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Nova exposição marca centenário da Usina Henry Borden e inaugura espaço cultural em Cubatão

Cubatão, SP, por Kleber Patricio

Túnel da seção subterrânea da Usina Henry Borden, 2019. Fotos: Luiz Kagiyama.

A história da energia que impulsionou o desenvolvimento de São Paulo ganha um novo capítulo. No dia 07 de novembro, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) inaugura o Espaço Cultural Henry Borden, em Cubatão (SP), marcando as comemorações dos 100 anos da Usina Henry Borden com uma exposição permanente totalmente renovada, concebida e implantada pela Fundação Energia e Saneamento (FES).

Mais do que uma atualização museográfica, o projeto transforma o antigo espaço expositivo em um ambiente contemporâneo de cultura, memória e educação, conectando patrimônio industrial, engenharia, meio ambiente, inovação tecnológica e apresentação de histórias das pessoas que ajudaram a construir uma das usinas hidrelétricas mais icônicas do mundo.

A iniciativa foi desenvolvida por meio de um projeto cultural viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), tendo a FES como instituição proponente e responsável pela concepção, coordenação e execução do projeto. A proposta incluiu a renovação completa da museografia e da expografia, a ampliação dos espaços expositivos, a incorporação de novas tecnologias, ações de acessibilidade e educação patrimonial, além da valorização da memória dos trabalhadores da usina.

Com 227 metros quadrados de área expositiva, o novo Espaço Cultural Henry Borden reúne uma exposição permanente totalmente renovada, concebida para aproximar diferentes públicos da histórica da usina e de sua importância para o desenvolvimento de São Paulo. “A Usina Henry Borden é muito mais do que uma hidrelétrica. Ela representa um marco da engenharia brasileira e um patrimônio que impulsionou o desenvolvimento econômico e industrial de São Paulo ao longo de um século. Ao inaugurar este novo Espaço Cultural, reafirmamos nosso compromisso com a preservação dessa história, com a valorização das pessoas que ajudaram a construi-la e com a ampliação do acesso da sociedade a esse legado, estimulando reflexões sobre o futuro da energia”, explica Rafael Strauch, diretor-presidente da Emae.

“O patrimônio industrial ocupa um lugar fundamental na compreensão da história e do desenvolvimento de São Paulo. Nosso desafio foi transformar esse legado em uma experiência significativa para o público de hoje, combinando pesquisa, preservação, tecnologia, acessibilidade e educação. Esse é um princípio que orienta a atuação da Fundação Energia e Saneamento na valorização do patrimônio cultural e na promoção dos museus como espaços vivos de conhecimento e cidadania”, comenta Claudinéli Moreira Ramos, diretora executiva da FES.

Ao longo da visita, o público percorre diferentes núcleos temáticos que apresentam a trajetória da Usina Henry Borden, sua relevância para a industrialização paulista, o patrimônio industrial, os desafios da engenharia, a sustentabilidade e o futuro da energia.

Um dos destaques da nova exposição é o projeto Usina de Memórias e Futuros, que reúne depoimentos de dezenas de trabalhadores, aposentados e moradores ligados à história da usina, valorizando o patrimônio imaterial construído ao longo de um século de funcionamento.

A experiência do visitante também incorpora recursos tecnológicos inéditos, como uma simulação em realidade virtual que reproduz o tradicional percurso realizado no trolley de manutenção da usina, permitindo ao público vivenciar uma experiência imersiva em um dos cenários mais emblemáticos do complexo.

O novo Espaço Cultural Henry Borden também amplia seu compromisso com a inclusão. O projeto incorporou placas táteis, mapas táteis, audiodescrição por QR Code e melhorias de acessibilidade física, tornando a visita mais democrática para diferentes públicos.

Além da nova exposição, o projeto contempla ações educativas voltadas à formação de públicos, incluindo visitas gratuitas para estudantes da rede pública como contrapartida social prevista na iniciativa, reforçando o papel do espaço como ambiente permanente de educação patrimonial.

Neste primeiro momento, o Espaço Cultural Henry Borden não estará aberto à visitação pública. As informações sobre visitação, funcionamento, agendamento e condições de acesso serão divulgadas posteriormente.

