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Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

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Jornada Paulista de Dança – Segundo Tempo reúne grupos da capital e interior em imersão e espetáculos gratuitos

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Grupos e companhias do Estado de São Paulo podem se inscrever pelo site da SPED. Foto: Iari Davies.

A São Paulo Escola de Dança (SPED) divulga as 10 companhias e grupos selecionados para a Jornada Paulista de Dança – Segundo Tempo. O evento, que se consolidou como um dos principais espaços de intercâmbio e fortalecimento da arte coreográfica no Estado, acontece entre os dias 6 e 11 de julho, na capital paulista, na sede da SPED e na Sala Motiva.

A comissão selecionou dez propostas artísticas de destaque, sendo duas da capital e oito de diferentes regiões do interior paulista. Cada um dos grupos receberá uma bolsa-artística de R$ 10 mil para integrar a programação. Além disso, as oito companhias vindas de fora da região metropolitana contam com uma ajuda de custo (que varia de R$ 12 mil a R$ 48 mil, proporcional ao número de integrantes) para viabilizar transporte, hospedagem e deslocamento. “A Jornada Paulista de Dança chega à sua terceira edição consolidando-se como um importante espaço de encontro, troca e fortalecimento da arte da dança no Estado. É uma ‘jornada’ artística que promove conexões, descobertas e união entre os participantes, celebrando a diversidade e a potência da dança do Estado de São Paulo”, destaca a diretora artística e educacional Inês Bogéa.

Para o segundo tempo da Jornada, os grupos trazem repertórios variados e serão acompanhados de perto por artistas mediadores, responsáveis por oferecer feedbacks e enriquecer os processos criativos.

De São Paulo, Capital foram selecionados a Companhia Laboratório Siameses com a obra “Jardim Noturno” e a Companhia Percussiva de Dança com a obra “Terreno”. No Interior; a Companhia Coletivo Pele a Pele, de Sorocaba, com a obra “Pele e Osso”; a Companhia de Dança Vanessa França, de Campinas, com a obra “Coisa Nossa”; a Companhia DesVia Coletivo, de Jundiaí, com a obra “Time Lapse”; a Companhia Estável de Dança de Bauru, de Bauru, com a obra “Harém das Ausências”; a Companhia Grupo Jovem de Dança da EDA, de Cotia, com a obra “Límen”; a Companhia Independente Grupo de Dança Claudia Pereira, de Campinas, com “Peças”; a Companhia Núcleo Experimental de Dança Teatro de São José dos Campos com a obra “A Menina do Riacho”; e a Companhia Way Company, de São José do Rio Preto, com “Abutre”.

Uma semana de imersão e espetáculos gratuitos

Ao longo de toda a semana entre 6 e 11 de julho, das 10h30 às 22h, as companhias vivenciarão uma rotina intensa e colaborativa na sede da SPED. A dinâmica exige que cada grupo apresente uma obra de seu repertório (com duração de 10 a 20 minutos), ministre uma oficina prática sobre seus processos de criação e ofereça uma aula de dança para os demais participantes. O encontro promove, assim, uma rica partilha de técnicas que abrangem desde as tradições clássicas até as linguagens contemporâneas e urbanas. Para o grande público, o destaque fica para a mostra de espetáculos, que faz parte do Festival de Campos do Jordão, e acontece de quinta-feira a sábado (9 a 11 de julho) na Estação Motiva Cultural. Com entrada gratuita, as apresentações abrem as portas para que a comunidade prestigie a força e a diversidade da produção coreográfica do estado.

SERVIÇO:

Jornada Paulista de Dança 2026 – Segundo Tempo – 6 a 11 de julho de 2026 com Vivências e Oficinas (restrito aos participantes): Das 10h30 às 22h, na São Paulo Escola de Dança (Rua Mauá, 51, 3º andar, Luz, São Paulo/SP). Espetáculos Gratuitos (Abertos ao público): De 9 a 11 de julho (quinta a sábado), na Estação Motiva Cultural (Complexo Cultural Júlio Prestes, Luz, São Paulo/SP).

