Evento, promovido pela Cooperativa Uni Arte Costura e Transmutare Treinamentos, teve o apoio do hotel Royal Palm Tower Indaiatuba


Indaiatuba
O secretário de Tecnologia, Desenvolvimento e Inovação José Augusto Rodrigues Gonçalves, Carmen Ajala, o padre Paulo Crozera, o prefeito de Indaiatuba, Dr. Custódio Tavares e o vereador Alexandre Peres. Fotos: Divulgação.
O padre Paulo Crozera, pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, em Indaiatuba – município do interior de São Paulo, acompanhado da Comissão de Restauro da Igreja Matriz, recebeu na noite de quarta-feira (12) um grupo de empresários da cidade no salão paroquial para o lançamento do Projeto de Restauro da Igreja por meio da Lei de Incentivos Fiscais, mais conhecida como Lei Rouanet. O edifício foi construído em 1830 e, a partir dele, a Vila de Cocais se desenvolveu e veio a tornar-se Indaiatuba. O projeto pretende deixar a igreja restaurada para a comemoração dos 200 anos de existência. Essa é a construção mais antiga da Arquidiocese de Campinas.
O projeto foi contemplado pela Lei de Incentivo Fiscal, que permite que as doações feitas para o restauro da igreja sejam abatidas do imposto de renda, seja da pessoa física ou jurídica, com alguns diferenciais. O processo de restauração que já vem acontecendo há dois anos é feito por meio da Associação Cultural Candelária, que tem o próprio padre Paulo como presidente, e os demais membros são empresários e profissionais da cidade que fazem parte da comissão de restauro. Algumas empresas da cidade já estiveram na igreja para conhecer o projeto e sinalizaram apoiá-lo, como a Fundação SEW, que enviou representantes na semana passada para uma visita.
Para contribuir, as empresas com lucro real podem destinar 4% do imposto devido e, as pessoas físicas, 6%, que retornam integralmente para aquele que contribuir, além de terem seus nomes e logomarcas expostos no projeto de comunicação do restauro. A produtora cultural Carmen Ajala, responsável pela inclusão do Projeto de Restauro na Lei de Incentivo, fez uma palestra detalhando como podem ser feitas as contribuições e tirando dúvidas sobre o assunto. Também foi apresentado pelo membro da comissão de restauro Valdecir Peressim o trabalho que já foi executado de forma emergencial, que foi o restauro de toda a estrutura do telhado. Ele também apresentou as fases que ainda precisam ser feitas e o valor da obra está estimado em R$3,8 milhões. O arquiteto Francisco Zorzete, especialista em restauração de edifícios tombados com trabalhos realizados no Brasil e no Exterior, também falou sobre sua experiência e como a associação da imagem de empresas envolvidas no processo como apoiadores é valorizada pela comunidade envolvida.
Para quem estiver interessado em conhecer mais do projeto e/ou fazer doações, basta entrar em contato com a secretaria da Igreja ou por meio das redes sociais e agendar uma reunião com os responsáveis.
Serviço:
Projeto de Restauro da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária
Informações e contribuições: (19) 3875-2108 | Instagram: @accandelaria200.
(Com Jair Italiani)
Diz a crença popular que, na época da fundação de ‘Manairama’, um padre amaldiçoou o lugar durante uma missa. Essa condenação parece mesmo ter trazido consequências, porque não é difícil esbarrar em situações naturalizadas de violências, negligências, preconceitos sociais, desigualdades econômicas e corrupção política. Até mesmo o clima se assemelha a um castigo dos céus, por sujeitar os moradores e os animais à fome. Porém, a região, de vez em quando, mostra-se mais como uma benção repleta de gente que se recusa a desistir apesar de todos os problemas. É com esse cenário que Raimundo Sales lança um livro sobre as pessoas de uma cidade de interior no semiárido nordestino. Com capítulos curtos, as trajetórias desses moradores são contadas por meio de uma linguagem coloquial, parecida com as conversas de um grupo de idosos na calçada ou de uma roda de amigos que se diverte na praça após ir à igreja no domingo.
