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Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

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Exposição inédita “Território de passagem” leva ao MIS a primeira individual de Ruchita em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com curadoria de Brunno Almeida Maia e direção de arte e expografia de Leandro Leão, mostra reúne videoartes e séries fotográficas, além de ativações e o lançamento de um livro da artista multimídia curitibana. Fotos: Divulgação.

Nascida em Curitiba e radicada em Florianópolis, a artista multimídia Ruchita inaugura, no dia 11 de julho de 2026, sábado, das 10h às 14h, no Museu da Imagem e do Som a exposição “Território de passagem”, sua primeira individual na capital paulista. Com visitação gratuita até 24 de agosto, a mostra, que inclui o lançamento do livro “Todo momento de achar é um perder-se a si própria” e uma série de ativações, foi concebida especialmente para o MIS e apresenta oito obras produzidas entre 2017 e 2025. São videoartes e séries fotográficas que investigam as relações entre corpo, tempo e memória.

Com curadoria de Brunno Almeida Maia e direção de arte e expografia de Leandro Leão, a individual reafirma a proposta de levar ao público a linguagem da videoarte, articulando elementos performáticos, audiovisuais e fotográficos em uma proposta imersiva e não linear. A exposição inédita estabelece, ainda, um diálogo direto com o acervo de videoarte do MIS, referência nacional e na América Latina, com mais de 5 mil títulos produzidos e catalogados desde os anos 1970. Ao inserir a produção de Ruchita nesse contexto histórico, Território de passagem aproxima a pesquisa e a produção da artista a uma tradição experimental marcada por nomes como Walter Zanini, Letícia Parente, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Arthur Omar.

“Existe ainda uma centralização forte na produção do eixo Rio-São Paulo, e artistas do Sul, do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste encontram barreiras de visibilidade. Fazer minha estreia em São Paulo justamente no MIS tem um significado importante para mim – e divido esse sentimento com outros artistas que são sub-representados – sobretudo porque meu trabalho multimídia tem foco no audiovisual”, comemora Ruchita. “O vídeo ainda enfrenta resistência institucional em comparação a outros suportes, como a pintura ou a escultura, mas não há como negar que a tecnologia tem atravessado cada vez mais a produção artística contemporânea. Nesse sentido, o MIS sempre teve um papel relevante de projeção e reconhecimento.”

Partindo de experiências pessoais traduzidas em performances para a câmera, Ruchita coloca seu próprio corpo como campo de experimentação artística e desenvolve trabalhos em fotografia, instalação e vídeo que evidenciam a transitoriedade entre retrato e autorretrato. Em Território de passagem, suas investigações são atravessadas por questões existenciais, psicológicas e simbólicas, articulando aspectos íntimos e coletivos da experiência humana.

Estruturada a partir de dois eixos curatoriais – O Corpo Inacabado e O Corpo é Tempo –, a exposição reúne obras que abordam temas como vulnerabilidade, transcendência, repetição, impermanência e dissolução. No primeiro eixo, a série Não sou finito (2018) documenta a ação performática de uma videoinstalação em duas telas que flagra o corpo da artista amarrado a uma árvore – representando amarras sociais e mentais – e a tentativa de alcançar o infinito puxando uma corda suspensa, gesto repetitivo que aproxima o corpo do intangível.

Já a série inédita Alternar-se (2025/2026) mergulha na experiência de convívio diário da artista com o diabetes. Utilizando mel e sangue como metáforas, Ruchita compõe um ensaio visual e sonoro que explora os altos e baixos de seu cotidiano. Em Limiares, a artista escreve com sangue sobre espelho um gráfico de oscilações de taxas de glicemia; em Compasso, um lenço vermelho traduz essa inconstância; em Abismo, o reflexo em uma poça de mel evoca uma dor corporalizada; em Um corpo que me rodeia, o mel escorre pelo corpo de Ruchita, evidenciando movimentos que escapam de nosso controle e nos atravessam.

