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Explore o Alentejo do alto em passeios de balão

Alentejo, Portugal, por Kleber Patricio

Voos ao nascer ou ao pôr do sol revelam vinhedos, planícies, aldeias históricas e o Lago Alqueva a partir de uma perspectiva diferente – Passeio de balão em Beja. Foto: Nelson Carvalheiro.

O Alentejo é conhecido pelas suas grandes planícies, campos que mudam de cor ao longo do ano, vinhas e pequenas aldeias espalhadas pelo território. E uma das maneiras mais diferentes de observar tudo isso é do alto de um balão de ar quente. A maior região de Portugal oferece diferentes cenários para quem quer experimentar um voo de balão. A paisagem muda bastante de acordo com o ponto de partida, o que torna cada experiência única.

Um dos cenários mais conhecidos para esse tipo de passeio é a região de Monsaraz. A vila medieval aparece entre os campos enquanto o Lago Alqueva se estende pela paisagem. O voo ao nascer do sol acrescenta ainda outro elemento ao percurso, com a mudança gradual da luz sobre o maior lago artificial da Europa Ocidental.

Passeio de balão no Lago Alqueva. Foto: Nelson Carvalheiro

Outra possibilidade é sobrevoar a região do Grande Lago Alqueva. A água, os campos e as pequenas vilas formam um mosaico que pode ser observado em diferentes momentos do dia, dependendo das condições do voo.

Na região litorânea, o voo acompanha a paisagem entre Alcácer do Sal e Comporta. Há também opções para quem quer começar a experiência durante a noite e acompanhar o amanhecer do alto. Já na região de Castro Verde, o voo permite observar as extensas planícies que integram a Reserva da Biosfera de Castro Verde, reconhecida pela Unesco.

Os voos realizados na região de Beja sobrevoam as grandes planícies do sul do Alentejo e a experiência combina a amplitude dos campos e a paisagem rural de uma perspectiva pouco comum.

Embora os passeios de balão possam ser realizados durante todo o ano, dependendo das condições meteorológicas, a maior regularidade acontece entre maio e setembro. A maior parte dos voos é realizada ao amanhecer, mas em alguns períodos do ano também é possível voar no fim da tarde.

Voo de balão no Alentejo. Foto: Turismo do Alentejo

O voo de balão costuma durar cerca de uma hora e meia e é feito em grupos reduzidos. Há ainda opções de voos exclusivos para casais, famílias ou grupos de amigos e algumas empresas oferecem um café da manhã após o passeio.

Sobre o Alentejo

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.

(Com Lisia Minelli/AFT Comunicação Digital)

CCBB SP realiza 2ª edição da Mostra Violas Brasileiras com 12 shows gratuitos, oficina e masterclass

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Edição do CCBB passou por Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Fotos: Divulgação/Mostra Violas Brasileiras.

Com entrada gratuita, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) recebe, nos dias 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de outubro, a Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo. São 14 atrações em seis dias, entre 12 shows, uma oficina e uma masterclass, que celebram a viola caipira como patrimônio cultural vivo e a diversidade da família das violas brasileiras, das tradições regionais às experimentações atuais.

A capital paulista encerra a 2ª edição da Mostra, que já passou por Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, e marca a volta ao espaço onde tudo começou, em agosto de 2024. A realização é do Projeto Violas Brasileiras, Ministério da Cultura e Banco do Brasil, com patrocínio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

“Tonico e Tinoco: uma história cantada”, com Zeka Peres, filho de Tinoco, Gerson Ramos e Tarcício Manuvéi.

Idealizada pelo produtor cultural e coordenador do Projeto Violas Brasileiras, Júlio José, e com direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela, a Mostra revela a amplitude da viola caipira: instrumento enraizado na cultura do interior, mas também presente nas mãos de músicos urbanos, de diferentes gêneros e influências.

“A proposta é mostrar que existe uma família de violas brasileiras, com várias linguagens, como a viola de cocho, no Pantanal, a viola machete no recôncavo baiano com seus sambas, a de buriti nas comunidades quilombolas, sempre mantendo a tradição, resistindo nas comunidades desse Brasil. Podemos dizer que elas ‘são irmãs’ que se unem na Mostra Violas Brasileiras, representando a tradição e as novas linguagens no mesmo palco”, pontua Júlio José.