SERVIÇO:

Inauguração do Espaço Cultural Henry Borden

Data: 07 de novembro de 2026

Local: Espaço Cultural Henry Borden – Usina Henry Borden – Cubatão (SP)

Endereço: Av. Bernardo Geisel Filho, 2606 – Jardim das Indústrias, Cubatão – SP, 11555-010

Visitação: Atendimento mediante agendamento específico. Informações e orientações para agendamento divulgadas pelos canais oficiais.

Acessibilidade: O espaço conta com recursos de acessibilidade, como mapas táteis, placas táteis e audiodescrição por QR Code.

(Com Bartira Betini/Betini Comunicação)

“Jararaca”, do Grupo Pavilhão da Magnólia, faz temporada gratuita no TUSP, em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo cearense revisita os últimos dias de Jararaca, cangaceiro do bando de Lampião, e tensiona memória, violência de Estado e disputa de narrativas. Fotos: Tim Oliveira.

O Grupo Pavilhão da Magnólia retorna a São Paulo para uma temporada de “Jararaca”, seu mais novo espetáculo, que será apresentado gratuitamente no Teatro da USP (TUSP Maria Antônia), de 15 de outubro a 8 de novembro de 2026. As sessões acontecem de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. A temporada foi contemplada pelo edital de ocupação do TUSP de 2026.

Com dramaturgia do multiartista pernambucano Giordano Castro e direção do cearense Murillo Ramos, Jararaca parte dos últimos sete dias de vida de José Leite de Santana, o Jararaca, integrante do bando de Lampião. Após a frustrada invasão de Mossoró (RN), em 1927, Jararaca foi baleado, capturado, preso, torturado e assassinado pela polícia. Décadas depois, tornou-se uma figura reverenciada como santo popular na cidade potiguar.

É a partir dessa trajetória que o espetáculo investiga as relações entre memória, apagamento, violência e disputa de narrativas. Mais do que reconstruir um episódio histórico, a montagem pergunta quem tem o poder de decidir quais vidas serão lembradas, quais histórias permanecem e quais são empurradas para o silêncio.

Ao revisitar a morte de Jararaca, Jararaca desloca o episódio de 1927 para o Brasil contemporâneo e questiona a permanência de estruturas de violência de Estado. A pergunta “Quem mandou matar Jararaca? Quem mandou matar Marielle?” aproxima tempos e histórias distintas para provocar uma reflexão sobre os mecanismos que definem quais corpos podem ser eliminados, quais mortes ganham reconhecimento e quais são naturalizadas ou esquecidas.

A montagem também coloca em tensão a própria ideia de memória. Quem conta uma história? A partir de que lugar? O que acontece quando diferentes versões de um mesmo acontecimento entram em conflito? Ao levar para a cena uma figura que transitou da condição de cangaceiro perseguido à de santo popular, o espetáculo investiga como memória, mito, violência e poder participam da construção das narrativas sobre o passado.

Nesse movimento, o espetáculo também revisita criticamente os imaginários construídos sobre o Nordeste e o cangaço. Em vez de reproduzir uma imagem folclorizada do sertão, a montagem procura revelar as contradições de uma história atravessada por disputas, desigualdades e diferentes formas de violência. Recuperar essas memórias significa, assim, não apenas olhar para o passado, mas interrogar o país que permanece sendo construído a partir dessas histórias.

“Nos interessa ir além da imagem folclorizada do cangaço e do estereótipo do sertão. O espetáculo investiga as contradições dessa história e as violências que permanecem presentes na sociedade brasileira”, afirma o ator Nelson Albuquerque.

Ao colocar um corpo morto novamente em cena, Jararaca também reflete sobre o papel do teatro diante daquilo que a história oficial transforma em silêncio. A cena se torna espaço para reabrir histórias, confrontar versões e devolver presença a personagens e acontecimentos que permanecem disputando um lugar na memória coletiva.

Sobre o espetáculo

Jararaca investiga os últimos dias de vida de Jararaca, cangaceiro morto pela polícia e hoje reverenciado como santo popular em Mossoró (RN), tensionando as fronteiras entre memória, mito e apagamento histórico. A obra propõe um olhar crítico sobre as violências de Estado que atravessam passado e presente e sobre quem tem o direito de narrar a história.