Os protagonistas formam uma teia de relações complexas representativas das experiências vividas em Manairama: há o bêbado, sempre pedindo cachaça ao povo; a família de pequenos agricultores que sofre para colocar comida na mesa; o jovem que se muda para o Sudeste em busca de ascensão socioeconômica; a ‘doida’ e cuidadora dos animais abandonados; o comerciante que enriqueceu; entre muitos outros. Todos eles desafiam os limites de onde nasceram à medida que também flexibilizam as fronteiras entre o urbano e o rural.
Seu Chico Morais adquiriu um Ford 1929. O povo só andava na região a pé, de jumento ou a cavalo. Se quem tinha um cavalo já era considerado rico, imagine quem tinha carro. As pessoas que andavam por tais caminhos, ao avistá-lo fazendo barulho, soltando fumaça e levantando poeira – no meio de juremas, catingueiras, pereiros, favelas e imburanas completamente sem folhas -, elas corriam, e muitas se feriam nos espinhos e nas pedras no chão. (Manairama, p. 60)
Com apoio das ilustrações de Marcos Aurelio, o autor destrincha as adversidades de uma população do Seridó Potiguar, mas que reverbera em qualquer outra cidade do país. Mesmo ao abordar contextos difíceis, Raimundo Sales reforça a capacidade do brasileiro de ser feliz. Se nasceram numa cidade ‘amaldiçoada’ – cujo termo é uma crítica à visão sobre o Nordeste –, os moradores encontraram motivos para usufruir da vida por meio de arte, humor, relações de afeto e fé.
FICHA TÉCNICA
Título: Manairama
Subtítulo: Maldição e Vida
Autor: Raimundo Sales
ISBN: 978-8536664378
Editora: Scortecci
Páginas: 292
Preço: R$ 56,52 (físico) | R$ 20 (e-book)
Onde comprar: Amazon.
Sobre o autor | Raimundo Sales é analista judiciário do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, com bacharelado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba e especialização em Direito Processual Civil e do Trabalho pela Universidade Potiguar). Em paralelo, trabalha com literatura e publicou o primeiro livro aos 47 anos. Desde então, foi finalista do Prêmio Selo Off Flip 2024, nas categorias Contos e Crônica. Agora, lança o romance Manairama: Maldição e Vida.
Redes sociais do autor:
Instagram: @raimundo.sales.710667
Facebook: /raimundo.sales.710667
LinkedIn: Raimundo Sales.
(Com Victoria Gearini/LC Agência de Comunicação)
Com apoio da Fondazione Bvlgari, exposição ‘Myth & Marble: Ancient Roman Sculpture from the Torlonia Collection’ inaugura no Instituto de Arte de Chicago. Fotos: Bvlgari/Divulgação.
Conhecida como a maior coleção privada de esculturas imperiais romanas preservadas até hoje, os Mármores de Torlonia estão em exposição pela primeira vez fora da Europa. Com o apoio da Fondazione Bvlgari, a Fondazione Torlonia já restaurou mais de 150 estátuas da Coleção, ampliando ainda mais o comprometimento da Maison Romana com os campos da arte e mecenato.
A inauguração foi organizada pela Bvlgari e contou com a presença de patrocinadores do Instituto de Arte de Chicago, da Fondazione Torlonia, amigos da Maison e da imprensa nacional. A exposição Myth & Marble: Ancient Roman Sculpture from the Torlonia Collection tem curadoria de Lisa Ayla Çakmak e Katharine A. Raff, do Instituto de Arte de Chicago, e é coorganizada pelo Instituto de Arte de Chicago e pela Fondazione Torlonia em colaboração com o Museu de Arte Kimbell, o Museu das Belas Artes de Montreal e o The Museum Box e estará aberta ao público de 15 de março a 29 de junho de 2025.