Para ele, encerrar a 2ª edição em São Paulo é motivo de grande felicidade. “Voltamos ao espaço onde tudo começou, em agosto de 2024, quando realizamos a 1ª Mostra Violas Brasileiras: O Som do Brasil, também no CCBB. Nos sentimos em casa e queremos fechar este ciclo com uma verdadeira celebração da viola”, afirma Júlio.

Mostra tem direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela.

Para o diretor artístico Ivan Vilela, o público vai encontrar não uma, mas várias violas. “Cada região construiu a sua, com afinações, ritmos e jeitos de cantar próprios. Reunir essa diversidade em seis dias, com mestres da tradição dividindo o palco com jovens violeiros, mostra que a viola brasileira está viva e em constante transformação”, destaca Ivan Vilela.

Programação

Símbolo de identidades regionais e ponte entre tradição e inovação, a viola ganha na Mostra uma programação que presta homenagem a mestres históricos, como Tonico e Tinoco, e dá espaço a representantes das novas gerações.

1ª semana: homenagem aos mestres e tradições regionais

A Mostra abre na quinta-feira (22/10), às 18h, com o espetáculo “Tonico e Tinoco: uma história cantada”, uma homenagem à icônica dupla da música caipira raiz. Zeka Peres, filho de Tinoco e radialista, narra memórias e causos de bastidores, e Gerson Ramos e Tarcísio Manuvéi (vozes e violas) interpretam clássicos como “Chico Mineiro”, “Beijinho Doce” e “Moreninha Linda”. Às 19h30, o mestre de Fandango Caiçara de Cananéia, Rodolfo Vidal, se une ao Grupo Manema, liderado por Cleiton Prado (Iguape-SP), para apresentar um repertório de fandangos do litoral sul paulista.

Encerramento no CCBB do Rio de Janeiro.

Na sexta (23/10), às 18h, o violeiro, compositor e luthier Julio Santin, de Irapuru (SP), apresenta seu repertório autoral instrumental. Às 19h30, Francisco Andrade (viola caipira), Letícia Torança (voz) e Rainer Patriota (viola da gamba) reúnem pesquisa, criação e interpretação em um diálogo entre diferentes tradições da música brasileira.

No sábado (24/10), às 15h, o músico, compositor, arranjador, violeiro e pesquisador Rodrigo Caçapa, de Recife (PE), conduz oficina e roda de prosa sobre seu livro ‘Um Inventário das Violas, das Cantorias e dos Sambas Nortistas – de 1800 a 1930’. Às 17h, o duo gaúcho Valdir Verona (viola) e Rafa De Boni (acordeon), de Caxias do Sul (RS), apresenta a música regional do Sul do Brasil, com milonga, chamamé, chacarera e tango.

Para encerrar a primeira semana, às 19h30, o Grupo Madureira Armorial, fundado pelo multi-instrumentista paraibano Gilber Souto Maior, presta homenagem ao legado de Antonio Madureira e dá continuidade ao Quinteto Armorial, com viola, violino, violão, flauta e percussão.

2ª semana: nova geração, diversidade de vozes e encerramento

Mel Moraes representa a nova geração da viola.

Na quinta-feira (29), às 18h, a violeira, cantora e compositora Mel Moraes (Socorro-SP), destaque da nova geração da viola caipira, apresenta show solo. Ela venceu o Concurso de Viola SP e foi premiada como Violeira Revelação no Revelando São Paulo e no Festival Viola da Terra. Às 19h30, Dani Lasalvia, multi-instrumentista pesquisadora do universo de Dércio Marques, e o violeiro e pesquisador das tradições populares do interior paulista Fernando Guimarães celebram o cancioneiro popular brasileiro.

Na sexta-feira (30), às 18h, o violeiro Vini Muniz divide o palco com as Rendeiras da Aldeia, coletivo de mulheres que preserva a renda renascença e os cantos de trabalho da Aldeia Jesuítica de Carapicuíba (SP). Às 19h30, a Família Garfunkel, liderada pelo compositor, poeta e intérprete Jean Garfunkel, autor de canções gravadas por Elis Regina, Maria Rita e Zizi Possi, reúne as gerações de artistas em um espetáculo com viola caipira, violão, baixo, flauta, percussão e vozes.

