Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

‘Tramas Culturais’ discute o Carnaval na Casa-Museu Ema Klabin

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem de anncapictures por Pixabay.

Sem uma data prevista para a produção de uma vacina do novo coronavírus, o carnaval em 2021 foi adiado, juntamente com a possibilidade do abraço e afeto. Para falar sobre a relação entre as festas populares, sociabilidade e como o impedimento delas afeta a população e os artistas que nelas trabalham e que delas dependem, a Casa-Museu Ema Klabin promove o primeiro Tramas Culturais virtual com grandes especialistas no assunto. Com o título Carnaval e outras festas populares: impactos, memórias e cancelamentos, o Tramas Culturais acontece no dia 18 de novembro, às 17h, pela plataforma Zoom. São 95 vagas e as inscrições, gratuitas, podem ser realizadas no site.

O encontro será ministrado pela jornalista Claudia Alexandre, ex-assessora da Fundação Cultural Palmares (Brasília-DF), assessora de Comunicação do Museu Afro Brasil (SP) e da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas) e pelo professor da Unifesp e músico Tiaraju Pablo D’Andrea. Desse modo, se falará sobre os impactos subjetivos do distanciamento nos artistas e em sua capacidade criativa e também sobre os impactos materiais ocasionados pela falta de trabalho e perda de renda.

De acordo com os palestrantes, tanto o carnaval quanto a pandemia revelam aspectos até então escondidos da vida íntima de uma sociedade, sejam de natureza política, econômica, religiosa ou moral, entre outras. Entretanto, se uma é marcada pela confluência de agentes, corpos e intenções, a outra é principalmente caracterizada pelo distanciamento social, o que dificulta – ou move para novas práticas – os processos já estabelecidos de elaboração de festividades populares.

Música sempre presente

Casa-Museu Ema Klabin conta com mais de 1500 obras e uma rica programação cultural. Foto: divulgação.

A Casa-Museu Ema Klabin continua levando, através das redes sociais, conteúdo musical de qualidade pelo Programa Tardes Musicais em Casa. Segundo o produtor musical Thiago Guarnieri, todas as terças-feiras do mês, nas redes sociais do museu, é possível conferir um vídeo com uma música inédita de um espetáculo realizado na Casa-Museu Ema Klabin em 2019, sempre trazendo curiosidades sobre as mesmas. Entre elas: Aos Homens (Linna Karo) e Duas Beiras: das barrancas do Rio São Francisco às margens do Rio Pinheiros ( Anabel Andrés e Priscila Magella).

E às quintas-feiras, dando continuidade à parceria com o projeto Violão e Ponto, o público pode conferir apresentações inéditas gravadas por violonistas direto de suas residências. O próximo será no dia 19 de novembro.

Além disso, é possível rever espetáculos completos que estão disponíveis no canal do YouTube da Casa-Museu, como o show  A São Paulo Caipira, que trouxe, no formato de canção, as crônicas do campo e da cidade interpretadas por Osni Ribeiro ( violão e voz), Arnaldo Silva (violão e vocal) e Marcos Lopes (acordeom) e o espetáculo Girandêra, do grupo musical Clarianas, apresentando ladainhas que resgatam a memória das mulheres cantadeiras do Brasil.

Sentiu saudades do museu? Você pode realizar visitas virtuais no Google Arts & Culture  no link https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin ou por meio da ferramenta digital Explore, no site do museu: https://emaklabin.org.br/explore/.

Serviço:

Casa-Museu Ema Klabin: #CasaMuseuEmCasa

Tramas Culturais: Carnaval e outras festas populares: impactos, memórias e cancelamentos – plataforma Zoom. São 95 vagas, as inscrições gratuitas podem ser realizadas no site https://emaklabin.org.br/

Apresentações exclusivas: Casa-Museu Ema Klabin e Violão e Ponto

Músicas inéditas: sobem no Canal do YouTube do Museu as terças-feiras, sempre às 17 horas,  Linna Karo, Anabel Andrés e Priscila Magella

Relembre shows completos: A São Paulo Caipira, Osni Ribeiro ( violão e voz), Arnaldo Silva (violão e vocal) e  Marcos Lopes (acordeom),  Girandêra, do grupo musical Clarianas. Shows já disponíveis no Canal do YouTube

Gratuito

Acesse as redes sociais do museu:

Instagram: @emaklabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Twitter: https://twitter.com/emaklabin

Canal do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC9FBIZFjSOlRviuz_Dy1i2w

Site: https://emaklabin.org.br/.

Artigo: “Mitomania: a necessidade de mentir compulsivamente”, por Andréa Ladislau

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Pedro Costa.

A mania de mentir pode ser muito mais grave do que parece: é o que chamamos de mitomania. É comum ter um amigo, parente ou conhecido que sempre inventa uma mentira, uma viagem que não fez ou uma história que nunca aconteceu. Um transtorno caracterizado pela compulsão de mentir, onde o indivíduo, inconscientemente, mente com grande frequência. Existe um prazer enraizado na criação de suas próprias histórias.

