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Em setembro, concerto “Luz e Sombra”, do Coral Paulistano, conduz público por diferentes paisagens sonoras

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Coral Paulistano. Fotos: Rafael Salvador.

No dia 24, quinta-feira, às 20h, acontece o concerto “Luz e Sombra”, do Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira e Isabela Siscari, na Sala do Conservatório do Theatro Municipal de São Paulo. O repertório percorre diferentes épocas da música vocal, da polifonia renascentista às criações apresenta uma imersão sonora pela riqueza, exuberância e refinamento da música vocal italiana dos séculos XVI e XVII. Os ingressos custam R$50, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Entre as obras apresentadas, “Exaudi Domine a 16 vozes”, de Giovanni Gabrieli; “Ridon’ hor per le piagge”, de Maddalena Casulana, “Water Night”, de Eric Whitacre; “Agua Nocturna”, de Silvia Berg; “O dolorosa gioia”, de Carlo Gesualdo, e “Sound Patterns”, de Pauline Oliveros, entre outras.

Isabela Siscari e Maíra Ferreira.

Segundo Isabela Siscari, regente do espetáculo ao lado de Maíra, Luz e Sombra tem um programa que explora os contrastes. Luz e Sombra propõe um percurso por diferentes paisagens sonoras, construído a partir de escolhas musicais e textuais que encontram na música coral um campo privilegiado de expressão”, explica.

“O programa explora contrastes de luminosidade, estilos e atmosferas poéticas, aproximando obras do Renascimento e do início do Barroco de composições dos séculos XX e XXI, revelando como luz e escuridão, dia e noite, prazer e dor atravessam a criação coral ao longo dos séculos e chegam até os dias de hoje”, finaliza.

Por meio de obras de compositores contemporâneos como Eric Whitacre, Silvia Berg, Tania León e Pauline Oliveros, o público é convidado a experimentar diferentes possibilidades da voz na construção do misterioso, do noturno, do profundo e do poético, em paisagens que evocam desde a natureza até a vastidão do universo em contraste com a pequenez humana.

Maíra Ferreira, regente do Coral Paulistano.

A luminosidade e os elementos da natureza encontram diferentes formas de expressão nas obras de Luca Marenzio, Claudio Monteverdi e György Ligeti, em que imagens do sol, das águas, da noite e da manhã transformam a paisagem e a passagem do tempo em matéria poética e musical. A dramaticidade se apresenta também em dimensões espirituais e profundamente humanas, nas obras de Carlo Gesualdo, Maddalena Casulana e Giovanni Gabrieli, assim como no conjunto de peças de Jaakko Mäntyjärvi sobre textos de Shakespeare.

SERVIÇO:

Luz e Sombra

Patrocínio Scotiabank

CORAL PAULISTANO

Maíra Ferreira, regência

Isabela Siscari, regência

24 de setembro, quinta-feira, 20h

Sala do Conservatório, Praça das Artes

Ingressos R$50 (inteira)

Classificação livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária

Duração total: aproximadamente 60 minutos, sem intervalo

Repertório:

GIOVANNI GABRIELI

Exaudi Domine a 16 vozes [6’]

MADDALENA CASULANA

Ridon’ hor per le piagge [3′]

ERIC WHITACRE

Water Night [5’]

SILVIA BERG

Agua Nocturna [8’]

CARLO GESUALDO

O dolorosa gioia [4’]

PAULINE OLIVEROS

Sound Patterns [4’]

TANIA LEÓN

El sendero ancho [4’]

CLAUDIO MONTEVERDI

Ecco mormorar l’onde [4’]

LUCA MARENZIO

Scaldava il sol [3’]

JAAKKO MÄNTYJÄRVI

Four Shakespeare Songs [13’]

GYÖRGY LIGETI

Éjszaka és Reggel [4’].

(Com André Santa Rosa/Assessoria de Imprensa do Theatro Municipal)

Aldeia Guarani Jejy-Ty, em SP, inaugura primeiro Centro Cultural próprio

Iguape, SP, por Kleber Patricio

Recurso de incentivo à cultura transforma espaço da escola em sede própria para preservação da cultura Guarani Mbya com capacidade para 100 pessoas. Fotos: Divulgação.