A turnê norte-americana inédita da exposição traz ao público 58 destaques da Coleção Torlonia, incluindo 25 obras que nunca foram exibidas nos tempos atuais, todas restauradas pela Fondazione Torlonia com o apoio da Fondazione Bvlgari.
A exposição estreará no Instituto de Arte de Chicago em 15 de março antes de viajar para o Museu de Arte Kimbell em Fort Worth e o Museu das Belas Artes de Montreal: uma jornada de significado histórico que ressalta o apoio amplo da Bvlgari a iniciativas de patrocínio artístico de longo prazo desse calibre e que traz a Fondazione Bvlgari como parceira oficial da Fondazione Torlonia pela primeira vez.
Esta nova exposição não apenas enfatiza como novas obras históricas foram progressivamente restauradas – como resultado da colaboração entre a Fondazione Torlonia e a Bvlgari e, agora, a Fondazione Bvlgari – mas também mostra a riqueza infinita e o potencial ilimitado desta magnífica Coleção, que pode ser descoberta e redescoberta sob perspectivas sempre diferentes.
Organizada em seis seções temáticas, a apresentação norte-americana introduz um capítulo dedicado a representações de imperadores do século II d.C., que inclui uma seleção notável de retratos imperiais femininos que contextualizam o poder exercido nos bastidores pelas mulheres das famílias romanas de elite. A cada nova jornada, a Coleção permite explorar novas interpretações ou narrativas, em uma espécie de renascimento eterno. “Mais uma vez, estamos orgulhosos de estar ao lado da Fondazione Torlonia nesta jornada única de redescoberta artística, destacando a beleza inigualável de uma das coleções particulares mais importantes do mundo de esculturas gregas e romanas antigas”, disse Jean-Christophe Babin, CEO do Grupo Bvlgari e presidente da Fondazione Bvlgari.
Unidas por uma paixão compartilhada por arte e coletâneas, a Fondazione Torlonia e a Fondazione Bvlgari uniram forças para investir na conservação dos Mármores de Torlonia, garantindo a relevância contínua de seu valor histórico e estético e preservando essas obras-primas para estudos futuros. Essa parceria duradoura já contou com a Maison romana como a principal patrocinadora da restauração da Coleção, como parte de uma iniciativa que visa aumentar a conscientização sobre o estudo vital e o trabalho de conservação realizado pela Torlonia Foundation no Laboratori Torlonia.
Sobre a Fondazione Bvlgari
Fundada em 2024 para fortalecer e expandir o compromisso cultural, filantrópico e social da Bvlgari, a Fondazione Bvlgari se dedica a criar valor duradouro nas áreas de Arte e Mecenato, Educação, Filantropia e Transmissão de Savoir-Faire. Motivada por uma abordagem de ‘retribuição’ e um profundo senso de responsabilidade para com a comunidade, a fundação faz parcerias com organizações globais líderes e constrói colaborações de longo prazo para capacitar gerações futuras, nutrir a criatividade e as artes, fomentar a expressão artística e a preservação do patrimônio cultural, apoiar comunidades vulneráveis e promover o desenvolvimento sustentável.
Sobre a Fondazione Torlonia
A Fondazione Torlonia surgiu a pedido do Príncipe Alessandro Torlonia, com o objetivo de preservar e promover a Collezione Torlonia e a Villa Albani Torlonia: patrimônio cultural da Família para a humanidade a ser transmitido às gerações futuras. Juntos, além de compor um patrimônio artístico excepcional, eles refletem alguns dos principais momentos da nossa civilização, da história da prática de colecionar, bem como da arqueologia e restauração: a Collezione Torlonia oferece um testemunho significativo da história da prática da coleção de itens da antiguidade, e a Villa Albani Torlonia – um testemunho sublime da união da razão e da natureza – constitui uma representação intocada do gosto estético do século XVIII.
