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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Bertrand Russell reconstrói o conceito de matéria à luz da física moderna e da análise filosófica

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

Quando as descobertas da física no início do século XX abalaram as certezas do materialismo clássico, tornou-se evidente que os modelos tradicionais já não eram suficientes para explicar o mundo. A teoria da relatividade e a mecânica quântica redesenharam profundamente a compreensão do universo, abrindo espaço para uma revisão conceitual de noções fundamentais como espaço, tempo e matéria. É nesse contexto de crise e reinvenção que se insere Análise da matéria, de Bertrand Russell, lançado pela Editora Unesp. A tradução ficou a cargo de Gabriel Cozzella.

“A tentativa de descobrir o resultado filosófico da física moderna é uma que, atualmente, enfrenta grandes dificuldades. Pois, enquanto a teoria da relatividade atingiu, pelo menos temporariamente, uma forma estável, a teoria dos quanta e da estrutura atômica está se desenvolvendo com tamanha rapidez que é impossível adivinhar que formato ela terá daqui a alguns poucos anos. Nessas circunstâncias, é necessário exercitar um bom julgamento sobre quais partes da teoria são definitivamente estáveis e quais são prováveis de serem modificadas num futuro próximo”, anotou o autor no prefácio, em 1927.

Distante de uma tentativa de sistematização definitiva da ciência, o livro se apresenta como um esforço para oferecer fundamentos conceituais mais sólidos ao pensamento científico. Russell identifica um problema central: o aparente abismo entre o mundo abstrato das equações físicas e a realidade concreta da experiência sensorial. Para enfrentá-lo, propõe uma revisão radical do próprio conceito de matéria, deixando de tratá-la como substância fixa para compreendê-la como uma construção lógica baseada em eventos inter-relacionados.

Com rigor analítico e clareza argumentativa, o autor busca evitar o que denomina uma “desordem metafísica”, mostrando que a física não precisa pressupor entidades materiais ocultas para validar suas teorias. Elétrons, prótons e demais partículas deixam de ser concebidos como objetos sólidos e passam a ser entendidos como agrupamentos de eventos conectados por relações estruturais e causais. Nesse quadro, o que importa não é a existência de uma substância última, mas a capacidade de descrever, com precisão, as relações que explicam os fenômenos observados.

Resultado de décadas de maturação intelectual, a obra situa-se na fronteira entre epistemologia, lógica e ciências naturais, integrando reflexões que dialogam com o surgimento da física moderna e com os desdobramentos da filosofia analítica, da qual Russell é um dos principais fundadores. Ao enfrentar os desafios conceituais colocados pela ciência de seu tempo, o filósofo oferece um exemplo de como a análise filosófica pode contribuir para a clarificação e o avanço do conhecimento científico.

Sobre o autor | Bertrand Russell (1872–1970) foi um dos pensadores mais admiráveis do século XX. Filósofo, matemático, inovador na área de educação, defensor da liberdade intelectual, social e sexual, militante da paz e dos direitos humanos, também é autor de prolífica, popular e influente obra que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1950. Pela Editora Unesp, tem publicados Por que os homens vão à guerra (2014), Sobre a educação (2014), Casamento e moral (2015), Educação e ordem social (2018) e Conhecimento humano (2018) e Introdução à filosofia matemática (2025).

Título: Análise da matéria

Autor: Bertrand Russell

Tradução: Gabriel Cozzella

Introdução: John G. Slater

Número de páginas: 540

Formato: 13,7 x 21 cm

Preço: R$ 128

ISBN: 978-65-5711-305-9

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)

Peninha se apresenta no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Peninha celebra sua trajetória no novo espetáculo musical “Minhas Canções”. Foto: Bernardo Guerreiro.

Peninha sobe ao palco do Sesc Belenzinho nos dias 9 e 10 de maio, sábado, às 21h e domingo, às 18h. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc a R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (Credencial Sesc).

Com mais de quatro décadas dedicadas à música brasileira, o cantor e compositor Peninha leva aos palcos seu novo espetáculo, “Minhas Canções” uma celebração de sua trajetória através de músicas que atravessaram gerações e se tornaram verdadeiros clássicos da nossa cultura popular.