A montagem lança perguntas inquietantes: quais vidas são marcadas para morrer? Quem tem o direito ao luto? Quem conta a história depois? E que outras versões ainda seguem soterradas pelo silêncio?

Jararaca estreou em maio de 2026, no Itaú Cultural, em São Paulo, e passou por Fortaleza, com apresentações no Festival Bora e no Teatro Carlos Câmara. A montagem é uma parceria entre o Grupo Pavilhão da Magnólia, o Itaú Cultural e o Hub Cultural Porto Dragão, equipamento do Governo do Estado do Ceará voltado à difusão, formação e articulação da produção artística e cultural cearense.

Em 2025, o Grupo Pavilhão da Magnólia recebeu o Prêmio Shell de Teatro, na categoria Destaque Nacional, pelo espetáculo A Força da Água.

Ficha Técnica

Concepção e Criação: Grupo Pavilhão da Magnólia

Dramaturgia: Giordano Castro

Direção: Murillo Ramos

Elenco: Silvianne Lima, Jota Junior Santos, Nelson Albuquerque e rudriquix

Trilha Sonora e Performance: rudriquix

Música “Sete”: Murillo Ramos

Música “Imã”: Ednardo

Música “Quem é ele”: Betto Douglas e Fernando Santos

Preparação Vocal: Thiago Nunes

Iluminação: Wallace Rios

Direção de Movimento: Clarissa Costa e Eder Soares

Direção de Arte, Objetos Cênicos e Vídeo: Daniel Torres

Cenografia: Rodrigo Frota

Figurinos: Themis Memória

Fotos: Tim Oliveira

Vídeos: Allan Diniz

Identidade Visual: Renan Costa Lima

Colaboração na Pesquisa: A Máscara de Teatro (Mossoró/RN)

Coordenação de Produção: Som e Fúria

Produção Executiva: Silvianne Lima e Jota Junior Santos

Apoio: Casa Absurda e Itaú Cultural

Coprodução: Hub Cultural Porto Dragão.

SERVIÇO:

Jararaca – Grupo Pavilhão da Magnólia

De 15/10 a 08/11

Quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h

TUSP Maria Antônia – Rua. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque, São Paulo – SP

Classificação: 16 anos | Capacidade: 100 lugares | Duração: 90 min | Gratuito

https://usp.br/tusp/em-cartaz/ https://www.instagram.com/tusp.teatrodausp/.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

“Domitila”: a paixão proibida de Dom Pedro I e a Marquesa de Santos em ópera de câmara no Theatro Municipal

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Apresentações acontecem nos dias 30 de outubro e 1º de novembro na Sala Mário Tavares. Fotos: Ana Clara Miranda.

A Sala Mário Tavares, anexo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, recebe nos dias 30 de outubro e 1º de novembro a ópera de câmara “Domitila”, do consagrado compositor João Guilherme Ripper. Com direção cênica de Isabel Guéron e a soprano Georgia Szpilman no papel-título, o espetáculo promete uma imersão na história de amor proibido entre o Imperador Dom Pedro I e sua grande paixão, Domitila de Castro, a Marquesa de Santos.

Baseada nas cartas apaixonadas que o imperador escreveu à sua amante, a ópera reconstrói o último dia de Domitila na corte, quando ela é forçada a se despedir do amado. O relacionamento, mantido entre 1822 e 1829, chegou ao fim por imposição da Casa dos Bragança, que determinou ao jovem imperador viúvo o casamento com uma princesa de estirpe real, D. Amélia de Leuchtenberg, em vez da mulher que amava.

Em cena, a cantora Georgia Szpílman interpreta uma Domitila de carne e osso, revisitando as memórias de um amor que começa com a paixão juvenil — o imperador assinava as cartas como “Demonão” e “Fogo Foguinho” — e se desgasta diante das obrigações políticas, até que ele se torna apenas “o Imperador”. A direção de Isabel Guéron conduz a personagem em um limbo espaço-temporal, onde ela arruma as malas e, presa em suas próprias lembranças, revive angústias, alegrias e decepções, em uma atmosfera densa e carregada de emoção.