Sobre o Intituto de Arte de Chicago
Fundado em 1879, o Instituto de Arte de Chicago é um dos maiores museus de arte do mundo, renomado por sua coleção icônica de objetos que abrangem 5.000 anos de criatividade humana. Localizado no coração de Chicago, em meio aos parques da cidade e ao movimentado centro da cidade, o Instituto de Arte está situado de forma única para compartilhar sua coleção de alto nível mundial com os moradores da cidade e visitantes de todo o mundo. Junto com sua coleção global, o museu apresenta exposições marcantes com uma variedade de formas e períodos de arte, desde objetos antigos até obras feitas por artistas emergentes e líderes de hoje. Além das obras de arte nas galerias, o museu oferece uma variedade de programas envolventes e experiências educacionais criativas.
Sobre a Bvlgari
Parte do Grupo LVMH, a Bvlgari foi fundada no coração de Roma em 1884. Ao longo das décadas, a Bvlgari estabeleceu uma reputação mundial como uma magnífica joalheria romana e um ícone de excelência italiana graças ao seu artesanato primoroso, design visionário e combinação audaciosa de cores. Por meio de uma visão pioneira intrínseca ao DNA da marca desde sua fundação, o sucesso internacional da empresa evoluiu para um fornecedor global e diversificado de produtos e serviços de luxo, desde joias finas e relógios de alta relojoaria a acessórios e perfumes, e apresentando uma rede incomparável de boutiques e hotéis nas áreas comerciais mais exclusivas do mundo. Demonstrado por meio de suas inúmeras parcerias filantrópicas, a Bvlgari acredita profundamente em inovar o presente para um futuro sustentável por meio de seu compromisso com a responsabilidade social e ambiental, além da retribuição à natureza e à comunidade.
(Com Alice Valdetaro/Malu Marino Comunicação)
O Marché du Film – o maior mercado e encontro internacional de filmes e profissionais do cinema no mundo – tem o orgulho de anunciar o Brasil como o País de Honra oficial para sua aguardada edição de 2025, que acontecerá de 13 a 21 de maio durante o 78º Festival de Cannes. Este prestigioso reconhecimento destacará a dinâmica indústria audiovisual do Brasil, seus talentos criativos e seu compromisso de longa data com a colaboração internacional.
A participação do Brasil no Marché du Film também se alinha com a Saison Brésil-France (Temporada Brasil-França), uma iniciativa de intercâmbio cultural que celebra o 200º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países. Nesta temporada, ambas as nações sediarão uma série de eventos que visam fortalecer os laços culturais, econômicos e acadêmicos.
Organizado em parceria com o Ministério da Cultura do Brasil (MinC) e em colaboração com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio do Instituto Guimarães Rosa (IGR) e da Embaixada do Brasil em Paris, além da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil); o programa País de Honra reunirá os principais cineastas, produtores e tomadores de decisão do Brasil em um grande encontro com a comunidade cinematográfica internacional em Cannes. Por meio de várias ações, o país pretende mostrar a diversidade e a força da indústria cinematográfica e audiovisual, fomentando o diálogo para aprimorar as coproduções e expandir o alcance global da narrativa brasileira.
A participação do Brasil se estenderá por toda a programação do Marché du Film e incluirá mostras de trabalhos em andamento de filmes e documentários, eventos de networking exclusivos e apresentações de novas iniciativas internacionais de coprodução. Detalhes específicos serão anunciados nos próximos meses. O Brasil também dará início ao evento Marché du Film, sendo o anfitrião da festa oficial da Noite de Abertura na icônica Plage des Palmes – o espaço conjunto do Festival de Cannes e do Marché du Film. Esta noite comemorativa mergulhará os participantes no espírito da cultura brasileira.
Durante o evento, o Brasil será representado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, a secretária do Audiovisual do Ministério, Joelma Gonzaga, profissionais do audiovisual brasileiro e por várias instituições dentro do Palais des Festivals, que servirá como um ponto central para relacionamento, reuniões de negócios e encontros estratégicos da indústria. Além disso, o país estará no centro das atenções em vários painéis da indústria e eventos de networking, fornecendo espaços importantes para promoção e desenvolvimento de negócios para o setor audiovisual brasileiro. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destaca a importância desta ocasião: “Brasil e França compartilham há muito tempo uma parceria forte e em evolução, e isso se estende ao mundo do cinema e às indústrias criativas. Ao celebrarmos dois séculos de relações diplomáticas em 2025, esta ocasião fortalece os laços culturais e artísticos entre as duas nações”.