E qual seria a razão para esse tipo de comportamento? Existem dois possíveis motivos para que alguém recorra às mentiras, um deles é o medo. Na grande maioria das vezes, o indivíduo mente porque tem medo de enfrentar a sua própria realidade. Ou medo de perder alguém, além do perder afeto e reconhecimento. Uma outra razão possível é a ambição.

O transtorno da mitomania pode ser desencadeado por transtornos de personalidade, doenças neurológicas ou psiquiátricas – mas nem sempre está ligado a alguma doença. E o que vai diferenciar este transtorno de uma simples mentira é a intensidade e a frequência. Quando mais se mente, mas sente a necessidade de mentir, fazendo elos entre as histórias inventadas.

As consequências da mitomania na vida de uma pessoa podem ser muito sérias, como o fim de relacionamentos amorosos e até a perda de emprego. Ao perder o controle sobre as histórias fantasiosas que inventa, a pessoa acaba se complicando nos relacionamentos pessoais e profissionais por não ter sustentação para suas mentiras. Além disso, quando são descobertas as mentiras, é comum que o afastamento do mitomaníaco ocorra por pessoas próximas, fazendo com que este sinta-se rejeitado e agravando ainda mais seu quadro psíquico.

O transtorno pode ser tratado, mas os métodos utilizados no tratamento dependem da gravidade do quadro do paciente. Antes de se controlar a mitomania, o indivíduo deve passar por uma investigação terapêutica que irá identificar as doenças psiquiátricas que possam estar associadas a este transtorno, motivo pelo qual a terapia é fundamental para tratar a mitomania. Em alguns casos onde os níveis estão elevados, também é indicado o uso de intervenção medicamentosa. Os antidepressivos entram com a função de reforçar a confiança e autoestima desse indivíduo, bloqueando a necessidade de aceitação e eliminando as angústias oriundas pelo sentimento de rejeição.

É de suma importância estar atento às crianças. É normal que elas mintam. Esse comportamento fantasioso faz parte do universo infantil quando o amadurecimento pessoal começa a ser formado. Porém, o que parece uma atitude ingênua pode tornar-se um problema sério na juventude, quando este jovem começa a se assumir como indivíduo e passa a sustentar relacionamentos sociais adultos.

Também chamada de “síndrome de Pinóquio”, percebemos que existe consciência sobre aquilo que está sendo feito; porém, o mentiroso encara o hábito como uma “mentira boa ou inofensiva”. Fato é que essa doença surge como sintomas de outras questões psicológicas, a exemplo da depressão e outros problemas emocionais, como a necessidade de atenção e o medo da rejeição. Os mentirosos, em geral, são tidos como contadores de histórias. Precisam sentir-se superiores aos demais e, para isso, contam histórias de sua bravura, popularidade e grandes feitos. Ou mesmo mentem para esconder erros e falhas. No entanto, não existe neste comportamento qualquer indício de culpa ou responsabilidade.

Para manter sua “vida grandiosa” aos olhos dos outros, adotam o plágio como uma parte integrante de suas ações. Ao contar uma mentira após a outra, podem não perceber que disseram a mesma mentira para a mesma pessoa mais de uma vez. Cada vez que se conta a mesma mentira, o conceito básico irá permanecer, sendo modificados apenas os personagens, local e data da ocorrência.

Ficam evidentes razões como a baixa autoestima, o déficit de atenção, a hiperatividade e o transtorno bipolar como umas das principais razões que podem transformar um indivíduo em um mitomaníaco ou portador da “Síndrome de Pinóquio”. Uma das molas presentes nesta alteração comportamental é o complexo de inferioridade que impulsiona a pessoa a inventar histórias, fazendo-a acreditar que desta maneira poderá se tornar mais importante e apreciada pelo outro. Indivíduos com alterações severas de humor, oscilando entre a depressão e a agitação (típico comportamento maníaco), bem como os dependentes e viciados em drogas ou jogos, são fortes candidatos a se tornarem mitomaníacos. Os dependentes, por exemplo, precisam mentir – na grande maioria dos casos – para fugir de situações difíceis,  como problemas financeiros.

Portanto, a incapacidade de enfrentamento da realidade desencadeia neste ser humano a sentimentos de negação, contribuindo para que a mentira seja uma muleta em sua vida, construída a partir das fantasias criadas. À medida que percebem os “falsos ganhos” com este comportamento, passam a alimentar suas mentiras compulsivamente. Seu maior objetivo é levar a atenção do outro para longe da realidade em que vivem. Por isso, dizemos que o mitomaníaco acredita em sua própria mentira. Por mentir tanto, passa a confundir o que é real do que é fantasioso. Mas tenhamos muita cautela, pois o diagnóstico dessa patologia deve ser minucioso e realizado por profissional de saúde mental adequado. Quem sofre com a mitomania, a mentira patológica, apresenta transtornos de personalidade narcisista e antissocial. Quando tratadas prematuramente, essas características, notadas a partir de observações criteriosas, diminuem o risco de evolução da doença – visto que é extremamente importante o desenvolvimento da elevação da autoestima e a potencialização de valores e forças, além do enfraquecimento do medo da rejeição e do abandono. Para conseguir uma melhor qualidade de vida, se faz necessária a promoção de sentimentos positivos e um melhor gerenciamento das emoções; assim, a mentira compulsiva deixa de fazer parte da realidade do indivíduo – libertando-o da Síndrome de Pinóquio.