São Paulo Escola de Dança

A São Paulo Escola de Dança é um espaço de escuta, criação e transformação. Criada em 2021 pelo Governo do Estado de São Paulo, é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa — doutora em artes, bailarina, documentarista e escritora — cuja trajetória traduz o espírito integrador que move a Escola. Comprometida com a construção do conhecimento por meio da dança e de seus múltiplos diálogos com outras linguagens artísticas, a SPED é um território onde a arte pulsa, os saberes se entrelaçam e cada corpo encontra voz e pertencimento. Aqui, a formação técnica caminha lado a lado com a escuta atenta às diferenças. O propósito é formar artistas e cidadãos; democratizar o acesso à linguagem da dança; incentivar a criação, a produção e a reflexão crítica, com cursos — Regulares, Livres, de Extensão e de Especialização — 100% gratuitos. A escola oferece também residências artísticas, intercâmbios culturais e bolsas de estudo e realiza anualmente a Jornada Paulista de Dança — uma mostra de 10 grupos do Estado de São Paulo.

(Com Gustavo Nogueira/Associação Pró-Dança)

Ópera “Don Pasquale” será apresentada no Theatro São Pedro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Obra-prima de Gaetano Donizetti terá direção musical de Ira Levin e direção cênica de Lívia Sabag, com récitas nos dias 10, 12, 15, 17 e 18 de julho. Fotos: Sérgio Ferreira.

Na sequência da temporada lírica 2026, o Theatro São Pedro irá apresentar a ópera “Don Pasquale”, do compositor italiano Gaetano Donizetti (1797–1848). Com récitas nos dias 10, 12, 15, 17 e 18 de julho, a montagem terá direção musical de Ira Levin, à frente da Orquestra do Theatro São Pedro, e concepção e direção cênica de Lívia Sabag. Os ingressos custam entre R$ 41 (meia-entrada) e R$ 124 (inteira) e estão disponíveis no site do teatro.

Escrita no início década de 1840, quando Gaetano Donizetti vivia em Paris, Don Pasquale foi sua última ópera cômica e uma de suas últimas obras. Se em 1839, ao escrever La Fille du Régiment, ele adaptou a peça às exigências do estilo da ópera cômica francesa, em Don Pasquale as raízes são totalmente italianas, com personagens sendo tipos modernizados da commedia dell’arte. A ação se passa em Roma e a história gira em torno de uma premissa cômica clássica: um jovem casal apaixonado planeja frustrar os planos de um velho rico, que deseja se casar com a moça. Para atingir seu objetivo, eles contarão com a ajuda de um astuto estrategista, espécie de “falso amigo” do antagonista da história.

Como se pode imaginar, é o amor jovem que triunfa sobre a hipocrisia da velhice. Resolvido o impasse, todos se reconciliam e vivem felizes para sempre. A tensão, portanto, reside nos meios necessários para se atingir o final presumido – uma fórmula que serviu à comédia desde o teatro romano, e que já havia sido explorada na ópera por outros autores, como Mozart e Rossini. Ainda assim, Don Pasquale resulta numa comédia eficiente e original, que demonstra o talento de Donizetti para o humor centrado nos personagens. Don Pasquale, de Donizetti, juntamente com Elisir d’amore, é a maior ópera cômica italiana do século XIX. É uma obra musicalmente mais rica que Elisir, com o mesmo nível de inspiração lírica, mas tecnicamente mais avançada, especialmente em termos de orquestração, o que a torna bastante desafiadora de executar”, destaca o maestro Ira Levin.

Don Pasquale se insere na fase madura de Donizetti, com estilo marcado por maior profundidade emocional e sofisticação. O libreto de Don Pasquale foi escrito por Giovanni Ruffini (1807–1881), poeta e patriota genovês que vivia exilado em Paris. Donizetti, contudo, fez tantas alterações no texto que Ruffini se recusou assiná-lo. A orquestração da obra pode ser considerada leve para os padrões modernos, mas certamente não o era para o público que a ouviu pela primeira vez, em meados do século XIX. Isso porque os recitativos são todos acompanhados pela orquestra, ao invés de um cravo (prática mais comum em óperas cômicas do período). Como resultado, há uma passagem mais sutil dos diálogos para as árias e outras partes cantadas.

Tal como em sucessos anteriores, em Don Pasquale convivem a beleza lírica e o virtuosismo vocal, muitas vezes exigindo que os cantores executem passagens complexas de coloratura com profundidade emocional. Ao mesmo tempo, as trocas de farpas entre Pasquale e seus antagonistas são equilibradas por momentos tocantes em que Donizetti humaniza o personagem título e nos permite sentir empatia por ele. Da mesma forma que outras de suas óperas (e tal qual faziam outros compositores, a exemplo de Rossini), Don Pasquale foi composta muito rapidamente. Donizetti escolheu o elenco a dedo entre os cantores mais famosos da época, com os quais já havia trabalhado. O compositor conhecia suas habilidades vocais e dramáticas e confiava neles para lidar com o desafiador material vocal que o trabalho representa para os intérpretes.