A secretária do Audiovisual do MinC, Joelma Gonzaga, acrescentou que o Brasil sempre teve uma forte presença no cinema internacional, especialmente em Cannes. “Isso tem sido consistentemente refletido no Marché du Film e ser o País de Honra em 2025 consolida e amplifica ainda mais essa parceria. Esta é uma oportunidade única de expandir nossas conexões, fortalecer diálogos e mostrar ao mundo a diversidade e a criatividade do cinema brasileiro. Estamos prontos para subir neste palco com toda a força da nossa indústria”, celebra.
O diretor-executivo do Marché du Film, Guillaume Esmiol, expressou sua satisfação por esta colaboração: “Estamos entusiasmados em receber o Brasil como nosso País de Honra para a edição de 2025 do Marché du Film. O Brasil é um país muito criativo, com uma indústria cinematográfica vibrante. Observamos um aumento constante no número de profissionais brasileiros em Cannes nos últimos anos, chegando a 26% somente no ano passado. Com o significado adicional da Temporada Brasil-França, esta parceria é um símbolo da força global da indústria cinematográfica brasileira e sua forte relação com Cannes”, finalizou.
O Brasil segue os passos da Suíça (2024), Espanha (2023) e Índia (2022) como o quarto país a receber o título de País de Honra. Estabelecida pelo Marché du Film, esta iniciativa celebra uma nação diferente a cada ano, reconhecendo suas contribuições para a indústria cinematográfica global. O Marché du Film e o Festival de Cannes abrem suas portas em 13 de maio de 2025, com o mercado de filmes funcionando até 21 de maio e o Festival concluindo suas atividades em 24 de maio.
Sobre Marché du Film – Festival de Cannes
O Marché du Film, o centro de negócios do Festival de Cannes, é o maior encontro internacional de profissionais de cinema do mundo, reunindo mais de 15.000 participantes de todo o mundo, incluindo agentes de vendas, produtores, distribuidores, programadores de festivais e instituições cinematográficas. A cada ano, o mercado hospeda mais de 1.500 exibições exclusivas, 4.000 projetos em desenvolvimento, 250 eventos da indústria e 80 países representados em 60 pavilhões. Por meio de seu vibrante mercado e programas importantes, como Producers Network, Cannes Docs, Cannes Next e impACT; o Marché du Film visa fornecer uma plataforma inclusiva para a comunidade cinematográfica global se conectar, acelerar seus negócios, estimular novas colaborações e explorar as últimas tendências e inovações que moldam a indústria – tudo isso no cenário prestigioso e icônico de Cannes. Site: www.marchedufilm.com.
Sobre o Ministério da Cultura do Brasil
O Ministério da Cultura (MinC) é responsável pelo planejamento e execução das políticas nacionais de cultura e artes do Brasil. A estrutura do Ministério inclui órgãos que prestam assistência direta e imediata à ministra Margareth Menezes, sete secretarias (Secretaria-Executiva; Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural; Secretaria de Direitos Autorais e Intelectuais; Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural; Secretaria de Formação, Livro e Leitura; Secretaria do Audiovisual; Secretaria dos Comitês de Cultura), quatro órgãos colegiados (Conselho Nacional de Política Cultural; Comissão Nacional de Incentivo à Cultura; Comissão do Fundo Nacional da Cultura; Conselho Superior de Cinema) e Secretarias Estaduais em todos os estados da federação. O Ministério da Cultura também conta com sete entidades vinculadas (Agência Nacional do Cinema; Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico; Instituto Brasileiro de Museus; Fundação Biblioteca Nacional; Fundação Casa Rui Barbosa; Fundação Cultural Palmares e Fundação Nacional das Artes).