O encerramento, no sábado (31/10), começa às 15h com a masterclass do violeiro, pesquisador e professor Junior da Violla, que apresenta a evolução do instrumento em encontro didático e musical. Às 17h, Ivan Vilela, fundador e diretor da Orquestra Filarmônica de Violas e uma das principais referências da viola caipira no Brasil, sobe ao palco.

O duo gaúcho Valdir Verona (viola) e Rafa de Boni (acordeon). Foto: Cassiano Rosário/Sesc PR.

Às 19h, Neymar Dias (viola caipira), com trabalhos indicados ao Grammy Latino, e Claudio Lacerda (violão e voz), três vezes premiado como melhor intérprete da viola caipira, fecham a Mostra com um espetáculo que une a cultura caipira à música de câmara contemporânea.

Programação completa da Mostra Violas Brasileiras:

22/10/2026 – Quinta-feira

18h: Tonico e Tinoco: uma história cantada — Show. (narração de Zeka Peres; vozes e violas de Gerson Ramos e Tarcísio Manuvéi)

19h30: Cleiton Prado e Grupo Manema, com participação de Rodolfo Vidal — Show (viola caiçara e fandango)

23/10/2026 – Sexta-feira

18h: Julio Santin — Show (viola)

19h30: Francisco Andrade, Letícia Torança e Rainer Patriota

— Show (viola caipira, voz e viola da gamba)

24/10/2026 – Sábado

15h: Oficina e roda de prosa com Rodrigo Caçapa — Oficina

17h: Valdir Verona e Rafa De Boni — Show. (viola e acordeon)

19h30: Grupo Madureira Armorial — Show. (viola, violino, violão, flauta e percussão)

29/10/2026 – Quinta-feira

18h: Mel Moraes — Show (solo de viola)

19h30: Dani Lasalvia e Fernando Guimarães — Show (percussão, voz e viola) 

30/10/2026 – Sexta-feira

18h: Vini Muniz e Rendeiras da Aldeia — Show (viola caipira e coral)

19h30: Família Garfunkel — Show (viola caipira, violão, baixo, flauta, percussão e vozes)

31/10/2026 – Sábado

15h: Masterclass de viola com Junior da Violla — Masterclass

17h: Ivan Vilela — Show (viola)

19h: Neymar Dias e Claudio Lacerda — Show (viola caipira, violão e voz)

Convite para instituições: A Mostra Violas Brasileiras é aberta ao público em geral e busca ampliar o acesso à cultura popular. Instituições de cultura, inclusão social e terceiro setor, como Organizações Não Governamentais (ONGs) da capital paulista, são convidadas a participar. Informações com Júlio: (11) 98855-0135.

SERVIÇO:

Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo Local: CCBB SP – Rua Álvares Penteado, 112, Centro

Temporada: 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de outubro de 2026 – quintas, sextas e sábados

Classificação indicativa: Livre

Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis uma hora antes de cada apresentação na bilheteria física e no site do CCBB

Oficina e masterclass: Ingressos disponíveis no site do CCBB.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

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(Com Ellen Fernandes/EBF Comunicação)

“O Ovo e a Galinha” estreia no Teatro Oficina com Ana Hartmann em cena

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo dirigido por Joana Medeiros parte do conto de Clarice Lispector para colocar a escritora em cena e transformar o fluxo de pensamentos do texto em uma experiência teatral. Fotos: Ana Alexandrino.

De 19 de outubro a 8 de dezembro de 2026, o Teatro Oficina recebe a estreia paulistana de “O Ovo e a Galinha”, espetáculo dirigido por Joana Medeiros com Ana Hartmann em cena a partir do conto de Clarice Lispector. A montagem, que teve sua origem em 2017 e passou por um longo processo de pesquisa, leituras e ensaios abertos, coloca a escritora em cena diante de seu próprio texto e acompanha o fluxo de pensamentos desencadeado pela visão de um ovo sobre uma mesa. Serão 16 apresentações, às segundas e terças-feiras, às 20h.

No espetáculo, Ana Hartmann interpreta Clarice Lispector no momento em que ela lê “O Ovo e a Galinha”. A partir do texto, a cena se transforma e a escritora passa a experimentar no próprio corpo as ideias, imagens e estados provocados pelo conto. O que começa com um ovo sobre uma mesa conduz a personagem por associações sobre existência, Deus, cotidiano, amor, trabalho e a tentativa de apreender aquilo que escapa à explicação.