Dra. Andrea Ladislau é psicanalista. Doutora em Psicanálise, membro da Academia Fluminense de Letras – cadeira de numero 15 de Ciências Sociais, administradora hospitalar e gestora em saúde, pós graduada em psicopedagogia e inclusão social, professora na graduação em Psicanálise, embaixadora e diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói, Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo e Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada.

Simetria Restaurante retoma Festival Italiano

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Kleber Patricio.

O Simetria Restaurante, do Royal Palm Tower Indaiatuba, voltou a oferecer a opção de Festival Italiano nos finais de semana. Anteriormente oferecido em forma de buffet self-service, o festival foi retomado em formato empratado devido às recomendações das autoridades sanitárias para enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O festival se inicia com o Antipasto, que consiste de queijos (gorgonzola, provolone e ricota temperada), frios (copa, salame e presunto cru) e pães (ciabatta, focaccia e crostini com pasta de berinjela). O Primo Piatto tem como opções Risoto à milanesa, Tagliatelle ao pesto, nhoque recheado ao molho Alfredo ou Capeletti in brodo; já como Secondo Piatto, as opções são Ragú de ossobuco ao vinho tinto, Porpetta de três carnes ao sugo, Merluza Austral à la amalfitana ou Filé à parmegiana. O Contorno consiste de Polenta branca rica em queijo, Minestra grelhada no azeite, Batata na manteiga de sálvia ou Tomate recheado com atum, alcaparras e aliche. Encerram a refeição sobremesas como Panacota de pistache, Canolli, Zeppole Tiramissù e Gelato. O valor por pessoa é de R$75 + taxas.

Protocolos

O Ragú de ossobuco ao vinho tinto.

O protocolo do grupo Royal Palm para os bares e restaurantes da rede inclui medidas como capacidade reduzida em no mínimo 50%, buscando guardar a distância mínima de dois metros entre consumidores de diferentes grupos familiares; substituição do serviço de buffet por serviço empratado (café da manhã completo será servido nas mesas e os clientes poderão repetir suas preferências; almoço e jantar terão menu pré-estabelecidos por dia, serviços empratados e, da mesma forma, os clientes poderão repetir suas preferências à vontade); talheres e guardanapos higienizados e embalados de forma individualizada a fim de evitar contaminação cruzada; sal e pimenta em embalagens descartáveis; menus plastificados, facilitando a desinfecção a cada cliente; colocação dos itens diretamente nas mesas pelo garçons; canetas para assinatura de comandas e outras necessidades disponibilizadas devidamente higienizadas e máquinas para cartões envelopadas com filme plástico e higienizadas a cada uso.

Hospedagem

Os serviços oferecidos pelo hotel Royal Palm Tower Indaiatuba também foram ajustados a partir de medidas como:

Autodeclaração e medição de temperatura na entrada – é feita a medição de temperatura utilizando termômetro digital lazer infravermelho. Caso a temperatura esteja a partir de 37,5 graus, é indicada ao cliente uma futura hospedagem ou consumo e será aplicado questionário para entender o estado de saúde dos hóspedes – caso haja algum sintoma positivo ou contato desse hóspede com alguém que tenha contraído Covid-19 no período de 14 dias antes de sua hospedagem, será feita indicação de uma futura hospedagem. Recomenda-se o uso de máscaras de uso não profissional (comum) para circulação nas áreas sociais do hotel.

Treinamento e orientação a todos os colaboradores – todos os colaboradores do grupo foram treinados e recebem continuamente reforços sobre os cuidados gerais (lavar as mãos, etiqueta respiratória, evitar contatos e cumprimentos), bem como a importância do uso de EPI (equipamentos de proteção individual).

Limpeza e desinfecção de superfícies críticas – a rede Royal Palm aumentou o nível de desinfecção de superfícies críticas (bancadas, corrimões, botoeiras de elevadores, mesas e superfícies de toque em geral).

Muito além do álcool em gel – além da disponibilização de álcool em gel em todos os lugares de circulação de clientes e colaboradores, o hotel incentiva a constante higienização das mãos. Os cuidados em criar barreiras à contaminação vão desde a retirada de todos os livros, diretórios, cardápios (papeis em geral) até a higienização de canetas a cada uso de hóspede e troca de todas as amenities de apartamentos a cada estada – foco total na contaminação cruzada.

Distanciamento e redução no atendimento – todos os bares, restaurantes, salões de eventos trabalharão com 50% da capacidade habitual. Nas áreas sociais foi garantido um distanciamento maior dos mobiliários e haverá constante orientação aos hóspedes para que fiquem próximos apenas de seus acompanhantes e familiares.

Mudanças no serviço de apartamentos – os apartamentos limpos e desinfetados são lacrados e apenas o próprio hóspede pode romper esse lacre. O hóspede pode optar por ninguém entrar em seu quarto durante sua estadia (limite de 72 horas; após esse período, o serviço de arrumação é obrigatório) ou pelo serviço diário de arrumação.