A Aldeia Jejy-Ty, comunidade Guarani Mbya, localizada em Iguape, no Vale do Ribeira (SP), inaugura seu primeiro Centro Cultural próprio, construído com recursos do Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo. O projeto marca uma mudança estrutural para a comunidade: até então, oficinas, rodas de conversa e apresentações culturais aconteciam no espaço e no pátio da escola local, sem uma sede específica.

“Antes nós utilizávamos espaços da escola, como o pátio para a realização das atividades culturais como canto, a dança”, relembra o cacique Leonardo da Silva, liderança da Aldeia Jejy-Ty. Com a aprovação do projeto junto ao ProAC, a comunidade da Aldeia Jejy-Ty conseguiu recursos para erguer uma construção estruturada especificamente para atender a demanda cultural dos indígenas.

Um espaço pensado para durar

A obra de construção do centro cultural utilizou madeira tratada e estrutura com pilares de ferro e fibra de vidro — escolha, segundo Leonardo, feita para garantir maior durabilidade ao centro cultural. O espaço, com capacidade para 100 pessoas, contará com salas para reuniões, ensaios e apresentações, sala de aula equipada com laptops, sala de projeção, refeitório, banheiros e um minimuseu com exposição de fotos, arte e objetos históricos.

Agora, com a sede própria, o Centro Cultural terá programação semanal de sexta a domingo, com oficinas de artesanato, música, audiovisual, gastronomia indígena e pintura corporal, além de apresentações culturais e atividades físicas tradicionais, como a Dança Tangará e a Dança dos Xondaros. Durante a semana, o centro funcionará como ponto de encontro para a comunidade e visitantes.

Calendário de eventos e fortalecimento comunitário

O centro também sediará seis eventos anuais de relevância para a cultura Guarani — entre eles, o Ano Novo Guarani, a Semana do Índio e o Encontro de Jovens Lideranças. Ao longo dos 18 meses de funcionamento previstos pelo projeto, a expectativa é impactar diretamente entre 1.500 e 2.000 pessoas.

“Nossa expectativa é realizar encontros de jovens, de mulheres, encontros de liderança — é muito importante trazer essa formação para nossos jovens e para as mulheres, para fortalecer cada vez mais a nossa comunidade. Também queremos viabilizar a exposição e venda de artesanato, para que a comunidade consiga gerar renda”, afirma o cacique. Saiba mais sobre a Aldeia em https://jejyty.com.br/.

O papel das leis de incentivo

O Centro Cultural da Aldeia Jejy-Ty é um exemplo direto de como mecanismos de fomento como o ProAC funcionam como ponte entre comunidades tradicionais e infraestrutura cultural historicamente inacessível. Sem espaço próprio, aldeias como a Jejy-Ty dependiam de estruturas emprestadas — escolas, pátios, espaços ao ar livre — para manter viva sua produção cultural.

Com o financiamento, a comunidade não apenas constrói um espaço físico, mas garante também 18 meses de funcionamento, o que assegura continuidade às atividades e ao trabalho de preservação da cultura Guarani Mbya para as próximas gerações.

(Com Ellen Fernandes/EBF Comunicação)

MASP promove Semana Paulista de Dança com espetáculos gratuitos

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Balé Guaíra. Foto: Vitor Dias.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 16 a 20 de setembro, a 8ª edição da Semana Paulista de Dança, com 12 espetáculos gratuitos. A programação reúne companhias e artistas de diferentes trajetórias, gerações e linguagens, colocando em diálogo nomes reconhecidos da dança brasileira e diferentes perspectivas da produção contemporânea. “A ideia é ampliar o olhar para a dança e aproximar também quem não está necessariamente familiarizado com essa linguagem. A programação foi pensada não apenas para o público da dança, mas para todos os curiosos e interessados em descobrir diferentes formas de movimento e expressão”, comenta Anselmo Zolla, curador e idealizador da Semana Paulista de Dança, criada em 2018 com o propósito de aproximar a cidade da dança por meio de uma programação diversa e acessível.

Entre os destaques da programação está “Piquenique, variações amorosas”, da Marcia Milhazes Companhia de Dança, que apresenta cenário inédito concebido pela artista Beatriz Milhazes. Desenvolvido especialmente para a montagem, o painel estabelece um diálogo visual com a coreografia e contribui para a construção da atmosfera onírica do espetáculo, que aborda as relações afetivas e o universo emocional de um casal.