Don Pasquale estreou no Théâtre Italien, em Paris, a 3 de janeiro de 1843 e foi um triunfo pessoal e financeiro para Donizetti, que lucrou com os direitos autorais de apresentações, com vendas da partitura vocal e com arranjos das melodias da ópera. A estreia foi um sucesso estrondoso e, antes do final do ano, Don Pasquale já podia ser vista nos grandes teatros de ópera da Europa. Dois anos depois, cruzava o Atlântico e era apresentada nos EUA e, em 1853, teve sua estreia brasileira no Teatro Provisório, do Rio de Janeiro.

Transmissão ao vivo

A récita do dia 15 de julho será transmitida online e de forma gratuita pelo canal de Youtube do Theatro São Pedro.

Don Pasquale

Orquestra do Theatro São Pedro

Ira Levin, direção musical

Livia Sabag, concepção e direção cênica

Daniela Gogoni, cenografia

Valéria Lovato, iluminação e cenógrafa associada

Fabio Namatame, figurino

Tiça Camargo, visagismo

Bruno Costa, regente coral

Fabio Bezuti, preparador vocal

Mateus Araújo, assistência de direção musical e preparador vocal

Menelick de Carvalho, direção de movimento e assistência de direção cênica

Ronaldo Zero, direção de palco

Rodrigo Esteves, Don Pasquale

Raquel Paulin, Norina

Guilherme Moreira, Ernesto

Santiago Villalba, Dr. Malatesta

Gustavo Lassen, Notário

Chica Portugal, Francesca

GAETANO DONIZETTI (1797–1848)

Don Pasquale – 150’ 

Ensaio geral aberto e gratuito: 08 de julho, 19h, Theatro São Pedro

Récitas: 10, 12, 15, 17 e 18 de julho

Quarta, sexta-feira e sábado às 20h; domingo às 17h, Theatro São Pedro

Ingressos: aqui

Plateia central – R$ 62 (meia-entrada) e R$ 124 (inteira)

1º Balcão superior – R$ 51 (meia-entrada) e R$ 102 (inteira)

2º Balcão superior – R$ 41 (meia-entrada) e R$ 82 (inteira)

Classificação etária: 12 anos.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas gerida pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

40º Festival Sabores da Terra celebra 10 anos em Indaiatuba

Indaiatuba, SP, por Kleber Patricio

Festival de gastronomia regional, que nasceu em Indaiatuba e integra oficialmente o Festival de Inverno do município, retorna com a Cozinha Show e amplia sua atuação com o Circuito Gastronômico nos Restaurantes. Fotos: Leonardo Cruz.

Há dez anos, um pequeno festival gastronômico surgia em Indaiatuba com um propósito simples: aproximar produtores rurais, cozinheiros, restaurantes e consumidores em torno da cultura alimentar do interior paulista. Uma década depois, aquele projeto tornou-se um dos principais festivais gastronômicos itinerantes do Estado de São Paulo. Em 2026, o Festival Itinerante de Cultura Caipira Sabores da Terra celebra sua primeira década justamente na cidade onde nasceu, alcançando sua histórica 40ª edição e integrando novamente a programação oficial do 8º Festival de Inverno de Indaiatuba, realizado pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Cultura.

Realizado pela Elo Produções, o festival reafirma sua vocação de conectar gastronomia, cultura, turismo, economia criativa e desenvolvimento regional, fortalecendo a identidade cultural de Indaiatuba e consolidando-se como um dos principais pilares do Festival de Inverno.

A edição comemorativa acontece em dois momentos complementares. Nos dias 3, 4, 5, 10, 11 e 12 de julho, o Parque Ecológico receberá a tradicional etapa a céu aberto, reunindo dezenas de operações gastronômicas, produtores rurais, artesãos, economia criativa, atrações culturais e atividades para toda a família.

Já entre os dias 10 e 26 de julho, a experiência será ampliada com o retorno do Circuito Gastronômico Sabores da Terra, levando o festival para restaurantes, cafeterias, hamburguerias, pizzarias, confeitarias, sorveterias e empórios da cidade.

