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Arte & Cultura

São Paulo, SP

Livro desvenda fenômeno do voto “em nome de Deus” “O Deus das urnas” investiga como católicos e evangélicos passaram a ocupar espaço central nas disputas presidenciais brasileiras e revela as relações entre religião, poder e escolha eleitoral

por Kleber Patrício

“O Deus das urnas” investiga como católicos e evangélicos passaram a ocupar espaço central nas disputas presidenciais brasileiras e revela as relações entre religião, poder e escolha eleitoral

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Livro desvenda fenômeno do voto “em nome de Deus” “O Deus das urnas” investiga como católicos e evangélicos passaram a ocupar espaço central nas disputas presidenciais brasileiras e revela as relações entre religião, poder e escolha eleitoral

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Nas últimas eleições presidenciais brasileiras, a religião deixou de ocupar apenas os templos e passou a disputar espaço no palanque, no discurso dos candidatos e, sobretudo, nas estratégias eleitorais. Foi a partir dessa afirmação que o sociólogo Alexandre Landim escreveu “O Deus das urnas: evangélicos e católicos em eleições presidenciais no Brasil”, lançado pela Editora Telha e sugere uma análise crítica sobre a aproximação entre fé e política. A obra percorre as eleições de 2010 a 2022 e questiona até que ponto crenças religiosas passaram a determinar escolhas políticas e também a definir os temas que chegam às urnas.

“O Deus das urnas” mostra como o uso do discurso religioso é usado como instrumento de mobilização eleitoral. Questões morais, valores familiares, aborto, costumes e diferentes interpretações sobre o papel do Estado passaram a integrar as campanhas. Para Landim, compreender a política brasileira contemporânea exige olhar para esse movimento sem simplificações, já que a religião se tornou uma variável importante para entender tanto o comportamento do eleitor quanto as estratégias adotadas por candidatos.

A investigação que culminou no lançamento do livro também expõe uma transformação na própria sociedade brasileira, onde católicos e evangélicos não formam blocos homogêneos, mas suas identidades religiosas passaram a apresentar diferenças no comportamento eleitoral. As pesquisas do sociólogo apontam para uma ampliação da distância entre esses grupos nas preferências políticas ao longo das últimas décadas, fenômeno que ganhou força a partir de 2010. O resultado é uma nova divisão no cenário eleitoral, na qual a filiação religiosa pode pesar tanto quanto fatores sociais, econômicos e ideológicos.

As mais de uma centena de pesquisas de opinião e um amplo conjunto de materiais da imprensa dão base para que “O Deus das urnas” amplie a discussão do terreno das opiniões para o campo da investigação sociológica. Em vez de tratar a presença religiosa na política como um episódio passageiro, Alexandre Landim acompanha sua trajetória e mostra como igrejas, lideranças e candidatos passaram a causar influência nas agendas públicas

Sociólogo formado pela Universidade de São Paulo, mestre pela Universidade Estadual do Ceará e doutor pela Universidade Federal do Ceará, Alexandre Landim pesquisa religiões no Brasil há mais de uma década. Professor de Sociologia do Instituto Federal do Ceará, ele transforma sua investigação acadêmica em uma obra acessível a pesquisadores e ao público interessado em política, comportamento, religião e cultura.

“O Deus das urnas” coloca uma questão incômoda em pauta: quando a fé entra no cálculo eleitoral, onde termina a convicção religiosa e começa a estratégia de poder?

Sobre a autora

Alexandre Landim é paulistano e radicado em Fortaleza-CE desde 2012. Sociólogo e escritor, dedica-se há mais de dez anos ao tema das religiões no Brasil. Cientista social pela Universidade de São Paulo (USP), mestre (UECE) e doutor em Sociologia (UFC) com período de estágio na École des Hautes Études en Sciences, França. É professor de Sociologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Também publicou o romance De onde estou já fui embora (2019), ganhador do edital das Artes da Secretaria de Cultura de Fortaleza.

Sobre a Editora Telha

Fundada no final de 2019, no Rio de Janeiro, a Editora Telha nasceu com o desejo de publicar com liberdade e abrir espaço para vozes plurais, muitas vezes fora dos grandes centros editoriais. Interdependente por natureza, acredita que o trabalho editorial se constrói em rede e que a diversidade de experiências amplia os caminhos da literatura. Já em sua estreia, com Motel Brasil: uma antropologia contemporânea, de Jérôme Souty, alcançou a marca de finalista do Prêmio Jabuti 2020, sinalizando desde o início seu compromisso em valorizar perspectivas que enriquecem o debate cultural.