Studio3, espetáculo OUTROS TOMs.

A semana apresenta ainda diferentes abordagens e linguagens da dança. Entre os trabalhos estão uma homenagem a Caetano Veloso, uma releitura contemporânea da valsa, uma criação inspirada na trajetória dos imigrantes japoneses no Brasil, o Grand Pas de Deux de “Dom Quixote”, uma coreografia que explora a aroeira como símbolo de resistência e uma nova leitura de “Carmen”, de Georges Bizet, que aproxima o balé clássico da dança contemporânea em uma atmosfera latino-americana.

Pela primeira vez, a programação inclui também uma conversa sobre a cena da dança brasileira, no domingo, 20 de setembro, às 14h. O encontro reúne artistas e profissionais do setor para discutir a produção, os desafios e as perspectivas da dança no país, promovendo um espaço de reflexão e troca.

A programação tem patrocínio da Klabin e conta com a participação das companhias Focus Cia de Dança, Marcia Milhazes Companhia de dança, Studio3 Cia de Dança, Balé Guaíra, Galpão 1, São Paulo Companhia de Dança, São Paulo Escola de Dança e Cia de Dança Thiago Soares. A retirada de ingressos acontece duas horas antes de cada apresentação, de forma presencial. No sábado, basta retirar um ingresso único para assistir a todos os espetáculos no Vão Livre do MASP.

Confira a programação completa:

Quarta-feira, 16 de setembro

MASP Auditório | 20h

Focus Cia de Dança

Espetáculo Carlota

Com coreografia de Alex Neoral, a apresentação homenageia Regina Sauer, Giselle Tápias, Deborah Colker e Carlota Potella (1950–2024), enquanto investiga novas possibilidades do movimento contemporâneo a partir do encontro entre a dança e a música de Astor Piazzolla. Em cena, dez bailarinos ressignificam referências do tango em solos, duos e composições coletivas. A força dos movimentos da Focus se encontra com as nuances do bandoneón de Piazzolla, em uma experiência que transita entre momentos dramáticos e luminosos e aborda temas como o abandono e a intensidade das relações humanas.

Quinta-feira, 17 de setembro

MASP Auditório | 20h

Marcia Milhazes Companhia de dança

Espetáculo Piquenique, variações amorosas

A obra mergulha no universo emocional de um casal, interpretado pelos bailarinos Ana Amélia Vianna e Domenico Salvatore, em uma narrativa de amor, fantasia e descobertas. Ao som de clássicos do cancioneiro romântico brasileiro das décadas de 1930 e 1940, com vozes como Carmen Miranda, Clementina de Jesus, Orlando Silva, Francisco Alves, Lamartine Babo e Pixinguinha, a montagem explora relações entre memória, cultura e afetos. O espetáculo conta ainda com um cenário inédito de Beatriz Milhazes, um painel de 9,5 metros de extensão por 6 metros de altura, que cria uma atmosfera onírica e misteriosa em diálogo com a coreografia.

Sexta-feira, 18 de setembro 

MASP Auditório | 20h

Studio3 Cia de Dança

Espetáculo Deixa eu dançar

A partir da trajetória de Caetano Veloso, a montagem transforma sua obra em movimento e som para construir um retrato do Brasil marcado pelos contrastes entre passado e futuro, popular e erudito, ordem e desordem. A criação combina referências à transgressão tropicalista e à dimensão introspectiva do artista, celebrando a arte como espaço de resistência, invenção e liberdade.

Sábado, 19 de setembro

Vão Livre | 14h

Studio3 Cia de Dança

Espetáculo OUTROS TOMs

O espetáculo OUTROS TOMs propõe uma imersão no universo menos conhecido de Antônio Carlos Jobim, revelando o sinfonista e orquestrador que vai além do criador da Bossa Nova. A apresentação convida a redescobrir o maestro, evidenciando sua riqueza musical em contextos que se afastam do lugar-comum, conectando sua obra a paisagens simbólicas do Brasil e ao legado de grandes nomes da cultura nacional. OUTROS TOMs reafirma a importância de unir música e movimento em um espetáculo que explora os diferentes “tons” de Jobim. O espetáculo traz obras de Tom Jobim com arranjos originais de Claus Ogerman, Nelson Riddle, Eumir Deodato e do próprio Jobim.