Alternar-se nasce de algo que atravessa meu corpo, minhas emoções e minha rotina. Senti que era importante falar sobre esse tema porque os números seguem crescendo. Hoje, mais de 16 milhões de pessoas convivem com diabetes no Brasil e quase 600 milhões de pessoas no mundo. Então, essa obra funciona também como um convite para a observação do corpo e do cuidado cotidiano”, propõe Ruchita.

As 23 fotografias de Des-continuum – registros de sangue e mel sobre papel, expostas sem moldura – rompem limites físicos e simbólicos. A obra Um estado claro de ambiguidade (2017-2018) completa o primeiro eixo da exposição. Nela, 12 pessoas têm a visão obliterada por um espelho que reflete os olhos da artista. Ao lado da tela de exibição do vídeo, um autoretrato impresso de Ruchita é fixado diretamente sobre a parede, contendo o mesmo pedaço de espelho colado que sobrepõe seu olhar. Assim, os olhos do espectador estarão refletidos no lugar dos olhos da artista – uma reflexão sobre retrato, autorretrato, alteridade e um convite a se conectar à experiência do outro.

No segundo eixo, O Corpo é Tempo, a série Face à impermanência investiga duração e efemeridade em diálogo com a cultura japonesa do Wabi-Sabi (que defende que nada é acabado, permanente ou perfeito). O tríptico é composto de duas obras audiovisuais e uma instalação fotográfica. Em Esse movimento perpétuo (2018), uma videoinstalação registrada na praia de Naoshima e projetada sobre areia real depositada no chão exibe a imagem da artista, que surge e desaparece em sintonia com algas que se decompõem, simbolizando a fusão do indivíduo na natureza e o ciclo eterno de decomposição e reintegração. Já em Estar sem estar (2018), Ruchita permanece imóvel por horas no cruzamento de Shibuya, em Tóquio, enquanto a multidão passa em ritmo frenético – projetado em loop, o vídeo, de 8’09” e dimensões variáveis, foi filmado em câmera lenta para acentuar o paradoxo entre contemplação zen e velocidade urbana, um choque que também ecoa no cotidiano da metrópole paulistana.

 “A performance sempre foi a base do meu trabalho. Meu processo criativo parte de experiências internas, de questões que eu tento externalizar por meio da imagem”, explica Ruchita. “Tudo surge dessa investigação pessoal, dessa busca existencial que me acompanha desde muito nova. O corpo acaba se tornando um lugar de percepção, experimentação e transformação. É a partir dele que tento criar conexões com o outro”, conclui a artista.

Trajetos livres de visitação

A expografia de Território de passagem foi concebida para evitar percursos lineares e estimular diferentes possibilidades de circulação do público. A partir de um prisma central e de planos inclinados que redesenham a espacialidade da Sala Maureen Bisilliat, o projeto assinado por Leandro Leão propõe uma experiência de deriva, aproximando corpo, imagem, som e arquitetura. Ao invés de uma sequência fixa de leitura, a exposição convida o visitante a construir seu próprio trajeto.

“A seleção das obras foi construída de forma muito cuidadosa para que diferentes períodos da produção da Ruchita dialogassem entre si dentro dos eixos da mostra”, afirma Almeida Maia. “A própria expografia procura traduzir isso espacialmente, criando relações entre vídeo, fotografia, arquitetura e deslocamento. A mostra também é marcada por atravessamentos de território e de gênero. No contexto institucional, a videoarte brasileira foi historicamente associada a uma produção masculina e concentrada entre Rio de Janeiro e São Paulo. Inserir uma artista mulher, vinda de fora desse eixo, é reconhecer e dar visibilidade a transformações importantes na arte contemporânea brasileira”, conclui o curador.

Além da exposição, Território de passagem contará com uma programação de ativações que inclui um bate-papo sobre videoarte contemporânea com Ruchita, o curador Brunno Almeida Maia e a videoartista e pesquisadora Márcia Beatriz Granero. O programa contempla ainda: visitas mediadas; oficina de experimentações em videoarte; ações de registro audiovisual para o acervo institucional do MIS; e o lançamento de Todo momento de achar é um perder-se a si própria, livro que compila a produção da artista entre 2017 e 2025. 