SERVIÇO:

Livro “O Deus das urnas: evangélicos e católicos em eleições presidenciais no Brasil”

Autor: Alexandre Landim (@prof_alexandre_landim)

Editora: Telha

Páginas: 220

Preço: R$ 69,00

Disponível para compra através do link.

(Com Marcelo Boero/Aspas & Vírgulas)

Rosewood São Paulo é classificado na posição nº 6 da lista The World’s 50 Best Hotels 2026

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Reconhecida pelo quarto ano consecutivo, propriedade sobe 18 posições em relação ao ano anterior e reafirma sua posição entre os principais hotéis do mundo. Fotos: Ruy Teixeira.

O Rosewood São Paulo anuncia sua inclusão na lista The World’s 50 Best Hotels 2026, conquistando a posição nº 6 no prestigiado ranking deste ano. Publicado anualmente pelo 50 Best, responsável também pelos rankings The World’s 50 Best Restaurants e The World’s 50 Best Bars, o levantamento reconhece hotéis que se destacam por redefinir a excelência na hospitalidade por meio de serviço excepcional, design, inovação e experiências memoráveis para seus hóspedes.

A conquista marca o quarto ano consecutivo em que o Rosewood São Paulo integra a lista dos melhores hotéis do mundo. Desde sua estreia no ranking, em 2023, na 27ª posição, a propriedade vem consolidando sua presença internacional, refletindo seu compromisso contínuo com a excelência, a autenticidade e a criação de experiências profundamente conectadas à cultura local.

Instalado no complexo Cidade Matarazzo, o Rosewood São Paulo combina patrimônio histórico, arquitetura contemporânea, arte, gastronomia e bem-estar em um dos projetos de hospitalidade mais ambiciosos da América Latina. A propriedade ocupa a histórica Maternidade Condessa Filomena Matarazzo e a Torre Mata Atlântica, concebida pelo arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel, criando um diálogo singular entre história, natureza e inovação no coração da cidade.

Com 184 quartos e suítes, o hotel se destaca por sua coleção de arte integrada, programação cultural contínua, experiências gastronômicas diversificadas e pelo Asaya Spa by Guerlain, o único da América do Sul. Mais do que um hotel, o Rosewood São Paulo foi concebido como um ecossistema cultural e de lifestyle que celebra a criatividade, a diversidade e o espírito vibrante do Brasil contemporâneo. “Estar presente no The World’s Best Hotels pelo quarto ano consecutivo é um reconhecimento da nossa paixão em celebrar a alma e a diversidade da cultura brasileira por meio de uma hospitalidade genuína. Esta conquista reforça a dedicação contínua da nossa equipe em redefinir a excelência e criar experiências extraordinárias no coração de São Paulo”, pontua Marie-Bérengère Chapoton, managing director, Rosewood São Paulo.

A lista The World’s 50 Best Hotels 2026 é definida pelos votos da The World’s 50 Best Hotels Academy, composta por mais de 800 especialistas da indústria global da hospitalidade, incluindo hoteleiros experientes, jornalistas especializados em viagens e viajantes frequentes. Durante o período de votação, cada membro da Academia é convidado a indicar os sete hotéis que mais o impressionaram nos 24 meses anteriores, classificando-os em ordem de preferência. A lista anual reconhece propriedades que continuam a redefinir os padrões de excelência na hospitalidade, destacando-se pela qualidade do serviço, inovação, design e experiência oferecida aos hóspedes.

Sobre Rosewood São Paulo

Rosewood São Paulo é um oásis urbano regenerativo, onde a vibrante cultura local e a energia artística florescem em harmonia com a natureza. Instalado em uma antiga maternidade e em uma torre visionária de jardim vertical, projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel, o hotel traz nova vida a um enclave histórico da cidade.
Os interiores são uma ode ao ecletismo de São Paulo. Cada um dos 184 quartos e suítes, além das 100 Rosewood Residences é cuidadosamente curado com livros, obras de arte e paredes de madeira, enquanto mais de 450 peças encomendadas a talentos brasileiros compõem uma verdadeira galeria de arte. A gastronomia também é inspirada culturalmente; uma homenagem à efervescente culinária da cidade. Seis restaurantes e bares, comandados por chefs em ascensão, oferecem sabores globais a qualquer hora do dia. Com aulas dinâmicas de fitness, piscinas emolduradas por áreas verdes e um Asaya Spa by Guerlain, o bem-estar aqui reflete os diversos ritmos do Brasil.