Galpão 1

Espetáculo Arigatô Sayonara

Memória, identidade e resiliência atravessam uma narrativa de dança sobre a trajetória dos imigrantes japoneses no Brasil. Inspirado na história familiar da coreógrafa e diretora, o espetáculo combina dança contemporânea e jazz para transformar em movimento as experiências de despedida, viagem, adaptação e encontro entre as culturas japonesa e brasileira. Com uma atmosfera sensorial marcada pela música, iluminação e expressividade dos bailarinos, a montagem celebra a força, a tradição e os processos de transformação e pertencimento.

São Paulo Companhia de Dança

Espetáculo Grand Pas de Deux de Dom Quixote

Inspirada na obra de Miguel de Cervantes, a montagem acompanha as aventuras de Basílio, um jovem barbeiro, e seu amor por Kitri, filha de um taberneiro. O Grand Pas de Deux de “Dom Quixote”, coreografado por Marius Petipa (1818–1910), retrata o casamento dos protagonistas em um dos momentos marcantes do clássico balé.

São Paulo Escola de Dança

Espetáculo Aroeira

A apresentação combina elementos do jazz dance e movimentos percussivos em uma coreografia marcada pelo ritmo e pela fisicalidade dos bailarinos. Inspirada na árvore que dá nome à obra, a montagem explora o florescimento como metáfora para renascimento, resistência e transformação, criando uma experiência vibrante em que corpos se entrelaçam, se expandem e reinventam suas formas de existir.

Balé Guaíra

Espetáculo STOL – uma questão de confiança

A palavra dinamarquesa “Stol” significa cadeira e confiança, e essa dupla acepção orienta a obra, que explora a relação entre aquilo que o ser humano constrói e o que permanece orgânico. Em cena, a cadeira simboliza o universo da indústria, da técnica e da matéria, enquanto os bailarinos expressam a natureza e a cultura. Essa tensão coloca em fricção diferentes formas de existência e questiona a possibilidade de sustentar a confiança entre esses dois mundos diante das transformações e crises do presente.

MASP Auditório | 20h

São Paulo Companhia de Dança

Espetáculo Atômico

Partindo da efervescência cultural nordestina, o espetáculo tem como ponto de partida o maracatu de baque virado, expandindo-se em camadas sonoras que dialogam com a música eletrônica. Essa fusão transita pelo manguebeat, rock, hip-hop e pulsos eletrônicos, estabelecendo conexões entre diferentes universos e evidenciando a miscigenação como força estética e política. O corpo torna-se ponto de encontro entre a tradição e a contemporaneidade.

São Paulo Escola de Dança

Espetáculo Quando o sol encontrou com a Lua

Um dueto de dança que combina narrativa e elementos de um pequeno filme coreográfico ou de uma história em quadrinhos para contar o encontro entre Sonny, o Sol, e Luna, a Lua. Ao som de três clássicos do grupo The Platters — For the First Time, My Dream e Smoke Gets in Your Eyes —, a música conduz a ação e acompanha a descoberta dos sentimentos entre os dois personagens. Em um universo surrealista, a obra aborda o primeiro amor e as experiências que o acompanham: a descoberta do outro, o impacto dos afetos e o desejo de amar pela primeira vez.

São Paulo Escola de Dança

Espetáculo Aroeira

A apresentação combina elementos do jazz dance e movimentos percussivos em uma coreografia marcada pelo ritmo e pela fisicalidade dos bailarinos. Inspirada na árvore que dá nome à obra, a montagem explora o florescimento como metáfora para renascimento, resistência e transformação, criando uma experiência vibrante em que corpos se entrelaçam, se expandem e reinventam suas formas de existir.

Domingo, 19 de setembro

Espaço multiuso II Pietro | 14h

Diálogos da Cena

Com Inês Bogea, Fábio Namatame e Wagner Freire.

MASP Auditório | 17h

Balé Guaíra

Espetáculo Tempo de movimento

A programação reúne três espetáculos que exploram, por diferentes perspectivas, as relações entre corpo, tempo, memória e transformação. Em Unwaltz – Isso não é uma valsa, a tradição da valsa ganha uma leitura contemporânea a partir de seus elementos essenciais em diálogo com a música de Johann Strauss II. Em Sospiri ou Sobre a finitude, a dança investiga os instantes de passagem e encerramento que atravessam a existência, em diálogo com a melancolia delicada da composição homônima de Edward Elgar. Já Stol – uma questão de confiança coloca em tensão o mundo construído e o universo orgânico por meio da relação entre corpo e objeto, questionando a possibilidade de confiança entre natureza, cultura e aquilo que o ser humano transforma.