A montagem parte de um episódio da trajetória de Clarice: sua participação no 1º Simpósio de Bruxaria de Bogotá, na Colômbia, em 1975, para o qual levou justamente “O Ovo e a Galinha”. O caráter enigmático desse acontecimento está na própria origem da dramaturgia. Há diferentes relatos sobre o que teria acontecido naquela ocasião, e a montagem toma essa zona de incerteza como ponto de partida para imaginar Clarice diante do público.

A ideia do espetáculo surgiu em 2017, a partir de uma proposta de Joana Medeiros. Ao longo dos anos, o projeto passou por diferentes formatos e teve parte de seu processo desenvolvida no próprio Teatro Oficina, onde foram realizados ensaios abertos antes da temporada no Rio de Janeiro. A estreia paulistana acontece agora no espaço que também integra a trajetória de Ana, que começou sua carreira como atriz no Oficina.

Clarice, o ovo e a cena

A dramaturgia mantém o conto de Clarice como seu centro e cria ao redor dele uma situação cênica em que a palavra é atravessada por imagens, sons, objetos, luz e vídeo. Ana é a única atriz em cena, mas atua em diálogo permanente com uma equipe técnica que participa da ação. Luz, som, projeções, figurinos e objetos interferem no percurso da personagem e também são manipulados por ela.

A concepção audiovisual é de Ciça Lucchesi, artista ligada ao Teatro Oficina. As projeções partem de uma pesquisa sobre o ovo, sua geometria e sua presença em diferentes mitologias e culturas. O mar, imagens de Clarice, referências religiosas e outros elementos associados ao universo do conto também integram a construção visual.

Antes mesmo de começar o espetáculo, o público é recebido pelo mar, com imagens e sons de praia. “É para eles já irem entrando num outro estado mesmo, mais meditativo ali, ao mesmo tempo que já chega e já tem alguma coisa acontecendo”, conta Ciça Lucchesi.

Na abertura, o vídeo ganha a função de informar, mostrando a participação de Clarice no Congresso de bruxaria. “Isso aparece assim meio no meio de uma fumaça. Então, tem um pouco também esse universo da bruxaria, da magia presente nas imagens, ainda que de forma meio oculta. Então a imagens tem um pouco dessa função de situar, trazer essa informação concreta, mas tem várias outras camadas para viver a presença da Clarice através dessa projeção”.

Também compõe o trabalho o jogo com o kino-atuador (Luz Barbosa), de câmera ao vivo e transmissão direta para o telão com as imagens captadas durante a própria peça, conferindo essa camada cinema ao vivo.

A cena reúne ainda elementos como vidro, espelho, fumaça e objetos cotidianos. Uma mala associada à Clarice, uma folha em branco e grandes objetos de limpeza fazem parte desse universo, em que ações corriqueiras passam a adquirir outra dimensão. A montagem também trabalha com o contraste entre o preto e o branco do ovo e com diferentes possibilidades de luz e sombra.

Para Joana Medeiros, o espaço é parte importante da dramaturgia. No Teatro Oficina, a arquitetura já estabelece uma relação particular entre cena e público, com diferentes planos e pontos de observação. A montagem incorpora essa característica ao percurso da personagem e à movimentação dos elementos cênicos.

O retorno ao Oficina também estabelece uma relação com a trajetória de Ana Hartmann. A atriz começou a trabalhar no teatro em 2012 e integrou montagens da companhia, entre elas As Bacantes e Cacilda!!!, sob direção de Zé Celso Martinez Corrêa. No Cemitério de Automóveis, de Mário Bortolotto, atuou em Killer Joe, trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Quem Revelação. Na televisão, participou das séries Onde Nascem os Fortes (Globo), Feras (MTV) e Rio Connection (coprodução Globo e Sony Internacional), entre outras. Em 2020, protagonizou a série Reality Z (Netflix), coproduzida por Charlie Brooker (Black Mirror) e acumula onze trabalhos no audiovisual, incluindo dois importantes longas-metragens: Barba Ensopada de Sangue (RT Features), dirigido por Aly Muritiba, e O Pastor e o Guerrilheiro, dirigido por José Eduardo Belmonte.