Sobre Rosewood

Rosewood é uma coleção global em constante evolução de hotéis, resorts e residências, criada a partir da descoberta de lugares extraordinários. Com 44 destinos únicos, cada propriedade celebra a cultura e a comunidade que lhe dão identidade, preservando a visão de uma hospitalidade capaz de transformar e enriquecer tanto hóspedes quanto anfitriões. Cada detalhe é cuidadosamente concebido para contar a história do lugar, proporcionando momentos inesperados de descoberta e conexão. As Rosewood Residences estendem esse mesmo espírito, inspirando um estilo de vida em que o senso de pertencimento e a curiosidade tornam cada dia mais significativo.

(Com Cíntia Banús/CB PR & MKT)

“Aula Vaga – Teoremas do Impossível”, do Grupo Pandora de Teatro, transforma relatos reais de docentes em espetáculo sobre a situação da educação

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Novo trabalho do Grupo Pandora estreia em setembro no Teatro João Caetano e nasce de uma pesquisa documental construída em escolas públicas, oficinas com educadores e relatos coletados ao longo de meses de investigação. Fotos: Meire Ramos.

“Aula Vaga – Teoremas do Impossível”, novo espetáculo do Grupo Pandora de Teatro, nasce de uma pesquisa realizada com professoras e professores da rede pública de ensino e transforma experiências reais em matéria para a cena. A obra combina teatro documental, audiovisual e poesia para lançar luz sobre a crise na educação nacional e o adoecimento frequentemente invisibilizado dos docentes. Construída a partir de entrevistas, oficinas e encontros realizados com profissionais da educação, a montagem estreia a temporada no dia 24 de setembro, no Teatro João Caetano, em São Paulo, e depois segue em cartaz no Teatro Paulo Eiró, além de realizar apresentações na sede do grupo (veja a programação completa abaixo).

Em cena, a peça ficcionaliza três profissionais da educação, duas professoras e um professor, cujas trajetórias se cruzam em um mosaico de memórias, exaustões e resistências. Entre realidade e ficção, o espetáculo propõe uma travessia que desloca elementos cotidianos da sala de aula para um universo marcado pelo realismo fantástico. “Partimos de um estudo com profissionais da educação para criar uma narrativa fragmentada, uma travessia do documental ao onírico conduzida pela encenação”, define o diretor Lucas Vitorino.

Contemplada pela 45ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, a primeira etapa do processo aconteceu no Espaço Cultural Canhoba, referência no bairro de Perus, onde o grupo atua e a pesquisa foi desenvolvida em diálogo com escolas e profissionais da educação.

A criação incluiu workshops teatrais realizados em unidades escolares durante formações de educadores, uma oficina de criação de três meses voltada a professores e outros profissionais da educação na sede do grupo, além da gravação de dezenas de relatos sobre os desafios da profissão e momentos de mobilização da categoria, incluindo uma manifestação de professores da rede estadual por melhores condições de trabalho.

Esses materiais, vozes gravadas, vídeos e imagens documentais, permeiam a encenação. “Os relatos alimentaram as cenas. Mesmo quando não aparecem literalmente, estão presentes na construção dramatúrgica”, revela Vitorino.

O tema dialoga com dados que revelam a dimensão do assunto abordado pelo espetáculo. Segundo levantamento do Centro do Professorado Paulista (CPP), com base em dados da Diretoria de Perícias Médicas do Estado (DPME), entre janeiro e setembro de 2025 foram registradas 25.699 licenças médicas de professores da rede estadual paulista por transtornos mentais e comportamentais, uma média de 95 afastamentos por dia. No período, os afastamentos somaram 911.634 dias longe das salas de aula, com duração média de 35 dias por licença.

A montagem aposta numa linguagem híbrida em que teatro e cinema convivem em tempo real: câmeras captam ações ao vivo, projeções dialogam com os atores em cena e imagens gravadas ampliam a presença das pessoas entrevistadas.