Cia de Dança Thiago Soares

Espetáculo Carmem, perigosamente livre

Inspirada na obra de Georges Bizet, a montagem apresenta uma releitura contemporânea de “Carmen”, ambientada em uma atmosfera latino-americana e centrada em uma mulher livre, intensa e indomável. A coreografia combina a técnica do balé clássico à expressividade da dança contemporânea para explorar temas como desejo, poder, liberdade e destino. Com forte impacto visual e dramático, a criação atualiza um dos grandes clássicos da música e da dança a partir de uma perspectiva brasileira e contemporânea.

SERVIÇO:

8ª Semana Paulista de Dança

Direção artística e curadoria: Anselmo Zolla

16/9 – 20/9/2026

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 e 1510 – Bela Vista – 01310-200 São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Todos os espetáculos são gratuitos, com retirada de ingressos no local duas horas antes. Não é necessária a retirada de ingressos para as apresentações realizadas no Vão Livre.

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: MASP)

Do Atacama ao Salar de Uyuni: como é a travessia que conecta Chile e Bolívia

Atacama, Chile, por Kleber Patricio

Em roteiro de sete noites, Singular Luxury Travel apresenta uma jornada com aclimatação progressiva, guias privativos, lodges exclusivos e experiências personalizadas em uma das regiões mais remotas e elevadas da América do Sul. Fotos: Divulgação.

A travessia entre o deserto do Atacama, no Chile, e o Salar de Uyuni, na Bolívia, combina paisagens de alta altitude, diferentes ecossistemas e uma operação que exige planejamento e conhecimento da região. Para conhecer de perto esse produto, Lívia Trento, sócia-fundadora da Singular Luxury Travel, agência-boutique de viagens com roteiros personalizados, realizou a experiência de sete noites com o Explora, em uma jornada que começou em San Pedro de Atacama, no Chile, e terminou no Salar de Uyuni, na Bolívia.

A experiência tem início no Explora Atacama, onde o hóspede permanece por, no mínimo, três noites antes de iniciar a travessia. A etapa é fundamental para a aclimatação à altitude e permite que o roteiro seja construído de acordo com o preparo físico e os interesses de cada viajante. As explorações são realizadas em diferentes níveis de altitude, em um processo progressivo antes da entrada em território boliviano, onde o percurso chega a aproximadamente 5 mil metros acima do nível do mar.

“É uma viagem que exige disposição, principalmente porque existe uma conexão muito forte com a natureza e são realizadas caminhadas em diferentes níveis de dificuldade. Mas o Explora tem uma operação muito bem estruturada e consegue adaptar as experiências de acordo com o perfil de cada hóspede”, afirma Lívia.

No Explora Atacama, a proposta segue o modelo de experiência completa da marca, com hospedagem, café da manhã, almoço, jantar, bebidas selecionadas, além de refeições, snacks e piqueniques realizados durante as explorações. O hóspede também pode optar entre experiências de meio período ou de dia inteiro, de acordo com o roteiro e a distância percorrida.

A travessia para a Bolívia é realizada com estrutura própria e acompanhamento durante todo o percurso. Após a passagem pela fronteira, os veículos utilizados no Chile são substituídos por carros 4×4 preparados para a operação boliviana. Cada veículo atende duas pessoas e conta com motorista e guia privativos, além de equipamentos de segurança, oxigênio, kit de primeiros socorros, água e alimentos disponíveis durante os deslocamentos.

A operação também contempla o acompanhamento individualizado durante as explorações. Ao final de cada dia, o guia apresenta as possibilidades para o dia seguinte e monta o roteiro considerando interesses, condicionamento físico e disposição do hóspede. É possível escolher entre caminhadas mais curtas ou longas e ajustar o nível de dificuldade ao longo da viagem.

“Esse é um dos grandes diferenciais. Você tem um guia que acompanha a viagem do início ao fim e entende o seu perfil. Não é simplesmente seguir um roteiro pronto. Existe uma construção diária da experiência”, explica Lívia.