Em O Ovo e a Galinha, sua atuação parte da presença de Clarice e acompanha as transformações provocadas pelo próprio texto. A escritora, o ovo, a galinha, os objetos e a máquina teatral passam a integrar uma mesma situação, em que pensamento e ação se encontram no espaço da cena.

Ficha Técnica

“O Ovo e a Galinha” — Temporada Teatro Oficina, São Paulo, 2026

Dramaturgia: Clarice Lispector, Joana Medeiros e Ana Hartmann

Direção: Joana Medeiros

Atuação: Ana Hartmann

Direção de Produção: Carolina Henriques

Produção Executiva: Ana Hartmann e Carolina Henriques

Assistente de Direção: Victor Rosa

Direção de Arte: Marília Pirajú e Marcelo X

Direção de Som: Adriano Salhab

Iluminação: Victoria Pedrosa

Operação de Luz: Victoria Pedrosa

Projeções: Ciça Lucchesi

Operação de Vídeo: Ciça Lucchesi

Kino-atuador: Luz Barbosa

Figurino: Felipe Samorano

Operação de Som: Júlia Ávila

Músico em Cena: Adriano Salhab

Ponto: Ana Clara Cantanhede

Mídias Sociais: Pedro Martins

Comunicação: Ana Clara Cantanhede, Pedro Martins e Luz Barbosa

Visuais: Ciça Lucchesi

Relações Institucionais: Lucas Andrade

Produção: Rodri Produções

Assistente de Produção e Bilheteria: Diego Leo

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação.

SERVIÇO:

“O Ovo e a Galinha”

Temporada: 19 de outubro a 8 de dezembro de 2026

Horário: Segundas e terças, às 20h

Local: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Endereço: Rua Jaceguai, 520 — Bixiga, São Paulo/SP

Ingressos: R$ 50 (meia-entrada) / R$ 100 (inteira)

Link de compra: https://bileto.sympla.com.br/event/127675

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

Siga no Instagram: @ovoeagalinha.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Nova exposição marca centenário da Usina Henry Borden e inaugura espaço cultural em Cubatão

Cubatão, SP, por Kleber Patricio

Túnel da seção subterrânea da Usina Henry Borden, 2019. Fotos: Luiz Kagiyama.

A história da energia que impulsionou o desenvolvimento de São Paulo ganha um novo capítulo. No dia 07 de novembro, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) inaugura o Espaço Cultural Henry Borden, em Cubatão (SP), marcando as comemorações dos 100 anos da Usina Henry Borden com uma exposição permanente totalmente renovada, concebida e implantada pela Fundação Energia e Saneamento (FES).

Mais do que uma atualização museográfica, o projeto transforma o antigo espaço expositivo em um ambiente contemporâneo de cultura, memória e educação, conectando patrimônio industrial, engenharia, meio ambiente, inovação tecnológica e apresentação de histórias das pessoas que ajudaram a construir uma das usinas hidrelétricas mais icônicas do mundo.

A iniciativa foi desenvolvida por meio de um projeto cultural viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), tendo a FES como instituição proponente e responsável pela concepção, coordenação e execução do projeto. A proposta incluiu a renovação completa da museografia e da expografia, a ampliação dos espaços expositivos, a incorporação de novas tecnologias, ações de acessibilidade e educação patrimonial, além da valorização da memória dos trabalhadores da usina.

Com 227 metros quadrados de área expositiva, o novo Espaço Cultural Henry Borden reúne uma exposição permanente totalmente renovada, concebida para aproximar diferentes públicos da histórica da usina e de sua importância para o desenvolvimento de São Paulo. “A Usina Henry Borden é muito mais do que uma hidrelétrica. Ela representa um marco da engenharia brasileira e um patrimônio que impulsionou o desenvolvimento econômico e industrial de São Paulo ao longo de um século. Ao inaugurar este novo Espaço Cultural, reafirmamos nosso compromisso com a preservação dessa história, com a valorização das pessoas que ajudaram a construi-la e com a ampliação do acesso da sociedade a esse legado, estimulando reflexões sobre o futuro da energia”, explica Rafael Strauch, diretor-presidente da Emae.

