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E se os mitos sobre o Conde Drácula forem verdade?

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

Um grupo de pesquisadores da Noruega recebe uma missão que parece até uma peça pregada pelos líderes da Comissão Organizadora da Expedição: viajar à Romênia em busca de informações e artefatos relacionados ao Conde Drácula. Os arqueólogos, antropólogos e historiadores convocados aceitam a tarefa com ceticismo, porém, um século depois da possível morte do vampiro mais famoso do mundo, eles partem para a Vila das Brumas, na região da Transilvânia, em busca de respostas para o mito.

Esse é o ponto de partida de Cem anos depois”, romance de suspense e mistério da autora Deyse O. S. que expande o universo criado por Bram Stoker. Na obra, as verdades sobre a figura por trás da lenda são incertas, mas os profissionais precisam reunir documentos – pergaminhos, diários, cartas, manuscritos e objetos antigos – para montar uma exposição intitulada “Draculheim” e realizada por um importante museu.

Dormiram mal, angustiados com os sentimentos estranhos dos últimos dias. Mas sabiam que a missão não acabaria com a volta à Noruega.

Algo os ligava àquela história de um modo que ainda não compreendiam.

Nem todos os segredos haviam sido revelados.

O mais sombrio… talvez já estivesse entre eles, à espera.

Paciente como a noite, aguardava o instante exato para se revelar.

E talvez… já fosse tarde demais. (Cem anos depois, p. 117)

Ao lado dos responsáveis pela missão, Haakon, Norabel, Odin, Alvis, Andress, Kristine, Berg e Henrik, os leitores imergem em uma aventura soturna e adentram o universo de Vila das Brumas, cujo mapa é apresentado nas primeiras páginas. Tão pequeno que tem apenas uma rua composta por uma taverna, a casa do padre, uma igreja, um colégio, um edifício público, um lago e um castelo, esse vilarejo transmite uma atmosfera de silêncio, solidão e assombro que percorre toda a narrativa.

Enquanto a publicação do escritor irlandês é um dos maiores clássicos da literatura gótica, este lançamento se aproxima dos gêneros de suspense e mistério. Com capítulos curtos repletos de reviravoltas e trechos de documentos antigos, cartas e diários, o livro desvela enigmas que provavelmente seriam melhores se tivessem permanecido sem respostas.

Ambientada em 1997, mas perpassando diferentes períodos históricos, a obra mantém fidelidade e coerência com os acontecimentos apresentados. A partir de uma extensa pesquisa documental sobre guerras, eventos do passado, descobertas arqueológicas e tecnologias de épocas distintas, a autora propõe uma história com uma multiplicidade de informações que se conectam como peças de um grande quebra-cabeça. “Em Cem anos depois, minha intenção é mostrar como o passado nunca deixa de existir completamente. Muitas histórias, lendas e acontecimentos permanecem vivos através do tempo, esperando alguém disposto a investigar e descobrir a verdade”, explica Deyse O. S.

FICHA TÉCNICA

Título: Cem anos depois

Autora: Deyse O. S.

Editora: LC Books

ISBN/ASIN: 978-65-84222-46-5

Páginas: 336

Preço: R$ 72,90 (físico) | R$ 14,90 (e-book)

Onde comprar: Amazon.

Sobre a autora: Leitora desde a infância e apaixonada por histórias de ficção, Deyse Oliveira de Souza estreia na literatura com o livro Cem anos depois e assina com o nome Deyse O. S. No romance que marca o início da sua carreira de escritora, ela expande o universo de Drácula a partir de uma trama sustentada por uma extensa pesquisa histórica e cultural. Enquanto também trabalha na área de T.I., segue desenvolvendo projetos literários voltados ao suspense policial e ao mistério.

Instagram: @deyse.os.escritora

Facebook: Deyse O. S. – Escritora

Tiktok: @deyse.os.escritora

Linktree: /deyse.os.escritora.

(Com Maria Clara Menezes/LC Agência de Comunicação)

Espetáculo sobre pernas de pau transforma trilha do Jaraguá em percurso poético pela memória da floresta

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Em uma caminhada guiada pela mata, árvores ganham voz, cipós conduzem histórias e o público é convidado a enxergar a floresta com outros olhos. Fotos: Geovane Rega.

De 18 e 23 de junho de 2026, com entrada gratuita e tradução em LIBRAS, o Grupo Flamingos (@flamingos.pernaltas) estreia seu novo espetáculo “Trilha do Silêncio” por meio do projeto contemplado pela 22ª edição do Programa VAI I da Prefeitura de São Paulo. As sessões acontecem no Parque Estadual do Jaraguá, tendo a própria paisagem como cenário, e também na Fábrica de Cultura Núcleo Taipas.