Sobre Ruchita

Artista multimídia nascida em Curitiba (PR, 1979), Ruchita cria obras que abrangem fotografia, instalações, vídeos e performances. Atualmente vive e trabalha em Florianópolis (SC). Em sua trajetória morou, estudou e trabalhou em Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), San Diego (California, EUA), Miami (Flórida, EUA) e Rio de Janeiro (Brasil). Graduou-se em Comunicação Audiovisual no International Fine Arts College de Miami. Inaugurou em 2024 a exposição individual Estou/Sou, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica no Rio de Janeiro. Apresentou em 2023 a individual Face à Impermanência, no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC). Entre 2019 e 2020 integrou as mostras coletivas Le delicate storie dell’arte del cambiamento, na PaviArt, em Pavia, Itália, e Deus Ex Terra, no Contemporary Art Observatorium, em Lavagna, Itália. Suas obras foram expostas também no Labora Photo Prix Madrid. Expôs na semana da ARCO na HYBRID – International fair for emerging Art, em Madri, e posteriormente na JustLX – Lisboa Contemporary Art Fair, no Museu da Carris, Lisboa. Realizou 12 exposições individuais em Santa Catarina entre 2017 e 2025. Participou, ainda, de cinco coletivas no Brasil, quatro exposições no exterior e 27 festivais internacionais, com premiação em nove deles. 

Sobre Brunno Almeida Maia

Doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU–USP), onde desenvolve pesquisa sobre as relações entre moda e arquitetura. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atua como curador, pesquisador e docente em diversas instituições culturais e acadêmicas. Destacam-se seus trabalhos de curadoria nas exposições e ciclos realizados na Casa Museu Eva Klabin, no Rio de Janeiro, Casa Museu Ema Klabin, em São Paulo, no Sesc Avenida Paulista e no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc–SP, bem como sua participação no Grupo de Práticas e Estudos em Curadoria (GPEC/FAU–USP). Foi residente do Núcleo de Estudos Contemporâneos do Museu da Imagem e do Som (NECMIS) e organizador da jornada em homenagem ao centenário de Gilda de Mello e Souza. Como educador, leciona em instituições como USP, IED, SENAC, FAAP, Belas Artes, MASP, MAM-SP, MIS e Paço das Artes de SP, com foco nas intersecções entre moda, arte, literatura e cultura material. Publicou ensaios em revistas acadêmicas e culturais, como a Revista Zum (IMS), Revista Dissonância de Teoria Crítica da Unicamp, Fundação Bienal de São Paulo, a Revista do CPF-Sesc e Revista do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP), e é autor do livro Moda, corpo e vestimenta (2016), além de contribuir com capítulos em obras coletivas. Sua mais recente publicação é Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo (2025).

Sobre Leandro Leão

Arquiteto e designer. Doutorando (2020 –) em dupla titulação pela Universidade de São Paulo (FAU USP) e pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS – Paris). Mestre (2019) na área de História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo pela FAU USP. Graduou-se (2014) em Arquitetura e Urbanismo na mesma instituição com estágio em pesquisa EHESS – Paris (2013). Tem especialização em Arquitetura da Paisagem pelo Centro Universitário Senac (2017), em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp, 2019) e em Estilismo pela ESMOD – Paris (2023). Foi professor convidado pelo Senac SP nas áreas de Arquitetura e Desenho. Desenvolve pesquisas acadêmicas na área de História da Arte e História da Arquitetura desde 2009. Trabalhou como colaborador em destacados escritórios do Brasil, como Pedro Paulo de Melo Saraiva, Base Urbana e Artifício Arquitetura. Seus trabalhos receberam dezenas de prêmios nacionais e internacionais, entre eles pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Latin America Design Award e DNA Paris. É membro da Society of Architectural History e da European Architectural History Network.