O cenário recria uma sala de aula deslocada de seu lugar habitual. Lousa, carteira e outros elementos reconhecíveis aparecem reorganizados, como se a própria escola estivesse ligeiramente fora do eixo. No chão, um piso verde remete às antigas lousas escolares; sobre ele, palavras são escritas e gradualmente apagadas ao longo da apresentação. A trilha sonora incorpora referências do trap e da música eletrônica para aproximar o universo sonoro dos estudantes e marcar o encontro entre gerações dentro da escola.

Neste trabalho, o Grupo Pandora opta por abordar o tema pela dimensão humana da experiência docente. “A nossa vontade é falar com os professores que existe um grupo de teatro olhando para essa dor, para essa ferida, para essa luta. É uma peça política, mas profundamente poética”, finaliza o diretor.

Sinopse | O espetáculo investiga o adoecimento docente na escola pública, traduzindo as cicatrizes e as vozes de professoras e professores em uma narrativa visual e poética. A realidade e o delírio transformam o vazio burocrático e a exaustão em matéria cênica, revelando a sala de aula como um espaço onde colapso e resistência habitam o mesmo chão. A peça expõe a crise da educação como projeto político. Uma denúncia em forma de poesia cênica sobre aqueles que, mesmo diante do impossível, insistem em inventar o amanhã.

Ficha técnica:

Criação: Grupo Pandora de Teatro

Texto e direção: Lucas Vitorino

Elenco: Rodolfo Vetore, Thais Kaori e Thalita Duarte

Vídeo e edição: Filipe Dias

Cenografia: Thalita Duarte

Figurino: Claudia Schapira

Adereços: Thais Kaori

Desenho de luz: Elves Ferreira e Kauã Vitorino

Preparação corporal: Rodolfo Vetore

Workshops: Marcelo Soler, Tânia Faria e Heloísa de Lima.

Cenotecnia: Duarte Serralheria

Máscaras de papel machê: Daniel Normal

Costureira: Cleuza Amaro da Silva Barbosa

Operação de vídeo: Lucas Vitorino

Operação de som: Mateus Ramon

Técnica e operação de luz: Kauã Vitorino

Assistência de produção: Camila Oliveira

Foto e design gráfico: Pedro Daniel

Produção Administrativa: Junior Cecon

Produção: Thalita Duarte.

SERVIÇO:

Teatro João Caetano

Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino

Datas: 24, 25, 26, 27, 30 de setembro e 01, 02 e 03 de outubro de 2026

Horários: Quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h

Sessão Extra: Quarta, 30/09, às 20h

Ingressos: Gratuitos (reservas pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/grupopandoradeteatro)

Teatro Paulo Eiró

Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro

Datas: 08 a 11 de outubro de 2026

Horários: Quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h

Ingressos: Gratuitos (reservas pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/grupopandoradeteatro)

Duração: 70 minutos

Classificação Indicativa: 10 anos

Aviso: Este espetáculo utiliza efeitos de luzes estroboscópicas e flashes luminosos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Sorri Campinas leva protagonismo de artistas com deficiência ao Teatro Iguatemi com espetáculo gratuito “Do Mito ao Real”

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Viabilizado pela Lei Rouanet, projeto “Sorri em Cena” promove inclusão social por meio da arte e desafia o capacitismo em apresentação única no dia 28 de setembro. Fotos: Lisa Blattner.

No dia 28 de setembro de 2026, às 20h, o Teatro Oficina do Estudante Iguatemi será palco de uma emocionante lição de inclusão e potência artística. A Sorri Campinas, em parceria com a Villa 7 Produções Culturais e com apoio da Fundação FEAC, apresenta o espetáculo “Do Mito ao Real”, primeira grande produção aberta ao público do projeto Sorri em Cena. Realizado via Lei Rouanet pelo Ministério da Cultura, o evento tem entrada gratuita e os ingressos já podem ser reservados, exclusivamente pelo WhatsApp (19) 99537-3326.

Mais do que uma apresentação artística, o espetáculo consolida o trabalho contínuo da Sorri Campinas na utilização da arte como ferramenta de transformação social e garantia de direitos. No palco, artistas com deficiência atendidos pela instituição rompem barreiras visíveis e invisíveis, ocupando o papel de verdadeiros protagonistas de suas próprias narrativas.

Inspirado no “Mito da Caverna”, de Platão, o espetáculo mescla teatro e dança para provocar uma reflexão profunda sobre como a sociedade enxerga a pessoa com deficiência. A encenação traça um paralelo direto entre as sombras da alegoria platônica e os preconceitos reais que ainda aprisionam esse público em lugares de invisibilidade, superproteção e limitação.