“O patrimônio industrial ocupa um lugar fundamental na compreensão da história e do desenvolvimento de São Paulo. Nosso desafio foi transformar esse legado em uma experiência significativa para o público de hoje, combinando pesquisa, preservação, tecnologia, acessibilidade e educação. Esse é um princípio que orienta a atuação da Fundação Energia e Saneamento na valorização do patrimônio cultural e na promoção dos museus como espaços vivos de conhecimento e cidadania”, comenta Claudinéli Moreira Ramos, diretora executiva da FES.

Ao longo da visita, o público percorre diferentes núcleos temáticos que apresentam a trajetória da Usina Henry Borden, sua relevância para a industrialização paulista, o patrimônio industrial, os desafios da engenharia, a sustentabilidade e o futuro da energia.

Um dos destaques da nova exposição é o projeto Usina de Memórias e Futuros, que reúne depoimentos de dezenas de trabalhadores, aposentados e moradores ligados à história da usina, valorizando o patrimônio imaterial construído ao longo de um século de funcionamento.

A experiência do visitante também incorpora recursos tecnológicos inéditos, como uma simulação em realidade virtual que reproduz o tradicional percurso realizado no trolley de manutenção da usina, permitindo ao público vivenciar uma experiência imersiva em um dos cenários mais emblemáticos do complexo.

O novo Espaço Cultural Henry Borden também amplia seu compromisso com a inclusão. O projeto incorporou placas táteis, mapas táteis, audiodescrição por QR Code e melhorias de acessibilidade física, tornando a visita mais democrática para diferentes públicos.

Além da nova exposição, o projeto contempla ações educativas voltadas à formação de públicos, incluindo visitas gratuitas para estudantes da rede pública como contrapartida social prevista na iniciativa, reforçando o papel do espaço como ambiente permanente de educação patrimonial.

Neste primeiro momento, o Espaço Cultural Henry Borden não estará aberto à visitação pública. As informações sobre visitação, funcionamento, agendamento e condições de acesso serão divulgadas posteriormente.

SERVIÇO:

Inauguração do Espaço Cultural Henry Borden

Data: 07 de novembro de 2026

Local: Espaço Cultural Henry Borden – Usina Henry Borden – Cubatão (SP)

Endereço: Av. Bernardo Geisel Filho, 2606 – Jardim das Indústrias, Cubatão – SP, 11555-010

Visitação: Atendimento mediante agendamento específico. Informações e orientações para agendamento divulgadas pelos canais oficiais.

Acessibilidade: O espaço conta com recursos de acessibilidade, como mapas táteis, placas táteis e audiodescrição por QR Code.

(Com Bartira Betini/Betini Comunicação)

“Jararaca”, do Grupo Pavilhão da Magnólia, faz temporada gratuita no TUSP, em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo cearense revisita os últimos dias de Jararaca, cangaceiro do bando de Lampião, e tensiona memória, violência de Estado e disputa de narrativas. Fotos: Tim Oliveira.

O Grupo Pavilhão da Magnólia retorna a São Paulo para uma temporada de “Jararaca”, seu mais novo espetáculo, que será apresentado gratuitamente no Teatro da USP (TUSP Maria Antônia), de 15 de outubro a 8 de novembro de 2026. As sessões acontecem de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. A temporada foi contemplada pelo edital de ocupação do TUSP de 2026.

Com dramaturgia do multiartista pernambucano Giordano Castro e direção do cearense Murillo Ramos, Jararaca parte dos últimos sete dias de vida de José Leite de Santana, o Jararaca, integrante do bando de Lampião. Após a frustrada invasão de Mossoró (RN), em 1927, Jararaca foi baleado, capturado, preso, torturado e assassinado pela polícia. Décadas depois, tornou-se uma figura reverenciada como santo popular na cidade potiguar.

É a partir dessa trajetória que o espetáculo investiga as relações entre memória, apagamento, violência e disputa de narrativas. Mais do que reconstruir um episódio histórico, a montagem pergunta quem tem o poder de decidir quais vidas serão lembradas, quais histórias permanecem e quais são empurradas para o silêncio.

Ao revisitar a morte de Jararaca, Jararaca desloca o episódio de 1927 para o Brasil contemporâneo e questiona a permanência de estruturas de violência de Estado. A pergunta “Quem mandou matar Jararaca? Quem mandou matar Marielle?” aproxima tempos e histórias distintas para provocar uma reflexão sobre os mecanismos que definem quais corpos podem ser eliminados, quais mortes ganham reconhecimento e quais são naturalizadas ou esquecidas.

