585,00 (inteira) | R$ 292,50 (meia) | R$ R$ 468,00 (CIRQUE 20 ANOS)

PLATINUM (visão parcial): R$ 526,50 (inteira) | R$ 263,25 (meia) | R$ R$ 421,20 (CIRQUE 20 ANOS)

SILVER: R$ 440,00 (inteira) | R$ 220,00 (meia) | R$ R$ 352,00 (CIRQUE 20 ANOS)

SILVER (visão parcial): R$ 396,00 (inteira) | R$ 198,00 (meia) | R$ R$ 316,80 (CIRQUE 20 ANOS)

Mobilidade reduzida GOLD: R$ 372,50 (meia) Mobilidade reduzida SILVER: R$ 240,00 (meia) Cadeirante + acompanhante: R$ 220,00 (meia)

Setores e Preços – 2º Lote*

Sessões de sexta, sábado e domingo

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos: R$ 1.475,00 (Ingresso: R$ 985,00 + R$ 490,00 serviço VIP – inteira) | R$ 982,50 (Ingresso: R$ 492,50 + R$ 490,00 serviço VIP – meia)** | R$ R$ 1.278,00 (Ingresso: R$ 788,00 + R$ 490,00 serviço VIP – CIRQUE 20 ANOS)

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos (visão parcial): R$ 1.376,50 (Ingresso: R$ 886,50 + R$ 490,00 serviço VIP – inteira) | R$ 933,25 (Ingresso: R$ 443,25 + R$ 490,00 serviço VIP – meia)** | R$ 1.199,20 (Ingresso: R$ R$ 709,20 + R$ 490,00 serviço VIP – CIRQUE 20 ANOS)

PREMIUM: R$ 985,00 (inteira) | R$ R$ 492,50 (meia) | R$ 788,00 (CIRQUE 20 ANOS)

PREMIUM (visão parcial): R$ 886,50 (inteira) | R$ 443,25 (meia) | R$ 709,20 (CIRQUE 20 ANOS)

GOLD: R$ 830,00 (inteira) | R$ 415,00 (meia) | R$ 664,00 (CIRQUE 20 ANOS)

GOLD (visão parcial): R$ 747,00 (inteira) | R$ 373,50 (meia) | R$ 597,60 (CIRQUE 20 ANOS)

PLATINUM: R$ 650,00 (inteira) | R$ 325,00 (meia) | R$ 520,00 (CIRQUE 20 ANOS)

PLATINUM (visão parcial): R$ 585,00 (inteira) | R$ 292,50 (meia) | R$ 468,00 (CIRQUE 20 ANOS)

SILVER: R$ 480,00 (inteira) | R$ 240,00 (meia) | R$ 384,00 (CIRQUE 20 ANOS)

SILVER (visão parcial): R$ 432,00 (inteira) | R$ 216,00 (meia) | R$ 345,60 (CIRQUE 20 ANOS)

Mobilidade reduzida GOLD: R$ 415,00 (meia) Mobilidade reduzida SILVER: R$ 240,00 (meia) Cadeirante + acompanhante: R$ 240,00 (meia)

Obs.: Desconto válido apenas para compra no valor da inteira (já aplicado na tabela acima). Limitado a 5 mil ingressos ou até 1/11/26 (o que acontecer primeiro). Desconto não aplicável para o valor do serviço VIP.

Serviço VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos – Na compra do ingresso para o Setor VIP EXPERIENCE BY EQI está incluso Setor Premium + um adicional de serviços, onde o espectador terá uma experiência especial e diferenciada, reservada para aproximadamente 400 pessoas. O cliente assistirá ao espetáculo nos melhores assentos da arena. Além disso, irá usufruir de todos os benefícios citados abaixo:

– Estacionamento;

– Serviço de coquetel com menu especialmente acompanhado de bebidas alcoólicas e não alcoólicas (servido uma hora antes do show e durante o intervalo);

– Ambiente decorado;

– Equipe exclusiva para atendê-lo;

– Assentos privilegiados;

– Credencial de acesso exclusiva;

– Brinde exclusivo;

– WI-FI;

– Banheiros privativos.

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE SERVIÇO

De 17/08 a 08/11 – Bilheteria Parque Villa-Lobos

Endereço: Av. Queiroz Filho, 1315 – Vila Hamburguesa – São Paulo – SP

Diariamente, das 11h às 19h

VENDAS ONLINE – COM TAXA DE SERVIÇO

Através do site www.eventim.com.br/cirquealegria

MEIA-ENTRADA

Em conformidade com a legislação vigente no Estado e Município específico onde o evento for realizado. Obrigatória apresentação do documento comprobatório da condição de beneficiário, no ato da compra e no acesso ao evento.