A história das cartas também é digna de uma ópera. O combinado entre os amantes era de que fossem queimadas assim que lidas. Dom Pedro I cumpriu o acordo, mas Domitila, como se pode dizer, guardou todas as 94 cartas de sua grande paixão. Elas ficaram perdidas por décadas até serem encontradas pelo historiador Paulo Rezzutti na Hispanic Society of America, em Nova York, e hoje estão no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora.

A montagem, que tem direção musical de Maria Luisa Lundberg e conta com os instrumentistas Nayara Tamarozi (violoncelo) e Moises Santos (clarinete), é uma oportunidade de ouro para o público carioca entrar em contato com um importante episódio da história brasileira, humanizando uma de suas figuras femininas mais marcantes do século XIX. A ópera, que possui aproximadamente 60 minutos de duração, foi agraciada com o Prêmio Circuito Funarte de Música Clássica 2010 e tem feito sucesso também em Portugal e na Espanha, onde a crítica a descreveu como um espetáculo de “tratamento dramático de muito sucesso”.

Para Georgia Szpilman, Domitila é uma figura essencial na história do nosso país e enxerga que a mulher hoje ainda não conquistou o papel que lhe cabe na sociedade machista. “Durante sete anos, ela viveu uma relação intensa com Dom Pedro I, teve vários filhos com ele e, após a morte de Dona Leopoldina, passou a residir com o imperador no Solar da Marquesa, local de onde ele despachava os rumos do Brasil. Mas o que mais me impacta nessa trajetória é como ela foi, no fim, descartada. E isso me faz olhar para os dias de hoje e ver que a realidade não mudou: nós, mulheres, continuamos sendo usadas e deixadas de lado quando não convém. Essa não é uma questão do século XIX. É uma questão atual, urgente, viva. É por isso que canto Domitila: para lembrar que a mulher — amante ou não — sempre foi muito mais do que o papel que tentaram lhe dar”, destaca.

SERVIÇO:

Espetáculo “Domitila” (Ópera de Câmara)

Compositor: João Guilherme Ripper

Elenco: Georgia Szpílman (soprano), Maria Luisa Lundberg (piano), Nayara Tamarozi (violoncelo), Moises Santos (clarinete)

Direção Cênica: Isabel Guéron

Data e Horário: 30 de outubro, às 19h, e 1º de novembro, às 11h.

Local: Sala Mário Tavares (anexo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro)

Endereço: Rua Almirante Barroso, 14/16, Centro

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia), disponíveis na plataforma Feverup. Classificação Livre.

(Com Claudia Tisato/Matéria-Prima Comunicação e Arte)

Mafê estreia “Encantaria Brincante”, espetáculo que transforma memórias de infância em circo musicado

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Primeiro solo do multiartista, circense capoeirista e violinista, montagem une brincadeiras de rua à experiência cênica; apresentações gratuitas acontecem entre outubro e novembro em São Paulo. Fotos: Thiago Reis.

O multiartista, circense capoeirista e violinista Mafê estreia “Encantaria Brincante”, espetáculo de circo musicado que aproxima acrobacia, capoeira, brincadeiras de rua e música ao vivo. Primeiro trabalho solo do artista, a montagem será apresentada ao público pela primeira vez em um ensaio aberto no dia 17 de outubro no Complexo Cultural Funarte SP, e estreia oficialmente no dia 20 de outubro, no Centro Cultural Tendal da Lapa, como parte da programação do Festival SOLOS. Com apresentações gratuitas e classificação livre, o espetáculo circula por diferentes espaços da cidade de São Paulo até 8 de novembro.

Em cena, Mafê divide o palco com os musicistas Awórónké Lima e Uriã de Barros, que executam ao vivo a trilha autoral da montagem. Sem falas, Encantaria Brincante constrói sua dramaturgia por meio do corpo, da música, dos objetos e do jogo. Entre acrobacias, capoeira, teatro físico e brincadeiras de rua, a obra transforma memórias de infância em movimento e convida crianças, jovens e adultos a imaginar outras formas de brincar e estar junto.