Mudanças nos serviços de lazer – as piscinas e academias de ginástica estão abertas aos hóspedes – apenas estão sendo garantidos maior distanciamento e contínua higienização das superfícies críticas. Saunas permanecem fechadas.

Cuidados especiais nos procedimentos de assinatura e cobrança – assinaturas de FNRH (registro de hóspedes), comandas e outras necessidades permanecem; entretanto, sempre será disponibilizada caneta devidamente higienizada. Máquinas de cartões de crédito e débito também serão envelopadas com filme plástico e higienizadas a cada uso.

Serviço:

Festival Italiano do Simetria Restaurante do Royal Palm Tower Indaiatuba

Av. Francisco de Paula Leite, 3027 – Recreio Campestre Joia – Indaiatuba/SP

(19) 2117-6600

Instagram: https://www.instagram.com/simetriarestaurante/.

SESC 24 de Maio apresenta mostra ‘Infinito Vão: 90 anos de Arquitetura Brasileira’

São Paulo, por Kleber Patricio

Conjunto Residencial Pedregulho, 1946, Affonso Reidy. Foto: Leonardo Finotti/Acervo CA.

A partir de 25 de novembro, o SESC 24 de Maio recebe a exposição Infinito Vão: 90 Anos de Arquitetura Brasileira. Com curadoria de Fernando Serapião e Guilherme Wisnik, a mostra traz ao público um recorte da história da arquitetura nacional por meio de obras e projetos arquitetônicos de 96 figuras emblemáticas do setor, como Lina Bo Bardi, Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha.

O recorte curatorial compreende desde os anos 1920, marcados pela Semana de Arte Moderna de 1922, até os dias atuais. A mostra convida o visitante a conhecer e refletir sobre a liberdade de criação trazida pela modernidade e pela contemporaneidade advindas de novas perspectivas artístico-culturais em contraponto à arquitetura clássica, influenciada por construções europeias. Exposta entre 2018 e 2019 na Casa de Arquitectura, em Portugal, Infinito Vão é realizada pela primeira vez em território brasileiro e reúne obras e documentos desde o projeto da primeira Casa Modernista de Gregori Warchavchik, passando pelos movimentos ligados ao Direito à Cidade e ao emaranhado de coletivos e ocupações que discutem o tema da habitação nos anos 2010.

Casa Hélio Olga, 1987, Marcos Acayaba. Foto: Leonardo Finotti/Acervo CA.

Entre as obras expostas está o próprio edifício do SESC 24 de Maio, projetado por Paulo Mendes Rocha e o escritório MMBB Arquitetos e inaugurado em 2017. Localizado no centro histórico da cidade, entre as ruas 24 de Maio e Dom José de Barros, o edifício é composto por 13 andares interligados por rampas e vidraças, procurando “agradar ninguém, mas a todos de uma vez só”, nas palavras do arquiteto. O projeto, inclusive, rendeu a Mendes da Rocha e ao MMBB premiações como o International Urban Project Award (IUPA), concedido em outubro deste ano pelas publicações internacionais Bauwelt, da Alemanha e World Architecture WA, da China.

Inicialmente prevista para acontecer entre os meses de abril e junho deste ano, a mostra, que teve sua abertura adiada devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, agora pode ser visitada gratuitamente pelo público de 25 de novembro de 2020 a 27 de junho de 2021, de terça a sexta, das 15h às 21h e, aos sábados, das 10h às 14h, mediante agendamento prévio pelo site SESCsp.org.br/24demaio. As visitas à exposição têm duração máxima de 60 minutos e o uso de máscara facial é obrigatório para todas as pessoas, durante todo o período.

NÚCLEOS EXPOSITIVOS

Um dos principais pontos que conduziram a curadoria da exposição é que a arquitetura faz parte de um contexto cultural e histórico amplo, que coexiste e compartilha referências com outras linguagens, como as artes plásticas, a literatura e a música. Não à toa, o título da mostra toma de empréstimo versos de Drão (1982), música de Gilberto Gil – “O verdadeiro amor é vão, estende-se infinito, imenso monolito, nossa arquitetura”.

A música, em particular, foi fonte de inspiração para os curadores organizarem os núcleos da mostra: Do Guarani ao Guaraná (1924-43); A Base é uma Só (1943-57); Contra os Chapadões Meu Nariz (1957-69); Eu Vi um Brasil na TV (1969-85); Inteiro e Não pela Metade (1985-2001) e Sentimento na Sola do Pé (2001-2018). Apresentados conforme contextos histórico-culturais, cada núcleo faz menção a uma composição da época.

Do Guarani ao Guaraná (1924-1943)

“Quem foi que inventou o Brasil?

Foi seu Cabral!

Foi seu Cabral!

No dia vinte e um de abril

Dois meses depois do carnaval”

(História do Brasil, Lamartine Babo)

Inspirado na marchinha de carnaval de Lamartine Babo, este núcleo trata do período de formação da arquitetura moderna brasileira. Há obras e projetos que remontam desde a viagem do arquiteto Lucio Costa à cidade histórica de Diamantina (MG), em 1924, que o levou a incorporar elementos da arquitetura colonial em seu trabalho, até as primeiras casas de Warchavchik em São Paulo, passando pelo Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro, chegando ao conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, projetado por Oscar Niemeyer.