A montagem acontece ao longo da Trilha do Silêncio, percurso acessível do parque, e incorpora informações compartilhadas por monitores ambientais e pesquisadores da região. O resultado é uma experiência que aproxima arte e educação ambiental sem abrir mão da imaginação, da escuta e do encantamento.

O espetáculo itinerante combina circo, teatro e música para conduzir o público por uma narrativa inspirada na flora nativa do Pico do Jaraguá, um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica da capital paulista.

Na história, Fifi, uma imponente Figueira Branca, enfrenta uma crise alérgica provocada pela presença de espécies invasoras. Sozinha em meio à mata, encontra ajuda em Se-pá-quê, um cipó paulistano que a acompanha em busca de Samambaião, guardiã de antigos saberes capaz de revelar caminhos de cura escondidos no silêncio da floresta.

A narrativa ganha corpo literalmente nas alturas. Sobre pernas de pau, os artistas transformam árvores, cipós, raízes e elementos da vegetação em personagens vivos. A floresta deixa de ser apenas cenário e passa a ocupar o centro da cena. Os movimentos ampliam a escala dos corpos, criando imagens que dialogam com a verticalidade das árvores e com a dimensão quase invisível dos processos naturais que sustentam a vida.

O espetáculo nasceu a partir da relação construída pelo grupo com o Parque Estadual do Jaraguá. Durante pesquisas realizadas na região, os artistas mergulharam na história ambiental do território, em suas espécies nativas e nos movimentos de preservação que atuam na defesa da Mata Atlântica. Entre eles está o Projeto Pró Juçara, referência na recuperação de áreas degradadas e na valorização da biodiversidade local.

O projeto “Duo nas Pernas de Pau: Trilha do Silêncio” dá continuidade à trajetória iniciada pelo Grupo Flamingos no Programa VAI. Em sua pesquisa anterior, desenvolvida na edição 2024/25, o coletivo investigou a extinção de espécies animais do Pico do Jaraguá. Agora, o foco se volta para a vegetação nativa, sua resistência e sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas urbanos.

Informações: www.instagram.com/flamingos.pernaltas.

SERVIÇO:

Estreia – Espetáculo “Trilha do Silêncio”

Com Grupo Flamingos

Sinopse: Em uma noite úmida no Pico do Jaraguá, Fifi, uma enorme Figueira Branca, percebe que está com uma crise alérgica por conta de espécies invasoras da região. Fifi, uma árvore sozinha, não tem a quem recorrer. No entanto, uma figura muito desenrolada aparece em seu caminho: Se-pá-que, um cipó paulistano disposto a ajudá-la a achar Samambaião, a anciã que com sua sapiência será capaz de mostrar à Fifi como encontrar no silêncio da mata a sua cura. Duração: 50 minutos. Classificação Livre. Grátis. Acessibilidade: Tradução em LIBRAS nos dias 20 e 21 de junho.

Onde: Parque Estadual do Jaraguá – Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539, Vila Chica Luisa, São Paulo/SP

Espaço Aberto. Estacionamento: Sim.

18 de junho de 2026 (quinta-feira) – Sessões às 11h e 15h

21 de junho de 2026 (domingo) – Sessão às 14h

23 de junho de 2026 (terça-feira) – Sessões às 11h e 15h

Onde: Fábrica de Cultura Núcleo Taipas – Rua Joaquim Pimentel, 200, Cohab Taipas, São Paulo/SP

Espaço Aberto. Não possui estacionamento.

20 de junho de 2026 (segunda-feira) – Sessão às 15h30

Ficha Técnica – Direção Geral: Grupo Flamingos (Geovane Rega, Nádia Rodrigues e Yasmin Rainho). Elenco: Yasmin Rainho, Geovane Rega, Nádia Rodrigues, Giuliano Garutti. Dramaturgia: Isabela Rossi. Orientação Cênica: Dinho Hortêncio. Orientação Acrobática: Antônio Carneiro. Composição: Giuliano Garutti. Designer Gráfico: Adi Alves. Captação de Foto e Vídeo: Pedro Piai. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini de Souza. Interpretação em Libras: Luana Sales. Figurinos: Samantha Macedo.

(Com Luciana Gandelini de Souza)

Reynaldo Gianecchini apresenta “Um Dia Muito Especial” na PUCRS

Porto Alegre, RS, por Kleber Patricio

Espetáculo será encenado em Porto Alegre, com duas sessões em junho, no Salão de Atos da universidade. Fotos: Priscila Prade.