SERVIÇO:

Exposição Território de passagem – Ruchita

Local: Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) – Espaço Maureen Bisilliat

Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Data: de 11 de julho a 24 de agosto de 2026

Visitação gratuita: terças a sextas, 10h às 19h; sábados, 10h às 20h; domingos e feriados, 10h às 18h. Ativações gratuitas (sujeitas a lotação): visita mediada (20/8, 19h30); bate-papo (21/8, 19h30); oficina de experimentação em videoarte (22/8, 10h).

(Com Pedro Sant’Anna/Baobá Comunicação)

CCBB de São Paulo une tradição e contemporâneo na Mostra Violas Brasileiras

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Show Tonico e Tinoco: uma história cantada com Gerson Curió, Tarcísio Manuvéi e Zeka Perez. Fotos: Divulgação.

Da tradição caipira às experimentações atuais, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) sediará durante seis semanas, entre 15/07 e 19/08, a Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo. Com entrada gratuita, o evento terá apresentações musicais, masterclass, oficina e roda de prosa para celebrar a viola caipira como patrimônio cultural brasileiro vivo, dinâmico e em constante transformação.

A capital paulista foi escolhida para abrir a 2ª edição da Mostra Violas Brasileiras que seguirá depois para o Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. A realização é do Projeto Violas Brasileiras, Ministério da Cultura e Banco do Brasil, com patrocínio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Idealizado pelo produtor cultural e coordenador do Projeto Violas Brasileiras, Júlio José, e com direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela, a programação da Mostra revela a amplitude da viola caipira: instrumento enraizado na cultura do interior, mas também presente nas mãos de músicos urbanos de várias cidades brasileiras, diferentes gêneros e influências. “A proposta é mostrar que existe uma família de violas brasileiras, com várias linguagens, como a viola de cocho, no Pantanal, a viola machete no recôncavo baiano com seus sambas, a de Buriti nas comunidades quilombolas, sempre mantendo a tradição, resistindo nas comunidades desse Brasil. Podemos dizer que elas ‘são irmãs’ que se unem na Mostra Violas Brasileiras, representando a tradição e as novas linguagens no mesmo palco”, pontua Júlio José.

Para ele, estrear o projeto em São Paulo é uma felicidade imensa e muito significativa. “Especialmente porque voltamos ao espaço onde iniciamos nossa trajetória, em agosto de 2024, quando realizamos a 1ª Mostra Violas Brasileiras: O Som do Brasil, também no CCBB. Então, nos sentimos em casa. Realizaremos ótimos encontros numa verdadeira celebração da viola”, afirma Júlio.

Programação

Show de viola solo de Luiz Salgado.

Mais que um instrumento musical, a viola é símbolo de identidades regionais, expressão de saberes ancestrais e ponte entre tradição e inovação. E para levar esse universo ao público, a programação com curadoria de Ivan Vilela, referência nacional no estudo e na difusão da viola caipira, prestará homenagens aos mestres históricos, como Tonico e Tinoco, dividindo espaço com representantes das novas gerações.

A abertura no dia 15/07, às 13h, terá uma homenagem emocionante a Tonico e Tinoco, interpretada por Gerson Curió, Tarcísio Manuvéi e Zeka Peres, e segue com show de cantor e compositor Luiz Salgado, do cerrado mineiro, às 19h.

A diversidade do instrumento ganha força no dia 22/07 com Rodolfo Vidal, guardião da viola caiçara do litoral sul paulista, ao lado de Cleyton Torres e o Grupo Manema que aproxima a viola do reggae. O encerramento deste dia, às 19h, fica por conta do duo de viola caipira e acordeom Valdir Verona e Rafa de Boni apresentando a sonoridade sulista.

No dia 29/07, às 13h, o multi-instrumentista carioca Renato Anesi mistura gêneros em sua apresentação de viola solo. Já Francisco Andrade (viola caipira) e Leticia Torança (voz) representam a nova geração ao lado de Rainer Patriota (viola da gamba)., às 19h.

Vanguarda e diversidade em agosto

Valdir Verona e Rafa de Boni.