10 anos compartilhando sabores

Para celebrar sua primeira década, o festival apresenta o tema “10 anos compartilhando sabores”. Mais do que desenvolver receitas exclusivas, os estabelecimentos participantes serão convidados a compartilhar histórias. Porque comida é encontro. Encontro de famílias. Encontro de amigos. Encontro de culturas. Encontro de gerações. Ao longo de dez anos, o Sabores da Terra mostrou que a mesa continua sendo um dos lugares mais importantes da convivência humana. É nela que tradições são preservadas, produtores são valorizados, memórias são construídas e novos encontros acontecem.

Uma história construída também à mesa

Desde a criação do projeto, em 2016, o Circuito Gastronômico Sabores da Terra acompanha o constante crescimento da marca, consolidando-se como uma importante vitrine da gastronomia de Indaiatuba.

Na estreia participaram 12 restaurantes. Ao longo dos anos, o projeto mais que dobrou de tamanho, registrando um crescimento de 108% e alcançando a marca de 28 estabelecimentos participantes, consolidando-se como um dos principais programas de valorização da gastronomia local.

Ao longo de sua trajetória em Indaiatuba, o circuito reuniu 165 restaurantes, mobilizou 575 cozinheiros, estimulou a criação de 419 pratos exclusivos e ajudou a fortalecer a identidade gastronômica do município. Depois de um intervalo em 2025, o Circuito Gastronômico retorna completamente renovado, convidando cada participante a contar sua própria história através da gastronomia.

Cozinha Show está de volta

Outra grande novidade da edição comemorativa é o retorno da tradicional Cozinha Show, graças à articulação da secretária municipal de Cultura, Tânia Castanho, em parceria com o Grupo Unieduk, patrocinador oficial do espaço.

A parceria entre a universidade e o Sabores da Terra, entretanto, começou muito antes.

Desde a primeira edição do festival, quando a instituição ainda era Faculdade Max Planck, a universidade participou ativamente da construção do projeto, sendo durante vários anos palco da Semana Acadêmica de Gastronomia, aproximando estudantes, professores, chefs e produtores rurais.

Agora, essa história ganha um novo capítulo. A arena gastronômica terá sua operação conduzida pela Elo Produções, responsável pela coordenação das aulas, logística e produção executiva, sob coordenação técnica do chef Rubens Fassina.

Muito além da gastronomia

Durante os dois finais de semana, o Parque Ecológico será transformado em um grande espaço de convivência. O público encontrará gastronomia caipira, gastronomia de inverno, produtores rurais, economia criativa, artesanato, música ao vivo, Orquestra de Viola, Momento de Fé, Cozinha Show, atrações infantis, gincanas, manifestações culturais e dezenas de experiências que valorizam as tradições do interior paulista.

Mais do que uma praça de alimentação, o Sabores da Terra transforma o espaço público em um ambiente de convivência, pertencimento e celebração da cultura brasileira.

Gastronomia que transforma

Desde sua criação, o Sabores da Terra entende que gastronomia também é ferramenta de transformação social. Ao longo desses dez anos, promoveu campanhas solidárias, arrecadação de alimentos, incentivo à agricultura familiar, oficinas gastronômicas, ações ambientais e projetos voltados à economia criativa.

Em 2026, esse compromisso se renova. Durante o Circuito Gastronômico Sabores da Terra, R$ 1,00 de cada prato, lanche, sobremesa ou combo comercializado será destinado ao Fundo Municipal de Cultura. Ao término do festival, a Elo Produções dobrará o valor arrecadado, potencializando o investimento em ações culturais e contribuindo para a realização de oficinas voltadas a crianças e adolescentes.

A etapa a céu aberto do festival também participará desse compromisso social, promovendo ações solidárias e destinando recursos ao Fundo Municipal de Cultura e ao Espaço Criarte, ampliando o legado cultural e social construído pelo Sabores da Terra ao longo de sua história.

Um legado que continua

Criado em Indaiatuba em 2016, o Festival Sabores da Terra realizou 40 edições, percorreu 15 municípios, recebeu mais de 780 mil visitantes, reuniu mais de 1.400 expositores, valorizou mais de 400 produtores rurais, apresentou 448 atrações culturais e consolidou uma rede de 45 empresas parceiras, gerando, em média, mais de 60 empregos diretos e 200 indiretos por edição.