Os atores Reynaldo Giannechini e Maria Casadevall apresentam em Porto Alegre a peça “Um Dia Muito Especial”, uma adaptação do filme homônimo de Ettore Scola, estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni em 1977. As apresentações acontecem no Salão de Atos da PUCRS, nos dias 25 e 26 de junho, às 20h. Os ingressos podem ser adquiridos online pela plataforma Sympla, ou presencialmente no Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e no prédio 40 no campus da universidade.

Pela segunda vez adaptada para o teatro no Brasil, a narrativa retrata uma história de amor entre duas pessoas muito diferentes. Em 1938, enquanto Mussolini e Hitler firmam sua aliança política, Antonietta, uma dona de casa que vive um casamento marcado pelo machismo, conhece Gabriele, ex-locutor de rádio perseguido pelo regime fascista italiano por ser gay. Em meio a conversas sobre sonhos, frustrações e desejos, nasce uma amizade extraordinária e um amor platônico que mudará suas vidas para sempre.

A peça aborda temas como aceitação, amor, transformação, preconceitos e o papel da mulher na sociedade, convidando o público a refletir sobre o que nos conecta e nos afasta em um cenário de diferenças e limitações pessoais.

SERVIÇO:

O que: Espetáculo “Um Dia Muito Especial”, com Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall

Data: 25 e 26 de junho de 2026

Horário: 20h

Local: Salão de Atos da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 4)

Ingressos: Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla e presencialmente na PUCRS. As vendas acontecem no Museu de Ciências e Tecnologia e no Prédio 40, de terça a sexta, das 9h às 17h, e sábados e domingos, das 10h às 18h. Nos dias de apresentação do espetáculo, a bilheteria do Salão de Atos da PUCRS abre às 18h.

(Com Melissa Vasconcelos/PUC-RS)

Entre literatura, música e memória, “Ledores no Breu”, da Cia do Tijolo, é apresentado no Sesc Avenida Paulista

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Alécio Cesar/Divulgação.

Inspirado no pensamento de Paulo Freire e no texto “Confissão de Caboclo”, de Zé da Luz, “Ledores no Breu”, da Cia do Tijolo, acompanha histórias de pessoas que vivem à margem da leitura e da escrita no Brasil. Com poesia, música e narrativa popular, o espetáculo reflete sobre os diferentes sentidos do analfabetismo e sobre como a ausência de acesso à palavra impacta afetos, oportunidades e cidadania. As apresentações acontecem nos dias 17, 18 e 19 de junho, no Sesc Avenida Paulista.

Ao entrelaçar trajetórias distintas, a montagem questiona quem realmente consegue “ler o mundo” em uma sociedade marcada pela desigualdade. Há o homem que não lê e, mergulhado no breu, destrói aquilo que tem de mais precioso. Há também quem leia as palavras, mas não consiga compreender seus sentidos, perdido em um mar de informações desconectadas. E há ainda aqueles que dominam a leitura das letras, mas permanecem incapazes de interpretar a realidade ao redor. São muitos os ledores no breu.

O espetáculo propõe uma reflexão sobre o significado do analfabetismo nas grandes cidades brasileiras e sobre o valor da palavra em um mundo atravessado por exclusões sociais e preconceitos linguísticos. Entre a leitura das letras e a leitura do mundo, circulam personagens cujas histórias revelam as consequências da negação do acesso ao conhecimento.

Construído a partir de textos de Paulo Freire, Lêdo Ivo, Zé da Luz, Patativa do Assaré, Luiz Fernando Veríssimo e Frei Betto, além de canções de Cartola, Jackson do Pandeiro e Chico César, Ledores no Breu costura vozes, memórias e experiências para lançar luz sobre aqueles historicamente privados do direito à leitura.

Ficha Técnica

Atuação: Dinho Lima Flor e Karen Menatti | Direção: Rodrigo Mercadante | Assistência de Direção: Thiago França | Dramaturgia: Dinho Lima Flor, Rodrigo Mercadante | Preparação Ator e Corpo: Joana Levi | Projeto de Luz: Milton Morales, Thiago França e Dinho Lima Flor | Trilha Sonora: Dinho Lima Flor | Produção: Suelen Garcez | Designer Gráfico: Fábio Viana

SERVIÇO:

espetáculo | Ledores no Breu

com Cia do Tijolo

Dias: 17, 18 e 19 junho de 2026. Quarta e quinta, 20h às 21h. Sexta, 17h às 18h.

Acessibilidade: Libras em todas as sessões.

Local: Térreo

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: Livre

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (Meia) e R$ 15 (Credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 9/6, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 10/6, às 17h.