A pesquisa que dá origem ao espetáculo parte da própria trajetória de Mafê, artista criado no Jaraguá, em São Paulo. Violinista, ele aproxima em sua pesquisa o violino e a rabeca de elementos do circo, da capoeira e das brincadeiras de rua. Em Encantaria Brincante, essa combinação ganha uma dimensão cênica, fazendo com que a música deixe de ser apenas acompanhamento e passe a integrar o próprio jogo proposto pelo espetáculo.

“O ‘Encantaria Brincante’ nasce das brincadeiras de rua que experienciei no Jaraguá e do encontro entre o violino e a capoeira, que sempre andaram juntos do meu corpo. Quis criar uma cena sem palavras, em que a música, o movimento e o jogo abrissem espaço para que cada pessoa, criança ou adulta, reconhecesse a própria infância e imaginasse outras formas de brincar e de estar junto”, afirma Mafê, criador, intérprete e diretor musical do espetáculo.

Com direção de Gui Awazu, da Trupe Baião de 2, a obra foi concebida para dialogar com públicos diversos e circular por diferentes contextos, incluindo espaços culturais e instituições de educação e assistência social. No dia 23 de outubro, a montagem será apresentada para crianças e adolescentes atendidos pelo CCA Cristo Rei, da Bompar, no Tatuapé. Em 3 de novembro, chega à EMEBS Prof. Mário Pereira Bicudo, escola municipal de educação bilíngue para surdos, em sessão com Libras. O projeto também prevê audiodescrição em apresentações acordadas para público cego ou com baixa visão.

A programação inclui ainda a oficina “Acrobacia em Movimento: Dançando a Capoeira”, conduzida por Mafê nos dias 27, 28 e 29 de outubro, das 10h às 12h, no Centro de Memória do Circo, no Centro Cultural Olido. Após cada apresentação, o público participa de um bate-papo de mediação com a equipe.

Sinopse | Uma infância reaparece em cenas de brincadeira, movimento e invenção. Com acrobacias, capoeira e música ao vivo, Mafê percorre lembranças e convida o público a entrar nesse universo. Encantaria Brincante celebra a liberdade de brincar e a possibilidade de reconhecer a si e aos outros com imaginação e afeto.

Ficha técnica

Concepção e criação: Mafê

Elenco: Mafê

Musicistas: Awórónké Lima e Uriã de Barros

Direção: Gui Awazu

Direção musical: Mafê

Figurino: Clara Prates

Cenografia: Lua Nucci

Identidade e design gráfico: Gaya Vieira

Produção: Lui Castanho

Assessoria de Imprensa: Marrese Assessoria

Realização: Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível

Este projeto foi contemplado pela 10ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Circo para a Cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

SERVIÇO:

“Encantaria Brincante” | Mafê

Ensaio aberto

Entrada gratuita

Data: 17 de outubro (sábado), às 18h

Local: Complexo Cultural Funarte SP | Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo/SP

Apresentações abertas ao público

Entrada gratuita

Data: 20 de outubro (terça-feira), às 20h

Local: Centro Cultural Tendal da Lapa (dentro da programação do Festival SOLOS) | Rua Guaicurus, 1100, Lapa, São Paulo/SP

Data: 8 de novembro (domingo), às 16h

Local: Centro de Memória do Circo (Centro Cultural Olido) | Avenida São João, 473, Centro, São Paulo/SP

Sessões em parceria com instituições

Data: 23 de outubro (sexta-feira), às 10h

Local: CCA Cristo Rei (Bompar) | Rua Maria Eugênia, 140/158, Tatuapé, São Paulo/SP

Data: 3 de novembro (terça-feira), manhã e tarde, com Libras

Local: EMEBS Prof. Mário Pereira Bicudo | Avenida Félix Alves Pereira, 73, Jardim Centenário, São Paulo/SP

Oficina “Acrobacia em Movimento: Dançando a Capoeira”, com Mafê

Gratuita

Datas: 27, 28 e 29 de outubro (terça a quinta-feira), das 10h às 12h

Local: Centro de Memória do Circo (Centro Cultural Olido) | Avenida São João, 473, Centro, São Paulo/SP

Classificação indicativa: Livre

Sobre Mafê

Mafê é multiartista, violinista e artista circense criado no Jaraguá, em São Paulo. Sua pesquisa aproxima violino e rabeca de capoeira, acrobacia, monociclo e brincadeiras de rua. Iniciou os estudos musicais no projeto A Música Venceu, estudou no Conservatório do Theatro Municipal e atuou em orquestras e em espetáculos de circo e música popular. “Encantaria Brincante” é seu primeiro espetáculo solo.