Hoje, o Sabores da Terra é muito mais do que um festival gastronômico. É uma plataforma permanente de valorização da cultura caipira, da agricultura familiar, da gastronomia regional, do turismo e da economia criativa. Ao celebrar seus dez anos, retorna à cidade onde nasceu para agradecer a todos que fizeram parte dessa trajetória e reafirmar um compromisso que permanece o mesmo desde 2016: Compartilhar sabores. Compartilhar histórias. Compartilhar futuro.

SERVIÇO:

40º Festival Itinerante de Cultura Caipira Sabores da Terra

Edição Comemorativa – 10 anos

Parte integrante do 8º Festival de Inverno de Indaiatuba

FESTIVAL A CÉU ABERTO

Quando: 3, 4, 5, 10, 11 e 12 de julho de 2026

Horários: Sextas-feiras – das 17h às 22h; sábados e domingos – das 12h às 22h

Onde: Parque Ecológico de Indaiatuba | Ao lado da Concha Acústica

Entrada Gratuita

CIRCUITO GASTRONÔMICO SABORES DA TERRA

Período: 10 a 26 de julho de 2026

Onde: Restaurantes, cafeterias, hamburguerias, pizzarias, padarias, confeitarias, sorveterias e empórios participantes de Indaiatuba.

Tema: 10 anos compartilhando sabores

COZINHA SHOW

Patrocínio: Unieduk

Operação: Elo Produções

Coordenação Técnica: Chef Rubens Fassina

REALIZAÇÃO

Elo Produções

PROMOÇÃO

Prefeitura Municipal de Indaiatuba

Secretaria Municipal de Cultura

PATROCÍNIO DA COZINHA SHOW

Unieduk

APOIO

Cervejaria Germânia/Castelo Alimentos/Hans Charcutaria/Eder/Marba/Massa Leve/Torcetex

Instagram – @eloproducoes/@saboresdaterrafgi.

(Com Renata Tannuri Meneghetti/Elo Produções)

Projeto vai restaurar até 15 hectares de manguezais e brejos no litoral do Paraná

Antonina, PR, por Kleber Patricio

Bicudinho-do-Brejo, espécie de ave endêmica do litoral sul do Brasil ameaçaca de extinção. Foto: Gabriel Marchi.

Com a meta de restaurar até 15 hectares de manguezais e brejos salinos na Baía de Antonina (PR), o projeto Olha o Clima, Litoral!, realizado pelo Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, inicia sua segunda fase no litoral do Paraná. A nova etapa, que vai até 2030, inclui ainda ações de educação ambiental, mobilização de comunidades pesqueiras e apoio técnico aos municípios para fortalecer estratégias de adaptação climática. Este projeto é realizado com o apoio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante de um alerta da International Union for Conservation of Nature (IUCN), que aponta que metade dos manguezais do mundo pode entrar em colapso até 2050 em razão do aumento do nível do mar, da urbanização desordenada e de outros impactos das mudanças climáticas.

Embora ocupem uma pequena parcela da superfície terrestre, os manguezais estão entre os ecossistemas mais eficientes na captura e armazenamento de carbono, além de atuarem como barreiras naturais contra erosão, ressacas e inundações costeiras. No Brasil, que abriga uma das maiores extensões contínuas de manguezais do planeta, sua conservação auxilia a pesca artesanal, a segurança alimentar de milhares de famílias e a manutenção da biodiversidade.

O projeto Olha o Clima, Litoral! atua de forma integrada em diferentes frentes de atuação, como restauração ecológica, adaptação à mudança climática, articulação territorial, ações socioambientais e comunicação. Na primeira fase, realizada entre 2022 e 2025, o projeto promoveu a restauração de 6,55 hectares de manguezais e brejos salinos na baía de Antonina com a remoção de 654,8 toneladas de braquiárias-d’água, espécie exótica invasora que se espalhou pelo litoral após ter sido introduzida para alimentação de búfalos nas décadas de 1960 e 1970. “Daremos continuidade a todas as frentes de atuação do projeto, incluindo as ações de articulação voltadas à adaptação às mudanças climáticas. Também vamos aproveitar os dados e diagnósticos produzidos ao longo dos dois primeiros anos de trabalho em cada município. Com a posse dos novos gestores municipais em janeiro de 2026, devido ao processo eleitoral de 2025, será necessário retomar o diálogo com as administrações locais para apresentar os resultados já alcançados e fortalecer a continuidade das ações planejadas”, afirma Karina Luiza de Oliveira, bióloga e coordenadora geral do projeto Olha o Clima, Litoral!.