Site.
(Fonte: APEX Brasil)
Idealizado e concebido pela narradora e atriz peruana-brasileira Rosana Reátegui, com direção de movimento da atriz brasileira Marise Nogueira, ‘Canções para afastar o medo – Contos e acalantos latino-americanos’, da Qinti Companhia, vem, desde 2022, circulando por diversas cidades brasileiras. Agora, o espetáculo, que une teatro, contação de histórias, animação e música, inicia uma nova etapa indo para as arenas culturais da zona norte e oeste do Rio de Janeiro e terá ainda apresentações fechadas na Associação Beneficente AMAR, em Vila Isabel, e na escola municipal Bárbara Ottoni, no Maracanã – tudo de graça. A montagem é realizada através do Edital Pró-Carioca Linguagens da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro dentro da cota para PCDs – em que membros do projeto são portadores de deficiência: Paty Lopes, diretora de produção, e Cido Accioly, produtor executivo. Eles estarão presentes na Areninha Cultural Herbert Viana com alunos do Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES para assistirem à apresentação.
A peça Canções para Afastar o Medo – contos e acalantos latino-americanos retrata uma viagem pela América Latina por meio das canções de ninar locais, que ajudam as mães a acalmarem os seus filhos em momentos de temor e insegurança, muito comuns na infância e que são potencializados em um contexto de migração. Mas a circulação especial pelas arenas culturais da periferia carioca traz, também, o contexto de acalantar a vida de quem tem uma rotina de privações sociais. Segundo Rosana, levar a peça para escolas públicas e territórios da periferia do Rio de Janeiro é de grande importância para a companhia, pois atende ao principal objetivo, que é o de levar cantigas e histórias para espaços onde as crianças passam por dificuldades, fragilidades e riscos. “Onde o medo se apresenta de forma constante pelas carências e vulnerabilidades. Na nossa caminhada artística constatamos que as cantigas são esperança cantada, são melodias maternas feitas de formas simples para proteger e acalentar. O medo vai embora, porque um canto de mãe é entoado para oferecer esperança. E, para nós da Qinti, isso é fazer arte latino-americana. Oferecer nas linguagens artísticas nossas potências originárias: nossos cantos, lendas, línguas e naturezas para reconhecer e valorizar nossas fortalezas, saber que mesmo com todas as dificuldades, o perigo não durará muito. E o medo pode acabar com um canto originário, um acalanto da terra. No espetáculo, trazemos cinco cantos em línguas indígenas para também apresentar e valorizar o grande continente que nos acolhe. Nossa Companhia se chama Qinti, que quer dizer ‘beija-flor’ na língua quechua, a língua das montanhas andinas. Beija-flor é mensageiro, ele sempre trará esperança aonde chegar”, explica.
Sobre as datas do espetáculo
As apresentações nas arenas culturais da zona norte e oeste serão em março, no dia 21 – Arena Cultural Chacrinha, às 10h e 15h; 27 – Arena Cultural Hermeto Pascoal (com apresentação e oficina) às 9h e 13h; dia 28 – Areninha Cultural Herbert Viana, às 10h, e dia 29 – Arena Cultural Dicró, às 10h (apresentação em Libras). As apresentações fechadas vão acontecer na Associação Beneficente AMAR, em Vila Isabel, dia 22, às 11h, e na escola municipal Bárbara Ottoni, no Maracanã, dia 20, às 10h.
Sobre o espetáculo
O texto é resultado da pesquisa sobre a tradição oral dos povos originários latino-americanos realizada por Rosana Reátegui. Na peça são apresentadas quatro histórias de mães de diferentes territórios da América Latina. Na tentativa de afastar os medos e perigos que cercam seus filhos, elas entoam canções de ninar em suas línguas de origem. As músicas são cantadas e tocadas ao vivo por Natalia Sarante, que também assina os arranjos: ‘Takuari porá’, em guarani; ‘Gumayta puñen may’, em mapuche; ‘Punulla waway’, em quechua; ‘Duerme negrito’, da tradição oral hispânica; e ‘Macochi pitentzin’, em nahuatl.