VENDA A GRUPOS

Atendimento para grupos em grupos-entretenimento@immbr.com 

CURITIBA

Local: Expotrade

Endereço: Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10454 – Vila Amelia, Pinhais – PR

Temporada: de 19 de novembro a 13 de dezembro de 2026

Sessões e horários: Quarta e quinta-feira, às 21h; sexta-feira, às 16h e às 20h; sábado, às 16h e às 20h (*há sessão extra às 12h30 em datas específicas) e, domingo, às 15h e às 19h

Abertura do local: 1h antes do show

Capacidade: 2.525 lugares

Duração: 2h15, com 25 minutos de intervalo

Classificação: Livre. Menores de 12 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial ou por determinação de autoridade competente

Acesso para deficientes: Acesso e assentos disponíveis.

SETORES E PREÇOS DE 2º LOTE*

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos: R$ 1.475,00 (inteira) | R$ 982,50 (meia)**

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos (visão parcial): R$ 1.475,00 (inteira) | R$ 982,50 (meia)**

PREMIUM: R$ 985,00 (inteira) | R$ 492,50 (meia)

PREMIUM (visão parcial): R$ 985,00 (inteira) | R$ 492,50 (meia)

GOLD: R$ 830,00 (inteira) | R$ 415,00 (meia)

GOLD (visão parcial): R$ 830,00 (inteira) | R$ 415,00 (meia)

PLATINUM: R$ 650,00 (inteira) | R$ 325,00 (meia)

PLATINUM (visão parcial): R$ 650,00 (inteira) | R$ 325,00 (meia)

SILVER: R$ 505,00 (inteira) | R$ 252,50 (meia)

SILVER (visão parcial): R$ 505,00 (inteira) | R$ 252,50 (meia)

Mobilidade reduzida GOLD: R$ 415,00 (meia)

Mobilidade reduzida SILVER: R$ 252,50 (meia)

Cadeirante + acompanhante: R$ 252,50 (meia)

(*) O 2º lote de ingressos, ora anunciado, será o último lote. Os ingressos podem ser adquiridos mediante disponibilidade.

(**) Neste setor, é necessário contratar o serviço adicional por R$490,00, além do valor do ingresso (meia-entrada ou inteira), para um número limitado de assentos de acordo com disponibilidade no ato da compra. O serviço não está sujeito à meia-entrada.

Serviço VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos – Na compra do ingresso para o Setor VIP EXPERIENCE BY EQI está incluso Setor Premium + um adicional de serviços, onde o espectador terá uma experiência especial e diferenciada, reservada para aproximadamente 400 pessoas. O cliente assistirá ao espetáculo nos melhores assentos da arena. Além disso, irá usufruir de todos os benefícios citados abaixo:

– Estacionamento;

– Serviço de coquetel com menu especialmente acompanhado de bebidas alcoólicas e não alcoólicas (servido uma hora antes do show e durante o intervalo);

– Ambiente decorado;

– Equipe exclusiva para atendê-lo;

– Assentos privilegiados;

– Credencial de acesso exclusiva;

– Brinde exclusivo;

– WI-FI;

– Banheiros privativos.

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE SERVIÇO

Até 15/11 – Pátio Batel

Endereço: Av. do Batel, 1868 – Batel, Curitiba – PR

De segunda à sábado das 10h às 22h, domingo e feriado das 14h às 20h

De 16/11 a 13/12 – Bilheteria Expotrade

Endereço: Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10454 – Vila Amelia, Pinhais – PR

Diariamente, das 11h às 19h

VENDAS ONLINE – COM TAXA DE SERVIÇO

Através do site www.eventim.com.br/cirquealegria

MEIA-ENTRADA

Em conformidade com a legislação vigente no Estado e Município específico onde o evento for realizado. Obrigatória apresentação do documento comprobatório da condição de beneficiário, no ato da compra e no acesso ao evento.

VENDA A GRUPOS

Atendimento para grupos em grupos-entretenimento@immbr.com.

(Com Daniele Monteiro/Agência Taga)

Nuu Nikkei lança primeiro menu degustação da história do restaurante

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Criada pelo chef Carlos Alata, experiência reúne dez etapas autorais inspiradas em técnicas, viagens e referências de diferentes culturas gastronômicas; menu estará disponível às terças, quartas e quintas-feiras, mediante reserva antecipada. Fotos: Jennyfer França.