Segundo os curadores, é um período que salta do romantismo indígena e da escravidão para a cultura industrial e urbana sobre uma base social ainda patriarcal, reinventando o Brasil sob a forma moderna, documentada na mostra Brazil Builds, em 1943, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Lucio Costa – Missão de estudos à Diamantina (Diamantina, MG – 1924)

– Gregori Warchavchik – Casas na Rua Itápolis (São Paulo, SP – 1930)

– Luiz Nunes – Caixa d’água (Olinda, PE – 1934)

– Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho – Edifício Esther (São Paulo, SP – 1934)

Marcelo e Milton Roberto – Associação Brasileira de Imprensa (Rio de Janeiro, RJ – 1935)

– Roberto Burle Marx – Jardim da Casa Forte (Recife, PE – 1935)

– Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Jorge Moreira, Affonso Reidy, Carlos Leão e Ernani Vasconcellos – Ministério da Educação e Saúde (Rio de Janeiro, RJ – 1936)

– Lúcio Costa – Museu das Missões (São Miguel das Missões, RS – 1937)

– Oscar Niemeyer – Conjunto da Pampulha (Belo Horizonte, MG – 1940-43)

A Base é uma Só (1943-1957)

“Eis aqui este sambinha

feito numa nota só

Outras notas vão entrar,

mas a base é uma só”

(Samba de uma Nota Só, Tom Jobim)

Do período que vai da Pampulha até o concurso para o Plano Piloto de Brasília, o segundo núcleo expositivo trata do Brasil que vive o apogeu daquilo que Tom Jobim, coautor de Samba de uma nota só, chamou de uma “civilização de praia”. Realização quase utópica de uma geração de artistas que soube filtrar a batida do samba, compondo uma nova estrutura harmônica, a Bossa Nova, e inventar uma arquitetura audaz, de espaços amplos e perfis sinuosos, que sublima os esforços da construção e seus grandes vãos, numa leveza aérea, nas palavras dos curadores.

No Brasil, novas cidades projetadas no Amapá e no Mato Grosso abrem caminho para Brasília, cidade-oásis, traçada em forma de cruz no meio do cerrado, à moda Cabralina, como uma refundação ritual do país, reencenando, ao mesmo tempo, a violência da experiência colonial.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Affonso Reidy – Pedregulho (Rio de Janeiro, RJ – 1946)

– Diógenes Rebouças – Escola-Parque (Salvador, BA – 1947)

– Jorge Machado Moreira – Instituto de Puericultura e Pediatria (Rio de Janeiro, RJ – 1949)

– Oscar Niemeyer – Casa das Canoas (Rio de Janeiro, RJ – 1951)

– Adolf Franz Heep – Edifício Lausanne (São Paulo, SP – 1953)

– Jorge Wilhein e Rosa Kliass – Angélica (Angélica, MS – 1954)

– David Libeskind – Conjunto Nacional (São Paulo, SP – 1955)

– Oswaldo Bratke – Serra do Navio (Serra do Navio, AP – 1956)

– Sergio Bernardes – Pavilhão São Cristóvão (Rio de Janeiro, RJ – 1957)

– José Bina Fonyat – Teatro Castro Alves (Salvador, BA – 1957)

– Ernest Mange – Urubupungá (Ilha Solteira, SP e Jupiá, MS – 1957)

– Lucio Costa – Plano Piloto Brasília (Brasília, DF – 1957)

Contra os Chapadões Meu Nariz (1957-1969)

“Sobre a cabeça os aviões

Sob os meus pés os caminhões

Aponta contra os chapadões

Meu nariz”

(Tropicália, Caetano Veloso)

Nos anos 1960, tudo surge dissonante. Com a instauração do Regime Militar de 1964, a ditadura faz de Brasília sua casa. As vanguardas artísticas acusam o desenvolvimentismo tecnocrático da arquitetura brasileira em nome de uma “estética da fome” terceiro-mundista. Na canção Tropicália, de Caetano Veloso, o “monumento no planalto central do país” torna-se a encarnação de um sonho sinistro.

Enquanto a arquitetura carioca declina, surge em São Paulo o centro industrial do Brasil, uma produção vigorosa, baseada no uso do concreto armado e aparente, na afirmação do peso e na exploração formal das estruturas. Clubes, escolas e até casas, nesse momento, são concebidos como obras de infraestrutura.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Oscar Niemeyer – Primeiros esboços (Brasília, DF – 1956)

– Oscar Niemeyer – Palácio da Alvorada (Brasília, DF – 1956)

– Oscar Niemeyer – Congresso Nacional (Brasília, DF – 1958)

– Oscar Niemeyer – Palácio do Planalto (Brasília, DF – 1958)

– Oscar Niemeyer – Palácio do Itamaraty (Brasília, DF – 1962)

– Rino Levi, Roberto Cerqueira César e Roberto Carvalho Franco – Residência Castor Delgado Perez (São Paulo, SP – 1958)