A segunda metade da Mostra aposta na vanguarda e na diversidade de vozes. Vini Muniz sobe ao palco dia 05/08, às 13h, ao lado das Rendeiras da Aldeia, unindo a viola caipira aos cantos de trabalho da tradição popular de Carapicuíba. Às 15h, Rodrigo Caçapa lidera uma oficina e roda de prosa intitulada “Um inventário das violas, das cantorias e dos sambas nortistas”. Para fechar o dia, às 19h, o Grupo Madureira Armorial evoca o universo estético de Ariano Suassuna com a música nordestina de raiz erudita.

A jovem violeira Mel Moraes, destaque do Revelando São Paulo, abre a programação do dia 12/08, às 13h, representando a nova geração. O violeiro paulistano e pesquisador Junior da Viola promove uma masterclass às 17h. A Família Garfunkel une poesia, literatura e múltiplos instrumentos num espetáculo intergeracional às 19h.

O encerramento da Mostra Violas Brasileiras fica por conta de Betto Poncianno, no dia 19/08 às 13h, e da dupla formada por Neymar Dias e Claudio Lacerda — dois dos nomes mais premiados da viola brasileira contemporânea —, numa conclusão à altura da celebração proposta pela Mostra a partir das 19h.

Programação completa da Mostra Violas Brasileiras:

15/07/2026 – Quarta-feira

13h00: Show Tonico e Tinoco: uma história cantada com Gerson Curió, Tarcísio Manuvéi e Zeka Perez (Espetáculo em homenagem a quem marcou a música caipira, com clássicos e histórias do gênero).

19h00: Show de viola solo de Luiz Salgado (Cantador e compositor mineiro com repertório inspirado nas tradições populares, na natureza e nas manifestações culturais do interior)

22/07/2026 – Quarta-feira

13h00:  Rodolfo Vidal, Cleyton Torres com o Grupo Manema (Rodolfo Vidal – mestre de Fandango Caiçara de Cananéia se une ao grupo Manema, liderado por Cleyton Torres, de Iguape e apresenta repertório variado de Fandangos Caiçaras do Litoral Sul de São Paulo)

19h00: Valdir Verona e Rafa de Boni (Duo de Viola Caipira e Acordeom de Caxias do Sul – RS, trazendo interpretações de músicas autorais e repertórios diversos com o sotaque gaúcho)

29/07/2026 – Quarta-feira

13h00: Show de viola solo de Renato Anesi (Multi-instrumentista carioca, compositor e pesquisador da música brasileira. Sua obra mistura choro, samba, jazz e outros gêneros em apresentações solo).

19h00: Francisco Andrade (viola caipira) e Leticia Torança (voz) e Rainer Patriota (viola de gamba) (Violeiro paulista Francisco Andrade, radicado na Paraíba, se apresenta com a cantora Letícia Torança, apresentando repertório ligado à música armorial, unindo tradição e elementos eruditos acompanhados pela viola da gamba de Rainer Patriota)

05/08/2026 – Quarta-feira

13h00:  Vini Muniz (viola caipira) com as Rendeiras da Aldeia (coral) (Encontro entre música e cultura popular, valorizando saberes tradicionais e expressões coletivas, cantos de trabalho e muita sensibilidade)

17h00: Oficina e Roda de Prosa com Rodrigo Caçapa – Um inventário das Violas, das Cantorias e dos Sambas Nortistas

19h00: Grupo Madureira Armorial (Show do grupo com viola, violão, flauta e percussão que interpreta a música armorial, tradição inspirada no Nordeste que une elementos eruditos e populares)

12/08/2026 – Quarta-feira

13h00:  Mel Moraes (Show da violeira paulistana do interior de SP, premiada e representante da nova geração que mistura viola tradicional e sonoridades contemporâneas)

17h00: Masterclass com Junior da Viola (Violeiro paulistano, professor e pesquisador da história da viola. Com mais de 20 anos de carreira, apresenta a evolução do instrumento em encontro didático e musical)