Autor de sucessos eternizados nas vozes de grandes nomes, como Fábio Jr., Sandra Sá, Caetano Veloso e Daniel, entre tantos outros, Peninha agora assume o protagonismo para interpretar suas próprias criações em um show carregado de emoção, memória e afeto.

No repertório, o público é conduzido por canções icônicas como SozinhoAlma GêmeaSonhos Adoro Amar Você, entre outras. Com arranjos cuidadosamente elaborados, o espetáculo valoriza a potência das melodias e das letras que tornaram Peninha um dos compositores mais sensíveis e inspiradores da música brasileira.

Mais do que um show, Minhas Canções é um encontro afetivo entre o artista e sua plateia. Em um formato intimista e envolvente, Peninha compartilha histórias e inspirações por trás de suas composições, revelando sua alma de poeta. Além de seus próprios sucessos, o artista também homenageia grandes colegas da música brasileira interpretando canções que marcaram sua caminhada.

O show reafirma a relevância e a atemporalidade da obra de Peninha, que continua emocionando públicos de todas as idades com sua arte única, sensível e profundamente humana. Um convite à emoção, à memória e à beleza da música feita com verdade.

SERVIÇO:

Show Peninha

Dias 9 e 10 de maio de 2026. Sábado, às 21h. Domingo, às 18h.

Valores: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Teatro (374 lugares). Classificação: 12 anos. Duração: 90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Espetáculo “Na Anatomia Oca dos Pássaros” revisita Santos Dumont em ensaio lírico sobre ideal e desencanto

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Criação da Cia Terranova com texto de Dino Bernardi combina teatro, música ao vivo e euritmia no Teatro Manás. Fotos: Guto Muniz.

Conduzindo o espectador a um mergulho pela alma de um dos mais importantes aeronautas da História, o brasileiro Alberto Santos Dumont (1873–1932), o espetáculo “Na Anatomia Oca dos Pássaros – ensaio lírico a Santos Dumont”, da Cia Terranova, ganha uma nova temporada em São Paulo. As sessões acontecem no Teatro Manás Laboratório entre os dias 6 e 29 de maio, de quarta a sexta, às 21h.

É uma peça multidisciplinar que mescla de forma inédita o teatro, a música e a euritmia (arte do movimento que, através da coreografia da palavra, integra movimento, alma e consciência). Texto, dramaturgia e direção cênica são de Dino Bernardi, a trilha sonora é de Marcelo S. Petraglia e a coreografia é assinada por Marília Barreto e Renate Nisch, euritmistas reconhecidas nacional e internacionalmente. “Estamos circulando desde 2019 com este trabalho, que é muito precioso para nós. Bernardi criou um texto extremamente poético, que expõe, ainda que de forma abstrata, os dramas do ser humano: os sonhos, a obstinação, as conquistas e as perdas”, comenta Marília, que também é a responsável pela direção artística.

Sobre a encenação

Na Anatomia Oca dos Pássaros – ensaio lírico a Santos Dumont é um solo interpretado por Fernando AveiroEle divide o palco com Marília e Renate, que complementam a dramaturgia da cena com movimentos da euritmia.

Ao mesmo tempo, os músicos Luis Antonio Ramoska (fagote) e Saulo Camargo (percussão) executam a trilha sonora, ao vivo. As músicas foram concebidas para fagote, gongos, tambores e metalofone. “Enquanto o instrumento de sopro simboliza o desejo de voar de Dumont, os outros remetem à matéria e à técnica, outra paixão do aviador. Feitos de ferro, cordas e madeira, eles integram a cena, numa natureza artesanal – o que, inclusive, se relaciona diretamente com as pesquisas do próprio aeronauta”, conta Barreto.

Todo o cenário segue esse mesmo princípio de remeter aos estudos desse grande inventor. Cesar Rezende e Dino Bernardi exploraram elementos que evocam formas e texturas, dos balões às asas de um avião.

Para o figurino, a proposta é integrar com elegância o diálogo da poesia com a técnica e a modernidade. Todos vestem roupas na cor índigo, quase preta. Não há nenhuma troca de vestimenta durante a montagem. Apenas em dois momentos musicais aparece um véu de seda, remetendo de modo diáfano à origem e ao destino do ser humano.