SESC AVENIDA PAULISTA

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo

Fone: (11) 3170-0800

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade:

Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Fernanda Porta Nova/Assessoria de Imprensa Sesc Avenida Paulista)

 

Balé da Cidade de São Paulo estreia segunda temporada com as obras inéditas “Coro Umbral” e “até que se abra tudo”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Coreografia “Coro Umbral”. Fotos: Larissa Paz.

Em sua segunda temporada de 2026, após uma turnê de grande sucesso no México, entre os dias 20 e 28 de junho, o Balé da Cidade de São Paulo apresenta duas estreias: “Coro Umbral”, da coreógrafa Andrea Peña, e até que se abra tudo”, de Michelle Moura. As apresentações serão realizadas nas datas: 20, sábado, e 21, domingo, às 17h; 25, quinta-feira, e 26, sexta-feira, às 20h; 27, sábado, e 28, domingo, às 17h, na Sala de Espetáculos. Os ingressos custam de R$13 a R$100, a classificação é de 16 anos e a duração aproximada é de 90 minutos, com intervalo.

Segundo Andrea Peña, a coreografia de Coro Umbral “se desdobra como um encontro coreográfico em que corpos se reúnem à beira da transformação”. A artista acredita que a obra parte de imaginários latino-americanos, arquiteturas rituais e forças estéticas do Sul Global para construir “uma paisagem em constante deslocamento, na qual o corpo coletivo se torna simultaneamente indivíduo e monumento”.

Ela explica que, interpretada por um grande elenco, a obra acompanha estados de acúmulo, resistência e ressurgimento. “Os corpos se fundem, fraturam, sustentam e desestabilizam uns aos outros por meio de sistemas coreográficos densamente físicos, que borram as fronteiras entre indivíduo e coro; entre caos e cerimônia”, pontua.

Coro Umbral tem direção e concepção de Andrea Peña, e assistência de coreografia de Rebecca Margolick. A trilha sonora é assinada por Rodolfo Rueda (CIBER1A) e Coppélia LaRoche-Francoeur. A iluminação é de Caetano Vilela, com assistência de Nicolas Marchi; a cenografia é de Jonas Soares, com adereço de cenografia de Victor Ley e costura de cenário de Enrique Casas. O figurino é de Marina Dalgalarrondo, com assistência de Gabrielle Gobetti, e a perucaria é de Malonna.

Andrea Peña é uma artista multidisciplinar, nascida na Colômbia e radicada em Montreal, que articula coreografia, design e arte instalativa. Fundadora e diretora artística da Andrea Peña & Artists (2014), desenvolve uma prática que investiga interseções entre corpos, materialidades e singularidades em contextos performativos, marcada por sua herança indígena e formação em design industrial e moda.

Sobre a criação de até que se abra tudo, Michelle Moura afirma que “o corpo é matéria porosa” e que “somos constantemente atravessados por forças que nos sustentam e às quais não controlamos”. Segundo ela, a obra parte da ação de abrir como elemento mobilizador da gestualidade, dos estados emocionais e da coreografia. “Além de um ato físico, abrir é um processo de transformação e metamorfose”, diz.

A coreógrafa relaciona a obra a um contexto em que emoções e desejos são constantemente explorados. “Num tempo em que emoções e desejos são extraídos e capitalizados, servindo de combustível a uma máquina extenuante, o petróleo e o lítio somos nós. O buraco na terra é o buraco no peito”, afirma.

Michelle Moura descreve ainda a cena como um conjunto de “corpos em bando inclinados na beira de um abismo”, em uma trajetória marcada por pulsações, metamorfoses sutis e composições em que “o espelho humano oscila e desconhece suas formas”.

Além da concepção e coreografia de Michelle Moura, a obra tem dramaturgia de Maikon K e assistência de coreografia de Clarissa Rêgo. A trilha sonora e execução ao vivo ficam a cargo de Kaj Duncan. O design de luz é assinado por Mirella Brandi, o figurino por Thales Cristovão e o acompanhamento de luz por Giorgia Tolaini.

Michelle Moura, bailarina e coreógrafa brasileira radicada em Berlim, começou sua formação em dança na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), continuou no CNDC d’Angers (França) e Das Choreography (Holanda). Em suas coreografias, explora deslocamentos ligados às representações do feminino e do humano, criando composições marcadas por repetições, distorções e estados de estranhamento.

Novo diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo

Coreografia “até que se abra tudo”.