19h00:  Família Garfunkel (Os paulistanos da Vila Madalena Jean e Paulo Garfunkel fazem parte da história da MPB e se unem para cantar repertório autoral em família com viola caipira, violão, flauta, percussão e vozes)

19/08/2026 – Quarta-feira

13h00:  Betto Poncianno (Show com o violeiro com repertório autoral que fala de lembranças, família e influências da música brasileira)

19h00:  Neymar Dias e Cláudio Lacerda (Show com os dois importantes nomes da viola contemporânea: o multi-instrumentista Neymar Dias e o cantor e compositor Cláudio Lacerda unem tradição e inovação no palco)

Representatividade

A Mostra Violas Brasileiras é aberta ao público em geral e tem como proposta ampliar o acesso à cultura popular, mobilizando especialmente instituições focadas em cultura, inclusão social e terceiro setor. Dessa forma, reforça o convite para a presença de Organizações Não Governamentais (ONGs) situadas na capital paulista. Informações com Júlio (11) 98855-0135.

SERVIÇO:

Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo

Local: CCBB SP – Rua Álvares Penteado, 112, Centro

Temporada: 15 de julho a 19 de agosto de 2026 – todas as quartas-feiras

Classificação indicativa: Livre

Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis uma hora antes de cada apresentação na bilheteria física e no site do CCBB

Masterclass e oficina: Ingressos disponíveis no site do CCBB a partir de 01/08.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura

E-mail: ccbbsp@bb.com.br

(Com Ellen Bacci Fernandes/EBF Comunicação)

Musical inédito sobre a vida e a obra de Gilberto Gil estreia em agosto no Teatro Santander

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Miguel Falabella, Gilberto Gil e Gui Ventura.Foto: Divulgação.

A vida e a obra de Gilberto Gil, um dos artistas mais influentes da cultura brasileira, ganharão os palcos em uma superprodução inédita do teatro musical. A partir de 20 de agosto, o Teatro Santander, em São Paulo, receberá “Gil – Andar com Fé”, espetáculo dirigido por Miguel Falabella que revisita a trajetória do cantor, compositor e imortal da música brasileira por meio de suas canções, memórias e transformações ao longo de mais de seis décadas de carreira.

Primeira biografia musical dedicada ao artista, a história propõe uma imersão no universo criativo de Gilberto Gil, explorando diferentes momentos de sua vida pessoal e artística. Com texto de Newton Moreno, o espetáculo se inspira na concepção iorubá de tempo para construir uma narrativa que conecta passado, presente e futuro, revelando as múltiplas dimensões de um dos maiores representantes da cultura nacional. No palco, o cantor, músico e ator Gui Ventura dá vida a Gilberto Gil, conduzindo o público por uma trajetória marcada pela inovação, pela diversidade musical e pela constante reinvenção artística. Todo o elenco, composto por 48 artistas entre músicos e atores, será revelado no dia 26 de junho, data de aniversário de Gil.

Ao longo da apresentação, o público é conduzido por uma trilha sonora que reúne sucessos que marcaram gerações, como “Andar com Fé”, “Aquele Abraço”, “Domingo no Parque”, “London, London”, “Tempo Rei”, “Drão”, “Vamos Fugir”, “Palco” e “Toda Menina Baiana”. As canções funcionam como fio condutor de uma história que atravessa temas como identidade, liberdade, ancestralidade, inovação e brasilidade. O musical também retrata personagens fundamentais na trajetória de Gil, incluindo familiares, amigos e importantes nomes da música brasileira que ajudaram a construir sua história e seu legado.

SERVIÇO:

Gil – Andar com Fé

Local: Teatro Santander

Endereço: Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Complexo JK Iguatemi – São Paulo (SP)

Estreia: 20 de agosto de 2026

Classificação etária: 12 anos

Duração: 2h20 (sem intervalo)

Sessões

Quinta-feira, às 20h

Sexta-feira, às 20h

Sábado, às 16h e 20h

Domingo, às 15h e 19h

Ingressos disponíveis na Sympla.