– Lina Bo Bardi – Museu de Arte de São Paulo (São Paulo, SP – 1957)

– Joaquim Guedes – Residência Antônio Carlos Cunha Lima (São Paulo, SP – 1958)

– Gian Carlo Gasperini e Salvador Candia – Edifício Metrópole (São Paulo, SP – 1959)

– Affonso Reidy e Roberto Burle Marx – Parque do Flamengo (Rio de Janeiro, RJ – 1961)

– Sérgio Ferro – Residência Boris Fausto (São Paulo, SP – 1961)

– Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi – FAU-USP (São Paulo, SP – 1961)

– Acácio Gil Borsoi – Cajueiro Seco (Jaboatão dos Guararapes, PE – 1963)

– Deócio Tozzi e Luiz Carlos Ramos – Escola Técnica de Comércio (Santos, SP – 1963)

– Carlos Millan – Residência Mário Masetti (Ubatuba, SP – 1964)

– Ruy Ohtake – Residência Ruy Ohtake (São Paulo, SP – 1966)

– Fabio Penteado, Alfredo Paesani, Teru Tamaki e Aldo Calvo – Centro de Convivência Cultural (Campinas, SP – 1967)

– Oswaldo Corrêa Gonçalves, Abrahão Sanovicz e Julio Katinsky – Teatro Municipal (Santos, SP – 1967)

– Marcello Frageli e equipe – Estação Armênia (São Paulo, SP – 1968)

– Jorge Wilheim e Miguel Juliano – Parque Anhembi (São Paulo, SP – 1968)

Eu Vi um Brasil na TV (1969-1985)

“No Tocantins

o chefe dos Parintintins

vidrou na minha calça Lee

Eu vi uns patins pra você

Eu vi um Brasil na tevê”

(Bye Bye Brasil, Chico Buarque e Roberto Menescal)

Em 1969, lembram os curadores que Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha são cassados pelo Regime Militar. Assiste-se ao fechamento de universidades e revistas, além de canções censuradas e movimentos artísticos mergulhados na clandestinidade. Constroem-se hidroelétricas, estradas na Amazônia e cidades industriais sob o mantra do “milagre econômico”, de acordo com os versos de Bye Bye Brasil, de Chico Buarque e Roberto Menescal.

Já no final dos anos 1970, em São Paulo, Lina Bo Bardi, Eurico Prado Lopes e Luiz Telles criam edifícios considerados lúdicos pelos curadores da mostra. Bo Bardi restaura uma antiga fábrica de tambores, onde hoje está localizado o SESC Pompeia, enquanto Prado Lopes e Telles projetam o Centro Cultural São Paulo, fruto de desapropriações causadas pela construção do metrô na Rua Vergueiro.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Hans Broos – Hering Matriz (Blumenau, SC – 1968)

– João Carlos Cauduro, Ludovico Martino e Rosa Kliass – Avenida Paulista (São Paulo, SP – 1973)

– Eduardo Longo – Casa Bola (São Paulo, SP – 1974)

– Pedro Paulo de Melo Saraiva, Sérgio Ficher e Henrique Cambiaghi Filho – Edifício Acal (São Paulo, SP – 1974)

– Joaquim Guedes – Caraíba (Jaguarari, BA – 1976)

– Francisco de Assis Reis – Sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Salvador, BA – 1976

– Eurico Prado Lopes e Luiz Benedito de Castro Telles – Centro Cultural São Paulo (São Paulo, SP – 1976)

– Lina Bo Bardi – SESC Pompeia (São Paulo, SP – 1977)

– Sérgio Magalhães, Ana Luiza Magalhães, Clóvis de Barros e Silvia Pozzana – Cafundá (Rio de Janeiro, RJ – 1977)

– Éolo Maia e Jô Vasconcellos – Capela de Santana do Pé do Morro (Ouro Branco, MG – 1979)

– Severiano Porto e Mário Emílio Ribeiro – Centro de Proteção Ambiental (Balbina, AM – 1983)

– João Walter Toscano, Odiléa Toscano e Massayoshi Kamimura – Estação do Largo 13 de Maio (São Paulo, SP – 1984)

Inteiro e Não Pela Metade (1985-2001)

“A gente não quer só dinheiro

A gente quer dinheiro e felicidade

A gente não quer só dinheiro

A gente quer inteiro e não pela metade”

(Comida, Titãs)

O fragmento dos Titãs em Comida, no início do chamado rock nacional, exprime bem as aspirações de um país que retornava à democracia, desejando implementar tanto projetos sociais, quanto um novo modo de vida. Em resposta à opressão dos grandes conjuntos habitacionais feitos durante o período militar, o programa Favela-Bairro, no Rio de Janeiro, assume a cidade informal como um dado existente, procurando qualificá-la.