Na Bolívia, a hospedagem é realizada nos lodges do Explora, instalados em pontos estratégicos do percurso. O Ramaditas e o Chituca, por exemplo, possuem quatro quartos cada e contam com áreas comuns para as refeições. A proposta mantém a operação da marca em uma estrutura menor e adaptada às características remotas da região. Os lodges não precisam estar completamente ocupados para que a travessia aconteça, e a operação está disponível ao longo do ano, mediante consulta de disponibilidade.

Durante a viagem de Lívia, foram realizadas uma noite no Ramaditas e uma no Chituca, antes da chegada ao Salar de Uyuni. As duas estruturas possuem configuração semelhante, mas estão inseridas em paisagens distintas: enquanto o primeiro tem vista para uma lagoa, o segundo está cercado por grandes cactos milenares.

A alimentação acompanha a proposta de cada lodge. As refeições são preparadas diariamente e incluem opções de proteínas, saladas e carboidratos, além de entradas, sobremesas e bebidas. Restrições alimentares e alergias podem ser informadas previamente para adaptação do serviço.

O ponto alto da travessia é a chegada ao Salar de Uyuni, considerado o maior deserto de sal do mundo, com aproximadamente 12 mil quilômetros quadrados. A região concentra algumas das paisagens mais marcantes do percurso e permite diferentes formas de exploração, incluindo caminhadas, passeios de bicicleta e experiências ao ar livre.

Durante a experiência, Lívia realizou uma caminhada na Isla del Pescado, a cerca de 4.700 metros de altitude, seguida de um almoço montado pelo Explora no próprio Salar. Em outro momento, fez um passeio de bicicleta de aproximadamente oito quilômetros, encerrado com drinks e snacks para acompanhar o pôr do sol.

No deserto de sal, a hospedagem foi realizada por duas noites em um lodge maior, com seis quartos e localização sobre uma elevação com vista para a extensão do Salar. O roteiro também pode ser ampliado: além da travessia de sete noites, o Explora oferece versões de nove e 11 noites, de acordo com os interesses e a disponibilidade do viajante.

Outro fator que interfere diretamente na operação é a sazonalidade do salar. Em períodos de maior volume de água, quando o fenômeno do espelho d’água transforma a paisagem, o trajeto de travessia pelo salar precisa ser alterado. Em condições secas, o percurso entre o lodge e o aeroporto de Uyuni pode ser feito atravessando diretamente o salar, em aproximadamente uma hora e meia. Quando a superfície está molhada, o trajeto precisa contornar a região e pode chegar a cerca de cinco horas.

Para Lívia, a combinação entre a geografia da região e a estrutura de operação do Explora transforma uma viagem que poderia ser considerada desafiadora em um produto viável para diferentes perfis de viajantes.

“A travessia tira o viajante completamente do óbvio. São paisagens que mudam o tempo todo e uma experiência que não se compara a outros roteiros da América do Sul. Ao mesmo tempo, o nível de cuidado e a experiência do Explora fazem toda a diferença para que o hóspede consiga viver tudo isso com segurança e conforto”, conta.

A travessia é indicada para viajantes que buscam descobrir paisagens e cenários fora do óbvio, com disposição para caminhadas e experiências em ambientes de alta altitude. Para famílias, o Explora recomenda crianças acima de 12 anos, além de avaliar o perfil e o interesse dos filhos pelo tipo de viagem, sendo possível adaptar as atividades de acordo com a condição física de cada participante. “Sem dúvida, essa é uma viagem que conecta pais e filhos, casal ou grupos de amigos, desacelerando totalmente da rotina habitual”, conclui Lívia.

Para aproveitar o roteiro entre dois dos pontos mais incríveis da América do Sul, a Singular Luxury Travel cuida de toda a logística e do roteiro sob medida, unindo conforto, exclusividade e luxo. Confira as novidades através do site link ou Instagram @singularluxurytravel.

(Com Cíntia Banús/ CB PR & Mkt)

Poesia para ouvir e brincar: “Alegria Alegria Alegria, Viva a Poesia” reúne teatro, música e brincadeiras voltadas às crianças

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Poemas de Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, José Paulo Paes, Fernando Paixão e Mário Quintana ocupam o Teatro Studio Heleny Guariba numa experiência lúdica e envolvente. Fotos: Luciana Ramin.