Todas as sessões contam com audiodescrição e interpretação em Libras.

(Com Tatiane Almeida)

MASP planta Jatobá de 15 anos na Avenida Paulista

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/MASP.

Na manhã de sábado, 13 de junho, o MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand celebrou o plantio de uma árvore de 15 anos de idade em frente ao Edifício Pietro Maria Bardi. O jatobá (Hymenaea courbaril) foi escolhido por ter boa adaptabilidade ao espaço urbano e por se integrar à Mata Atlântica remanescente no parque Trianon. A primeira rega da árvore de oito metros foi feita por cerca de 30 crianças, de 3 a 12 anos, das famílias de funcionários e patronos do museu.

Em contexto urbano, o jatobá pode alcançar cerca de 15 metros na fase adulta e tem expectativa de vida entre 80 e 120 anos. A árvore traz benefícios ambientais para o entorno, como a redução de temperatura, o sombreamento e a atração de abelhas e outros polinizadores por meio de suas flores. Nativo da América Tropical, além de fazer parte da Mata Atlântica, o Jatobá é encontrado em diversos ecossistemas no Brasil, incluindo a Amazônia, Pantanal e Cerrado.

Cultivado em um viveiro em Limeira, no interior do estado de São Paulo, o jatobá foi transportado para a capital paulista na sexta-feira, 12 de junho, e implantado no local por uma caminhão munck. “O gesto de plantar uma árvore com as crianças que farão o futuro do Museu e crescerão junto com o jatobá, é uma maneira de criar memória para a futura geração, dar sombra e acolher os nossos visitantes”, afirma Paulo Vicelli, diretor de Experiência e Comunicação, MASP. A árvore substitui simbolicamente a antiga paineira-rosa que existia no local quando o imóvel ainda era residencial e que, ao longo do tempo, perdeu vigor e morreu.

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: MASP)

Luísa Matsushita estreia “Tudo que eu sei, eu aprendi à noite” no Aberto Solo, espaço para artes visuais no Cultura Artística

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Erika Mayumi.

A plataforma Aberto lança a Aberto Solo, iniciativa dedicada à realização de exposições individuais concebidas a partir do diálogo entre artistas contemporâneos e espaços singulares da cidade. Sua primeira edição acontece em parceria com o Teatro Cultura Artística e marca a inauguração da nova área expositiva da instituição, localizada no primeiro andar do edifício.

Em cartaz entre 15 de agosto e 27 de setembro, “Tudo que eu sei, eu aprendi à noite”, de Luísa Matsushita, inaugura simultaneamente o programa e o novo espaço. Previsto no projeto original concebido por Rino Levi na década de 1950, o ambiente ganha vida mais de 70 anos depois de sua criação, ampliando a atuação do Cultura Artística e incorporando de forma permanente as artes visuais à sua programação.

A inauguração concretiza uma vocação histórica do edifício. Desde sua origem, o projeto de Rino Levi propunha a integração entre arquitetura, arte e vida cultural, entendendo as artes plásticas como elemento constitutivo da experiência do público. A ativação dessa área resgata e atualiza essa visão, estabelecendo um diálogo entre o patrimônio modernista e a produção artística contemporânea.

Conhecida internacionalmente como Lovefoxxx, vocalista da banda Cansei de Ser Sexy (CSS), Luísa Matsushita apresenta um conjunto de pinturas inéditas produzidas especialmente para o Teatro Cultura Artística. As obras partem de suas memórias afetivas do centro de São Paulo e da intensa vida noturna do Baixo Augusta, região onde viveu no início de sua trajetória artística.

Além do conjunto de obras da mostra, a artista criará uma instalação site-specific de 15 metros de largura para o saguão principal do Teatro, expandindo a ocupação para além da sala expositiva e estabelecendo um diálogo direto com a arquitetura do edifício. A intervenção reforça a proposta da Aberto Solo de desenvolver projetos concebidos em estreita relação com os espaços que os recebem.