Por meio da força cênica, da expressividade corporal e da dança, os artistas da Sorri Campinas transformam o palco em um território de dignidade e autonomia. A obra funciona como um manifesto poético, convidando o público e as famílias a saírem da “caverna do capacitismo” para construir uma realidade baseada no respeito, na equidade e na valorização da diversidade humana.

O espetáculo é o ponto alto das oficinas promovidas pelo Sorri em Cena, iniciativa idealizada pela Villa 7 e realizada em parceria com a Sorri Campinas. O projeto oferece formação em teatro, dança, canto e coral para crianças, jovens e adultos, focando na democratização do acesso à cultura, na elevação da autoestima e no empoderamento dos participantes.

Com texto e direção de Milton Mariano e coreografia de Ester Piza, “Do Mito ao Real” é a materialização técnica e artística do compromisso da Sorri Campinas de construir uma sociedade mais acolhedora, onde a deficiência não limite o potencial de expressão de nenhum indivíduo.

SERVIÇO:

Espetáculo “Do Mito ao Real” – Projeto Sorri em Cena

Data: 28 de setembro de 2026 (segunda-feira)

Horário: 20h

Local: Teatro Oficina do Estudante Iguatemi (Shopping Iguatemi Campinas – Rua Iguatemi, 777, Vila Brandina)

Ingressos: Gratuitos (vagas limitadas)

Reservas: Exclusivamente pelo WhatsApp (19) 99537-3326

Ficha Técnica: Milton Mariano (Texto e Direção) | Ester Piza (Coreografia)

Sobre a Sorri Campinas | A Sorri Campinas é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua há anos no desenvolvimento de potencialidades, na promoção da autonomia e na inclusão social e profissional de pessoas com deficiência. Por meio de projetos intersetoriais que unem assistência, cultura e cidadania, a instituição é referência regional na construção de um mundo mais acessível e plural.

(Com Ricardo Ditchun)

Belém recebe pela terceira vez a itinerância da Bienal de São Paulo

Belém, PA, por Kleber Patricio

 

Registro de obras de Mao Ishikawa na 36ª Bienal de São Paulo. Foto: Natt Fejfar.

A Fundação Bienal de São Paulo e o Museu de Arte de Belém (MABE) apresentam a etapa na capital paraense do programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, com abertura em 25 de setembro e visitação até 29 de novembro de 2026. É a terceira vez que Belém integra o programa, que estreou na cidade em 2022, com a 34ª edição, no Solar da Beira e no Mercado Ver-o-Peso. Em 2024, a 35ª Bienal já ocupou o Palácio Antônio Lemos, sede do MABE, para onde volta este ano. A exposição é assinada pela Vale.

A seleção tem curadoria de Anna Roberta Goetz e cocuradoria Leonardo Matsuhei, integrantes da equipe conceitual da 36ª Bienal, e reúne obras de Aline BaianaErnest ColeForensic Architecture/ForensisHamedine KaneLeila AlaouiMao IshikawaMing SmithSérgio SoarezThania Petersen Wolfgang Tillmans.

Registro de obra de Wolfgang Tillmans na 36ª Bienal de São Paulo. Foto: Levi Fanan.

A mostra conta com obras como Ouro negro é a gente (2025), trabalho audiovisual de Aline Baiana que toma o petróleo como fio condutor de uma investigação sobre as noções de trabalho, pertencimento e memória. Hamedine Kane, com Les Ressources – Le Ventre de l’Atlantique (2025), ocupa dois grandes núcleos da exposição com instalações de madeira e objetos que mapeiam o Atlântico como rota de circulação, de mercadorias, corpos e histórias acumuladas. A mostra ainda traz trabalhos de fotógrafos de trajetórias excepcionais e menor circulação no Brasil, como Ming Smith, primeira mulher a ter obras adquiridas pelo acervo do MoMA. Ela apresenta ampliações de fotografias analógicas da cena cultural negra norte-americana entre os anos 1970 e 1990, imagens que transitam entre documentação e experimentação visual.