A viagem começa em uma vila chilena, na Terra do Fogo, onde uma criança com medo chora, porque raposas rondam a sua casa. O que pode fazer a mãe para acalmá-la? Seguindo as cordilheiras do Andes, rochas ecoam o canto de uma mãe para sua filha doente, numa cantiga que se repete durante toda a noite para evanescer a dor. Longe dali, um outro canto ressoa nas areias das Antilhas: um bebê só quer dormir quando a mãe voltar do trabalho. E, por fim, chega-se ao México, onde mãe e filha cantam para se reencontrarem.
O cenário dessa viagem é criado pelas artistas no decorrer das histórias. É feito de oito metros de juta – tecido oriundo de uma planta indiana, cultivada no Brasil e em outros países da América Latina. Versátil, a juta se transforma numa grande cordilheira, se desdobrando em montanhas com cavernas, num enorme rio e em caminhos íngremes percorridos pelos personagens confeccionados em lã, por Rosana.
A peça recebeu sete indicações no 7º Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças 2022: melhor espetáculo, texto adaptado, cenário, figurino, formas animadas, atriz (para Rosana Reátegui) e música adaptada/trilha sonora (para Natalia Sarante) – tendo levado o troféu nas duas últimas categorias. No Festival de Teatro de Pindamonhangaba 46°FESTE recebeu o Prêmio Especial pela Pesquisa em Cultura Latina para Crianças.
A trama, um projeto cênico da Qinti Companhia, traz um universo de texturas, palavras e melodias da mãe terra para falar da imensa e potente América Latina. A história começa no sul do continente, numa vila chilena, na Terra do Fogo, onde uma criança com medo chora, com medo das raposas que rondam a casa. Seguindo as cordilheiras, nas terras altas andinas, rochas ecoam o canto de uma mãe para sua filha doente, uma cantiga que se repete durante toda a noite para desvanecer a dor. Longe dali, num outro canto, ressoa nas areias das Antilhas um bebê que só quer dormir quando a mãe voltar do trabalho. Indo além, uma montanha de juta abre um novo caminho até o México, onde mãe e filha, para se encontrar, cantam cantigas de ninar na linguagem dos povos indígenas, em Tupi e Guarani.
Em uma interação com o público, as artistas começam a contação de histórias caminhando entre a plateia como andarilhas a procura de um lugar onde as pessoas falem palavras em guarani. Depois desse encontro esperado, elas apresentam a história da juta como tecido migrante que veio da Índia para renascer no Brasil. E, abrindo um grande tecido, convidam a todos para uma viagem pelo continente latino-americano.
A obra recebeu sete indicações para o Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil, ganhando dois deles, Melhor Atriz para Rosana Reátegui e Melhor Trilha Sonora para a cantora e musicista uruguaia Natalia Sarante, que assina a parte musical e atua juntamente com Rosana: “É um trabalho feito com muita dedicação e carinho. Colocamos muitas temáticas latino-americanas que transcendem as linguagens e conectam todo mundo, no ponto de vista humano, sobre infância e maternidade”, comemora.
Oficinas
Sobre a oficina on-line de Introdução à Acessibilidade para PCD e Neurodivergentes
Além das apresentações, o projeto contará com a oficina on-line de Introdução à Acessibilidade para PcD e neurodivergentes, com a consultora de Acessibilidade e Inclusão Chris Muñoz, dia 18 de março, às 20h. O público-alvo é direcionado à professores da rede pública de ensino, mas a oficina é aberta a simpatizantes da questão neuroatípica.