Ao ocupar a nova área expositiva do Cultura Artística, a mostra estabelece conexões entre memória, cidade e experiência urbana. Ao mesmo tempo, inaugura um programa que pretende aproximar artistas contemporâneos de arquiteturas e contextos carregados de história, ampliando as formas de encontro entre arte e público.

A abertura marca um novo capítulo na trajetória do Cultura Artística, reconstruído e reinaugurado após o incêndio de 2008, e reforça sua vocação como um espaço aberto à cidade, conectado à produção contemporânea e à intensa circulação cultural de seu entorno.

A iniciativa também reativa uma dimensão histórica da instituição, cuja identidade visual é marcada pelo painel Alegoria das Artes, de Di Cavalcanti — o maior já realizado pelo artista. Ao inaugurar sua frente dedicada às artes visuais em parceria com a Aberto, o Teatro amplia seu papel como ponto de encontro entre patrimônio, arte contemporânea e cidade, reafirmando sua vocação para o diálogo entre diferentes linguagens artísticas.

Sobre a Aberto

Fundada por Filipe Assis, a Aberto é uma plataforma expositiva dedicada à arte e ao design brasileiros em diálogo com arquiteturas emblemáticas. Desde 2022, realizou exposições em casas modernistas assinadas por arquitetos como Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas, além de ocupar espaços ligados aos legados de Tomie Ohtake e Chu Ming Silveira. Em 2025, a plataforma realizou sua primeira edição internacional na Maison La Roche, projetada por Le Corbusier, em Paris, registrando o maior público desde a abertura da casa à visitação, em 1968. Em 2026, apresentou uma edição especial na Casa Bola, de Eduardo Longo, e lançou o projeto ABERTO RUA, dedicado a intervenções artísticas no espaço urbano. A curadoria é formada por Filipe Assis, Kiki Mazzucchelli e Claudia Moreira Salles. Confira a bio dos curadores aqui: https://www.aberto.art/pt-BR/sobre.

Sobre o Cultura Artística 

Fundado em 1912, o Cultura Artística é um espaço dedicado à música e à formação de público, reconhecido por sua atuação na difusão de repertórios e na construção de experiências musicais relevantes. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como um dos principais palcos do país, reunindo artistas nacionais e internacionais. Reaberto em agosto de 2024, o teatro reafirma sua vocação ao mesmo tempo em que amplia sua programação, incorporando novas frentes e linguagens. Saiba mais em: https://culturaartistica.org.

Sobre a artista

Foto: Pedro Bucher.

Luísa Matsushita desenvolve uma pintura marcada por composições vibrantes, nas quais cor, gesto e humor transformam elementos cotidianos em formas autônomas e singulares. Sua pesquisa explora as relações entre campos tonais e a capacidade da pintura de criar espaços íntimos, imaginários e afetivos.

Artista visual, musicista e autodidata, vive e trabalha em São Paulo. Cofundadora da banda Cansei de Ser Sexy, também foi conhecida internacionalmente como Lovefoxxx, construindo uma trajetória na música antes de direcionar sua atuação para as artes visuais. Paralelamente, aprofundou pesquisas em sustentabilidade, bioconstrução e agroecologia.

Desde 2013, desenvolve sua prática pictórica e realizou exposições individuais como Se não for pra chorar, eu nem saio de casa (Galeria Luisa Strina, São Paulo, 2023), ELA (Galerie L’Amazonie, Manaus, 2015) e Animal (Percy Gallery, Oakland, EUA, 2014). Em 2015, participou da residência artística Igarapé do Mariano, em Manaus, ampliando sua investigação sobre meio ambiente e natureza. Atualmente é representada pela galeria Mazzucchelli Cardoso.

SERVIÇO: 

Aberto Solo – Tudo que eu sei, eu aprendi à noite, de Luisa Matsushita

15 de agosto e 27 de setembro

Cultura Artística – R. Nestor Pestana, 196, Consolação, São Paulo, SP

Tel.: +55 (11) 3256-0223

Grátis.

(Com Mariana Ribeiro/Cor Comunicação)