Em relação à coreografia cênica, Barreto e Nisch criaram movimentos capazes de dar mais profundidade à fala. “Ao invés de simplesmente verbalizar o texto e fazer soarem os instrumentos, ator e músicos constroem palavras e sonoridades, que são transformadas em esculturas que se desenrolam no tempo: esse é o princípio da euritmia”, explica Marília.

A iluminação de Thiago Capella contribui para a construção da atmosfera onírica e reflexiva da obra. “Ao contarmos essa história, queremos que o público perceba os arquétipos ali presentes, que também constituem o ser humano contemporâneo”, afirma Marília.

Sinopse | O espetáculo traz à cena o grande personagem da História do Brasil e mundial – Alberto Santos Dumont. Na fusão de texto e dramaturgia com composições musicais temáticas, executadas ao vivo, envolvidos pela coreografia insólita da euritmia, esta produção foca o drama existencial de Santos Dumont, entre o sonho e a obstinação, entre conquistas e perdas, e toca as questões centrais da resiliência e da confiança numa dimensão maior da biografia humana.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia, concepção, direção cênica e figurino: Dino Bernardi

Composição e direção musical: Marcelo S. Petraglia

Atuação: Fernando Aveiro

Coreografia e euritmia: Marília Barreto e Renate Nisch

Fagote: Luis Antonio Ramoska

Percussão: Saulo Camargo

Cenário: Cesar Rezende e Dino Bernardi

Cenotécnica: Fernando Lemos

Confecção de figurinos: Cleusa Silva

Adereços: Denise Seignemartin

Iluminação – concepção e operação: Thiago Capella

Fotografia: Guto Muniz

Projeto gráfico: Lucia Barretti

Mídias sociais: Ana Ghirello

Direção de produção: Marília Barreto

Assistência de produção: Lucas Sabatini

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Realização: Terranova Cultura & Transformação.

SERVIÇO:

Na Anatomia Oca dos Pássaros – Ensaio Lírico a Santos Dumont

Data: 6 a 29 de maio, de quarta a sexta, às 21h.

Local: Teatro Manás Laboratório – R. Treze de Maio, 222 – Bela Vista.

Ingresso: R$60,00 e R$30,00.

Duração: 55 minutos

Classificação etária: 14 anos

Capacidade: 60 lugares.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Mergulho nas profundezas do Adaaran Select Meedhupparu

Maldivas, por Kleber Patricio

Mergulhador com Peixe-Palhaço. Fotos: Aitken Spence Hotels/Divulgação.

No coração do Atol Raa, emoldurado por horizontes infinitos em tons de azul, lagoas recortadas por corais e o ritmo constante do Oceano Índico, encontra-se o Adaaran Select Meedhupparu — um dos destinos de mergulho mais completos das Maldivas, ideal para todos os níveis de experiência. Reconhecido pela serenidade típica do arquipélago e pela riqueza de suas aventuras subaquáticas, o resort do grupo Aitken Spence Hotels atrai entusiastas do mar, fotógrafos e viajantes exigentes em busca das mais vibrantes experiências marinhas do destino.

Mais do que um refúgio tropical, o Adaaran Select Meedhupparu é uma verdadeira porta de entrada para um dos ecossistemas marinhos mais biodiversos do planeta. Com 36 pontos de mergulho ao redor da ilha, os visitantes se deparam com um espetáculo de recifes de corais repletos de vida — de raias-manta e tubarões de recife a cardumes multicoloridos que cruzam águas cristalinas. Sob a orientação da equipe especializada do Divepoint Maldives Meedhupparu, um centro de mergulho de origem alemã com quase 30 anos de atuação nas Maldivas, cada experiência combina conhecimento local aprofundado com padrões internacionais de excelência, revelando novas camadas do mundo submerso do atol.

Um mundo submerso: explorando o Atol Raa

Mergulho com tubarões.

O Atol Raa oferece um equilíbrio ideal entre mergulhos de corrente, thilas (pináculos subaquáticos) e jardins de corais rasos — perfeitos tanto para iniciantes quanto para mergulhadores experientes. Com temperaturas da água que raramente ficam abaixo dos 28°C, visibilidade frequentemente superior a 25 metros e correntes suaves a moderadas, as condições são praticamente ideais para a exploração subaquática.

A equipe multilíngue do resort, com instrutores certificados fluentes em inglês, alemão, italiano, russo, espanhol, tcheco e dhivehi, garante uma experiência personalizada e fluida — seja em um mergulho de descoberta ou em explorações mais avançadas com scooters subaquáticas.