Ainda, dentre os resultados obtidos na primeira fase do projeto, “houve estudos sobre a elevação do nível do mar, estoques de carbono azul e vulnerabilidade costeira, que geraram resultados importantes na produção de conhecimento e na mobilização das pessoas e instituições, além de fornecer um diagnóstico específico para os sete municípios do litoral paranaense”, explica Paula Nassar, da equipe responsável pela frente de articulação e mudanças climáticas do projeto.

Os levantamentos mostraram que todos os municípios da região apresentam algum grau de vulnerabilidade climática, embora os desafios variem conforme as características de cada território. “Enquanto cidades costeiras, como Matinhos, Pontal do Paraná, Guaratuba e Paranaguá, enfrentam riscos relacionados à erosão costeira, inundações e avanço do mar, municípios estuarinos como Antonina, Morretes e Guaraqueçaba têm desafios mais ligados às inundações e aos impactos sobre manguezais e outros ecossistemas”, destaca Paula.

Restauração ecológica amplia áreas recuperadas

Área em processo de restauração com a remoção de braquiárias-da-água. Foto: Gabriel Marchi.

A restauração dos manguezais e brejos salinos continuará sendo uma das principais frentes de atuação da segunda fase do projeto. O trabalho é realizado por meio da remoção da braquiária-d’água. “Atualmente, registramos mais de 200 hectares de áreas ocupadas por espécies invasoras, o que representa uma extensão bastante significativa e reforça a necessidade de ações de manejo e restauração desses ecossistemas”, afirma Larissa Teixeira de Andrade, responsável pela frente de restauração do projeto Olha o Clima, Litoral!. Segundo ela, a espécie invasora compromete o equilíbrio dos ecossistemas ao impedir o desenvolvimento da vegetação nativa e dificultar a sobrevivência de diversas espécies da fauna. “A presença da braquiária reduz significativamente a riqueza de espécies vegetais, pois ela cresce sobre as plantas nativas e dificulta seu desenvolvimento. Isso afeta funções ecológicas importantes desempenhadas por essas espécies, como a fixação dos sedimentos, a oferta de alimento para a fauna local e o processamento da matéria orgânica no solo, gerando impactos em todo o ecossistema”, explica.

O método adotado para a restauração é conhecido como regeneração natural assistida (RNA). Após a remoção da espécie invasora, a vegetação nativa se recupera naturalmente, sem necessidade de plantio. “O manejo realizado consiste exclusivamente na descontaminação da área, por meio da remoção da braquiária, sem a necessidade de plantio posterior. Após a retirada da espécie invasora, a vegetação nativa cresce novamente”, destaca Larissa.

Os impactos positivos da restauração já realizada pelo projeto na fase anterior podem ser observados nos manguezais e brejos salinos recuperados. O retorno da vegetação nativa contribui para o aumento da diversidade de aves, que passou de 27 para 50 espécies registradas nas áreas restauradas. “Na primeira fase, a gente conseguiu disponibilizar área para 13 casais de bicudinho-do-brejo”, destaca Larissa. A ave é considerada um importante indicador ambiental, pois depende de ecossistemas conservados para sua sobrevivência.

A nova fase do projeto também prevê estudos sobre a saúde da vegetação em áreas invadidas pela braquiária, monitoramento da flora e da avifauna e análises para identificar áreas prioritárias para restauração. Outra frente será a elaboração de estudos voltados à restauração ecológica em Paranaguá (PR). As atividades incluem o diagnóstico da viabilidade de recuperação dos bosques urbanos do município, a elaboração de diretrizes para a restauração de manguezais e a construção de um plano de ação para orientar futuras intervenções.

Municípios receberão oficinas e apoio técnico

Manejo de braquiária-da-água em área de restauração do projeto. Foto: Larissa Teixeira.

Além da restauração, a nova etapa será a retomada do diálogo com as prefeituras de Antonina, Guaratuba, Pontal do Paraná, Morretes, Guaraqueçaba, Matinhos e Paranaguá. “Como mudou a gestão, faremos uma oficina com cada um dos municípios, além de uma oficina intermunicipal, pois apesar dos limites físicos, as cidades não estão isoladas na questão da mudança climática”, complementa Karina, coordenadora do projeto.