A montagem também coloca em tensão a própria ideia de memória. Quem conta uma história? A partir de que lugar? O que acontece quando diferentes versões de um mesmo acontecimento entram em conflito? Ao levar para a cena uma figura que transitou da condição de cangaceiro perseguido à de santo popular, o espetáculo investiga como memória, mito, violência e poder participam da construção das narrativas sobre o passado.

Nesse movimento, o espetáculo também revisita criticamente os imaginários construídos sobre o Nordeste e o cangaço. Em vez de reproduzir uma imagem folclorizada do sertão, a montagem procura revelar as contradições de uma história atravessada por disputas, desigualdades e diferentes formas de violência. Recuperar essas memórias significa, assim, não apenas olhar para o passado, mas interrogar o país que permanece sendo construído a partir dessas histórias.

“Nos interessa ir além da imagem folclorizada do cangaço e do estereótipo do sertão. O espetáculo investiga as contradições dessa história e as violências que permanecem presentes na sociedade brasileira”, afirma o ator Nelson Albuquerque.

Ao colocar um corpo morto novamente em cena, Jararaca também reflete sobre o papel do teatro diante daquilo que a história oficial transforma em silêncio. A cena se torna espaço para reabrir histórias, confrontar versões e devolver presença a personagens e acontecimentos que permanecem disputando um lugar na memória coletiva.

Sobre o espetáculo

Jararaca investiga os últimos dias de vida de Jararaca, cangaceiro morto pela polícia e hoje reverenciado como santo popular em Mossoró (RN), tensionando as fronteiras entre memória, mito e apagamento histórico. A obra propõe um olhar crítico sobre as violências de Estado que atravessam passado e presente e sobre quem tem o direito de narrar a história.

A montagem lança perguntas inquietantes: quais vidas são marcadas para morrer? Quem tem o direito ao luto? Quem conta a história depois? E que outras versões ainda seguem soterradas pelo silêncio?

Jararaca estreou em maio de 2026, no Itaú Cultural, em São Paulo, e passou por Fortaleza, com apresentações no Festival Bora e no Teatro Carlos Câmara. A montagem é uma parceria entre o Grupo Pavilhão da Magnólia, o Itaú Cultural e o Hub Cultural Porto Dragão, equipamento do Governo do Estado do Ceará voltado à difusão, formação e articulação da produção artística e cultural cearense.

Em 2025, o Grupo Pavilhão da Magnólia recebeu o Prêmio Shell de Teatro, na categoria Destaque Nacional, pelo espetáculo A Força da Água.

Ficha Técnica

Concepção e Criação: Grupo Pavilhão da Magnólia

Dramaturgia: Giordano Castro

Direção: Murillo Ramos

Elenco: Silvianne Lima, Jota Junior Santos, Nelson Albuquerque e rudriquix

Trilha Sonora e Performance: rudriquix

Música “Sete”: Murillo Ramos

Música “Imã”: Ednardo

Música “Quem é ele”: Betto Douglas e Fernando Santos

Preparação Vocal: Thiago Nunes

Iluminação: Wallace Rios

Direção de Movimento: Clarissa Costa e Eder Soares

Direção de Arte, Objetos Cênicos e Vídeo: Daniel Torres

Cenografia: Rodrigo Frota

Figurinos: Themis Memória

Fotos: Tim Oliveira

Vídeos: Allan Diniz

Identidade Visual: Renan Costa Lima

Colaboração na Pesquisa: A Máscara de Teatro (Mossoró/RN)

Coordenação de Produção: Som e Fúria

Produção Executiva: Silvianne Lima e Jota Junior Santos

Apoio: Casa Absurda e Itaú Cultural

Coprodução: Hub Cultural Porto Dragão.

SERVIÇO:

Jararaca – Grupo Pavilhão da Magnólia

De 15/10 a 08/11

Quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h

TUSP Maria Antônia – Rua. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque, São Paulo – SP

Classificação: 16 anos | Capacidade: 100 lugares | Duração: 90 min | Gratuito

https://usp.br/tusp/em-cartaz/ https://www.instagram.com/tusp.teatrodausp/.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)