Em dez anos de história, o Nuu Nikkei nunca havia oferecido um menu degustação. A estreia aconteceu em 15 de outubro, com uma experiência de dez etapas criada especialmente para marcar a trajetória do restaurante. Desenvolvido pelo chef peruano Carlos Alata, o menu reúne preparações inéditas que combinam técnicas, ingredientes e referências de diferentes países, em uma sequência que explora sabores, texturas e histórias. Inicialmente, a experiência estará disponível exclusivamente às terças, quartas e quintas-feiras, mediante reserva antecipada e conforme a disponibilidade de vagas.

A proposta representa um novo capítulo na trajetória da casa, que construiu sua identidade a partir do encontro entre as gastronomias japonesa e peruana. Em vez de reunir pratos já conhecidos do cardápio, o menu apresenta criações desenvolvidas especialmente para a ocasião, com referências acumuladas pelo chef em sua carreira e em viagens, além de combinações que refletem sua maneira particular de compreender a cozinha.

“É uma mistura do que aprendi, do que sei, do que imagino e até do que gostaria de comer. Quando falo em cozinha autoral, é isso: reunir minhas experiências e transformar tudo em pratos que tenham uma história”, explica o chef.

Técnicas e referências em uma experiência autoral

Entre as criações está o prato Mar e Rocas, que faz referência à paisagem costeira e aos produtos frescos do mar. A composição leva lâminas de peixe branco, mexilhões e uma calda preparada com o próprio molusco. A apresentação, em recipiente de vidro com gelo seco, acrescenta um elemento visual à experiência.

Outra preparação combina referências de diferentes países: o salmão recebe uma técnica de defumação com ervas inspirada na tradição sueca, acompanhado de um molho com lima kaffir, ingrediente aromático muito utilizado na culinária tailandesa, com preparação peruana à base de batata. A combinação ilustra a maneira como o chef incorpora conhecimentos adquiridos em diferentes momentos de sua trajetória.

O menu também inclui uma criação com rabada, chamada Colágeno. A carne é cozida lentamente por cerca de oito a dez horas com vinho tinto e legumes, até atingir uma textura que permite moldá-la como uma gelatina. Depois, a preparação é levada à grelha sobre carvão e servida com um molho concentrado feito a partir do próprio cozimento.

A sequência reserva ainda espaço para contrastes e surpresas. No quinto momento da experiência, um sorvete de gengibre com caviar de wasabi funciona como uma pausa entre os pratos, ajudando a limpar o paladar antes da continuação do menu. Algumas preparações também recebem finalizações à mesa, incorporando elementos visuais e sensoriais ao serviço.

A equipe de salão está sendo preparada pelo chef para apresentar aos clientes as histórias, as técnicas e as referências de cada criação. A intenção é que cada etapa seja compreendida não apenas pelos ingredientes que a compõem, mas também pelas escolhas e pelos processos que deram origem ao prato.

Uma década de identidade gastronômica

A cozinha do Nuu Nikkei tem como uma de suas características o diálogo entre referências culturais, técnicas e ingredientes. No menu comemorativo, essa proposta ganha uma nova dimensão: as dez etapas permitem desenvolver combinações que vão além das preparações habituais e explorar diferentes possibilidades de apresentação, temperatura, textura e sabor.

Para Carlos Alata, o trabalho começa na escolha dos ingredientes e na compreensão de suas características. Conhecer a procedência, tocar, cheirar e perceber o que cada produto pode oferecer são partes essenciais do processo criativo. A qualidade dos fornecedores, nesse sentido, é determinante para o resultado final.

Para Luiz Araújo, sócio do Nuu Nikkei, completar dez anos representa a consolidação de um trabalho que exige atenção constante a diferentes aspectos da experiência gastronômica. “Uma década de história se constrói no cuidado cotidiano, na consistência da cozinha, na qualidade dos ingredientes e na relação de confiança com quem escolhe o restaurante. O menu degustação celebra esse percurso, mas também representa nossa disposição de continuar evoluindo, explorando novas possibilidades sem perder a identidade que construímos ao longo desses anos”, completa.

SERVIÇO:

Menu degustação – Nuu Nikkei

Dias de atendimento: terças, quartas e quintas-feiras, inicialmente.

Reservas: obrigatórias e antecipadas, sujeitas à disponibilidade. As vagas são limitadas por dia, portanto não será possível solicitar o menu degustação diretamente no restaurante sem reserva prévia.

Como reservar: pelo Link ou pelo telefone e WhatsApp (41) 3538-6956.

O Nuu Nikkei funciona na Rua Fernando Simas (nº 333), no bairro Bigorrilho, em Curitiba (PR). A casa abre para o jantar, de terça a domingo, a partir das 18h. Reservas e informações estão disponíveis no perfil oficial do restaurante no Instagram: @nuunikkei.

(Com Sandra Solda/P+G)