“A exposição da Itinerância de Belém responde à história sociopolítica da cidade e às formas como ela continua a moldar suas realidades ecológicas, políticas, sociais e espirituais. A água e o ritmo são o fio condutor da exposição. Porta de entrada para a bacia amazônica, Belém foi historicamente constituída pelo acesso que a água oferece, a territórios e recursos, a pessoas e culturas, por meio de histórias de expansão colonial, escravização e extração que reverberam até o presente. Mas a água é também condutora e transmissora: de ritmo, memória e conhecimento”, afirma Anna Roberta Goetz, curadora da exposição.

Registro de obra de Thania Petersen na 36ª Bienal de São Paulo. Foto: Natt Fejfar.

Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, o programa de mostras itinerantes nasce da convicção de que a Bienal não termina quando o Pavilhão fecha as portas. “Levar recortes da mostra principal ao maior número possível de pessoas, em diferentes regiões do país, é parte do que entendemos como nossa responsabilidade institucional para a democratização do acesso à arte”, afirma.

“Trazer a 36ª Bienal de São Paulo para o MABE é uma forma de aproximar a arte contemporânea do público de Belém e reafirmar que o acesso à cultura deve estar ao alcance de todos. Nesse momento de retomada do museu, receber a Bienal também fortalece o MABE como um espaço aberto à cidade, ao diálogo e a novas experiências”, afirma Michell Durans, secretário de Cultura do Município de Belém.

A itinerância da 36ª Bienal vem percorrendo o Brasil e o exterior ao longo de 2026, com recortes da exposição principal já apresentados em Goiânia, Rio de Janeiro, Curitiba, Santos, Brasília, Santiago (Chile), Fortaleza, Recife, São José do Rio Preto e Salvador, além das aberturas por vir em Berlim (Alemanha), Belo Horizonte, Vitória e Cidade do México.

Registro de obra de Hamedine Kane na 36ª Bienal de São Paulo. Foto: Levi Fanan.

Realizadas de forma programática desde 2011, as itinerâncias tornaram-se uma extensão fundamental da Bienal de São Paulo, permitindo que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com contextos locais diversos, ativando novas leituras e relações com públicos fora do eixo expositivo principal. A 36ª Bienal, realizada entre setembro de 2025 e janeiro de 2026 em São Paulo, reuniu 784.399 visitantes no Pavilhão Ciccillo Matarazzo.
Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes.

Sobre a 36ª Bienal de São Paulo

Com conceito criado pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei, a 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo, e tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação.
A Fundação Bienal de São Paulo agradece seu parceiro estratégico Itaú e seus patrocinadores master Petrobras, Bloomberg, Bradesco, Citi, Vale e Vivo. Este projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura.

Sobre o Museu de Arte de Belém (MABE)

Registro de obra de Ernest Cole na 36ª Bienal de São Paulo. Foto: Natt Fejfar.

Instituído em 1991, o Museu de Arte de Belém (MABE) é um museu público municipal sediado no Palácio Antônio Lemos, no centro histórico da capital paraense. Vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, o MABE possui um acervo com mais de 2 mil obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, fotografias, mobiliário, objetos de interior e cerâmicas, reunindo produções de artistas locais, nacionais e estrangeiros dos séculos XIX, XX e XXI. O museu desenvolve ações de preservação, pesquisa, documentação, exposições e educação, com foco na valorização e difusão das artes visuais e do patrimônio cultural.

Sobre a Fundação Bienal de São Paulo

Fundada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma instituição privada sem fins lucrativos e vinculações político-partidárias ou religiosas, cujas ações visam democratizar o acesso à cultura e estimular o interesse pela criação artística. A Fundação realiza a cada dois anos a Bienal de São Paulo, a maior exposição do hemisfério Sul, criada em 1951, e suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior. A instituição é também guardiã de dois patrimônios artísticos e culturais da América Latina: um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea referência na América Latina (Arquivo Histórico Wanda Svevo), e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico. Também é responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representações brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida há décadas pelo Governo Federal em reconhecimento à excelência de suas contribuições à cultura do Brasil.

SERVIÇO:

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática

Itinerância Belém

Curadoria: Anna Roberta Goetz

Co curadoria: Leonardo Matsuhei

Arquitetura: Gisele de Paula

Museu de Arte de Belém (MABE)

Visitação: 25 set – 29 nov 2026

Ter – sex, 9h – 16h30 | sáb – dom, 9h – 13h

Entrada gratuita

Palácio Antonio Lemos

Praça D. Pedro II, S/N – Cidade Velha, Pará – CEP 66020-240.

(Com Mariana Oliveira/Index)