Cris Muñoz é atriz, palhaça, escritora, palestrante e consultora de acessibilidade. Faz seu pós-doutorado em Artes Cênicas, na UniRio, com pesquisa sobre cuidados artísticos para pessoas neurodivergentes em situação de vulnerabilidade. Tem formação em Direitos Humanos com ênfase em direitos culturais das pessoas com deficiência e pós-graduação em Educação. É integrante de Palhaços Sem Fronteiras-Brasil, representante brasileira da IIAN (International Inclusive Arts Network) e professora do IIP (Instituto Internacional de Psicanálise). Cris Muñoz é uma mulher com tripla excepcionalidade: autista de nível 1 de suporte, TDAH e altas habilidades/superdotação; é mãe de uma adolescente também autista, de nível 2 de suporte e não oralizada. Interessados devem acessar o Instagram @qinticompanhia.
Oficina presencial e interativa com a Qinti Companhia
Dia 27 de março a partir das 13h na Lona Cultural Hermeto Pascoal
A Cia oferecerá a oficina ‘Soy loca por tí, América’, uma aula-espetáculo para professores e público em geral interessado no repertório literário e musical de América Latina. Natalia Sarante e Rosana Reátegui, artistas pesquisadoras das expressões populares latino-americanas, oferecem um encontro em formato de aula-espetáculo para todas as idades. Serão apresentadas histórias músicas, poesias e receitas de alguns dos países da América hispano falante com dinâmicas lúdicas onde os participantes poderão conhecer e praticar os cantos, conhecer as poesias e histórias tradicionais dos povos que habitam este continente e experimentar algumas delícias de culinária típica. O objetivo é num encontro de 2 horas trazer para o público brasileiro elementos culturais dessa ‘outra’ América que às vezes é pouco conhecida, de uma forma interativa, participativa, lúdica, sensorial e divertida. No final da oficina entregaremos aos participantes material com informações e citações bibliográficas.
Interessados devem acessar o Instagram @qinticompanhia.
Ficha Técnica
Concepção e Dramaturgia: Rosana Reátegui
Direção: Rosana Reátegui
Direção de Movimento e Formas Animadas: Marise Nogueira
Produção: A4 Filmes
Artistas em cena: Rosana Reátegui e Natalia Sarante
Cantos e Arranjos Musicais: Natalia Sarante
Figurino: Francisco Leite
Costureira: Maria Brandão
Iluminação: Thiago Monte
Operação de luz e Montagem: Renato Marques
Cenário: Renato Marques e Rosana Reátegui
Bonecos de lã: Rosana Reátegui
Direção de Produção: Paty Lopes
Oficineira: Cris Muñoz
Arte, projeto de mídia, fotos e vídeos: Rodrigo Menezes
Tradutora de libras: Thamires Ferreira
Coordenação Pedagógica: Marcia Renault
Produtor Executivo: Cido Accioly
Assessoria de Imprensa: Alexandre Aquino e Cláudia Tisato
Este edital é realizado com recursos provenientes do Edital Pró-Carioca Linguagens – Programa de Fomento à Cultura Carioca, integrado à PNAB – Plano Nacional de Aldir Blanc, promovido pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro.
Serviço:
Espetáculo Canções para afastar o medo – Contos e Acalantos Latino-Americanos
Duração: 50 min
Classificação: Livre (acima de 4 anos)
Entrada gratuita
Datas, locais e horários:
– 20/3- Escola Municipal Bárbara Ottoni às 10h
Rua Senador Furtado, 94 – Maracanã (fechada para estudantes)
– 21/3- Arena Cultural Chacrinha às 10h e 15h
Rua Soldado Eliseu Hipólito, 138 -Guaratiba
– 22/3- Associação Beneficente AMAR – apresentação fechada – 11h
– 27/3- Arena Cultural Hermeto Pascoal
Apresentação e oficina às 9h e 13h – Praça Primeiro de Maio, s/nº, Bangu
– 28/3 Areninha Cultural Herbert Viana às 10h
Rua Evanildo Alves, s/nº – Maré
– 29/3- Arena Cultural Dicró às 10h
Parque Ari Barroso – Entrada pela R. Flora Lôbo, s/nº – Penha Circular
*apresentação em Libras.
(Com Alexandre Aquino)