Além das oficinas, os municípios interessados poderão receber acompanhamento técnico ao longo dos próximos anos. “O projeto oferecerá apoio contínuo às cidades do litoral que desejarem avançar na agenda climática, seja por meio de orientações técnicas, esclarecimento de dúvidas, editais abertos ou compartilhamento de ferramentas e plataformas atualizadas”, complementa Letícia Alves, da equipe de articulação e clima do projeto.

Comunidades pesqueiras e escolas ganham protagonismo

Outra novidade será a implementação da ação Manguezal Limpo, que envolverá pescadores artesanais de Antonina e Paranaguá em atividades mensais de coleta de resíduos e remoção de braquiária-d’água nos manguezais. A iniciativa foi construída a partir das demandas apresentadas pelas próprias comunidades pesqueiras durante a primeira fase do projeto. “Essa foi também uma demanda da própria comunidade. Os participantes recordam da experiência no programa Baía Limpa, também desenvolvido no Paraná, e ressaltam os resultados positivos alcançados à época. Por isso, demonstraram interesse em que trabalhássemos ações com objetivos semelhantes”, conta Karina.

Os participantes receberão capacitação sobre conservação dos manguezais, poluição marinha, uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) e técnicas para o controle da braquiária-d’água, incluindo orientações práticas para a remoção manual da espécie invasora. Os resíduos recolhidos durante as ações de limpeza dos manguezais serão destinados à Associação dos Catadores de Reciclável do Km 04 de Antonina, que também receberá apoio por meio de capacitações e ações de fortalecimento institucional voltadas à gestão e ao aproveitamento adequado dos materiais coletados.

Para ampliar o alcance das ações de conscientização, o projeto também produzirá materiais de comunicação e educação ambiental voltados às comunidades locais e tradicionais e ao público em geral, abordando temas como conservação dos manguezais, mudanças climáticas, biodiversidade e gestão adequada de resíduos.

A iniciativa do Mater Natura também fortalecerá as ações de educação ambiental com a produção de kits pedagógicos sobre mudanças climáticas, biodiversidade e conservação dos ecossistemas costeiros, que serão utilizados por professores das redes municipais de Antonina e Matinhos. “O que os educadores apontaram como demanda foi a necessidade de materiais para usar em sala de aula, com conteúdo didático e lúdico sobre mudanças climáticas e biodiversidade. Os professores serão treinados para utilizar esse material e depois, vamos acompanhar sua aplicação em sala de aula”, explica a coordenadora do Olha o Clima, Litoral!.

Para saber mais sobre o projeto Olha o Clima, Litoral!, acesse www.maternatura.org.br/climalitoral.

Sobre o Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais

O Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua há mais de 40 anos na conservação da biodiversidade e na defesa do meio ambiente no Brasil. Desenvolve projetos voltados à proteção de ecossistemas, estudo e conservação de espécies raras e ameaçadas, educação ambiental, adaptação à mudança do clima e fortalecimento de políticas públicas ambientais, com base em evidências científicas e atuação em rede. Para mais informações, acesse: maternatura.org.br.

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

“Le Chœur des Pierres”: a coleção de alta joalheria 2026 de Cartier

Paris, França, por Kleber Patricio

O colar Panthère Kentia, que faz parte da coleção. Fotos: Divulgação/Cartier.

A Cartier apresenta sua nova coleção de alta joalheria 2026, “Le Chœur des Pierres”, na qual as gemas deixam de ser apenas elementos de composição para se tornarem o ponto de partida do processo criativo, orientando formas, volumes e decisões estéticas desde o primeiro esboço.

A coleção parte da ideia de que cada pedra carrega uma identidade própria — sua cor, sua história, sua vibração interna e sua singularidade — funcionando como uma espécie de musa intuitiva que inspira designers e artesãos.

É a partir dessa escuta que o processo criativo se desenvolve como um diálogo contínuo entre joalheiros, lapidários e polidores, que trabalham em sincronia para revelar a essência de cada gema.

Com mais de 125 peças únicas desenvolvidas ao longo de mais de 85 mil horas de savoir-faire artesanal, a coleção apresenta uma sinfonia de contrastes, volumes e intensidades. Esmeraldas colombianas, diamantes, safiras e rubis não apenas ornamentam as peças – estruturam sua linguagem visual.

O resultado é uma coleção que equilibra emoção, rigor, tradição e inovação, reafirmando a alta joalheria como um território de criação sensorial.

(Com Ketlyn de Negreiros Santos/Index Conectada)