Um calendário subaquático: encontros ao longo do ano

Uma das características mais marcantes de Meedhupparu é seu calendário de mergulho durante todo o ano. Graças à sua localização privilegiada, o resort proporciona encontros com raias-manta em todas as estações, com pontos de mergulho estrategicamente posicionados nos lados leste e oeste do atol, alinhados aos ciclos das monções.

Janeiro a abril:

Mergulho com arraia.

Melhores condições do ano, com mar calmo, correntes equilibradas e visibilidade excepcional. Ideal para fotografia subaquática, com frequentes avistamentos de tubarões-de-recife, raias-manta, cardumes de fusiliers e peixes-napoleão.

Março a maio:

Período ideal para espécies pelágicas de maior porte. Tubarões silver tip e lemon shark podem ser vistos nas encostas externas dos recifes, enquanto raias-águia, tartarugas e garoupas circulam pelas formações de corais.

Maio a junho e novembro a dezembro (transição de monções):

Mudanças sutis nas correntes trazem tubarões-lixa descansando em áreas arenosas e arraias deslizando pelo fundo do mar. Raias-mobula aparecem com mais frequência no fim do ano.

Setembro a outubro:

A floração de plâncton atrai grandes concentrações de mantas, que realizam verdadeiros “ballets” nas estações de limpeza. Avistamentos de tubarões se intensificam, incluindo espécies black tip, white tip e grey reef.

A emoção da diversidade: 36 pontos de mergulho

Recife de coral.

O Adaaran Select Meedhupparu conta com uma ampla variedade de 36 pontos de mergulho próximos à ilha, cada um com características únicas:

The Shark Thilas – Experiências intensas com tubarões-de-recife grey e black tip, além de atuns, xaréus e pargos.

Kottefaru Bodu Thila – Inclinação suave que leva a uma estação de limpeza de mantas, especialmente ativa entre setembro e outubro.

Beriyan Bodu Thila – Cenário vibrante de corais duros e moles, ideal para fotografia macro, com peixes-palhaço, papagaios e moreias.

Digufaru Thila – Conhecido por raias-águia, tubarões-de-recife e eventuais tubarões-lixa.

The Wall – Parede vertical profunda repleta de leques marinhos, esponjas e cefalópodes de cores mutáveis.

Meedhupparu Residence.

Todos os pontos são acessíveis em curtos trajetos de dhoni, permitindo múltiplas experiências memoráveis em uma única estadia.

Para viajantes em busca de aventura, fotógrafos à procura do registro perfeito de uma manta em movimento ou mergulhadores experientes explorando novos horizontes, o Adaaran Select Meedhupparu se consolida como um verdadeiro santuário do mergulho nas Maldivas.

(Com Marcello Mognon Biasuz/Promonde)

Salão do Artesanato chega à 22ª edição e reúne todo o Brasil em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com o conceito “O artesanato está com tudo”, evento ocupa mais de 10 mil m², reúne centenas de artesãos e projeta público de 60 mil pessoas no Pavilhão da Bienal. Foto: Divulgação.

De 13 a 17 de maio, o Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, recebe a 22ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, um dos mais representativos eventos do setor no país. Com entrada gratuita, o encontro convida o público a percorrer a diversidade cultural brasileira por meio do fazer artesanal, em uma experiência que articula tradição, identidade e inovação.

Realizado pela Rome Eventos, conta com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), do Sebrae e parceria da ApexBrasil, e traz, a exemplo das edições anteriores, apresentações culturais e oficinas abertas ao público, ampliando seu caráter imersivo e educativo, numa programação voltada para toda a família.

Mais de 700 artesãos participam do evento, além de associações, confederações e coletivos, representando milhares de criadores de todo o país. Foto: Divulgação.

Nesta edição, marcarão presença 26 estados e o Distrito Federal, reunindo mais de 700 artesãos, além de associações, confederações e coletivos, representando milhares de criadores de todo o país. A expectativa é de superar a última edição, quando o volume de negócios gerados nos espaços do PAB, através de vendas diretas e encomendas, ultrapassou R$4,7 milhões, a partir da comercialização de 88.746 peças.