Em cena, Mafê divide o palco com Uriã de Barros – multi-instrumentista e trans não binário que pesquisa sonoridades contemporâneas e de estéticas afro brasileiras e que já integrou diversos projetos nas áreas de música, teatro e circo como compositor, arranjador e intérprete – e com Awórónké Lima, artista do corpo e da música que pesquisa danças e músicas malinké da Guiné, tambores batá, rumba cubana e toques de candomblé, e conduz o projeto Saberes Ancestrais. A direção é de Gui Awazu, artista circense da Trupe Baião de 2, grupo que pesquisa a perna de pau em diálogo com a cultura popular.

@mafe.violino

(Com Patrícia Marrese/Marrese Assessoria)

Exposição “Verdejando o Brasil” reúne arte têxtil e diferentes olhares sobre o país

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com curadoria de Estela Mota, mostra coletiva utiliza o verde como ponto de partida para representar natureza, cultura, cidades, música e símbolos brasileiros por meio do quilt. Fotos: Estela Mota.

O verde da Amazônia, das florestas e da natureza brasileira é o ponto de partida para a exposição de arte têxtil “Verdejando o Brasil”, que será apresentada durante a segunda edição da Criativa Campinas, de 4 a 7 de novembro, no Expo Dom Pedro, em Campinas. Com curadoria de Estela Mota, artista têxtil brasileira, reconhecida internacionalmente no segmento de Patchwork e Art Quilt, a mostra reúne trabalhos de artistas e artesãs que exploram diferentes técnicas de quilt para construir, de forma coletiva, diferentes retratos do Brasil.

A proposta parte de uma ideia simples: se o Brasil é reconhecido mundialmente por sua diversidade natural, o que aconteceria se essa identidade fosse traduzida em uma obra coletiva tendo o verde como elemento comum? Para criar essa representação, as participantes trabalham dentro de uma mesma paleta de cores, utilizando o verde como fio condutor para apresentar diferentes interpretações do país.

A exposição percorre temas como cidades, cultura, música, animais, plantas e ícones nacionais. Cada trabalho apresenta um olhar particular sobre esses elementos, ao mesmo tempo em que integra uma composição maior, construída a muitas mãos.

Mais do que reunir diferentes trabalhos em um mesmo espaço, “Verdejando o Brasil” propõe um exercício de criação coletiva, aproximando mestres e aprendizes e mostrando como uma mesma técnica pode ganhar diferentes formas e significados a partir do olhar de cada artista.

“O interessante de uma exposição como essa é justamente perceber como uma mesma proposta pode gerar interpretações tão diferentes. O trabalho coletivo mostra a força da arte têxtil e também cria uma oportunidade para o público conhecer técnicas, histórias e diferentes maneiras de representar o Brasil”, afirma Rita Mazzotti, diretora da WR São Paulo, responsável pela realização da Criativa Campinas.

A exposição integra a programação da Criativa Campinas 2026, feira de produtos e técnicas para artes e artesanato, que reunirá mais de 80 expositores em uma área de 6.000 m². Além das exposições, o evento contará com cursos gratuitos, demonstrações, produtos, materiais, ferramentas e novidades para diferentes segmentos das artes e do artesanato.

SERVIÇO:

Criativa Campinas 2026

Data: 4 a 7 de novembro de 2026

Local: Expo Dom Pedro

Endereço: Avenida Guilherme Campos, 500 – Bloco II – Jardim Santa Genebra, Campinas – SP, 13087-901

Horários: Das 11h às 18h

Ingressos:

Lote 01 – R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) – venda até 02/11/2026

Lote 02 – R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia) – venda de 03 a 07/11/2026

Durante o evento, os ingressos serão vendidos exclusivamente na bilheteria.

Restrições: Proibida a entrada de animais de estimação (Pets)

Outros detalhes: WR São Paulo.

(Com Estela Mota/Amazonas Comunicação)