Em São Paulo, organizações cooperativas criam caminhos de contraposição ao modelo das grandes empreiteiras e construtoras, empregando alvenaria de tijolo e formas coletivistas de trabalho. Sediado na Bahia, João Filgueiras Lima, o Lelé, adapta as “formas livres” de Niemeyer a um raciocínio de industrialização de componentes, criando fábricas manufatureiras, para amparar a construção dos hospitais da rede Sarah Kubitschek, por todo o Brasil. Em Minas Gerais, a ironia pós-moderna ensaia sua aparição no país “condenado ao moderno”, relembram os curadores.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Paulo Mendes da Rocha – Museu Brasileiro da Escultura (São Paulo, SP – 1986)

– Marcos Acayaba – Casa Hélio Olga (São Paulo, SP – 1987)

– Gustavo Penna – Escola Guignard (Belo Horizonte, MG – 1989)

– Joan Villà – Moradia Estudantil da Unicamp (Campinas, SP – 1989)

– Abrão Anis Assad – Estações-tubo (Curitiba, PR – 1990)

– João Filgueiras Lima – Hospital da Rede Sarah Kubitschek (Rio de Janeiro, RJ – 1991)

– Usina CTAH – COPROMO (Osasco, SP – 1991)

– Jorge Mario Jáuregui – Rio das Pedras (Rio de Janeiro, RJ – 1998)

– Ciro Pirondi – Centro de Formação dos Profissionais da Educação (São Bernardo do Campo, SP – 1999)

– Paulo Mendes da Rocha, Fernando de Mello Franco, Marta Moreira, Milton Braga – SESC 24 de Maio (São Paulo, SP – 2000)

– Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb – Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (São Paulo, SP – 2001)

– Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza – Centros Educacionais Unificados (São Paulo, SP – 2001)

Sentimento na Sola do Pé (2001-2018)

“Você está nas ruas de São Paulo

Onde vagabundo guarda o sentimento na sola do pé”

Né pessimismo não, é assim que é

Vivão e vivendo”

(Vivão e Vivendo, Racionais MCs)

Os versos diretos de Vivão e Vivendo, dos Racionais MCs, abrem o sexto núcleo expositivo da mostra descrevendo a realidade violenta da vida nas grandes cidades do Brasil no novo milênio. Em contraponto – com a promulgação do Estatuto da Cidade e o projeto de escolas de estrutura pré-fabricadas (Centros Educacionais Unificados – CEUs) pela prefeitura de São Paulo – abre-se um período de otimismo sintetizado pela promessa de um crescimento econômico e social por parte dos governantes da época.

Neste período, observa-se uma convivência contrastante entre uma valorização hedonista da arquitetura, manifesta em edifícios culturais, e um forte ativismo de coletivos e movimentos sociais, insuflados pelo lema do “Direito à Cidade”. Contrapondo-se à especulação imobiliária, esses movimentos trabalham junto às ocupações dos sem-teto, ao passo que batalham por novos espaços públicos, enfatizam Serapião e Wisnik.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Rodrigo Cerviño – Galeria Adriana Varejão (Brumadinho, MG – 2004)

– Mauro Munhoz – Museu do Futebol (São Paulo, SP – 2005)

– MGS [Macedo, Gomes & Sobreira] – Fundação Habitacional do Exército (Brasília, DF – 2005)

– Brasil Arquitetura e Marcos Cartum – Praça das Artes (São Paulo, SP – 2006)

– Claudio Libeskind e Sandra Llovet – Universidade Federal do ABC (Santo André, SP – 2006)

– Mario Figueroa, Lucas Fehr e Carlos Dias – Museu da Memória e dos Direitos Humanos (Santiago, Chile – 2007)

– Boldarini Arquitetura e Urbanismo – Parque Cantinho do Céu (São Paulo, SP – 2008)

– Biselli Katchborian – Centro de Artes e Educação dos Pimentas (Guarulhos, SP – 2008)

– STUDIO MK27 e STUDIO SC – (São Paulo, SP – 2008)

– MMBB Arquitetos & H+F Arquitetos – Jardim Edite (São Paulo, SP -2008)

– Alvaro Puntoni, Luciano Margotto, João Sodré e Jonathan Davies – Sede do Sebrae Nacional (Brasília, DF – 2008)

– Vigliecca & Associados – Parque Novo Santo Amaro V (São Paulo, SP – 2009)

– SPBR Arquitetos – Casa de fim de semana (São Paulo, SP – 2010)

– Carla Juaçaba – Pavilhão Humanidade 2012 (Rio de Janeiro, RJ – 2011)

– Andrade Morettin Arquitetos – Instituto Moreira Salles (São Paulo, SP – 2011)

– Arquitetos Associados – Galeria Claudia Andujar (Brumadinho, MG – 2012)

– Triptyque Architecture – Residencial Arapiraca (São Paulo, SP – 2012)

– MAPA Arquitetos – Minimod (Sistema modular, várias implantações – 2013)

– SIAA e Apiacás – SESC Franca (Franca, SP – 2013)

– Estúdio 41 – Estação Antártica Comandante Ferraz (Península Keller, Antártica – 2013)

Moradias estudantis – Rosenbaum e Aleph Zero (Formoso do Araguaia, TO – 2013)

– Metro Arquitetos – ITA Ciências Fundamentais (São José dos Campos, SP – 2014)

Sobre os curadores

Fernando Serapião é crítico de arquitetura e editor da revista Monolito. Possui experiência de mais de uma década na edição de revistas de arquitetura e tem centenas de artigos publicados em periódicos especializados no Brasil e no exterior, em países como Espanha, Itália e China. Também escreve sobre arquitetura como colaborador do jornal Folha de São Paulo e da revista Piauí.