Como apresentar poesia a uma criança sem transformar o poema em tarefa escolar? É a partir da leitura, da música, da brincadeira e da experiência teatral que o projeto “Alegria Alegria Alegria, Viva a Poesia” busca aproximar crianças de 6 a 12 anos da poesia e da literatura brasileira. Sob coordenação geral de Dulce Muniz, que também assina a direção com Rogério Tarifa, e direção musical de Juh Vieira, o projeto ocupa o Teatro Studio Heleny Guariba (Praça Franklin Roosevelt, 184, Centro, São Paulo, SP) entre 16 de setembro e 1º de outubro, em uma experiência que combina teatro, música, narração oral e brincadeira. A temporada, gratuita, será aberta por um encontro especial no dia 15 de setembro, às 14h, com brincadeiras, poesias, músicas, pipoca e doces.

No palco, as atrizes Marcela Reis, Wilma Elena e os músicos Beto Kpta e Juh Vieira dão aos poemas voz, corpo e sonoridade. O repertório inclui textos de Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, José Paulo Paes, Fernando Paixão e Mário Quintana, além de cantigas e brincadeiras da tradição oral. As crianças são convidadas a ouvir, cantar, brincar, ler e falar poesias.

A proposta é criar uma porta de entrada para a literatura por meio de diferentes linguagens. Voltado especialmente aos alunos que estejam na fase do Ensino Fundamental I (6 a 12 anos), os estudantes também terão contato com livros e materiais poéticos, ampliando a experiência para além do que acontece em cena. A intenção é estimular a leitura e a curiosidade, criando um ambiente de descoberta em que a poesia possa ser experimentada antes de ser explicada.

Ao longo da programação, estão previstas sessões com Libras nos dias 16, 17, 20, 23, 24 e 27 de setembro, além de uma roda de conversa sobre a importância da poesia na formação das crianças e suas possibilidades de integração ao cotidiano escolar, com participação de Milena Fonseca, Patrícia Gifford, Rose Almeida e Sandra Vargas. O encontro também pretende incentivar professores e educadores a trabalhar a poesia para além das atividades pontuais de leitura.

Mais do que apresentar a literatura como conteúdo, “Alegria Alegria Alegria, Viva a Poesia” aposta no encontro entre teatro, música, oralidade e brincadeira como forma de aproximar as crianças da leitura e da poesia. Ao dialogar com educadores sobre maneiras de levar a linguagem poética para o cotidiano escolar, o projeto amplia sua atuação para além do palco e propõe a poesia como parte da formação e da experiência cotidiana das crianças.

Ficha técnica

Coordenação Geral: Dulce Muniz

Coordenação de Produção: Flávia Arantes

Direção: Rogério Tarifa e Dulce Muniz

Elenco: Marcela Reis e Wilma Elena

Direção Musical: Juh Vieira

Músicos: Beto Kpta e Juh Vieira

Debatedores: Milena Fonseca, Patrícia Gifford, Rose Almeida e Sandra Vargas

Direção de Produção: Rommaní Carvalho

Produção Executiva: Diego Léo

Fotografia e Gravação: Luciana Ramin

Iluminação: Décio Filho

Operador de Luz: Lui Cavalcante

Figurinos: Wilma Elena

Assistente Administrativa: Fernanda Arantes

Consultora de Acessibilidade: Amanda Santana

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Realização: Núcleo do 184 da Cooperativa Paulista de Teatro.

SERVIÇO:

Alegria Alegria Alegria, Viva a Poesia

Abertura: 15 de setembro, às 14h – Atividade especial com poesias, músicas e brincadeiras, pipoca e doces.

Temporada: 16 de setembro a 1º de outubro de 2026, quartas, quintas e sextas às 11h e 14h e sábados e domingos às 11h

Local: Teatro Studio Heleny Guariba – Praça Franklin Roosevelt, 184, São Paulo (SP)

Recomendação: 6 a 12 anos | Duração: aproximadamente 40 minutos

Ingressos: gratuitos

Sessões com Libras:

16/09, quarta, 11h

17/09, quinta, 14h

20/09, domingo, 14h

23/09, quarta, 14h

24/09, quinta, 11h

27/09, domingo, 14h

Os agendamentos escolares devem acontecer nas sessões de quarta a sexta, às 11h e às 14h [com Helena Rommaní Carvalho Lima – (11) 94315-6701].

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)