No início do mês de junho, o Balé da Cidade de São Paulo foi apresentado ao seu novo diretor artístico Luiz Fernando Bongiovanni. Bailarino por mais de 20 anos, metade deles passados na Europa: Cullberg Ballet e Ballet da Ópera de Gotemburgo, na Suécia; Scapino Ballet, na Holanda; e Ballet da Ópera de Zurique, na Suíça. Antes disso, atuou no Brasil, no Balé da Cidade de São Paulo. Trabalhou com coreógrafos como Mats Ek, William Forsythe, Jiří Kylián, Ohad Naharin, Nacho Duato, Oscar Araiz, Luis Arrieta, Jacopo Godani, Didi Veldman, entre outros.

Desde que retornou ao Brasil, em 2004, trabalha na coordenação de projetos culturais, na execução de oficinas de improvisação e composição, e como coreógrafo em companhias como o Balé da Cidade de São Paulo, São Paulo Companhia de Dança, Balé Municipal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Balé Teatro Guaíra, Balé Teatro Castro Alves, Balé da Cidade de Niterói e Corpo de Baile Jovem do Theatro Municipal.

Tem também realizado trabalhos fora do país, no Balé Nacional Chileno, em Santiago, e nos balés Hagen e im Revier, na Alemanha. É diretor e coreógrafo do Núcleo de Pesquisas Mercearia de Ideias, grupo dedicado à investigação em dança e artes cênicas. No âmbito da gestão pública, foi mestre de balé (2008) e diretor assistente (2009) do Balé da Cidade de São Paulo, e coordenador artístico da Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo (2019).

De 2021 a 2026, dirigiu o Balé Teatro Guaíra. Além da gestão artística e administrativa da companhia, criou obras de destaque do repertório, entre elas Romeu e Julieta, Carmen, O Lago dos Cisnes, Lendas Brasileiras, O Quebra-Nozes e Orfeu e Eurídice. Em 2025, o Balé Teatro Guaíra recebeu o Prêmio APCA de Melhor Elenco sob sua direção. No âmbito acadêmico, é graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em Artes da Cena, área de concentração em Teatro, Dança e Performance, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

SERVIÇO:

Coro Umbral e até que se abra tudo

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO

Datas e horários

20 de junho (sábado), às 17h

21 de junho (domingo), às 17h

25 de junho (quinta-feira), às 20h

26 de junho (sexta-feira), às 20h

27 de junho (sábado), às 17h

28 de junho (domingo), às 17h

Coro Umbral 

Direção e concepção

Andrea Peña

Coreografia

Andrea Peña e elenco

Assistência de coreografia

Rebecca Margolick

Trilha sonora

Coppélia LaRoche-Francoeur e Rodolfo Rueda CIBER1A

Design de luz

Caetano Vilela

Assistente de iluminação

Nicolas Marchi

Cenografia

Jonas Soares

Adereço de cenografia

Victor Ley

Costuras de cenário

Enrique Casas

Figurino

Marina Dalgalarrondo

Assistente de figurino

Gabrielle Gobetti

Perucaria

Malonna

Elenco

Alyne Mach, Bruno Rodrigues, Camila Ribeiro, Carolina Martinelli, Cléia Santos, Fernanda Bueno, Isabela Maylart, Leonardo Hoehne Polato, Leonardo Silveira, Luiz Oliveira, Manuel Gomes, Marcel Anselmé, Marcio Filho, Marina Giunti, Odu Ofá, Renée Weinstrof e Victor Hugo Vila Nova.

até que se abra tudo 

Direção, concepção e coreografia

Michelle Moura

Pesquisa dramatúrgica

Maikon K

Assistência de coreografia

Clarissa Rêgo

Trilha sonora

Kaj Duncan

Gravação e mixagem de som

Rodrigo Lemos

Design de luz

Mirella Brandi

Supervisão de luz

Muep Etmo

Acompanhamento de luz

Giorgia Tolaini

Figurino

Thales Cristovão

Assistente de figurino

Mauricio Schneider

Elenco
Ana Beatriz Nunes, Ariany Dâmaso, Cleber Fantinatti, Erika Ishimaru, Fabiana Ikehara, Fabio Pinheiro, Gutielle Ribeiro, Harry Gavla, Jéssica Fadul, Leonardo Muniz, Luiz Crepaldi, Marisa Bucoff, Rebeca Ferreira, Renata Bardazzi e Silvia Kamyla.

Ingressos de R$ 13 a R$ 100 (inteira)

Duração de aproximadamente 1h40 (com intervalo)

Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos – pode conter histórias com consumo de drogas explícito, agressão física acentuada e insinuação de sexo acentuada.

(Com André Santa Rosa/Theatro Municipal)