Guilherme Wisnik é professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Autor de livros como Lucio Costa (Cosac Naify, 2001), Caetano Veloso (Publifolha, 2005) e Estado crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009), além de curador e crítico de arte associado à APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte e à LASA – Latin American Studies Association.

Orientações de segurança para visitantes

O SESC São Paulo retoma, de maneira gradual e somente por agendamento prévio online, a visitação gratuita e presencial a exposições em suas unidades na capital, na Grande São Paulo, no interior e no litoral. Para tanto, foram estabelecidos protocolos de atendimento em acordo com as recomendações de segurança do governo estadual e da prefeitura municipal.

Para diminuição do risco de contágio e propagação do novo coronavírus, conforme as orientações do poder público, foram estabelecidos rígidos processos de higienização dos ambientes e adotados suportes com álcool em gel nas entradas e saídas dos espaços. A capacidade de atendimento das exposições foi reduzida para até 5 pessoas para cada 100 m², com uma distância mínima de 2 metros entre os visitantes e sinalizações com orientações de segurança foram distribuídas pelo local.

A entrada na unidade será permitida apenas após confirmação do agendamento feito no portal do SESC São Paulo. A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade serão obrigatórias. Não será permitida a entrada de acompanhantes sem agendamento. Seguindo os protocolos das autoridades sanitárias, os fraldários das unidades seguem fechados nesse momento e, portanto, indisponíveis aos visitantes.

Serviço:

Exposição Infinito Vão: 90 Anos de Arquitetura Brasileira

Curadoria: Fernando Serapião e Guilherme Wisnik

Local: SESC 24 de Maio – 5º andar

Período expositivo: 25 de novembro de 2020 a 27 de junho de 2021

Funcionamento: de terças a sextas, das 15h às 21h. Sábados, das 10h às 14h. Domingos, segundas e feriados: unidade fechada

Tempo de visitação: até 60 minutos

Agendamento de visitas: consulte horários e adquira seu ingresso no portal SESCsp.org.br/24demaio

Classificação indicativa: livre

Grátis

SESC 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo/SP. 350 metros do metrô República.

Acompanhe nas redes:

Facebook: http://www.facebook.com/SESC24demaio

Instagram: http://www.instagram.com/SESC24demaio

Youtube: http://www.youtube.com/SESC24demaiovideos.

Paraty anuncia Festival Gastronômico entre 4 e 6 de dezembro

Paraty, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação/Pousada do Sandy.

A charmosa cidade de Paraty, acostumada a receber eventos e festivais, teve de rever seu calendário cultural neste 2020 atípico. A agenda foi adaptada à nova realidade e aos protocolos de segurança, dentro do programa Paraty Espera Por Você. Edições online foram sugeridas pelos próprios organizadores, diante das dificuldades logísticas e o risco representado por possíveis aglomerações. Entre as boas notícias, o fim do ano chega temperado com o Festival Gastronômico de Paraty, que acontecerá presencialmente, de 4 a 6 de dezembro. A produção do Festival planeja um evento enxuto, com foco na participação online dos chefs convidados, e investir no circuito Gastronômico nos restaurantes, que vão preparar pratos especiais e temáticos.

Para esta edição, o tema é Raízes – no sentido literal da palavra: mandioca, batata doce, cenoura, beterraba e taioba de dedo, entre outras, mas também um motivo para explorar a base da identidade culinária local. Além dos tradicionais pratos especiais nos mais de 30 restaurantes participantes do Circuito, o evento terá aulas-show na Capelinha N.S. das Dores, um dos cartões postais de Paraty.

A Pousada do Sandy.

Participarão ainda os produtores locais, os chefs da cidade e os tradicionais artesãos, valorizando as razões pelas quais Paraty recebeu o título de Cidade Criativa e Patrimônio da Humanidade pela Unesco. “Será um evento para saborear, em todos os sentidos, tanto pelo tema, raízes, como pela força de transformação que o setor gastronômico sempre teve e terá na nossa sociedade”, diz Georgia Joufflineau, uma das organizadoras do Festival.

Onde ficar em Paraty
As pousadas de Paraty, em sua maioria, reabriram as portas no segundo semestre, como é o caso da Pousada do Sandi, um dos ícones de hospitalidade na cidade. Com novo projeto de decoração, e uma agência interna para customizar as experiências dos hóspedes, o up date inclui disponibilizar as informações em QR Code, entre outras novidades, como oferecer kombucha, a bebida probiótica do momento, no café da manhã, agora servido à la carte.
A pousada conta com os seus 27 quartos repaginados e adequados aos protocolos de segurança. Para quem deseja apreciar os eventos, ao vivo ou online, sentindo-se em Paraty, a Pousada do Sandi é o cenário perfeito, que mistura o colonial e o contemporâneo, com pegada cosmopolita e todos os confortos da modernidade.