Já o espaço do Sebrae, com a participação de 87 empreendimentos atendidos pela instituição em 22 estados, gerou R$ 2,3 milhões em negócios, evidenciando o impacto das ações de preparação e acesso a mercado promovidas junto aos pequenos negócios do segmento.

Com o conceito ‘O artesanato está com tudo’, queremos convidar o público a ampliar o olhar sobre o fazer artesanal, reconhecendo sua presença no cotidiano e sua conexão profunda com os saberes tradicionais e a cultura viva brasileira. É também uma forma de valorizar essa arte tão genuína da nossa terra, que carrega identidade, memória e pertencimento. Em um contexto marcado pela produção em escala e pela padronização, o artesanato se destaca pela singularidade. Cada peça traz tempo, técnica, história, autoria e nunca sendo igual a outra”, afirma Leda Simone Alves, diretora-executiva da Rome Eventos, realizadora do Salão.

Rica diversidade

De 13 a 17 de maio, Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, recebe a 22ª edição do Salão do Artesanato. Foto: Divulgação.

O evento revela a pluralidade do setor em suas diferentes expressões: moda; cama mesa e banho; objetos de decoração; obras de arte; brinquedos; utensílios domésticos; móveis e muito mais. Estão representadas diversas tipologias do artesanato brasileiro como cerâmica, madeira, fibras vegetais, têxtil, couro, metal, pedra, vidro, papel e papelão, sementes e materiais orgânicos, além de categorias como reciclagem e reaproveitamento de materiais.Essa variedade evidencia um fazer que transita entre escalas e linguagens, de pequenos objetos a grandes peças, e expressa a potência criativa presente em todas as regiões do país.

Entre os expositores, tanto do PAB quanto independentes, algumas presenças já se tornaram referência no Salão do Artesanato, impulsionadas pela alta demanda por suas criações. É o caso das carteiras em marchetaria, do Acre; da arte santeira, do Piauí; dos cãezinhos esculpidos em madeira, inspirados na “Baleia”, do romance Vidas Secas, assinados por Marco de Sertânia, de Pernambuco; dos bordados de Minas Gerais; das peças de cama, mesa e banho do Nordeste; dos adornos em capim dourado, do Tocantins; das expressões de forte matriz indígena do Amazonas e das máscaras e joias em prata, como as assinadas por Delma Melo, de Goiás. Um panorama que revela a potência criativa do país e oferece ao público a oportunidade de encontrar peças únicas, carregadas de identidade e significado.

Embora o artesanato seja o eixo central, o Salão também contempla as manualidades. A distinção é importante: enquanto o artesanato está vinculado à autoria, aos saberes tradicionais e à identidade cultural, as manualidades se baseiam na reprodução de técnicas e modelos. Nesse contexto, o evento reconhece o artesanato como expressão legítima da cultura brasileira, destacando seu valor simbólico, econômico e social, ao mesmo tempo em que acolhe outras práticas do fazer manual.

Cãezinhos esculpidos em madeira inspirados na personagem Baleia, do romance “Vidas Secas”, assinados por Marco de Sertânia. Foto: Divulgação.

O Salão se apresenta como um ambiente de experiências, formação e negócios, estimulando conexões entre artesãos, compradores e público, o que fomenta a circulação de conhecimento e o fortalecimento da economia criativa. A participação dos expositores ocorre, majoritariamente, por meio de editais públicos promovidos pelos estados, garantindo critérios técnicos, diversidade e representatividade na seleção dos participantes.

Sustentabilidade e inclusão social

O Salão do Artesanato adota práticas de sustentabilidade e inclusão, alinhadas aos princípios ESG, com ações como atendimento a pessoas com deficiência, gestão seletiva de resíduos e campanhas de educação ambiental. Também promove inclusão socioprodutiva na cadeia envolvida e, pelo terceiro ano consecutivo, recebe o selo “Carbon Free”, por meio de iniciativas de compensação de carbono, como o plantio de árvores.

SERVIÇO:

22º Salão do Artesanato — Raízes Brasileiras

Local: Pavilhão da Bienal — Parque Ibirapuera | São Paulo (SP)

Data: de 13 a 17 de maio de 2026

Horários: Quarta a sexta: 14h às 21h; sábado e domingo: 10h às 21h

Entrada: franca

Instagram: @salaodoartesanatooficial.

(Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação)